Christopher Tolkien ao texto de seu pai, J.R.R. Tolkien, encontram-se
em itálico
discussão de Glorfindel: o rascunho• do mesmo é encontrado no verso de
uma das páginas do texto Glorfindel II.
Está é apalavra Sindarin para ´Armador´, [29] e descreve sua função
posterior na história das Primeiras Três Eras, mas seu nome ´próprio´,
isto é, seu nome original entre os Teleri, dos quais ele fazia parte,
nunca é utilizado [30]. É dito nos Anais da Terceira Era (c. 1000) que
ele poderia ver mais longe e profundamente o futuro do que qualquer um
na terra-média [31]. Isto não inclui os Istari (que vieram de Valinor),
mas inclui mesmo Elrond, Galadriel e celeborn.
Círdan era um Elfo Telerin, um dos mais nobres daqueles que não foram
transportados a Valinor, mas vieram a se tornar os Elfos-cinzentos[32].
Ele era parente de Olwë, um dos dois reis dos Telerin e senhor daqueles
que partiram por sobre o Grande Mar. Ele é também parente de Elwë [33],
o irmão mais velho de Olwë, aceito como Alto Rei de todos os Teleri em
Beleriand, mesmo após ele ter se recolhido ao reino protegido de
Doriath. Mas Círdan e seu povo permaneceram de muitas formas distintos
do resto dos Sindar. Eles mantiveram o alntigo nome Teleri (em Sindarin
tardio [34] Eorm Telir ou Telerrim) e permaneceram de muitas forma um
povo à parte, falando, mesmo em tempos posteriores, uma língua mais
arcaica [35]. Os Noldor os chamavam Falmari, “povo das ondas”, e outros
Sindarin de Falathim, “povo da costa espumante” [36].
Foi durante a longa espera dos Teleri pelo retorno da ilha flutuante,
sobre a qual os Vanyar e Noldor foram transportados sobre o Grande Mar,
que Círdan direcionou seus pensamentos e habilidade para a construção
de barcos, pois ele e todos os demais Teleri se tornaram impacientes.
Apesar de tudo é dito que por amor e lealdade aos seus Círdan era o
líder daqueles que procuraram longamente por Elwë quando este estava
perdido e não foi ao litoral para partir da Terra-média. Assim ele
adiou sem maior desejo: ver o Reino Abençoado e encontrar novamente
Olwë e seus parentes próximos. Dessa forma ele não atingiu o litoral
até praticamente todos os Teleri seguidores de Olwë terem partido.
Então, é dito, ele permaneceu abandonado olhando o mar, e era noite,
mas muito distante ele podia ver o brilhar da luz sobre Eressëa antes
desta desaparecer no Oeste. Então ele gritou alto: ´Seguirei aquela
luz, sozinho se ninguém quiser ir comigo, pois o navio que eu estive
construindo está agora quase pronto´. Mas quando ele disse isso recebeu
em seu coração uma mensagem, que ele reconheceu vir dos Valar, embora
em sua mente ele tenha lembrado como uma voz falando em sua própria
língua. E a voz o alertou para não tentar este feito: pois sua força e
habilidade não seriam capazes de construir nenhum barco capaz de
desafiar os ventos e ondas do Grande Mar ainda por longos anos.
´Permaneça até aquele tempo, pois quando ele chegar seu trabalho será
da máxima importância, e será lembrado em canções por muitas eras´. ´Eu
obedeço´, Círdan respondeu, e então pareceu a ele ter visto (em uma
visão, talvez) uma forma como a de um navio branco, brilhando sobre
ele, que navegou para o oeste através do ar, e enquanto diminuia ao
longe parecia como uma estrela de brilho tão grande que lançava uma
sombra de Círdan sobre a praia onde ele estava.
Como sabemos agora, esta era a previsão do navio que após os
ensinamentos de Círdan e com seus conselhos e ajuda, Earendil
construiu, e no qual ele finalmente atingiu as prais de Valinor.
Daquela noite em diante Círdan recebeu um poder de previsão em todos os
assuntos importantes, além da medida de todos os outros Elfos na
Terra-média.
Este texto é extraordinário pois por um lado nada é dito sobre a
história e importância de Círdan como aparece em outros lugares,
enquanto por outro lado quase tudo que é dito aqui é único. Nos “Anais
Cinzentos” é dito (XI.8, $14):
Ossë persuadiu muitos a ficarem em Beleriand, e quando o Rei Olwë e seu
grupo embarcaram na ilha e passaram sobre o Mar eles permaneceram no
litoral, e Ossë retornou a eles e continuou sua amizade com eles. E ele
ensinou-os a arte da contrução de navios e da navegação, e eles se
tornaram um povo de marinheiros, os primeiros da Terra-média.
Mas de Ossë agora não existe menção, a construção de navios no litoral
de Beleriand é dito ter começado nos longos anos de espera dos Teleri
pelo retorno de Ulmo, e é mencionado como (ver nota 29) como uma
evolução de uma arte já desenvolvida entre os teleri durante a Grande
Jornada.
Outras características deste texto que não aparecem em nenhum outro
lugar (em adição, claro, da história do desejo de Círdan de cruzar o
Mar até Valinor e sua visão do navio branco indo a oeste através da
noite, acima dele) são o fato dos teleri terem se demorado nas costas
do Mar de Rhun durante a Grande Jornada (nota 29) que Círdan era o
líder destes que buscavam por Elwe Thingol, seu parente, e que Eärendil
foi ´ensinado´ por Círdan, que o auxiliou na construção de Vingilot.
Notas
29. Mesmo antes de chegarem a Beleriand os Teleri desenvolveram a arte
da construção de barcos: primeiro como balsas e logo como barcos com
remos em imitação aos pássaros aquáticos dos lagos próximos às suas
casas iniciais ou especialmente durante sua longa permanência nos
litorias do ´Mar de Rhun´, onde seus navios se tornaram maiores e mais
fortes. Mas em todos estes trabalhos Círdan sempre foi o principal e
mais inventivo e hábil.
30. Apenas Pengoloh menciona uma tradição entre os Síndar de Doriath de
que este era em sua forma arcaica Nowë, cuja significado original é
incerto, assim como o de Olwë.
31. [Apêndice B (nota de topo da Terceira Era): ´Pois Círdan via mais
longe e mais profundamente do que qualquer outro na Terra-média´ (dito
no contexto da entrega de Narya, o Anel de Fogo, a Mithrandir). Esta
afirmação aqui na qual é dita ´nos Anais da Terceira Era (c.1000)´ é
confusa, mas presumivelmente relatada às palavras da mesma passagem do
Apêndice B ´Quando talvez mil anos se passaram... os Istari ou Magos
apareceram na Terra-média´.]
32. Um nome Queny dado pelos exilados Noldor, e primariamente aplicado ao povo de Doriath, povo de Elwë Capa-cinzenta.
33. [Que Círdan era um parente de Elwë é mencionado no "Quendi e Eldar"]
34. Este é usado como um termo geral para o dialeto Teleriano do
Eldarin, para o que veio a ser depois das mudanças de longos anos em
beleriand, embora não seja inteiramente uniforme em seu desenvolvimento.
35. ["Quendi e Eldar": ´Os Eglain tornaram0se um povo de alguma forma
separado dos Elfos do interior, e ao tempo da chegada dos Exilados sua
língua era de muitas formas diferente´. (os Eglain eram o povo de
Círdan)].
36. [Para Falatrhim ver "Quendi e Eldar"; e sonre Falmari: ´os Elfos do
Mar se tornaram em Valinor os Falmari, pois faziam música junto às
ondas quebrando na praia.´]
[tradução de Fábio ´Deriel´ Bettega]
Sem artigos relacionados.











Comentários Recentes