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Novo tradutor de “O Silmarillion” é da Valinor!!!

É com grande, imensa, gigantesca alegria que posso anunciar que farei parte da nova fase dos livros de Tolkien no Brasil comandada pela editora Harper Collins! Eu, Reinaldo José Lopes, conhecido como Imrahil pelo pessoal da Valinor, cofundador do site, serei o novo tradutor de “O Silmarillion”, com o objetivo de fazer uma versão para o português que realmente reflita a beleza arcaica e o lirismo do texto original. Mais detalhes no vídeo! E, se quiserem acompanhar mais novidades sobre a monumental tarefa de trazer toda a obra de Tolkien para o Brasil, não deixem de se inscrever no canal!

Sobre Histórias de Fadas.

O livro é composto por um ensaio, "Sobre Histórias de Fadas", e um conto, "Folha por Niggle". O ensaio, essencial para quem quer compreender as influências e técnicas que Tolkien utilizaria em O Senhor dos Anéis, é baseado numa conferência de 1939. Tolkien procura as bases para o conto de fadas, das adaptações infantis de Perrault e dos irmãos Grimm até os mitos nórdicos do Edda. O escritor usa seu conhecimento acadêmico para demonstrar que as histórias sobre fadas têm um caráter mágico e mítico. Tolkien analisa a nossa relação com o "Belo Reino", e demonstra como as histórias sobre fadas dizem não somente sobre um mundo fantástico, mas também sobre a nossa própria realidade. "Folha por Niggle", conto publicado originalmente em 1945, serve de exemplo para o ensaio, e conta a história de um pintor mesquinho que sempre é atrapalhado pelos seus vizinhos enquanto tenta terminar seu quadro – uma árvore no meio de uma floresta. Niggle passa maus bocados na mão de uma instituição obscura, para mais tarde descobrir como deve ser a verdadeira floresta que deveria pintar.

 

Obra completa aqui: http://www.scribd.com/doc/13740607/JRRTolkien-Sobre-Historias-de-Fadas

 

Fonte: www.scribd.com

 

O Senhor dos Anéis, edição Artenova

A Terra Mágica, Livro Um de O Senhor dos Anéis, Editora ArtenovaA chamada “Edição Artenova” foi a primeira tradução feita de O Senhor dos Anéis para a língua portuguesa, antes mesmo da Editora Europa-América de Portugal, lançada no Brasil durante a década de 1970. Os livros foram lançados entre 1974 e 1979 em seis volumes separados, com tradução de Antônio Ferreira da Rocha (os dois primeiros volumes) e Luiz Alberto Monjardim (os quatro últimos volumes), revisão de Salvador Pittaro e tendo Álvaro Pacheco como editor.

Os seis volumes são assim entitulados:

  • Livro Primeiro: A terra mágica
  • Livro Segundo: O povo do anel
  • Livro Terceiro: As duas torres
  • Livro Quarto: A volta do anel
  • Livro Quinto: O cerco de gondor
  • Livro Sexto: O retorno do rei

Atente para o fato de que O Senhor dos Anéis original foi publicado em três volumes e apesar de ter seis livros os mesmos não possuem subtítulos, portanto três dos títulos da Artenova são inteiramente criados pela Editora. A publicação da obra não se mostrou financeiramente rentável, afirmam alguns, pelo espaçamento dos lançamentos – os interessados no início acabaram migrando para a edição portuguesa ou mesmo a versão original antes da conclusão da publicação dos livros da Artenova.
Índice de A Terra Mágica, Livro Um de O Senhor dos Anéis, Editora  ArtenovaEsta edição/tradução também é famosa pela tradução de alguns termos, que assumem, aos olhos de hoje, um tom um tanto quanto jocoso como por exemplo “Colinas dos Túmulos” na edição Martins Fontes que era “Mundas-Modorras” na edição Artenova, não que a tradução esteja incorreta uma vez que “Munda” é mesmo colina e “Modorra” é uma palavra arcaica para túmulo (romano), mas assume um certo tom estranho aos ouvidos de hoje. É possível inclusive afirmar que “Modorra” tem mais a ver com “Barrow” (a palavra original de Tolkien) do que “Túmulo”, pelo arcaísmo da mesma.

Outros exemplos são “Pônei Empinado” (“Pônei Saltitante” na edição Martins Fontes e “Prancing Pony” no original) e seu dono, o “Ceveiro Sombreiro” (“Cevado Carrapicho” na edição Martins Fontes e “Barliman Butterbur” no original). Os “Guardiães” da Martins Fontes (“Rangers” no original) se tornaram “Vagamundos” e seu chefe, “Passolargo” (“Strider”, no original) é aqui chamado de “Caminheiro”. Há algumas preciosidades como “Matusalém Pacolé” mas este eu deixo sem revelar o original.

Nossos amigos hobbits são Frodo Bolsim, Pipinho Tuque, Meirinho Brendibuque e Sam Pacolé (ups! olha a dica pra charada aí acima!), guiados pelo mago Gandalfo para a destruição do Um Anel. A rima do Anel ficou assim:

Aos Reis Elfos sob o céu três Anéis são;
Sete para os Lordes Anões,
abrigados em seus salões;
Nove para o Homem: a morrer condenado;
Ao Lorde Negro Um, em seu trono sentado,
Na Terra de Mordor onde as sombras vão repousar.
Um Anel para achá-los, para todos governar,
Um Anel para reuni-los e para, na treva, os atar
Na Terra de Mordor onde as sombras vão repousar.


Os livros são difíceis de encontrar, principalmente o volume cinco, e a Editora Artenova não está mais ativa desde a década de 1980. Se você os encontrar em seu sebo de preferência ou na casa de algum parente, não deixa passar a oportunidade de obtê-los.

A Valinor está preparando para publicação uma série de artigos sobre a Edição Artenova, a qual atualmente é virtualmente desconhecida apesar de ser a primeira, além de ser caçoada pelos que a conhecem, devido às opções de tradução, que nos soam estranhas, porém há método nas mesmas… mas isso é história pra outro artigo.

The History of Middle-earth

The History of Middle-earth
The History of Middle-earth é uma série de 12 livros publicados entre 1983 e 1996 que coleta e analisa material relacionado às obras de J. R. R. Tolkien, compilados e editados por seu filho, Christopher Tolkien. Parte do conteúdo consiste em versões antigas de textos já publicados, enquanto outra parta consiste de material inédito. Estes livros são extremamente detalhados, frequentemente analisando um pedaço de papel de forma a propiciar a evolução completa de duas ou mesmo três diferentes versões de uma passagem que foram escritas umas sobre as outras.
Christopher Tolkien documentou a história da escrita das histórias da Terra-média tão detalhadamente quanto seu pai documentou a história ficcional da própria Terra-média. Contudo, sabe-se que existem numerosos textos ainda não publicados nas bibliotecas Bodleian e da Marquette Universitye outros papéis possuídos por indivíduos, como a Elvish Linguistic Fellowship.Os primeiros cinco livros acompanham a história inicial de O Silmarillion e textos relacionados. Livros seis a nove discutem o desenvolvimento de O Senhor dos Anéis; o livro nove também discute a história de Númenor na forma do texto chamado The Notion Club Papers. Os livros dez e onze retornam ao material de O Silmarillion, incluindo os Anais de Beleriand e Anais de Aman. Livro doze discute o desenvolvimento dos Apêndices de O Senhor dos Anéis e mais outros textos diversos, datados dos últimos anos da vida de Tolkien.
Os mais importantes e relevantes textos da série foram traduzidos para o Português e publicados na Valinor, na seção Textos de J. R. R. Tolkien, para satisfazer o fã e o estudioso brasileiro.
Livros:

The Father Christmas Letters

Carta de 1925
A cada dezembro um envelope selado no Pólo Norte chegava para os filhos de J. R. R. Tolkien. Dentro estava uma carta escrita com uma estranha caligrafia tremida e belos desenhos e rascunhos. As cartas eram do Papai Noel. Elas contavam fantásticas histórias do Pólo Norte e continuaram de 1920 até 1943. A coleção de cartas foi publicada em 1976 com a edição de Baillie Tolkien, a segunda esposa de Christopher Tolkien.
 
 
John Francis Reuel Tolkien recebeu sua primeira carta do Papai Noel
(Father Christmas) ‘datada’ de 22 de dezembro de 1920, na Rua Alfred 1,
St Giles, Oxford. Papai Noel aparentemente escutou John perguntando a
seu pai como Papai Noel era e onde ele vivia e escreveu uma carta
explicando esses detalhes, em uma caligrafia limpa, mas tremida, que
Tolkien manteve por muitos anos. A carta veio com um belo
"auto-retrato" auarelado do Papai Noel com uma imagem de sua casa logo
abaixo. Os selos do Papai Noel são do Correio do Pólo Norte (North Pole
Post), e cada carta veio em um envelope escrito com capricho. Algumas
vezes ele assinava como Fr. Nicholas Christmas (Papai Nicolau Natal).

Selo do Pólo Norte
Em 23 de dezembro de 1924, Michael Hilary Tolkien recebeu sua primeira
carta do Papai Noel, e com o nascimento dos outros filhos
ele acrescentou Christopher e Priscilla. Outro personagem, o Urso do Pólo
Norte foi acrescentado logo, com cada carta contendo anedotas dos
problemas e logística da preparação do Natal. Todas as cartas foram
ilustradas com aquarelas, com desenhos adicionais acrescentados para
ilustrar eventos particularmente interessantes na preparação natalina.
As cartas seguem o nascimentos dos filhos e sua mudança para Leeds e de
volta a Oxford.

Em 1932, quando a Europa estava começando a ficar perigosa, os Goblins
são mencionados pela primeira vez nas cartas, que de fato é uma
história curta sobre um ataque goblin; e em 1933, o Papai Noel escreve
"Goblins. O pior ataque que tivemos em séculos. Eles estão
temerosamente selvagens e raivosos desde que recuperamos os brinquedos
roubados no ano passado e jogamos fumaça verde."
A ilustração desta
carta mostra o Urso do Pólo Norte e os Gnomos Vermelhos lidando com os
goblins (mesmo estando em menor número). Em 1936, o alfabeto Goblin foi
enviado junto com a carta.

Carta de 1933, com o Ataque Goblin
1934 marca a primeira menção a Priscilla Tolkien, que foi a razão pela
qual  dois parentes do Urso do Pólo Norte apareceram para ficar na Casa
do Penhasco (residência do Papai Noel). John e Michael, tendo crescido,
não mais recebiam cartas do Papai Noel. Papai Noel estava ficando velho
então contratou um ajudante – um Elfo chamado Ilbereth. Isto poupou
Tolkien de ter que escrever com a mão tremida de Papai Noel, e a carta
de 1937 tem uma frase curta em élfico.

Em 1939 os problemas em conseguir matéria-prima para os presentes de
Natal perturbaram Papai Noel. Suas cartas agora eram endereçadas apenas
a Priscilla Mary R Tolkien. As cartas do Papai Noel continuaram até
1943 e o Urso do Pólo Norte melhorou sua caligrafia para uma espécie de
escrita rúnica.

Os Filhos de Húrin / The Children of Húrin

Os Filhos de Húrin (The Children of Húrin) é um romance de alta fantasia épica com origem em um
conto inacabado de J.R.R. Tolkien, que escreveu a versão original da
história no final da década de 1910, revisou-a inúmeras vezes depois
disso, mas não a completo até sua morte em 1973. Seu filho, Christopher
Tolkien, editou os manuscritos para formar uma narrativa consistente e
o publicou em 2007 como um trabalho independente.

 

 
Capa do Os Filhos de Húrin
Os Filhos de Húrin foi publicado em 17 de abril de 2007, pela HarperCollins no Reino Unido e Canadá, e pela Houghton Mifflin nos Estados Unidos. Alan Lee, ilustrador de outras obras de fantasia de J.R.R. Tolkien (O Hobbit e O Senhor dos Anéis) criou a sobrecapa, bem como as ilustrações internas do livro. Christopher Tolkien também incluiu um artigo sobre a evolução do conto, várias árvores genealógicas e um redesenho do mapa de Beleriand.

 
Pano de Fundo

A história e descendência dos personagens principais são dadas nos parágrafos iniciais do livro, e a história de fundo é elaborada nO Silmarillion. Ela começa 500 anos antes das ações do livro, quando Morgoth, um ser imortal encarnado possuindo grandes habilidades sobrenaturais e que é o poder maligno primevo, escada do Reino Abençoado de Valinor para o noroeste da Terra-média. De sua fortaleza de Angband ele iniciou a reconquista de toda a Terra-média, iniciando uma guerra com os Elfos que residiam mais ao sul, em Beleriand.

Contudo, os Elfos conseguiram resistir a seu ataque e a maioria dos reinos permaneceu sem ser conquistada; o mais poderoso destes sendo Doriath, governado por Thingol Capa-cinzenta. Em adição a isso, após algum tempo os Elfos Noldor deixaram Valinor e seguiram Morgoth até a Terra-média para se vingarem. Juntos com os Sindar de Beleriand, eles iniciaram um Cerco a Angband, e estabeleceram novas fortalezas e reinos na terra-média, incluindo Dor-lómin por Fingon, Nargothrond de Finrod Felagund e Gondolin de Turgon.

Após três séculos, os primeiros Homens apareceram em Beleriand. Estes eram os Edain, descendentes daqueles Homens que se rebelaram contra o governo dos servos de Morgoth e partiram para o oeste. A maioria dos Elfos lhes deu boas-vindas e a eles foram dados feudos em Beleriand. A Casa de Bëor governou sobre a terra de Ladros, o Povo de Haleth recuou para a floresta de Brethil e governo de Dor-lómin foi dado à Casa de Hador. Mais tarde outros homens adentraram Beleriand, os Orientais, muitos dos quais estavam em acordos secretos com Morgoth.

Eventualmente Morgoth conseguiu furar o Cerco de Angband na Batalha das Chamas Repentinas. A Casa de Bëor foi virtualmente destruída e os Elfos e Edain sofreram grandes baixas; contudo, muitos reinos permaneceram sem serem conquistados, incluindo Dor-lómin, onde o governo havia passado a Húrin Thalion.

 
 
Resumo

O livro Os Filhos de Húrin começa com um registro da chegada de Húrin e seu irmão Huor à cidade oculta de Gondolin. Após morarem lá por um ano, eles juraram jamais revelar a localização da mesma a ninguém e foi-lhes permitido partir para Dor-lómin. Lá Húrin se casou com Morwen Edhelwen e tiveram dois filhos, Túrin e Lalaith. O livro continua com a história da criação de Túrin, a morte prematura de Lalaith e a partida de Húrin para a guerra.

Na desastrosa derrota da Batalha das Lágrimas Incontáveis Húrin foi capturado vivo. O próprio Morgoth o torturou, tentando forçá-lo a revelar a localização de Gondolin mas, apesar de seus esforços, Húrin resistiu e mesmo debochou de Morgoth. Por isso Morgoth o amaldiçoou e a toda sua família.

Sob o comando de Morgoth os Ocidentais sobrepujaram Hithlum e Dor-lómin. Morwen, temendo a captura de seu filho, enviou Túrin ao reino de Doriath, por segurança. Logo depois Morwen deu a luz a uma segunda filhas, Nienor. Em Doriath, Túrin foi tomado como filho adotivo pelo Rei Thingol e se tornou um guerreiro poderoso, tornando-se amigo de Beleg Arco-forte, como um dos guardas das fronteiras. Contudo, após muitos anos Túrin causou a morte de um dos conselheiros de Thingol, o Elfo Saeros. Recusando a se desculpar por suas ações, Túrin foge de Doriath e entra nas terras ermas.

Túrin se uniu a um grupo de foras-da-lei, os Gaurwaith, e logo se tornou seu líder. Enquanto isso, Thingol descobriu as circunstâncias da morte de Saeros e  perdoou o ato de Túrin, enviando Beleg para procurá-lo. Ele teve sucesso em encontrar o bando, mas Túrin se recusou a retornar para Doriath. Beleg então partiu para participar das batalhas nas fronteiras norte de Doriath.

Algum tempo depois Túrin e seus homens capturaram Mîm o não, que resgatou sua vida conduzindo o bando às cavernas da colina de Amon Rûdh onde ele tinha sua morada.  Os foras-da-lei se entrincheiraram nas cavernas e logo Beleg retornou e se uniu a eles. O bando gradualmente se tornou mais ousado e bem sucedido na guerrilha contra as tropas de Morgoth, e Túrin e Beleg chegaram a estabelecer o reino de Dor-Cúarthol. Contudo, após alguns anos, Mîm os traiu, revelando o quartel-general do bando às forças de Morgoth. Os foras-da-lei foram vencidos, Túrin foi capturado mas Beleg escapou.

Túrin frente a Orodreth em Nargothrond
Beleg seguiu a companhia de Orcs, encontrando um Elfo mutilado, Gwindor de Nargothrond, no caminho. Eles encontram Túrin dormindo e solto de suas amarras, mas Túrin, pensando que um Orc veio atormentá-lo, mata Beleg antes de perceber seu erro. Gwindor conduz Túrin a Eithel Sirion, onde Túrin recupera o juízo, e mais tarde a Nergothrond. Lá Túrin obtém o favor do Rei Orodreth e o amor da filha deste, Finduilas. Após liderar os Elfos a consideráveis vitórias, ele se tornou o conselheiro chefe de Orodreth e virtual comandante de todas as forças de Nargothrond.

Contudo, após cinco anos Morgoth enviou uma grande força de Orcs sob o comando do dragão Glaurung e derrotou o exército de Nargothrond no campo de Tumhalad, onde tanto Gwindor quando Orodreth foram mortos. As forças de Morgoth saquearam Nargothrond e capturaram seus moradores. Em um tentativa de evitar isso, Túrin encontrou Glaurung, que enfeitiçou Túrin e o fez retornar a Dor-lómin para procurar sua mãe e irmão ao invés de resgatar Finduilas e os outros prisioneiros.

Quando Túrin retornou a Dor-lómin, ele descobriu que Morwen e Nienor já haviam fugido para Doriath. Em um ataque de fúria, Túrin incitou uma luta e teve que fugir novamente. Ele seguiu os captores de Finduilas até a floresta de Brethil, apenas para descobrir que ela havia sido morta pelos orcs quando os homens-da-floresta tentaram resgatá-la. Quase destruído por seu pesar, Túrin pediu asilo entre o Povo de Haleth, que mantinha uma resistência tenaz contra as forças de Morgoth. Em Brethil túrin se renomeou Turambar, "Senhor do Destino" em Alto-élfico, e gradualmente superou o Chefe Brandir.

Enquanto isso, Morwen e Nienor ouviram rumores dos feitos de Túrin em Nargothrond e tentaram encontrá-lo. Lá foram atacadas por Glaurung, que enfeitiçou Nienor de tal forma que ela esqueceu tudo enquanto Morwen se perdia. Eventualmente Morwen chegou a Brethil, onde foi encontrada por Turambar; sem perceber seu parentesco eles se apaixonaram e se casaram, apesar dos conselhos de Brandir.

Após algum tempo Glaurung partiu ao extermínio dos Homens de Brethil, mas Turambar o matou, perfurando por baixo enquanto este cruzava a ravina de Cabed-en-Aras. contudo, quando Turambar puxou a espada, o sangue envenenado de Glaurung escorreu por sua mão, fazendo-o ficar inconsciente. Nienor, grávida, encontrou Turambar caído inconsciente, e o moribundo Glaurung fez sua memória retornar. Percebendo com horror que seu marido era também seu irmão, ela se atirou do despenhadeiro próximo no rio Taeglin, e foi levada por este. Quando Turambar acordou e ouviu de Brandir que Nienor estava morta, o matou em sua fúria e mais tarde se jogou sobre sua própria espada.

A parte principal da narrativa termina com o enterro de Túrin. Anexo a este há um trecho extraído de As Andanças de Húrin, o próximo conto do legendarium de Tolkien. Este reconta como Húrin foi finalmente libertado por Morgoth e chegou ao túmulo de seus filhos. Ali encontrou Morwen, que também conseguiu encontrar o local, mas morria agora nos braços de seu marido, ao pôr-do-sol.

 

História do Conto

Uma breve versão da história forma a base do capítulo XXI dO Silmarillion, colocando o conto no contexto das guerras de Beleriand. Embora baseado nos mesmos textos utilizados para completar o novo livro, o Silmarillion deixa de fora grande parte do conto. Outras versões incompletas que foram publicadas em outros livros:

    * O Narn i Hîn Húrin no Contos Inacabados.
    * A série The History of Middle-earth (HoME), com destaque a:
          o Turambar e o Foalókë, do The Book of Lost Tales (HoME 1)
          o O Lay of the Children of Húrin, uma narrativa antiga em forma de poema.
          o Versões em prosa do Lay (ou Húrinssaga), eventualmente levando a versões mais antigas e alternativas do Narn e também ao Os Filhos de Túrin.

Nenhum destes textos forma uma narrativa completa e madura. O Os Filhos de Húrin publicado é uma síntese dessas fontas e de outros textos, inéditos até então.

 
 
Críticas 

Mr. Bliss

Mr. Bliss é um livro infantil ilustrado de autoria de J.R.R. Tolkien, publicado postumamente em formato de livro em 1982. Um dos trabalhos curtos menos conhecidos de Tolkien, ele conta a história de Mr. Bliss (algo como "Senhor Feliz") e seu primeiro em seu novo carro. Muitas aventuras acontecem: encontros com ursos, visinhos bravos, donos de loja irritados  e uma série de colisões.

 

 
Mr. Bliss, de J.R.R. TolkienA história foi baseada nos próprios desencontros veiculares de Tolkien com seu primeiro automóvel, em 1932. Os ursos foram baseados nos ursos de pelúcia dos filhos de Tolkien. Tolkien foi tanto o autor quando o ilustrador do livro. A narrativa mantém a história e as ilustrações bem amarradas, e o texto frequentemente comenta diratamente as imagens.

Mr. Bliss não foi publicado durante a vida de Tolkien. Ele enviou aos seus editores como um "paliativo" aos leitores que estava ávidos por mais Tolkien depois do sucesso de O Hobbit. As ilustrações aquareladas e pintadas a lápis teriam tornado o custo de produção proibitivo. Tolkien concordou em redesenhar as ilustrações de maneira mais simples, mas descobriu que não tinha tempo para isso. O manuscrito ficou em uma gaveta até 1957, quando foi vendido (bem como os manuscritos originais de O Senhor dos Anéis, O Hobbit e Mestre Gil de Ham) para a Universidade Marquette por 1.250 libras esterlinas.

O livro foi publicado em 1982, com as ilustrações e a letra manuscrita díficil de ler de Tolkien em uma página e uma transcrição na página oposta.

Oliphaunt

Talvez o menos conhecido trabalho de Tolkien seja o pequeno poema "Oliphaunt", publicado em formato de livro ilustrado, com capa dura, em 1989 pela Contemporary Books/Calico. Na verdade não é um livro no sentido estrito da palavra, mas apenas um poema dividido em 14 páginas com uma série de ilustrações duramente criticadas. Atualmente o livro se encontra fora de catálogo e só pode ser encontrado como usado.

 

A capa do livro pode ser visto logo abaixo à direita e o poema completo é o que se segue:

 

Grey as a mouse,
Big as a house,
thumb_oliphaunt

Nose like a snake,
I make the earth shake,


As I tramp through the grass;
Trees crack as I pass.
With horns in my mouth
I walk in the South,
Flapping big ears.


Beyond count of years
I stump round and round,
Never lie on the ground,
Not even to die.
Oliphaunt am I,
Biggest of all,
Huge, old, and tall.
If ever you'd met me
You wouldn't forget me.
If you never do,
You won't think I'm true;
But old Oliphaunt am I,
And I never lie.

Resumo de O Senhor dos Anéis – Livro V (Cap. 1 a 10)

Capítulo 1: Minas Tirith
Depois de uma longa e rápida viagem, Gandalf e Pippin chegam à grande cidade de Minas Tirith nas primeiras horas da manhã, e têm uma audiência com Denethor, o Senhor e Regente de Gondor e pai de Boromir e Faramir. Denethor é um homem de grande poder e linhagem, capaz de perceber muito do que se esconde atrás das palavras de alguém. Pippin conta sobre a jornada deles, e sobre Boromir, e faz um juramento de fidelidade a Gondor. Depois da audiência, Gandalf vai tratar de assuntos urgentes e Pippin sai para explorar a Cidade. Ele conhece Beregond, um soldado da guarda da cidade, que foi mandado para lhe fazer companhia por algum tempo. Eles conversam sobre Gondor e seus costumes, sobre a viagem de Pippin e as terras distantes que ele viu, e sobre a guerra que se aproxima, na qual Gondor não parece ter esperança alguma. Mais tarde, quando Beregond precisa cuidar de seus deveres, Pippin vai ao encontro do filho dele, Bergil, e juntos eles vão para os portões da cidade para ver a chegada dos exércitos de Gondor, que irão fortalecer a defesa de Minas Tirith. No começo da noite Pippin retorna a seus aposentos, e de madrugada Gandalf também volta, parecendo muito preocupado.
 
Capítulo 2: A Passagem da Companhia Cinzenta
Logo depois da partida de Gandalf, a companhia do rei Théoden é alcançada por um grupo de Guardiões do Norte, parentes de Aragorn, acompanhados por Elladan e Elrohir, os filhos de Elrond. Eles cavalgam juntos para o Abismo de Helm, onde Aragorn olha para o palantír e o tira do controle da mente de Sauron. Ele decide ir tão rápido quanto possível para Gondor, tomando as aterrorizantes Sendas dos Mortos, acompanhado por Legolas, Gimli, os filhos de Elrond e os Dúnedain. Levará vários dias para que Théoden [com quem Merry permanece como escudeiro] consiga concentrar as tropas de Rohan; enquanto isso, Aragorn e seus companheiros cavalgam na direção de Edoras e do Templo da Colina. Lá Éowyn quer se juntar a eles, mas Aragorn não o permite, dizendo que apenas Théoden poderia liberá-la de seu dever. Na manhã seguinte a companhia adentra as Sendas dos Mortos: uma espécie de túnel que leva ao outro lado das montanhas, ao sul de Rohan. Os "Mortos" são as sombras de um povo antigo que quebrou seu juramento a Isildur, e Isildur os amaldiçoou a não ter paz enquanto o juramento não fosse cumprido. Aragorn, sendo o herdeiro de Isildur, convoca-os para ajudá-lo na guerra, para que dessa forma cumpram seu juramento. A companhia, seguida por um grande exército das sombras dos Mortos, cavalga para o leste, na direção de Pelargir.

Capítulo 3: A Concentração das Tropas de Rohan
Enquanto isso, Théoden e seu exército cavalgam para o Templo da Colina, onde o exército de Rohan está se reunindo. Éowyn os espera, e conta que Aragorn foi para as Sendas dos Mortos; pouco se sabe sobre elas entre os rohirrim, apenas algumas lendas assustadoras, e eles têm certeza de que Aragorn nunca mais será visto. Um mensageiro de Gondor chega, trazendo um aviso de Denethor sobre o perigo em que está Minas Tirith, e pedindo aos rohirrim [que têm sido aliados de Gondor por séculos] que o ajudem na guerra. Théoden se prepara para partir no dia seguinte, pretendendo agora cruzar abertamente a planície, pois a grande nuvem de Mordor cobriu o céu inteiro com escuridão. Ele decide que Merry deve permanecer em Edoras, onde Éowyn irá liderar o povo até a volta do rei. Contudo, um jovem cavaleiro chamado Dernhelm diz em segredo a Merry que pode levá-lo em seu cavalo para Gondor, e Merry aceita a oferta prontamente.

Capítulo 4: O Cerco de Gondor
Na manhã seguinte, quando a escuridão já tinha coberto o céu, Gandalf leva Pippin até Denethor, e Pippin recebe um uniforme da Torre. Mais tarde ele encontra Beregond e conversa por algum tempo com ele nas muralhas da cidade. Naquela mesma tarde Faramir retorna a Minas Tirith, mal escapando dos nazgûl alados que estavam perseguindo a ele e a alguns poucos companheiros. Pippin acompanha Gandalf e Faramir num encontro com Denethor; Faramir relata os eventos na fronteira e seu encontro com Frodo. Denethor não está contente com as ações de Faramir, e preferiria que o Anel tivesse sido trazido até ele. No dia seguinte, Faramir deixa a cidade outra vez para ajudar na defesa das passagens através do Anduin. Os defensores não conseguem resistir ao bem preparado ataque; entretanto, um dia mais tarde, sobreviventes recuam para a cidade, perseguidos pelos inimigos; Faramir é trazido para dentro por último, ferido por uma seta envenenada. Grande número de inimigos, liderados pelo próprio Capitão dos Espectros do Anel, se espalham em torno da cidade e iniciam um cerco, cavando trincheiras de fogo e preparando grandes máquinas de assalto. Denethor se descontrola ao ver Faramir mortalmente ferido, e abandona qualquer esperança e a defesa da cidade, enfurnando-se nas casas dos mortos, com intenção de incinerar a si próprio e a Faramir. Ele libera Pippin de seu serviço, e Pippin corre em busca de Gandalf, que ainda pode impedir Denethor de cometer alguma loucura. Enquanto isso, os inimigos atacam o portão da cidade com um grande aríete, e o destroem depois de várias tentativas. O Senhor dos nazgûl entra na cidade e é confrontado apenas por Gandalf; nesse mesmo momento, porém, os chifres de Rohan soam ao longe.

Capítulo 5: A Cavalgada dos Rohirrim
O exército de Rohan cavalga rapidamente na direção de Gondor por quatro dias. Certa noite, Merry escuta Théoden e Éomer falando com Ghân-buri-Ghân, um líder dos Homens Selvagens dos bosques próximos. Orcs parecem ter barrado a estrada para Minas Tirith, e Ghân se oferece para mostrar um caminho há muito abandonado e desconhecido através da floresta. Dessa forma, eles chegam ao campo de Gondor sem oposição, pois todos os inimigos estão ocupados atacando os muros da cidade. No momento em que os exércitos de Mordor estão atacando os portões com seu grande aríete, Théoden sopra em seu chifre o sinal de ataque e os rohirrim entram na batalha.

Capítulo 6: A Batalha dos Campos do Pelennor
Na primeira investida, Théoden mata um líder dos sulistas. Então o Capitão dos Espectros do Anel, cavalgando sua terrível criatura alada, desce perto de Théoden; o cavalo deste, enlouquecido pelo medo, cai de lado e esmaga o rei sob seu peso. Apenas Éowyn, que estava disfarçada como Dernhelm, fica ao lado de Théoden nesse momento. A coragem de Merry finalmente desperta e ele ataca o Espectro do Anel por trás, e Éowyn, com sua força derradeira, mata o rei dos Espectros. Antes de morrer, Théoden diz adeus a Merry, e saúda Éomer como o novo rei. Os defensores remanescentes de Minas Tirith saem da cidade para ajudar os rohirrim; o Príncipe Imrahil encontra os homens que carregam Théoden e Éowyn, e nota que ela ainda está viva, e chama os curadores. As forças de Rohan e Gondor estão lentamente perdendo a batalha com os enormes exércitos do Inimigo. Uma frota dos navios de Umbar sobe o Anduin, e para a surpresa de atacantes e defensores ela não traz os Corsários, inimigos de Gondor, mas Aragorn e seus companheiros, bem como os exércitos de Gondor meridional. Agora a batalha vira a favor do Oeste, e no fim do dia nenhum inimigo vivo resta no campo de batalha.

Capítulo 7: A Pira de Denethor
Pippin encontra Gandalf e o leva até as Casas dos Mortos, para impedir que Denethor incinere a si próprio e a Faramir. Lá eles encontram Beregond [a quem Pippin havia avisado sobre a loucura de Denethor] lutando com os servos do Regente. Gandalf tenta convencer Denethor de que a hora e a maneira da morte de alguém não devem ser decididas por essa pessoa, e que seu dever é liderar a defesa da Cidade; mas Denethor acredita firmemente que o poder de Mordor é agora grande demais, e que tudo é sem esperança. Beregond o impede de matar Faramir; então Denethor agarra uma tocha e a joga no monte de lenha preparado ali, e se lança sobre a fogueira, e queima. Parece que um palantír, mantido secretamente na Torre Branca, foi a origem da loucura de Denethor, pois ele havia olhado nele longamente, e não vira nada além da reunião dos grandes exércitos de Mordor. Gandalf e Pippin levam Faramir para as Casas de Cura, embora ninguém saiba se ele será capaz de se recuperar.

Capítulo 8: As Casas de Cura
Totalmente exausto, Merry havia seguido os que carregavam o corpo de Théoden, mas se perdera. Ele é finalmente encontrado por Pippin, e levado para as Casas de Cura. Lá Gandalf escuta uma velha mencionar a lenda de que as mãos de um rei são as mãos de um curador; e ele procura por Aragorn, que poderia ainda ter essa habilidade. Aragorn decide não reivindicar sua realeza até que a guerra com Mordor termine, mas ele entra na cidade para ajudar os feridos. Primeiro ele cuida de Faramir, Éowyn e Merry. Faramir foi atingido por uma flecha envenenada, mas principalmente foi afetada pelo "hálito negro" dos nazgûl; e Éowyn e Merry caíram na escuridão depois de enfrentar o Espectro do Anel. Aragorn os cura com uma erva chamada athelas e eles despertam, embora ainda tenham que descansar por vários dias. Ele e os filhos de Elrond trabalham nas Casas de Cura até a manhã do dia seguinte.

Capítulo 9: O Último Debate
Na manhã seguinte, Legolas e Gimli entram na cidade e encontram o Príncipe Imrahil; então eles visitam Merry e Pippin nas Casas de Cura. Conversam sobre a passagem das Sendas dos Mortos: como eles cavalgaram por vários dias, e Aragorn convocou as sombras dos Mortos para lutar por ele, como eles capturaram a frota de Umbar em Pelargir, e como eles navegaram Anduin acima para se juntar à batalha do Pelennor. Enquanto isso, os capitães debatem: Gandalf, Aragorn, Imrahil, Éomer e os filhos de Elrond. Gandalf apresenta seu plano: cavalgar na direção do Portão Negro de Mordor, como se para desafiar Sauron à batalha, de maneira que ele esvazie Mordor e dirija toda a sua atenção para eles; isso aumentaria as chances de Frodo de alcançar o Orodruin e destruir o Anel. Pois, enquanto o Anel existir, a força de Sauron será grande demais para ser derrotada na guerra. O plano é aceito e um exército de sete mil homens se prepara para partir em dois dias.

Capítulo 10: O Portão Negro se abre
O exército do Oeste marcha na direção dos portões de Mordor, e várias vezes por dia os arautos proclamam a vinda do Rei e desafiam as forças de Mordor. Alguns homens são destacados para guardar as Encruzilhadas, e mais tarde alguns sentem medo e voltam. Ninguém responde aos desafios, porém, exceto por um pequeno grupo de orcs e orientais que eles derrotam facilmente. Finalmente o exército chega ao Portão Negro de Mordor, e novamente desafia Sauron a sair e reparar suas ações malignas. Então uma embaixada aparece, liderado pela Boca de Sauron, um numenoreano corrompido que havia passado a servir Sauron e se tornara lugar-tenente de Barad-dûr e um poderoso feiticeiro. Ele declara que um espião hobbit fora capturado [e mostra as roupas de Frodo] e exige que os Capitães do Oeste cedam às ambições territoriais de Sauron, ou o espião será brutalmente torturado. Gandalf recusa esses termos, mas toma os pertences de Frodo; então a embaixada, em medo e raiva, retorna para o Portão. Finalmente Sauron põe sua armadilha em ação: os portões se abrem e um exército jorra de dentro, muitas vezes maior que o exército do Oeste. Nessa última defesa desesperada, Pippin mata um enorme troll das montanhas, mas cai inconsciente.


[tradução de Luciano Soares e Reinaldo]

The History of Middle-earth III – The Lays of Beleriand

Os leitores mais atentos de O Silmarillion provavelmente se recordam dos belos fragmentos de poesia que aparecem no capítulo De Beren e Lúthien. No terceiro livro da série The History of Middle-earth, entitulado The Lays of Beleriand (As Baladas de Beleriand), temos a oportunidade de conhecer na íntegra a Balada de Leithian, texto do qual foram extraídos esses versos, bem como a Balada dos Filhos de Húrin, que reconta em forma de poema a história de Túrin Turambar.
 

Na verdade, nenhum dos dois poemas chegou a ser terminado por Tolkien: a Balada dos Filhos de Húrin, embora tenha 2000 versos, termina logo depois da chegada de Túrin a Nargothrond, enquanto a Balada de Leithian, com catorze cantos, foi interrompida no momento em que Carcharoth, o lobo de Angband, arranca a mão de Beren que segurava a Silmaril.

O estilo das duas baladas é bastante diferente: enquanto a Balada de Leithian é composta por versos octassílabos que rimam em pares (os chamados dísticos), a Balada dos Filhos de Húrin foi escrita em versos aliterativos, um tipo de rima utilizado na poesia medieval anglo-saxã, muito apreciada por Tolkien.

Os dois longos poemas foram escritos por Tolkien durante os anos 20 e começo dos anos 30, e representam uma fase importante para a evolução da mitologia tolkieniana. Para citar alguns exemplos, é neles que aparece pela primeira vez a fortaleza subterrânea de Nargothrond, personagens como Finrod (então chamado apenas Felagund) e o próprio Sauron (então chamado Thû). É impressionante perceber também que a Balada de Leithian praticamente definiu a história de Beren e Lúhien como a conhecemos hoje. Até trechos de poemas publicados em outros livros, como a história de Tinúviel contada por Aragorn aos hobbits em O Senhor dos Anéis, foram fortemente baseados na Balada de Leithian.

Além dos dois poemas principais, The Lays of Beleriand também contou fragmentos de outros poemas abandonados por Tolkien: The Flight of the Noldoli (A Fuga dos Noldor), The Lay of Earendel (A Balada de Earendel) e The Lay of the Fall of Gondolin (A Balada da Queda de Gondolin).

Conteúdo do Livro

The Lay of the Children of Húrin A história de Húrin e seus filhos, em versos aliterativos. Acaba com Túrin chegando em Nargothrond. 1920 – 1925

Poems early abandoned Poemas breves. Inclui "The Flight of the Noldoli", um fragmento aliterativo de "Lay of Eärendel" e "Lay of the Fall of Gondolin". 1920 – 1925

The Lay of Leithian História de Beren e Lúthien em cupletos octosilábicos. Termina com Carcharoth engolindo a mão de Beren. 1925 – 1931

The Lay of Leithian recommenced
Reescrita de "The Lay of Leithian", em parte extensivo. Termina no mesmo local. 1949 u 1950, revisado depois de 1955