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O Reino Norte de Arnor

Arnor foi o Reino do norte dos Dúnedain na Terra-média. Originalmente Arnor era unida à Gondor no sul, porém, com o passar do tempo, os dois reinos se separaram e se isolaram. Gondor sobreviveu enquanto Arnor foi separada em três reinos: Arthedain, Cardolan e Rhudaur e, por fim, deixou de existir por completo. Foi apenas durante o reinado de Aragorn, ou Rei Elessar, que o Reino do norte de Arnor foi reestabelecido e reunificado com Gondor.

 

 

GEOGRAFIA

Arnor estava localizada a noroeste da Terra-média, na região conhecida como Eriador. As fronteiras de Arnor e Eriador eram similares, mas nem sempre as mesmas. Eriador compreendia todas as terras entre as Montanhas Nevoentas e as Montanhas Azuis até o Rio Cinzento. Arnor compreendia a maior parte dessas áreas exceto pelas terras Élficas a oeste do Rio Lûn, além do qual ficava Lindon, e a leste do Bruinen e do Fontegris, onde ficavam Valfenda e Eregion.

A primeira capital de Arnor foi Annúminas, nas praias do Lago Vesperturvo. A capital, tempos mais tarde, foi transferida para Fornost, nas Colinas do Norte. Outras principais cidades de Arnor foram Bree e Tharbad.

A Grande Estrada Leste que levava para os Portos Cinzentos e para Valfenda passava por Arnor. A Estrada Norte-Sul ligava Arnor à Gondor. Ela cruzava o Rio Cinzento e Tharbad e continuava para o norte através de Bree até cehgar em Fornost. Com o declínio de Arnor, a estrada caiu em desuso e se tornou conhecida como o Caminho Verde.

Em 861 TE, Arnor foi dividida em três reinos separados: Arthedain a oeste, Cardolan ao sul e Rhudaur a leste. Arthedain ficava em sua maioria entre os Rios Lûn e Brandevin, incluindo as terras entre o Brandevin e as Colinas do Vento ao norte da Grande Estrada Leste. As cidades de Annúminas e Fornost ficavam em Arthedain, assim como o Condado.

Cardolan compreendia as terras a leste do Brandevin até os Rios Fontegris e Cinzento. A Floresta Velha e as Colinas dos Túmulos ficavam em Cardolan, que também incluía a ampla região entre os Rios Brandevin e Cinzento, chamada de Minhiriath, que tinha uma costa banhada pelo Mar. A cidade de Tharbad ficava às margens do Rio Cinzento em Cardolan.

Rhudaur ficava entre as Colinas do Vento e as Montanhas Nevoentas, com a maior porção de seu território ao norte da Grande Estrada Leste, embora se extendesse ao sul da estrada para incluir o Ângulo entre os Rios Fontegris e Cinzento. Ao norte, Rhudaur fazia fronteira com a Charneca Etten. As Matas dos Trolls ficavam em Rhudaur e Valfenda ficava a leste de Rhudaur, na margem leste do Bruinen.


HISTÓRIA

dunedain-tree.gifEm 3319 da Segunda Era, o reino de Númenor foi destruído. O Rei Ar-Pharazôn e muitos de seu povo haviam sido corrompidos por Sauron e eles desafiaram a vontade dos Valar e tentaram invadir as Terras Imortais, em uma louca tentativa de conseguirem imortalidade. Como punição, Eru fez com que Númenor afundasse sob as ondas do Grande Mar.

Um pequeno grupo de Númenóreanos havia se mantido fiel aos Valar e conseguiram escapar da destruição de seu reino em uma frota de nove navios. Eles eram liderados por Elendil e seus filhos, Isildur e Anárion. Um forte vento levou seus navios na direção da Terra-média onde eles e seus descendentes se tornaram conhecidos como Dúnedain, ou Homens do Oeste.

Enquanto os cinco navios de Isildur e Anárion se dirigiram para o sul, Elendil e seus quatro navios foram para o norte, onde ele conheceu e se tornou amigo de Gil-galad, líder dos Elfos de Lindon. Elendil e seu povo cruzaram o Rio Lûn e se estabeleceram nas amplas terras de Eriador a oeste dele. Lá fundaram as cidades de Annúminas e Fornost e habitaram também as regiões mais próximas.

Em 3320 SE, os Reinos de Gondor e Arnor foram fundados, sendo que Isildur e Anárion governavam Gondor e Elendil, Arnor. Embora os dois reinos ficassem distantes um do outro Elendil permaneceu como Alto Rei de seu povo. Elendil fez de Annúminas a capital de seu reino. Como principal símbolo da realeza do Reino do norte ele carregava o Cetro de Annúminas; um bastão prateado que havia sido usado por seus ancestrais em Númenor e, ao invés de uma coroa, ele usava a Elendilmir, que era um aro ornamentado com uma gema branca.

As sete Pedras Videntes chamadas palantiri foram dividas entre Gondor e Arnor; quatro estavam no sul e três no norte. A Pedra de Annúminas foi mantida na capital, A Pedra do Amon Sûl foi colocada na Torre de Amon Sûl, construída no topo no Topo do Vento, e a Pedra de Elendil foi mantida em Elostirion, uma das três Torres Brancas que Gil-galad construiu para Elendil nas Colinas das Torres. As primeiras duas pedras eram usadas para comunicação com Gondor, porém a Pedra de Elendil olhava apenas para o Oeste, além do Mar.

Em 3429 SE, Sauron atacou Gondor, capturando Minas Ithil, a fortaleza de Isildur. Isildur e sua família navegaram para o norte enquanto Anárion permaneceu em Gondor para segurar as forcas de Mordor. Gil-galad e Elendil formaram então a Última Aliança de Elfos e Homens em 3430 para se oporem a Sauron. Eles reuniram suas forças em Valfenda em 3431 e marcharam para Mordor.

A Última Aliança foi vitoriosa contra as forças de Sauron na Batalha de Dagorlad, na frente dos Portões Negros de Mordor em 3434, porém Sauron permaneceu ileso em Barad-dûr, e a Última Aliança entrou em Mordor para sitiar a fortaleza do inimigo. O Cerco de Barad-dûr durou por sete anos e muitos Elfos e Homens foram mortos, dentre eles estava Anárion.

Finalmente, em 3441, Sauron saiu de sua torre e lutou com Elendil e Gil-galad aos pés da Montanha da Perdição. O corpo de Sauron foi destruído, porém Elendil e Gil-galad foram mortos. Isildur então cortou o Um Anel da mão de Sauron e o espírito dele fugiu de seu corpo indo se esconder nas profundezas das trevas. Após a Guerra da Última Aliança, muitos dos sobreviventes do exército de Arnor voltaram para casa através da Estrada Norte-Sul, porém Isildur escolheu permanecer em Gondor por mais um tempo. No ano 2 da Terceira Era, Isildur resolveu viajar para Arnor e assumir o reinado de lá, deixando seu sobrinho, Meneldil, para governar Gondor, embora sua real intenção fosse assumir como Alto Rei de ambos os reinos como seu pai havia sido.

Pouco após iniciada a marcha para o norte, a companhia de Isildur foia tacada por Orcs nos Campos de Lis. Isildur e seus três filhos, assim como a maioria de sua companhia, foram mortos. Foi Ohtar, escudeiro de Isildur quem conseguiu escapar com os fragmentos de Narsil, a espada de Elendil que havia sido quebrada na batalha contra Sauron. Em 3 TE, Ohtar finalmente levou os fragmentos de Narsil para Valfenda onde o filho mais novo de Isildur, Valandil, havia ficado com sua mãe. Valandil tinha apenas 13 anos de idade quando seu pai morreu e, dessa forma, permaneceu em Valfenda sob os cuidados de Elrond até se tornar adulto. Quando Valandil completou 21 nos, em 10 TE, ele se tornou Rei de Arnor, embora não tenha assumido o título de Alto Rei de Gondor e Arnor. Assim sendo, Gondor continuou sendo governada pelos herdeiros de Anárion enquanto Arnor foi governada pelos herdeiros de Isildur, e os dois reinos se separaram. A população de Arnor ficou bastante diminuta com a perda de muitos homens na Guerra da Última Aliança e, embora o Rei ainda habitasse Annúminas, várias outras regiões e cidades menores de Arnor não puderam mais ser mantidas.

Valandil foi sucedido por seu filho Eldacar em 249 e a ele se seguiram mais seis Reis de Arnon: Arantar, Tarcil, Tarondor, Valandur, Eledur e Eärendur, sendo Eärendur o último Rei a governar toda Arnor. Quando Eärendur morreu, em 861, houve desacordo entre seus filhos e Arnor foi dividida em três reinos separados: Arhedain, Cardolan e Rhudaur. Arthedain era governada pelo primogênito de Eärendur, Amlaith, enquanto Cardolan e Rhudaur eram governadas por seus irmãos mais novos, cujos nomes não são mencionados. Amlaith mudou a capital do seu reino para Fornost e levou também a Pedra de Annúminas. A cidade de Annúminas ficou deserta com o passar do tempo e caiu em ruínas. Amlaith foi sucedido por seu filho Beleg, que foi seguido por Mallor, Celepharn, Celebrindor e Malvegil.

Por volta de 1300, durante o reinado de Malvegil, o Senhor dos Nazgûl fundou o reino de Angmar nos arredores das Montanhas Nevoentas, a leste de Arnor. Sua identidade não foi revelada logo no começo e por isso ficou conhecido como o Bruxo-rei de Angmar e sei propósito era o de destruir o Reino do norte tirando vantagem da desunião entre os reinos de Arthedain, Cardolan e Rhudaur. A principal causa da tensão entre os três reinos foi a posse das Colinas do Vento, que ficava no ponto onde suas fronteiras se econtravam. Havia um palantír na Torre de Amon Sûl no Topo do Vento e Cardolan e Rhudaur o queriam para sí, principalmente por Arthedain já ter as outras duas Pedras Videntes em seu poder. Em 1349, Argeleb I, filho de Malvegil, se tornou o sétimo Rei de Arthedain, mantendo a linhgem direta de Isildur de pai para filho em seu reino, o que não havia acontecido com Cardolan e Rhudaur. Dessa forma Argeleb I se viu no direito de se declarar como rei de toda Arnor.

Porém, essa manobra de Argeleb foi contestada por Rhudaur. A presença dos Dúnedain haviam diminuido muito em Rhudaur e o controle do país foi usurpado por um senhor dos Homens das Colinas, que formou uma aliança com o Bruxo-rei de Angmar contra Arthedain. Em 1356 essa aliança lançou um ataque contra as Colinas do Vento e, embora Argeleb tenha construído fortificações para defender suas terras, ele pereceu durante a batalha.

Arveleg I, filho de Argeleb I, o sucedeu como Rei de Arthedain e uniu forças com Cardolan e com os Elfos de Lindon para expulsar os inimigos das Colinas do Vento. Por muitos anos Arthedain e Cardolan continuaram a defender as Colinas e as fronteiras ao longo da Grande Estrada Leste e do Rio Fontegris contra as forças de Rhudaur e Angmar. Em 1409, o Bruxo-rei de Angmar enviou um grande exército para atacar os Dúnedain. Os poucos Dúnedain remanescentes em Rhudaur foram mortos ou expulsos e o reino foi ocupado pelos malignos Homens a serviço de Angmar. O príncipe de Cardolan foi morto e não havia mais ninguém para o suceder. Foi enterrado nas Colinas dos Túmulos onde alguns dos sobreviventes de Cardolan haviam buscado refúgio, assim como a região da Velha Floresta.

As forças de Angmar cercaram a Colina dos Ventos e a Torre de Amon Sûl foi destruída. Nessa batalha, o Rei Arveleg I foi morto, porém alguns de seus homens conseguiram recuar para Fornost e levar com eles a Pedra de Amon Sûl. Araphor, filho de Arveleg I, tinha apenas 18 anos quando se tornou Rei de Arthedain e assumiu a responsabilidade pelas defesas de Fornos e das Colinas do Norte. Araphor conseguiu expulsar o inimigo com a ajuda de Cirdan e dos Elfos de Lindon e de Elrond e dos Elfos de Valfenda. Araphor foi sucedido por seu filho Argeleb II em 1589. Em 1601, dois Hobbits chamados Marco e Blanco pediram permissão de Argeleb II para liderarem um grupo de Hobbits de Bree para se estabelecerem nas terras entre o Rio Brandevin e as Colinas Distantes. Essa área antigamente era uma enorme fazenda com vinhedos e florestas que pertenciam ao Rei, mas há muito havia deixada de lado e ficado deserta. Argeleb deu aos Hobbits a permisão sob a condição de reconhecerem seu governo, abrigar seus mensageiros e de reparar e conservar as estradas. A terra onde os Hobbits se estabeleceram ficou conhecida como Condado.

Em 1636, a Grande Praga chegou ao norte e à Arnor, causando a morte de muitas pessoas em Cardolan e quase levando os Dúnedain de lá à extinção. As tumbas nas Colinas dos Túmulos em Cardolan foram habitadas por espíritos malignos chamados Criaturas Tumulares. Arthedain não havia sido tão severamente castigada pela Praga e conseguiu manter a linhagem de Isildur. Argeleb II foi sucedido por Arvegil, Aveleg II e Araval. Em 1851, é dito que Araval conquistou uma breve vitória sobre as forças de Angmar e também havia tentado reocupar Cardolan, porém sem sucesso por causa das Criaturas Tumulares que lá viviam.

Durante o reinado de Araphant, filho de Araval, foi reestabelecida a comunicação entre Arnor e Gondor. Há muito os dois reinos haviam se separado completamente, porém Araphat e o Rei Ondoher de Gondor compreenderam que estavam sendo atacados por um inimigo em comum, só não haviam ainda edscoberto que esse inimigo era Sauron. Araphant e Ondoher trocaram conselhos, entretando não eram capazes ainda de se auxiliar militarmente. O Reino do norte foi novamente atacado por Angmar enquanto o Reino so sul foi atacado pelos Carroceiros de Rhûn vindos do Leste.

Em 1940, Arvedui, filho de Araphat, se casou Fíriel, filha de Ondoher. Quatro anos mais tarde, o Rei Ondoher e seus dois filhos foram mortos em batalha, deixando Gondor sem um herdeiro direto ao trono. Arvedui então reclamou para si o trono de Gondor se valendo de sua linhagem direta com Elendil e de que sua esposa era a única descendente remanescente de Ondorher. Gondor rejeitou esse pedido se baseando no fato de que todos os seus Reis vieram da linhagem de Anárion, e não de Isildur, e também pelo fato de que a linhagem dos Reis era passada adiante apenas para os filhos, e não filhas. Eärnil, um capitão da casa real, se tornou Rei de Gondor e enviou uma promessa de amizade e auxílio para Arvedui, e assim ele não seguiu em frente com seu pedido sobre o trono. em 1964, Araphat morreu e Arvedui se tornou Rei de Arthedain. Foi previsto há muitos anos antes por Malbeth, a Visionária, que Arvedui seria o último Rei de Arthedain e assim foi.

No outono de 1973 ficou claro que o Bruxo-rei estava se preparando para lançar um ataque com força total contra Arthedain e então Arvedui enviou um pedido de socorro para Eärnil em Gondor, porém a ajuda não chegou a tempo de evitar que as forças de Angmar capturassem Fornost em 1974. A cidade foi tomada pelas hordas do Bruxo-rei e ele se mudou para a casa do Rei. Muitos dos Dúnedain, incluindo os filhos de Arvedui, recuaram para além do Rio Lûn até chegarem em Lindon. Arvedui e alguns de seus homens se esconderam nas Colinas do Norte por um tempo, mas acabaram sendo forçados a recuarem mais para o norte. Se econderam nas Montanhas Azuis até ficarem sem comida e então procuraram abrigo com os Homens das Neves que viviam perto da Baía Gelada de Forochel. Em março de 1975, Cridan enviou um navio dos Portos Cinzentos para resgatar Arvedui, porém uma grande nevasca vinda do norte fez com que o navio afundasse, matando Arvedui e seus homens e também afundando os dosi palantiri que carregavam consigo.

Uma frota vinda de Gondor chegou nos Portos Cinzentos trazendo um erxército liderado por Eärnur, filho de Eärnil. Eles se juntaram aos remanescentes dos Dúnedain do Norte e aos Elfos de Lindon e Valfenda para lutarem contra o Bruxo-rei. Durante a Batalha de Fornost, as forças de Angmar foram derrotadas e os Orcs e Homens a seu serviço foram mortos ou expulsos de Eriador. O Bruxo-rei ainda tentou retornar para sua fortaleza em Carn Dûn, porém Eärnur havia cortado sua retirada. Todavia, o cavalo de Eärnur não conseguiu suportar a presença do Nazgûl e isso permitiu que o Bruxo-rei fugisse para Mordor. O Bruxo-rei não se esqueceu de Eärnur e, em 2050, o Bruxo-rei atraiu Eärnur para Minas Morgul e o gondoriano nuca mais foi visto. Dessa forma a linhagem dos Reis chegou ao fim no Sul e Gondor passou a ser governada por Regentes.

Apesar da vitória sobre Angmar, os Dúnedain do Norte ficaram mais enfraquecidos ainda com a perda de homens durante a batalha; a cidade de Fornost foi abandonada; Arthedain deixou de existir; e o Reino do norte chegou ao fim. Os Dúnedain se tornadam um povo nômade e o povo de Eriador passou a chama-los de Guardiões. Alguns ainda desdenhavam dos Dúnedain, sem saber que eram os Dúnedain que ainda os guardavam e protegiam. Aranarth, filho de Arvedui, tomou o títlo de Líder dos Dúnedain, e através dos Líderes, a linhagem de Isildur foi mantida. As heranças da casa de Isildur, conhecidas como os fragmentos de Narsil, a Elendilmir, o Cetro de Annúminas e o Anel de Barahir, foram mantidos em Valfenda. Também se tornou tradicional para os Líderes dos Dúnedain a criarem seus filhos com Elrond em Valfenda, começando por Arahael, filho de Aranarth.

Arahael foi seguido por Aranuir, Aravir e Aragorn I. Em 2327 Aragorn I foi morto por lobos e sucedido por Araglas. Aproximadamente em 2480, durante o "reinado" de Arahad I, filho de Araglas, Orcs começaram a fazer fortalezas nas Montanhas Nevoentas com o propósito de bloquear as passagens para Eriador. Arahad I foi seguido por Aragost, Aravorn, Arahad II e Arassuil. Na época de Arassuil, as terras do norte se tornaram cada vez mais perigosas. Começando por volta de 2740, os Orcs começaram a descer das Montanhas Nevoentas para Eriador e houveram inúmeras escaramuças com Orcs entre 2745 e 2748. Os Orcs conseguiram avançar até as fronteiras do Condado, onde os Hobbits, liderados por Bandobras Took, os derrotaram na Batalha dos Campos Verdes em 2747. O povo de Eriador também sofreu pesadamente durante o Longo Inverno de 2758-59 e com a fome que se seguiu.

Arathorn I, herdeiro de Arassuil, morreu sob circunstâncias desconhecidas em 2848. O reinado de seu filho, Argonui, foi marcado pelo Grande Inverno, quando o Brandevin congelou e os lobos brancos invadiram o Condado. Nas enxentes que se seguiram com a primavera, a cidade de Tharbad foi arruinada. Arador, filho de Argonui, foi morto por Trolls das Colinas ao norte de Valfenda em 2930. Seu filho, Arathorn II assumiu como Líder dos Dúnedain por apenas três anos, sendo morto enquanato perseguia Orcs com Elladan e Elrohir, filhos de Elrond. Seu filho, Aragorn II, tinha apenas 2 anos na época e sua mãe, Gilraen, o trouxe para viver com Elrond em Valfenda. Em 2951, Elrond contou a Aragorn sobre sua linhagem como herdeiro de Isildur e lhe deu o Anel de Barahir e os fragmentos de Narsil.

No mesmo ano, Sauron revelou que havia retornado para Mordor e que estava reconstruindo seu exército e os Dúnedain dobraram sua vigilância. Em 3001, os Dúnedain redobraram a vigilância no Condado quando Gandalf passou a suspeitar de que o Um Anel estava em posse de um Hobbit chamado Frodo Bolseiro. Em 22 de setembro de 3018, os Nazgûl invadiram o Condado a procura do Um Anel e derrotaram uma companhia de Guardões no Vau do Sarn. Durante a Guerra do Anel, Homens malignos foram do sul para Eriador; o Condado foi coupado e houveram relatos de violência em Bree. Rufiões vagavam pelas estradas e florestas, enfestadas de lobos e criaturas ainda maiores. Muitos dos Dúnedain foram para o sul, liderados por Halbarad, para se juntarem a Aragorn na guerra contra as forças de Mordor. Sauron foi finalmente derrotado quando o Um Anel foi destruído em 25 de março de 3019.
Aragorn foi aceito como o herdeiro de Elendil pelo povo de Gondor e foi coroado como Rei de Gondor em 01 de maio. No Solstício de Verão, Elrond lhe trouxe o Cetro de Annúminas, símbolo da realeza do Reino do norte, e Aragorm reestabeleceu o Reino de Arnor e os deois reinos foram unidos mais uma vez sob seu governo. No ano 6 da Quarta Era, Aragorn fez do Condado uma Terra Livre sob a proteção do Reino do norte e os Homens foram proibidos a entratem. O Thain, o Mestre da Terra dos Buques e o Prefeito de Grã Cava foram feitos Conselheiros do Reino do norte em 13 QE.

Aragorn viajou para Arnor em 15 QE e, em uma crimônia caracterizando a ascenção de Aragorn na monarquida de Arnor, Arwen colocou a Elendilmir na fronte de Aragorn e ele a usou em seus dias no Reino do norte. Arnor voltou a ser segura novamente e a terra foi repopulada e Annúminas reconstruída como a capital do Reino do norte. Aragorn dividiu seu tempo entre Annúminas ao norte e Minas Tirith ao sul até 120 QE, quando morreu de velhice. Aragorn foi sucedido por seu filho, Eldarion, como Rei dos Reinos Reunidos de Gondor e Arnor.


MAPA DE ARNOR

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DATAS IMPORTANTES

Segunda Era:

3319
A destruição da Numenor. Os Fieis escapam e chegam a Terra-Média.

3320
Fundação dos reinos de Gondor e Arnor.

3429
Sauron ataca Gondor. Isildur chega ao norte de Arnor.

3430
A Última Aliança dos Elfos e Homens é formada. Birth. Nascimento do filho de Isildur, Valandil.

3431
O exército da Última Aliança se reúne em Rivendell.

3434
Guerra da Última Aliança começa. As forças de Sauron são derrotadas na Batalha de Dagorlad. O exército da Última Aliança estabelece cerco a Barad-Dur.

3440
o irmão de Isildur, Anarion é morto em batalha.  

3441
Sauron é derrotado por Elendil e Gil-galad, que acabam morrendo. O espírito de Sauron foge de seu corpo. Isildur corta o Um Anel da mão de Sauron. Elrond e Cirdan o aconselham a destruí-lo, mas Isildur se recusa.


Terceira Era:

2
5 de Setembro: Isildur ruma para Arnor.
4 de Outubro: Isildur é morto por Orcs nos Campos de Lis e é o Um Anel é perdido nas águas.

3
Ohtar traz os fragmentos de Narsil para Arnor.

10
O filho de Isildur, Valandil atinge 21 anos e torna-se rei de Arnor. Ele não reclama o Alto Reinado de Gondor e Arnor.

87
Nascimento do filho de Valandil, Eldacar.

185
Nascimento do filho de Eldacar, Arantar.

249
Morte de Valandil. Eldacar torna-se o quarto rei de Arnor.

280
Nascimento do filho de Arantar, Tarcil.

339
Morte de Eldacar. Arantar torna-se o quinto rei de Arnor.

372
Nascimento do filho de Tarcil, Tarondor.

435
Morte de Arantar. Tarcil torna-se o sexto rei de Arnor.

462
Nascimento do filho de Tarondor, Valandur.

515
Morte de Tarcil. Tarondor torna-se o sétimo rei de Arnor.

552
Nascimento do filho de Valandur, Elendur.

602
Morte de Tarondor. Valandur torna-se o oitavo Rei de Arnor.

640
Nascimento do filho de Elendur, Earendur.

652
Assassinato de Valandur. Elendur torna-se o nono rei de Arnor.

726
Nascimento do filho mais velho de Earendur, Amlaith.

777
Morte de Elendur. Earendur torna-se o décimo rei de Arnor.

811
Nascimento do filho de Amlaith, Beleg.

861
Morte de Earendur. Arnor é dividida em três reinos por seus filhos. O filho mais velho de Earendur, Amlaith torna-se rei de Arthedain enquanto os outros reinam Cardolan e Rhudaur.

895
Nascimento do filho de Beleg, Mallor.

946
Morte de Amlaith. Beleg torna-se o Segundo rei de Arthedain.

979
Nascimento do filho de Mallor, Celepharn.

1029
Morte de Beleg. Mallor torna-se o terceiro rei de Arthedain.

1050
Os Hobbits Pés-Peludos atravessam as Montanhas Sombrias em Eriador.

1062
Nascimento do filho de Celepharn, Celebrindor.

1110
Morte de Mallor. Celepharn torna-se o quarto rei de Arthedain.

1144
Nascimento do filho de Celebrindor, Malvegil.

1150
Os Hobbits Cascalvas e Grados entram em Eriador.

1191
Morte de Celepharn. Celebrindor torna-se o quinto rei de Arthedain.

1226
Nascimento do filho de Malvegil, Argeleb I.

1272
Morte de Celebrindor. Malvegil torna-se o sexton rei de Arthedain.

c. c. 1300
O Senhor dos Nazgûl estabelece o reino de Angmar leste de Arnor.

1309
Nascimento de Argeleb I, Arveleg I.

1349
Morte de Malvegil. Argeleb I torna-se o sétimo rei de Arthedain.

1356
Rei Argeleb I de Arthedain clama o reino de Arnor porque a linhagem de Isildur havia morrido em Cardolan e Rhudaur. Rhudaur junta-se com Angmar e ataca Arthedain. Argeleb I é morto. Arveleg I torna-se o oitavo rei de Arthedain.

1391
Nascimento do filho de Arveleg I, Araphor.

1409
Angmar ataca os Dunedain. Rhudaur é completamente subjugado e Cardolan é devastado. Arveleg I de Arthedain é morto. Araphor torna-se o nono rei de Arthedain e volta aos inimigos.

1473
Nascimento do filho de Araphor, Argeleb II.

1553
Nascimento do filho de Argeleb II, Arvegil.

1589
Morte de Araphor. Argeleb II torna-se o décimo rei de Arthedain.

1601
Rei Argeleb II permite que os Hobbits fundem o Condado.

1633
Nascimento do filho de Arvegil, Arveleg II.

1636
A Grande Peste vem para Arnor. Os Dúnedain de Cardolan perecem. Arthedain não é tão seriamente afetada.

1670
Morte de Argeleb II. Arvegil torna-se o décimo primeiro rei de Arthedain.

1711
Nascimento do filho de Arveleg, Araval.

1743
Morte de Arvegil. Arveleg II torna-se o décimo segundo rei de Arthedain.

1789
Nascimento do filho de Araval, Araphant.

1813
Morte de Arveleg II. Araval torna-se o décimo terceiro rei de Arthedain.

1851
Araval ganha uma vitória temporária sobre Angmar. Ele tenta reocupar Cardolan mas não tem êxito.

1864
Nascimento do filho de Araphant, Arvedui.

1891
Morte de Araval. Araphant torna-se o décimo quarto rei de Arthedain.

1938
Nascimento do filho de Arvedui, Aranarth. (Essa data é provavelmente está errada, uma vez que entra em conflito com o casamento de Arvedui dois anos mais tarde, em 1940.)

1940
Arnor renova as relações com Gondor. Arvedui casa-se com Firiel, filha do rei de Gondor, Ondoher.

1944
Rei de Gondor Ondoher e seus filhos são mortos em batalha, não deixando nenhum herdeiro direto. Arvedui tenta reclamar o trono de Gondor, mas seu pedido é rejeitado.

1964
Morte de Araphant. Arvedui torna-se o décimo quinto e último Rei de Arthedain.

1973
O Rei Bruxo prepara um assalto à Arthedain. Arvedui envia um pedido de ajuda para Gondor.

1974
O Witch-King de Angmar invade Arthedain e captura Fornost. O Reino do Norte termina. Os filhos de Arvedui e muitos outros Dunedain se retiram para Lindon. Arvedui se detém nas Colinas do Norte e depois se retira para o norte de Icebay of Forochel.

1975
Arvedui tem sua embarcação naufragada e é morto. Ajuda chega de Gondor liderada por Earnur. The Witch-king’s forces are defeated at the Battle of Fornost. As forces do Rei Bruxo são derrotadas na batalha de Fornost. O Rei Bruxo deixa o norte.

1976
Aranarth, filho de Arvedui leva o título de Capitão dos Dunedain. Os herdeiros da Casa de Isildur são mantidos em Rivendell.

2012
Nascimento do filho de Aranarth, Arahael.

2050
A linha de Reis termina em Gondor. O Regente governa, na ausência de um rei.

2084
Nascimento do filho de Arahael, Aranuir.

2106
Morte de Aranarth. Arahael torna-se segundo Chefe dos Dunedain.

2156
Nascimento do filho de Aranuir, Aravir.

2177
Morte de Arahael. Aranuir torna-se terceiro Chefe dos Dunedain.

2227
Nascimento do filho de Aravir, Aragorn I.

2247
Morte de Aranuir. Aravir torna-se o quarto Chefe dos Dunedain.

2296
Nascimento do filho de Aragorn I, Araglas.

2319
Morte de Aravir. Aragorn I torna-se o quinto Chefe dos Dunedain.

2327
Aragorn I é morto por lobos. Araglas torna-se o sexto Chefe dos Dunedain.

2365
Nascimento do filho de Araglas, Arahad I.

2431
Nascimento do filho de Arahad I, Aragost.

2455
Morte de Araglas. Arahad I torna-se o sétimo Chefe dos Dunedain.

2480
Orcs fazem fortalezas nas Montanhas Sombrias para bloquear as passagens à Eriador.

2497
Nascimento do filho de Aragost, Aravorn.

2523
Morte de Arahad I. Aragost torna-se o oitavo Chefe dos Dunedain.

2563
Nascimento do filho de Aravorn, Arahad II.

2588
Morte de Aragost. Aravorn torna-se o nono Chefe dos Dunedain.

2628
Nascimento do filho de Arahad II, Arassuil.

2654
Morte de Aravorn. Arahad II torna-se o décimo Chefe dos Dunedain.

2693
Nascimento do filho de Arassuil, Arathorn I.

2719
Morte de Arahad II. Arassuil torna-se o décimo primeiro Chefe dos Dunedain.

2740
Orcs das Montanhas Sombrias começam a causar problemas em Eriador.

2747
A Batalha dos Campos Verdes no Condado entre os Hobbits e Orcs das Montanhas Sombrias.

2757
Nascimento do filho de Arathorn I, Argonui.

2758-59
Um Longo Inverno. Muitas pessoas em Eriador perecem.

2760
A fome segue o longo inverno.

2784
Morte de Arassuil. Arathorn I torna-se do décimo segundo Chefe dos Dunedain.

2820
Nascimento do filho de Argonui, Arador.

2848
Morte de Arathorn I. Argonui torna-se o décimo terceira Chefe dos Dunedain.

2873
Nascimento do filho de Arador, Arathorn II.

2911
Caiu o Inverno. O Brandevin congela e lobos brancos entram no Condado.

2912
Morte de Argonui. Arador torna-se o décimo quarto Chefe dos Dunedain.

2929
Arathorn II casa-se com Gilraen.

2930
Arador é morto por Trolls. Arathorn II torna-se o décimo quinto Chefe dos Dunedain.

2931
1 março: Nascimento do filho de Arathorn II, Aragorn II.

2933
Arathorn II é morto por um Orc. Seu filho de dois anos de idade, Aragorn é criado por Elrond em Rivendell.

2951
Aragorn aprende de sua herança como do décimo sexto Chefe dos Dunedain e herdeiro de Isildur. Sauron se declara abertamente em Mordor e reconstrói suas forças.

3001
Os Dunedain dobram a guarda sobre o Condado quando Gandalf suspeita que o Um Anel está lá.

3019
6 março: Halbarad e a companhia dos Dunedain do Norte juntam-se a Aragorn.
25 março: O Um Anel é destruído e Sauron é derrotado.
1 maio: Aragorn é coroado Rei de Gondor.
Solstício de verão: Aragorn recebe o Cetro de Annuminas.


Quarta Era:

6
Aragorn faz o Condado uma Terra Livre sob a proteção do Cetro do Norte e proíbe a entrada de homens.

13
Aragorn faz o Thain, o Mestre da Terra dos Buques, e o prefeito de Grã Cava Conselheiros do Reino do Norte.

15
Aragorn viaja para Arnor para viver em Annuminas por um tempo.

31
Aragorn acrescenta o Marco Ocidental ao Condado.

120
Morte de Aragorn. Seu filho Eldarion sucede-lhe como Rei de Gondor e Arnor.


NOMES E ETIMOLOGIA

Arnor
Arnor significa "terra do Rei", com ar significando "real, nobre" e nor, derivando de dôr ou ndor, signidicando "terra".

O Reino do Norte
Arnor foi o Reino dos Dúnedain no norte, enquanto Gondor foi o Reino dos Dúnedain no sul.

Arthedain
Arthedain foi um dos três reinos nos quais Arnor se dividiu. O elemento arth pode ser a forma Sindarin para o Quenya arta, que significa "exaltado". Pode também estar conectado com a palavra ardh, significando "reino". A palavra edain significa "homens".

Cardolan
Cardolan foi um dos três reinos nos quais Arnor se dividiu. O significado de Cardolan é desconhecido. O Guida para a Terra-média, de Ronert Foster, sugere que ele possa significar "terra da colina vermelha", derivando de caran, "vermelha", dol, "colina" e com o sufixo -an ou -and denotando "país, região".

Rhudaur
Rhudaur foi um dos três reinos nos quais Arnor se dividiu. Pode ter seu significado dos elementos rhûn, "leste" e daur, derivando de taur, "floresta". Rhudaur era o reino mais oriental e compreendia as florestas e Matas dos Trolls.


FONTES:

A Sociedade do Anel: "Prólogo: A Respeito de Hobbits", p. 13-14, 18; "A Sombra do Passado", p. 61; "Neblina Sobre as Colinas dos Túmulos", p. 157; "Uma Faca no Escuro", p. 197-98; "Fuga para o Vau", p. 214; "Muitos Encontros", p. 233; "O Conselho de Elrond," p. 255-58, 260-62, 264, 266

As Duas Torres: "O Palantir", p. 203

O Retorno do Rei: "A Passagem da Companhia Cinzenta", p. 47-49, 51, 53, 60, 63; "A Batalha dos Campos do Pelennor", p. 119-20, 123-4; "As Casas de Cura", p. 137-38; "O Regente e o Rei", p. 245-46, 251; "A Caminho de Casa", p. 271-73.

Apêndice A do O Senhor dos Anéis: "Os Reis Númenorianos", p. 317-18; "Os Reinos no Exílio – A Linhagem do Norte – Herdeiros de Isildur", p. 318; "Eriador, Arnor, e os Herdeiros de Isildur", p. 319-20; "O Reino do Norte e os Dunedain" a "Gondor e os Herdeiros de Anarion", p. 329-32; "A História de Aragorn e Arwen".

Apêndice B de O Senhor dos Anéis: "O Conto dos Anos", p. 365-71, 377-78

Contos Inacabados: "A História de Galadriel e Celeborn", p. 264; "O Desastre dos Campos de Lis," a "O Palantiri", 411 nota 1, 413-14 nota 16.

A História da Terra-Média vol. XII, Os Povos do Terra-Média: "Os Herdeiros de Elendil", p. 192-96, 207-11

Fonte: The Thain’s Book

Agradecimentos: ALF

ISILDUR

isildur.jpgIsildur era um homem, nascido em 3209 da Segunda Era e morto em 04 de outubro do segundo ano da Terceira Era.
Residiu em Numenor e Minas Ithil.
Filho de Elendil, e mãe desconhecida.
Irmão de Anarion
Teve 4 filhos: Elendur, Aratan, Ciryon e Valandil (esposa desconhecida)
Sua altura era de cerca de 7 metros.

Isildur foi o filho de Elendil, o Grande Rei de Gondor e Arnor. Juntamente com seu irmão Anarion governou Gondor no Sul, enquanto seu pai mantinha o Norte.
Durante a Guerra da Última Aliança, Isildur cortou o Um Anel da mão de Sauron, mas recusou-se a destruí-lo.
Isildur foi morto por Orcs e o Anel foi perdido no Campos de Lis por quase 2.500 anos.

 

Isildur nasceu em Numenor no ano 3209 da Segunda Era. Ele tinha um irmão mais novo Anarion, nascido em 3219. Eles viveram no paraíso da Romenna, na costa leste da ilha de Numenor. Seu pai foi Elendil, e seu avô foi Amandil, o Senhor do Andunie. Os Senhores da Andunie foram os descendentes de reis de Numenor por Silmarien, a quarta filha do Rei, Tar-Elendil.

Elros, o meio-elfo, primeiro Rei de Numenor, tinha escolhido a vida dos homens mortais, enquanto seu irmão Elrond escolheu a vida imortal dos Elfos. Ao longo do tempo, cresceu entre os Reis de Numenor o ressentimento de seus ancestrais pela escolha feita, e passaram a desejar a imortalidade para si. Tornaram-se estranhos aos elfos e dos poderes chamados Valar, e negligenciaram a adoração a Eru, o Único que os criou.

Um pequeno grupo de Numenoreamos permaneceu amigo dos elfos e fiéis a Eru e  aos Valar. Entre esses fiéis estavam os Senhores do Andunie. Em 3262, Ar-Pharazon, o Rei da Numenor, tornou Sauron cativo e trouxe-o para Numenor. Sauron se permitiu ser capturado, pois queria corromper os Numenoreanos, a fim de trazer a sua ruína. Ele usou o desejo pela imortalidade e poder que possuíam para convencê-los a renunciar a Eru e cultuar Morgoth.
Isildur soube Sauron que queria Ar-Pharazon para cortar Nimloth, a Árvore Branca que havia vindo das Terras Imortais. Isildur disfarçadamente saiu secretamente da corte dos Reis e pegou uma fruta de Nimloth. Os guardas o descobriram e o atacaram, e Isildur foi ferido gravemente, mas conseguiu escapar com a fruta. Isildur esteve perto da morte por muitos meses, mas, quando o fruto da árvore branca começou a brotar ele acordou e se recuperou de seus ferimentos.

Como a influência de Sauron aumentou, os Fieis começaram a se preparar para deixar Numenor. Eles lotaram seus navios com suas famílias e muitas de suas possessões, incluindo os palantiri. Isildur tinha três navios, e ele trouxe a bordo a muda da Árvore Branca, assim como sua esposa e seu filho Elendur, que havia nascido em 3299.
O avô de Isildur, Amandil esperava para pleitear com os Valar para poupar os fiéis. He sailed westward toward the Undying Lands, but what became of him is not known and he was never seen again. Ele navegava para oeste em direção ao eterno Solos, mas o que se tornou conhecido não é dele e ele nunca foi visto novamente.
As mentiras de Sauron convencem Ar-Pharazon que ele poderia alcançar a imortalidade nas Terras Imortais. Em 3319, Ar-Pharazon define com uma grande frota que pretendia assumir as Terras Imortais a força. Mas quando ele colocou o pé na terra, Eru fez com que o mar se abrisse. A frota Numenor afundou e foi destruída por uma grande onda.

Os navios dos fiéis a Eru foram poupados, e um grande vento do oeste enviou-os para as margens da Terra-Média. Elendil desembarcou no norte, enquanto Isildur Anarion e chegaram à Foz do Anduin ao sul. Elendil e seus filhos estabeleceram o Reino do Norte de Arnor e o Reino do Sul de Gondor, em 3320. Elendil era o Alto Rei dos dois reinos, mas ele governou em Arnor dividiu o governo do Estado de Gondor para seus filhos.

Isildur Anarion e tiveram seus tronos, lado a lado no Grande Salão de Osgiliath, eles fundaram a cidade sobre o Anduin. Anarion viveu em Minas Anor no lado oeste do Anduin, enquanto Isildur fez a sua casa, em Ithilien no lado oriental do Anduin. Isildur construiu Minas Ithil em um vale das Montanhas das Sombras, na fronteira com Mordor. Minas Ithil era uma bela cidade branca, mas era também um reduto para a defesa contra o mal que ainda poderia vir a habitar em Mordor. Não era ainda sabido que Sauron já havia retornado em segredo e havia começado a reconstruir a sua força.

Isildur teve um dos palantiri chamado a Pedra de Ithil, que ele usou para se comunicar com seu irmão e pai. Ele plantou a muda da Árvore Branca, em frente sua casa. Isildur e sua esposa tiveram mais dois filhos, enquanto que viveram em Gondor – Aratan nascido em 3339 e Ciryon nascido em 3379.

Nos primeiros dias de Gondor, Isildur foi à Colina de Erech à entrada do Vale da Raiz Negra nas Montanhas Brancas. Sobre o topo da colina ele colocou a Pedra de Erech, uma grande esfera negra que ele havia trazido da Numenor. Isildur reuniu-se com o Rei das Montanhas, que jurou lealdade ao Isildur sobre a Pedra. Mas depois, quando Isildur chamou os homens das Montanhas para se juntar à luta contra Sauron, eles se recusaram. Isildur os amaldiçoou, e disse que nunca iriam descansar até que cumpriram seu juramento, e eles assombraram as Sendas dos Mortos.

Sauron atacou e capturou Minas Ithil em 3429. Isildur escapou com sua esposa e filhos e outra muda da Árvore Branca. Isildur e sua família embarcaram em um navio a Foz do Anduin e navegaram ao redor da costa da Terra-Média para Arnor, onde encontraram Elendil. Elendil consultou com Gil-galad, o Rei dos Elfos, que viveu em Lindon oeste de Arnor. Gil-galad e Elendil formaram a Última Aliança dos Elfos e Homens para se opor a Sauron em 3430. Nesse mesmo ano, o filho mais novo de Isildur, Valandil nasceu na casa de Elrond em Rivendell.
O exército da Última Aliança se reuniu em Rivendell em 3431 e, em seguida, marchou para a guerra. Isildur e seus três filhos mais velhos – Elendur, Aratan, e Ciryon – foram com o exército, enquanto sua mulher e seu filho mais novo, Valandil permaneceram em Rivendell.

A Guerra da Última Aliança começou em 3434. As forças de Sauron foram derrotadas na Batalha de Dagorlad sobre a planície fora de Mordor, e o exército da Última Aliança entrou no reino de Sauron e estabeleceu cerco a Barad-Dur. O Cerco de Barad-Dur durou sete anos e muitos homens e elfos foram mortos, incluindo o irmão de Isildur, Anarion que morreu em 3440.

Por último, em 3441, Sauron desceu de sua torre. Ele lutou com Gil-galad e Elendil nas encostas da Montanha da Perdição. O corpo de Sauron caiu, mas Gil-galad e Elendil morreram na luta. A espada de Elendil, Narsil partiu debaixo dele quando ele caiu.

Isildur tomou o cabo da Narsil e usou a lâmina quebrada para cortar o Um Anel da mão de Sauron. O espírito de Sauron fugiu de seu corpo, mas, como o anel continha grande parte do seu poder, seu espírito sobreviveu. Elrond and Cirdan aconselharam Isildur a destruir o Anel imediatamente nas chamas das Montanhas da perdição. Mas Isildur recusou, dizendo:
"Vou ficar com ele como compensação pela morte de meu pai e de meu irmão. Não fui eu quem deu no Inimigo o golpe fatal?"
O Silmarillion: "Dos Anéis de Poder e da Terceira Era", p. 295

isildur2.jpg
O poder do anel era tamanho, que ninguém poderia destruí-lo de bom grado. A atração do Anel começou a agir em Isildur, logo que ele o tocou. O grande calor do Anel queimou a mão de Isildur, mas ele ainda o achava belo e precioso.
“Estava quente no primeiro momento que o toquei, quente como brasa, e minha mão se queimou, de tal modo que duvidei que algum dia pudesse me ver livre da dor… Mas, da minha parte, não arriscarei danificar uma coisa dessas: de todos os trabalhos de Sauron, o único belo. É precioso para mim, embora eu o tenha adquirido a custo de grande sofrimento.”
A Sociedade do Anel: "O Conselho de Elrond," p. 268

Isildur notou que havia algo escrito no Anel que aparecia quando ele ainda estava quente, mas desaparecia quando ele esfriava. Ele escreveu a descrição do Anel em um pergaminho que deixou nos arquivos de Minas Anor para as gerações futuras.

Isildur assumiu a realeza de Gondor e Arnor, mas ele pretendia voltar para o Norte e deixar o filho de Anarion, Meneldil para governar no Sul. Ele permaneceu em Minas Anor durante alguns anos para dar conselhos e instruções para Meneldil. Juntos, eles partiram em uma jornada através de todas as terras pertencentes a Gondor. Sobre a cimeira de Halifirien na Floresta Firien, Isildur enterrou o corpo de seu pai Elendil. Antes de sair Minas Anor, Isildur plantou a muda da Árvore Branca em memória de seu irmão Anarion.

Em 5 de Setembro do ano 2 da Terceira Era, Isildur deixa Minas Anor com seus três filhos mais velhos e 200 cavaleiros. Eles marcharam até os Vales do Anduin no lado oriental do rio, indo pela Passagem Alta passando pelas Montanhas Sombrias.

Trinta dias depois, no dia 4 de outubro, a companhia de Isildur foi atacada por Orcs perto dos Campos de Lis. The Os Orcs não sabiam que Isildur tinha o Um Anel, mas foram involuntariamente atraídos pelo seu poder. Os homens de Isildur estavam em desvantagem dez para um, e embora inicialmente eles tenham conseguido repelir o ataque, os Orcs renovaram seu ataque depois de anoitecer e os homens foram esmagados.

Antes do começo da batalha, Isildur havia mandado para longe seu escudeiro Ohtar com os fragmentos da Narsil. Isildur manteve o um anel, mas foi inútil em defender seus homens contra os Orcs. Ele percebeu nessa hora que ele não tinha força para controlar o Anel e não poderia nem mesmo colocá-lo sem causar grande dor a si próprio. Isildur lamentou o tolo orgulho que o levou a ficar com o Anel.

Os filhos de Isildur, Aratan e Ciryon foram mortos, e seu filho mais velho Elendur implorou para que ele fugisse, a fim de evitar que o Orcs capturassem o anel. Isildur concordou e partiu com grande tristeza por Elendur, que foi assassinado liderando o restantes dos Dunedain.

Isildur colocou o Anel embora com tristeza e foi para o Anduin. Ele removeu sua armadura e entrou no rio que pretendia atravessar, mas a corrente era forte e o puxou para os pântanos dos Campos de Lis. Então, o anel deixou o dedo Isildur e perdeu-se nas águas. Isildur sentiu uma imensa sensação de perda, mas foi, então, aliviado, como se um grande peso tivesse sido retirado dele. Ele emergiu para fora da água, mas naquele momento ele foi visto por Orcs que atiraram nele com flechas na garganta e do coração.

O Um Anel permaneceu nos Campos de Lis até que foi encontrado por Déagol em 2463. O corpo de Isildur também foi lançado nas águas, não descoberto pelos seus parentes. Embora, procurando o Um Anel, Saruman encontrou o Elendilmir que Isildur havia usado, e alguns especularam que o mago poderia ter encontrado e profanado os restos de Isildur, mas se isso é verdade não é conhecida.

O filho mais novo de Isildur, Valandil tornou-se o Rei de Arnor, quando atingiu a idade no ano 10. Mas ele não clamou a realeza de Gondor, e os dois se tornaram reinos separados. Gondor continuou a ser regida pelos herdeiros de Anarion, enquanto Arnor foi governada pelos herdeiros de Isildur. No final da Terceira Era os reinos foram reagrupados por Aragorn, o Rei Elessar, Herdeiro de Isildur.

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DATAS IMPORTANTES:

Segunda Era:

3209
Nascimento de Isildur em Numenor.

3219
Nascimento de irmão de Isildur, Anarion.

3262
Ar-Pharazon leva Sauron para Numenor.

3299
Nascimento do filho mais velho de Isildur, Elendur.

3319
Ar-Pharazon tenta assumir as Terras Imortais. Numenor é destruída por Eru. Isildur escapa com sua família e outros dos Fiéis.

3320
Fundação de Gondor e Arnor. Elendil, o Alto Rei, habita em Arnor, enquanto Isildur e Anarion conjuntamente reinam em Gondor. Sauron retorna a Mordor.

3339
Nascimento do filho de Isildur, Aratan.

3379
Nascimento do filho de Isildur, Ciryon.

3429
Sauron ataca Gondor e captura Minas Ithil. Isildur e sua família escapam para o vale de Arnor.

3430
A Última Aliança dos Elfos e Homens é formada. Birth. Nascimento do filho de Isildur, Valandil em Rivendell.

3431
O exército da Última Aliança se reúne em Rivendell.

3434
Guerra da Última Aliança começa. As forças de Sauron são derrotadas na Batalha de Dagorlad. O exército da Última Aliança estabelece cerco a Barad-Dur.

3440
o irmão de Isildur, Anarion é morto em batalha.

3441
Sauron é derrotado por Elendil e Gil-galad, que morrem. Isildur corta o Um Anel da mão de Sauron. Elrond e Cirdan o aconselham a destruí-lo, mas Isildur se recusa.

Terceira Era:

2
5 de Setembro: Isildur ruma para Arnor.
4 de Outubro: Isildur é morto por Orcs nos Campos de Lis e é o Um Anel é perdido nas águas.

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NOMES & TÍTULOS:

Isildur
O nome Isildur significa "dedicado à Lua". Isil é a palavra Quenya para "lua"; o semelhante em Sindarin é Ithil. Ambas são obtidas a partir de SIL que significa "brilhar". O sufixo ndur ou dur significa "devoção".
O Silmarillion: "Apêndice – Elementos em Nomes Quenya e Sindarin", de entradas (n) dur e sil.

Rei de Gondor
Isildur governou Gondor conjuntamente com seu irmão Anarion, embora seu pai tenha sido o Alto Rei de Gondor e Arnor.

Rei de Arnor
Depois da morte do pai, Isildur assumiu a realeza de Arnor, embora ele tenha sido morto antes de ser capaz de alcançar o Reino do Norte.

High King
Isildur clamou pela realeza de Gondor e Arnor, como seu pai havia feito, mas ele deixou o filho de Anariom, Meneldil para governar Gondor enquanto ele tinha intenção de viver em Arnor.

Portador do Anel
Isildur foi o primeiro dos Reis-Portadores após Sauron.

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GENEALOGIA:

Árvore da Família de Isildur:

isildur-tree.gif

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FONTES:

A Sociedade do Anel: "A Sombra do Passado", p. 61, 65, 68; "O Conselho de Elrond", p. 255-62, 264-67; "O Anel Vai Para o Sul", p. 289; "O Grande Rio", p. 409.

As Duas Torres: "Os Cavaleiros de Rohan", p. 36; "O Portão Negro Está Fechado", p. 249-50; "A Janela sobre o Oeste", p. 271-72, 277-79; "As Escadarias de Cirith Ungol", p. 316.

O Retorno do Rei: "Minas Tirith", p. 31; "A Passagem da Companhia Cinzenta", p. 53-55, 62-63; "A Batalha dos Campos de Pelennor", p. 123; "A Pira de Denethor," p. 130; "O último debate", p. 151, 153; "O Regente e o Rei", p. 245.

Apêndice A do O Senhor dos Anéis: "Anais dos reis e governantes", p. 317-18 and note 2; "O Reino do Norte os Dunedain", p. 320; "Gondor e os herdeiros de Anarion", p. 329-30; "O Regente", p. 336-37; "O Conto de Aragorn e Arwen", p 338-39
.
Apêndice B de O Senhor dos Anéis: "O Conto dos Anos", p. 365-70.

O Silmarillion: "Akallabeth", p. 272-73, 276, 279-80 e ss.; "Dos Anéis do Poder e da Terceira Era", p. 290-96, 301, 303-4; "Apêndice – Elementos de Nomes em Quenya e Sindarin", de entradas (n) dur e sil.

Contos Inacabados: "Aldarion e Erendis", tabela genealógica p. 210, 215 nota 15; "A Linhagem de Elros", p. 218-19; "O desastre dos Campos de Lis"; “Cirion e Eorl", p. 300, 304, 308-10.

A História da Terra Média, vol. XII, Os povos da Terra Média: "A História do Akallabeth", p. 159; "Os Herdeiros de Elendil", p. 191-92, 197.

O Senhor dos Anéis: A Reader’s Companion por Wayne G. Hammond e Christina Scull: "O Anel Vai Para o Sul", p. 272 (altura de Isidlur).

Homens de Tolkien

A raça dos Homens nos livros de J. R. R. Tolkien sobre a Terra-média, como O Hobbit e O Senhor dos Anéis, se refere à humanidade e não denota gênero. São distintos das várias raças humanóides, embora algumas, como os Hobbits, são humanos em sua origem, e outros são tidos por alguns personagens como sendo humanos, como é o caso dos Magos (que são realmente de uma outra raça).

Os Elfos chamam a raça dos Homens de Atani,  que em Quenya significa “Segundo Povo” (com os Elfos sendo o Primeiro), e também Hildor (Seguidores), Apanónar (Sucessores) e Fírimar ou Firyar (Mortais). Menos caridosamente eles foram também chamados Engwar (Os Adoecidos) devido à sua suscetibilidade à doenças e idade avançada, e sua aparência em geral desagradável aos olhos Éflicos. O nome Atani se torna Edain em Sindarin, mas esse termo é mais tarde aplicado somente aos Homens que são amigos dos Elfos. Outros nomes aparecem em Sindarin como Aphadrim, Eboennin e Firebrim ou Firiath. Sendo a segunda raça nascida na Terra-média, os Homens são geralmente mais fortes do que os Elfos, porém possuem piores coordenações e reflexos.

 

 

A raça dos Homens nos livros de J. R. R. Tolkien sobre a Terra-média, como O Hobbit e O Senhor dos Anéis, se refere à humanidade e não denota gênero. São distintos das várias raças humanóides, embora algumas, como os Hobbits, são humanos em sua origem, e outros são tidos por alguns personagens como sendo humanos, como é o caso dos Magos (que são realmente de uma outra raça).

Os Elfos chamam a raça dos Homens de Atani,  que em Quenya significa “Segundo Povo” (com os Elfos sendo o Primeiro), e também Hildor (Seguidores), Apanónar (Sucessores) e Fírimar ou Firyar (Mortais). Menos caridosamente eles foram também chamados Engwar (Os Adoecidos) devido à sua suscetibilidade à doenças e idade avançada, e sua aparência em geral desagradável aos olhos Éflicos. O nome Atani se torna Edain em Sindarin, mas esse termo é mais tarde aplicado somente aos Homens que são amigos dos Elfos. Outros nomes aparecem em Sindarin como Aphadrim, Eboennin e Firebrim ou Firiath. Sendo a segunda raça nascida na Terra-média, os Homens são geralmente mais fortes do que os Elfos, porém possuem piores coordenações e reflexos.

Nos escritos de Tolkien, a palavra Homem escrita com inicial em maiúsculo se refere a qualquer ser humano (atan em Quenya) enquanto a palavra homem escrita com inicial em minúsculo se refere a um adulto do sexo masculino de qualquer raça (nér em Quenya). Legolas, por exemplo, pode ser corretamente chamado de homem mas não um Homem.

ORIGENS

A raça dos Homens é a segunda raça de seres criados pelo Único Deus, Ilúvatar. Por terem despertado no começo dos Anos do Sol, enquanto os Elfos haviam despertado no começo da Primeira Era, durante os Anos das Árvores, eles são chamados de Segundo Povo.

Os Homens possuem o assim chamado Dom dos Homens, a mortalidade. Elfos são imortais, no sentido de que mesmo que seus corpos sejam destruídos, seus espíritos permanecem ligados ao mundo, indo para os Salões de Mandos para esperarem até serem liberados ou até o fim do mundo. Quando os Homens morrem, eles são “libertados” de Arda e partem para um local desconhecido até mesmo aos Valar.

GRUPOS

Embora todos os Homens sejam ligados uns aos outros, existem grupos distintos com culturas diferentes. Abaixo seguem algumas descrições um pouco mais detalhadas dos grupos mais importantes de Homens durante a Primeira, Segunda e Terceira Eras.

1)    Edain.
O grupo mais importante nos contos da Primeira Era foi o dos Edain. Embora a palavra Edain se refira a todos os  Homens, os Elfos a usaram para distinguir aqueles que lutaram com eles na Primeira Era contra Morgoth em Beleriand. Os Homens que lutaram contra Morgoth foram ainda divididos em três Casas.

A Primeira Casa dos Edain foi a Casa de Bëor, que chegou em Beleriand em 305 PE e recebeu o feudo de Ladros, em Dorthonion, de Finrod Felagund. Os pertencentes à essa casa tinham cabelos negros e eram os que mais se pareciam com os Elfos em constituição física, especialmente com os Noldor.

A Segunda Casa dos Edain foi conduzida por Haldad e mais tarde por sua filha, Haleth, e se assentaram na Floresta de Brethil. A Casa se autodenominou Casa de Haleth, em homenagem à sua matriarca. Seus membros possuiam cabelos negros como os da Primeira Casa, porém eram mais reclusos e menores em estatura.

A Terceira Casa dos Edain, que veio a ser a maior delas, foi conduzida por Marach e, mais tarde, por seu descendente, Hador, e se estabeleceram em Dor-lómin. Ela ficou conhecida como a Casa de Marach e também por Casa de Hador. Seus membors possuiam os cabelos da cor de ouro e muitos se assemelhavam aos Vanyar em aparência.

As Casas de Bëor e Marach compartilhavam de uma mesma língua e se conheciam muito antes de se estabelecerem em Beleriand, já a língua falada pelos Haladin (membros da casa de Haleth) era completamente desconhecida por eles. A Casa de Bëor praticamente foi aniquilada por Morgoth e os que restaram dela se mesclaram à casa de Hador e viriam, mais tarde, a se tornarem Numenóreanos. Aparentemente os Haladin de Beleriand foram completamente aniquilados ou, pelo menos, deixaram de existir como um povo separado.
Edain


2)    Dúnedain.
Por terem prestado serviços e assistência aos Elfos e Valar na Guerra da Ira ao final da Primeira Era, os Edain foram recompensados com uma nova terra para governarem, uma ilha que ficava entre a Terra-média e as Terras Imortais. Númenor, uma ilha no formato de uma estrela de cinco pontas e que ficava a muitas milhas de distância dos males da Terra-média.

Eles foram guiados por Elros com o auxílio de seu pai Eärendil, que navegava pelos céus como a brilhante estrela de mesmo nome. Chegando lá, Elros se tornou o primeiro Rei de Númenor assumindo o nome de Tar-Minyatur e os Edain ficaram conhecidos como Dúnedain (Sindarin para Homens do Oeste). O reino de Númenor cresceu próspero em poder e os Dúnedain se tornaram os mais nobres de todos os Homens em Arda. Aliando-se aos Elfos, Númenor lutou contra Sauron, tenente de Morgoth.

Agora que os Homens do Oeste haviam se tornado poderosos, eles começavam a se ressentir do Dom dos Homens, a morte. Eles quiseram se tornar imortais como os Elfos e aproveitarem todo o acúmulo de seu poder para sempre. Os Numenóreanos se voltaram contra os Valar e começaram a chamar o Dom dos Homens de Maldição dos Homens e amaldiçoaram o Banimento dos Valar, que os proibia de navegar para o oeste, para além das vistas de Númenor ou mesmo de entrarem em Valinor. Em 2899 SE, Ar-Adûnakhôr se tornou o primeiro rei de Númenor a assumir o seu nome real em Adunaico, a linguagem dos Homens, ao invés do Quenya, a linguagem dos Elfos, o que acabou resultando em uma guerra civil em Númenor.

O povo de Númenor ficou dividido em duas facções: os Homens do Rei, que contavam com o apoio do Rei e da maioria do povo, e adotaram o Adunaico como língua oficial; e a facção da minoria, os Fiéis, era liderada pelo senhor de Andúnië, a província mais ocidental de Númenor, permanecendo amigos dos Elfos e mantendo o Quenya como língua.

Sauron, que ao final da Segunda Era estava praticamente vencido pelos Elfos, se valeu dessa divisão entre os Homens. Ele se rendeu ao útimo Rei de Númenor, Ar-Pharazôn, e fez seu caminho até ser conselheiro do Rei. Finalmente, Sauron o aconselhou a atacar Valinor e tomar a imortalidade para si. E o Rei acatou esses conselhos, porém, como punição, Númenor foi engolida pelo mar. Todavia, alguns dos Fiéis escaparam desse desastre e fundaram os reinos gêmeos de Gondor e Arnor.

dunedain.jpg

3)    Gondor.
Os Homens de Gondor gradualmente se espalharam em outros grupos, como os Homens do Norte. Essa separação acabou por resultar em uma guerra civil, quando Eldacar, um homem com ascendência mista e herdeiro do trono, foi desafiado por Castamir, com sangue Dúnedain puro. Eldacar foi forçado a se exilar e Castamir, chamado de Usurpador, assumiu o trono. Após dez anos Eldacar retornou com aliados do Norte e derrotou Castamir. Todavia seus filhos e muitos de seus seguidores conseguiram fugir para Umbar.

Também contados entre o povo de Gondor está o povo que veio de suas províncias e feudos que não eram descendentes dos Numenoreanos. Dentre esses homens os que mais se destacaram foram Forlong, o Gordo e os Homens de Lossarnach que reforçaram Minas Tirith antes do cerco à cidade começar.


Numenorianos


4)    Numenoreanos Negros.
Os Fiéis não foram os únicos Numenoreanos a fugirem para a Terra-média quando Númenor afundou. Quando Númenor cresceu em poderio naval, muitos Numenoreanos fundaram colônias na Terra-média. No segundo milênio da Segunda Era, houve um êxodo de Homens de uma superpopulosa Númenor: os Homens do Rei, que desejavam conquistar mais terras, e os Fiéis que eram perseguidos pelos Reis. Os Fiéis se estabeleceram em Pelargir e os Homens do Rei em Umbar. Quando Númenor foi destruída os remanescentes Homens do Rei se tornaram conhecidos como Numenoreanos Negros e permaneceram hostis aos Fiéis de Gondor.

De seus altos escalões, Sauron recrutou Homens que se tornariam em alguns dos nove Espectros do Anel ao final do segundo milênio da Segunda Era. Umbar foi conquistada por Gondor em 933 TE, porém, pouco é sabido sobre os Espectros e seu local de origem, embora alguns digam que eles vieram das terras a leste e sul de Mordor.

5)    Corsários de Umbar.
Durante a disputa de poder em Gondor, os rebeldes derrotados de Gondor fugiram para Umbar e Umbar se tornou um inimigo ferrenho de Gondor. Eles se misturaram com os Numenoreanos Negros e ficaram conhecidos como Corsários de Umbar.

A facção de Castamir levou consigo uma grande parte da frota de Gondor, dessa forma enfraquecendo Gondor e fortalecendo a frota de Umbar. Entretanto, Gondor viria a capturar Umbar e ainda voltaria a perdê-la anos mais tarde.

Durante a Guerra do Anel, os Corsários haviam se misturado aos Haradrim, se tornando um povo no qual a presença do sangue Numenoreano estava praticamente extinta. Durante a Batalha dos Campos Pelennor, uma frota combinada constituida de “cinquenta grandes navios [de Umbar] e embarcações menores além da conta” estava se dirigindo à cidade portuária de Pelargir em Lebennin, porém foram capturados por Aragorn e pelo Exército dos Mortos, e fora levada para Minas Tirith para quebrar o cerco contra a cidade.

6)    Carroceiros e Povos Relacionados.
Quando Elendil fundou o Reino de Arnor, suas fronteiras se expandiram rapidamente, assim como as fronteiras de Gondor. Nos Ermos do Norte e em Minhiriath viveu um grupo de Homens ligados à Casa de Haleth, e eram conhecidos como Carroceiros. Viveram nas grandes florestas que cobriam a maior parte de Eriador, e quando os Numenoreanos começaram a cortar as árvores para construir seus navios na Segunda Era, os Dúnedain de Númenor ganharam a hostilidade dos Carroceiros. Embora esses dois povos tivessem relações sanguíneas, os Dúnedain não os reconheciam como parentes por sua linguagem ser muito diferente. Mais tarde os Carroceiros se tornaram inimigos ferrenhos de Rohan, após o povo de Rohan ter se mudado para o seu território e fundado seu reino.

Os Carroceiros serviram a Saruman na Guerra do Anel e participaram da Batalha do Forte da Trombeta.

Os Homens das Montanhas, que foram amaldiçoados por Isildur e se tornaram os Homens Mortos de Dunharrow, eram parentes dos Carroceiros.

7)    Haradrim, ou Sulistas.
No extremo leste de Umbar viveu um outro grupo de Homens conhecidos por Haradrim, Sulistas e até mesmo Homens do Sul. Tinham a pele escura e guerreavam montados em grandes Olifantes ou Mûmakil. Hostis a Gondor, eles foram subjugados em 1050 TE por Hyarmendacil I.

Ambas, Umbar e Harad foram deixadas desprotegidas pelo minguante poder de Gondor na época da Guerra do Anel, e serviram como porta de entrada para as ameaças vindas do sul. Muitos Haradrim lutaram ao lado das forças de Sauron contra Gondor. Todavia, Tolkien deixa uma forte dica de que eles, assim como os Orientais, foram completamente enganados e peões involuntários nas mãos de Sauron.

8)    Orientais.
Muitos Homens que lutaram nos exércitos de Morgoth e Sauron foram chamados Orientais, que vieram da região perto do Mar de Rhûn, no Leste.

Na Primeira Era, algumas tribos de Orientais ofereceram seus serviços para os reinos Élficos de Beleriand; os mais fortes entre eles foram Bór e Ulfang, o Negro e seus respectivos filhos. Isso provou-se desastroso para os Elfos durante a Nírnaeth Arnoediad, quando Ulfang e seu clã trocou de lado e defendeu Morgoth, enquanto Bór e seus filhos morreram bravamente lutando ao lado dos Eldar.

Após a derrota de Morgoth, Sauron estendeu sua influência sobre os Orientais, e embora Sauron tivesse sido derrotado pela Última Aliança de Elfos e Homens no final da Segunda Era, os Orientais foram os primeiros inimigos a atacarem Gondor novamente em 492 TE. Foram facilmente derrotados pelo Rei Rómendacil I, mas voltaram a invadir novamente em 541 TE e se vingaram da derrota matando o Rei Rómendacil I. O filho de Rómendacil, Turambar, em retaliação tomou uma enorme porção de terras deles e, nos séculos seguintes, Gondor conseguiu manter os Orientais afastados. Quando o poder de Gondor começou a enfraquecer no décimo segundo século da Terceira Era, os Orientais tomaram completamente a margem oriental do Anduin, exceto por Ithilien, esmagando os aliados de Gondor, os Homens do Norte.

Os Orientais da Terceira Era foram divididos em diferentes tribos, como os Balcoth e os Carroceiros. Os Carroceiros eram uma confederação de Orientais que era muito ativa entre os anos 1856 e 1944 e foram uma séria ameaça a Gondor por muitos anos, mas foram completamente derrotados por Eärnil II em 1944 TE. Quando Gondor perdeu a sua dinastia real em 2050 TE, os Orientais começaram a se organizar e uma tribo feroz, chamada de Balcoth, se tornou a tribo mais importante. Em 2510 TE eles invadiram Gondor mais uma vez e conquistaram boa parte de Calenardhon, até serem derrotados pelos Éothéod, que vieram ao auxílio de Gondor.

Até a Guerra do Anel, os Orientais não haviam mais lançado ofensivas contra Gondor. Na guerra, eles estavam entre os ferozes guerreiros enviados para a Batalha dos Campos Pelennor junto com o exército de Sauron.

9)    Homens do Norte.
Os Homens do Norte eram compostos de dois grupos principais. Primeiro, nem todos os Homens que permaneceram ao leste das Montanhas Azuis e Nebulosas caíram nas tentações de Morgoth ou Sauron, eles se juntaram após a Guerra da Ira com aqueles Edain que não quiseram viajar para Númenor (parecido com quando, ao final da Primeira Era, muitos Elfar permaneceram e foram para o leste, se tornando os senhores dos Elfos Silvan). Os Homens do Norte que viviam na Grande Floresta Verde e outras partes de Rhovanion eram amigos dos Dúnedain, sendo em grande parte seus parentes, e muitos deles se tornaram leais a Gondor. Os Homens de Valle e Esgaroth eram Homens do Norte, como eram os Homens das Florestas da Floresta das Trevas, e os Éothéod, que foram chamados de Rohirrim; os Beorns também eram contados como Homens do Norte.

10)    Woses ou Drúedain.
Os Woses eram pequenos e curvados em comparação aos outros Homens. Viveram entre o Povo de Haleht na Primeira Era e foram tidos como Edain pelos Elfos, que os chamaram de Drúedain (derivado de Drûg, nome Halethiano para eles, além de Edain).

No final da Terceira Era, alguns Woses viviam na floresta Drúadan (batizada em sua homenagem) em Rohan, pequenos em número mas muito experinetes na vida na floresta. Eles mantinham os Orcs longe de suas florestas e os que entravam eram alvejados com flechas envenenadas. Embora tenha sido um infeliz mal-entendido, foram caçados como animais pelos Rohirrim.

Na Guerra do Anel, eles foram vitais ao auxiliarem os Rohirrim na Batalha dos Campos Pelennor; eles os guiaram praticamente sem serem vistos pela floresta, e assim os Rohirrim foram capazes de surpreender seus inimigos. Em gratidão a esse ato, Théoden jurou nunca mais caçá-los.

Com a queda de Sauron, o Rei Elessar garantiu, na Quarta Era, que a floresta Drúadan seria para sempre domínio dos Woses.

Principais Altos Reis dos Homens de Arda.

1.    Elros Tar-Minyatur:
    Viveu entre 525 PE e 442 SE. Reinou de 32 até 442 SE.
2.    Ar-Pharazôn:
    Viveu entre 3118-3319 SE. Reinou de 3255 até 3319 SE.
3.    Elendil:
    Viveu entre 3119 e 3441. Reinou de 3320 até 3441 SE.
4.    Isildur:
    Viveu entre 3209 SE e 2 TE. Reinou de 3441 SE até 2 TE.
5.    Aragorn II:
    Viveu entre 2931 TE e 120 QE. Reinou de 3019 TE até 120 QE.


    

Homens notáveis de Arda.

Primeira Era
    * Beren, filho de Barahir.
    * Túrin Turambar, filho de Húrin.
    * Tuor, filho de Huor.

Segunda Era
    * Isildur e Anárion, filhos de Elendil.
    * Ar-Pharazôn, o Dourado.

Terceira Era
    * Aragorn II, filho de Arathorn.
    * Denethor e seus filhos Boromir e Faramir.
    * Théoden, seu sobrinhos Éomer e Éowyn.
    * Ghân-buri-Ghân, líder dos Woses.
    * Bard, o Arqueiro, aquele que matou Smaug.
    * Grima Língua de Cobra, conselhiero de Edoras.
    * Boca de Sauron, Tenente de Barad-dûr.

FONTE

Agradecimentos: ALF

A Linhagem de Durin

 

Tree of Durin

No universo de Tolkien, o Povo de Durin, também chamados de Barbas-Longas, foi o mais importante povo dos Anões, pertencendo à linhagem da maior e mais antiga das Sete Casas dos Anões.

Originalmente habitaram as Montanhas Nebulosas como moradia, até serem expulsos por Orcs. Suas fortalezas incluem Khazad-dûm, sua primeira cidade e Monte Gundabad; seu primeiro Rei foi Durin, o Imortal.

 
Durante a Segunda Era, o Povo de Durin iniciou a amizade com os Noldor de Celebrimbor em Eregion e durante a Guerra da Última Aliança, foram aliados dos Elfos e Dúnedain contra Sauron.

Na Terceira Era, após terem sido expulsos de Moria pelo Balrog conhecido como “A Ruína de Durin”, muitos fugiram para o norte e estabeleceram cidades em Erebor nas Montanhas Cinzentas. Após Erebor e as Montanhas Cinzentas terem sido invadidas e ocupadas por Dragões, eles se tornaram um povo nômade em exílio. Muitos deles foram para as Colinas de Ferro e se estabeleceram por lá, enquanto outros, sob o comando de Trháin II foram para o oeste, até chegarem nas Montanhas Azuis e se estabelecerem lá. Finalmente, o Reino dos Anões de Erebor foi restaurado quando Dáin II, Senhor das Colinas de Ferro, se tornou Rei de Erebor em 2941 T. E. após a morte de Smaug.

O Povo de Durin foi inicialmente liderado por Durin I, "o Imortal". Ele foi sucedido por muitas gerações de reis, dentre eles apareceram seis outros também chamados Durin; os Anões acreditavam que esses seis eram a reincarnação (ou até mesmo reanimação) de Durin I, com memórias de suas vidas passadas[1]. Durin VI foi morto pela Ruína de Durin em 1980 T. E. e um outro "Durin" não retornou para comandar seu povo até Durin VII surgir na Quarta Era, um descendente de Thorin II, filho de Dáin II (Pé-de-Ferro) e descendente direto da linhagem de Durin, o Imortal. Durin VII se tornaria conhecido como Durin, o Último.

Tolkien pegou o nome Durin, assim como a maioria dos nomes dos Anões de seu trabalho, da mitologia Nórdica. Isso ele explico mais tarde como: assim como o Westron foi traduzido com o Inglês, a linguagem de Valle, usada pelos Anões para os seus nomes "externos", foi traduzida com o Nórdico Arcaico. O termo original em Nórdico Arcaico durinn pode ser traduzido, literamente, como "sonolento".[2]

Discussões sobre os Durins (especialmente em Os Povos da Terra-média) devem ser lidos com cuidado, pois seu número aumentou com o desenvolvimento da estória de Tolkien. O Durin morto pelo Balrog em 1980 T. E., por exemplo, era originalmente Durin III, porém foi apresentado como Durin VI em O Senhor dos Anéis. (E um erro comum na internet o lista como "Durin IV").

Não há um relato completo de todos os Reis da Linhagem de Durin, porém a lista a seguir mostra os nomes daqueles Reis que ficaram gravados, ou cuja eixstência pode ser deduzida. Como os descendentes de Durin I foram forçados pelas circunstâncias a viajar pela Terra-média, os principais locais de sua Monarquia é mostrado junto com o nome de cada Rei.

REIS DO POVO DE DURIN

  • Durin I, Khazad-dûm

Durin o Imortal foi o mais velho dos Sete Pais dos Anões, criados por Aulë durante a Primeira Era do Mundo. Ele foi chamado "o Imortal" pois viveu muito até uma idade de longe mais avançada do que qualquer outro Anão e por isso foi reverenciado como o mais velho de sua raça.

Cada um dos sete Pais fundaram uma Casa de Anões. A Casa de Durin foi chamdada de Barbas-Longas e seu povo de Povo de Durin.

De acordo com as tradições dos Anões, ele foi posto para dormir sozinho sob o Monte Gundabad ao norte das Montanhas Nebulosas, que permaneceram como um local sagrado para eles. Ele despertou algum tempo após o despertar dos Elfos em 1050 da Era das Árvores, e de acordco com uma antiga versão da estória[3] viajou grandes distâncias até encontrar outras famílias de Anões, e então outros Anões o seguiram. Ele chegou ao Lago-Espelho, um lago em um vale abaixo de Caradhras nas Montanhas Nebulosas, e lá fundou o que se tornaria na maior e mais rica das Mansões dos Anões: Khazad-dûm (Mina dos Anões), mais tarde renomeada para Moria.

Na versão publicada da estória, Durin morreu antes do final da Primeira Era[4]. Em uma versão antiga do Apêndice B ("O Conto dos Anos") ele aparece liderando os Anões das ruínas de Beleriand para fundar Khazad-dûm no começo da Segunda Era[5], porém Tolkien abandonou essa idéia.

Após a morte de durin, Khazad-dûm foi governada por "muitas gerações" de seus descendentes, até o Blarog aparecer. Nessa longa linhagem, Tolkien escreve, apareceu ocasionalmente "um herdeiro tão parecido com seu Antepassado que ele recebeu o nome de Durin"[6]. Versões mais completas sobre o Povo de Durin[7] deixam claro que os Durins apareceram espaçados dentre muitas gerações. Esses seis outros Durins foram tidos pelos Anões como reincarnações (ou até mesmo reanimações) de Durin I, com memórias de suas vidas passadas.[8] Em 2989 T. E., durante a tentativa fracassada de recolonizar Moria, a companhia de Balin encontrou o Machado de Durin[9]. Embora não esteja gravado em nenhum texto, muitos chegaram à conclusão de que essa era a herança perdida quando Durin VI foi morto pelo Balrog em 1981 T. E.[10]  
Um elmo também é mencionado, não indentificado no texto como sendo de Durin, o qual alguns conjecturaram que poderia, de fato, ser. Essas relíquias evidentemente foram perdidas mais uma vez quando a companhia de Balin foi destruída em 2994 T. E.

  • Durin II, Khazad-dûm

Tolkien não escreveu nada sobre o seu reinado. Existem indicações de que os Anões de Khazad-dûm chegaram a um acordo com os primeiros Homens dos Vales do Anduin, que lhes forneciam comida em troca pelas armas feitas pelos Anões. Essa cooperação evoluiu para ataques coordenados contra os Orcs, com a infantaria pesada dos Anões complementada pelos arqueiros montados dos Vales.

  • Durin III, Khazad-dûm

durin_iii.jpgGovernou por volta de 1600 S. E. e foi o primeiro portados de um dos Sete Anéis[11], embora não fosse de conhecimento geral até o final da Terceira Era. Os Anões acreditam que ele tenha recebido esse anel através dos Elfos-ferreiros e não por Sauron, mesmo com esse tendo participado da forjadura. Durin III juntou suas forças com Eregion durante a Guerra dos Elfos e Sauron, mas foram incapazes de evitar sua própria destruição, o que levou a um longo período de isolação e gradual diminuição em Khazad-dûm.

Hammond e Scull[12] concluem que Durin III foi Rei de Khazad-dûm quando o Portão Oeste de Moria foi destruído, o Durin cujo nome aparece na porta que foi feita quando os Anões eram aliados de Celebrimbor. Essa é uma referência razoavel mas aparenta ser infundada por algumas evidências diretas de Tolkien. Foster[13] sugere que o Portão tenha sido construido antes, no reinado de Durin II.


Portão de Moria

  • Durin IV, Khazad-dûm

Tolkien não escreveu nada sobre seu reinado. Teria vivido em Khazad-dûm no final da Segunda Era ou commeço da Terceira. Há um certo rumor na internet que sustenta que Durin IV foi o Rei que liderou os Anões de Khazad-dûm para lutarem contra Sauron na Última Aliança no final da Segunda Era. Tolkien indica que os Anões do Povo de Durin de fato lutaram com a Última Aliança[14], mas não diz sob o comando de qual rei eles lutaram.

  • Durin V, Khazad-dûm

Não há relatos de Tolkien sobre esse reinado.

  • Durin VI, Khazad-dûm (Reinou até 1980 T. E.)

Durin VI foi o Rei dos Anões de Khazad-dûm na Terceira Era, quando a sua profunda mineração em busca de mithril nas raízes de Caradhras despertou o Balrog de seu esconderijo nas profundezas da terra. A criatura matou Durin em 1980 T. E., e se tornou conhecida por "A Ruína de Durin".  
Durin VI foi a primeira reincarnação de Durin, o Imortal a não ter uma morte natural. Foi sucedido por seu filho, Náin I, que foi morto pelo mesmo Balrog no ano seguinte e após esse evento trágico a antiga cidade foi abandonada pelo seu povo.

  • Náin I, filho de Durin VI. Khazad-dûm

Rinou por apenas um ano em Khazad-dûm antes de ser morto pelo Balrog. Foi por muito tempo o último Rei da Linhagem de Durin a governar em Khazad-dûm, sendo substituído por seu filho no exílio.

  • Thráin I, filho de Náin I. Erebor (Governou por 209 anos, até 2190 T. E.)

Liderou uma grande parte de seu povo para longe de Khazad-dûm para o norte e leste da Terra-média. Foi Thráin quem fundou o grande reino de Erebor em 1999 T. E., a Montanha Solitária perto da Cidade do Lago. Foi sucedido por seu filho.

  • Thorin I, filho de Thráin I. Montanhas Cinzentas

Ao descobrir que uma grande hoste de seu povo estava se agrupando nos limites ao norte das Montanhas Cinzentas, Thorin I Deixou Erebor e se mudou para lá. Foi sucedido por seu filho.

  • Glóin, filho de Thorin I. Montanhas Cinzentas (Reinou por 96 anos até 2385 T. E.)

Deu continuidade ao reinado do Povo de Durin nas Montanhas Cinzentas, sendo sucedido por seu filho.

  • Óin, filho de Glóin. Montanhas Cinzentas (Reinou por 103 anos até 2488 T. E.)

Durante seu governo, os Anões do Povo de Durin ainda viveram nas Montanhas Cinzentas ao norte. Nos últimos anos de seu reinado, a Sombra reotrnou para Dol Guldur na Floresta das Trevas e Orcs e outras criaturas malignas começaram a se multiplicar nas montanhas do norte e, nos últimos anos de vida de Óin, os Orcs invadiram Moria, que foi abandonada, e a tomaram como moradia. Essa foi apenas a primeira das calamidades que viriam a cair sobre a Casa de Durin nos séculos vindouros.

Óin tinha 250 anos quando morreu, tendo reinado por 103 anos.  Foi sucedido pelo se filho Náin, que se tornou Rei Náin II.

  • Náin II, filho de Óin. Montanhas Cinzentas (Reinou por 97 anos até 2585 T. E.)

Nessa época, os prósperos Anões começaram a sofrer atacas de dragões vindos do norte. Foi sucedido por seu filho.

  • Dáin I, filho do Náin II. Montanhas Cinzas (Reinou por 4 anos até 2589 T. E.)

Seu curto reinado teve um fim brusco quando foi morto por um dragão de gelo na porta de seu próprio reino. Foi sucedido pelo mais velho de seus três filhos.

  • Thrór, filho de Dáin I. Erebor (Reinou por 201 anos até 2790 T. E.)

Liderou seu povo para fora do norte, infestado de dragões, de volta para a Montanha Solitária, enquanto seu irmão caçula, Grór, levou uma parte de seu povo mais para o leste, para habitarem as Colinas de Ferro. Ele era Rein sob a Montanha por mais de 180 anos quadno o grande Dragão Smaug desceu sobre o seu reino e o saqueou. Ele escapou da destruição com seu filho e neto, e se tornou nômade até finalmente chegar à antiga casa de seu povo, Khazad-fûm, que ele encontrou infestada de Orcs. Sua morte pelas mãos de Azog, líder dos Orcs, foi o estopim para a Guerra dos Anões e Orcs. Foi sucedido por seu filho.

  • Thráin II, filho de Thrór, Rei no Exílio. Terra Parda (Reinou por 60 anos até 2850 T. E.)

Vingou a morte de seu pai ao derrotar os Orcs de Azog na Batalha de Azanulbizar. Na primeira metade de seu reinano, viveu na Terra Parda, mas depois se mudou para as Motanhas Azuis a oeste de Eriador. Antes do seu reinado terminar, decidiu voltar para Erebor, porém enquanto viajava pela floresta foi capturado por criaturas malignas e morreu nos calabouços do Necromante em Dol Guldur. Foi sucedido por seu filho.

  • Thorin II, ou Thorin Escudo de Carvalho, filho de Thráin II. Montanhas Azuis (Reinou por 91 anos atém 2941 T. E.)

Governou como Rei nas Montanhas Azuis por muitos anos mas, assim como seu pai, estava decidido a retornar para a sua antiga casa em Erebor. Acompanhado por Gandalf e Bilbo Bolseiro, ele liderou um grupo de companheiros para o extremo oriente e, contra todas as expectativas, recuperou a Montanha Solitária de Smaug. Após a morte de Smaug, a Batalha dos Cinco Exércitos foi travada aos pés de Erebor e Thorin foi morto. Os únicos descendentes vivos da linhagem de Thrór, seus jovens sobrinhos Fíli e Kíli, também haviam perecido na batalha e assim a Monarquia foi passada para a linhagem de Grór, irmão caçula de Thrór, especificamente para o neto de Grór, Dáin Pé-de-Ferro. Embora não tenha sido coroado como Rei sob a Montanha, Thorin reclamou o título por direito, uma vez que havia reconquistado Erebor.

  • Dáin II, ou Dáin Pé-de-Ferro, neto de Grór. Erebor (Reinou por 78 anos até 3019 T. E.)

Se tornou Rei sob a Montanha assim como Rei de todo o Povo de Durin após a morte de Thorin, sendo o primeiro na Linhagem de Durin a herdar o reinado sem ser pela sucessão de pai-para-filho. Reinou prosperamente por muitos anos até a época da Guerra do Anel, quando foi morto na Batalha de Valle e foi sucedido por seu filho.

  • Thorin III, ou Thorin Elmo-de-Pedra. Erebor.

Assumiu a liderança de seu povo após a morte de seu pai. Suportou um breve cerco de sete dias em Erebor, quando novas sobre a derrota de Sauron alcançou os Orcs, ele foi capaz de lutar contra eles em campo aberto, conseguindo derrotá-los, porém foi morto nessa batalha. Com a morte de Thorin III, detalhes sobre os reinados dos Reis dos Anões também chegaram a um fim, deixando apenas uma indicação de um de seus descendentes.

  • Durin VII.
Durin VII ou Durin, o Último era descendente direto do rei Thorin III ou Thorin Elmo-de-Perda (de acordo com algumas fontes, era seu filho)[15], governante de Erebor e das Colinas de Ferro na Quarta Era. Seu nascimento aparentemente foi profetizado na ascenção de Dáin II após a Batalha dos Cinco Exércitos[16] (embora nenhum registro exista sobre essa profecia). Ele liderou o Povo de Durin na recolonização de Khazad-dûm algum tempo depois do começo da Quarta Era e lá eles permaneceram "até o mundo crescer e ficar velho e os Anões minguarem e os dias da raça de Durin chegarem ao fim".[17]

Sabemos que Durin I morreu antes do fim da Primeira Era, então entre o seu reinado e o de Thorin III, os Reis da Linhagem de Durin governaram por um período de aproximadamente 6.500 anos. Assumindo que o tempo médio de um reinado entre os Barbas-Longas tenha sido de aproximadamente um século, pode-se deduzir que tenham existido aproximadamente cinquenta nomes de Reis que não estão nessa lista.

 
 
 
REFERÊNCIAS:
  1. The Peoples of Middle-earth, Boston: Houghton Mifflin, "Of Dwarves and Men".
  2. Day, The Hobbit Companion.
  3. The Peoples of Middle-earth.
  4. The Return of the King, Appendix A, part III.
  5. The Peoples of Middle-earth.
  6. The Return of the King, Appendix A, (III) "Durin’s Folk".
  7. The Peoples of Middle-earth.
  8. The Peoples of Middle-earth.
  9. The Fellowship of the Ring, "The Bridge of Khazad-dûm".
  10. Foster, Guide to Middle-earth, "Durin’s Axe".
  11. Return of the King, Appendix A, Section III.
  12. The Lord of the Rings, A Reader’s Companion.
  13. The Complete Guide to Middle-earth, "Durin II".
  14. The Silmarillion, "Of the Rings of Power and the Third Age"
  15. The Peoples of Middle-earth: "The Making of Appendix A", ‘(iv) Durin’s Folk’.
  16. The Peoples of Middle-earth: "The Making of Appendix A", ‘(iv) Durin’s Folk’.
  17. The Peoples of Middle-earth: "The Making of Appendix A", ‘(iv) Durin’s Folk’.
 
 
FONTES:
http://en.wikipedia.org/wiki/Durin’s folk
http://www.glyphweb.com/ARDA/k/kingofdurinsfolk.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Durin

http://lotr.wikia.com/wiki/Durin

 

Agradecimentos: ALF

Grima

 

Grima Língua de Cobra

Grima era um humano de raça desconhecida, morto em 3 de novembro de 3019. 
Viveu em Edoras, Rohan. Era filho de Galmod.

Grima foi o conselheiro do rei Théoden de Rohan. Ele traiu seu país e seu rei ao se tornar agente de Saruman. Sob as ordens do mago, enfraqueceu o reinado de Théoden para facilitar a invasão de Rohan, morrendo posteriormente junto a seu mestre, sendo esse o ato final da Guerra do Anel.

Tinha um rosto pálido e escuro, olhos pesados e caídos. Nada se sabe sobre o início de sua vida ou como realmente ele veio a ser corrompido por Saruman. O mago aparentemente o prometeu não só riqueza, mas também a sobrinha de Théoden, Éowyn, a quem Grima desejava.

 

 
Grima começou a exercer sua influência sobre Théoden em nome de Saruman por volta do ano 3014. Supõe-se que pode ter dado veneno ao rei, o que provocou sua fragilidade e o aparecimento prematuro da idade. Théoden era um rei forte e cheio de vida, que cavalgava com os Rohirrim, mas Grima o levou a crer que seus dias como um guerreiro haviam acabado.

Grima tomou Herugrim, a espada do rei, para si e a guardou em seus aposentos junto com os demais objetos de valor que havia roubado de outros. Também pegou jóias da herança da Casa de Eorl para Saruman.

Usou sua habilidade com as palavras e sua persuasão para influenciar o rei debilitado em suas decisões e e na política. O julgamento de Théoden ficou nublado, encoberto, e ele passou a ser dependente dos conselhos de Grima. O rei raramente deixava o salão de Meduseld (palácio dos reis de Rohan) e começou a dar ordens através do seu conselheiro. Os comandantes de Théoden ressentiam as instruções dadas por Grima, e fizeram tudo ao seu alcance para contrariar sua influência, mas eles não desafiavam seu rei e acabavam por obedecer às ordens que Grima os impunha. Embora não gostassem de Grima, a esta altura sua traição ainda não era conhecida por Rohan.

Para colaborar com os planos de conquista de Saruman, Grima tentou enfraquecer o centro de comando de Rohan e desacreditar os comandantes do rei. Seus principais adversários foram Théodred – o filho do rei – e Éomer – o sobrinho. Grima não foi capaz de jogá-los contra o rei ou um contra o outro, então, ele tentou jogar o rei Théoden contra Éomer. Insinuou que Éomer tinha fome de poder e era desobediente, e embora Éomer se mantivesse leal, Grima foi capaz de plantar a semente da dúvida em Théoden.

Éowyn também se tornou alvo dos venenos de Grima. Ele usava o desespero que ela sentia ao agir como cuidadora de seu tio enfermo, e a levou a crer que ela e seu povo haviam perdido sua honra. Grima constantemente a observava e seguia, antecipando o dia em que ela seria sua, como Saruman havia prometido.

Em 19 de setembro de 3018, Gandalf, o Cinzento chegou à Edoras e teve sua entrada recusada. No dia seguinte, lhe foi concedida uma audiência com o rei onde disse que havia sido aprisionado por Saruman em Orthanc. Gandalf tentou avisar Théoden que Saruman planejava invadir Rohan, mas Théoden estava sob a influência profunda de Grima e não podia ouvi-lo, mandando então Gandalf embora.

Graças a isso, Grima foi apressadamente para Isengard informar a Saruman que Gandalf tinha chegado à Edoras. De acordo com a história, Grima foi parado pelo Senhor dos Nazgûl que estava procurando Gandalf e o Condado. Contando tudo que sabia, revelou que Saruman havia ocultado seu conhecimento sobre o condado do Nazgûl. O Senhor dos Nazgûl deixou Grima encolhido no chão e foi para o norte, na procura do portador do Anel.

Após a visita de Gandalf, as teias da mentira cuidadosamente tecidas por Grima, começaram a desmanchar. Embora Théoden continuasse a dar ouvidos aos seus conselhos, os outros começaram a desafiá-lo. Théodred assumiu o comando das forças de Rohan e reforçou as defesas sobre os marcos ocidentais. Quando Saruman tentou se nomear Senhor sobre as terras de Rohan e enviou seus orcs, eles encontraram a resistência dos Rohirrim.

Saruman então decidiu que Théodred deveria ser eliminado, e enviou uma força com ordens de matá-lo. Théodred foi assassinado na Primeira Batalha na Vaus do Isen em 25 de fevereiro de 3019. Erkenbrand assumiu o comando e enviou uma mensagem à Edoras requisitando que forças fossem enviadas para o folde oeste de uma vez. Mas Grima foi contra ele, alegando que Edoras ficaria indefesa e Théoden desprotegido, embora Éomer tenha discordado.

Éomer teve também conhecimento de que um bando de Orcs havia entrado em Rohan por Emyn Muil, na fronteira oriental, e que alguns deles levavam a Mão Branca de Saruman. Éomer queria persegui-los, pois temia uma aliança entre Saruman e Sauron. Porém mais uma vez Grima instigou Théoden para proibi-lo e o rei o fez.

Éomer suspeitou que Grima fosse um traidor e ameaçou matá-lo. Para manter a ordem, Éomer levou seus homens até os orcs e os matou, ajudando, sem saber, Merry Brandebuque e Pippin Tûk a escapar do cativeiro. No caminho de volta, Éomer encontrou Aragorn, Legolas e Gimli e os convidou para irem à Edoras. Quando Éomer retornou à Edoras ele foi levado até Grima e advertido, por desafiar as ordens do rei e permitir que estranhos passassem livremente por Rohan.

Em 2 de março, Gandalf chegou acompanhado por Aragorn, Legolas e Gimli. Grima advertiu que o cajado de Gandalf fosse separado dele, mas Hama, o guarda do portão, percebeu que Gandalf era amigo e lhe permitiu ficar com o cajado.
Grima acusou Gandalf de ser um portador de más notícias, chamando-o de “Corvo da Tempestade” ou “Maus Agouros”. Disse que o mago vinha apenas em momentos de angústia para buscar ajuda ao invés de trazê-la. Então Gandalf revelou ter se tornado Gandalf o Branco e deixou Grima impotente.

"Os sábios só falam do que conhecem, Gríma, filho de Gálmód. Você se transformou num verme estúpido. Portanto fique em silêncio, e mantenha sua língua bifurcada atrás dos dentes. Não passei pelo fogo e pela morte para trocar palavras distorcidas com um servidor até que caiam raios do céu."
As Duas Torres: "O Rei do Palácio Dourado", p. 118.

Gandalf levantou seu cajado, fazendo surgir um trovão juntamente com um feixe de luz e Grima caiu no chão. Gandalf libertou Théoden da influencia de Grima e o rei decidiu cavalgar para a guerra contra Saruman. Ele pediu por sua espada e Hama forçou Grima a entregar as chaves do aposento onde a havia escondido.

Grima foi posto perante o rei. Ele tentou persuadir Théoden a mudar de idéia, mas suas palavras não tinham mais poder sobre o rei. Tentando uma última jogada, Grima pediu para ser deixado no comando de Edoras, mas Gandalf o expôs como um agente de Saruman. Éomer ameaçou matá-lo por sua traição e seus anseios sobre Éowyn, mas Gandalf o interrompeu. Théoden lhe deu a escolha de acompanhar os Rohirrim em batalha ou deixar Edoras imediatamente. Grima cuspiu aos pés do rei e fugiu em direção à Isengard.

Em algum ponto ele poderia ter sido acompanhado por um bando de orcs, mas ele chegou sozinho na manhã de 5 de março. Grima ficou atordoado ao ver que as paredes de Isengard haviam sido colocadas abaixo, e os poços e forjas haviam sido inundados, e tudo que ele pensou que era forte e invencível havia sido destruído.

Quando Grima viu Barbárvore, tentou fugir, mas o Ent o segurou e ergueu de seu cavalo, fazendo-o bajular o chão. Grima alegou que estava a serviço do rei Théoden e que tinha sido o único a ter coragem suficiente para chegar, mas Gandalf já havia advertido Barbárvore sobre Grima. Barbárvore disse a Grima que esperasse junto com ele por Théoden ou se juntasse a Saruman na torre. Grima nadou através das águas sujas para Orthanc e Saruman o puxou pra dentro.

Mais tarde naquele dia, Théoden e Gandalf chegaram para negociar com Saruman. Gandalf quebrou o cajado de Saruman e o expulsou da Ordem dos Istari. Como uma última tentativa, Grima arremessou o palantir de Orthanc abaixo e quase acertou Gandalf. Aragorn sugeriu que Grima poderia ter errado por não saber se queria atingir Gandalf ou mesmo Saruman com a pedra. Quando Saruman percebeu o que Grima havia feito ficou furioso.

Ambos permaneceram aprisionados em Orthanc pelo resto da Guerra do Anel. Em 15 de agosto, Saruman persuadiu Barbárvore a libertá-lo. Grima estava como uma sombra pálida quando saiu da torre. Ele foi o tempo todo aterrorizado por Saruman, mas tinha ainda mais medo de deixá-lo.

Saruman e Grima foram em direção ao norte, e eles encontraram em 28 de agosto com Gandalf, os hobbits, Galadriel, Celeborn e Elrond na estrada. Saruman recusou a ajuda deles e atingiu Grima com seu cajado, ordenando-lhe que o seguisse. Grima disse que odiava Saruman e que desejava poder deixá-lo, mas quando Gandalf sugeriu que o fizesse, Grima olhou aterrorizado e seguiu seu mestre.

Saruman estava decidido a buscar vingança contra a destruição de Isengard arruinando o Condado. E lá eles chegaram em 22 de setembro, onde Saruman mudou-se para Bolsão, tomando o cargo de chefe de Oto Sacola-Bolseiro. A mando de Saruman, Grima esfaqueou Oto até a morte, enquanto este dormia.
Posteriormente Saruman insinuou que Grima havia comido o corpo de Oto, mas não é sabido se isso é verdade. Grima era miserável e sempre faminto, era constantemente intimidado por Saruman.

Em 3 de novembro os hobbits finalmente derrotam os homens de Saruman na Batalha de Beirágua e Frodo Bolseiro retorna à Bolsão. Ordenou que Saruman fosse embora e Grima começou a rastejar atrás de seu mestre quando ele o chamava. Frodo disse a Grima que ele poderia ficar se assim desejasse, e receber comida e abrigo antes de seguir seu próprio caminho. Grima quis aceitar, mas Saruman revelou que fora ele que matara Oto. Quando Grima o retrucou dizendo que ele havia feito a seu comando, o mesmo zombou dele e o chutou no rosto.

Algo acordou dentro de Grima, então ele se virou contra o mestre que odiava e temia. Grima saltou nas costas de Saruman e cortou sua garganta com uma faca, matando-o. Tentou fugir, mas foi alvejado até a morte por três hobbits arqueiros.

Com a morte desses dois traidores, mestre e escravo, a Guerra do Anel chegou ao fim.


Datas Importantes
3014 
Grima começa a influenciar o rei Théoden em nome de Saruman por volta desta data. 

3018 
19 de setembro: Gandalf chega à Edoras, mas é sua entrada é barrada.
20 de setembro: Gandalf conta a Théoden sobre a traição de Saruman, mas o rei se recusa a acreditar e o manda embora. Após sua visita, Rohan é alvejada por orcs e homens a serviço de Saruman. Os comandantes de Théoden começam a desafiar as ordens de Grima. 

3019 
25 de fevereiro: Théodred é assassinado na Primeira Batalha nos Vaus do Isen.

27 de fevereiro: Notícias da morte de Théodred chega à Edoras. Erkenbrand envia pedido de reforços mas Grima aconselha o rei a ir contra essa atitude. O rei Théoden segue seus conselhos. Também devido a conselhos de Grima, Éomer fica proibido de enfrentar um bando de Orcs que entraram em Rohan, mas Éomer o desafia.

30 de fevereiro: Éomer volta à Edoras e é preso sob orientação de Grima.

2 de março: Gandalf chega a Meduseld e cura Théoden. A traição de Grima é exposta e ele foge para Isengard.

3 e 4 de março: As forças de Saruman são derrotados na batalha do Abismo de Helm e Isengard é destruída pelos rios.

5 de março: Grima chega à Isengard e fica consternado ao vê-la destruída. Ele fica preso em Orthanc com Saruman. No encontro entre Théoden, Gandalf e Saruman, Grima arremessa o palantir Orthanc abaixo.

15 de agosto: Barbárvore liberta Saruman de Orthanc e Grima o acompanha ao norte.

28 de agosto: Os Hobbits e Gandalf encontram Saruman e Grima na estrada. Saruman e Grima rumam para o Condado.

22 de setembro: Saruman e Grima chegam ao Condado. Saruman entra em Bolsão e toma o cargo de chefe de Oto Sacola-Bolseiro. Momentos depois Grima mata Oto.

3 de novembro: Os hobbits derrotam os homens de Saruman na batalha do Beirágua. Grima mata Saruman e é morto pelos Hobbits arqueiros. 

Grima
Nomes e títulos
Grima 
O nome Grima significa "máscara" ou "capacete que esconde o rosto" em Inglês antigo. Seu nome é uma referência a sua identidade secreta como agente de Saruman. 

Língua-de-Cobra 
Grima era chamado de Língua-de-Cobra (ou língua de verme) por aqueles que desconfiavam dele. Esta designação implica que Grima tinha uma língua bifurcada de cobra – o que significa que ele mentiu e enganou.
"Nomenclatura de O Senhor dos Anéis", entrada para Língua-de-Cobra”.

Verme
Saruman chamava Grima apenas de Verme, o que seria uma forma curta para Língua-de-Cobra (Língua-de-Verme), mas também uma provável referência à conduta de Grima. 
O Retorno do Rei: "O Expurgo do Condado", p. 299

Fontes:
A Sociedade do Anel: "O Conselho de Elrond," p. 275.
As Duas Torres: "Os Cavaleiros de Rohan", p. 38-39; "O Rei do Palácio Dourado," passim; "O Abismo de Helm", p. 133-34; "A Estrada Para Isengard," p. 149, 161-62; “Escombros e Destroços ", p. 178-79; "A Voz de Saruman", p. 183, 189-90; "O Palantir", p. 205. 
O Retorno do Rei: "As Casas de Cura", p. 143; "Muitas Despedidas", p. 258, 261-62; "O Expurgo do Condado", p. 299-300.
Contos Inacabados: "O Desastre dos Campos de Lis", p. 277; "A Caçada ao Anel", p. 340; " As Batalhas dos Vaus do Isen", p. 355. 355. 359-60, 367-68 359-60, 367-68.

Traduzido e adaptado de: The Thain’s Book

Saruman

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 Saruman o Branco foi o Chefe da Ordem dos Magos, era sábio e poderoso; porém, também era orgulhoso e foi corrompido pelo desejo em obter o Um Anel e foi seduzido pela vontade e poder de Sauron. Ele criou exércitos, maquinários e buscou expandir seu poder. Todavia, no final as obras de Saruman foram desfeitas por um poder maior do que ele poderia imaginar e ele acabou por ser morto pelas mãos de um de seus próprios servos.

Saruman era originalmente um Maia conhecido como Curumo. Os Maiar eram espíritos que ajudavam e serviam aos Valar nas Terras Imortais e Curumo era um dos Maiar de Aulë, o Vala cujo domínio eram as substâncias das quais a terra era feita. Aulë é um ferreiro e mestre de ofícios e trabalhos habilidosos, e dele Curumo obteve muito conhecimento. Sauron também havia sido um Maia de Aulë, porém se corrompeu com o mal e procurou estabelecer seu domínio sobre a Terra-média, de modo que os Valar decidiram enviar emissários para se oporem a ele. Curumo foi escolhido por Aulë e ele se tornou um dos Istari, ou Magos. A missão dos Magos era auxiliar os povos livres da Terra-média em sua luta contra Sauron sem procurarem por dominação ou poder para si próprios.

 

 

Curumo foi para a Terra-média por volta do ano 1.000 da Terceira Era e é tido como o primeiro dos Magos a desembarcar no continente, embora de acordo com outras fontes Yavanna, esposa de Aulë, pediu para que Curumo levasse consigo outro mago que ficou conhecido como Radagast, o Castanho.

Curumo foi chamado Saruman pelos Homens, dentre os quais ele passou a maior parte de seu tempo, e os Elfos o chamavam de Curunír. Como os outros Magos, ele tomou a forma de um velho homem. Saruman era alto e de um porte nobre, seus cabelos eram negros no começo e, embora tenham se tornado brancos com o passar do tempo, as raízes e algumas mechas permaneceram negras. Saruman tinha uma bela voz e uma sutil maneira de falar, a qual ele poderia usar para persuadir os outros. Seu manto era branco, significando que ele era o maior dentro da Ordem dos Magos.

 Em seus primeiros anos na Terra-média, Saruman fez várias jornadas pelas terras, indo até Rhûn no Extremo Oriente com os Magos Azuis. Porém, ao contrário destes, retornou para o oeste da Terra-média. Em 2463, o Conselho Branco foi estabelecido e formado pelos principais Magos e Elfos – incluindo Saruman, Gandalf, Elrond, Galadriel e Círdan. Sua principal preocupação era o poder maligno que ocupava a fortaleza de Dol Guldur na Floresta das Trevas, o qual eles temiam ser Sauron. Quando tiveram que escolher um líder para o Conselho, Galadriel indicou Gandalf, porém ele se recusou e Saruman se tornou o chefe do Conselho Branco.

Saruman se tornou ressentido e invejoso de Gandalf ao descobrir que ele era mais forte, embora mais humilde, e que possuía grande influência entre os povos da Terra-média. Saruman também estava ciente de que Gandalf havia recebido Narya, um dos Três Anéis dos Elfos, e isso tornou Saruman particularmente invejoso pois ele considerava os Anéis de Poder a sua principal área de estudos. Saruman estudou muito a história dos Anéis e sua forjadura e finalmente até mesmo usou de suas habilidades de artífice para fazer Anéis de menor escala de poder. O principal interesse de Saruman era o paradeiro do Um Anel – o Anel Governante forjado por Sauron que havia sido tomado por Isildur e perdido nos Campos de Lis, onde Isildur foi morto. Saruman fez várias visitas aos arquivos de Minas Tirith e aprendeu tudo o que ele podia sobre Isildur. Dentre os pergaminhos descobertos por Saruman havia um escrito pelo próprio Isildur no qual ele descrevia o Anel e a inscrição gravada nele.

Nos arquivos, Saruman também aprendeu sobre os palantíri, ou Pedras Videntes – objetos que poderiam ser usados para obter informação e comunicar uns com os outros mesmo em longas distâncias. Saruman descobriu que havia um palantir na Torre de Orthanc em Isengard, uma fortaleza no Desfiladeiro de Rohan na porção mais ao sul das Montanhas Nevoentas. Embora Isengard ficasse em Rohan, ela pertencia a Gondor, porém a sua guarda se tornou elaxada com o tempo e, em 2759, após os Carroceiros terem sido expulsos de lá pelos Rohirrim, Saruman se ofereceu para morar em Isengard, reparar e manter suas defesas. Assim foi que as Chaves de Orthanc lhes foram entregues por Beren, o Regente de Gondor. No mesmo ano, Saruman compareceu à coroação do Rei Fréalaf de Rohan levando presentes e louvando o valor dos Rohirrim. Rohan havia acabado de passar por uma invasão de Terrapardenses logo após o Grande Inverno. Nos duros anos que ainda viriam eles lucraram muito com sua nova amizade com Saruman e ficaram contentes por terem um Mago de grande poder morando na fortaleza em sua fronteira oriental. Saruman também se tornou amigo de Barbárvore, o mais velho dos Ents residentes na Floresta Fangorn. Saruman andava pelas florestas e conversava com Barbárvore e com ele aprendeu muitas coisas, embora ele mesmo não compartilhasse de nenhuma de suas informações em troca.

 O Conselho Branco se encontrou novamente em Valfenda em 2851 e Gandalf relatou que ele havia estado em Dol Guldur e descoberto que o mal que lá habitava era, de fato, Sauron. Gandalf ainda recomendou que o Conselho Branco atacasse imediatamente Dol Guldur, porém Saruman foi contrário à essa atitude, dizendo que ao Conselho que ele acreditava que o Um Anel havia sido levado pelas águas do Anduin até o Mar, de onde não poderia ser recuperado, e que sem ele Sauron não teria como recuperar a sua força. O Conselho concordou em esperar e observar, embora Gandalf ainda estivesse preocupado. Na verdade, Saruman havia começado a procurar pelos Campos de Lis pelo Um Anel na tentativa de tomá-lo pra si, pois durante o seu longo estudo sobre o Anel de Sauron, ele havia sido corrompido pela armadilha de seu poder e pretendia ocupar o lugar de Sauron que agora era visto por ele como um rival no desejo de dominar a terra. Saruman acreditava que se encontrasse o Anel ele seria capaz de o usar para estabelecer a ordem da maneira que ele achava melhor e governar o mundo dos Homens.

Saruman acreditava que se Sauron permanecesse em Dol Guldur, o Anel poderia se revelar enquanto procurava voltar para seu Mestre. No entanto, em 2939, Saruman descobriu que Sauron também estava vasculhando os Campos de Lis à procura do Anel. Novamente Gandalf propôs um ataque contra Dol Guldur no encontro seguinte do Conselho em 2941 e dessa vez Saruman concordou. Foi através das invenções de Saruman que o ataque foi bem sucedido e Sauron abandonou Dol Guldur. O que o Conselho não sabia era que Sauron havia se preparado para o ataque e ele voltou para a sua primeira fortaleza em Mordor e lá começou a juntar suas forças. Declarou-se abertamente em 2951 e dois anos depois o Conselho Branco se encontrou pela última vez. Descobriram que Sauron estava ávidamente procurando pelo Anel e mais uma vez Saruman lhes disse que o Anel estava no leito do Mar e que Sauron nunca o encontraria.

De fato nem Saruman e nem Sauron jamais encontraram o Anel nos Campos de Lis. Saruman encontrou a corrente que havia sido usada com o Anel, assim como a Elendilmir, um símbolo da realeza do Reino do Norte, que Isildur usava quando foi morto, e escondeu esses itens em Orthanc junto com outros tesouros que ele havia encontrado, porém o Anel já havia sido levado. Gollum, uma criatura que havia sido um Hobbit antes de encontrar o Anel e ser dominado por ele, o levou para as profundezas das Montanhas Nevoentas onde ele acabou sendo descoberto por outro Hobbit chamado Bilbo Bolseiro. Saruman não tinha conhecimento da descoberta de Bilbo, embora estivesse ciente do interesse de Gandalf nos Pequenos e suspeitasse de tudo o que Gandalf fizesse. Saruman visitou o Condado sob um disfarce, mas temia ser descoberto por Gandalf; enviou então agentes a Bri e à Quarta Sul para descobrirem o que pudessem sobre o interesse de Gandalf no Condado.

Saruman também havia secretamente começado a fumar a erva de fumo do Condado, embora ele publicamente recriminasse o uso delas por Gandalf. Ele comprava a erva de fumo das plantações dos Justa-Correias e Sacola-Bolseiros e ele usou dessa conexão para corromper alguns deles para espionarem os outros Hobbits.

Após a última reunião do Conselho Branco, Saruman se isolou em Isengard. Ele havia recebido Isengard para ser um tenente do Regente e guardião da torre, porém agora ele havia tomado a torre para si e começado a reforças suas fortificações e nesse processo ele destruiu os belos jardins de Isengard cavando poços que ele encheu com forjas e maquinários bélicos. Para alimentar seus fogos, Saruman emitiu ordens aos seus escravos para derrubarem a Floresta Fangorn.
Saruman começou a construir seu próprio exército, recrutando Homens da Terra Parda que odiavam Rohan, e também reuniu Wargs e Orcs em suas fileiras. Dentre esses Orcs estava uma raça especial de Uruk-hai que eram maiores e mais fortes do que os Orcs comuns e ainda conseguiam suportar a luz do sol. Havia também um número de Homens a serviço de Saruman que aparentavam ter sangue de Orc em suas veias e essas raças poderiam ser o resultado das experiências de cruzamento entre Orcs e Homens feitas por Saruman. Era dito que Saruman alimentava seus Uruk-hai com a carne de Homens.

Por volta do ano 3000, Saruman começou a usar mais frequentemente o palantir. Primeiramente, havia apenas tido visões de lugares longínquos ou eventos na pedra de Orthanc, porém finalmente entrou em contato com outro palantir, a pedra de Ithil que estava na Torre Negra de Sauron. A integridade de Saruman havia diminuído pelo abandono de seus princípios morais em sua busca por poder, e assim ele ficou vulnerável à dominação da vontade superior de Sauron. Não foi preciso muito tempo para que Saruman se sentisse compelido a reportar-se a Sauron através do palantir. Os usuários do palantir se comunicavam através do pensamento, e é bem possível que Sauron tenha descoberto mais de Saruman do que esse pretendia revelar.

Saruman continuou com seu plano de expandir seu poder, começando pela conquista de Rohan, o mais forte aliado de Gondor, até mesmo porque isso também beneficiaria os planos de Sauron para a conquista da Terra-média. Os Uruk-hai de Saruman desceram das Montanhas Nevoentas e devastaram os cavalos dos Rohirrim enquanto os Orcs de Sauron atacaram Rohan vindos do leste. Saruman recrutou um Homem de Roham chamado Gríma para ser seu agente na corte do Rei Théoden de Rohan. Gríma se tornou o conselheiro de Théoden e logo começou a exercer sua influência sobre o Rei a favor de Saruman. Em 3014, Théoden adoeceu, provavelmente como resultado dos venenos e poções administradas por Gríma. Como um dos efeitos, Théoden aparentou ter envelhecido prematuramente e sua capacidade de julgamento se tornou comprometido, tornando-se cada vez mais dependente dos conselhos de Gríma. Era a intenção de Saruman enfraquecer Théoden e assim deixar Rohan pronta para um ataque decisivo.

Acima de tudo, Saruman desejava encontrar o Um Anel, que ele ainda esperava declarar como seu. Tinha quase certeza de que Gandalf estava ciente do paradeiro do Anel e de que alguma forma os Hobbits do Condado estavam envolvidos nessa trama. Os espiões de Saruman relataram que os Guardiões do Norte estavam vigiando de perto o Condado e, em 3001, essa gurda havia sido dobrada. No verão de 3018, Saruman descobriu que os Nove Nazgûl haviam deixado Mordor e estavam procurando pelo Anel que estava em posse de uma pessoa chamada Bolseiro no Condado, e então resolveu armar uma armadilha para Gandalf e arrancar dele o que ele sabia; enviou Radagast com uma mensagem para Gandalf dizendo que os Nazgûl haviam sido soltos e que ele deveria ir para Isengard o mais depressa para que pudessem discutir sobre o assunto. Gandalf chegou em Isengard em 10 de julho do mesmo ano e Saruman estava usando abertamente um Anel que ele havia criado e revelou a Gandalf que ele não era mais Saruman, o Branco, e sim Saruman, o de Muitas Cores, e seu manto agora era de todas as cores e matizes.

Saruman então propôs a Gandalf que eles se juntassem e governassem o mundo dos Homens e que o meio para isso seria uma aliança com Sauron.

“Um novo Poder se levanta. Contra ele, as velhas alianças e políticas não nos ajudarão em nada. Não há mais esperança nos elfos ou na agonizante Númenor. Esta então é uma escolha diante de você, diante de nós. Podemos nos unir a esse Poder. Seria uma sábia decisão, Gandalf. Existe esperança por esse caminho. A vitória dele se aproxima, e haverá grandes recompensas para aqueles que o ajudarem. Enquanto o Poder crescer, os que se mostrarem seus amigos também crescerão; e os Sábios, como você e eu, poderão, com paciência, vir finalmente a governar seus rumos, e a controlá-lo. Podemos esperar nossa hora, podemos guardar o que pensamos em nossos corações, talvez deplorando as maldades feitas incidentalmente, mas aprovando o propósito final e mais alto: Conhecimento, Liderança, Ordem; todas as coisas que até agora lutamos em vão para conseguir, mais atrapalhados que ajudados por nossos amigos fracos e inúteis. Não precisaria haver, e não haveria, qualquer mudança em nossos propósitos, só em nossos meios.” A Sociedade do Anel: “O Conselho de Elrond”.

Quando Gandalf rejeitou sua proposta, Saruman sugeriu que ele poderia substituir Sauron se eles tomassem o Um Anel para eles, e pediu para Gandalf revelar-lhe sua localização. Mais uma vez Gandalf se recusou e Saruman então o aprisionou no pináculo de Orthanc.

 Com Gandalf fora do caminho, Saruman esperava ser capaz de encontrar o Portador do Anel e assim enviou vários agentes para viajarem entre Isengard e o Condado. Porém antes dos agentes de Saruman reportarem seus avanços, Gandalf escapou, sendo resgatado do topo de Orthanc em 18 de setembro por Gwaihir, o Senhor do Vento, que havia ido até Isengard levando notícias a pedido de Radagast sem saber que Gandalf era mantido prisioneiro lá.

Pouco depois o Senhor dos Nazgûl foi a Isengard, enviado por Sauron que já estava ciente da captura de Gandalf. Sobre essa visita existem diferentes fontes: em uma delas, o Nazgûl chegou dois dias após a fuga de Gandalf e Saruman usou sua Voz para persuadir o Senhor dos Nazgûl de que ele não sabia sobre a localização do Anel, mas que Gandalf sabia e que deveriam procurar por ele nas proximidades de Isengard. Em vez de Gandalf, o Nazgûl acabou por encontrar Gríma, que lhe revelou que Saruman estava escondendo o que sabia; de acordo com outra fonte, Saruman apenas descobriu que Gandalf havia escapado quando o Nazgûl chegou, mas ele fingiu que Gandalf havia acabado de lhe dizer a localização do Condado. O Nazgûl acabou por descobrir através de um Sulista que Saruman sabia muito mais do que ele havia revelado.

Em ambos os casos, Saruman se encontrou em uma posição incômoda, pois ele era um traidor descoberto de ambos os lados. Saruman pensou que ele ainda tivesse tempo para encontrar o Anel pois acreditava que o Portador do Anel ainda não havia deixado o Condado, porém o Sulista vesgo foi confrontado pelo Nazgûl e forçado a lhe prestar serviço. Do agente de Saruman, o Nazgûl descobriu que um Hobbit chamado Bolseiro vivia na Vila dos Hobbits e eles começaram sua incansável caçada a Frodo Bolseiro assim que o Portador do Anel começou sua fuga para Valfenda.

 

Enquanto isso, Saruman começou a avançar seu plano para conquistar Rohan, pois Gandalf havia ido à Edoras após ter escapado para avisar ao Rei Théoden mas acabou sendo expulso de lá pelos conselhos de Gríma. Saruman declarou soberania sobre as terras de Rohan e fechou o Desfiladeiro de Rohan e companhias de Orcs portando seu emblema da Mão Branca começaram a causar problemas aos Rohirrim. Os espiões de Saruman continuaram a sua caçada ao Portador e, em 8 de Janeiro de 3019, um bando de Crebain passou pela Sociedade em Azevim. É bem provável que esses pássaros estivessem a serviço de Saruman e reportaram suas notícias sobre o progresso do Portador rumo ao sul. Em 18 de janeiro do mesmo ano, mensageiros de Moria chegaram a Isengard e reportaram que a Sociedade havia passado por Moria e estava indo em direção ao sul e então Saruman enviou batedores liderados por Ugluk para interceptá-los.

Em Rohan, as forças de Saruman estavam encontrando uma resistência dos Rohirrim liderados por Théodred, filho do Rei, e Éomer, sobrinho do Rei. Saruman então decidiu que Théodred deveria ser eliminado e, em 25 de fevereiro, enviou uma companhia com ordens para matar o filho do Rei. Na Primeira Batalha dos Vaus do Isen, a posição de Théodred foi impiedosamente atacada e ao final dela ele foi morto. Porém, Saruman cometeu um erro estratégico que lhe custaria caro ao não mover imediatamente sua invasão ao Folde Oriental, em parte por causa da força de resistência liderada por Grimbold e Elfhelm.

 No dia seguinte, Uglúk e sua companhia chegou ao Amon Hen onde a Sociedade estava acampada. Saruman havia ordenado a Uglúk que matasse todos menos os Pequenos, que deveriam ser levados para Isengard vivos e incólumes. A companhia de Uglúk capturou Meriadoc Brandebuque e Peregrin Tûk e matou Boromir de Gondor que tentava defender os Hobbits. Um Orc de Mordor chamado Grishnakh queria levar os Hobbits para Sauron, porém Uglúk venceu a disputa e levou os seus prisioneiros para Isengard. Nos limites da Floresta Fangorn, em 28 de fevereiro, a companhia de Uglúk foi cercada por Cavaleiros de Rohan liderados por Éomer e no amanhecer do dia seguinte os Cavaleiros atacaram, matando todos eles. Mas o pior para Saruman foi o fato de que Merry e Pippin escaparam para a Floresta Fangorn, onde eles conheceram Barbárvore, que vinha sendo incomodado pela destruição desenfreada de suas árvores por Saruman. A chegada de Merry e Pippin fez com que os Ents se levantassem e tomassem uma atitude em relação ao que acontecia à Floresta.

Saruman não estava ciente do que havia acontecido aos seus Uruk-hai e estava tão desesperado por obter o Anel que ele mesmo foi até os limites de Fangorn uma noite em fevereiro, onde foi avistado por Gimli, Aragorn e Legolas. Saruman encontrou as carcaças de sua companhia, porém ele não sabia se eles estavam lhe levando o Anel e se estavam, o que lhe havia acontecido. Temendo que os Rohirrim houvessem tomado posse do Anel, Saruman retornou à Isengard e lançou o ataque contra Rohan. Antes do anoitecer de 2 de março, Saruman enviou uma porção de suas forças para interceptar os Rohirrim na Segunda Batalha dos Vaus de Isengard, na qual os Rohirrim ofereceram uma resistência ferrenha, porém à meia-noite Saruman liberou todo o contingente de Isengard: um exército de milhares de Orcs, alguns montados em Wargs, assim como Homens, alguns da Terra Parda e outros que pareciam ter sangue de Orc em suas veias. Os defensores do Vau do Isen foram divididos e espalhados enquanto o exército de Saruman continuou até chegarem à fortaleza do Abismo de Helm, onde o Rei Théoden havia buscado refúgio.

Saruman estava em seus portões assistindo suas tropas deixarem Isengard; porém, quando a última companhia havia passado, os portões foram repentinamente atacados por Ents. Saruman não havia previsto que os Ents se voltassem contra ele e ele não tinha idéia de como lidar com essa antiga força da natureza. Os Ents derrubaram os muitos de Isengard e Saruman refugiou-se em Orthanc, perseguido por Tronquesperto, um Ent cujas sorveiras haviam sido destruídas pelos Orcs de Saruman.

Saruman se trancou em sua torre, a qual os Ents eram incapazes de destruir, e de lá atacou os Ents com fogo líquido e vapores saídos dos poços cavados no jardim de Isengard. Os Ents se enfureceram e começaram a se atirar contra Orthanc e Saruman respondeu com uma risada sinistra, o que fez com que os Ents se tornassem calmos e determinados, desviando as águas do Isen para Isengard e os fogos de Saruman foram apagados e sua sujeira lavada.

Ao amanhecer de 4 de março, o exército de Saruman foi derrotado na Batalha do Abismo de Helm graças à precisa chegada dos reforços reunidos por Gandalf e uma floresta de Huorns enviados por Barbárvore. Muitos dos Homens de Saruman se renderam e receberam misericórdia; seus Orcs, porém, fugiram para dentro da floresta de Huorns e nenhum deles foi visto com vida novamente.

Gandalf e o Rei Théoden foram então para Orthanc dialogar com Saruman e este tentou persuadir Théoden a juntar-se a ele usando o poder de sua Voz.

“As pessoas que escutavam aquela voz desavisadamente mal conseguiam depois reportar as palavras que tinham ouvido; e quando conseguiam titubeavam, pois pouca força restava nelas. A maior parte do que conseguiam lembrar era o prazer que sentiram ao ouvir a voz falando, e que tudo o que ela dissera parecera sábio e razoável, despertando neles um desejo de, mediante um acordo rápido, parecerem sábios também. Quando outras vozes falavam, pareciam por contraste rudes e grosseiras; e se se opusessem à voz o ódio se acendia no coração dos que estavam sob o efeito do encanto. Para alguns o encanto durava apenas enquanto a voz lhes falava, e quando ela se dirigia aos outros eles sorriam, como os homens fazem quando percebem o truque de um ilusionista diante do qual os outros ficam pasmos. Para muitos, apenas a voz era o suficiente para mantê-los cativos; mas para
aqueles que eram seduzidos por ela o encantamento perdurava mesmo quando estava longe, e eles continuavam escutando a voz suave sussurrando e incitando-os. Mas ninguém ficava impassível; ninguém conseguia recusar seus pedidos e seus comandos sem um esforço de mente e de vontade, enquanto seu mestre tivesse controle dela.”
As Duas Torres: “A Voz de Saruman”.

Entretanto, Théoden não foi enganado ao se lembrar da crueldade do exército de Saruman e ele percebeu que Saruman era apenas uma ferramenta nas mãos de Sauron. Quando Théoden rejeitou a proposta, Saruman voltou sua atenção a Gandalf, porém esse apenas riu e lhe deu a escolha de descer de sua torre e abandonar sua aliança com Sauron. Saruman teve um momento de incerteza, mas o orgulho e o ódio venceram e ele recusou a oferta; então Gandalf se revelou como Gandalf, o Branco, quebrou o cajado de Saruman e o expulsou da Ordem dos Magos e do Conselho Branco. Saruman então voltou a se trancar em Orthanc.

 Gríma atirou o palantir do alto da torre e Pippin o apanhou. Saruman se enfureceu quando ele descobriu o que Gríma havia feito, pois agora ele não tinha meios de se comunicar com Sauron. Um Nazgûl alado já estava a caminho de Isengard a fim de descobrir o que Saruman estava tramando. Quando Pippin olhou no palantir, Sauron pensou que Saruman estava mantendo o Portador prisioneiro. Mais tarde, ainda no mesmo dia, Aragorn olhou na pedra de Orthanc e confrontou Sauron, atraindo a atenção do Inimigo para o retorno do herdeiro de Isildur e incidentalmente aliviando Saruman da ira de Sauron.

Saruman permaneceu prisioneiro em Orthanc vigiado pelos Ents. Em 25 de março de 3019, o Anel foi destruído e o reino de Sauron caiu em ruínas. Barbárbore permaneceu em sua vigilância por vários meses após a tomada de Isengard e deu detalhes da queda de Sauron a Saruman, usando grandes palavras até que Saruman se cansou. O poder de Saruman havia decrescido bastante desde que seu cajado havia sido quebrado, mas ele ainda tinha a sua Voz e com ela ele foi capaz de usar da relutância de Barbárvore em manter aprisionado qualquer ser vivente e acabou por convencê-lo de que não era mais uma ameaça a ninguém. Saruman foi libertado em 15 de agosto e então ele entregou as Chaves de Orthanc para o velho Ent e seguiu para o norte com Gríma.

Em 28 de agosto, Saruman e Gríma foram interceptados por Gandalf e os Hobbits, junto com Galadriel, Celeborn e Elrond a caminho dos Portos Cinzentos. Gandalf e Galadriel ofereceram ajuda a Saruman, mas esse a recusou e ele tripudiou ao ver que os Três Anéis dos Elfos haviam perdido seu poder quando o Um Anel havia sido destruído. Saruman se enfureceu ao ver os Hobbits parecendo prósperos e seguros sob a proteção de Gandalf e então decidiu lhes ensinar uma lição; foi até o Condado com Gríma, chegando em 22 de setembro. Muitos de seus agentes já estavam por lá atendendo uma convocação de Lotho Sacola-Bolseiro, um dos Hobbits que Saruman havia corrompido. Lotho havia se proclamando Condestável do Condado, porém os Homens do Chefe estavam encarregados do Condado, e eles estabeleceram uma série de Leis injustas. Quando o verdadeiro mestre dos Homens, Saruman, chegou, ele assumiu como Chefe. Lotho foi esfaqueado até a morte enquanto dormia por Gríma, a mando de Saruman.

Saruman buscava vingança pela destruição de Isengard tentando arruinar o Condado. Os Homens do Chefe começaram a destruir e queimar aleatoriamente casas, árvores e fazendas. O Novo Moinho foi usado para algum propósito industrial e O Água se tornou poluído com lixo. Saruman se mudou para a casa de Frodo em Bolsão e encheu os jardins com mais lixo. As provisões se tornaram mais escassas e o Chefe mais impiedoso, e os Hobbits que haviam sido aprisionados nos Tocadeados eram frequentemente espancados.

Frodo, Sam, Merry e Pippin retornaram ao Condado em 30 de outubro. Saruman soube de sua chegada e enviou uma mensagem à casa do Condestável no Sapântano para que eles fossem detidos e levados a ele. Porém os quatro Hobbits se adiantaram a seus captores e seguiram pelo Beirágua, onde eles convocaram os Hobbits a se erguerem contra os Homens do Chefe. Na Batalha de Beirágua em 3 de novembro, os Hobbits derrotaram os Homens do Chefe e os expulsaram do Condado. Frodo então foi até Bolsão e encontrou Saruman. O Mago se regozijou ao ver a destruição que ele havia causado e alguns dos Hobbits pediram por sua morte, porém Frodo declarou que a vida de Saruman deveria ser poupada e ordenou que ele deixasse o Condado imediatamente. Saruman tentou apunhalar Frodo, e mesmo assim Frodo não permitiu que os outros matassem o Mago caído.

“Saruman se pôs em pé e encarou Frodo. Havia um olhar estranho em seus olhos que mesclavam espanto, respeito e ódio. “Você cresceu, Pequeno — disse ele. Sim, você cresceu muito. É sábio e cruel. Roubou a doçura de minha vingança, e agora parto amargurado, em divida para com a sua clemência. Odeio você e sua demência! Bem, vou embora e não o incomodarei mais. Mas não espere de mim que lhe deseje saúde e vida longa. Não terá nenhuma das duas coisas. Mas isso não será por obra minha. Estou apenas prevendo.” O Retorno do Rei: “O Expurgo do Condado”.

 

Saruman se preparou para partir e ordenou que Gríma o acompanhasse, porém Frodo disse que ele poderia ficar se desejasse. Saruman revelou então que Gríma havia matado Lotho e quando Gríma respondeu que havia apenas seguido ordens de Saruman, esse caçoou dele e o chutou no rosto. Gríma então pulou sobre Saruman e lhe cortou a garganta. Dessa forma Saruman morreu e seu espírito deixou seu corpo, para nuca mais voltar à Terra-média ou Terras Imortais, de onde ele havia vindo.

 

“Para o assombro dos circunstantes, ao redor do corpo de Saruman formou-se uma névoa cinzenta que, subindo lentamente a uma grande altura qual a fumaça de uma fogueira, pairou sobre a Colina como um vulto pálido e amortalhado. Por um momento vacilou, olhando para o Oeste; mas do oeste veio um vento frio, e o vulto se curvou, e com um suspiro dissolveu-se em nada.

Frodo olhou para o corpo com pena e terror, pois enquanto olhava pareceu que de repente longos anos de morte se revelavam nele, e o corpo encolheu, e o rosto enrugado transformou-se em trapos de pele sobre um crânio hediondo.” O Retorno do Rei: “O Expurgo do Condado”.

 

 Nomes e Títulos

Sauman, o Branco:

O nome Saruman significa “homem habilidoso”. Esse era o seu nome na língua dos Homens do Norte. Em inglês antigo, a palavra searu significa tanto “arte, habilidade, esperteza” quanto “truque, emboscada, plano, traição”. A cor de Saruman era originalmente branca e ele vestia mantos brancos.

 

Curunír:

Curunír significa “aquele com recursos engenhosos” ou “homem habilidoso ou artífice” em Sindarin. O elemento curu significa “habilidade, artífice” e nír é uma forma derivada de dir, uma terminologia masculina. Também era chamado de Curunír ‘Lân, onde ‘Lân deriva de glân, que significa “branco”.

 

Curumo:

Curumo é o equivalente em Quenya de Curunír. Esse é o nome pelo qual Saruman era conhecido como um Maia.

 

Mensageiro Branco:

Quando Saruman chegou na Terra-média ele era conhecido como o Mensageiro Branco pois era um mensageiro dos Valar e vestia um manto branco.

 

Chefe da Ordem dos Magos:

Saruman era o Chefe da Ordem dos Magos, que também incluía Gandalf, Radagast e os Magos Azuis.

 

Chefe do Conselho Branco:

Após a formação do Conselho Branco – composto pelos principais Elfos e Magos – Saruman se tornou o Chefe do Conselho Branco.

 

Saruman o Sábio:

Saruman era chamado por muitos, e se chamava, Saruman, o Sábio.

 

Saruman o fazedor de Anéis:

Saruman também referia a si mesmo dessa forma por ele ter feito ao menos um Anel de Poder menor.

 

Saruman de Muitas Cores:

Saruman abandonou sua cor original em favor de mantos multicolores que assumiam diversas cores aos olhos dos expectadores.

 

‘Branco!’, zombou ele. ‘Serve para começar. O pano branco pode ser tingido. Pode-se escrever sobre a página em branco; a luz branca pode ser decomposta.”  A Sociedade do Anel: “O Conselho de Elrond”.

 

 Chefe:

Saruman foi para o Condado em setembro de 3019 T.E. e assumiu como Chefe no lugar de Lotho Sacola-Bolseiro.

 

Charcote:

Saruman era chamado de Charcote por seu povo em Isengard assim como pelos Homens do Chefe no Condado. Saruman pensou que esse fosse um termo de afeição, porém isso provavelmente era derivado do Órquico para “homem velho”.

 

 

Fonte:
The Thain’s Book