Novo tradutor de “O Silmarillion” é da Valinor!!!

É com grande, imensa, gigantesca alegria que posso anunciar que farei parte da nova fase dos livros de Tolkien no Brasil comandada pela editora Harper Collins! Eu, Reinaldo José Lopes, conhecido como Imrahil pelo pessoal da Valinor, cofundador do site, serei o novo tradutor de “O Silmarillion”, com o objetivo de fazer uma versão para o português que realmente reflita a beleza arcaica e o lirismo do texto original. Mais detalhes no vídeo! E, se quiserem acompanhar mais novidades sobre a monumental tarefa de trazer toda a obra de Tolkien para o Brasil, não deixem de se inscrever no canal!

Yiddish Policeman’s Union, O Hobbit, O Senhor dos Anéis, Preacher, O Silmarillion, Cristianismo Puro

14 thoughts on “Novo tradutor de “O Silmarillion” é da Valinor!!!”

  1. Agora com imagem associei nome a pessoa.

    Só espero que seja fiel ao autor sem trair sua influência religiosa.
    “Todo tradutor é um traidor” mas espero que R.J. Lopes não chegue ao ponto de manipular o texto pra se adequar à sua pena canhota e anti conservadora (conservadorismo que transborda em Tolkien).
    Traduções de Dostoiévski, por exemplo, são um grande exemplo da militância vermelha contra o texto original.

    Que Tolkien seja preservado de distorções ideológicas do tradutor.

    Na torcida.

    1. Querida Taís, em primeiro lugar eu sou católico apostólico romano praticante, igualzinho ao Tolkien (embora tenha nascido depois do Concílio Vaticano Segundo, o qual, aliás, foi uma benção para a Igreja). Em segundo lugar, o papel do tradutor é refletir em todos os aspectos formais e semânticos o texto original. Ideologia não entra aí. Em segundo lugar, politicamente me considero de centro-esquerda, um social-democrata. Se você acha que isso é coisa do Capeta, a ponto de escrever “canhota” em vez de “esquerda”, você tem problemas sérios, moça.

      1. Lopes,

        A Igreja da qual nós e Tolien fazemos parte é heterogênea e infelizmente de grupos com valores muitas vezes conflitantes, se dizer católico não assegura alinhamento com a forma que Tolkien vê o mundo, como você mesmo já indicou ao citar diferenças pós conciliares.

        Não me refiro à sua vida e prática religiosa, não me diz respeito e dela nada deve justificar. Faço sinceros votos para que a fé em Cristo seja luz a outros pelo seu testemunho diário.

        Dito isto, reforco meu questionamento quanto às influências ideológicas que você carrega consigo, à forma que enxerga o mundo, seu alinhamento anti-conservador (ou seja, oposto aos valores de Tolkien que transbordam de suas obras) e como estas impactarão em teu trabalho como tradutor. Esta é uma questão inerente e básica à atividade a ser desenvolvida e ve-lo nega-la redobra ainda mais meu receio pois há sim espaço para manipulação indevida dos textos originais. Citei, como exemplo, Dostoiévski que, sob a pena de comunista brasileiro que aprendeu russo,
        teve distorcidas referências bíblicas – deliberadamente ou por ignora-las – descaracterizando a intenção primária do autor. Reconsidere está questão para melhor se policiar, estar mais atento e consciente de suas influências, mesmo que subjetivas, como pode ser o caso que referencio. As pessoas querem o máximo possível de Tolkien e não de Lopes, se um bom tradutor, entenderá como elogio.

        Quanto a política, religião, se “tenho problemas sérios” ou não, se “moça” ou “pena canhota” são os melhores termos para utizarmos, fogem do escopo deste espaço e, particularmente, não tenho o menor interesse em discuti-lo contigo, de outro modo o faria em seu canal no youtube.

        Por ser fã de Tolkien e querer que sua fantástica obra seja ofertada da melhor forma possível àqueles sem acesso ao texto original inglês, torço sinceramente pelo seu trabalho.

      2. Parabéns, Reinaldo! Sem querer polemizar, concordo contigo que o processo de tradução feito por um profissional se foca nas questões semânticas e formais, independentemente de se estar traduzindo Karl Marx ou Adam Smith. Sobre as questões políticas e ideológicas, é preciso termos clareza de que o pensamento de esquerda trouxe gratas influências também para a igreja católica, por meio da teologia da libertação. Pode-se até questionar esta vertente da igreja, mas é fato que a opção preferencial pelos pobres e os trabalhos das pastorais trouxeram de volta um pouco do ensinamento de Cristo sobre cuidarmos dos pobres e excluídos. Abraços.

  2. Parabéns Cara! Aí sim, que coisa boa! Mas me esclarece uma coisa: Você vai traduzir obras que ainda não estão no pt-br e também retraduzir o Silmarillion? Isso?

Deixe uma resposta