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Novo tradutor de “O Silmarillion” é da Valinor!!!

É com grande, imensa, gigantesca alegria que posso anunciar que farei parte da nova fase dos livros de Tolkien no Brasil comandada pela editora Harper Collins! Eu, Reinaldo José Lopes, conhecido como Imrahil pelo pessoal da Valinor, cofundador do site, serei o novo tradutor de “O Silmarillion”, com o objetivo de fazer uma versão para o português que realmente reflita a beleza arcaica e o lirismo do texto original. Mais detalhes no vídeo! E, se quiserem acompanhar mais novidades sobre a monumental tarefa de trazer toda a obra de Tolkien para o Brasil, não deixem de se inscrever no canal!

Yiddish Policeman’s Union, O Hobbit, O Senhor dos Anéis, Preacher, O Silmarillion, Cristianismo Puro

Sobre Histórias de Fadas.

O livro é composto por um ensaio, "Sobre Histórias de Fadas", e um conto, "Folha por Niggle". O ensaio, essencial para quem quer compreender as influências e técnicas que Tolkien utilizaria em O Senhor dos Anéis, é baseado numa conferência de 1939. Tolkien procura as bases para o conto de fadas, das adaptações infantis de Perrault e dos irmãos Grimm até os mitos nórdicos do Edda. O escritor usa seu conhecimento acadêmico para demonstrar que as histórias sobre fadas têm um caráter mágico e mítico. Tolkien analisa a nossa relação com o "Belo Reino", e demonstra como as histórias sobre fadas dizem não somente sobre um mundo fantástico, mas também sobre a nossa própria realidade. "Folha por Niggle", conto publicado originalmente em 1945, serve de exemplo para o ensaio, e conta a história de um pintor mesquinho que sempre é atrapalhado pelos seus vizinhos enquanto tenta terminar seu quadro – uma árvore no meio de uma floresta. Niggle passa maus bocados na mão de uma instituição obscura, para mais tarde descobrir como deve ser a verdadeira floresta que deveria pintar.

 

Obra completa aqui: http://www.scribd.com/doc/13740607/JRRTolkien-Sobre-Historias-de-Fadas

 

Fonte: www.scribd.com

 

O Senhor dos Anéis, edição Artenova

A Terra Mágica, Livro Um de O Senhor dos Anéis, Editora ArtenovaA chamada “Edição Artenova” foi a primeira tradução feita de O Senhor dos Anéis para a língua portuguesa, antes mesmo da Editora Europa-América de Portugal, lançada no Brasil durante a década de 1970. Os livros foram lançados entre 1974 e 1979 em seis volumes separados, com tradução de Antônio Ferreira da Rocha (os dois primeiros volumes) e Luiz Alberto Monjardim (os quatro últimos volumes), revisão de Salvador Pittaro e tendo Álvaro Pacheco como editor.

Os seis volumes são assim entitulados:

  • Livro Primeiro: A terra mágica
  • Livro Segundo: O povo do anel
  • Livro Terceiro: As duas torres
  • Livro Quarto: A volta do anel
  • Livro Quinto: O cerco de gondor
  • Livro Sexto: O retorno do rei

Atente para o fato de que O Senhor dos Anéis original foi publicado em três volumes e apesar de ter seis livros os mesmos não possuem subtítulos, portanto três dos títulos da Artenova são inteiramente criados pela Editora. A publicação da obra não se mostrou financeiramente rentável, afirmam alguns, pelo espaçamento dos lançamentos – os interessados no início acabaram migrando para a edição portuguesa ou mesmo a versão original antes da conclusão da publicação dos livros da Artenova.
Índice de A Terra Mágica, Livro Um de O Senhor dos Anéis, Editora  ArtenovaEsta edição/tradução também é famosa pela tradução de alguns termos, que assumem, aos olhos de hoje, um tom um tanto quanto jocoso como por exemplo “Colinas dos Túmulos” na edição Martins Fontes que era “Mundas-Modorras” na edição Artenova, não que a tradução esteja incorreta uma vez que “Munda” é mesmo colina e “Modorra” é uma palavra arcaica para túmulo (romano), mas assume um certo tom estranho aos ouvidos de hoje. É possível inclusive afirmar que “Modorra” tem mais a ver com “Barrow” (a palavra original de Tolkien) do que “Túmulo”, pelo arcaísmo da mesma.

Outros exemplos são “Pônei Empinado” (“Pônei Saltitante” na edição Martins Fontes e “Prancing Pony” no original) e seu dono, o “Ceveiro Sombreiro” (“Cevado Carrapicho” na edição Martins Fontes e “Barliman Butterbur” no original). Os “Guardiães” da Martins Fontes (“Rangers” no original) se tornaram “Vagamundos” e seu chefe, “Passolargo” (“Strider”, no original) é aqui chamado de “Caminheiro”. Há algumas preciosidades como “Matusalém Pacolé” mas este eu deixo sem revelar o original.

Nossos amigos hobbits são Frodo Bolsim, Pipinho Tuque, Meirinho Brendibuque e Sam Pacolé (ups! olha a dica pra charada aí acima!), guiados pelo mago Gandalfo para a destruição do Um Anel. A rima do Anel ficou assim:

Aos Reis Elfos sob o céu três Anéis são;
Sete para os Lordes Anões,
abrigados em seus salões;
Nove para o Homem: a morrer condenado;
Ao Lorde Negro Um, em seu trono sentado,
Na Terra de Mordor onde as sombras vão repousar.
Um Anel para achá-los, para todos governar,
Um Anel para reuni-los e para, na treva, os atar
Na Terra de Mordor onde as sombras vão repousar.


Os livros são difíceis de encontrar, principalmente o volume cinco, e a Editora Artenova não está mais ativa desde a década de 1980. Se você os encontrar em seu sebo de preferência ou na casa de algum parente, não deixa passar a oportunidade de obtê-los.

A Valinor está preparando para publicação uma série de artigos sobre a Edição Artenova, a qual atualmente é virtualmente desconhecida apesar de ser a primeira, além de ser caçoada pelos que a conhecem, devido às opções de tradução, que nos soam estranhas, porém há método nas mesmas… mas isso é história pra outro artigo.

Está envolvido com a obra de Tolkien desde 1999 – fundador da Calaquendi, fundador da Valinor, fundador do Conselho Branco (Sociedade Tolkien) e presidente por três mandatos. Participou da publicação em livro do Curso de Quenya e é autor do Modo Tengwar Português

The History of Middle-earth

The History of Middle-earth
The History of Middle-earth é uma série de 12 livros publicados entre 1983 e 1996 que coleta e analisa material relacionado às obras de J. R. R. Tolkien, compilados e editados por seu filho, Christopher Tolkien. Parte do conteúdo consiste em versões antigas de textos já publicados, enquanto outra parta consiste de material inédito. Estes livros são extremamente detalhados, frequentemente analisando um pedaço de papel de forma a propiciar a evolução completa de duas ou mesmo três diferentes versões de uma passagem que foram escritas umas sobre as outras.
Christopher Tolkien documentou a história da escrita das histórias da Terra-média tão detalhadamente quanto seu pai documentou a história ficcional da própria Terra-média. Contudo, sabe-se que existem numerosos textos ainda não publicados nas bibliotecas Bodleian e da Marquette Universitye outros papéis possuídos por indivíduos, como a Elvish Linguistic Fellowship.Os primeiros cinco livros acompanham a história inicial de O Silmarillion e textos relacionados. Livros seis a nove discutem o desenvolvimento de O Senhor dos Anéis; o livro nove também discute a história de Númenor na forma do texto chamado The Notion Club Papers. Os livros dez e onze retornam ao material de O Silmarillion, incluindo os Anais de Beleriand e Anais de Aman. Livro doze discute o desenvolvimento dos Apêndices de O Senhor dos Anéis e mais outros textos diversos, datados dos últimos anos da vida de Tolkien.
Os mais importantes e relevantes textos da série foram traduzidos para o Português e publicados na Valinor, na seção Textos de J. R. R. Tolkien, para satisfazer o fã e o estudioso brasileiro.
Livros:

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The Father Christmas Letters

Carta de 1925
A cada dezembro um envelope selado no Pólo Norte chegava para os filhos de J. R. R. Tolkien. Dentro estava uma carta escrita com uma estranha caligrafia tremida e belos desenhos e rascunhos. As cartas eram do Papai Noel. Elas contavam fantásticas histórias do Pólo Norte e continuaram de 1920 até 1943. A coleção de cartas foi publicada em 1976 com a edição de Baillie Tolkien, a segunda esposa de Christopher Tolkien.
 
 
John Francis Reuel Tolkien recebeu sua primeira carta do Papai Noel
(Father Christmas) ‘datada’ de 22 de dezembro de 1920, na Rua Alfred 1,
St Giles, Oxford. Papai Noel aparentemente escutou John perguntando a
seu pai como Papai Noel era e onde ele vivia e escreveu uma carta
explicando esses detalhes, em uma caligrafia limpa, mas tremida, que
Tolkien manteve por muitos anos. A carta veio com um belo
"auto-retrato" auarelado do Papai Noel com uma imagem de sua casa logo
abaixo. Os selos do Papai Noel são do Correio do Pólo Norte (North Pole
Post), e cada carta veio em um envelope escrito com capricho. Algumas
vezes ele assinava como Fr. Nicholas Christmas (Papai Nicolau Natal).

Selo do Pólo Norte
Em 23 de dezembro de 1924, Michael Hilary Tolkien recebeu sua primeira
carta do Papai Noel, e com o nascimento dos outros filhos
ele acrescentou Christopher e Priscilla. Outro personagem, o Urso do Pólo
Norte foi acrescentado logo, com cada carta contendo anedotas dos
problemas e logística da preparação do Natal. Todas as cartas foram
ilustradas com aquarelas, com desenhos adicionais acrescentados para
ilustrar eventos particularmente interessantes na preparação natalina.
As cartas seguem o nascimentos dos filhos e sua mudança para Leeds e de
volta a Oxford.

Em 1932, quando a Europa estava começando a ficar perigosa, os Goblins
são mencionados pela primeira vez nas cartas, que de fato é uma
história curta sobre um ataque goblin; e em 1933, o Papai Noel escreve
"Goblins. O pior ataque que tivemos em séculos. Eles estão
temerosamente selvagens e raivosos desde que recuperamos os brinquedos
roubados no ano passado e jogamos fumaça verde."
A ilustração desta
carta mostra o Urso do Pólo Norte e os Gnomos Vermelhos lidando com os
goblins (mesmo estando em menor número). Em 1936, o alfabeto Goblin foi
enviado junto com a carta.

Carta de 1933, com o Ataque Goblin
1934 marca a primeira menção a Priscilla Tolkien, que foi a razão pela
qual  dois parentes do Urso do Pólo Norte apareceram para ficar na Casa
do Penhasco (residência do Papai Noel). John e Michael, tendo crescido,
não mais recebiam cartas do Papai Noel. Papai Noel estava ficando velho
então contratou um ajudante – um Elfo chamado Ilbereth. Isto poupou
Tolkien de ter que escrever com a mão tremida de Papai Noel, e a carta
de 1937 tem uma frase curta em élfico.

Em 1939 os problemas em conseguir matéria-prima para os presentes de
Natal perturbaram Papai Noel. Suas cartas agora eram endereçadas apenas
a Priscilla Mary R Tolkien. As cartas do Papai Noel continuaram até
1943 e o Urso do Pólo Norte melhorou sua caligrafia para uma espécie de
escrita rúnica.

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Os Filhos de Húrin / The Children of Húrin

Os Filhos de Húrin (The Children of Húrin) é um romance de alta fantasia épica com origem em um
conto inacabado de J.R.R. Tolkien, que escreveu a versão original da
história no final da década de 1910, revisou-a inúmeras vezes depois
disso, mas não a completo até sua morte em 1973. Seu filho, Christopher
Tolkien, editou os manuscritos para formar uma narrativa consistente e
o publicou em 2007 como um trabalho independente.

 

 
Capa do Os Filhos de Húrin
Os Filhos de Húrin foi publicado em 17 de abril de 2007, pela HarperCollins no Reino Unido e Canadá, e pela Houghton Mifflin nos Estados Unidos. Alan Lee, ilustrador de outras obras de fantasia de J.R.R. Tolkien (O Hobbit e O Senhor dos Anéis) criou a sobrecapa, bem como as ilustrações internas do livro. Christopher Tolkien também incluiu um artigo sobre a evolução do conto, várias árvores genealógicas e um redesenho do mapa de Beleriand.

 
Pano de Fundo

A história e descendência dos personagens principais são dadas nos parágrafos iniciais do livro, e a história de fundo é elaborada nO Silmarillion. Ela começa 500 anos antes das ações do livro, quando Morgoth, um ser imortal encarnado possuindo grandes habilidades sobrenaturais e que é o poder maligno primevo, escada do Reino Abençoado de Valinor para o noroeste da Terra-média. De sua fortaleza de Angband ele iniciou a reconquista de toda a Terra-média, iniciando uma guerra com os Elfos que residiam mais ao sul, em Beleriand.

Contudo, os Elfos conseguiram resistir a seu ataque e a maioria dos reinos permaneceu sem ser conquistada; o mais poderoso destes sendo Doriath, governado por Thingol Capa-cinzenta. Em adição a isso, após algum tempo os Elfos Noldor deixaram Valinor e seguiram Morgoth até a Terra-média para se vingarem. Juntos com os Sindar de Beleriand, eles iniciaram um Cerco a Angband, e estabeleceram novas fortalezas e reinos na terra-média, incluindo Dor-lómin por Fingon, Nargothrond de Finrod Felagund e Gondolin de Turgon.

Após três séculos, os primeiros Homens apareceram em Beleriand. Estes eram os Edain, descendentes daqueles Homens que se rebelaram contra o governo dos servos de Morgoth e partiram para o oeste. A maioria dos Elfos lhes deu boas-vindas e a eles foram dados feudos em Beleriand. A Casa de Bëor governou sobre a terra de Ladros, o Povo de Haleth recuou para a floresta de Brethil e governo de Dor-lómin foi dado à Casa de Hador. Mais tarde outros homens adentraram Beleriand, os Orientais, muitos dos quais estavam em acordos secretos com Morgoth.

Eventualmente Morgoth conseguiu furar o Cerco de Angband na Batalha das Chamas Repentinas. A Casa de Bëor foi virtualmente destruída e os Elfos e Edain sofreram grandes baixas; contudo, muitos reinos permaneceram sem serem conquistados, incluindo Dor-lómin, onde o governo havia passado a Húrin Thalion.

 
 
Resumo

O livro Os Filhos de Húrin começa com um registro da chegada de Húrin e seu irmão Huor à cidade oculta de Gondolin. Após morarem lá por um ano, eles juraram jamais revelar a localização da mesma a ninguém e foi-lhes permitido partir para Dor-lómin. Lá Húrin se casou com Morwen Edhelwen e tiveram dois filhos, Túrin e Lalaith. O livro continua com a história da criação de Túrin, a morte prematura de Lalaith e a partida de Húrin para a guerra.

Na desastrosa derrota da Batalha das Lágrimas Incontáveis Húrin foi capturado vivo. O próprio Morgoth o torturou, tentando forçá-lo a revelar a localização de Gondolin mas, apesar de seus esforços, Húrin resistiu e mesmo debochou de Morgoth. Por isso Morgoth o amaldiçoou e a toda sua família.

Sob o comando de Morgoth os Ocidentais sobrepujaram Hithlum e Dor-lómin. Morwen, temendo a captura de seu filho, enviou Túrin ao reino de Doriath, por segurança. Logo depois Morwen deu a luz a uma segunda filhas, Nienor. Em Doriath, Túrin foi tomado como filho adotivo pelo Rei Thingol e se tornou um guerreiro poderoso, tornando-se amigo de Beleg Arco-forte, como um dos guardas das fronteiras. Contudo, após muitos anos Túrin causou a morte de um dos conselheiros de Thingol, o Elfo Saeros. Recusando a se desculpar por suas ações, Túrin foge de Doriath e entra nas terras ermas.

Túrin se uniu a um grupo de foras-da-lei, os Gaurwaith, e logo se tornou seu líder. Enquanto isso, Thingol descobriu as circunstâncias da morte de Saeros e  perdoou o ato de Túrin, enviando Beleg para procurá-lo. Ele teve sucesso em encontrar o bando, mas Túrin se recusou a retornar para Doriath. Beleg então partiu para participar das batalhas nas fronteiras norte de Doriath.

Algum tempo depois Túrin e seus homens capturaram Mîm o não, que resgatou sua vida conduzindo o bando às cavernas da colina de Amon Rûdh onde ele tinha sua morada.  Os foras-da-lei se entrincheiraram nas cavernas e logo Beleg retornou e se uniu a eles. O bando gradualmente se tornou mais ousado e bem sucedido na guerrilha contra as tropas de Morgoth, e Túrin e Beleg chegaram a estabelecer o reino de Dor-Cúarthol. Contudo, após alguns anos, Mîm os traiu, revelando o quartel-general do bando às forças de Morgoth. Os foras-da-lei foram vencidos, Túrin foi capturado mas Beleg escapou.

Túrin frente a Orodreth em Nargothrond
Beleg seguiu a companhia de Orcs, encontrando um Elfo mutilado, Gwindor de Nargothrond, no caminho. Eles encontram Túrin dormindo e solto de suas amarras, mas Túrin, pensando que um Orc veio atormentá-lo, mata Beleg antes de perceber seu erro. Gwindor conduz Túrin a Eithel Sirion, onde Túrin recupera o juízo, e mais tarde a Nergothrond. Lá Túrin obtém o favor do Rei Orodreth e o amor da filha deste, Finduilas. Após liderar os Elfos a consideráveis vitórias, ele se tornou o conselheiro chefe de Orodreth e virtual comandante de todas as forças de Nargothrond.

Contudo, após cinco anos Morgoth enviou uma grande força de Orcs sob o comando do dragão Glaurung e derrotou o exército de Nargothrond no campo de Tumhalad, onde tanto Gwindor quando Orodreth foram mortos. As forças de Morgoth saquearam Nargothrond e capturaram seus moradores. Em um tentativa de evitar isso, Túrin encontrou Glaurung, que enfeitiçou Túrin e o fez retornar a Dor-lómin para procurar sua mãe e irmão ao invés de resgatar Finduilas e os outros prisioneiros.

Quando Túrin retornou a Dor-lómin, ele descobriu que Morwen e Nienor já haviam fugido para Doriath. Em um ataque de fúria, Túrin incitou uma luta e teve que fugir novamente. Ele seguiu os captores de Finduilas até a floresta de Brethil, apenas para descobrir que ela havia sido morta pelos orcs quando os homens-da-floresta tentaram resgatá-la. Quase destruído por seu pesar, Túrin pediu asilo entre o Povo de Haleth, que mantinha uma resistência tenaz contra as forças de Morgoth. Em Brethil túrin se renomeou Turambar, "Senhor do Destino" em Alto-élfico, e gradualmente superou o Chefe Brandir.

Enquanto isso, Morwen e Nienor ouviram rumores dos feitos de Túrin em Nargothrond e tentaram encontrá-lo. Lá foram atacadas por Glaurung, que enfeitiçou Nienor de tal forma que ela esqueceu tudo enquanto Morwen se perdia. Eventualmente Morwen chegou a Brethil, onde foi encontrada por Turambar; sem perceber seu parentesco eles se apaixonaram e se casaram, apesar dos conselhos de Brandir.

Após algum tempo Glaurung partiu ao extermínio dos Homens de Brethil, mas Turambar o matou, perfurando por baixo enquanto este cruzava a ravina de Cabed-en-Aras. contudo, quando Turambar puxou a espada, o sangue envenenado de Glaurung escorreu por sua mão, fazendo-o ficar inconsciente. Nienor, grávida, encontrou Turambar caído inconsciente, e o moribundo Glaurung fez sua memória retornar. Percebendo com horror que seu marido era também seu irmão, ela se atirou do despenhadeiro próximo no rio Taeglin, e foi levada por este. Quando Turambar acordou e ouviu de Brandir que Nienor estava morta, o matou em sua fúria e mais tarde se jogou sobre sua própria espada.

A parte principal da narrativa termina com o enterro de Túrin. Anexo a este há um trecho extraído de As Andanças de Húrin, o próximo conto do legendarium de Tolkien. Este reconta como Húrin foi finalmente libertado por Morgoth e chegou ao túmulo de seus filhos. Ali encontrou Morwen, que também conseguiu encontrar o local, mas morria agora nos braços de seu marido, ao pôr-do-sol.

 

História do Conto

Uma breve versão da história forma a base do capítulo XXI dO Silmarillion, colocando o conto no contexto das guerras de Beleriand. Embora baseado nos mesmos textos utilizados para completar o novo livro, o Silmarillion deixa de fora grande parte do conto. Outras versões incompletas que foram publicadas em outros livros:

    * O Narn i Hîn Húrin no Contos Inacabados.
    * A série The History of Middle-earth (HoME), com destaque a:
          o Turambar e o Foalókë, do The Book of Lost Tales (HoME 1)
          o O Lay of the Children of Húrin, uma narrativa antiga em forma de poema.
          o Versões em prosa do Lay (ou Húrinssaga), eventualmente levando a versões mais antigas e alternativas do Narn e também ao Os Filhos de Túrin.

Nenhum destes textos forma uma narrativa completa e madura. O Os Filhos de Húrin publicado é uma síntese dessas fontas e de outros textos, inéditos até então.

 
 
Críticas 

Está envolvido com a obra de Tolkien desde 1999 – fundador da Calaquendi, fundador da Valinor, fundador do Conselho Branco (Sociedade Tolkien) e presidente por três mandatos. Participou da publicação em livro do Curso de Quenya e é autor do Modo Tengwar Português

Mr. Bliss

Mr. Bliss é um livro infantil ilustrado de autoria de J.R.R. Tolkien, publicado postumamente em formato de livro em 1982. Um dos trabalhos curtos menos conhecidos de Tolkien, ele conta a história de Mr. Bliss (algo como "Senhor Feliz") e seu primeiro em seu novo carro. Muitas aventuras acontecem: encontros com ursos, visinhos bravos, donos de loja irritados  e uma série de colisões.

 

 
Mr. Bliss, de J.R.R. TolkienA história foi baseada nos próprios desencontros veiculares de Tolkien com seu primeiro automóvel, em 1932. Os ursos foram baseados nos ursos de pelúcia dos filhos de Tolkien. Tolkien foi tanto o autor quando o ilustrador do livro. A narrativa mantém a história e as ilustrações bem amarradas, e o texto frequentemente comenta diratamente as imagens.

Mr. Bliss não foi publicado durante a vida de Tolkien. Ele enviou aos seus editores como um "paliativo" aos leitores que estava ávidos por mais Tolkien depois do sucesso de O Hobbit. As ilustrações aquareladas e pintadas a lápis teriam tornado o custo de produção proibitivo. Tolkien concordou em redesenhar as ilustrações de maneira mais simples, mas descobriu que não tinha tempo para isso. O manuscrito ficou em uma gaveta até 1957, quando foi vendido (bem como os manuscritos originais de O Senhor dos Anéis, O Hobbit e Mestre Gil de Ham) para a Universidade Marquette por 1.250 libras esterlinas.

O livro foi publicado em 1982, com as ilustrações e a letra manuscrita díficil de ler de Tolkien em uma página e uma transcrição na página oposta.

Está envolvido com a obra de Tolkien desde 1999 – fundador da Calaquendi, fundador da Valinor, fundador do Conselho Branco (Sociedade Tolkien) e presidente por três mandatos. Participou da publicação em livro do Curso de Quenya e é autor do Modo Tengwar Português

Oliphaunt

Talvez o menos conhecido trabalho de Tolkien seja o pequeno poema "Oliphaunt", publicado em formato de livro ilustrado, com capa dura, em 1989 pela Contemporary Books/Calico. Na verdade não é um livro no sentido estrito da palavra, mas apenas um poema dividido em 14 páginas com uma série de ilustrações duramente criticadas. Atualmente o livro se encontra fora de catálogo e só pode ser encontrado como usado.

 

A capa do livro pode ser visto logo abaixo à direita e o poema completo é o que se segue:

 

Grey as a mouse,
Big as a house,
thumb_oliphaunt

Nose like a snake,
I make the earth shake,


As I tramp through the grass;
Trees crack as I pass.
With horns in my mouth
I walk in the South,
Flapping big ears.


Beyond count of years
I stump round and round,
Never lie on the ground,
Not even to die.
Oliphaunt am I,
Biggest of all,
Huge, old, and tall.
If ever you'd met me
You wouldn't forget me.
If you never do,
You won't think I'm true;
But old Oliphaunt am I,
And I never lie.

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Resumo de O Senhor dos Anéis – Livro VI (Cap. 1 a 9)

Capítulo 1: A Torre de Cirith UngolSam está firmemente decidido a resgatar Frodo, e precisa encontrar uma entrada para a torre de Cirith Ungol, para onde seu mestre foi levado. Ele escuta sons de luta vindo da torre, e dois orcs são feridos com flechas numa tentativa de fugir; aparentemente, as duas companhias orc estão brigando pelos pertences de Frodo. A entrada principal da Torre é guardada pelos Dois Sentinelas, horríveis criaturas semelhantes a estátuas cheias de grande malícia, que não se movem mas parecem estar cientes do que se passa a seu redor. Sam ergue o Frasco de Galadriel, e consegue atravessar o portão. Quase todos os orcs foram mortos na luta; um pequeno orc encontra Sam nas escadas, mas foge de medo. Sam o segue e escuta uma conversa entre ele e Shagrat que, embora, ferido, também parece ter sobrevivido à luta. Os dois orcs começam a discutir e Snaga, o orc pequeno, escapa; Shagrat sai para buscar ajuda. Sam procura por Frodo e começaa a cantar; ele ouve uma resposta à sua canção, seguida pela voz de Snaga. Frodo estava preso na câmara mais alta da torre, acessível somente por uma escada que passava por um alçapão. Sam sobe e ataca Snaga, que cai da escada e quebra o pescoço. Então Sam e Frodo preparam-se para partir; Sam traz algumas roupas de orc para Frodo que foi deixado nu pelos orcs]. Usando o Frasco, eles passam novamente pelos Sentinelas, mas as criaturas soltam um horrendo grito, que é respondido por um nazgûl voando na escuridão acima deles.
 

 

Capítulo 2: A Terra da Sombra – Sam e Frodo evitam ser descobertos a duras penas e viajam para o norte por alguns dias. Eles são atormentados pela falta de comida e água, e o Anel está se tornando um fardo cada vez maior para Frodo. A planície abaixo deles está cheia dos exércitos de Sauron, e Frodo pretende tentar atravessá-la no lugar onde ela é mais estreita. Escondidos num arbusto, eles ouvem a conversa de dois orcs e descobrem que Gollum ainda os está seguindo; numa noite, Sam também o vê espionando. A planície ainda está repleta de orcs, e os hobbits não tem outra alternativa a não ser seguir a estrada ao longo das encostas íngremes do Morgai. Lá eles são alcançados por um grupo de pequenos orcs sendo levados por dois grandes Uruks para Udûn, onde os exércitos de Sauron estão se reunindo. Os Uruks pensam que Sam e Frodo são orcs desertores, e os forçam a se juntar à companhia. Felizmente, entretanto, quando o exército se aproxima da entrada estreita para Udûn, confusão e luta explodem entre diferentes companhias orc, e os hobbits conseguem escapar sem serem notados.

Capítulo 3: A Montanha da Perdição – Os hobbits seguem uma estrada orc por vários dias, viajando na direção da Montanha da Perdição. Dessa forma eles são capazes de fazer muito mais progressos do que através da região estéril, cheia de rochas e fendas; e há alguns poços com água ao longo da estrada. Mas finalmente eles têm que deixar a estrada e virar diretamente para a Montanha. Para aliviar seu caminho, eles deixam para trás todos os pertences que provavelmente não mais usariam. Eles alcançam Orodruin com mais dois dias de viagem, e quase ficam sem comida e água. No dia seguinte eles deveriam começar a subir, mas Sam tem que carregar Frodo, que [atormentado pelo crescente fardo do Anel] está completamente exausto. Perto do topo eles são atacados por Gollum, mas ele também está enfraquecido pela fome e Frodo escapa na direção das Sammath Naur, as Câmaras de Fogo. Gollum implora clemência a Sam [que ainda está armado com Ferroada], e Sam ordena que ele vá embora. Nas Câmaras de Fogo, contudo, Frodo é finalmente sobrepujado pelo poder do Anel e o reivindica para si. Gollum se aproxima e o ataca de novo, e arranca com os dentes o dedo em que está o Anel; então, saltando de alegria por ter recuperado seu Precioso, ele cai dentro do Fogo. Frodo [agora libertado de sua dor] e Sam saem e vêem que o reino de Sauron entrou em colapso.

Capítulo 4: O Campo de Cormallen – As águias, lideradas por seu senhor, Gwaihir, juntam-se à batalha dos Capitões do Oeste contra as hostes de Mordor. Nesse exato momento o Anel cai no fogo de Orodruin: o Portão Negro desaba, o espírito de Sauron é destruído e as forças de Mordor, desprovidas do Poder que as controlava, se desesperam, e muitos fogem ou imploram misericórdia. Gwaihir, acompanhado por outras duas águias, leva Gandalf até a Montanha da Perdição, onde eles resgatam Frodo e Sam. Os dois hobbits despertam vários dias mais tarde e são grandemente honrados pelo exército do Oeste no campo de Cormallen, em Ithilien. Eles ficam em Ithilien por muitos dias alegres, contando e ouvindo histórias sobre suas aventuras com seus amigos, até que finalmente todo o exército sobe a bordo dos navios e parte para Minas Tirith.

Capítulo 5: O Regente e o Rei – Enquanto isso, Éowyn e Faramir ainda estão nas Casas de Cura recuperando-se de seus ferimentos. Éowyn está infeliz por ter que passar seu tempo em inatividade, e deseja uma morte gloriosa em batalha [ela também desejava o amor de Aragorn, mas recebeu dele apenas compaixão e compreensão]. Ela conhece Faramir [que, apesar de também ser forte e corajoso, está esperando ser curado pacientemente. As águias trazem notícias da vitória. Faramir e Éowyn passam muito tempo juntos, e acabam se apaixonando. Dessa forma, Éowyn é curada. O exército do Oeste retorna à Cidade e Aragorn é coroado como Rei Elessar. Ele declara que Faramir receberá Ithilien como principado, e que ele e seus herdeiros continuarão a ser Regentes. Os companheiros passam muitos dias em Minas Tirith, e parece que Aragorn ainda está esperando por alguma espécie de sinal. Certo dia, ele e Gandalf sobem por uma trilha na montanha e lá, num antigo santuário dos reis, encontram uma muda da Árvore Branca, que é plantada no pátio do rei. Alguns dias depois, uma grande companhia de elfos chega do Norte, incluindo Galadriel, Elrond e Arwen. Elrond dá a Aragorn o Cetro de Annúminas, e Aragorn casa-se com Arwen no solstício de verão.

Capítulo 6: Muitas Despedidas – Arwen dá permissão a Frodo para ir aos Portos Cinzentos no lugar dela, pois por seu casamento com Aragorn e
la escolhera se tornar mortal. Éomer e Gimli resolvem sua disputa a respeito da beleza de Galadriel. Finalmente uma grande companhia parte de Minas Tirith, levando o corpo do Rei Théoden para Rohan. Depois do enterro, Éomer anuncia o casamento de Faramir e Éowyn. Então eles vão para Isengard, e lá encontram Barbárvore. Gimli e Legolas visitam as Cavernas Cintilantes do Abismo de Helm e a Floresta de Fangorn, e se despedem da companhia, partindo para seus próprios lares no Norte. Pouco depois Aragorn os deixa também, voltando para Minas Tirith. O resto da companhia continua a viagem, e alcança Saruman [que agora está vagando como um mendigo, acompanhado por Gríma]. O povo de Lórien deixa a companhia em Eregion, perto dos portões de Moria. Agora os viajantes vão para Valfenda, e lá os hobbits encontram Bilbo e passam muitos dias com ele. Finalmente eles decidem voltar para o Condado, e para a alegria deles Gandalf decide acompanhá-los, pelos menos até Bri.

Capítulo 7: De Volta para Casa  – Frodo sente novamente a dor em seu ombro, pois faz um ano desde que ele foi ferido. Contudo, ela passa rapidamente, e depois de mais alguns dias eles alcançam Bri. Eles são recebidos calorosamente pelo velho Carrapicho, e conversam com ele por muito tempo contando suas aventuras. Carrapicho conta que seus negócios andavam ruins, com muitos estranhos e criaturas más rondando Bri; e ele fica contente ao ouvir que o Rei reaparecera. Bill, o pônei, também voltou para Bri, e é devolvido a Sam. A companhia fica na estalagem por dois dias, e depois parte para o Condado. Gandalf deixa os hobbits, pois ele pretende visitar Tom Bombadil; e ele aconselha os hobbits a se apressarem, insinuando que as coisas poderiam estar erradas no Condado.

Capítulo 8: O Expurgo do Condado – Os quatro hobbits chegam ao Condado, e descobrem que muitas coisas realmente mudaram: a Ponte do Brandevin é guardada por vários Condestáveis, que lhes negam passagem. Parece que Lotho Sacola-Bolseiro apossou-se do Condado, chamando a si mesmo de "Chefe" e impondo um grande número de Regras injustas. O Condado está cheio de rufiões [como Bill Samambaia, que está na Ponte], sendo que muitos deles são isengardenses vesgos; e tem acontecido muitos incêndios e destruição sem sentido. Os viajantes entram [contra as Regras] e passam uma noite na casa dos Condestáveis; no dia seguinte eles encontram um grupo de Condestáveis em Sapântano e outro de rufiões na Vila dos Hobbits, mas ambos não conseguem prendê-los, estando surpresos e assustados por encontrar quatro hobbits destemidos e bem-armados. Com a ajuda do Fazendeiro Villa, os amigos começam uma revolta contra os opressores; primeiro um pequeno grupo de rufiões tenta abafar a rebelião, mas eles acabam se rendendo por estarem em menor número. Pippin traz um grande número de Tûks, e juntos eles derrotam o ataque seguinte dos rufiões. Então um grupo de hobbits, liderado por Frodo, vai para o Bolsão com a intenção de achar Lotho. Ao invés disso eles encontram Saruman, que havia organizado toda a destruição; eles ordenam que o mago saia, e Língua de Cobra [que parece ter assassinado Lotho por ordem de Saruman] em raiva e desespero mata seu mestre, e é então atingido por três arqueiros hobbits. Isso marca o fim da Guerra do Anel.

Capítulo 9: Os Portos Cinzentos – Esses eventos turbulentos são seguidos por um ano esplêndido, próspero e feliz. Todo o Condado está ocupado reparando os desastres causados pelos rufiões de Saruman. Sam lembra-se do presente de Galadriel e descobre que a caixa contém uma estranha poeira e uma única semente prateada. Ele usa a poeira para plantar árvores por todo o Condado, e planta a castanha prateada no Campo da Festa na Vila dos Hobbits; e dela nasce um lindo mallorn. Sam casa-se com Rosinha Villa; Frodo volta para o Bolsão, e Sam e Rosinha vão viver lá também. No ano seguinte a primeira filha deles, Elanor, nasce. Nos aniversários dos eventos no Topo dos Ventos e em Cirith Ungol, os antigos ferimentos de Frodo doem novamente. Em setembro, como o aniversário de Bilbo está se aproximando, Frodo e Sam partem de novo [para Valfenda, como pensa Sam; embora ele não pretenda fazer a viagem toda]. Contudo, nas matas do Condado eles encontram um grande número de elfos, incluindo Elrond e Galadriel; Bilbo está também entre eles. Finalmente Sam percebe que Frodo pretende ir aos Portos Cinzentos, para atravessar o Mar em companhia dos elfos e de Bilbo. Nos Portos Círdan, o Armador e Gandalf os esperam; Gandalf também partirá no navio. Ele trouxe consigo Merry e Pippin, para que Sam não estivesse sozinho no caminho para casa. Assim, o navio élfico deixa a Terra-média, e os três hobbits retornam ao Condado.

Tradução de Luciano Soares e Reinaldo

Está envolvido com a obra de Tolkien desde 1999 – fundador da Calaquendi, fundador da Valinor, fundador do Conselho Branco (Sociedade Tolkien) e presidente por três mandatos. Participou da publicação em livro do Curso de Quenya e é autor do Modo Tengwar Português

O Silmarillion

Lançado em 1977, quatro anos após a morte de Tolkien, “O Silmarillion” é o resultado do trabalho de uma vida inteira, mais até do que “O Senhor dos Anéis”. O autor começou a escrever as primeiras versões do livro em 1917, e nunca deixou de refinar, ampliar e revisar a narrativa ao longo de sua vida. Ao morrer, Tolkien deixou instruções para que seu filho Christopher pudesse organizar o material mais próximo da versão definitiva e o publicasse.

“O Silmarillion” é a história da Primeira Era, os Dias Antigos do universo tolkieniano. A narrativa, escrita num estilosolene e poderoso, comparável ao da Bíblia, revela ao leitor a origem de elfos e homens, a grande jornada dos Eldar para o Reino Abençoado de Valinor, e o retorno dos Noldor à Terra-média, liderados por Fëanor. Este príncipe dos Eldar, o mais genial artífice dos elfos, havia criado as Silmarils, jóias perfeitas nas quais estava contida parte da luz das Árvores de Valinor. Morgoth, o primeiro Senhor do Escuro, roubou as Silmarils e se refugiou em sua fortaleza de Angband, no norte da Terra-média. Fëanor e seu povo saíram ao encalço de Morgoth e iniciaram uma guerra desesperada contra o Grande Inimigo.Além do “Quenta Silmarillion” (“A História das Silmarils”), o relato principal que dá nome ao livro, a obra inclui também quatro outros trabalhos menores. O primeiro deles é o “Ainulindalë” (“A Canção dos Ainur”), o mito da criação de Arda, a Terra, onde se revela o papel de Deus na mitologia tolkieniana. A seguir, temos o “Valaquenta” (“Relato dos Valar”), texto que explica a natureza e as atribuições dos Valar, os Poderes Angélicos que regem o mundo, bem como a relação destes com Morgoth, o Inimigo, e seu servo Sauron. O “Akallabêth” (“A Queda de Númenor”) relata a origem do reino insular dos Dúnedain, seu esplendor e sua queda, causada pelo orgulho de seus habitantes e pelas mentiras de Sauron. Finalmente, “Dos Anéis do Poder e da Terceira Era” conta como Sauron criou os Anéis num plano para estender seu domínio pela Terra-média e como os Povos Livres, ajudados pelos Istari (os Magos) puderam resistir ao poder do Senhor do Escuro e destruí-lo.

“O Silmarillion” inclui também mapas da Terra-média durante a Primeira Era, quadros genealógicos dos principais personagens, um índice onomástico extremamente detalhado e um apêndice com diversas raízes e elementos das línguas élficas. A versão brasileira do livro foi lançada pela Editora Martins Fontes no final do ano passado.

Está envolvido com a obra de Tolkien desde 1999 – fundador da Calaquendi, fundador da Valinor, fundador do Conselho Branco (Sociedade Tolkien) e presidente por três mandatos. Participou da publicação em livro do Curso de Quenya e é autor do Modo Tengwar Português