Arquivo da categoria: Geografia

Calacirya

Literalmente significando “Fenda da Luz” na língua dos Altos Elfos, Calacirya era também chamada de Passagem da Luz, pois era a única passagem através das grandes Montanhas Pelóri nas Terras Imortais, e durante as Eras das Árvores dos Valar a abençoada luz dessas árvores fluía através dessa passagem. A colina de Túna foi colocada no meio dessa passagem, sob a qual foi construída Tirion, a cidade chefe dos Altos Elfos de Eldamar.
 
 

Cair Andros

Fortificada por Túrin II, o 23o Regente a governar Gondor, durante o 30o século da Terceira Era, Cair Andros era uma ilha no Rio Anduin logo ao norte da Torre Branca que guardava a entrada para as terras de Gondor e Rohan.
 

Era uma ilha e fortaleza espetacular, modelada como um enorme navio com a alta proa apontando para a nascente do Anduin. A correnteza do Anduin quebrando com violência contra a sua “proa” explica o seu nome, que significa “navio-da-grande-espuma”. Durante a Guerra do Anel, Cair Andros foi ferozmente defendida pelos Homens de Gondor, mas finalmente caiu sob o domínio das forças de Mordor. Entretanto, após a decisiva Batalha dos Campos de Pelennor e a retirada dos exércitos de Sauron, Cair Andros foi retomada por Gondor.

 

Bri

É tido como fundada durante a Segunda Era do Sol por Homens de Dunland, Bri era a principal vila da Região de Bri (as outras sendo Valão, Archet e Estrado). Era encontrada no cruzamento entre a Grande Estrada Leste e a Estrada Norte, logo a leste do Condado e no coração do que fora outrora o reino de Arnor, e era a casa de uma centena de Hobbits e Homens.

 

 

Durante a Guerra do Anel, Bri havia diminuído muito em tamanho e importância desde os grandes dias de Arnor. Porém, considerando a escala de destruição de Arnor nas mãos do Bruxo-rei de Angmar, é surpreendente que Bri tenha sobrevivido. Essa sobrevivência se deu em parte à proteção dos Guardiões do Norte e em parte à sua posição estratégica no cruzamento das duas principais rotas de comércio. Para muitos que viajavam por essas estradas, Bri era mais conhecida pela Taverna do Pônei Saltitante, a mais antiga taverna da região e o melhor lugar para se atualizar às novidades e fofocas de lugares pertos e distantes.

 

Bolsão

Bolsão, por J.R.R. Tolkien

Bolsão era considerada pelos Hobbits como a melhor toca de Hobbit da Vila dos Hobbits, se não de todo o Condado. Construída no 28o século da Terceira Era, no topo da Colina, era a casa de três gerações de Bolseiros: Bungo, Bilbo e Frodo.

 

Em 3018, quando embarcou na Sociedade do Anel, Frodo vendeu Bolsão para Lobélia e Lotho Sacola-bolseiros. De setembro de 3019, durante os últimos meses da Guerra do Anel, se tornou o Quartel General de Saruman, o mago maligno durante o seu breve reinado de terror sobre o Condado. Após a destruição de Saruman, Bolsão foi restituída a Frodo por Lobélia. Quando Frodo Bolseiro partiu das praias da Terra-média em um navio Élfico para as Terras Imortais, Bolsão se tornou casa de Sam Gamgee, sua família e herdeiros.

 

Beleriand

Até afundar no começo da Segunda Era do Sol, Beleriand poderia ser encontrada a oeste das Montanhas Azuis no extremo noroeste da Terra-média. Todos os Eldar passaram pro Beleriand durante a Grande Jornada, mas os Teleri ficaram ali por um longo tempo enquanto esperavam que Ulmo, o Senhor do Oceano viesse para os levar para as Terras Imortais.
 
Entretanto, nem todos partiram; os Elfos Sindar ou Elfos Cinza de Doriath e Falas ficaram para trás e por todas as Eras do Brilho das Estrelas construíram maravilhosos reinos ali. Do Leste também vieram outros povos remanescentes dos Teleri, os Elfos Laiquendi, que se estabeleceram nas terras ribeirinhas de Ossiriand, pouco a leste das Montanhas Azuis. Mais tarde, durante a Primeira Era do Sol, os Elfos Noldor que retornavam das Terras Imortais, fizeram os seus reinos de Nargothrond, Himlad, Thargelion, Dorthonian, Gondolin, Mithrim Dor-lómin, Nevrast e Beleriand Oriental. Além dos povos Élficos, existia também os dois reinos Anões de Nogrod e Belegost, várias tribos nômades de Homens e, finalmente, as forças invasoras dos Orcs, Balrogs, Dragões e outros monstros que saiam do reino de Angband. Foram essas terríveis invasões de Morgoth que acabaram por trazer ruína a todos os Reinos Élficos durante a Guerra das Jóias. Isso resultou na Guerra da Ira, aonde os próprios Valar vieram para destruir Melkor, mas ao fazer isso, toda Beleriand foi destruída e engolida pelo Mar.
 

Belegost

Um dos dois reinos Anões construídos nas Montanhas Azuis de Beleriand durante a Segunda Era do Brilho das Estrelas, Belegost é Élfico para “Fortaleza Poderosa”. Em Khuzdul, a língua dos Anões, era chamada Gabilgathol ou Mickleburg.
 
Os Anões de Belegost foram os primeiros a entrarem em Beleriand, e estavam entre os melhores ferreiros e escultores de pedra da Terra-média. Foram, também, os primeiros Anões a forjar cotas de malha. Eles comercializavam suas incomparáveis armas de aço com os Sindar e, contratados pelo Rei dos Elfos Cinza, Thingol, eles cavaram o mais belo dos reinos, as Mil Cavernas de Menegroth. Na Guerra das Jóias, os Anões de Belegost ganharam enorme fama, pois somente eles, durante a Batalha das Incontáveis Lágrimas, conseguiam suportar as chamas lançadas pelos Dragões de fogo, por serem uma raça de ferreiros acostumada ao calor em seus reinos, usavam máscaras de aço à prova de fogo que protegiam os seus rostos. Embora o rei de Belegost, Senhor Azaghâl, tenha sido morto na batalha, ele feriu Glaurung e forçou o Pai dos Dragões e todos os seus Dragões a fugirem do campo de batalha. Por mais valentes e esforçados que fossem os Anões de Belegost, seu reino, junto com toda Beleriand, fora completamente destruído e afundou sob o Mar. Os poucos que conseguiram se salvar fugiram em direção ao leste e lá fundaram as mansões de Khazad-dûm.

Belegaer

O vasto mar ocidental que separava a Terra-média das Terras Imortais era chamado de Belegaer, Élfico para “Grande Mar”. Domínio do Vala Ulmo, o Senhor do Oceano, e dos Maiar Ossë, Mestre das Ondas e Uinen, Senhora das Calmarias, Belegaer estendia-se de Helcaraxë no norte (a ponte de “gelo rangente” que ligava os dois continentes) até os limites de Arda no sul.