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Um só fala a verdade e um só fala a mentira… Resta saber qual é qual.

Alan Horn, o presidente da Warner Bros Entertainment, disse à revista Variety que, apesar de todas declarações otimistas de Peter Jackson, a maioria das coisas ditas até agora e tomadas como garantia de que o cronograma do filme está sendo seguido são mentiras: Peter Jackson, Fran Walsh, Philippa Boyens e Guillermo del Toro não terminaram o roteiro e, por isso, o orçamento para os filmes ainda não foi fechado. Além disso, o roteiro atrasado também determina que a seleção de atores também atrase o que, no fim das contas, pode empurrar o lançamento do primeiro filme, antes previsto para 2011, para o final de 2012.

Pois é. Tomara que ele não esteja falando sério.

Aceitamos Currí­culos

Mostrando que é um homem de palavra, Peter Jackson confirma que nenhum dos papéis está reservado para os grandes astros de Hollywood (com exceção de Gandalf e, talvez, Gollum, Elrond e Galadriel) e convoca qualquer ator que esteja interessado para os seguintes papéis:

BILBO: Hobbit rico e respeitável… Embora ele mesmo não perceba, tem uma boa dose de coragem; ele pode ser prático e resiliente. Tem um bom senso de humor e sabe apreciar o ridículo. De compreensão rápida, Bilbo é um hobbit culto, no que foi encorajado por sua mãe. Sua característica mais marcante é a humanidade; ele é empático, tem um enorme coração e um espírito generoso. PAPEL PRINCIPAL. IDADE: 25-35. SOTAQUE: Britânico padrão

THORIN ESCUDO DE CARVALHO: Herdeiro do reino dos anões de Erebor, Thorin foi forçado a liderar seu povo para o exílio nas Montanhas Azuis. Guerreiro lendário de constituição poderosa, ele teve uma vida  dura e perigosa, o que se vê em seu rosto. Ele tem olhos e língua afiados, orgulho de sua barba e desconfia daqueles que não conhece. Mas também é capaz de lealdade intensa, coragem imensa e senso de humor e gentileza surpreendentes. Thorin deverá usar uma peruca e uma barba e, possivelmente, algumas próteses na testa e no nariz. PAPEL PRINCIPAL. IDADE: 40-55. SOTAQUE: Britânico padrão ou leve regional inglês.

BARD: Um arqueiro da Cidade do Lago e descendente direto dos senhores de Valle. Forte, marcado pelas intempéries e de constituição poderosa, Bard é casado e tem um filho. De fala mansa, ele guarda tudo para si mesmo, sem se gabar de suas habilidades ou de sua linhagem nobre. PAPEL PRINCIPAL. IDADE: 35-48. SOTAQUE: Britânico padrão ou regional inglês, irlandês, escocês ou galês (não pode ter sotaque forte).

SMAUG [APENAS DUBLAGEM]: Duzentos anos atrás, o dragão Smaug veio dos Ermos do Norte e devastou o reino dos anões de Erebor. Repousando em sua pilha de ouro, chegou a um tamanho realmente imenso. Velho, mas mesmo assim jovem, sua voz carrega o sentido de uma mente letal e afiada. Ele é a criatura mais letal de toda a Terra-Média – e sabe disso. Ágil, rápido e ferozmente inteligente, Smaug é um oponente perigoso que não se deve subestimar. Se ele tem uma fraqueza é sua ganância sem limites e sua arrogância. De sua voz vem parte do seu poder: sua habilidade de seduzir, elogiar, persuadir e mesmo de lançar um tipo de feitiço. Mas qualquer sinal de civilidade é completamente falso: Smaug é cruel e não se importa com nenhuma criatura viva. Um assassino. IDADE: 40-70. SOTAQUE: Britânico padrão.

Entre os papéis principais também estão Fili e Kili, Gloin, o Prefeito da Cidade do Lago e Alfrid, um empregado do prefeito, 

Chama a atenção a presença de papéis como Itaril, uma elfa da floresta, "Guerreiro elfo", um senhor élfico de Valfenda, que não estão presentes no livro, e também de Radagast, Prímula Brandebuque e Drogo Bolseiro, sendo que todos esses são considerados papéis principais.

Fontes: TerraSpoiler TV

Agradecimentos ao Elendil e Ispaine/Estus 

Senhor dos Anéis é o melhor da década!

Deixando para trás nomes de peso como Batman – O Cavaleiro das Trevas, O Segredo de Brokeback Mountain, Gladiador, Wall-E, Moulin Rouge e Quase Famosos, o Senhor dos Anéis amealha mais esse prêmio pra estante (que já deve estar lotada.

Aí vai o que o pessoal da EW disse sobre a trilogia:

"Trazer um livro adorado para a telona? Sem drama! A trilogia de Peter Jackson – ou, como gostamos de chamá-la, nossa preciossssssa – manifestou sua atração irresistível tanto em falantes de élfico avançado quanto em neófitos."

A lista completa você pode ver aqui  

Começou a busca por Bilbo

Mas peraí… Testes? Quer dizer que não veremos figurões do cinema no filme? Aparentemente, essa é uma possibilidade a se trabalhar. Numa recente entrevista Jackson disse que os testes seriam feitos para cada papel (exceto o de Gandalf, que já está muito bem ocupado por Sir Ian) e disse que acredita que testar uma ampla gama de atores é a melhor maneira de achar os melhores para cada papel. E justificou:

"O que fizemos durante os anos foi descobrir vários atores interessantes, como Orlando Bloom (em O Senhor do Anéis), Kate Winslet (em Almas Gêmeas) e Saoirse Ronan (em Um Olhar do Paraíso). Então se você começar a procurar e a fazer testes com seriedade, é incrível como você pode encontrar talentos incríveis ali."

Peter negou já ter escolhido qualquer ator (fora Ian McKellen) e desmentiu todos os boatos sobre sua aproximação com James McAvoy.

"Além de Ian McKellen, que obviamente queremos que volte como Gandalf, nós não estamos oferecendo papéis para ninguém até fazermos  uma "peneira" nos testes".

Segundo Peter, apesar de a palavra final na escolha do elenco ser de Del Toro, ele não tem nenhuma pressão para escalar estrelas nos papéis principais.

"Os filmes nunca foram direcionados para estrelas. A estrela é Tolkien e o mundo que ele criou. Nós não estamos sob pressão, só queremos achar as pessoas certas. Escolher alguém para interpretar um hobbit não é tão fácil como você imagina. Eles tem que ter uma aparência física especial e uma sensibilidade. O mesmo para elfos e anões. São personagens fantásticas, mas você tem que as pessoas certas para interpretá-los, os humanos certos para traduzir essas personagens."

E não bastassem todas essas notícias animadoras, Peter também negou que O Hobbit foi atrasado.

"Não foi." Ele disse e continuou, dizendo que o roteiro do primeiro filme já está pronto, enquanto  do segundo está pela metade, tendo previsões de ser entregue por volta do Natal.

"Nós sempre planejamos gravar por volta de abril ou maio do ano que vem e, até onde eu sei, nós estamos bem encaminhados para que isso aconteça. Só depende da rapidez do estúdio para liberar o filme. Não está em nossas mãos. Mas, se formos gravar ano que vem, está tudo bem."

Bem, acho que aí está a nossa surpresa de dia 8.

Torçamos para o Guilherme agora.

Fonte: THR  

Del Toro fala

Total Film: O Hobbit demorou muito mais para ser planejado que a maioria dos seus filmes…
 
Del Toro: Demorou quase um ano, o que é uma eternidade para mim, porque filmes como Hellboy geralmente me tomam apenas um terço desse  tempo. E se você levar em conta que temos por volta de três ou quatro vezes mais artistas…
Del Toro: Demorou quase um ano, o que é uma eternidade para mim, porque filmes como Hellboy geralmente me tomam apenas um terço desse  tempo. E se você levar em conta que temos por volta de três ou quatro vezes mais artistas…
Nós fizemos, literalmente, centenas de desenhos, dúzias de maquetes e testes de material.É um épico. É  nós ainda vamos planejar a fase de produção…
TF: Como foi escrever o roteiro? Supostamente tanto você quanto Peter jackson, Phillipa Boyens e Frank Walsh tiveram o mesmo trabalho, certo?
DT: Muitos meses atrás nos sentamos para decidir a estrutura e decidimos pelos dois filmes.
Nos encontrávamos as 9 da manhã e ficávamos reunidos até de tarde, […] até que em um momento nós nos separamos, […] ficando algo mais parecido com a forma que eu estou acostumado a trabalhar com co-roteiristas. 
Mas eu devo dizer que o melhor de tudo e o que fez a diferença foi a grande quantidade de ideias que eu tinha em um dia. Foi incrível. Poderíamos ter escrevido três ou quatro Hobbits.
TF: Você mencionou a divisão [em dois filmes]. O primeiro filme será O Hobbit na íntegra e o segundo terá coisas dos apêndices ou mesmo da sua cabeça ou algumas partes do livro ficarão para o segundo filme?
DT: Estamos respeitando a estrutura estabelecida pelo Professor Tolkien porque a ordem das aventuras em O Hobbit já é conhecida por gerações de crianças. Você não gostaria de mexer em coisas assim.
Mas vamos incorporar as idas e vindas de Gandalf, porque ele desaparece do livro com alguma frequência. Entãoo, diferente do que acontece no livro, nós veremos aonde ele vai e o que acontece com ele.
TF: Você e Peter Jackson são dois diretores visionários que lutam por essas "visões". O que acontece quando vocês batem de frente?
DT: Até agora não passamos por esse aperto. Nós discutimos e vencemos em diferentes níveis, mas acho que Peter vem sendo o produtor perfeito até agora.
Dos dois diretores que trabalharam comigo como produtores, os dois se chamavam Pedro: Pedro Almodóvar e Peter Jackson, e das duas vezes eu achei que eles foram produtores perfeitos porque eles entendiam que produtores não eram produtores/diretores..
Um produtor é um produtor: Se há uma emergência, se tudo dá errado, então o produtor pode, e deve, ter uma opinião forte, mas se tudo estiver bem: dentro dos prazos, do orçamento e com todas as ideias sólidas, não há porque fazer isso.
TF: Trabalhar com Peter Jackson não é tão diferente de trabalhar com Mike Mignola [escritor e desenhista de Hellboy] em Hellboy certo?
 
DT: Você disse tudo. Eu diria que Mike tem tanta opinião quanto qualquer diretor porque, afinal, é ele quem dirige nas páginas [de quadrinhos]. E Mignola, como Pedro e Peter, conhece o processo. Eles sabem que uma hora ou outra você vai ter de encarar a fera. Você vai ser o cara e só pode confiar em seus instintos. Você não vai poder ligar pra alguém quando estiver num lugar remoto: você vai ter que tomar uma decisão sozinho.
 
TF: Foi muito difícil mudar de Los Angeles para Wellington? Você agora está na Nova Zelândia em tempo integral, certo? 
 
DT: Sim, eu só vou para LA muito raramente agora. Contudo, foi uma mudança extremamente para mim. Estou acostumado. Estou acostumado com Londres-LA da mesma forma que estou com Wellington-LA. Eu me esparramo na poltrona do avião e tenho 13 horas só para mim, então é um privilégio: eu escrevo, leio, preparo e-mails, então é, na verdade, um belo dia de trabalho.
 
E a grande vantagem entre LA e Wellington é que você, em essência, está no mesmo fuso-horário. Você perde um dia, mas vai dormir de noite em LA e acorda no outro dia em Wellington.
 
TF: Você tem tempo para espiar os filmes estranhos que passam no avião?
 
DT: Tenho! Mas eu tento assistir televisão, principalmente porque não precisa de uma tela grande.
 
TF: Você ama criar monstros e O Hobbit oferece algumas ótimas oportunidades. Temos o dragão Smaug, as aranhas da Floresta das Trevas, os wargs, Beorn…
 
DT: Como eu falei para a Weta, nós vamos manter o DNA com o mesmo ‘pool’ genético dos monstros da trilogia, mas isso resultará em personagens diferentes. Por exemplo: Na trilogia, a maioria das criaturas é bruta ou desarticulada, enquanto n’O Hobbit as criaturas falam: Smaug tem belas falas, o Grande Goblin tem belas falas, muitas criaturas têm belas falas. Então, tivemos que desenhá-las com uma outra abordagem, porque você não está apenas desenhando coisas assustadoras.
 
Eu também quis que os monstros d’O Hobbit fossem majestosos. Quis que os wargs tivessem certa beleza de forma que você não tenha uma definição clara de bonito-bom e feio-ruim. Alguns monstros são absolutamente maravilhosos.
 
TF: Smaug não vai ser como os dragões de, digamos, Reino de Fogo. Foi um grande desafio inbui-lo de personalidade?
 
DT: Eu acho que um dos designs que eu fiquei mais orgulhoso foi o de Smaug. Obviamente, foi o que mais demorou.
 
Na verdade, ele já está vivo: estamos terminando a coloração e um pouco da textura, mas a maior parte da estrutura levou quase um ano, tudo por causa das qualidades únicas do dragão.
 
No começo da produção eu tive uma ideia que faria Smaug diferente de qualquer dragão já feito. O problema era implementar essa ideia, mas acho que conseguimos.
 
TF: Que ideia era essa?
 
DT: Não posso te contar porque seria um spoiler enorme. Mas estou 100% contente com Smaug. Se existisse algo como 110%, estou lá.
 
TF: E as aranhas? Quão parecidas elas estão com Laracna de O Retorno do Rei?
 
DT: Bem, elas são crias de Laracna, mas ela era uma garota muito promíscua. Ela cruzou com muitos parceiros e insetos e aranhas são criaturas incrivelmente adaptáveis. Haverá aranhas… Parece uma sequência de Paul Thomas Anderson: Haverá Aranhas [Referência ao filme Sangue Negro, em inglês There Wil
l Be Blood,
traduzindo, Haverá Sangue]! Mas o visual delas está bastante impressionante, mas de maneira diferente do de Laracna.
 
Queria poder falar mais, mas seria outro spoiler. Elas são bem diferentes. Elas são mais criaturas das sombras, da florestas. Não vivem na terra, mas nas copas e já estão tão fisicamente ligadas ao habitat que se adaptaram.
 
TF: As cenas com Smaug e as aranhas vão ser assustadoras de verdade?
 
DT: Eu acho. Eu espero. Pelo menos é essa abordagem que estamos fazendo. Todo bom filme infantil sempre tem uma ou outra cena de terror, seja os primeiros de [Hayao] Miyazaki [A Viagem de Chihiro, O Castelo Animado] ou Disney. Quando eu era criança e li O Hobbit… Bem, você tem momentos como as cabeças de goblin em estacas do lado de fora da casa de Beorn.
 
[…]Não tem como o ataque de um dragão sobre uma cidade não ser assustador. O mesmo serve para as aranhas: não tem como fazer aranhas gigantes botando pessoas em casulos parecer gentil.
 
TF: Você estudou aranhas de verdade? Tem algumas bem grandes na  Nova Zelândia!
 
DT: Nós estudamos. Temos uns dois caras na área de desenho que são fascinados por aranhas. Na verdade eles até fazem documentários e coisas assim e saem e pegam aranhas e tiram fotos das quelíceras e disso e daquilo com macro-lentes.
 
O problema com o desenho das aranhas é como você traduz o peso em leveza e pernas longas, porque as aranhas têm pernas longas. Laracna ficava perto do chão, então se movia como um tanque, mas nossas aranhas têm de ser pesadas, mas muito velozes.
 
TF: Você se sente bem perto de aranhas de verdade?
 
DT: Não. Eu adoro insetos e sou completamente fascinado por aranhas… Mas elas também me horrorizam completa e absolutamente. É algo que Peter e eu temos em comum.
 
TF: E a escala de O Hobbit. Você fez grandes cenas de ação em Predadores de Nova York, Blade II e nos dois Hellboy, mas nada que chegue perto do clímax que é a Batalha dos Cinco Exércitos…
 
DT: Não, e acho que é por isso que estou tão ansioso para fazê-la. Mas, ao mesmo tempo, na trilogia há tantas lutas e batalhas  que uma das primeiras coisas a se pensar é: Como fazer a ação d’O Hobbit ser diferente disso? Porque, quando a trilogia saiu, ainda era algo novo ver aqueles vales e fortalezas enormes serem tomados por guerreiros, mas depois da trilogia você teve Troia, Narnia e tudo o mais. Se tornou algo bem comum ver dois exércitos de computação gráfica se enfrentando.
 
Então nós pensamos em uma boa solução, eu acho, que vai fazer as batalhas se sobressaírem.
 
TF: Vai ser algo mais íntimo? 
 
DT: Queria poder fazer esse spoiler! Tudo que posso dizer é que temos um time incrivelmente bom de pessoas que sabem que não estamos fazendo outro Senhor dos Anéis. Não estamos tentando fazer uma quadrilogia ou pentalogia. Estamos tentado fazer dois filmes que fluam junto com os da trilogia, mas que se garantam por si só. Queremos evitar coisas que não façam parte do DNA, que não façam parte do léxico, mas não queremos que as pessoas pensem: ‘Ei, eu já vi isso!’, exceto em lugares onde a familiaridade é algo confortante, como a Vila dos Hobbits ou Valfenda, porque aí você quer se sentir voltando para casa, para um filme que você ama e trata com carinho.
 
TF: Você vai usar a mesma palheta de cores, escura e fértil,  da trilogia?
 
DT: Eu acho que O Hobbit é um pouco mais colorido e um pouco mais operático. E peculiar. Uma das coisas que são muito bem marcadas no livro são as estações, então estamos usando isso como base.
 
TF: Supostamente é um filme mais mágico. Ele vai ter um clima mais forte de conto de fadas? 
 
DT: De várias formas, é aquilo que você vê no livro. É quase uma música de câmara, como quando os trolls estão falando em cozinhar os anões. É uma música muito pequena, mas ao mesmo tempo é mágico e é quase uma comédia ver aquelas criaturas enormes falando sobre cozinhar anões.
 
TF: Não seria um filme de Guillermo del Toro se não tivesse um qualidade poética certo?
 
DT: Há muita magia no filme. Peter tem o olho de um verdadeiro historiador, levando em conta que a trilogia é extremamente precisa com um mundo que foi criado. Ele é como um arqueólogo cavando algo que existiu. Eu acho que O Hobbit tem um pouco mais de licença poética. Ele tem… Como posso dizer? Tem um pouco mais de extravagância.
 
Fonte: Total Film
 
Agradecimentos ao Snaga pela indicação da matéria. 

Del Toro fala

Total Film: O Hobbit demorou muito mais para ser planejado que a maioria dos seus filmes…

Del Toro: Demorou quase um ano, o que é uma eternidade para mim, porque filmes como Hellboy geralmente me tomam apenas um terço desse  tempo. E se você levar em conta que temos por volta de três ou quatro vezes mais artistas…

Nós fizemos, literalmente, centenas de desenhos, dúzias de maquetes e testes de material.É um épico. É  nós ainda vamos planejar a fase de produção…

TF: Como foi escrever o roteiro? Supostamente tanto você quanto Peter jackson, Phillipa Boyens e Frank Walsh tiveram o mesmo trabalho certo?

DT: Muitos meses atrás nos sentamos para decidir a estrutura e decidimos pelos dois filmes.

Nos encontrávamos as 9 da manhã e ficávamos reunidos até de tarde, […] até que em um momento nós nos separamos, […] ficando algo mais parecido com a forma que eu estou acostumado a trabalhar com co-roteiristas. 

Mas eu devo dizer que o melhor de tudo e o que fez a diferença foi a grande quantidade de ideias que eu tinha em um dia. Foi incrível. Poderíamos ter escrevido três ou quatro Hobbits.

TF: Você mencionou a divisão [em dois filmes]. O primeiro filme será O Hobbit na íntegra e o segundo terá coisas dos apêndices ou mesmo da sua cabeça ou algumas partes do livro ficarão para o segundo filme?

DT: Estamos respeitando a estrutura estabelecida pelo Professor Tolkien porque a ordem das aventuras em O Hobbit já é conhecida por gerações de crianças. Você não gostaria de mexer em coisas assim.

Mas vamos incorporar as idas e vindas de Gandalf, porque ele desaparece do livro com alguma frequência. Entãoo, diferente do que acontece no livro, nós veremos aonde ele vai e o que acontece com ele.

TF: Você e Peter Jackson são dois diretores visionários que lutam por essas "visões". O que acontece quando vocês batem de frente?

DT: Até agora não passamos por esse aperto. Nós discutimos e vencemos em diferentes níveis, mas acho que Peter vem sendo o produtor perfeito até agora.

Dos dois diretores que trabalharam comigo como produtores, os dois se chamavam Pedro: Pedro Almodóvar e Peter Jackson, e das duas vezes eu achei que eles foram produtores perfeitos porque eles entendiam que produtores não eram produtores/diretores..

Um produtor é um produtor: Se há uma emergência, se tudo dá errado, então o produtor pode, e deve, ter uma opinião forte, mas se tudo estiver bem: dentro dos prazos, do orçamento e com todas as ideias sólidas, não há porque fazer isso.

TF: Trabalhar com Peter Jackson não é tão diferente de trabalhar com Mike Mignola [escritor e desenhista de Hellboy] em Hellboy certo?

DT: Você disse tudo. Eu diria que Mike tem tanta opinião quanto qualquer diretor porque, afinal, é ele quem dirige nas páginas [de quadrinhos]. E Mignola, como Pedro e Peter, conhece o processo. Eles sabem que uma hora ou outra você vai ter de encarar a fera. Você vai ser o cara e só pode confiar em seus instintos. Você não vai poder ligar pra alguém quando estiver num lugar remoto: você vai ter que tomar uma decisão sozinho.

 

Ian McKellen já leu o script de O Hobbit

A única coisa que sir Ian adiantou foi que Guillermo del Toro e os seus ilustres co-roteiristas Peter Jackson, Fran Walsh e Philippa Boyen (colaboradores de longa data no filmes de O Senhor dos Anéis) escreveram o roteiro exclusivamente para ele.

"Como Peter já disse, eles adoraram escrever Gandalf [para O Hobbit] porque eles já sabiam para quem estavam escrevendo." disse ele em uma entrevista enquanto promovia seu novo filme. "Ainda há várias personagens em O Hobbit, incluindo o principal, Bilbo, e eles ainda não sabem quem vai fazer Bilbo. Então é muito encantador eles terem escrevido essa parte especialmente para mim. O outro Gandalf foi escrito, bem, apenas como Gandalf. Há muitas coisas de todo o tipo para eu me divertir. E eu não poderia estar mais feliz, mas eu jurei segredo. Eu não deveria estar falando nada sobre esse roteiro."

Sobre as "intromissões" de del Toro no roteiro, McKellen releva: "Eles [del Toro e Jackson] são a mesma pessoa. Separados no nascimento. Gêmeos. Têm a mesma atitude. Nenhum dos dois gosta de trabalhar com Hollywood. Os dois são fascinados por fantasia e violência e coisas que vão te assustar. Eles gostam de entrar na psiquê. Os dois são contadores de histórias brilhantes e praticamente do mesmo jeito. E eu acho que o roteiro trabalha muito com os pontos fortes de Guillermo, pelo que eu já vi deles. Eu vi seus outros filmes e as pessoas atuam muito bem, então eu acho que está tudo certo. Além disso, Peter sempre estará junto,"

Sobre a importância do papel de Gandalf, ele diz: "Eu não acredito que já foram 10 anos [desde o início das filmagens de A Sociedade do Anel, em 1999, na Nova Zelândia]. Eu lembro que um amigo de Hollywood me disse: ‘Sua vida vai mudar’, e ela mudou! Gandalf é uma personagem extremamente famosa, e eu gosto muito de tê-lo por perto. Ele é muito popular."

Fonte: SCI FI Wire  

A Serviço da Rainha

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Quase todo o fandom sabe que Tolkien lutou na Primeira Guerra Mundial, que ele escreveu grande parte de sua obra em versos de formulários da época e que a discussão sobre se a Guerra marcou ou não suas obras.

 

Mas são poucos os que sabem que essa não foi a única guerra que contou com a participação do Professor.

 

É isso mesmo, senhoras e senhores. Este que vos escreve não está variando: Tolkien, um dos mais respeitados linguistas de sua época, foi recrutado, junto com um destacamento de intelectuais da época (como, por exemplo, Alan Turing) para trabalhar no Bletchley Park, o quartel general da inteligência britânica em Buckinghamshire.

A equipe de Tolkien foi responsável por uma das maiores conquistas britânicas na Segunda Guerra: a quebra do Enigma, o código secreto nazista que era, até então, indecifrável. Esse feito possibilitou à Inglaterra impedir que a ilha fosse tomada por nazistas.

De acordo com gravações do GCCS (Government Code and Cypher School, Escola Governamental de Códigos e Criptogramas, em inglês) recém-reveladas por ocasião das comemorações pelo fim da Segunda Guerra, Tolkien passou três dias do mês de março de 1939 em treinamento no quartel general do órgão de inteligência mas depois, apesar de se mostrar "muito interessado" pelo projeto, Tolkien abandonou o órgão e a gratificação de £500 por ano, por razões ainda desconhecidas.

De acordo com um historiador do GCHQ (Government Communications Headquarters, Quartel General Governamental de Comunicacções, em inglês), "JRR Tolkien é conhecido por todo o mundo devido a seus romances, mas seu envolvimento com a guerra deve pegar muitas pessoas de surpresa.

Embora ele não tenha se registrado, como provavelmente planejava, ele participou do treinamento de três dias e estava ‘muito interessado’ por mais.

Por que ele não se juntou aos outros ainda é um mistério: Não há nenhum registro oficial sugerindo o motivo, então podemos apenas supor que ele queira se concentrar em seus escritos". O Hobbit foi lançado apenas um ano e meio depois da experiência secreta de Tolkien.

O CGCS começou a se preparar para uma possível Segunda Guerra Mundial no fim da década de 30, quando seu diretor, conhecido apenas como "Alastair G Denniston", fez uma lista de 50 nomes de possíveis candidatos para o serviço secreto. Essa lista foi elaborada com a colaboração de professores que já h aviam trabalhado para a Inglaterra na Primeira Guerra das duas maiores universidades britânicas: Cambridge e Oxford, onde Tolkien lecionou de 1925 a 1959.

Em uma carta, datada de 25/11/1939, ao Foreign Office (o Ministério de Relações Exteriores inglês), Denniston disse: "Eu estive em contato com as duas universidades através de professores que trabalharam conosco durante a guerra, de forma que agora temos uma lista de 50 homens designados para o serviço caso aconteça a guerra.

Segue anexa uma cópia da listapara que vocês saibam que tipo de  homem pretendemos convocar."

Tolkien, juntamente com outros 12 homens, concordou em passar um dia no QG do GCCS em Londres como experiência. Lá, ele foi treinado em línguas escandinavas e espanhol. Por três dias, entre 27 e 29 de março, Tolkien visitou a casa quando ela ainda ficava em Londres (a mudança para Bletchley Park ocorreu em agosto daquele ano, por medo de bombardeios na capital) e a ficha com seu nome traz a inscrição "muito interessado".

O historiador do GCHQ explica: "A guerra estava chegando e o Governo sabia da complexidade da criptografia eletrônica, por isso esteve convidando pessoas de várias universidades para fazerem cursos de forma que, quando eles fossem convocados, teríamos um agrupamento de pessoas treinadas.

Alan Turing […] fez três cursos apenas sobre o Enigma em janeiro de 1939, então eles sabiam que tipo de habilidades eram necessárias."

Os aprovados no curso receberiam por ano o equivalente a £50000 em valores atuais, mas Tolkien, que foi aprovado com louvor, rejeitou a oferta.

"Simplesmente não sabemos por que ele não se juntou aos outros. Talvez foi porque declaramos guerra à Alemanha, e não a Mordor", brinca o  historiador.

Todas essas informações, além de documentos da Primeira Guerra Mundial, várias maquinas Enigma capturadas, entre outros espólios de guerra, encontram-se em exposição no museu do GCHQ, mas é restrita ao pessoal que trabalha lá.

"O museu é importante para dar às pessoas uma noção do passado e de onde nós viemos. É sobre nosso passado, mas sobre para onde iremos no futuro", diz Chris Marshall, porta voz do GCHQ.

Fonte: The Telegraph