Arquivo da categoria: Bibliografia

Resumo de O Senhor dos Anéis – Livro V (Cap. 1 a 10)

Capítulo 1: Minas Tirith
Depois de uma longa e rápida viagem, Gandalf e Pippin chegam à grande cidade de Minas Tirith nas primeiras horas da manhã, e têm uma audiência com Denethor, o Senhor e Regente de Gondor e pai de Boromir e Faramir. Denethor é um homem de grande poder e linhagem, capaz de perceber muito do que se esconde atrás das palavras de alguém. Pippin conta sobre a jornada deles, e sobre Boromir, e faz um juramento de fidelidade a Gondor. Depois da audiência, Gandalf vai tratar de assuntos urgentes e Pippin sai para explorar a Cidade. Ele conhece Beregond, um soldado da guarda da cidade, que foi mandado para lhe fazer companhia por algum tempo. Eles conversam sobre Gondor e seus costumes, sobre a viagem de Pippin e as terras distantes que ele viu, e sobre a guerra que se aproxima, na qual Gondor não parece ter esperança alguma. Mais tarde, quando Beregond precisa cuidar de seus deveres, Pippin vai ao encontro do filho dele, Bergil, e juntos eles vão para os portões da cidade para ver a chegada dos exércitos de Gondor, que irão fortalecer a defesa de Minas Tirith. No começo da noite Pippin retorna a seus aposentos, e de madrugada Gandalf também volta, parecendo muito preocupado.
 
Capítulo 2: A Passagem da Companhia Cinzenta
Logo depois da partida de Gandalf, a companhia do rei Théoden é alcançada por um grupo de Guardiões do Norte, parentes de Aragorn, acompanhados por Elladan e Elrohir, os filhos de Elrond. Eles cavalgam juntos para o Abismo de Helm, onde Aragorn olha para o palantír e o tira do controle da mente de Sauron. Ele decide ir tão rápido quanto possível para Gondor, tomando as aterrorizantes Sendas dos Mortos, acompanhado por Legolas, Gimli, os filhos de Elrond e os Dúnedain. Levará vários dias para que Théoden [com quem Merry permanece como escudeiro] consiga concentrar as tropas de Rohan; enquanto isso, Aragorn e seus companheiros cavalgam na direção de Edoras e do Templo da Colina. Lá Éowyn quer se juntar a eles, mas Aragorn não o permite, dizendo que apenas Théoden poderia liberá-la de seu dever. Na manhã seguinte a companhia adentra as Sendas dos Mortos: uma espécie de túnel que leva ao outro lado das montanhas, ao sul de Rohan. Os "Mortos" são as sombras de um povo antigo que quebrou seu juramento a Isildur, e Isildur os amaldiçoou a não ter paz enquanto o juramento não fosse cumprido. Aragorn, sendo o herdeiro de Isildur, convoca-os para ajudá-lo na guerra, para que dessa forma cumpram seu juramento. A companhia, seguida por um grande exército das sombras dos Mortos, cavalga para o leste, na direção de Pelargir.

Capítulo 3: A Concentração das Tropas de Rohan
Enquanto isso, Théoden e seu exército cavalgam para o Templo da Colina, onde o exército de Rohan está se reunindo. Éowyn os espera, e conta que Aragorn foi para as Sendas dos Mortos; pouco se sabe sobre elas entre os rohirrim, apenas algumas lendas assustadoras, e eles têm certeza de que Aragorn nunca mais será visto. Um mensageiro de Gondor chega, trazendo um aviso de Denethor sobre o perigo em que está Minas Tirith, e pedindo aos rohirrim [que têm sido aliados de Gondor por séculos] que o ajudem na guerra. Théoden se prepara para partir no dia seguinte, pretendendo agora cruzar abertamente a planície, pois a grande nuvem de Mordor cobriu o céu inteiro com escuridão. Ele decide que Merry deve permanecer em Edoras, onde Éowyn irá liderar o povo até a volta do rei. Contudo, um jovem cavaleiro chamado Dernhelm diz em segredo a Merry que pode levá-lo em seu cavalo para Gondor, e Merry aceita a oferta prontamente.

Capítulo 4: O Cerco de Gondor
Na manhã seguinte, quando a escuridão já tinha coberto o céu, Gandalf leva Pippin até Denethor, e Pippin recebe um uniforme da Torre. Mais tarde ele encontra Beregond e conversa por algum tempo com ele nas muralhas da cidade. Naquela mesma tarde Faramir retorna a Minas Tirith, mal escapando dos nazgûl alados que estavam perseguindo a ele e a alguns poucos companheiros. Pippin acompanha Gandalf e Faramir num encontro com Denethor; Faramir relata os eventos na fronteira e seu encontro com Frodo. Denethor não está contente com as ações de Faramir, e preferiria que o Anel tivesse sido trazido até ele. No dia seguinte, Faramir deixa a cidade outra vez para ajudar na defesa das passagens através do Anduin. Os defensores não conseguem resistir ao bem preparado ataque; entretanto, um dia mais tarde, sobreviventes recuam para a cidade, perseguidos pelos inimigos; Faramir é trazido para dentro por último, ferido por uma seta envenenada. Grande número de inimigos, liderados pelo próprio Capitão dos Espectros do Anel, se espalham em torno da cidade e iniciam um cerco, cavando trincheiras de fogo e preparando grandes máquinas de assalto. Denethor se descontrola ao ver Faramir mortalmente ferido, e abandona qualquer esperança e a defesa da cidade, enfurnando-se nas casas dos mortos, com intenção de incinerar a si próprio e a Faramir. Ele libera Pippin de seu serviço, e Pippin corre em busca de Gandalf, que ainda pode impedir Denethor de cometer alguma loucura. Enquanto isso, os inimigos atacam o portão da cidade com um grande aríete, e o destroem depois de várias tentativas. O Senhor dos nazgûl entra na cidade e é confrontado apenas por Gandalf; nesse mesmo momento, porém, os chifres de Rohan soam ao longe.

Capítulo 5: A Cavalgada dos Rohirrim
O exército de Rohan cavalga rapidamente na direção de Gondor por quatro dias. Certa noite, Merry escuta Théoden e Éomer falando com Ghân-buri-Ghân, um líder dos Homens Selvagens dos bosques próximos. Orcs parecem ter barrado a estrada para Minas Tirith, e Ghân se oferece para mostrar um caminho há muito abandonado e desconhecido através da floresta. Dessa forma, eles chegam ao campo de Gondor sem oposição, pois todos os inimigos estão ocupados atacando os muros da cidade. No momento em que os exércitos de Mordor estão atacando os portões com seu grande aríete, Théoden sopra em seu chifre o sinal de ataque e os rohirrim entram na batalha.

Capítulo 6: A Batalha dos Campos do Pelennor
Na primeira investida, Théoden mata um líder dos sulistas. Então o Capitão dos Espectros do Anel, cavalgando sua terrível criatura alada, desce perto de Théoden; o cavalo deste, enlouquecido pelo medo, cai de lado e esmaga o rei sob seu peso. Apenas Éowyn, que estava disfarçada como Dernhelm, fica ao lado de Théoden nesse momento. A coragem de Merry finalmente desperta e ele ataca o Espectro do Anel por trás, e Éowyn, com sua força derradeira, mata o rei dos Espectros. Antes de morrer, Théoden diz adeus a Merry, e saúda Éomer como o novo rei. Os defensores remanescentes de Minas Tirith saem da cidade para ajudar os rohirrim; o Príncipe Imrahil encontra os homens que carregam Théoden e Éowyn, e nota que ela ainda está viva, e chama os curadores. As forças de Rohan e Gondor estão lentamente perdendo a batalha com os enormes exércitos do Inimigo. Uma frota dos navios de Umbar sobe o Anduin, e para a surpresa de atacantes e defensores ela não traz os Corsários, inimigos de Gondor, mas Aragorn e seus companheiros, bem como os exércitos de Gondor meridional. Agora a batalha vira a favor do Oeste, e no fim do dia nenhum inimigo vivo resta no campo de batalha.

Capítulo 7: A Pira de Denethor
Pippin encontra Gandalf e o leva até as Casas dos Mortos, para impedir que Denethor incinere a si próprio e a Faramir. Lá eles encontram Beregond [a quem Pippin havia avisado sobre a loucura de Denethor] lutando com os servos do Regente. Gandalf tenta convencer Denethor de que a hora e a maneira da morte de alguém não devem ser decididas por essa pessoa, e que seu dever é liderar a defesa da Cidade; mas Denethor acredita firmemente que o poder de Mordor é agora grande demais, e que tudo é sem esperança. Beregond o impede de matar Faramir; então Denethor agarra uma tocha e a joga no monte de lenha preparado ali, e se lança sobre a fogueira, e queima. Parece que um palantír, mantido secretamente na Torre Branca, foi a origem da loucura de Denethor, pois ele havia olhado nele longamente, e não vira nada além da reunião dos grandes exércitos de Mordor. Gandalf e Pippin levam Faramir para as Casas de Cura, embora ninguém saiba se ele será capaz de se recuperar.

Capítulo 8: As Casas de Cura
Totalmente exausto, Merry havia seguido os que carregavam o corpo de Théoden, mas se perdera. Ele é finalmente encontrado por Pippin, e levado para as Casas de Cura. Lá Gandalf escuta uma velha mencionar a lenda de que as mãos de um rei são as mãos de um curador; e ele procura por Aragorn, que poderia ainda ter essa habilidade. Aragorn decide não reivindicar sua realeza até que a guerra com Mordor termine, mas ele entra na cidade para ajudar os feridos. Primeiro ele cuida de Faramir, Éowyn e Merry. Faramir foi atingido por uma flecha envenenada, mas principalmente foi afetada pelo "hálito negro" dos nazgûl; e Éowyn e Merry caíram na escuridão depois de enfrentar o Espectro do Anel. Aragorn os cura com uma erva chamada athelas e eles despertam, embora ainda tenham que descansar por vários dias. Ele e os filhos de Elrond trabalham nas Casas de Cura até a manhã do dia seguinte.

Capítulo 9: O Último Debate
Na manhã seguinte, Legolas e Gimli entram na cidade e encontram o Príncipe Imrahil; então eles visitam Merry e Pippin nas Casas de Cura. Conversam sobre a passagem das Sendas dos Mortos: como eles cavalgaram por vários dias, e Aragorn convocou as sombras dos Mortos para lutar por ele, como eles capturaram a frota de Umbar em Pelargir, e como eles navegaram Anduin acima para se juntar à batalha do Pelennor. Enquanto isso, os capitães debatem: Gandalf, Aragorn, Imrahil, Éomer e os filhos de Elrond. Gandalf apresenta seu plano: cavalgar na direção do Portão Negro de Mordor, como se para desafiar Sauron à batalha, de maneira que ele esvazie Mordor e dirija toda a sua atenção para eles; isso aumentaria as chances de Frodo de alcançar o Orodruin e destruir o Anel. Pois, enquanto o Anel existir, a força de Sauron será grande demais para ser derrotada na guerra. O plano é aceito e um exército de sete mil homens se prepara para partir em dois dias.

Capítulo 10: O Portão Negro se abre
O exército do Oeste marcha na direção dos portões de Mordor, e várias vezes por dia os arautos proclamam a vinda do Rei e desafiam as forças de Mordor. Alguns homens são destacados para guardar as Encruzilhadas, e mais tarde alguns sentem medo e voltam. Ninguém responde aos desafios, porém, exceto por um pequeno grupo de orcs e orientais que eles derrotam facilmente. Finalmente o exército chega ao Portão Negro de Mordor, e novamente desafia Sauron a sair e reparar suas ações malignas. Então uma embaixada aparece, liderado pela Boca de Sauron, um numenoreano corrompido que havia passado a servir Sauron e se tornara lugar-tenente de Barad-dûr e um poderoso feiticeiro. Ele declara que um espião hobbit fora capturado [e mostra as roupas de Frodo] e exige que os Capitães do Oeste cedam às ambições territoriais de Sauron, ou o espião será brutalmente torturado. Gandalf recusa esses termos, mas toma os pertences de Frodo; então a embaixada, em medo e raiva, retorna para o Portão. Finalmente Sauron põe sua armadilha em ação: os portões se abrem e um exército jorra de dentro, muitas vezes maior que o exército do Oeste. Nessa última defesa desesperada, Pippin mata um enorme troll das montanhas, mas cai inconsciente.


[tradução de Luciano Soares e Reinaldo]

The History of Middle-earth III – The Lays of Beleriand

Os leitores mais atentos de O Silmarillion provavelmente se recordam dos belos fragmentos de poesia que aparecem no capítulo De Beren e Lúthien. No terceiro livro da série The History of Middle-earth, entitulado The Lays of Beleriand (As Baladas de Beleriand), temos a oportunidade de conhecer na íntegra a Balada de Leithian, texto do qual foram extraídos esses versos, bem como a Balada dos Filhos de Húrin, que reconta em forma de poema a história de Túrin Turambar.
 

Na verdade, nenhum dos dois poemas chegou a ser terminado por Tolkien: a Balada dos Filhos de Húrin, embora tenha 2000 versos, termina logo depois da chegada de Túrin a Nargothrond, enquanto a Balada de Leithian, com catorze cantos, foi interrompida no momento em que Carcharoth, o lobo de Angband, arranca a mão de Beren que segurava a Silmaril.

O estilo das duas baladas é bastante diferente: enquanto a Balada de Leithian é composta por versos octassílabos que rimam em pares (os chamados dísticos), a Balada dos Filhos de Húrin foi escrita em versos aliterativos, um tipo de rima utilizado na poesia medieval anglo-saxã, muito apreciada por Tolkien.

Os dois longos poemas foram escritos por Tolkien durante os anos 20 e começo dos anos 30, e representam uma fase importante para a evolução da mitologia tolkieniana. Para citar alguns exemplos, é neles que aparece pela primeira vez a fortaleza subterrânea de Nargothrond, personagens como Finrod (então chamado apenas Felagund) e o próprio Sauron (então chamado Thû). É impressionante perceber também que a Balada de Leithian praticamente definiu a história de Beren e Lúhien como a conhecemos hoje. Até trechos de poemas publicados em outros livros, como a história de Tinúviel contada por Aragorn aos hobbits em O Senhor dos Anéis, foram fortemente baseados na Balada de Leithian.

Além dos dois poemas principais, The Lays of Beleriand também contou fragmentos de outros poemas abandonados por Tolkien: The Flight of the Noldoli (A Fuga dos Noldor), The Lay of Earendel (A Balada de Earendel) e The Lay of the Fall of Gondolin (A Balada da Queda de Gondolin).

Conteúdo do Livro

The Lay of the Children of Húrin A história de Húrin e seus filhos, em versos aliterativos. Acaba com Túrin chegando em Nargothrond. 1920 – 1925

Poems early abandoned Poemas breves. Inclui "The Flight of the Noldoli", um fragmento aliterativo de "Lay of Eärendel" e "Lay of the Fall of Gondolin". 1920 – 1925

The Lay of Leithian História de Beren e Lúthien em cupletos octosilábicos. Termina com Carcharoth engolindo a mão de Beren. 1925 – 1931

The Lay of Leithian recommenced
Reescrita de "The Lay of Leithian", em parte extensivo. Termina no mesmo local. 1949 u 1950, revisado depois de 1955

Resumo de O Senhor dos Anéis – Livro VI (Cap. 1 a 9)

Capítulo 1: A Torre de Cirith UngolSam está firmemente decidido a resgatar Frodo, e precisa encontrar uma entrada para a torre de Cirith Ungol, para onde seu mestre foi levado. Ele escuta sons de luta vindo da torre, e dois orcs são feridos com flechas numa tentativa de fugir; aparentemente, as duas companhias orc estão brigando pelos pertences de Frodo. A entrada principal da Torre é guardada pelos Dois Sentinelas, horríveis criaturas semelhantes a estátuas cheias de grande malícia, que não se movem mas parecem estar cientes do que se passa a seu redor. Sam ergue o Frasco de Galadriel, e consegue atravessar o portão. Quase todos os orcs foram mortos na luta; um pequeno orc encontra Sam nas escadas, mas foge de medo. Sam o segue e escuta uma conversa entre ele e Shagrat que, embora, ferido, também parece ter sobrevivido à luta. Os dois orcs começam a discutir e Snaga, o orc pequeno, escapa; Shagrat sai para buscar ajuda. Sam procura por Frodo e começaa a cantar; ele ouve uma resposta à sua canção, seguida pela voz de Snaga. Frodo estava preso na câmara mais alta da torre, acessível somente por uma escada que passava por um alçapão. Sam sobe e ataca Snaga, que cai da escada e quebra o pescoço. Então Sam e Frodo preparam-se para partir; Sam traz algumas roupas de orc para Frodo que foi deixado nu pelos orcs]. Usando o Frasco, eles passam novamente pelos Sentinelas, mas as criaturas soltam um horrendo grito, que é respondido por um nazgûl voando na escuridão acima deles.
 

 

Capítulo 2: A Terra da Sombra – Sam e Frodo evitam ser descobertos a duras penas e viajam para o norte por alguns dias. Eles são atormentados pela falta de comida e água, e o Anel está se tornando um fardo cada vez maior para Frodo. A planície abaixo deles está cheia dos exércitos de Sauron, e Frodo pretende tentar atravessá-la no lugar onde ela é mais estreita. Escondidos num arbusto, eles ouvem a conversa de dois orcs e descobrem que Gollum ainda os está seguindo; numa noite, Sam também o vê espionando. A planície ainda está repleta de orcs, e os hobbits não tem outra alternativa a não ser seguir a estrada ao longo das encostas íngremes do Morgai. Lá eles são alcançados por um grupo de pequenos orcs sendo levados por dois grandes Uruks para Udûn, onde os exércitos de Sauron estão se reunindo. Os Uruks pensam que Sam e Frodo são orcs desertores, e os forçam a se juntar à companhia. Felizmente, entretanto, quando o exército se aproxima da entrada estreita para Udûn, confusão e luta explodem entre diferentes companhias orc, e os hobbits conseguem escapar sem serem notados.

Capítulo 3: A Montanha da Perdição – Os hobbits seguem uma estrada orc por vários dias, viajando na direção da Montanha da Perdição. Dessa forma eles são capazes de fazer muito mais progressos do que através da região estéril, cheia de rochas e fendas; e há alguns poços com água ao longo da estrada. Mas finalmente eles têm que deixar a estrada e virar diretamente para a Montanha. Para aliviar seu caminho, eles deixam para trás todos os pertences que provavelmente não mais usariam. Eles alcançam Orodruin com mais dois dias de viagem, e quase ficam sem comida e água. No dia seguinte eles deveriam começar a subir, mas Sam tem que carregar Frodo, que [atormentado pelo crescente fardo do Anel] está completamente exausto. Perto do topo eles são atacados por Gollum, mas ele também está enfraquecido pela fome e Frodo escapa na direção das Sammath Naur, as Câmaras de Fogo. Gollum implora clemência a Sam [que ainda está armado com Ferroada], e Sam ordena que ele vá embora. Nas Câmaras de Fogo, contudo, Frodo é finalmente sobrepujado pelo poder do Anel e o reivindica para si. Gollum se aproxima e o ataca de novo, e arranca com os dentes o dedo em que está o Anel; então, saltando de alegria por ter recuperado seu Precioso, ele cai dentro do Fogo. Frodo [agora libertado de sua dor] e Sam saem e vêem que o reino de Sauron entrou em colapso.

Capítulo 4: O Campo de Cormallen – As águias, lideradas por seu senhor, Gwaihir, juntam-se à batalha dos Capitões do Oeste contra as hostes de Mordor. Nesse exato momento o Anel cai no fogo de Orodruin: o Portão Negro desaba, o espírito de Sauron é destruído e as forças de Mordor, desprovidas do Poder que as controlava, se desesperam, e muitos fogem ou imploram misericórdia. Gwaihir, acompanhado por outras duas águias, leva Gandalf até a Montanha da Perdição, onde eles resgatam Frodo e Sam. Os dois hobbits despertam vários dias mais tarde e são grandemente honrados pelo exército do Oeste no campo de Cormallen, em Ithilien. Eles ficam em Ithilien por muitos dias alegres, contando e ouvindo histórias sobre suas aventuras com seus amigos, até que finalmente todo o exército sobe a bordo dos navios e parte para Minas Tirith.

Capítulo 5: O Regente e o Rei – Enquanto isso, Éowyn e Faramir ainda estão nas Casas de Cura recuperando-se de seus ferimentos. Éowyn está infeliz por ter que passar seu tempo em inatividade, e deseja uma morte gloriosa em batalha [ela também desejava o amor de Aragorn, mas recebeu dele apenas compaixão e compreensão]. Ela conhece Faramir [que, apesar de também ser forte e corajoso, está esperando ser curado pacientemente. As águias trazem notícias da vitória. Faramir e Éowyn passam muito tempo juntos, e acabam se apaixonando. Dessa forma, Éowyn é curada. O exército do Oeste retorna à Cidade e Aragorn é coroado como Rei Elessar. Ele declara que Faramir receberá Ithilien como principado, e que ele e seus herdeiros continuarão a ser Regentes. Os companheiros passam muitos dias em Minas Tirith, e parece que Aragorn ainda está esperando por alguma espécie de sinal. Certo dia, ele e Gandalf sobem por uma trilha na montanha e lá, num antigo santuário dos reis, encontram uma muda da Árvore Branca, que é plantada no pátio do rei. Alguns dias depois, uma grande companhia de elfos chega do Norte, incluindo Galadriel, Elrond e Arwen. Elrond dá a Aragorn o Cetro de Annúminas, e Aragorn casa-se com Arwen no solstício de verão.

Capítulo 6: Muitas Despedidas – Arwen dá permissão a Frodo para ir aos Portos Cinzentos no lugar dela, pois por seu casamento com Aragorn e
la escolhera se tornar mortal. Éomer e Gimli resolvem sua disputa a respeito da beleza de Galadriel. Finalmente uma grande companhia parte de Minas Tirith, levando o corpo do Rei Théoden para Rohan. Depois do enterro, Éomer anuncia o casamento de Faramir e Éowyn. Então eles vão para Isengard, e lá encontram Barbárvore. Gimli e Legolas visitam as Cavernas Cintilantes do Abismo de Helm e a Floresta de Fangorn, e se despedem da companhia, partindo para seus próprios lares no Norte. Pouco depois Aragorn os deixa também, voltando para Minas Tirith. O resto da companhia continua a viagem, e alcança Saruman [que agora está vagando como um mendigo, acompanhado por Gríma]. O povo de Lórien deixa a companhia em Eregion, perto dos portões de Moria. Agora os viajantes vão para Valfenda, e lá os hobbits encontram Bilbo e passam muitos dias com ele. Finalmente eles decidem voltar para o Condado, e para a alegria deles Gandalf decide acompanhá-los, pelos menos até Bri.

Capítulo 7: De Volta para Casa  – Frodo sente novamente a dor em seu ombro, pois faz um ano desde que ele foi ferido. Contudo, ela passa rapidamente, e depois de mais alguns dias eles alcançam Bri. Eles são recebidos calorosamente pelo velho Carrapicho, e conversam com ele por muito tempo contando suas aventuras. Carrapicho conta que seus negócios andavam ruins, com muitos estranhos e criaturas más rondando Bri; e ele fica contente ao ouvir que o Rei reaparecera. Bill, o pônei, também voltou para Bri, e é devolvido a Sam. A companhia fica na estalagem por dois dias, e depois parte para o Condado. Gandalf deixa os hobbits, pois ele pretende visitar Tom Bombadil; e ele aconselha os hobbits a se apressarem, insinuando que as coisas poderiam estar erradas no Condado.

Capítulo 8: O Expurgo do Condado – Os quatro hobbits chegam ao Condado, e descobrem que muitas coisas realmente mudaram: a Ponte do Brandevin é guardada por vários Condestáveis, que lhes negam passagem. Parece que Lotho Sacola-Bolseiro apossou-se do Condado, chamando a si mesmo de "Chefe" e impondo um grande número de Regras injustas. O Condado está cheio de rufiões [como Bill Samambaia, que está na Ponte], sendo que muitos deles são isengardenses vesgos; e tem acontecido muitos incêndios e destruição sem sentido. Os viajantes entram [contra as Regras] e passam uma noite na casa dos Condestáveis; no dia seguinte eles encontram um grupo de Condestáveis em Sapântano e outro de rufiões na Vila dos Hobbits, mas ambos não conseguem prendê-los, estando surpresos e assustados por encontrar quatro hobbits destemidos e bem-armados. Com a ajuda do Fazendeiro Villa, os amigos começam uma revolta contra os opressores; primeiro um pequeno grupo de rufiões tenta abafar a rebelião, mas eles acabam se rendendo por estarem em menor número. Pippin traz um grande número de Tûks, e juntos eles derrotam o ataque seguinte dos rufiões. Então um grupo de hobbits, liderado por Frodo, vai para o Bolsão com a intenção de achar Lotho. Ao invés disso eles encontram Saruman, que havia organizado toda a destruição; eles ordenam que o mago saia, e Língua de Cobra [que parece ter assassinado Lotho por ordem de Saruman] em raiva e desespero mata seu mestre, e é então atingido por três arqueiros hobbits. Isso marca o fim da Guerra do Anel.

Capítulo 9: Os Portos Cinzentos – Esses eventos turbulentos são seguidos por um ano esplêndido, próspero e feliz. Todo o Condado está ocupado reparando os desastres causados pelos rufiões de Saruman. Sam lembra-se do presente de Galadriel e descobre que a caixa contém uma estranha poeira e uma única semente prateada. Ele usa a poeira para plantar árvores por todo o Condado, e planta a castanha prateada no Campo da Festa na Vila dos Hobbits; e dela nasce um lindo mallorn. Sam casa-se com Rosinha Villa; Frodo volta para o Bolsão, e Sam e Rosinha vão viver lá também. No ano seguinte a primeira filha deles, Elanor, nasce. Nos aniversários dos eventos no Topo dos Ventos e em Cirith Ungol, os antigos ferimentos de Frodo doem novamente. Em setembro, como o aniversário de Bilbo está se aproximando, Frodo e Sam partem de novo [para Valfenda, como pensa Sam; embora ele não pretenda fazer a viagem toda]. Contudo, nas matas do Condado eles encontram um grande número de elfos, incluindo Elrond e Galadriel; Bilbo está também entre eles. Finalmente Sam percebe que Frodo pretende ir aos Portos Cinzentos, para atravessar o Mar em companhia dos elfos e de Bilbo. Nos Portos Círdan, o Armador e Gandalf os esperam; Gandalf também partirá no navio. Ele trouxe consigo Merry e Pippin, para que Sam não estivesse sozinho no caminho para casa. Assim, o navio élfico deixa a Terra-média, e os três hobbits retornam ao Condado.

Tradução de Luciano Soares e Reinaldo

O Silmarillion

Lançado em 1977, quatro anos após a morte de Tolkien, “O Silmarillion” é o resultado do trabalho de uma vida inteira, mais até do que “O Senhor dos Anéis”. O autor começou a escrever as primeiras versões do livro em 1917, e nunca deixou de refinar, ampliar e revisar a narrativa ao longo de sua vida. Ao morrer, Tolkien deixou instruções para que seu filho Christopher pudesse organizar o material mais próximo da versão definitiva e o publicasse.

“O Silmarillion” é a história da Primeira Era, os Dias Antigos do universo tolkieniano. A narrativa, escrita num estilosolene e poderoso, comparável ao da Bíblia, revela ao leitor a origem de elfos e homens, a grande jornada dos Eldar para o Reino Abençoado de Valinor, e o retorno dos Noldor à Terra-média, liderados por Fëanor. Este príncipe dos Eldar, o mais genial artífice dos elfos, havia criado as Silmarils, jóias perfeitas nas quais estava contida parte da luz das Árvores de Valinor. Morgoth, o primeiro Senhor do Escuro, roubou as Silmarils e se refugiou em sua fortaleza de Angband, no norte da Terra-média. Fëanor e seu povo saíram ao encalço de Morgoth e iniciaram uma guerra desesperada contra o Grande Inimigo.Além do “Quenta Silmarillion” (“A História das Silmarils”), o relato principal que dá nome ao livro, a obra inclui também quatro outros trabalhos menores. O primeiro deles é o “Ainulindalë” (“A Canção dos Ainur”), o mito da criação de Arda, a Terra, onde se revela o papel de Deus na mitologia tolkieniana. A seguir, temos o “Valaquenta” (“Relato dos Valar”), texto que explica a natureza e as atribuições dos Valar, os Poderes Angélicos que regem o mundo, bem como a relação destes com Morgoth, o Inimigo, e seu servo Sauron. O “Akallabêth” (“A Queda de Númenor”) relata a origem do reino insular dos Dúnedain, seu esplendor e sua queda, causada pelo orgulho de seus habitantes e pelas mentiras de Sauron. Finalmente, “Dos Anéis do Poder e da Terceira Era” conta como Sauron criou os Anéis num plano para estender seu domínio pela Terra-média e como os Povos Livres, ajudados pelos Istari (os Magos) puderam resistir ao poder do Senhor do Escuro e destruí-lo.

“O Silmarillion” inclui também mapas da Terra-média durante a Primeira Era, quadros genealógicos dos principais personagens, um índice onomástico extremamente detalhado e um apêndice com diversas raízes e elementos das línguas élficas. A versão brasileira do livro foi lançada pela Editora Martins Fontes no final do ano passado.

As Aventuras de Tom Bombadil

Adventures-of-Tom-BombadilTodos os que se encantaram com a beleza singela das canções e poemas em O Senhor dos Anéis têm outra oportunidade de apreciar a poesia de Tolkien em As Aventuras de Tom Bombadil. O livro é uma coletânea de 16 canções que fariam parte do Livro Vermelho, o relato da Guerra do Anel escrito por Bilbo e Frodo.
Os poemas, pertencentes à tradição do Condado ou compostos por Bilbo, Frodo ou Sam, primam pelo bom humor e pela agilidade da rima. Algumas canções já conhecidas dos leitores graças a O Senhor dos Anéis reaparecem na coletânea, como a canção do Velho Troll (cantada por Sam), “A Vaca pulou pra Lua” (cantada por Frodo em Bri) e a canção do Olifante (também cantada por Sam).

O poema-título do livro, As Aventuras de Tom Bombadil, é um divertido passeio pela Floresta Velha e seus inconfundíveis personagens: Bombadil, Fruta DOuro, o Velho Salgueiro e as Criaturas Tumulares. Em outras canções, como “Jornada” ou “O tesouro”, as lendas dos Dias Antigos são retrabalhadas pelos hobbits, enquanto o décimo-sexto poema, “O último navio”, trata da partida dos elfos da Terra-média. Uma pequena introdução explicando as influências e a temática dos poemas acompanha a coletânea.

The History of Middle-earth II – The Book of Lost Tales II

Em The Book Lost Tales II, Christopher Tolkien termina de apresentar aos leitores a primeira fase do trabalho de seu pai, que foi até o início dos anos 20 e gerou as primeiras versões da mitologia do Silmarillion. Neste segundo livro dos Lost Tales, as histórias avançam para a chegada dos Noldoli ou Gnomos (os futuros Noldor) às Grandes Terras e sua guerra com Melkor.

 

A primeira história é a de Tinúviel e Beren, e o leitor já é confrontado com o abismo entre a versão de O Silmarillion e a antiga: Beren é um elfo, um dos Noldor, e toda a complicada relação entre Nargothrond e Doriath, envolvendo Celegorm, Curufin e Finrod Felagund, ainda não havia aparecido. Mas o mais impressionante é a figura de Tevildo, o Príncipe dos Gatos, um espirito maligno em forma felina que, nessa versão do mito, desempenha um papel muito semelhante ao que Sauron desempenharia posteriormente.

A seguir, temos a primeira versão da história de Túrin Turambar, e a história da queda de Gondolin na versão mais completa que chegou a ser escrita por Tolkien. É interessante notar que, nesse estágio, Gondolin havia sido fundada apenas depois da Batalha das Lágrimas Incontáveis, e Tuor não tinha nenhuma relação com a casa de Hador; na verdade, as três casas dos amigos-dos-elfos ainda não tinham sido criadas.

Outra grande surpresa dos Lost Tales é o papel dos anões na história do Nauglafring (o futuro Nauglamír do Silmarillion). Os anões dessa versão são seres envelhecidos, soturnos e perversos, que se unem a um Noldo da corte de Tinwelint (Thingol) para se apoderar da Silmaril.

Encerrando os Lost Tales, temos os fragmentos da História de Eärendel (Eärendil) e de Eriol ou Aelfwine, o marinheiro humano que teria escrito os Lost Tales. Mais diferenças fascinantes aparecem: a princípio, a Guerra da Ira havia sido iniciada sem a permissão dos Valar, e Eärendel não tinha o papel de salvador que desempenhou depois na mitologia. E, através da história de Eriol, sentimos qual era o projeto inicial de Tolkien: Tol Eressëa, a Ilha Solitária, teria se aproximado das Terras Mortais e se tornado a ilha de Leithien (a Inglaterra). E a tradição dos elfos teria sido preservada em solo inglês, inspirando a mitologia que Tolkien criaria.

Conteúdo do Livro

Contos – "The Tale of Tinúviel", "Turambar and the Foalókë", "The Fall of Gondolin", "The Bauglafring", "The Tale of Eärendel" e "The History of Eriol or AElfwine and the End of the Tales"
Poemas – "Éala Éarendel Engla Beorhtast", "The Bidding of the Minstrel", "The Shores of Faëry", "The Happy Mariners", "The Town of Dreams and the City of Present Sorrow" e "The Song of Eriol"
Escritos datam de 1916 – 1920

Appendix – Names in the Lost Tales Part II:
Retirado dos primeiros "lexicons" das línguas Élficas e também inclui palavras em "Qenya" e "Goldogrin or Gnomish". Também inclui palavras da "The Namelist to the Fall of Gondolin"
Escritos datam de 1915

Roverandom

RoverandomAo dedicar O Pequeno Príncipe a Léon Werth, Exupéry escreveu: "Todas as pessoas grandes foram um dia crianças". Roverandom é um livro para quem gosta de se lembrar disso. Um livro para quem não tem medo de voltar a ser criança, ainda que por alguns momentos. John, Michael e Christopher Tolkien, com certeza, tiveram uma infância mágica ao lado do pai carinhoso, que lhes contava histórias sobre magos, dragões e feiticeiros-da-areia. Roverandom tem duendes que cavalgavam cavalos-marinhos, palácios encantados no fundo do mar e cachoeiras que caem das bordas do mundo. E os insetos! Ah, os insetos! A lua está cheia deles! Borboletas transparentes, besouros-de-vidro e mariposas-rubi!
 
 
É um livro infantil, como lembram Christina Scull e Wayne G. Hammond ainda na Apresentação: "Naquela ocasião, O Hobbit tinha sido aceito com entusiasmo. E, embora estivesse somente em produção e ainda não se tivesse revelado um sucesso, com base nele Tolkien foi convidado a apresentar outras histórias infantis."

Quanto à Terra média, quem espera encontrar hobbits e anões pode se decepcionar. Roverandom não tem nada a ver com Terra Média, embora tenha passagens assim:

"Antes que entrassem nos Mares Sombrios e alcançassem a grande Baía do Reino Encantado (como o chamamos) para lá das Ilhas Mágicas e vissem muito ao longe, no extremo oeste, as Montanhas de Casadelfos e a luz da terra das Fadas sobre as ondas. Roverandom achou que conseguiu vislumbrar a cidade dos Elfos na colina verde ao pé das Montanhas, um coruscar branco na distância…"

Roverandom é um livro rico, está cheio de lendas, jogos de palavras, mitologia e influências de muitas outras histórias infantis encantadoras. Alguns exemplos? O Soldadinho de Chumbo, de Hans Christian Andersen, Sylvie and Bruno e Through the Looking Glass de Lewis Carroll e The Garden Behind the Moon, de Howard Pyle. Temos também o Rei Artur, deuses da mitologia grega e passagens que remetem a outros livros de Tolkien ( como The Book of The Lost Tales ou o poema do professor "Why The Man in The Moon Came Down Too Soon").

Magia pura, um livro delicioso, feito para encantar crianças e pessoas grandes.