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Resumo de O Senhor dos Anéis – Livro IV (Cap. 1 a 10)

Capítulo 1: Sméagol Domado
A ação se volta para Frodo e Sam, que estão atravessando as colinas dos Emyn Muil, e sofrem com as paredes íngremes que os impedem de descer. Eles acham um lugar onde uma descida poderia ser possível, e Frodo tenta descer; um grito terrível atravessa o céu naquele momento [provavelmente de um dos nazgûl], e Frodo cai. Felizmente ele cai em uma saliência na rocha. Sam se lembra da corda que os elfos de Lórien lhe deram, e salva Frodo com ela; então ambos descem pela corda, e para a surpresa deles, conseguiram recuperá-la facilmente, como se não tivesse sido amarrada. Eles planejam passar a noite debaixo do precipício. Notam então Gollum, que os tinha seguido todo o tempo; ele escala facilmente, quase como uma aranha, mas cai na parte final da subida. Sam o ataca, e com a ajuda de Frodo eles forçam Gollum a prometer que os conduziria até Mordor. Logo depois Gollum tenta escapar, mas eles o pegam e descobrem que a corda élfica, com a qual eles quiseram amarrá-lo, o machuca muito. Ele jura pelo Anel que os obedeceria, e eles o desamarram. Um tempo depois, quando a lua estava no céu, eles partem novamente.
 
Capítulo 2: A travessia dos pântanos
Os dois hobbits, conduzidos por Gollum, estão fazendo o seu caminho lentamente para os Portões Negros de Mordor. Já que atravessar por campo aberto, cheio de estradas orc, seria muito perigoso, Gollum os conduz ao longo de caminhos menos conhecidos pelas terras pantanosas. Eles cruzam os Pântanos Mortos, onde foram enterrados muitos guerreiros caídos durante a guerra entre a Última Aliança e o Senhor do Escuro no final da Segunda Era; agora luzes estranhas chamejam, e podem ser vistas horríveis faces de mortos debaixo da lama. Espectros do Anel voam freqüentemente sobre eles, aparentemente procurando o Anel e sentindo sua presença de alguma maneira; e o fardo do Anel sempre parece maior a Frodo conforme eles se aproximam de Mordor. Dentro de Gollum duas "personalidades" estão lutando pela dominação: o Sméagol bom, e o Gollum mau; e o desejo pelo anel parece estar vencendo novamente. Finalmente eles chegam às terras desoladas e estéreis diante de Mordor, e somente com o comando rígido de Frodo é que Gollum os guiará mais além.

Capítulo 3: O Portão Negro está fechado
Os companheiros chegam ao Portão Negro de Mordor. O Portão é vigiado pelos Dentes de Mordor, duas torres altas erguidas há muito tempo pelos Homens de Gondor, mas depois abandonadas e então ocupadas pelas forças de Sauron. Também há muitas outras muralhas e números enormes de orcs; várias estradas conduzem ao portão, e numerosos exércitos do Leste e do Sul estão entrando em Mordor. Entrar em Mordor parece absolutamente impossível. Neste momento Gollum sugere outro caminho: ir para o sul na cidade fantasma de Minas Ithil, e então até a passagem de Cirith Ungol. Lá as chances de não serem notados são um pouco maiores; naquela direção Sauron conquistou terras até o Anduin, e sente-se mais seguro. Assim, não é provável que o lugar seja vigiado completamente. Gollum afirma ter escapado de Mordor ao longo daquele mesmo caminho; entretanto, parece provável que essa "fuga" era conhecida e aprovada pelo Senhor do Escuro. No entanto Frodo, depois de um pouco de hesitação, decide aceitar esse plano.

Capítulo 4: De ervas e coelho cozido
Viajando para o sul, os hobbits alcançam Ithilien, que só foi conquistada recentemente pelo Senhor do Escuro, e não foi devastada nem maculada. Sam está cada vez mais preocupado com a comida: a única comida deles é lembas, que apenas durará até que eles alcançam Orodruin, e certamente não mais que isso. Assim, certo dia, enquanto eles descansam em uma floresta, Sam pede para Gollum que pegue algo comestível. Gollum pega um par de coelhos jovens e Sam prepara um ensopado. Porém, logo que eles terminam de comer , o fogo começa a fazer fumaça e o dois hobbits são rodeados por quatro soldados de Gondor, um deles sendo Faramir, o Capitão. Frodo explica algo sobre a sua missão, e Faramir parece muito interessado nisso; mas no momento ele deixa dois homens para os vigiar, e vai embora preparar-se para a batalha: os homens de Minas Tirith vieram a Ithilien para atacar exércitos que vieram de Harad, ao sul de Mordor, para se juntar às forças de Sauron. Sam vê uma coisa surpreendente durante esta batalha: um "olifante", um dos grandes animais cinzentos que só são conhecidos no Condado através de velhas canções.

Capítulo 5: A janela no oeste
Depois da batalha, Faramir [que é o irmão de Boromir] volta e questiona Frodo durante algum tempo; ele é no princípio um pouco desconfiado, e conta que tinha visto o barco com o corpo de Boromir flutuando no Anduin. Depois ele decide que Frodo e Sam deveriam vir com ele e seu exército a um refúgio escondido, uma caverna oculta atrás de uma cachoeira. Diferente de Boromir, que sempre buscou ganhar glória com sua coragem nas guerras, Faramir não é tão hostil e tem um maior respeito pelas coisas antigas e tradições [e pelos elfos]. Ele fala por muito tempo com os dois hobbits, e conta muito sobre Minas Tirith e as suas guerras, a história de Gondor, sua aliança com os rohirrim; Frodo descreve a viagem dos Nove Andantes, evitando o assunto do Anel cuidadosamente. Quando o assunto da conversa são os elfos e Lórien, Sam menciona o Anel acidentalmente. Aqui Faramir prova que ele é verdadeiro em suas palavras, e não tenta pegar ou mesmo ver o Anel.

Capítulo 6: O lago proibido
Depois, naquela noite, Gollum aparece no lago perto da caverna, pegando peixes, sem saber do lugar escondido. As leis de Gondor requerem que qualquer um que chegar perto da caverna deve ser morto; mas Faramir desperta Frodo e lhe pergunta a opinião dele. Frodo explica que a criatura que eles viram era Gollum, e que ele os guiou, e que ele não deveria ser morto. Faramir não deixa Gollum vagar livremente sobre a área, e Frodo vai até o lago e convence Gollum a segui-lo. Dois dos guardas pegam-no e o levam para a caverna, vendado e amarrado. Faramir interroga Gollum, e Gollum jura que ele nunca voltará à caverna escondida. Então Faramir dá permissão a Frodo para andar livremente por Gondor, e o adverte, dizendo que Minas Morgul é um lugar mau e perigoso.

Capítulo 7: Viagem às Encruzilhadas
Faramir dá a cada um dos hobbits um cajado e também algumas provisões, e então os hobbits e Gollum partem. Eles viajam para o sul durante dois dias e chegam perto da estrada das ruínas de Osgiliath para Minas Ithil. Gollum continua dizendo-lhes para se apressarem, enfatizando o perigo que estão correndo. Eles viram para o leste, para as Encruzilhadas, o cruzamento da estrada de Osgiliath e a estrada norte-sul. No dia seguinte a escuridão começa a emergir de Mordor; grandes nuvens cobrem o céu, e o dia é tão escuro quanto a noite. Eles alcançam as Encruzilhadas; uma grande estátua de pedra de um rei está lá. Sua cabeça estava derrubada, aparentemente cortada pelos servos de Sauron, e jazia no chão perto da estátua; o sol aparece detrás de uma nuvem escura e um de seus últimos raios brilha na cabeça como uma coroa, dando a Frodo esperança nova.

Capítulo 8: As Escadas de Cirith Ungol
Os viajantes passam pela cidade de Minas Morgul, e Frodo sente que o Anel atraía-o na direção dela. Eles vêem um grande ajuntamento de exércitos da cidade, indo aparentemente em direção a Gondor, conduzido pelo Capitão dos Espectros do Anel. Então os hobbits e Gollum sobem uma escada longa e íngreme, seguida por outra, mais longa mas não tão íngreme. Eles decidem descansar durante algum tempo, e enquanto Frodo e Sam estão falando Gollum desaparece; ambos caem adormecidos, e Sam desperta para ver Gollum, que se agacha na direção de Frodo. Embora pareça que ele não teve nenhuma intenção má naquele momento, Sam está cheio de desconfiança. Ele desperta Frodo, que diz para Gollum partir livremente, como se os hobbits pudessem continuar sozinhos dali. Mas Gollum diz que eles não podem alcançar o topo da passagem por si próprios, e os três se preparam para continuar.

Capítulo 9: A Toca de Laracna
Pouco tempo depois eles alcançam uma grande parede onde o caminho continua por um túnel. Um fedor terrivelmente asqueroso está vindo dali. O túnel é muito longo, e sobe sempre, com passagens laterais em alguns lugares. Os hobbits, enquanto caminham alguns passos atrás de Gollum, notam que o fedor está se tornando cada vez pior, até que eles alcançam uma passagem lateral de onde o cheiro desagradável parece estar vindo. Eles passam por ela, e o ar começa a melhorar; mas logo eles chegam a uma bifurcação do túnel principal. Gollum parece tê-los abandonado; eles tentam uma das passagens e descobrem que está bloqueada. Naquele momento eles notam os olhos de alguma criatura terrível atrás deles. Frodo se aproxima dela com o Frasco de Galadriel em uma mão e Ferroada na outra, e os olhos se retiram da luz. Os hobbits continuam depressa pelo túnel, mas acham a saída bloqueada por uma barreira que se mostra ser a teia de uma aranha gigantesca. Frodo corta a teia com a espada dele, e começa a correr para a passagem, que está distante só alguns passos. Sam vem atrás dele; contudo a criatura que eles viram no túnel faz o mesmo: Laracna, uma aranha enorme. Laracna surge de uma entrada lateral no túnel e começa a correr na direção de Frodo. Antes que Sam pudesse ajudá-lo é atacado por Gollum; depois de uma briga desesperada, Gollum foge.

Capítulo 10: As Escolhas de Mestre Samwise
Sam corre e acha Laracna, que se agacha sobre o corpo de Frodo. Isto deixa Sam furioso, e ele ataca a aranha gigantesca; ele fere os olhos da criatura e corta uma de suas garras, mas ela coloca seu corpo enorme por cima dele e tenta esmagá-lo. Porém, Sam mantém sua espada erguida, e Laracna acaba recebendo um ferimento profundo com sua própria força. Ela então abandona os hobbits e foge. Sam tenta acordar Frodo, que não mostra nenhum sinal de vida. Sam se desespera e não pode decidir o que fazer; no fim das contas, sabendo que tudo pereceria se desistisse, ele decide continuar a Demanda, e toma consigo a espada de Frodo, o Frasco de Galadriel e o Anel. Depois de dar os primeiros passos, porém, ele ouve vozes de orcs que se aproximam, e coloca o Anel. Ele descobre que pode entender a língua dos orcs quando usa o Anel: parece que há duas companhias, uma da torre de vigia na passagem e uma de Minas Morgul. Eles levam o corpo de Frodo e atravessam um túnel; Sam os segue, e escutando os capitães orc ele descobre que Frodo provavelmente ainda está vivo, e que será preso, e não morto. A companhia de orcs atravessa portas grandes, que se fecham antes que Sam pudesse atravessá-las.


[tradução de Luciano Soares e Reinaldo]

O Hobbit

O Hobbit, capa original de 1937"O Hobbit" foi, de muitas maneiras, o estopim para que os mundos fantásticos criados pela imaginação de Tolkien pudessem chegar até nós. O livro, que surgiu como uma simples história para dormir contada pelo autor para seus filhos, se tornou um grande sucesso de público e crítica quando foi lançado em 1937. Encorajado por esse êxito, Tolkien começou a escrever uma seqüência para "O Hobbit", que eventualmente se tornaria "O Senhor dos Anéis".

 

O protagonista do livro é o hobbit Bilbo Baggins, um dos mais respeitáveis e pacatos habitantes da Vila dos Hobbits. Bilbo, entretanto, tem sua vidinha tranqüila virada do avesso quando, certa manhã, o grande mago Gandalf aparece na soleira de sua porta. Junto com treze anões – Thorin Escudo de Carvalho e seus doze companheiros – Gandalf convoca um relutante Bilbo para uma perigosa aventura: viajar até Erebor, a Montanha Solitária no distante Leste, destruir o terrível dragão Smaug e recuperar o tesouro do Reino sob a Montanha, roubado por Smaug e que pertencera aos antepassados de Thorin.

Como romance de aventura, "O Hobbit" é fantástico – viagens por florestas tenebrosas, encontros com lobos selvagens, grandes batalhas e atos de heroísmo, tudo permeado pela evolução da personalidade de Bilbo, que se transforma de hobbit tímido em aventureiro experiente. Além disso, porém, "O Hobbit" é também prelúdio para "O Senhor dos Anéis", tanto através dos vislumbres das antigas lendas da Terra-média – Elrond, Gondolin, Moria, o Necromante – quanto através do aparecimento do Anel, o elo entre a aventura de Bilbo e os grandes eventos do final da Terceira Era. Não é à toa que o sisudo jornal londrino The Times considerou "O Hobbit" como "uma obra-prima sem retoques".

The History of Middle-earth VII – The Treason of Isengard

No sétimo livro da série "The History of Middle-earth", entitulado "The Treason of Isengard" (A Traição de Isengard), Christopher Tolkien continua seu relato da evolução de "O Senhor dos Anéis", chegando ao fim da narrativa de "A Sociedade do Anel" e aos primeiros capítulos de "As Duas Torres". Como acontece em "The Return of the Shadow", aqui também vemos diferenças surpreendentes entre as primeiras versões dos textos e a versão finalmente publicada por Tolkien.
 

É nesse momento (por volta de 1940) que o personagem Saruman e o papel de sua traição finalmente emergem. No Conselho de Elrond, após muitas incertezas a respeito dos membros da Sociedade do Anel, os Nove que conhecemos são finalmente definidos.

Outro fato curioso é a grande indecisão sobre o nome verdadeiro de Trotter (depois Strider/Passolargo). Embora esse personagem finalmente se transforme num humano, já que antes era concebido como um hobbit, o Professor hesitou muito quanto ao seu nome: Aragorn, Ingold, Tarkil e Elfstone foram cogitados, até a definição de Aragorn.

Lothlórien e sua rainha Galadriel, elementos fundamentais na estrutura narrativa de "O Senhor dos Anéis", apareciam de forma bastante distinta: basta dizer que Frodo olharia no espelho do rei de Lórien, chamado Galdaran.

Contudo, talvez a diferença mais chocante dos textos de "The Treason of Isengard" em relação ao texto publicado seja a ausência completa de Arwen e de seus irmãos Elladan e Elrohir. Nessa fase da história, Elrond não possuía filhos, e Aragorn deveria se casar com Éowyn no fim do livro.

"The Treason of Isengard", além de traçar essa interessante evolução, traz também outros atrativos para o fã de Tolkien: a versão completa do poema de Bilbo sobre Eärendil, nunca publicada, mapas e desenhos feitos pelo próprio Tolkien e um apêndice sobre as runas dos anões.

The History of Middle-earth I – The Book of Lost Tales

Quem vê O Silmarillion em sua forma atual talvez não imagine o gigantesco trabalho de transformação e carpintaria literária necessário para que a mitologia dos Dias Antigos tomasse a forma que conhecemos hoje. The Book of Lost Tales I (O Livro dos Contos Perdidos I), o primeiro da série The History of Middle-earth, traz para os leitores as versões mais antigas do universo tolkieniano, algumas datando de 1916.

 

As histórias do livro são relatadas a partir do ponto de vista de Eriol, um marinheiro humano que, após muitas viagens pelos Mares Ocidentais, chega a Tol Eressëa, a Ilha Solitária onde vivem os elfos. Lá, Eriol torna-se amigo dos Eldar e se hospeda em Mar Vanwa Tyaliéva, o lar de Lindo e sua esposa Vairë. Os elfos de Eressëa, a pedido de Eriol, começam a contar toda a história de Valinor e das Terras Exteriores (o nome "Terra-média" ainda não havia sido incorporado à mitologia), desde a criação do Mundo.

Exceto a história da Canção dos Ainur, que essencialmente permaneceu com poucas mudanças até a versão "final" do Silmarillion, quase tudo é diferente do que conhecemos hoje. Ossë e Uinen, por exemplo, são Valar; o conceito dos Maiar ainda não havia sido criado. Os Valar têm filhos: Fionwë Úrion (que depois se tornaria o Maia Eonwë) é filho de Manwë e Varda, assim como Oromë – pasmem! – é filho de Yavanna.

O próprio Morgoth é um inimigo muito mais malicioso, com um senso de humor insolente e cruel, diferente do Senhor do Escuro posterior. A importância das Silmarils para a narrativa ainda não havia aparecido: Melko (assim mesmo, sem "r") rouba todas as jóias dos Noldoli (os futuros Noldor), entre elas as Silmarils. Aliás, o Fëanor que aparece aqui já é um grande artífice, mas não pertence à casa real dos Noldoli. O único filho do rei Finwë Nólemë é Turondo, o futuro Turgon de Gondolin.

A linguagem empregada também é muito mais arcaica e solene que a do atual Silmarillion (se é que isso é possível). E as próprias línguas élficas são bem diferentes, até em termos históricos: o quenya aqui já é o alto-élfico, mas a língua que depois se tornaria o sindarin é na verdade o noldorin ou gnômico (de gnomos, nome que designava os Noldor neste estágio da mitologia). A idéia era que os Noldor, durante seu exílio nas Terras Exteriores, teriam sua língua muito modificada em relação ao quenya.

Fica claro também, para quem lê o Lost Tales, a intenção de Tolkien: criar uma "mitologia para a Inglaterra". Isso aparece tanto na associação dos elfos com os fadas do folclore inglês – Eldamar é também chamada de Faëry ou "Terra das Fadas" – quanto na idéia de que Tol Eressëa, em tempos futuros, se tornaria a Grã-Bretanha. Seja como for, The Book of Lost Tales fornece inúmeras chaves para compreender o desenvolvimento do rico universo criativo de Tolkien.

Conteúdo do Livro

Contos – "The Cottage of Lost Play", "The Music of the Ainur", "The Coming of the Valar and the Building of Valinor", "The Chainin of Melko", "The Coming of the Elves and the Making of Kôr", "The Theft of Melko and the Darkening of Valinor", "The Flight of the Noldoli", "The Tale of Sun and Moon", "The Hiding of Valinor" e "Gilfanon´s Tale: The Travail of the Noldoli and the Coming of Mankind"
Poemas - "You and Me", "Kortirion", "Habannan", "Tinfang Warble", "Over Old Hills", "Kôr", "A Song of Aryador" e "Why the Man in the Moon came down too soon"
Mapas – "The earlist map" e "The World Ship"
Escritos datam de 1916 – 1918

Appendix – Names in the Lost Tales Part I:
Retirado dos primeiros "lexicons" das línguas Élficas e também inclui palavras em "Qenya" e "Goldogrin or Gnomish". Palavras etimologicamente conectadas são dadas tomando como base nomes importantes que as contém.
Escritos datam de 1915

Smith of Wooton Major

Um bolo mágico, feito apenas a cada 24 anos para a Festa das Boas Crianças na vila de Wooton Major, carrega em uma de suas fatias um passaporte para Faery, o Reino das Fadas. E o premiado é o jovem Smith, que conhece regiões e maravilhas jamais vistas por olhos mortais.

 

Essa é a premissa de Smith of Wooton Major, outro magistral conto de Tolkien com ambientação medieval e capacidade ilimitada de provocar a fantasia do leitor. Apesar de não fazer parte do ciclo da Terra-média, a influência da grande mitologia tolkieniana se faz sentir no próprio termo Faery, que era utilizado por Tolkien para denominar Valinor em seus escritos mais antigos.

Como em "O Hobbit" e nos capítulos iniciais de O Senhor dos Anéis, Smith of Wooton Major é construído sobre a tensão entre o mundo cotidiano, seguro e palpável, e a irrupção do maravilhoso na vida aparentemente sólida dos seres humanos. O contato com as Terras Imortais aparece como terrível e belo ao mesmo tempo, perigoso mas indispensável para a plenitude do ser humano.

Smith of Wooton Major pode ser encontrado em conjunto com "Farmer Giles of Ham" ou na coletânea "Tales from the Perilous Realm".

As Cartas de J.R.R. Tolkien

As Cartas de J. R. R. TolkienTolkien passou uma enorme parcela de sua vida escrevendo cartas. Com efeito, o autor de O Senhor dos Anéis era um correspondente quase tão prolífico quanto os hobbits do Condado. Certa vez, quando quebrou o braço direito, ele chegou a confidenciar a seu editor: "Não ser capaz de usar uma caneta ou um lápis é, para mim, tão humilhante quanto seria a perda de seu bico para uma galinha".
 

The Letters of J.R.R. Tolkien (As Cartas de J.R.R. Tolkien), livro organizado por Humphrey Carpenter, biógrafo do autor, e por Christopher Tolkien, seu filho mais novo, reúne uma porção significativa da imensa correspondência entre Tolkien e seus familiares, amigos, editores e simples fãs (os quais, surpreendentemente, parecem ter recebido grande atenção por parte do Professor, principalmente nos anos que se seguiram à publicação de O Senhor dos Anéis).

Letters é fascinante em muitos aspectos: consegue revelar as opiniões pessoais de Tolkien sobre cultura, literatura, política, religião e vida familiar, ao mesmo tempo em que lança luz sobre aspectos de sua intrincada e sempre dinâmica mitologia. Ao mesmo tempo, Tolkien se revela um grande frasista, observador agudo das mazelas do século XX, crítico mordaz e irônico, mas que nunca perdia de vista o amor e a compaixão pelos seres humanos.

Algumas passagens são antológicas: os conselhos dados ao filho Michael sobre o amor entre homem e mulher, as cartas emocionadas a Christopher quando este servia a Força Aérea na África do Sul durante a Segunda Guerra Mundial, cartões postais em runas e caracteres fëanorianos para admiradores, observações iradas a respeito de um roteiro cinematográfico completamente distorcido para O Senhor dos Anéis, e até desenhos da coroa do Reino de Gondor.

Letters também ajuda a esclarecer algo que é motivo de tristeza para os fãs de Tolkien: o porquê de O Silmarillion nunca ter sido publicado durante sua vida. O Professor fez de tudo para publicar a mitologia dos Dias Antigos em conjunto com O Senhor dos Anéis, mas só conseguiu, a muito custo, que a editora Allen & Unwin publicasse este último. Quando o sucesso da Saga do Anel veio, era "tarde demais": Tolkien nunca pôde terminar O Silmarillion, por mais que tentasse.

Publicado em 1981, Letters inclui também muitas notas feitas por Humphrey Carpenter e um índice onomástico bastante completo.

 
Em 2006 o livro foi publicado no Brasil pela Editora Arte & Letra , traduzido por Gabriel O. Brum (da Equipe Valinor) e pode ser adquirido diretamente com a Editora neste link .
 

The History of Middle-earth V – The Lost Road and Other Writings

O leitor que deseja conhecer a fundo as origens da lenda de Númenor e de todas as histórias da Segunda Era da Terra-média terá uma fonte das mais importantes em The Lost Road and other writings (A Estrada Perdida e outros escritos), o quinto livro da série The History of Middle-earth.
 

A Estrada Perdida, texto que dá nome ao livro, é uma das obras mais originais de Tolkien, embora infelizmente incompleta. A idéia do livro surgiu das discussões literárias entre Tolkien e seu grande amigo C.S. Lewis, também professor em Oxford. Os dois combinaram que Lewis iria escrever uma história de viagem espacial, enquanto Tolkien escreveria um história de viagem no tempo.

No fim das contas, apenas Lewis conseguiu terminar e publicar seu livro, com o título Out of the Silent Planet, em 1937. É uma pena que Tolkien não tenha conseguido fazer o mesmo com A Estrada Perdida: a história, cheia de fortes elementos autobiográficos, tem como personagem principal Alboin Errol, um professor universitário com uma paixão pelas línguas do norte da Europa e que, em estranhos sonhos, ouvia fragmentos de idiomas desconhecidos: o eressëano (quenya) e o beleriândico (sindarin). Alboin e seu filho Audoin acabam transportados para Númenor, na pele de Elendil e seu filho Herendil (Isildur e Anárion ainda não haviam surgido), e têm que enfrentar a ameaça de Sauron.

The Lost Road traz também as mais antigas versões das histórias da Segunda Era, como o relato do surgimento e queda de Númenor e da fundação dos reinos numenoreanos na Terra-média. Para citar apenas uma das diferenças nessas versões antigas, Gil-galad era a princípio descendente de Fëanor!

Para os interessados na evolução das línguas élficas, The Lost Road encerra dois tesouros. Em primeiro lugar, as Etimologias, uma lista com centenas de raízes élficas primitivas, seus significados e as palavras derivadas delas existentes em quenya, noldorin (o ancestral do sindarin) e outros línguas élficas. Em segundo lugar, o Lhammas ou "Relato das Línguas", em que as características e parentesco das línguas élficas, como eram imaginadas nesse momento (por volta de 1937), eram concebidas.

Finalmente, The Lost Road também apresenta o Quenta Silmarillion de 1937, novas versões dos Anais de Valinor, Anais de Beleriand e do Ainulindalë, bem como o mapa de Beleriand que serviu de base para os mapas publicados em O Silmarillion.

Conteúdo do Livro

The Fall of Númenor O início do conto de Númenor em várias versões. 1936 – 1937

The Lost Road Um novela viagem no tempo com capítulos sobre Númenor, Scyld e AElfwine. Fragmentado e nunca concluído. Poemas incluem "Ilu Ilúvatar", "King Sheave", "The Nameless Land" e "The Song of Aelfwine". 1936 – 1937

The Later Annals of Valinor Anais de Valinor e outro local desde o início das coisas até o nascimento do Sol. Não muda muito de "The Earliest Annals of Valinor". Meados/final de 1930

The Later Annals of Beleriand Anais dos eventos em Beleriand até a Grande Batalha e a destruição de Beleriand. Muito mais completo e terminado que "The Earliest Annals of Beleriand". Meados/final de 1930

Ainulindalë O mito cosmológico. Segue o "The Lost Tales", mas foi completamente reescrito. Meados/final de 1930

The Lhammas Um texto sobre as línguas Élficas (e algumas outras) e seus inter-ralacionamentos.

Quenta Silmarillion Termina com Turin virando um fora-da-lei, mas inclui o final da chegada de Eärendel em Valinor e a Grande Batalha. Depois deste foi escrito o "History of the Elder Days" que permaneceu esquecido por muito tempo. Final de 1930, revisado em 1937-1938.

The Etymologies Um dicionário etimológico do Élfico. Meados de 1930, grandes revisões em 1938

The Genealogies Árvores genealógicas dos príncipes Élficos e das três casas dos Pais dos Homens e uma tabela de divisões do Quendi. Início de 1930.

The List of Names Origens e definições dos nomes encontrados no "Annals of Beleriand" e "Genealogies". 1930

The Second Silmarillion Map Mapa final de Beleriand, no qual o mapa publicado foi baseado. Impresso como originalmente foi desenhado e escrito.