Arquivo da categoria: Curiosidades

JacksonXTolkienDestaque

A Incrível Conexão J.R.R. Tolkien – Peter Jackson

Se for perguntado a qualquer fã de J. R. R. Tolkien e de Peter Jackson, qual é  a conexão entre o autor inglês e o diretor neozelandês, a resposta será mais ou menos esta: Jackson é o cineasta responsável por adaptar para o cinema O Senhor dos Anéis e O Hobbit, ambas obras de Tolkien. Porém, existem outras conexões entre eles.

Tolkien e o “Tommy”

Com mais de um milhão de mortos, feridos e desaparecidos, a Batalha do Somme é considerada uma das maiores tragédias da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Uma experiência que o jovem oficial J. R. R. Tolkien nunca esqueceu, pois lá lutou contra o Exército Imperial Alemão e perdeu alguns de seus amigos mais íntimos. E é da Batalha do Somme que nos é revelada uma curiosidade, pois ainda outro jovem esteve naquele momento na França: o avô do diretor neozelandês Peter Jackson, o inglês William John Jackson.

W.J. Jackson-1915 e J.R.R. Tolkien-1916
W.J. Jackson-1915 e J.R.R. Tolkien-1916

A genealogista e historiadora Christine Clement (do site Ancestry.com.au) encontrou em sua pesquisa William John Jackson entre os combatentes do Exército Britânico na Batalha do Somme, no segundo Batalhão dos “South Wales Borderers”. Em 24 de Julho de 1916 chegou ao Somme um oficial de comunicações, o jovem segundo tenente John Ronald Reuel Tolkien. Sua unidade, o primeiro Batalhão dos “Lancashire Fusiliers” substituiu a unidade de William J. Jackson. “[William] fez um trabalho de reconhecimento por lá. O seu batalhão foi rendido pelos Lancashire Fusiliers de Tolkien”, disse Clement.  A probabilidade, portanto, de os dois terem se cruzado no acampamento britânico não é pequena, e é uma incrível coincidência que os dois estivessem na França naquele verão de 1916.

Em uma carta de 1941, endereçada a seu filho Michael, que servia no Exército Britânico durante a Segunda Guerra Mundial, Tolkien revela sua simpatia pelos soldados comuns, os homens desconhecidos vindos do interior da Grã-Bretanha ou dos mais longínquos rincões do vasto Império de Sua Majestade. “[…] E somos parecidos apenas por compartilharmos uma profunda simpatia e compaixão pelo ‘tommy’ [nome dado ao soldado raso britânico], especialmente pelo soldado simples dos condados agrícolas”¹. As centenas de milhares de “tommys”, grupo do qual William Jackson era apenas mais um, foram a base para a criação do fiel hobbit Samwise Gamgi.

Os "tommys" britânicos durante a I GM - 1916
Os “tommys” britânicos durante a I GM – 1916

Dois destinos: o autor e o avô do diretor

O que talvez não seja apenas uma coincidência é o que reuniu essas duas linhas décadas mais tarde. A obra de Tolkien é fortemente influenciada por suas experiências horríveis nas trincheiras da chamada Grande Guerra. Em particular, as descrições das experiências de Frodo e Sam nos Pântanos Mortos ou em Mordor nos dão uma ideia do que o próprio Tolkien tenha experimentado no primeiro grande conflito mundial. “Os Pântanos Mortos e as proximidades do Morannon devem algo ao norte da França depois da Batalha do Somme”², revela Tolkien em uma carta.

Peter Jackson, no entanto, interessou-se pelas experiências de guerra de seu avô (que ele nunca chegou a conhecer) e pelos eventos da Primeira Guerra Mundial desde a infância. Esse interesse tornou-se uma paixão: Jackson começou com miniaturas³ (confira algumas aqui) a recriar famosas batalhas da Grande Guerra e a coletar e colecionar artefatos deste período, especialmente os relacionados à aviação de guerra. Quando o romance O Senhor dos Anéis caiu em suas mãos, ele ficou fascinado com as mesmas descrições de batalhas e imaginou que daria um bom filme se algum dia alguém decidisse filmar a história contada por Tolkien. Porém, o fato de que tanto as horríveis experiências de Tolkien na guerra, assim como as de seu avô, aconteceram no mesmo lugar, ao mesmo tempo, ele não tinha ideia. “Ele sabe sobre o seu avô ter sido condecorado, mas não que Tolkien também estivesse lá”, disse Christine Clement.

Peter Jackson num Spitfire da IIGM
Peter Jackson num Spitfire da IIGM

William John Jackson lutou nas principais batalhas da Primeira Guerra Mundial e, assim como Tolkien, sobreviveu a ela e foi condecorado com a Medalha de Distinção e Conduta por seus esforços na Frente Ocidental. Tolkien, por sua vez, contraiu febre de trincheira no mesmo ano de 1916 e foi afastado dos campos de batalha.  Hospitalizado, começa a escrever as primeiras linhas de A Queda de Gondolin, mais tarde texto importante de O Silmarillion, o pontapé inicial de sua mitologia, da qual O Senhor dos Anéis é apenas uma parte. Com a saúde debilitada em decorrência do desgaste físico durante a guerra, W. J. Jackson morreu na Inglaterra em 1940, aos 51 anos, no momento em que a Grã-Bretanha era bombardeada pela Alemanha de Hitler (outro combatente do Somme), em preparação para uma invasão que nunca chegou a acontecer. Pouco tempo depois, em 1942, o Professor Tolkien serviu seu país como Supervisor de Ataques Aéreos, e faz referência a essa função em algumas cartas.

William John Jackson deixou cinco filhos, incluindo William “Bill” Arthur Jackson, a quem o filho, Peter Jackson, dedicou seu filme A Sociedade do Anel (2001). Enquanto Tolkien escrevia O Senhor dos Anéis, o pai de Peter Jackson também lutava pelo Exército Britânico durante a Segunda Guerra Mundial, assim como também lutaram no segundo conflito mundial os filhos do autor J. R. R. Tolkien, Michael e Christopher Tolkien.

William “Bill” Arthur Jackson na Sicília, Itália, durante a Segunda Guerra
William “Bill” Arthur Jackson na Sicília, Itália, durante a Segunda Guerra

O bisneto de Tolkien e o neto de William J. Jackson

J. R. R. Tolkien morreu em 2 de Setembro 1973, com a idade de 81 anos, deixando ao mundo uma mitologia única e que serviram de base para os épicos filmes de Peter Jackson sobre a Terra-média. Durante as filmagens da última parte da trilogia, O Retorno do Rei, o bisneto de Tolkien e neto de Michael Tolkien, Royd Allan Reuel Tolkien, participou como um ranger gondoriano nas filmagens do cerco à Osgiliath. Fã de Peter Jackson desde quando o neozelandês ainda dirigia filmes de terror trash, Royd Tolkien é sempre recebido de braços abertos pelo diretor quando vai à Nova Zelândia. O bisneto de Tolkien esteve em novembro de 2012 na premiere mundial de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, em Wellington, e visitou os sets do filme.  E, ao ir à Nova Zelândia, reuniu mais uma vez sobre o mesmo chão um Tolkien e um Jackson.

Royd Tolkien na premiere de “O Hobbit” e nas filmagens de “OSdA”
Royd Tolkien na premiere de “O Hobbit” e nas filmagens de “OSdA”
Royd Tolkien com Graham McTavish (Dwalin) e Aidan Turner (Kili), 2012
Royd Tolkien com Graham McTavish (Dwalin) e Aidan Turner (Kili), 2012

Notas: 

1: Tolkien, John Ronald ReuelAs Cartas de J.R.R. Tolkien – organização de Humphrey Carpenter, com assistência de Christopher Tolkien; tradução de Gabriel Oliva Brum. – Curitiba: Arte e Letra Editora, 2006, p. 57

2: Idem, p.289

3: A paixão de Peter Jackson por miniaturas e recriar combates foi muito útil durante a produção da trilogia O Senhor dos Anéis, em que miniaturas foram usadas para criar os cenários da Terra-média e miniaturas de soldados de plástico ajudaram a reproduzir exércitos em pré-visualizações de cenas.

Referências: 

Tolkien, John Ronald ReuelAs Cartas de J.R.R. Tolkien – organização de Humphrey Carpenter, com assistência de Christopher Tolkien; tradução de Gabriel Oliva Brum. – Curitiba: Arte e Letra Editora, 2006

Notícias, entrevistas e artigos consultados:

*New Zealand Herald – Peter Jackson link to Tolkien revealed

*Stuff – Peter Jackson shares tribute to Anzac heroes

*Nota de Peter Jackson no Facebook: Anzac Day

*Herr Der Ringe-film – Die historische Jackson-Tolkien-Connection

*Digital Spy – ‘The Hobbit’: Q&A with Royd Tolkien

*Metro – Royd Tolkien: I was welcomed with open arms on Hobbit set

*Stuff – Sir Peter Jackson’s Anzac Day family ties

*The Telegraph – Battle of Somme: the ‘animal horror’ that inspired JRR Tolkien

valinor

Senhor dos Anéis é o melhor da década!

Deixando para trás nomes de peso como Batman – O Cavaleiro das Trevas, O Segredo de Brokeback Mountain, Gladiador, Wall-E, Moulin Rouge e Quase Famosos, o Senhor dos Anéis amealha mais esse prêmio pra estante (que já deve estar lotada.

Aí vai o que o pessoal da EW disse sobre a trilogia:

"Trazer um livro adorado para a telona? Sem drama! A trilogia de Peter Jackson – ou, como gostamos de chamá-la, nossa preciossssssa – manifestou sua atração irresistível tanto em falantes de élfico avançado quanto em neófitos."

A lista completa você pode ver aqui  

valinor

Os Sons da Terra-média – Parte II: As Duas Torres

Dando continuidade a primeira parte já publicada aqui na Valinor – OS SONS DA TERRA MÉDIA – PARTE I: A SOCIEDADE DO ANEL -, seguimos agora com a sonoplastia utilizada na segunda parte da trilogia “O Senhor dos Anéis – As Duas Torres”:

 

 

 
Segundo o próprio Peter Jackson, nenhum dos elementos utilizados nos efeitos sonoros poderiam ser produzidos em estúdio, mas sim, criados por alguém.

Era de grande importância gravar os sons em ambientes externos, possivelmente para uma maior realidade em sua finalização. Mas… Wellington é uma cidade barulhenta, então o pessoal da produção teve que encontrar lugares fora da cidade, para que não fossem constantemente interrompidos por barulhos de aviões, carros e helicópteros.

E mais ainda: para obterem sons claros, ou seja, sem realmente nenhum distúrbio sonoro, gravavam geralmente à noite. E encontraram um cemitério num distrito vizinho à Wellington, que parecia ser o local perfeito. Peter Mills, o assistente marcava os expedientes de gravação e avisava a polícia local com antecedência, para que assim comunica-se aos vizinhos do cemitério que os gritos e tiros que ouviriam deviam-se aos “malucos” de “O Senhor dos Anéis” fazendo seu trabalho.

No segundo filme é notável que as multidões são bem presentes. Portanto, como reproduzir o som de 10.000 uruk hais? Poderiam gravar as vozes de algumas pessoas e reproduzi-las inúmeras vezes até chegarem no que se poderia esperar de gritos de milhares de vozes em uníssono. Mas o dinamismo e a dimensão não seriam os mesmos de uma verdadeira multidão. Daí veio a idéia de gravarem num estádio onde acontecia uma partida de críquete. Peter Mills trabalhou em conjunto com a Liga de Críquete para preparar o evento. A multidão estava em alvoroço, porque a Nova Zelândia estava jogando e estava ganhando a partida. No intervalo, Peter intervêm e entra no meio de campo. Eles precisavam da linguagem gutural dos uruk hais. Peter explicou à multidão o que iam fazer e pediu a todos para recitarem o discurso, olham para o telão no estádio. Pediu também para baterem no peito e baterem os pés, mas como lidavam com fãs de esporte que já haviam bebido cerveja, podia-se ouvir no meio da multidão alguns palavrões ou então “Hey, Peter! Nós te amamos!”.

Por isso, só aproveitaram mesmo a cantoria (vista no filme no discurso de Saruman aos Uruk Hais antes de partirem ao ataque a Rohan).

Criar o mundo sonoro de Fangorn antes de lidarem com Barbárvore faz parte da história também. Quiseram torná-la um lugar úmido e ameaçador, sem revelar demais o que os esperava na floresta. Mas é notável o som de algumas árvores ao longe. E nada melhor que o som de vaca para isso. Uma vaca em tons graves. John Rhys Davies faria a voz de Barbárvore. E pensaram em várias hipóteses para dar-lhe um efeito arbóreo, por assim dizer: construíram uma caixa de madeira, de 1,80m de comprimento x 1m de diâmetro. Construíram refletores dentro para que o som pudesse viajar por vários lados da caixa. Inseriam a voz com os diálogos, gravavam, acrescentavam o som e gravavam novamente. Obtinham, assim, várias camadas do que nomearam “ressonâncias arbóreas”.

Todos os sons possíveis de árvores foram gravados, até mesmo do pai de um dos sonoplastas que estava cortando árvores em sua casa de campo. Foram até lá e cortaram 50 árvores, o que serviu para a concepção dos passos de Barbárvore e dos Ents. Vale lembrar, pessoal, que árvores de reflorestamento podem ser cortadas, pois outras serão plantadas no local. Ou mesmo se a propriedade for privada, corte de árvores devem ter a permissão do órgão responsável pelo meio ambiente, geralmente a Guarda Florestal. Não entrem em pânico, pois nada foi feito ilegalmente na obra cinematográfica de Peter Jackson.

Para a cena em que Gandalf reaparece, eles não queriam que o público, logo de cara, soubesse que ali o Mago havia retornado como O Branco. Peter queria duas vozes, as de Gandalf e de Saruman fundidas numa só. Pediram então a Christopher Lee e Ian McKellen que lessem o mesmo diálogo. Pediram também para que Ian tentasse ler como se fosse Christopher falando e Christopher imitando Ian, para ficar mais convincente. Sobrepuseram as duas vozes e fazendo uso do gráfico de volume do Pro Tools conseguiram aumentar umas das vozes e diminuir a outra, fazendo com que se fundissem. Bom… O resultado é realmente fantástico! Vale à pena rever!

O ataque dos wargs não foi tão complicado. Na verdade, Peter Jackson queria mais ouvir mais cães latirem e mais barulho ao fundo. Como precisavam terminar no dia marcado, Dave Farmer passou horas montando o som de cães enraivecidos. Ele mesmo latia e gravava os sons produzidos. Diz que se não podem conseguir os sons, eles mesmos têm que produzi-los.

O som da criatura alada usada pelos Nazgûl, desde o começo, foi decidido como o zurrar de um burro. Se deslocaram até uma fazenda com burrinhos e gravaram os “ió ió” dos mesmos. Como não poderiam utilizar este som, usaram alguns outros sons que os burros conseguem reproduzir. Ou seja: o que se escuta quando o Nazgûl alado sobrevoa os Pântanos, nada mais é que um burro reclamando e aperfeiçoado pela tecnologia.

O som que se ouve quando o mesmo sobrevoa Osgiliath nada mais é que um ralador de queijo atado á uma corda e rodado por uma pessoa, produzindo o som do rabo.

Em breve, a última parte de “Os Sons da Terra Média – Parte III – O Retorno do Rei”.

valinor

Os Sons da Terra-média – Parte I: A Sociedade do Anel

Nas edições estendidas da trilogia “O Senhor dos Anéis” encontramos inúmeras informações à respeito de todo o processo de produção.

 

 

 

É um prato mais do que cheio para todo fã ardoroso de Tolkien (cheio até demais! É praticamente impossível “comer com os olhos” tanta informação em poucos dias! Eu demorei um mês pra finalizar, enfim… são quase seis horas de centenas e centenas de informações sobre a produção dos filmes. E um dos pontos que mais me chamou a atenção foi a produção da sonoplastia. É inacreditável como os caras tiveram que se desdobrar para conseguir os sons perfeitos, que Peter Jackson tanto exigia, pois o mesmo queria que o público fosse transportado para a Terra Média. Neste primeiro artigo, abordaremos como foram concebidos os sons para o filme “A Sociedade do Anel”.

 • O Vigia do Lago: Peter Jackson não queria o monstro com muitos efeitos vocais, mas sim que os sons deveriam vir de seus movimentos. David Farmer, um dos produtores sonoros, disse que teve a brilhante idéia de ir até um riacho perto de sua casa e colocou-se a brincar com um desentupidor de pia. Ele o mergulhou na água e alí saiu um som estranho de sucção. Num segundo momento, os caras foram até um estacionamento e puseram-se a balançar tapetes de automóveis molhados e batê-los em coisas. Depois juntaram ambos os sons (o da sucção e dos tapetes molhados sendo batidos) e o resultado foi surpreendente. O som vocal de dor que ele produz (quando Boromir corta um de seus tentáculos ou quando Legolas lhe atira uma flecha) foi conseguido com o som de uma morsa.

Os Orcs de Moria: Diferentemente das outras criaturas monstruosas da Terra Média, a dificuldade em produzir o som dos orcs, é o fato de que eles são muito humanóides. Optaram por captar sons de pequenos animais ferozes, além de imitá-los com suas próprias vozes, ou seja: além de captar o som destes animais, os próprios produtores os imitaram, para mesclarem lá na frente e dar o som que conhecemos dos orcs. Um dos animais usados foi um porco guinchando. Para produzirem o som apavorante de vários orcs juntos se movimentando, Peter Jackson queria que eles se inspirassem no aspecto “barata” dos orcs, e tudo o que eles tentavam não ficava legal. Até que um dia, quando sentaram para tomar uma cerveja, e viram nada mais, nada menos que uma barata em cima do balcão. Acreditem se quiser, mas a equipe teve a brilhante (e nojenta) idéia de pregar baratas em uma tábua, amarrar nos sapatos e sair caminhando e esmagando-as, fazendo aqueles barulhos craquelentos.

O Troll das Cavernas: É uma mistura de morsa, tigre e lince. Eles tiveram que imitar a inspiração e a expiração destes animais também (para aquela farejada do troll na cena em que o mesmo procura por Frodo). Para o som emitido pelo troll quando o mesmo é mortalmente atingido pela flecha de Legolas, os sons foram totalmente modificados, passando do agressivo ao cansado, para um som triste de uma morsa mortalmente ferida.

• Balrog: Peter Jackson deu a seguinte descrição do Balrog para a equipe: “Não é uma criatura física, mas basicamente chama e sombra, feito de rocha e lava, e por isso precisa ser muito natural, rochoso e orgânico ao toque.” Então o pessoal pensou em uma rocha grande caindo de uma altura generosa, para gerar um som opressivo e perverso. E gravaram também sons de blocos de cimento sendo arrastados num chão de madeira. Mesclando os dois sons, deu-se o som terrível do Balrog. Mas não para por aí! Para dar a impressão que o som saía realmente de uma mina, eles foram até uns túneis antigos, construídos numa colina em Wellington. Nestes túneis os ecos não acabavam jamais. Levaram para lá o som do Troll das Cavernas, passando do computador para os auto-falantes, obtendo-se, desta forma, o som desejado. E assim prosseguiram com o som do Balrog e dos orcs.

• Os Espectros do Anel: Um grito da Fran Walsh gerou tudo aquilo! Levaram a mesma até um palco, que inspirou profundamente e gritou o mais que pôde. E dizem que foram os gritos mais arrepiantes que já escutaram na vida. Acabou por tornar-se um dos elementos vitais dos espectros.

• O Um Anel:
No script, o Anel era tido como um personagem, com força, poder e energia. Tinha várias tonalidades: para uma pessoa poderia ser sedutor, para outra, apaixonado, etc. E acabou por tornar-se um ator que manteve a coerência da voz ao longo do filme. Alan Howard gravou narrações do que Phillipa e Fran escreviam. Decorou uma série de frases da Língua Negra e ele mesmo acabou por gravá-las.

valinor

A Grande Famí­lia

Todos os fãs que acompanharam a produção da trilogia O Senhor dos Anéis já ouviram dezenas de histórias sobre a amizade que surgiu nos sets de filmagem, sendo a mais conhecida aquela da tatuagem do "9" simbolizando a união dos membros do elenco principal (se você AINDA não conhece a história, pode conferir neste artigo aqui).

 

 

Mas o que poucos sabem é que a idéia de união foi muito mais além na produção: em certo momento foram tantos parentes envolvidos que não seria incorreto chamar o elenco de "uma grande família". Todos tiveram uma brechinha para participar não só atrás, mas também na frente das câmeras. Duvida? Pois confira só esta lista de parentes e outros envolvidos na produção que acabaram fazendo uma "ponta" na trilogia.

(clique nas imagens para vê-las em tamanho maior) 

Alan Lee e John Howe

cameo_01

Conhecidos ilustradores das obras de Tolkien, foram convidados para serem os "artistas conceituais" no filme, responsáveis pela criação de cenários e afins. Aparecem já no prólogo de A Sociedade do Anel como os reis que receberam os anéis de Sauron (Howe é o segundo à esquerda, Lee o segundo à direita).

 

Billie e Katty Jackson 

children

children2

Os filhos de Peter Jackson e Fran Walsh, aparecem mais de uma vez no filme. Primeiro, na festa de Bilbo (creditados como "Cute Hobbit Child" no IMDb, que em português ficaria "Criança hobbit fofinha"), depois em As Duas Torres (como "Cute Rohan Refugee Child", algo como "Crianças rohirrim fofinhas refugiadas").

 

Hanna Wood 

hannawood

Irmã da Elijah Wood, também fazendo uma pontinha em As Duas Torres

 

Royd Tolkien 

royd_tolkien

Bisneto de J.R.R. Tolkien, dá as caras no filme e mostra que nem todo mundo do clã é contra a produção. 

 

Callum Gittins 

calum_gittins

Filho da roteirista Phillipa Boynes, aparece em As Duas Torres como Haleth, filho de Háma. 

 

Henry Mortensen

henry_mortensen

Filho do ator Viggo Mortensen (Aragorn), é creditado no IMDb como "Reluctant Rohan Child Warrior", ou "Relutante criança guerreira rohirrim".

 

Dan Hennah

hennah

Responsável pela supervisão da direção de arte, aparece junto com Alan Lee (primeiro à esquerda) em As Duas Torres

 

Sadwyn Brophy 

 sadwyn

Eldarion, o filho de Aragorn e Arwen que vemos em O Retorno do Rei, é na vida real filho de Jed Brophy, o ator que interpretou o orc Snaga. 

 

Christian Rivers

christian_rivers

Um dos responsáveis pelos efeitos visuais, faz uma ponta em O Retorno do Rei

 

Rick Porras 

rick_porras

O co-produtor da trilogia aparece como um dos guardas de Minas Tirith, no filme O Retorno do Rei.

 

Jane Abbott 

jane_abbott

Dublê de Liv Tyler, aqui aparece como uma das "damas de companhia" da elfa já no final de O Retorno do Rei.

 

Alexandra Astin

alexandra_astin

Filha de Sean Astin, aparece em O Retorno do Rei como Elanor Gamgi, filha de Sam e Rosinha.

 

Maisie McLeod

maisie_mcleod

Filha da atriz Sarah McLeod, aparece no final de O Retorno do Rei como… "Bebê Gamgi"? 

 

Peter Jackson 

peter1

peter2

peter3

O diretor também aparece, e nos três filmes. Na ordem, as "participações especiais" de PJ em A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei:  

 
 

Fonte: sagralisse.mediawood.net 

  

Comente este Artigo 

valinor

A Floresta de Fangorn / Barbárvore

"Veja todas aquelas barbas e suíças de líquen, chorosas e
rastejantes! E a maioria das árvores parece estar meio coberta de
folhas secas e despedaçadas que jamais caíram. Desmazeladas. Não
consigo imaginar como seria a primavera aqui, se é que ela atinge este
lugar."
 
 
 

A equipe de Richard Taylor (da WETA Workshop) precisou criar a Floresta
de Fangorn que vemos no filme, uma vez que o diretor Peter Jackson
decidiu que nenhuma floresta real seria capaz de reunir todos os
elementos descritos por Tolkien em seus livros. Para conseguir o efeito
desejado, foi o Departamento de Miniaturas da WETA quem ficou
encarregado criação de Fangorn.


Para que a floresta tivesse as árvores retorcidas e exóticas que
Jackson queria, a equipe utilizou troncos de tojo. Essa planta foi
originalmente importada para a Nova Zelândia pelos escoceses para ser
usada como cerca-viva. Mas infelizmente, se espalhou e criou florestas
impenetráveis, se transformando em uma verdadeira praga. Por isso, não
é difícil entender a alegria dos fazendeiros que venderam os tojos para
a produção, já que ao mesmo tempo se livraram das plantas indesejadas e
ainda foram pagos. 🙂 Para compor a copa das árvores foi utilizada uma
outra planta nativa, com folhas bem menores, já que tudo estava sendo
construído em pequena escala.


Uma vez que as árvores estavam prontas, era hora de construir a
floresta. A equipe de Taylor fez isso colocando as árvores sobre
plataformas móveis que permitiam que posicionassem as árvores como
quisessem. Eles então prepararam o chão da floresta usando grama de
verdade. Por último, espalharam pela floresta um tipo de palha obtido
de forma no mínimo curiosa: eles desfiaram sacos de chá comprados de
fornecedores chineses e indianos!

 
Barbárvore "Descobriram-se
olhando para um rosto extraordinário. Pertencia a uma figura semelhante
a um homem, quase semelhante a um troll, de pelo menos quatro metros e
meio de altura, muito robusta, com uma cabeça alta e quase sem pescoço.
Se estava coberta por alguma coisa semelhante a uma casca de árvore
verde e cinzenta, ou se aquilo era couro, era difícil dizer. De
qualquer forma, os braços, numa pequena distância do tronco, não eram
enrugados, mas cobertos de uma pele lisa e castanha. Cada um dos pés
tinha sete dedos. A parte inferior do rosto comprido estava coberta por
uma vasta barba cinza, cerrada, quase dura como galhos na raiz, fina
feito musgo nas pontas. Mas naquela hora os hobbits notaram pouca coisa
além dos olhos. Uns olhos profundos, lentos e solenes, mas muito
penetrantes. Eram castanhos, carregados de uma luz esverdeada. Tempos
depois, freq?entemente Merry tentou descrever a primeira impressão que
teve deles."
O maior desafio da WETA para dar vida aos Ents foi
criar personagens que mantivessem características próprias de árvores
e, ao mesmo tempo, pudessem ter movimentos e interagir com os atores de
verdade.


Barbárvore, o mais velho dos ents foi criado por Daniel Falconer (da
WETA Digital), Grant Major e Alan Lee. " Eu acredito que Barbárvore se
tornará um belo e sensível personagem nas telas. Uma criatura muito
diferente de tudo o que já vimos no cinema. Ele é um personagem com uma
história imensa e rico em sabedoria." Explica Richard Taylor.


A WETA Workshop construiu maquetes de Barbárvore até que Peter Jackson
ficasse satisfeito com o desing. O próximo passo foi construir um
modelo animado de Barbárvore com 15 pés de altura para interagir com
Merry e Pippin no set. Usando esse modelo como base, foi criada uma
versão em computação gráfica para dar vida aos movimentos,
principalmente os da face. Uma das maiores dificuldades foi juntar o
modelo real e a versão digital de forma que não fosse possível perceber
qual é qual.

"É uma língua adorável, mas leva muito tempo
para se dizer qualquer coisa nela, porque não dizemos nada nela a não
ser que valha a pena gastar um longo tempo para dizer, e para escutar."


Quem emprestou a voz para Barbárvore foi o ator John Rhys Davies, que
interpreta Gimli nos filmes. Rhys-Davies explica: "Se você fizer seu
trabalho direito, quando as pessoas lerem o livro elas vão ouvir sua
voz. Vão ver o seu Gimli e ouvir o seu Barbárvore. E se você não fizer
direito, eles ainda vão imaginar suas próprias vozes."


Foram necessárias duas semanas, com sessões de três horas, para
concluir o processo. Depois de experimentarem várias misturas de sons
Jackson decidiu que queria que a voz de Barbárvore fosse a própria voz
de Rhys-Davies, mas usando técnicas diferentes em cada parte da fala
dos Ents. Para fazer os sons dos ents conversando entre si foram usados
barulhos que lembram o canto das baleias.

"A sensação era
como se houvesse um poço enorme atrás deles, cheio de eras de memória e
de um pensamento constante, longo, lento; mas a superfície faiscava com
o presente: como o sol tremeluzindo nas folhas externas de uma imensa
árvore, ou nas ondas de um lago muito fundo. Não sei, mas parecia que
alguma coisa que crescia na terra – adormecida, pode-se dizer, ou
apenas percebendo-se a si mesma como algo entre a extremidade de uma
raiz e a ponta de uma folha, entre a terra funda e o céu – despertara
de repente, e estava observando você com o mesmo cuidado lento que
tinha dedicado às suas próprias preocupações por anos intermináveis."

valinor

Prólogo

A Sociedade do Anel: Prólogo: Um Anel para a todos governar…
 
"O mundo está mudado: Eu sinto na água, eu sinto na Terra, eu farejo no Ar".
 
 
 
Essas
palavras, faladas contra uma tela escura primeiro em élfico e depois
novamente em Inglês, narradas por Galadriel, nos introduzem à adaptação
de Peter Jackson de O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien. Embora no
livro elas sejam ditas por Barbárvore perto do fim de O Retorno do Rei,
a frase é o começo perfeito para a releitura de Jackson dos eventos que
levaram a terceira era ao fim. De fato, essa alteração é representativa
da abordagem de Jackson para adaptar o trabalho de Tolkien: revisar a
história original sendo que evoque Tolkien sem ser Tolkien propriamente
– ainda assim funcionando magnificamente quando se julga o filme com um
trabalho artístico separado. Um rascunho anterior do script trazia
Frodo introduzindo o filme, usando uma linguagem menos poética e,
francamente, menos tolkieniana: "Quando nos viramos da escuridão do
nosso passado para nos confortarmos nas nossas vidas pacíficas, as
vezes esquecemos o quão caro essa paz custou. Mas há muita importância
em relembrar a escuridão…"
Depois de
juntar tomadas inicias do filme, Jackson sentiu que Frodo parecia saber
muito sobre a história do Anel ainda no começo e levou Elijah Wood e
Ian McKellen de volta à Nova Zelândia para refilmar algumas cenas em
Bolsão. Talvez uma preocupação similar tenha levado à decisão de
Galadriel substituir Frodo na narração do prólogo do filme.
 
Galadriel
é uma boa escolha para narradora do prólogo. Cate Blanchett é uma
contadora de histórias encantadora e sua personagem, Galadriel, viveu
os eventos descritos no prólogo; de fato, ela aparece rapidamente neste
como um dos portadores dos Anéis élficos. No entanto, Elrond talvez
fosse uma escolha melhor para narrador, já que sua vida é ainda mais
entrelaçada com os eventos mostrados no prólogo e, nos livros, seu
personagem é o maior mestre das tradições da Terra Média e foi ele quem
relatou muito do que a audiência ouve no prólogo.
 
Em
vez de seguir a abordagem do livro e usar apenas Elrond, Gandalf e
outros personagens para contar a Frodo (e aos leitores) a história de
Sauron e do Um Anel de uma forma espalhada pela primeira metade da
Sociedade do Anel, Jackson usa o prólogo para levar a audiência de
volta a Segunda Era e mostrar a criação do Anel e a passagem de dono
para dono.
 
�?
medida que o prólogo começa, vemos os "Reis Élficos" – Gil-galad,
Galadriel e Círdan (sem barba!!!) – admirando seus Três Anéis, Os
Senhores Anões segurando seus Sete Anéis e os Homens Mortais (um dos
quais é interpretado pelo ilustrador Alan Lee) com seus Nove Anéis.
Essas cenas são recordações do versão mal recebida e nunca terminada de
O Senhor dos Anéis feita por Ralph Bakshi.
 
Afortunadamente,
toda similaridade com o filme de Bakshi termina quando a audiência é
"jogada" em uma batalha espetacular, com milhares de guerreiros da
Última Aliança entre Homens e Elfos lutando contra as forças de Sauron
em Mordor. Nessa guerra, os elfos foram liderados pelo rei-élfico
Gil-galad, enquanto os Homens foram liderados por Elendil juntamente
com seus filhos, Isildur e Anárion. Embora o sítio a Barad-dûr tenha
durado uns sete anos, o filme enfoca a batalha final nos pés da
Montanha da Perdição. Nesse ponto, Anárion, de quem os Reis de Gondor
descendem, já havia sido morto em batalha e não é mostrado – nem
mencionado – no filme. Mesmo o Rei-élfico Gil-galad (com Elrond, seu
arauto) é visto apenas brevemente liderando uma legião de habilidosos
guerreiros élficos que estão derrotando um ataque violento dos Orcs de
Sauron. No interesse de manter os eventos suficientemente simples para
a audiência do filme absorver em alguns minutos, a batalha enfoca
Sauron e Isildur.
 
Sauron
aparece com foi descrito por Tolkien nas Letters: "um homem de estatura
maior que a humana, mas não gigantesco." Sua armadura, que o repórter
do E! Online Jonh Ford desmerecidamente descreveu como "cavaleiros
medievais ‘misturados’ com objetos de cozinha" se parece com um
rascunho que Tolkien desenhou de Sauron e muito recorda a ilustração
feita pelo ilustrador John Howe de Morgoth, a quem Sauron servia. Igual
a Morgoth, a arma de Sauron é uma grande clava e com cada golpe, manda
dúzias de guerreiros para a morte – incluindo Elendil. É uma cena
visualmente excitante, mas equivocada: Elendil foi morto pelo calor do
corpo de Sauron.
 
O
filme também não mostra Elendil ferindo mortalmente o corpo de Sauron.
Ao invés disso, toda atenção está em Isildur. Ele não usa o fragmento
quebrado da espada Narsil de Elendil meramente para cortar o Anel da
mão de Sauron, como no livro, e seu personagem no filme corta todos os
dedos do Senhor do Escuro, levando a "força vital" de Sauron a explodir
de seu corpo em meio a um trovão azul, o que faz com que todas as
criaturas vivas no campo de batalha caiam (o que deixa alguns da
audiência pensando que todos os guerreiros foram mortos e imaginando
como Isildur conseguiu evitar ferimentos).
 
A
razão para o filme se concentrar somente em Isildur é que ele
freqüentemente será mencionado mais tarde no filme, um símbolo da
fraqueza dos Homens e a própria descrença de Aragorn em sua habilidade
de evitar ser corrompido pelo poder. A cena de Isildur pegando o
fragmento carbonizado do dedo de Sauron e retirando o Um Anel é
mostrada mais duas vezes no filme. É o único caso em que Peter Jackson
reflete o estilo narrativo repetitivo de Tolkien ao invés de apressar
os eventos para que caibam no tempo limitado de duração do filme.
 
Se
por um lado o prólogo mostra claramente para a audiência como Isildur
obteve o Anel, as próximas cenas referentes à sua perda são uma
confusão. O livro nos conta que Isildur caiu em uma cilada armada por
Orcs, que o acertaram com flechas quando o Anel escorregou de seu dedo
enquanto ele tentava escapar nadando através do Anduin. No entanto, o
filme mostra apenas forças não identificadas atacando Isildur enquanto
ele cavalga, seguindo-se uma cena dele flutuando na água, sem
explicações de como ele chegou ao rio.
 
Nós
vemos o Anel caindo até o fundo do rio, onde ele ficou por 2.500 anos
antes de ser encontrado pela "criatura Gollum", mostrado no filme como
uma mão humana alcançando o Anel no fundo do rio. Nos livros, foi
Déagol, o amigo de Gollum, quem encontrou o Anel enquanto pescava, e
Gollum o assassinou para pegá-lo. Há rumores de que esses
acontecimentos serão mostrados como um flashback durante o segundo
filme, As Duas Torres.
 
Tendo
uma tomada das Montanhas Nebulosas como fundo, a narração de Galadriel
nos conta como Gollum se escondeu pelos próximos 500 anos, durante os
quais a criatura foi transformada pelo Anel. Para a surpresa dos que
não esperavam ver Gollum até o segundo filme, Jackson obviamente
decidiu que era melhor mostrar-lo agora para que possamos reconhecê-lo
quando ele aparecer na história principal.
 
As
cenas finais do prólogo mostram Bilbo Bolseiro encontrando o Anel na
caverna de Gollum, com este lamentando em segundo plano a sua perda.
Embora os leitores de O Hobbit possam lamentar que o Jogo de Charadas
não tenha sido mostrado, os lamentos fazem uma bela ponte entre Bilbo
encontrando o Anel e a fuga da caverna. Essas cenas finais são uma
maneira rápida mas efetiva de mostrar como o Anel foi de Gollum para
Bilbo (embora o porquê de Gollum ter deixado o seu "precioso" jogado
daquele jeito seja tão inexplicável no filme quanto é no livro).
Apesar
das incorreções e omissões na história do Anel, a maioria dos críticos
e fãs achou que Jackson fez um excelente trabalho na cobertura da
história prévia, de maneira rápida e dramática e sem confundir os
não-iniciados. Sabedoria comum entre os cineastas é que se um filme não
conquista a audiência nos primeiros 10 minutos, ele nunca irá. O
prólogo de O Senhor dos Anéis de Peter Jackson, com suas seqüências de
batalhas espetaculares e narração graciosa, garante a audiência que ela
está prestes a embarcar em uma aventura épica e que todos,
independentemente de sua familiaridade com os livros, estão convidados.