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Fox prepara filme sobre a vida de J. R. R. Tolkien

Tolkien_1916-cb183686De acordo com o Los Angeles Times, a Fox Searchlight em parceria com Peter Chernin da Chernin Entertainment, produzirá uma cinebiografia do autor J. R. R. Tolkien.

O projeto recebeu o título provisório de “Tolkien” apenas, e irá mostrar a vida do autor, particularmente seus anos de formação no Pembroke College e como um soldado na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), quando viu alguns de seus amigos morrerem no front, além de como este acontecimento influenciou seu trabalho, de acordo com uma pessoa ligada ao projeto.

O irlandês David Gleeson, um fã de Tolkien e estudioso do criador da Terra-média, está atualmente trabalhando no roteiro e vai examinar a história da vida de Tolkien e como essas experiências o levaram a dar forma à sua obra, já que os anos entre a publicação de O Hobbit (1937) e O Senhor dos Anéis (1954-55) devem também constar no roteiro.

 Não houve até agora nenhuma cinebiografia de Tolkien, apesar de várias tentativas e desenvolvimento de projetos nos últimos anos terem estacionado, incluindo a produção de “Mirkwood”, uma visão fictícia sobre seu trabalho como intérprete de códigos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Esse projeto tem sido alvo de obstáculos promovidos pelo espólio de Tolkien, gerenciado por seus herdeiros e que geralmente são muito protetores quando se trata do legado e nome do autor de O Senhor dos Anéis, O Hobbit e O Silmarillion. Portanto, ainda não se sabe se a família Tolkien está ou não cooperando com o projeto.

Os cineastas envolvidos no projeto de “Tolkien” possuem um tema popular em suas mãos, já que filmes baseados na produção literária de J. R. R. Tolkien, como a trilogia O Senhor dos Anéis de Peter Jackson, arrecadou quase US $ 4 bilhões pelo mundo. E o novo filme de Jackson, O Hobbit: A Desolação de Smaug deverá acrescentar significativamente alguns números a esse total.

Saiba mais sobre “Mirkwood”, e outro projeto envolvendo Tolkien, aqui mesmo na Valinor: “Mirkwood”, romance ficcional sobre a vida de J.R.R. Tolkien vai virar filme e Mirkwood, de Steven Hillard.

Recentemente outra produção nesta linha foi adicionada à lista de possíveis filmes sobre Tolkien. Trata-se de uma suposta produção de um filme sobre a amizade entre o autor de O Senhor dos Anéis e o autor de As Crônicas de Nárnia, C. S. Lewis.

A primeira adaptação de “O Hobbit” é uma animação de 1966!

Enquanto O Hobbit: Uma Jornada Inesperada de Peter Jackson não é lançado, uma adaptação pouco conhecida de O Hobbit, realizada em 1966, foi colocada online na semana passada. Com duração de aproximadamente 12 minutos, esta versão, desenhada e roteirizada por Gene Deitch e Adolf Born, está anos-luz do romance de J.R.R. Tolkien e do estilo de Peter Jackson, porém vale a menção aqui a título de registro.

Para alguns, esta adaptação poderia ser descrita, à primeira vista, como kitsch ou ultrapassada, mas assume outra dimensão quando você conhece a história da sua construção.

Contatado em 1964 pelo produtor William L. Snyder, que tinha adquirido os direitos para adaptar O Hobbit por um período determinado em contrato, o animador e diretor norte-americano Gene Deitch (que já trabalhou em Tom & Jerry) começou a escrever um script para um longa-metragem. Residente em Praga, então Tchecoslováquia, Deitch não sabia que Tolkien tinha escrito também uma trilogia chamada O Senhor dos Anéis e para o roteiro de O Hobbit ele tomou grandes liberdades com o romance original.

Quando finalmente percebeu a existência do O Senhor dos Anéis, Gene Deitch tentou revisar o roteiro cheio de “surpresas”. Entre elas, uma princesa no meio da estória para acompanhar Bilbo e, talvez, livrá-lo da solteirice. Além disso, novas canções foram introduzidas e até a mudança do nome de algumas personagens ocorreu. Porém, a produção parou e Snyder ficou meses sem entrar em contato. Em maio de 1966, William L. Snyder, sem mais nem menos, disse que Deitch tinha um mês para terminar uma animação colorida de O Hobbit, porque os direitos expirariam em 30 de junho.

Com apenas 30 dias para desenhar e montar um filme pequeno, gravar vozes e projetar para poucos espectadores (uma exigência contratual) em uma sala em Manhattan, Nova York, Gene Deitch, infelizmente, teve que se virar com uma versão animada de 12 minutos, concebida em colaboração com o ilustrador tcheco Adolf Born. Snyder precisava terminar e entregar um filme (fosse como fosse) até 30 de junho de 66 ou perderia os direitos de O Hobbit e O Senhor dos Anéis. Tudo acabou não passando de uma grande jogada e os direitos de SdA de Snyder, que nunca foi filmado por ele, foram vendidos logo depois por US$ 100,000, uma grana alta para a época. E o lucro de Deitch? Pífio!

 Quando Gene Deitch já acreditava que o filme estava perdido para sempre, ele voltou para as suas mãos por meio do filho de Snyder, Adam. Deitch diz que, apesar de tudo, não têm ressentimentos contra o antigo patrão, que morreu sem fazer seus milhões, e que mantém hoje uma frutífera amizade com a sua família.

Isso é só um resumo, para conhecer a história em maiores detalhes,  acesse o blog (em inglês) do próprio Deitch. Veja agora o filme:

Depois do famoso The Hobbit de 1977, de Arthur Rankin Jr. e Jules Bass, do O Hobbit russo de 1985 e do Hobitit finlandês de 1993, temos aí mais uma adaptação da obra de Tolkien retirada do fundo do baú.

Teaser trailer do fanfilm alemão “Arda – A World is Rising”!

"Arda - A World is Rising" - Project Silmarillion e.V.

Como prometido, foi divulgado o teaser trailer do fanfilm alemão “Arda – A World is Rising”!

Confira no link:

The Silmarillion: Arda – A World is Rising

Para saber mais sobre o projeto, veja:

Fãs alemães vão filmar O Silmarillion!

Novidades sobre “Arda – A World is Rising”, a produção dos fãs alemães

O vídeo também pode ser visto na página do projeto no Facebook e no site oficial: Project Silmarillion.de

 

 

 

[Atualizado!] Novidades sobre “Arda – A World is Rising”, a produção dos fãs alemães

Em agosto passado divulgamos o projeto de fãs alemães para levar “O Silmarillion”, de J.R.R. Tolkien, às telas e no formato de um curta produzido por eles mesmos (veja: Fãs alemães vão filmar O Silmarillion!). Agora, novas imagens dos personagens foram postadas no site oficial do projeto e em sua página no Facebook. Confira abaixo:

Melkor -Tina Kupferschmidt

 

Varda - Stefanie Mutzel
Ulmo - Armin Krapf

 

Aulë - Ben Schamma

 

Yavanna - Maria Fritz

Uma produção de Project-Silmarillion e.V. – Edição de imagens por Sven Weber, Text-Design por Stefanie Mutzel, Desenho e Figurino por Tina Kupferschmidt e Fotos de Sascha Reinhard.

E tem mais: o teaser trailer de “The Silmarillion / Arda – A World Is Rising” será mostrado durante a cerimônia de abertura da RingCon deste ano (de 14 a 16 de outubro). Depois de seu lançamento, portanto, nos próximos dias, o teaser estará disponível em diversas plataformas de vídeo como o YouTube, MyVideo e Myspace. O teaser será estrelado por Tina Kupferschmidt (Melkor – sim, uma garota!), Stefanie Mutzel (Varda), Maria Fritz (Yavanna), Armin Krapf (Ulmo), Lena Biehl, Marc Mellone (orc e elfo), Ben Schamma (Aulë) e Maja Felicitas Bergmann (elfo).

Na RingCon 2011, que vai acontecer na cidade de Bonn, Alemanha, os visitantes poderão ver a exposição dos figurinos, adereços e conhecer alguns dos atores e membros do projeto, além de também poder participar da palestra/debate sobre “A discrepância entre livro e filme” e locações. Quem quiser ajudar no projeto, é só entrar em contato com os realizadores pelo e-mail: [email protected] . Mais informações sobre o projeto: elenco, equipe técnica e etc. – consulte o site oficial – http://www.project-silmarillion.com  –  ou sua página no Facebook.

A todos do Project-Silmarillion e.V. nossas homenagens e desejo de sucesso na empreitada!

Fãs alemães vão filmar O Silmarillion!

Cerca de 40 fãs de Tolkien de toda a Alemanha estão trabalhando no projeto ambicioso de colocar a história da criação do mundo de Tolkien, Arda, também na esfera cinematográfica.

Por trás do projeto estão fãs de Tolkien que se conheceram ao longo dos anos em vários eventos, como o RingCon – que acontece anualmente na Alemanha – ; para isso,  juntaram forças com a “Associação Projeto Silmarillion e.V.”, autora do projeto. O filme é de baixo orçamento e é custeado pelos próprios realizadores e por doações, e obviamente não visa o lucro.

O curta-metragem chama-se ARDA – A WORLD IS RISING e é sobre alguns dos temas essenciais do O Silmarillion. Dizem os realizadores do projeto:

 “Nosso curta-metragem é sobre alguns dos temas centrais do O Silmarillion, como a criação e formação de Arda e dos seus povos e a importância dos Valar e Maiar neste processo, especialmente na criação da Luz e quão importante ela é para o desenrolar dos acontecimentos. Arda é o mundo onde todos os livros de JRR Tolkien, como ‘O Silmarillion’, ‘O Hobbit’ e ‘O Senhor dos Anéis’, acontecem”.

O lançamento para 2011 também não é por acaso:

Mary Fritz como Yavanna

 “Tendo em vista o 10 º aniversário da RingCon e as filmagens em curso de ‘O Hobbit’, a temática Tolkien está cada vez mais em evidência mais uma vez na mídia, por isso nós fãs decidimos, nesta edição [do evento], também lançar o projeto”, justificam.

 Para concretizar este plano, em julho deste ano uma equipe de filmagem profissional filmou a primeira parte de um trailer que terá por volta de dois minutos. As filmagens ocorreram nas proximidades de Karlsruhe, Alemanha, e foram realizadas em lugares de natureza tranqüila. Elas também mostram alguns dos protagonistas, juntamente com os figurinos feitos à mão e adereços.

Personagens – quem arrisca identificá-los?

 

 Atualmente, uma parte de Arda – A World is Rising está em sua pós-produção e no planejamento do segundo bloco de filmagens. O trailer será exibido no RingCon2011 (que ocorrerá em outubro) e tem o apoio da Deutsche Tolkien Gesellschaft (Sociedade Tolkien Alemã) e do fansite HerrDerRinge-Film. O projeto também será apresentado nos estandes da Sociedade Tolkien e do site. O objetivo não é só atrair público, mas também despertar o interesse e motivar mais fãs a participarem do projeto, porque ainda há necessidade de um monte de colaboradores como, por exemplo, técnicos de maquiagem, cabeleireiros, aderecistas, técnicos de iluminação, editores de vídeo, cinegrafistas, figurinistas, costureiros e etc.

 Para mais informações sobre o projeto visite o site oficial Project-Silmarillion.de e a página do projeto no Facebook.

“O Hobbit” Russo: o livro e o filme!

Recentemente, o site EnglishRussia divulgou duas curiosas preciosidades: a primeira delas são xilogravuras feitas para a edição russa de 1976 do livro O Hobbit de J.R.R. Tolkien. São totalmente diferentes das ilustrações ocidentais (mais antigas ou contemporâneas) e que estamos acostumados a ver. De traços bastante infantis e bem particulares, os desenhos foram feitos pelo artista russo Mikhail Belomlinskyi, que se tornou conhecido na União Soviética não só por ser ilustrador de livros para crianças, como também por ser um caricaturista político.

Algumas das ilustrações de O Hobbit russo:

   

   

E então, conseguiram identificar alguns personagens?

 A segunda preciosidade é a adaptação russa d’O Hobbit para o cinema! Vocês não leram errado: muito antes de Peter Jackson talvez imaginar produzir O Hobbit para o cinema junto com os milionários estúdios de Hollywood, os russos produziram sua própria versão sobre as aventuras de Bilbo Bolseiro. O filme é uma adaptação de baixíssimo orçamento – é bom que se diga – para entreter as crianças soviéticas e feito em 1985, quase uma década depois desta edição do livro O Hobbit ser lançada. Parece que os vermelhos também curtiam Tolkien!

Veja um trecho abaixo:

Veja AQUI os outros vídeos d’O Hobbit Russo. Ou o filme completo abaixo (sem legendas):

Para conferir outras imagens do livro, acesse o endereço: http://englishrussia.com/index.php/2010/05/27/russian-lord-of-the-rings/

 Fonte: EnglishRussia.com

The Hobbit (1977)

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O Hobbit, do autor J. R. R. Tolkien, foi adaptado para um filme animado feito para televisão pela Rankin/Bass Productions em 1977. Este filme consegue, sucintamente, recontar a maior parte da história durante seus 78 minutos de duração.
Um LP com a trilha sonora também foi lançado em 1977 pela Disney através de seu selo Buena Vista Records e uma versão editada, junto com “trechos lidos”, foi mais tarde lançado pela marca Mouse Factory da Disneyland Records. Harry N. Abrams publicou em forma de livro, tamanho grande e capa dura, ilustrado com artes conceituais e trechos do filme. Um segundo trabalho feito por Glenn Yarbrough com música “inspirada” por O Hobbit também foi lançado.
O filme foi apresentado pela primeira vez na rede NBC dos Estados Unidos em 27 de novembro de 1977, e apresentava um estilo leve e alegre, com muitas canções (muitas das quais baseadas em poemas e músicas do livro). Muitas partes da história foram simplificadas e muitos episódios e cenas-chave foram omitidos.

ProduçãoDe acordo com Arthur Rankin Jr., o estilo visual tomou sua estrutura básica de ilustrações de Arthur Rackham. Rankin mais tarde afirmou desejar que, com este filme, ele não estivesse acrescentando nada que não estivesse no original.

A voz do herói da história, Bilbo Bolseiro, foi interpretada por Orson Bean, apoiado por John Huston como Gandalf. Otto Preminger fez a voz do Rei dos Elfos, Richard Boone rosnou e rugiu como Smaug, Cyril Ritchard foi Elrond, Hans Conried deu voz a Thorin Escudo-de-Carvalho e o comediante e artista performático Brother Theodore foi escolhido para a voz de Gollum. O ícone da Rankin-Bass Paul Frees co-estrelo como Bombur; Don Messick interpretou Balin e o Senhor das Águias; John Stephenson também fez duas vozes, a do charmoso e orgulhoso arqueiro Bard e Dori, o terceiro principal membro da Companhia de Thorin; além disso ele e Jack DeLeon fizeram as vozes dos demais oito anões da Companhia de Thorin bem como dos goblins. Thurl Ravenscroft interpretou as vozes das cantorias dos goblins.

O filme foi produzido e dirigido por Arthur Rankin Jr. e Jules Bass e o roteiro foi adaptado por Romeo Muller; com Rankin assumindo as funções adicionais de designer de produção e Bass adaptando alguns das letras originais de Tolkien, bem como contribuindo, junto com Maury Laws, compositor/cantor de R&B da empresa, para a canção-tema original, “The Greatest Adventure (The Ballad of the Hobbit)” (“A Maior das Aventuras (A Balada do Hobbit)”, cantada por by Glenn Yarbrough.

Quando a arte conceitual foi completada nos Estados Unidos, o famoso estúdio japonês de animação Topcraft foi contratado para produzir a animação para a Rankin-Bass. Os principais artistas incluíam o coordenador de animação Toru Hara; designer de personagens e supervisor de animação Tsuguyuki Kubo; personagens e efeitos animados Hidetoshi Kaneko e Kazuko Ito; e designer de fundos Minoru Nishida. O mesmo estúdio e mesmas pessoas também trabalharam em O Retorno do Rei, versão animada de 1980.

O New York Times noticiou que O Hobbit custou U$ 3 milhões. Já ao tempo do lançamento em televisão de O Hobbit a Rankin-Bass e os estúdios de animação começavam a preparam a continuação, utilizando elementos do último livro de O Senhor dos Anéis, continuando mais ou menos de onde O Senhor dos Anéis de Ralph Bakshi parava.

Reação dos críticos

Em 1978 Romeo Muller ganhou o Prêmio Peabody por sua roteirização de O Hobbit. O filme também foi indicado para o Pr~emio Hugo de Melhor Apresentação Dramática, mas perdeu para Star Wars. A adapatção foi chamada de “excruciante” e confusa para aqueles não-familiares com a história.

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Clique no Elrond (sim, ele!) para assistir alguns minutos de O Hobbit
no ValinorTube, com direto a Gollum e tudo mais
Mudanças na história
A maioria das mudanças são na omissões e não alterações de roteiro. No filme:

1. Todos os Anões chegam junto com Galdalf, de uma vez, ao invés de chegarem em grupos um dia após Gandalf ter encontrado com Bilbo e colocado uma marca em sua porta. E no livro Fili e Kili possuem papéis importantes e muitas falas, enquanto que nofilme eles falam em uníssimo e possouem apenas três linhas, perto do início, ficando em silêncio o resto do filme.

2. A companhia deixa a casa de Bilbo em pôneis, mas depois disso os pôneis não são mais vistos até serem perdidos nas Montanhas Nebulosas. No livro, a companhia cavalga em pôneis de Bolsão até Valfenda.

3. Bilbo é notado pelos Trolls ao se esgueirar para tentar roubar alguma carne e não ao ser denunciado pela bolsa falante dos Trolls.

4. Os Anões fogem aterrorizados dos Trolls e são pegos um por um ao invés de andarem cegamente para o acampamento e serem emboscados (exceto por Thorin, que luta).

5. Aparentemente Gandalf tem o poder de fazer o amanhecer chegar antes para eliminar os Trolls, ao invés de enganá-los usando
5. Gandalf apparently has the power to make the dawn come earlier to dispatch the Trolls, rather than tricking the Trolls by throwing his voice.

6. A caverna dos Trolls não tem uma porta trancada.

7. Gandalf dá o mapa de Thrór a Thorin na Montanha Solitária e a chave para o esconderijo de Smaug na caverna dos trolls ao invés de no Bolsão, como no livro.

8. Elrond tem barba (o único elfo barbado conhecido é Círdan) e usa uma coroa mágica lembrando uma constelação rodopiante em miniatura, ao redor de sua cabeça.

9. Elrond diz que as letras da lua aparecerão quando a lua brilhar através delas. No livro, as letras apenas aparecerão quando uma lua do mesmo tipo e estação de quando foram escritas brilhar atrás delas. O filme notavelmente confunde as runas no canto superior esquerdo do mapa (as quais tinham uma mão apontando para a Montanha Solitária e uma inscrição com runas que dizia “Cinco pés de altura a porta e três podem andar lado a lado”) enquanto que as letras da lua diziam ” “Stand by the grey stone when the thrush knocks, and the last light of the setting sun on Durin’s Day will shine upon the keyhole”, whereas these moon-letters are actually located in the lower middle of the map (the portion of which is shown as written in plain runes in the film).

10. As referências ao Dia de Durin foram omitidas, tornando as instruções acima “…And the last light of the setting sun will shine upon the keyhole.”.

11. Nas montanhas não há gigantes de pedra jogando durante a tempestade.

12. Gandalf está ausente da caverna, ao invés de dormindo, quando surgem os goblins. Os Anões não são agarrados, mas correm para o túnel.

13. Os Anões não lutam com os goblins no túnel.

14. Bilbo perguntou especificamente a Gollum spbre o que tinha nos bolsos ao invés de murmurar alto para si mesmo. Gollum nem mesmo tenta adivinhar, demandando três chances. Apenas quatro charadas são mostradas no filme (há dez no livro).

15. Bilbo tira o anel de seu bolso após Gollum dizer que está procurando por seu “anel dourado, anel mágico”.

16. Bilbo não tem dificuldade para sair pela porta dos fundos (não há goblins para se esgueirar, espaços pequenos para atravessar nem terreno difícil).

17. Gandalf parece saber exatamente como Bilbo escapou de Gollum no filme e alude a seu conhecimento sobre o anel afirmando que a história de Bilbo “tem um ‘dedo’ de verdade. Sim, ela ‘soa’ [‘rings’] verdadeira”

18. Ao invés de encontrar os Wargs na floresta, os goblins vêm com eles, cavalgando-os e carregando tochas (apesar do medo de fogo dos Wargs, no livro).

19. As Grandes Águias não levam a companhia a seus ninhos, mas sim para a beira da Floresta da Terras, pulando Beorn (o qual não aparece no filme, mas está presente nos primeiros rascunho, sugerindo que originalmente ele estaria presente).

20. O incidente do rio encantado, incluindo o sono mágico de Bombur, é omitido.

21. As festas dos elfos da floresta são omitidas (mas são citadas quandos os Elfos da floresta capturam os Anões).

22. Bilbo tem que lutar contra e matar apenas cinco aranhas ao invés de dezenas e dezenas.

23. A espada de Bilbo, Ferroada, sempre brilha no filme tendo goblins por perto ou não.

24. Thorin é capturada com os outros Anões pelas aranhas e em seguida pelos elfos da floresta.

25. Não há paradas na jornada dentro dos barris, do castelo dos elfos até a Cidade do Lago.

26. Não há Mestre na Cidade do Lago; Bard, o guarda, controla a cidade.

27. A companhia não acampam na base da montanha (eles são mostrados com Bilbo em frente da Passagem Secreta, com Thorin dormindo logo ao lado).

28. Balin não entra com Bilbo na entrada secreta.

29. Bilbo tem apenas uma conversa com Smaug e o  the thrush is present. Bilbo orders the thrush to seek Bard to tell him of Smaug’s weakness.

30. A Pedra Arken foi omitida, bem como tudo referente a ela.

31. O corvo Roäc the raven é omitido. No livro, os corvos contam aos Anões que Smaug está morto e são enviados a Daín para em busca de auxílio. No filme, os Anões aguardam, perdidos dentro da Montanha Solitária, por uma semana, e nunca é explicado porque Daín chega em tal momento oportuno.

32. A companhia descobre que dois exércitos estão chegando quando estão no portão, ao invés de terem sido comunicados antecipadamente.

33. Bard e o Rei dos Elfos têm apenas uma discussão com Thorin.

34. Bard exige ouro porque matou o dragão. No livro, sua razão é bem menos egoísta, uma boa parte do ouro foi tomada de Valle, e ele deseja que essa porção seja devolvida. Ele também acredita que a Cidade do Lago deva ser compensada pelos danos sofridos de Smaug, que ele acredita serem parcialmente culpa dos Anões.

35. Bard é feio rei dos Homens da Cidade do Lado. No livro, ele deixa a Cidade do Lago para reconstruir Valle.

36. No filme, Bilbo não dá nada do seu ouro aos homens da Cidade do Lago. No livro, ele dá a sua parte do ouro para a cidade.

37. Thorin se enraivece com Bilbo pelo que ele entende ser covardia por parte de Bilbo (uma vez que Bilbo não deseja entrar em combate) ao invés de ser devido ao fato de Bilbo ter entregado a pedra Arken a Bard e o Rei dos Elfos.

38. Thorin e os anões planejaram uma resistência suicida contra os Elfos e Homens, em uma batalha dentro da montanha e ficaram agradavelmente surpresos com a chegada do exército de Dáin. No livro, não apenas eles sabem que Daín estava vindo, mas também seu plano era apenas atrasar Bard e os Elfos e não lutar contra eles.

39. A Colina dos Corvos não é mencionada.

40. Gandalfaparece no centro da batalha quando a Batalha dos Cinco Exércitos está prestes a começar. No livro ele aparece no último dos encontros entre Thorin, Bard e o Rei dos Elfos.

41. Os exércitos da Batalha dos Cinco Exércitos são divididos de forma diferente (Bilbo conta os Goblins e Wargs como um exército e as Águias são contadas como um exército separado).

42. No Filme, a Batalha dos Cinco Exércitos foi vencidade quando as Águias apareceram. Contudo, no livro, embora as Águias tem ajudadoa vencer a batalha, foi quando Beorn em forma de urso matou ´Bolg, o líder goblin, é que a batalha foi decidida.

43. No filme, os exércitos permancem nas planícies para lutar. No livro os elfos, anões e homens lutam da encosta da montanha

44. No filme, thorin e seu grupo lutam durante toda a batalha. No livro, Thorin e companhia lançam um ataque a partir da Montanha Solitária durante o ápice do combate.

45. No livro, apenas Thorin, Kili e Fili morrem na batalha, deixando dez anões ainda vivos. No filme, Thorin, Bombur e cinco outros anões não explicitados são mortos. Na verdade, Dwalin, Gloin, Dori, Nori, Bifur, Bofur e Bombur estão todos vivos á época de O Senhor dos Anéis.

46. A maior parte da jornada de retorno, incluindo a passagem do inverno na casa de Beorn, uma parada em Valfenda e a escavação do ouro enterrado no acampamento dos trolls é omitada.

47. O leilão em Bolsão é omitido.

48. A visita de Balin e Gandalf, anos mais tarde, é omitida.

49. O Anel de Bilbo é mostrado sendo apresentado em uma redoma de vidro em cima da lareira, enquanto que o livro afirma que Bilbo manteve o assunto do Anel como um grande segredo.

Está envolvido com a obra de Tolkien desde 1999 – fundador da Calaquendi, fundador da Valinor, fundador do Conselho Branco (Sociedade Tolkien) e presidente por três mandatos. Participou da publicação em livro do Curso de Quenya e é autor do Modo Tengwar Português

J.R.R. Tolkien's The Lord of the Rings (1978)

Pôster de O Senhor dos Anéis de 1978
J.R.R. Tolkien’s The Lord of the Rings
é um filme de animação feito em
1978 sob a direção de Ralph Bakshi. É uma adaptação da primeira metade
do livro O Senhor dos Anéis. O diretor Ralph Bakshi se deparou com as
obras de Tolkien bastante cedo em sua carreira, e fez diversas
tentativas de produzir O Senhor dos Anéis como um filme de animação até
que recebeu investimento do produtor Saul Zaentz e da distribuidora
United Artists.

 

 
O filme é notável por seu extensivo uso de rotoscopia (veja aqui no ValinorTube a cena Minas de Moria, com "ótimos" exemplos de rotoscopia), uma técnica na qual as cenas são primeiramente filmadas ao vivo e depois desenhadas em células de animação. Embora o filme tenha sido um sucesso financeiro, ele teve uma recepção mista dos críticos, e os distribuidores originais se recusaram a financiar a continuação que cobriria o restante da história. Contudo, o filme criou uma nova onda de interesse na obra de Tolkien, inspirando a produção de várias outras adaptações da história.

Roteiro

O filme segue a história dos livros até o ponto em que Gollum concorda em mostrar a Frodo e Sam um caminho para a Montanha da perdição e até a conclusão da batalha do Abismo de Helm, se encerrando de forma bastante abrupta neste ponto.

Elenco

Ralph Bakshi e Elenco
 
* Christopher Guard …. Frodo Baggins (voz)

* William Squire …. Gandalf (voice)
* Michael Scholes …. Samwise Gamgi (voz)
* John Hurt …. Aragorn (voz)
* Simon Chandler …. Meriadoc (voz)
* Dominic Guard …. Pippin (voz)
* Norman Bird …. Bilbo Baggins (voz)
* Michael Graham Cox …. Boromir (voz)
* Anthony Daniels …. Legolas (voz)
* David Buck …. Gimli (voz)
* Peter Woodthorpe …. Gollum (voz)
* Fraser Kerr …. Saruman (voz)
* Philip Stone …. Rei Théoden (voz)
* Michael Deacon …. Língua-de-Cobra (voz)
* André Morell …. Elrond (voz) (como Andre Morell)
* Alan Tilvern …. Cerveijeiro Carrapicho (voz)
* Annette Crosbie …. Galadriel (voz)
* John Westbrook …. Barbárvore (voz)
 
 
Produção

O diretor Ralph Bakshi foi apresentado ao Senhor dos Anéis durante meados da década de 1950 enquanto trabalhava como um animador para o estúdio Terrytoons. Em 1957, o jovem animador começou a tentar convencer as pessoas de que a história poderia ser contada em animação. Neste momento os direitos de filmagem pertenciam a Walt Disney, mas em 1968 os direitos passaram para a United Artists (UA), onde os diretores Stanley Kubrick e John Boorman tentaram adaptar a história.

Em meados da década de 1970, Bakshi, que então já havia atingido sucessos de bilheteria produzindo filmes de animação para adultos como Fritz the Cat de 1972, aprendeu com as tentativas da UA e de Boorman em adaptar a história. Ele ficou sabendo que Boorman planejara produzir todas as três partes de O Senhor dos Anéis como um único filme e comentou: "Eu acho que aquilo era loucura, certamente uma falta de caráter por parte de Boorman. Por que você iria querer alterar qualquer coisa que Tolkien tenha feito?". Quando a proposta de adaptação de Boorman caiu por terra, Bakshi entrou em contato com o estúdio e se propôs a dirigir uma adaptação do livro em forma de filme de animação, dividida em três partes:

"Eles disseram tudo bem, porque Boorman entregou este roteiro de 700 páginas e perguntaram se eu gostaria de lê-lo? Eu disse, ‘bem, são todos os três livros em um?’. Eles disseram, ‘Sim, mas ele mudou um monte de personagens e acrescentou novos. Ele colocou alguns calçados dos quais está fazendo propaganda no meio.’ Eu disse, ‘Não, prefiro não ler. Prefiro fazer os livros o mais próximo que pudermos, usando os diálogos e cenas exatos de Tolkien’. Eles disseram, ‘Tudo bem’, o que me derrubou, ‘porque nós não entendemos uma palavra do que Boorman escreveu. Nós nunca lemos os livros. […] Nós não temos tempo de lê-lo. Você o entende, Ralph, então vá fazê-lo’" — Diretor Ralph Bakshi

O escritório da Metro-Goldwyn-Mayer era localizado no mesmo prédio, e Bakshi conversou com o então presidente Dan Melnick. "Eu pensei que ele entenderia o que O Anéis significava, porque a UA não entendia". Bakshi e Melnick fizeram um acordo com Mike Medavoy da UA para comprar o roteiro Boorman. "O roteiro Boorman custou U$ 3 milhões, então Boorman estava feliz, gritando e rindo e bebendo, porque ele recebeu U$ 3 milhões por seu roteirom que seria jogado fora". Contudo, após Melnick ser demitido da MGM, o acordo ruiu. Bakshi então entrou em contato com Saul Zaentz (que havia ajudado a financiar Fritz the Cat) pedindo a ele para produzir O Senhor dos Anéis, e Zaentz concordou. Antes de a produção começar, a adaptação original em três partes foi negociada para duas partes pela United Artists, e Baksgi se encontrou com a filha de Tolkien, Priscilla, para discutir como o filme seria feito. Ela lhe mostrou o quarto onde seu pai escrevia e desenhava. Bakshi disse, "Minha promessa à filha de Tolkien era de ser puro para com o livro. Eu não iria dizer, ‘Hey, jogue fora Gollum e mude esses dois personagens’. Meu trabalho era dizer, ‘Isto é o que o gênio disse’".

Direção

Ralph Bakshi por trás das câmeras
Ralph Bakshi afirmou que um dos problemas com a produção foi o filme ser um épico, porque "épicos tendem a se arrastar. O maior desafio era ser fiel ao livro". Quando perguntado o que ele estava tentando alcançar com o filme, Bakshi afirmou "O objetivo era trazer tanta qualidade quanto possível ao trabalho. Eu queria ilustrações reais e não cartuns". Bakshi afirmou que descrições foram removidas porque eram vistas no filme:

"Não é tão importante para mim a aparência de um hobbit. Todo mundo tem sua própria idéia de como os personagens se parecem. É importante para mim que a energia de Tolkien sobreviva. É importante que a qualidade da animação seja igual à qualidade de Tolkien. Quem se importa com quão grande o nariz de Gandalf seja? A tendência da animação é apenas se preocupar com o desenho. Se o filme funciona, concorde você com o rosto de Bilbo ou não, o resto se torna inconseqüente". — Ralph Bakshi

As maiores influências artísticas de Bakshi no filme foram ilustradores clássicos como Howard Pyle e N. C. Wyeth: ele afirmou que nenhum ilustrador contemporâneo influenciou no estilo do filme.

"O filme é uma colisão de uma porção de estilos como todos os meus filmes. Eu gosto de histórias soturnas. Eu gosto de drama. Eu gosto bastante de cores saturadas. E claro, o grande problema era controlar os artistas de forma que desenhassem da mesma forma. Como você consegue que 600 pessoas desenhem um personagem da mesma forma? A tendência é querer deixar alguma liberdade ao artista, mas então alguém deixa de fora um chapéu ou coloca um chapéu em um personagem. […] Eu acho que nós conseguimos animações reais e não cartuns. Artisticamente, podemos fazer qualquer coisa que quisermos". — Ralph Bakshi

 
Roteiro e Desenvolvimento
Um rascunho preliminar do roteiro foi feito por Chris Conkling, que contou a maior parte da história em flashback, do ponto de vista de Merry Brandebuque. Após Bakshi e Zaentz terem visto o primeiro rascunho de Conkling, o autor e fantasia Peter S. Beagle foi chamado para reescrevê-lo. De acordo com o website do editor Conlan Press, Beagle escreveu vários rascunhos do roteiro por apenas U$ 5.000, sob promessas de Saul Zaentz de contratá-lo para outros projetos com melhores pagamentos. Zaentz mais tarde renegou estas promessas.

O filme se desvia em alguns pontos do livro, mas no geral segue a narrativa de Tolkien de forma bastante próxima. Sobre o processo de adaptação, Bakshi afirmou que elementos da história "tinham que ser deixados de fora, mas nada na história foi realmente alterado". O filme condensa bastante a jornada de Frodo de Bolsão até Bri. Paradas na casa do Fazendeiro Magote, e a causa do misterioso Tom Bombadil no interior da Floresta Velha foram omitidas. Magote e sua família e Bombadil e sua esposa Fruta d’Ouro são, portanto todos omitidos, bem como Fatty Bolger, um hobbit que acompanhou Frodo no início. De acordo com Bakshi, o personagem de Tom Bombadil foi "eliminado" porque "ele não fazia a história andar". Assista no ValinorTube a Abertura do Filme, contanto a história dos Anéis.

Algumas mudanças foram de natureza cosmética. Por exemplo, Saruman o Branco adota o título "Saruman de Muitas Cores" como no romance de Tolkien. Neste ele inicialmente usa branco, mas modifica sua vestimenta. Contudo, no filme suas roupas não são nem brancas nem multicoloridas, mas possuem diferentes tons de vermelho. Legolas veste roupas prata e cinza enquanto que no livro ele está "vestido de verde e marrom". Aragorn também veste "verde amarronzado e marrom" no livro, mas suas vestimentas são em diferentes tons de marrom no filme. Boromir usa um capacete com chifres, o qual não tem precedentes no livro.

A cena aonde os Espectros do Anel chegam ao quarto dos hobbits e acertam suas camas, apenas para descobrir que eles não estão ali, não estão no livro, apenas a descoberta disso após o ocorrido. E mais, Tolkien deixa implícito que o ataque foi feito por agentes dos Espectros do Anel em Bri, possivelmente incluindo Bill Ferny, e não os próprios Espectros (embora estes estivessem presentes na cidade).

Gollum de Ralph Bakshi
A apresentação da batalha do Abismo de Helm difere em alguns detalhes do livro. Notavelmente, a própria fortaleza é chamada "Abismo de Helm" no filme, enquanto no livro é chamada "Forte da Trombeta" e "Abismo de Helm" é o nome do vale onde esta está localizada, ou, mais precisamente, a ravina atrás da fortaleza. O "fogo explosivo", aqui chamado de "Fogo de Isengard", aparece como projéteis mágicos atirados diretamente de Isengard. Éomer é retratado como um renegado encontrado por Gandalf; juntos, eles salvam o dia no Abismo de Helm. No livro, ele estava presente na batalha e Gandalf chega com Erkenbrand.

 
Animação

A publicidade do filme anunciava que Bakshi havia criado "o primeiro quadro que se movia" utilizando "uma técnica inteiramente nova de direção". Muito do filme utilizou cenas reais que foram então rotoscopadas para produzi uma aparência de animação. Isto gerou economias na produção e deu aos personagens animados uma aparência mais realística. O historiador da animação Jerry Beckescreveu no The Animated Movie Guide que "até aquele momento, os filmes animados não haviam mostrado amplas cenas de batalha com centenas de personagens. Ao utilizar rotoscopia, Bakshi podia traçar cenas altamente complexas a partir de cenas reais e transformá-las em animação, tomando vantagem, portanto, da complexidade do filme em tempo real podia capturar sem incorrer nos custos exorbitantes de produzir um filme de verdade".

"Contaram-me que na Disney era dito aos atores para interpretar como num cartum, com todo aquele exagero. Em Senhor dos Anéis, eu fiz os atores interpretarem normalmente. A rotoscopia no passado era utilizada nas cenas e então exagerada. A ação se tornava cartunesca. A questão que existia era se você não pretende ser cartunesco, porque utilizar animação? [..] É o método tradicional de rotoscopia mas o uso não é o tradicional. É um realismo rotoscópico diferente de tudo que havia sido visto. Realmente é uma coisa única para a animação. O número de personagens se movendo em uma cena é estrondoso. Em O Senhor dos Anéis, você tem centenas de pessoas em cena. Nós temos células com mil pessoas nelas. Era tão complexo que algumas vezes só conseguíamos uma célula por semana, de um artista. As cenas simples eram aquelas onde tínhamos apenas quatro pessoas". — Ralph Bakshi

Para a parte real da produção, Bakshi e seu elenco e equipe foram para a Espanha, onde os modelos de rotoscopia atuaram já caracterizados em suas partes. Muitos dos atores que contribuíram com voz nesta produção também atuaram em suas cenas rotoscopadas. As ações de Bilbo Bolseiro e Samwise Gamgi foram executadas por Billy Barty, enquanto Sharon Baird serviu como modelo de atuação para Frodo Bolseiro. Embora algumas células de animação tenham sido produzidas para o filme muito pouco aparece no filme, confira Gandalf e Frodo descobrindo sobre o Um Anel, no ValinorTube. A maior parte das cenas de batalha e de multidão usa uma técnica diferente, na qual cenas reais são posterizadas para produzir um visual mais tridimensional. Em algumas poucas cenas as duas técnicas são combinadas.

Bakshi afirmou que "não comecei a pensar em fazer o filme completamente real até que percebi que realmente começou a funcionar muito bem. Eu aprendi muitas coisas sobre o processo, como rippling. Em uma cena, alguns personagens estão parados em uma colina e uma grande lufada de vento chega e as sombras se movem para frente e para trás nas roupas e ficou inacreditável na animação. Eu acho que não conseguiria obter a mesma sensação de frio na tela sem mostrar neve ou gelo no nariz de alguém. Os personagens tinham peso e se moviam corretamente".

Depois as cenas serem filmadas, cada quadro era impresso e colocado atrás de uma célula de animação. Os detalhes de cada quadro eram copiados e pintados na célula. Tanto as cenas reais quanto as seqüências animadas eram quadrinhadas. Durante a produção Bakshi é citado dizendo

"Fazer dois filmes [o real e o equivalente animado] em dois anos é loucura. A maioria dos diretores quando terminam de editar já terminam seu trabalho; estamos apenas começando. Eu tive mais do que esperava. A equipe é jovem. A equipe adora o filme. Se a equipe adora, é geralmente um ótimo sinal. eles não são animadores antigos tentando obter de mim trabalhos nos próximos anos".

Orcs de Moria Embora tenha continuado a usar rotoscopia em American Pop, Hey Good Lookin’ e Fire and Ice, Bakshi mais tarde lamentou seu uso da rotoscopia, afirmando que ele sentia ser um erro traçar a filmagem de base ao invés de utilizá-la como guia. Tim Burton trabalhou como um pintor de células no filme. Ele mais tarde se tornou um animador para a Disney e então um diretor de filmes.

Música

A trilha sonora do filme foi composta por Leonard Rosenman. Bakshi desejava incluir músicas do Led Zeppelin, mas o produtor Saul Zaentz insistiu em uma trilha orquestrada porque ele não seria capaz de lanças músicas da banda em seu selo Fantasy Records. Bakshi mais tarde afirmou que ele odiou a trilha de Rosenman, a qual achou ser muito clichê. Em Lord of the Rings: Popular Culture in Global Context, Ernest Mathijs escreve que a trilha de Rosenman "é um meio termo entre suas trilhas anteriores, mais sonoras mas dissonantes, e suas músicas mais tradicionais (e menos desafiadoras) […]. Em [última análise, a trilha sonora de Rosenman possui pouco que a marca como distintivamente Terra-média, fixando-se mais em músicas tradicionais (incluindo trilhas sonoras) do que em uma tentativa de retratar musicalmente as diferentes terras e pessoas da imaginação de Tolkien". A trilha sonora foi lançada como um LP duplo em 1978. Uma edição limita de colecionador foi criada pela Fantasy Records como um LP duplo com quatro cenas nas capas: Os Hobbits deixando a Vila dos Hobbit, Os Espectros do Anel em Bri, Gandalf e o Balrog, Jornada com os Orcs. Em 2001 o álbum foi relançado em CD, com trilhas bônus.

 
Continuação

O filme foi originalmente planejado para ser distribuído como O Senhor dos Anéis Parte Um. De acordo com Bakshi, quando ele completou o filme, os executivos da United Artists lhe contaram que planejavam lançar o filme sem indicar que uma continuação se seguiria, porque eles achavam que as audiências não pagariam para ver metade de um filme.

"Eu disse a eles que eles não podiam tirar o Parte Um, porque as pessoas iriam assistir pensando que estavam vendo o filme completo, e não era verdade. Nós tivemos uma imensa discussão, e eles o lançaram como Senhor dos Anéis. Então, quando ele terminou, as pessoas ficavam paralisadas no cinema, muito pior do que eu imaginei que seria, porque estavam esperando ver o filme completo. As pessoas continuam me falando que eu nunca terminei o filme. E eu continuo dizendo ‘É isso mesmo!’"

"Se ele tivesse o ‘Parte Um’, eu acho que todo mundo o teria respeitado. Mas porque ele não diz ‘Parte Um’, todo mundo veio esperando ver todos os três filmes, e é aí que a confusão se forma".


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O Livro Filme de J.R.R. Tolkien’s the Lord of the Rings, publicado pela Ballantine Books em 12 de outubro de 1978 ainda se refere a uma continuação, dentro da capa do livro. Nakshi afirma que ele nunca teria feito o filme se soubesse o que poderia acontecer durante a produção. Ele é citado dizendo que a razão pela qual ele fez o filme era "salvá-lo para Tolkien, porque eu amava muito o [Senhor dos] Anéis".

Bakshi também afirmou que ele sentia que o filme "tomou mais do que deu em troca".

"[O filme] me fez se dar conta que não estou interessado [em adaptar a história de outra pessoa]. Que a coisa que parecia me interessar mais era falar arrogantemente, ou sentar em uma sala e pensar sobre como você se sente sobre este assunto ou sobre aquele outro assunto e como você obtém aquilo com a audiência, era a parte mais excitante da minha vida"

 
Recepção

O Senhor dos Anéis foi um sucesso financeiro. O filme obteve U$ 30,5 milhões nas bilheterias, tendo custado cerca de U$ 4 milhões. No livro de Leonard Maltin entitulado Of Mice and Magic: A History of American Animated Cartoons, Maltin cita O Senhor dos Anéis e Fritz the Cat como os únicos grandes sucessos financeiros da carreira de Bakshi. O filme foi indicado ao Hugo Awards na categoria Melhor apresentação Dramática e ao Saturn Awards na categoria Melhor Filme de Fantasia. A trilha sonora de Leonard Rosenman foi indicada ao Globo de Ouro na categoria Melhor Trilha Sonora Original de Filmes, e Bakshi ganhou um Grifo de Ouro pelo filme no Giffoni Film Festival.

 
Resposta dos Críticos

Os críticos estão geralmente em suas opiniões sobre o filme. No Hollywood Reporter, Frank Barrow escreveu que "a principal recompensa do filme é uma experiência visual como nenhuma outra animação está fazendo atualmente". Roger Ebert chamou o trabalho de Bakshi de "benção misturada" e ‘um trabalho completamente respeitável e ocasionalmente impressionante… que ainda fica distante do charme e extensão da história original". Vincent Canby do New York Times chamou o filme de "tanto impressionante quanto indiferente". O website de cinema Rotten Tomatoes, que compila críticas de variados profissionais, dá ao filme uma pontuação de 47%.

 
Reconhecimento

Legolas e Gimli
O filme tem sido citado como uma influência na trilogia O Senhor dos Anéis do diretor Peter Jackson. Após inicialmente ter negado ter visto o filme de Bakshi, Jackson admitiu que conhecido O Senhor dos Anéis através do filme de Bakshi, afirmando que embora o filme tenha sido uma "tentativa brava e ambiciosa", ele não foi inspirado por ele a ler os livros. Em outra entrevista, Jackson afirmou que ele "gostou [do filme] e desejou saber mais".

Bakshi é citado como tendo dito "Peter Jackson disse que o primeiro filme o inspirou a seguir em frente com a série, mas isso só após eu ter reclamando e esperneado para muitos entrevistadores sobre ele inicialmente ter dito que nunca havia visto o filme. Eu achei que aquilo era meio distorcido". A adaptação de Jackson tem algo da versão de Bakshi. Na trilha de comentário em áudio para o DVD de The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring, Jackson reconhece uma cena, um ângulo baixo de um hobbit na festa de aniversário de Bilbo, gritando "Proudfeet!", era uma homenagem intencional ao filme de Bakshi.

Bakshi também é citado dizendo que ele tinha "sentimento opostos" sobre as adaptações de Jackson, embora ele não tenha visto o filme. "Sob certo ângulo eu me sinto bem que Peter Jackson tenha continuado até o fim, e em alguns aspectos eu me sinto mal que Saul Zaentz, o produtor, e várias outras pessoas nunca tenham me chamado, me agradecido ou pedido minha permissão para fazer o filme. […] [Nem] ninguém me mandou uma garrafa de vinho, devido ao tremendo sucesso. […] Mas eu tenho mais sentimentos com relação ao lado negocial do que com relação ao lado criativo. Fico feliz que Peter tenha um filme para o qual olhar – eu nunca tive. E certamente há um monte de coisas a aprender assistindo qualquer filme, tanto quanto ele erra quanto quando acerta. Então ele teve uma tarefa um pouco mais fácil que a minha, e um orçamento muito melhor".

 
Legado

O filme foi adaptado para quadrinhos com a arte do artista espanhol Luis Bermejo, sob licença da Tolkien Enterprises. Três edições foram lançadas no mercado europeu, começando em 1979, e não foram publicadas nos Estados Unidos ou traduzidas pata o inglês por problemas de direitos autorais.

O filme de Bakshi gerou interesse suficiente no trabalho de Tolkien para provocar um especial animado de TV produzido pelo estúdio de animação Rankin-Bass baseado em o Retorno do Rei e mais uma adaptação completa de O Senhor dos Anéis para a Rádio BBC. Nesta produção, Michael Graham Cox e Peter Woodthorpe reprisaram seus papéis como Boromir e Gollum, respectivamente.

A Warner Bros. (a detentora dos direitos da biblioteca da Rankin-Bass pós-1974 e da maior parte do histórico teatral de Saul Zaentz) lançou O Hobbit, O Senhor dos Anéis e O Retorno do Rei em VHS e DVD, tanto em separado como em uma caixa, Em 2003, a Online Film Critics Society ranqueou a animação como a 90ª melhor de todos os tempos.

 
Links

Está envolvido com a obra de Tolkien desde 1999 – fundador da Calaquendi, fundador da Valinor, fundador do Conselho Branco (Sociedade Tolkien) e presidente por três mandatos. Participou da publicação em livro do Curso de Quenya e é autor do Modo Tengwar Português