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O Condado, a Terra-Média e o Mar: A nostalgia de Tolkien.

Diego Klautau, Mestre em Ciências da Religião – PUC/SP, trata neste artigo a presença de uma crítica à modernidade em O Senhor dos Anéis. A partir das idéias de Agostinho, Tolkien cria um mundo que é percebido tanto em sua ordem de desenvolvimento natural quanto na regulação de virtudes nas relações entre o seres racionais como um mundo criado por Deus, e com valores claros transmitidos por gerações, revelados através da tradição por esse mesmo Deus. Esse conjunto de virtudes, concepção do homem, e seres racionais, da natureza e das esferas políticas e institucionais é baseado na filosofia de Agostinho. Porém, ao escrever O Senhor dos Anéis em um contexto de século XX, entre as duas grandes guerras e todo desenvolvimento histórico que percebia, devidamente inserido em seu tempo, Tolkien formula uma crítica a esse momento histórico.

O artigo na íntegra de Klautau:

http://74.125.47.132/search?q=cache:jnHvaNnveUYJ:www.abhr.org.br/wp-content/uploads/2008/12/klatau-diego.pdf+texto+sobre+Tolkien&cd=36&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

Fonte: Diego Klautau – PUC/SP.

Tolkien inspira Paul Downey em desenho das tendências da WEB

Paul Downey fez um trabalho absolutamente fantástico ao elaborar um poster que representa uma série de serviços e tendências da atual WEB. Para o trabalho, houve alguma inspiração na Terra média de J. R. R. Tolkien, não deixando de ser interessante os players que foram representados em Mordor.

Paul é um membro do Osmosoft [http://osmosoft.com], uma equipe da Open Source inovadores em BT, onde ele atua como um defensor da Arquitetura da Web, bem como contribuir para o TiddlyWiki projecto. Previously, Paul was BT’s Chief Web Services Architect, Chaired the W3C XML Schema Patterns for Databinding Working Group as well as representing BT at various organisations including OASIS and the WS-I. He has also garnered minor notoriety as the artist behind “The Web is Agreement” [http://thewebisagreement.com], a series of über-doodles. Anteriormente, foi Paul BT’s Chief Architect Web Services, presidido padrões do W3C XML Schema para Databinding Grupo de Trabalho, bem como representando BT em diversas organizações, incluindo o OASIS e WS-I. Ele também tem garnered menor notoriedade como o artista por trás “A Web é Acordo “[http://thewebisagreement.com], uma série de über-Rabiscos.

 Paul Downey

Confira aqui a imagem em tamanho real.

Fonte: http://blog.uncovering.org/

Versão de O Senhor dos Anéis do Jogo War.

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Para você que sempre sonhou em comandar as tropas de Rohan e Gondor ou mesmo os exércitos de orcs da Mão Branca ou do Olho, a Hasbro solucionou seus problemas: apresentando o RISK Lord of the Rings.

 

Como não poderia deixar de ser, o Risk Lord of the Rings vem com um mapa da Terra-Média. Mas não é "só" um mapa: é um detalhado mapa desenhado por ninguém menos que o próprio cartógrafo oficial dos filmes. 

O Risk Lord of the Rings pode ser jogado com as regras do War original ou usando as regras novas criadas especialmente para esta edição, que conta com inovações como fortalezas, líderes, e jogadores formando alianças ou times formalmente. O jogo vem com o tabuleiro, 4 exércitos (divididos entre Arqueiros Élficos, Cavaleiros de Rohan, Orcs, Cavaleiros Negros, Águias e Trolls, sendo que cada um é uma mini-figura esculpida exclusivamente para essa edição), 42 cartas de território, 2 cartas coringa, 40 cartas "aventura", 3 dados vermelhos, 2 dados pretos e o "Anel" é claro.

Com todas essas novidades, o Risk Lord of the Rings sai por míseros US$ 499,90, sendo que ainda não há previsão de lançamento do jogo no Brasil

Mais informações, no site oficial do jogo: http://www.lordoftheringsrisk.com

Para vocês ficarem com mais vontade, vão aí algumas imagens do jogo:

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Fonte: www.blogdebrinquedo.com.br

 

 

Sobre Histórias de Fadas.

O livro é composto por um ensaio, "Sobre Histórias de Fadas", e um conto, "Folha por Niggle". O ensaio, essencial para quem quer compreender as influências e técnicas que Tolkien utilizaria em O Senhor dos Anéis, é baseado numa conferência de 1939. Tolkien procura as bases para o conto de fadas, das adaptações infantis de Perrault e dos irmãos Grimm até os mitos nórdicos do Edda. O escritor usa seu conhecimento acadêmico para demonstrar que as histórias sobre fadas têm um caráter mágico e mítico. Tolkien analisa a nossa relação com o "Belo Reino", e demonstra como as histórias sobre fadas dizem não somente sobre um mundo fantástico, mas também sobre a nossa própria realidade. "Folha por Niggle", conto publicado originalmente em 1945, serve de exemplo para o ensaio, e conta a história de um pintor mesquinho que sempre é atrapalhado pelos seus vizinhos enquanto tenta terminar seu quadro – uma árvore no meio de uma floresta. Niggle passa maus bocados na mão de uma instituição obscura, para mais tarde descobrir como deve ser a verdadeira floresta que deveria pintar.

 

Obra completa aqui: http://www.scribd.com/doc/13740607/JRRTolkien-Sobre-Historias-de-Fadas

 

Fonte: www.scribd.com

 

O Senhor dos Anéis, é um hino à Graça com referência contí­nua à Sagrada Escritura

” O Senhor dos Anéis» é fundamentalmente uma obra religiosa e católica escreve Tolkienna Carta de 2 de Dezembro de 1953 ao Padre Robert Murray: notícia nada surpreendente se for considerada a vida do seu autor, plasmada por uma profunda fé herdada da sua mãe, convertida da religião protestante da sua família de origem — o pai, educado numa escola metodista — ao catolicismo, escolha que pagou com em vida, sendo repudiada e abandonada à miséria com o desprezo dos seus familiares. ”

Esta é a justa lente com a qual observar e compreender toda a obra de Tolkien. Os textos de Paolo Gulisano, de Andrea Monda e Saverio Simonelli sobre Tolkien, demonstram que a obra completa de Tolkien e não só «O Senhor dos Anéis», é um hino à Graça com referência contínua à Sagrada Escritura.

Tolkien Nos textos de Tolkien do princípio ao fim surge como pensamento fundamental o sentido da vida e da escritura: o famoso conceito de subcriação, que vê o homem chamado por Deus na obra da formação da realidade, evidentemente com distinções: o subcriado do homem é o mundo dos mitos, dos acontecimentos que remetem para a mensagem completa.

Se Deus, «escrevendo» a Bíblia deu vida àqueles acontecimentos que são narrados — a Palavra fez-se carne! — o homem só pode «criar» mundos que permanecem prisioneiros da estrutura. Este é, segundo o nosso autor, o contributo que o homem pode oferecer a Deus na obra da criação. Há quem compare Tolkien a Manzoni (Monda e Simonelli) mas quem o sinta mais próximo de Dante: pois ambos, tiveram intenção de conferir o sentido anagógico ao seu trabalho: não símbolo, mas verdadeira experiência que remete para outro significado os acontecimentos. Não uma criação que remete para o outro, assim como o faz a Divina Comédia na intenção de Dante.

Olhando para a obra cinematográfica, se ao lado da trilogia podemos ver a presença dos dois últimos versos do Pai Nosso, o centro de toda a história pode ser expresso citando a conclusão da liturgia da palavra da Missa em honra de Sta. Inês — 21 de Janeiro — que recita: «Ó Deus omnipotente e eterno que escolhes as criaturas mais fracas para confundir o poder do mundo.» Nesta frase está condensada a mensagem de Tolkien: a confiança ilimitada no Deus católico e no seu projecto sobre a história, a exaltação dos humildes, a loucura que, como exclama Gandalf durante o conselho de Elrond, será o manto (a capa) aos olhos dos inimigos que assim confunde o poder do mundo. Palavras similares àquelas contidas no Magnificat : «exaltou a humildade da sua serva — derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes.»

Humildes e frágeis: esta parece ser a fundamental e decisiva diferença entre o valioso universo Tolkiano e o divertido, mas também superficial mundo do Harry Potter, onde os bons são esplendidamente bons e os maus perversamente maus, divisão maniqueia. Na obra de Tolkien todos, como Gollum, podem ser resgatados e onde todos, como Frodo, como Aragon, como Gandalf, são constantemente tentados e não são capazes de ultrapassar necessariamente a tentação. Só os orcs, imitação do homem, criados da lama, e os emissários de Sauron são apresentados como impermeáveis à salvação: como os demónios e Satanás, segundo o que nos diz o Catecismo da Igreja católica.

Todo o «Senhor dos Anéis» é atravessado do sentido da fragilidade humana que só em Deus encontra cumprimento e apoio. Com efeito, como fez já notar Emília Lodizioni no primeiro e imprescindível «convite à leitura de Tolkien», o traço saliente deste romance, como de todos os que escreveu Tolkien, é a renúncia. A vitória sobre o mal só é possível renunciando, com liberdade, a qualquer coisa de querido. Se é bem notório que é a própria renúncia ao anel que permitirá salvar a Terra Média, são muitos outros os exemplos desta renúncia no texto, que se inicia com a renúncia de Bilbo ao seu precioso tesouro que Gandalf confiará a Frodo. O próprio Frodo renuncia à vida tranquila para assumir o encargo de conduzir ao término uma missão destinada aos heróis «institucionais» Aragon e Gandalf. Gandalf primeiro e Galadriel depois renunciam a possuir o anel que é oferecido a Frodo, superando a prova — e Tolkien utiliza em entrelinhas quase esse vocábulo — como Cristo no deserto afasta o demónio que lhe oferece a posse de todos os reinos da terra. Mas há outros argumentos que encontram a sua raiz na Escritura e na fé católica.

«Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus» (Rm.8,25). Assim, de facto acontece no livro. Situações que parecem trágicas, extremamente negativas, demonstram-se no entanto preciosas para produzir o bem: se Gandalf o grisalho não «morresse» em Moria, não podia renascer como Gandalf o branco (e aqui recorda a palavra de Jesus: — Se o grão de trigo não morre — Jo.12,24). Sem o ataque de loucura que atinge Boromir e o leva a arrebatar o anel a Frodo e sem o assalto dos orcs o anel não chegaria a Est. Se Pepino e Merry não fossem raptados pelos orcs não chegariam à floresta de Fangar, se Gollum não tivesse fugido dos elfos e não tivesse traído os hobits o anel não teria sido deitado na fornalha ardente.

A figura do verdadeiro protagonista Frodo é traçada sob a figura do Santo, como Abraão a ponto de deixar tudo, a casa, a riqueza, a posição, para ir para a desolação; Moisés, o profeta que se sente inadequado para a missão confiada, e o próprio Jesus, do qual condivide a profunda e forte humildade e vontade de levar ao termo a missão confiada a custo com a própria vida. Como escreve Bertoni, na sua tese de doutoramento apresentada na Universidade de Bologna em 1995: «Frodo respondeu a uma chamada; se bem que quisesse evitá-la e não soubesse nada, de facto, de armas e de guerras». E uma vez chamado não volta mais atrás. Moria, que atravessa o primeiro livro, é o nome do monte sobre o qual Abraão é chamado a sacrificar Isaac (Gen.22,1). Mória é na realidade o lugar sobre o qual é constituída, séculos depois a cidadede Ieru-Salem, cujo rei ao tempo do patriarca é o famoso Melquisedec, rei de Salém. Uma das referências de Moria é o Calvário, onde um outro sacrifício será oferecido: o de Nosso Senhor Jesus Cristo. É em Mória que Gandalf morrre para depois ressurgir: um acaso? Penso que não. Uma indicação muito marcada que remete para o verdadeiro sentido do sacrifício.

Também a comunhão dos santos está presente no livro: é a piedade que Bilbo mostra sobre Gollum, não obstante todo o percurso do mal, inspira-lhe compaixão que permite que a missão seja cumprida. O esforço que as personagens fazem na sua batalha com as forças de Sauron sustêm Frodo, ajudando-o a levar o peso do anel que aumenta conforme se aproxima do Monte Fato. A mensagem de que o mal corrompe com a sua convivência está presente: o anel que representa o pecado, corrói todos os que têm contacto, não só Gollum, que o possui há muito, ficando uma imagem do que era, mas o próprio Bilbo e Frodo são alvo dos ataques e sobrevivem só em função de um esforço da livre vontade. Frodo não chega a perder a razão, também a capacidade de entender, e querer, no momento em que se encontra a poder deitar na voragem do Monte Fato o anel.

O anel encerra as três concupiscências que fala S. Paulo: dos olhos, da carne e soberba de vida. Nota-se em particular na vivência de Boromir o seu desejo mórbido de apoderar-se do anel, o que o leva a agredir Frodo pronunciando palavras que podem ser remetidas às três concupiscências referidas. O olhar capaz de desvelar os pensamentos do coração, que Galadiel, a mulher de Lothorien apresenta, faz pensar na imagem que Nosso Senhor e remete ao olhar de Jesus como Palavra que penetra o mais fundo e íntimo do nosso ser (Heb.4,12). A parábola dos talentos ressoa neste esplêndido diálogo entre Frodo e Gandalf: «Desejei tanto que tudo isto não acontecesse nos meus dias», exclamou Frodo. «Também eu» anuiu Gandalf, «como todos os que vivem estes acontecimentos. Mas não nos cabe a nós escolher. Tudo o que podemos decidir é como dispor do tempo que nos é dado.»

O importante é fazer bom uso do tempo, que foge das mãos e que, para quem tem critério cristão, vale mais que ouro, porque representa uma antecipação da glória que Deus nos concederá. A Graça está presente em cada página do romance e revela-se no momento decisivo: ninguém pode arrogar-se no mérito de ter salvo a Terra Média, pois todos ofereceram o seu contributo, todos os protagonistas da obra levam os seus pães e os seus peixes, mas nenhum deles pode multiplicá-los. É a Graça que se serve do hobits e dos homens, como dos elfos e restantes, que se alimenta da piedade de Bilbo e da misericórdia de Frodo, do heroísmo de Sam e da valentia de Aragon, a jogar a última carta.

Tradução do italiano por Pe. Marco Luís.

Fonte: Documentos de Hora da Esperança

Brinquedos inspirados nos filmes da trilogia O Senhor dos Anéis.

 Para os colecionadores e amantes dos personagens Tolkien, pois bem, saiu a linha de Dioramas da Sideshow Collectibles com base nos filmes da trilogia, realmente dá show de qualidade e para enlouquecer os fãs de O Senhor dos Anéis a Sideshow colocou em pré-venda um novo diorama exclusivo para a San Diego Comic-Con 2009, de Sam carregando Frodo, dos Espectros e Legolas.

 

 

 O diorama Mount Doom Frodo & Sam Diorama, captura com perfeição a cena de O Senhor dos Anéis em que Sam carrega Frodo e o Anel para o Monte da Perdição.

O diorama, que mede aproximadamente 19 cm de altura, é feito de resina polystone de alta qualidade com acabamento e pinturas feitos à mão.

O diorama Mount Doom Frodo and Sam esgotou logo que saiu e está em lista de espera na Sideshow Collectibles por US$109,99 e somente 300 exemplares.

O Shades of Mordor foi esculpido em resina polystone com pintura e acabamento feitos à mão. O diorama mede aproximadamente 30,5 cm de altura por 30,5 cm de largura e ficou muito maneiro! O diorama Shades of Mordor está em pré-venda na Sideshow Collectibles por US$349,99.

Direto do filme Senhor dos Anéis, a maquete Legolas Greenleaf Premium Format foi esculpida com qualidade de museu em resina polystone com pintura e acabamento feitos à mão. O Legolas, em escala 1:4, mede aproximadamente 50,8 cm de altura e captura o elfo nas Minas de Moria, com arco e flecha na mão, pronto para se defender do ataque dos Orcs!

A estátua tem as feições do ator Orlando Bloom que viveu Legolas no filme Lord of the Rings. A edição é limitada, cada peça é numerada individualmente à mão e vem com Certificado de Autenticidade.O Legolas Premium Format está em pré-venda na Sideshow Collectibles por US$299,99.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:www.blogdebrinquedo.com.br

 

A Trilogia vai parar na Justiça!


A briga dos herdeiros do escritor J.R.R. Tolkien, criador do universo de o universo de O Senhor dos Anéis com a New Line parece estar muito longe de acabar.

 

 

A ação movida pela família começou em 2008. A alegação deles é que deveriam receber, pelo menos, US$ 220 milhões equivalente aos 7,5% das receitas brutas dos filmes e produtos relacionados, fato que reza em um contrato de 1969. Além da questão financeira, o processo também mostra-se complicado porque uma das partes prefere que o caso seja resolvido no tribunal, enquanto a outra prefere que seja levado a um jurí. O juiz responsável chegou a cogitar a divisão do processo em duas fases, mas tudo indica que o julgamento será realizado no dia 19 de outubro. Pelo jeito, esta história ainda vai render muitas páginas. De processo.

Fonte: www.adorocinema.com.br

A Lenda de Sigurd e Gudrún, de Tolkien, nas bancas em Portugal.

 Lisboa, 06 Abr (Lusa) – "A Lenda de Sigurd e Gudrún", obra inédita e póstuma de J. R. Tolkien, com anotações do filho do escritor, vai ser publicada em Portugal em edição bilingue "o mais tardar em Novembro", informou hoje a editora. Em declarações à Lusa, o director editorial das Publicações Europa-América, Francisco Pedro Lyon de Castro, precisou que a contratação daquela obra de Tolkien "ficou concluída sexta-feira".

"As negociações com a editora original de Tolkien e com Christopher Tolkien [filho do escritor] começaram há alguns meses, mais concretamente no final de Janeiro, e o acordo só ficou concluído na sexta-feira", disse, acrescentando estar "muito satisfeito" por o filho do escritor britânico "ter autorizado a publicação em edição bilingue".

 

 

Francisco Pedro Lyon de Castro não adiantou pormenores sobre a obra de Tolkien, alegando que a versão britânica – "The Legend of Sigurd and Gudrún" – vai ser lançada oficialmente a 09 de Maio e que a editora portuguesa "acabou de receber a versão original em versão PDF".

Indicou, no entanto, que aquela obra inédita e póstuma do escritor britânico – escrita antes de "O Hobbit" e de "O senhor dos Anéis" – é composta por "dois poemas épicos separados – um sobre Sigurd e outro sobre Gudrún", gira em torno de lendas nórdicas e "contém muitas anotações do filho do escritor sobre as lendas nórdicas e sua contextualização literária".

Em simultâneo com a edição de "A Lenda de Sigrud e Gudrún", que em Portugal terá entre 300 e 350 páginas, as Publicações Europa-América contam lançar "O canto das Valquírias", uma obra do escritor francês Édouard Brasey que versa sobre O anel dos Nibelungos, referiu ainda Lyon de Castro.

Publicações Europa-América deu já à estampa nove títulos de Tolkien, o último dos quais "Os filhos de Húrin", lançado em 2007 também com anotações e comentários de Christopher Tolkien.

Fonte: Notícias RTP – Lisboa

Obras de Tolkien vira tema de estudo em psicanálise.

Este trabalho se originou da clínica com sujeitos adolescentes e de suas elaborações durante o processo de análise e da leitura da obra de J.R.R Tolkien "O Senhor dos Anéis". Não é pretensão interpretar ou fazer uma análise desse livro ou do seu filme, mas pontuar as identificações dos adolescentes com as situações vividas pelos atores, articular a ficção de Tolkien com a adolescência e demonstrar como a escuta do psicanalista pode propiciar ao sujeito a capacidade de criar nesse período "em que impera a masturbação e a morgação".

 

  A clínica da vintolescência1, 2

Gladston dos Santos Silva – Grupo de Estudos Psicanalíticos – Grep

RESUMO

Articula a ficção de Tolkien em "O Senhor dos Anéis" com a adolescência e reflete como o psicanalista pode causar o sujeito, estimulando a capacidade de criação nesse momento "em que impera a masturbação e a morgação".

Palavras-chave: Sexualidade infantil, Adolescência, Falo, Pulsão repetição, Gozo, Inconsciente, Clínica psicanalítica.

ABSTRACT

This text presents an articulation between the book The Lord of the Rings, written by Tolkien, and the adolescence. Likewise, it is discussed how a psychoanalyst may cause the subject, stimulating his or her capacity of creation in a period that masturbation and "morgação" make a kingdom.

Keywords: Infantile sexuality, Adolescence, Phallus, Instinct, Repetition, Enjoyment, Unconscious, Psychoanalytic practice.

Este trabalho se originou da clínica com sujeitos adolescentes e de suas elaborações durante o processo de análise e da leitura da obra de J.R.R Tolkien "O Senhor dos Anéis".  Não é pretensão interpretar ou fazer uma análise desse livro ou do seu filme, mas pontuar as identificações dos adolescentes com as situações vividas pelos atores, articular a ficção de Tolkien com a adolescência e demonstrar como a escuta do psicanalista pode propiciar ao sujeito a capacidade de criar nesse período "em que impera a masturbação e a morgação"3.

Nesta articulação privilegiaremos a noção de falo, conceito central na teoria psicanalítica.

Com a estréia do filme em Belo Horizonte, iniciou-se na fala dos adolescentes comentários sobre "a sociedade dos anéis, a expedição de Bilbo e o encontro do ‘Um anel’, as dificuldades e aventuras vividas por Frodo em sua viagem com o ‘Um anel’, as mulheres maravilhosas, e os seus encontros com os homens. As identificações com o mago Gandalf, com o Elfos Légolas e até mesmo com o repugnante Gollum".

" O Senhor dos Anéis" é uma obra de ficção de John Ronald Reuel Tolkien. É alternadamente cômica, singela, épica, monstruosa e diabólica. A narrativa desenvolve-se em meio a inúmeras mudanças de cenário e de personagens num mundo imaginário absolutamente convincente em seus detalhes.

  Tolkien criou uma nova mitologia, um mundo inventado que demonstra possuir um poder de atração atemporal. Tanto o filme quanto a adolescência retratam uma travessia, na qual os aventureiros se confrontam com perigos de todas as ordens. No filme são os Trolls, Orcs, Elfos, Dragões, etc. Na adolescência são as mudanças fisiológicas produzidas na puberdade. O corpo em transformação prepara-se para exercer a função de reprodução, o encontro com o outro sexo, o novo posicionamento no mundo onde os adolescentes devem desligar-se dos modelos identificatórios da infância, assumir o seu desejo, por sua própria conta e risco e, marcar sua entrada no mundo adulto. Em nossa cultura essa passagem é um verdadeiro enigma.

Segundo Freud, o sofrimento humano acontece no corpo, no mundo externo e nas relações com os outros. Na adolescência, esse sofrimento ocorre intensamente, já que acomete as três esferas simultaneamente. Tanto o filme quanto a adolescência são reedições do passado. Para melhor compreensão do filme "O Senhor dos Anéis" é necessário ler "O Hobbit", livro precursor da tríade. Ele retrata a saída de Bilbo (tio de Frodo) do conforto do Condado, chegando até a montanha solitária em busca do tesouro perdido, passando por momentos de grande perigo. Bilbo encontra "Um anel" que, ao ser colocado no dedo, o deixa invisível. O filme começa com Frodo recebendo das mãos do tio esse anel, que lhe dá o poder de tornar-se invisível, o que o retira do campo de visão do outro fazendo o adolescente acreditar que tem o falo.

Em 1905, nos "Três Ensaios", Freud elabora a sexualidade infantil abrindo um amplo leque que decide o futuro de toda sexualidade humana. "Portanto, o que se dá na adolescência em parte já vem pré-formado nas etapas anteriores, ou seja, na infância, na latência e na puberdade"4. Nessa situação de conflito, nada melhor do que lançar mão de um objeto que torne o sujeito pleno, completo, perfeito e total. A noção de falo aparece tardiamente em Freud, no texto "A Organização Genital Infantil" (1923), na qual a "característica principal dessa organização genital infantil é sua diferença da organização genital do adulto. Ela consiste no fato de, para ambos os sexos, entrar em consideração apenas um &oac
ute;rgão genital, ou seja, o masculino. O que está presente, portanto, não é uma primazia dos órgãos genitais, mas uma primazia do falo"
5.Foi com Lacan, em "A significação do Falo",(1958), que a noção dele adquire um status central na teoria psicanalítica: "O falo é um significante, um significante cuja função, na economia intrasubjetiva da análise, levanta, quem sabe, o véu daquela que ele mantinha envolta em mistérios. Pois ele é o significante destinado a designar, em seu conjunto, os efeitos de significado, na medida em que o significante os condiciona por sua presença de significante"6.

Em 1972-1973 no Seminário Mais, Ainda, Lacan elabora o conceito falo em duas vertentes: função fálica e gozo fálico. Segundo ele a primeira, é a que inaugura a falta. Para a criança, ter o amor e a atenção da mãe é muito "precioso". Ela descobre que não é tudo para a mãe, que não pode completá-la, e que sua mãe deseja algo além dela. O falo aponta sempre para esse lugar vazio. Ela, portanto, é o significante da falta, é aquilo que vetoriza o desejo da mãe e da criança, que regula o ser ou não ser, o ter ou não ter. O gozo fálico é aquilo que sai do corpo e vai pela via do significante, delimitando o prazer do homem e marcando o desencontro entre os sexos.

Percebemos, portanto, que o conceito de falo implica um critério de valor. O sujeito dá um valor fálico a determinados objetos.  Hugo Bleichmar, em Introdução ao Estudos das Perversões, cita uma metáfora, tomada de Lacan, para ilustrar a relação de poder entre as pessoas: é a brincadeira de passar o anel. "O valor que toma uma das pessoas no jogo depende do lugar onde o anelzinho esteja escondido. Este é o que determina que pessoa adquire um valor especial. As pessoas em si, pelo que são, não se diferenciam umas das outras em relação ao jogo. Só pelo fato de que cai em poder de uma delas, o anelzinho adquire um status particular"7.Tanto no filme quanto na adolescência os personagens lutam para defender o anel. "O um anel – para a todos dominar"

8. Anel como representante do falo. Em sua última jornada, Frodo chega na montanha da perdição. Reivindica o anel para si e o coloca no dedo. Gollum rouba-lhe o anel: "precioso, precioso, precioso! gritava Gollum. Meu precioso! O meu precioso! E assim, no momento em que erguia os olhos para se regozijar com sua presa, deu um passo grande demais, tropeçou, vacilou por um momento na beirada, e então com um grito agudo caiu. Das profundezas chegou seu último gemido, precioso, e então ele se foi"9."Bem, este é o fim, (…). E ali estava Frodo, pálido e exausto, e apesar disso era Frodo novamente; agora em seus olhos só havia paz; nem luta de vontade, nem loucura, nem qualquer temor. Seu fardo fora levado"10.

Na adolescência o sujeito oscila entre Ser ou não Ser e Ter ou não Ter o falo. Ser o filhinho da mamãe, ter um futuro promissor, uma profissão, se dar bem na vida ou só ter tamanho.

" Ora minha mãe me trata como criança, ora como adulto. Não sou criança nem adulto. Acho que não sou nada" (Relato de um adolescente). Essa oscilação própria do sujeito adolescente o deixa confuso na elaboração de seu desejo.

Ao analista cabe manejar a transferência, causando a continuidade do discurso, propiciando ao sujeito suportar melhor suas frustrações, diminuir suas identificações, tornando o objeto menos enganador.

Em análise percebem que não têm o anel, nem o cajado poderoso de Gandalf. Não são bonitos como Legolas nem horríveis como Gollum, são sujeitos de desejo, portanto, seres de falta.

O filme acaba, a adolescência fica na lembrança, como uma jornada repleta de fantasmas e monstros, e o sujeito percebe que "mancar não é pecado".

Bibliografia

BLEICHMAR, Hugo. Introdução ao estudo das perversões: a teoria do Édipo em Freud e Lacan. Trad. Emilia de Oliveira Diehl. Porto Alegre: Artes Médicas, 1984.

FINK, Bruce. O sujeito lacaniano. Entre a linguagem e o gozo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.

FREUD, Sigmund. Os três ensaios sobre a teoria da sexualidade. ESB, v.XII. Rio de Janeiro: Imago,1990.

FREUD, Sigmund. A organização genital infantil: uma interpolação da teoria da sexualidade. ESB, v.XIX. Rio de Janeiro: Imago,1990.

LACAN, Jacques. Lacan. A significação do falo. In: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998. 937 p.

LACAN, Jacques. O seminário, livro 20: mais, ainda. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985. 201p.

NASIO, Juan-David. Cinco lições sobre a teoria de Jacques Lacan. Trad. Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993.

NASIO, Juan-David. Lições sobre os 7 conceitos cruciais da psicanálise. Trad. Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1988.

TOLKIEN, J.R.R. O senhor dos anéis. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

TOLKIEN, J.R.R. O Hobbit. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

SILVA, Gladston dos Santos. O que fica no ficar do Adolescente. Vorstellung, ano 3, n. 3, maio 1999/2000. Publ. do Grupo de Estudos Psicanalíticos – Grep.

1 Vintolescência foi o termo usado por Tolkien, autor de "O Senhor dos Anéis", para nomear "os anos irres
ponsáveis entre a infância e a maioridade".

2 O ensaio que originou este trabalho foi apresentado na jornada do GREP em out. 2002.
3 Termo usado por um adolescente para expressar o "ficar à toa, o não fazer nada, a inutilidade".
4 SILVA, Gladston dos Santos. O que fica no ficar do Adolescente. Rev. Vorstellung, ano 3, n. 3, maio 1999/2000. p. 55. Publ. do Grupo de Estudos Psicanalíticos – Grep.
5 FREUD, Sigmund. A organização genital infantil: uma interpolação na teoria da sexualidade. ESB. V XIX, 1990, p.180.
6 LACAN, Jacques. A significação do falo. In: Escritos, 1998, p. 697.
7 BLEICHMAR, Hugo. Introdução ao estudo das perversões: a teoria do Édipo em Freud e Lacan, 1984, P. 19.
8 Filme O Senhor dos Anéis – A sociedade do Anel. Baseado no livro de J.R.R Tolkien, dirigido por Peter Jackson, 2002.
9 TOLKEEN, J.R.R. O Senhor dos Anéis, 2002, p.1003.
10 Idem.

Fonte: Círculo Psicanalítico de Minas Gerais – www.pepsic.bvs-psi.org.br

 " Só Tolkien explica."

Os Senhores da Tradução!

A partir do estudo de versões do livro O senhor dos anéis em língua portuguesa, dissertação mostra como os tradutores também imprimem sua personalidade no texto que produzem. Analisar os numerosos fatores envolvidos na tradução de uma obra literária, levando em conta a perspectiva de uma consagrada tradutora, é o objetivo da dissertação de mestrado de Patrícia Mara da Silva. A pesquisa, intitulada O senhor dos anéis – a tradutora na obra traduzida, foi apresentada ao Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas da UNESP, campus de São José do Rio Preto.

 

  O estudo foi orientado pela docente Cristina Carneiro Rodrigues e focaliza a tradução feita do inglês para o português por Lenita Maria Rímoli Esteves do livro The lord of the rings (O senhor dos anéis), do escritor John Ronald Reuel Tolkien. Para Patrícia, o tradutor está inevitavelmente presente no texto que produz. "Meu trabalho, ao identificar como isso ocorre, promove uma aproximação entre a reflexão teórica sobre a tradução e a prática efetiva dos tradutores", diz.

Para isso, partiu de entrevistas fornecidas por Lenita à imprensa e trabalhos teóricos da tradutora, entre eles sua dissertação de mestrado, intitulada As bruxas de Macbeth no ‘original’ e em quatro traduções brasileiras: a inquisição das diferenças (1992) e a tese de doutorado A (im)possível tradução de Finnegans Wake: uma investigação psicanalítica (1999), ambas concluídas na Unicamp. Patrícia comparou, ainda, a tradução de Lenita de O senhor dos anéis e as realizadas por Antônio Ferreira da Rocha (livros 1 e 2) e Luiz Alberto Monjardim (livros 3 a 6), para a primeira publicação brasileira da obra, lançada entre 1974 e 1979.

O desafio dos nomes

Lenita traduziu o texto em prosa de O senhor dos anéis (os versos foram traduzidos por Almiro Pisetta) com a revisão técnica de Ronald Kyrmse, especialista nos escritos de J. R. R. Tolkien. Quando questionada a respeito de problemas e/ou desafios que a linguagem do autor lhe oferecia, ela mencionou principalmente os nomes de personagens e lugares. Nesse aspecto, a tradutora deixa claro que seguiu as "diretrizes sugeridas" por Tolkien em Guide to the names in ‘The Lord of the Rings’ (Guia de nomes em ‘O Senhor dos Anéis’), em que o escritor explica a origem desses nomes e sugere como eles devem ser traduzidos. "Pude então constatar que foi desenvolvido ali um trabalho de invenção filológica bastante acurado", conta Lenita.

Tolkien enfatiza que os significados que ele atribui aos nomes em seu livro podem e devem ser preservados pelos tradutores. "Lenita disse que pôde evitar e corrigir, graças ao livro, muitas associações que poderiam ser equivocadas", informa a pesquisadora do Ibilce. É o caso da tradução de gladden fields. A expressão não se relaciona com o termo glad ("alegre"), como se poderia pensar. Tolkien explica que glad ou gladden se origina de glaedene, do inglês arcaico, e corresponde à flor-de-lis, comum nos escudos e insígnias medievais. "Portanto, traduzir gladden fields por ‘campos alegres’, como fez a tradução portuguesa, cria uma inconsistência para a história, já que tais campos foram alvo de uma das mais sangrentas batalhas de toda a narrativa", analisa a pesquisadora do Ibilce. "Lenita optou por ‘Campos de Lis’."

Tolkien, portanto, apresenta vários nomes e suas respectivas etimologias, remetendo à língua inglesa, a outras línguas germânicas e a línguas criadas por ele mesmo, como o quenya e o sindarin. Também fornece indicações de como esses nomes devem ser traduzidos.

Resíduos da tradução

Na maioria dos casos, Lenita seguiu as instruções de Tolkien. É o caso de Magote, hobbit que vivia na região do Pântano, cujo nome no texto original é Maggot, palavra que, em inglês, pode significar larva de mosca ou inseto. Em seu guia, entretanto, o escritor explica que esse nome não era para ter sentido algum a não ser soar como um nome de hobbit. Por acidente, maggot é uma palavra de língua inglesa. Sendo assim, não deve, para o autor, ser traduzido. Sem as instruções de Tolkien, a tradutora poderia ter passado o nome do fazendeiro por "Larva" ou qualquer outra coisa do tipo. No entanto, seguindo o guia, Lenita traduziu o nome por "Magote". "Apenas o adaptou à língua portuguesa por meio da omissão de uma letra ‘g’ e do acréscimo de uma letra ‘e’ no fim do nome", explica Patrícia.

Em outros casos, a tradutora seguiu a sua própria interpretação. É o caso de "Buckland", lugar onde moram os hobbits da família Brandebuques. Tolkien declara que esse nome deve conter a palavra buck (animal) ou o inglês arcaico bucc ("veado macho") ou bucca ("bode"), embora Buckland, um nome de lugar em inglês, seja derivado de "bookland", terra originalmente mantida graças a um documento oficial. Nesse caso, Lenita traduz Buckland por "Terra dos Buques". Segundo Patrícia, essa opção buscou preservar o som de buck e a idéia de land ("terra"). "O nome Terra dos Buques, no entanto, possibilita a leitura de que esse era um lugar em que moravam os Buques, o que não procede, já que os habitantes do lugar eram os Brandebuques", comenta.

A autora da dissertação aponta também os "resíduos singulares" do processo de tradução. "São ocorrências que mostram a presença do tradutor na tradução. Percebe-se a sua existência quando se faz o cotejo do original com a tradução ou quando se tem acesso a uma outra tradução do mesmo original", afirma. Como exemplo, Patrícia cita um trecho do prólogo do livro. Os hobbits são descritos como inclined to be fat. Na tradução de Antônio Ferreira da Rocha, aparecem como tendo "certa propensão à obesidade" e, na tradução de Lenita, surgem com "tendência a acumular gordura na barriga". "Essa pequena diferença – a localização da gordura – não constitui um erro, mas acrescenta ao original uma informação que não pode ser a ele atribuída", diz a autora do mestrado.

A pesquisa apresentada no Ibilce, em síntese, concebe a tradução como produção de conhecimento, não como uma forma mecânica de transporte neutro de significados de uma língua para outra. "O tradutor inevitavelmente interfere no jogo de tradução de um texto de uma língua para outra", conclui Patrícia.

Fonte: UNESP – Oscar D’Ambrosio