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Valinor, a Abençoada

Todo pedaço de terra da Terra-Média é abençoado. Mas bênção maior, ou luz suprema tão singular em si só encontra-se em Valinor. Pois esta mesma terra foi a morada das moradas; e todos os seres em que Valinor moram possuem uma beleza única; somente os mais perspicazes olhos podem interagir à visão iluminada desta terra.
 
Em Valinor os grandes viveram; foi onde toda a verdadeira história começou. E todo primórdio nunca é privado de esplendor, e em Valinor o esplendor certamente é abundante, como, ser em meio à montanhas, bosques, plantas, árvores, turfas, animais, nuvens e estrelas, estivessem sendo lançadas as sementes de um futuro incerto; pois no tempo Valinor baseava-se; e todos os seres jubilavam-se no crepúsculo deste dia à espera da alvorada do próximo, e então seus corpos enchiam-se de vigor, e suas almas eram renovadas com o brilho das estrelas e a luz sublime que as duas e demais árvores derramavam sobre eles; e todos os grupos (noldor, Valar, Maiar, vanyar) são na verdade um só espírito e um só sangue, pois todos nutriam a esperança reconfortante de uma vida serena, alguns trabalhando, outros ocupados com suas músicas, seus bosques e plantas, sempre sob o julgamento de Ilúvatar ou na fé de Manwë, pois todo povo ama e teme à seus senhores, e todo senhor ama e teme à seu povo.

No entanto, mesmo Valinor não esta totalmente livre das trevas, das sombras e do mal. Por mais intenso que seja o brilho da estrela, tão contrário e forte e mórbido é a adversidade ou a antiluz da sombra, tão penetrante em sua maneira que tem o luxo de caracterizar-se pelo nome de Melkor. Em Valinor os elfos aqueceram seus corações, e em Valinor a vida nasce naturalmente; toda raça e todo povo encontra em nesta terra a força e vivacidade da beleza, do esplendor, em sua forma mais pura e sincera.

Afinal, Valinor não é tão somente um pedaço da Terra-Média, com suas montanhas (fortalezas) ou plantas e árvores, águas e rios, mas é a representação dos anseios dos elfos e Valar, homens e anões, ou até mesmo dos anseios imperfeitos inóspitos e góticos dos orcs, e é também a representação que qualquer destas raças queriam imaginar, pois Valinor pode ser totalmente alcançada em profundos sonhos.

Arwen e Aragorn – O Inicio de Uma nova Era

Logo após o término da guerra do anel, Aragorn filho de Arathorn herdeiro de Isildur é coroado rei de Gondor e se casa com Arwen Undómiel filha de Elrond, e ficam morando em Minas Tirith, no grande palácio sobre a Torre Branca, na muralha mais alta da cidade. Assim seguem-se meses de festividades e de reconstrução da cidade destruída, marcando o inicio de uma nova era, uma era de aparente paz e prosperidade.
Gimli trouxe artesões da Montanha para ajudar a reconstruir a cidade e a muralha de Minas Tirith que tinha sido destruída durante a guerra nos campos de Pelennor. Além disso as ruas da cidadela foram mais bem planejadas e organizadas.
Legolas e seu povo trouxeram da floresta flores para enfeitar os jardins das casas e pássaros para alegrarem a cidade com seu canto.
A cidade branca brilhando a luz do sol tornou-se um lugar muito agradável para se viver, Arwen sentia como se estivesse vivendo nas terras de seu pai e por muitas vezes lembrava-se com saudades dos lugares onde passou sua infância onde os pássaros e as flores eram seus maiores companheiros.
 
Passados seis meses, Aragorn parte com Gandalf, Legolas, Gimli para acompanhar os 4 hobbits de volta até o Condado. Arwen permanece em Minas Tirith tomando conta de tudo. Na véspera de sua partida, Aragorn e Arwen se despedem longamente e após uma noite de amor, Aragorn parte.
Passaram-se 4 semanas quando Aragorn retorna. Arwen passeava na Praça da Fonte diante dos pés da Torre Branca . Bela como o entardecer, trajando um vestido branco longo e seus cabelos negros soltos ao vento. De repente ela avista Aragorn vindo em direção ao Grande Portão no primeiro arco da cidadela e saí correndo pelas ruas da cidadela indo ao seu encontro no portão.
– Aragorn! Aragorn!- grita Arwen correndo ao seu encontro- estava com tantas saudades suas!
– Eu também estava, melin ( querido)- acariciando o rosto de sua amada e olhando profundamente em seus belos e penetrantes olhos azuis- Como vão as coisas por aqui? Alguma novidade?
– Nenhuma, melin, por aqui tudo esteve muito bem na sua ausência, e como foi de viagem?
– Foi tudo tranqüilo, triste foi a despedida, mas… tem certeza que não tem nenhuma novidade?
– Não- sem entender o porque da insistência – Esta muito cansado?
– Não, melda (amado), vamos caminhar um pouco está uma bela tarde.
Assim Aragorn e Arwen caminham de mãos dadas para além dos portões da cidadela. Após alguns minutos de caminhada chegam a um profundo vale com árvores tão altas que mal a luz do sol consegue penetrar, mergulhando todo o vale em uma profunda sombra fresca e agradável. Ao redor existe uma cachoeira com águas limpas e cristalinas e flores, muitas flores de todos os tipos e de várias cores.
– Que belo lugar! – Arwen respira fundo sentindo toda a energia da natureza ao seu redor
– É belo como você, minha rainha.
– Imagina, minha beleza não é nada comparada a beleza desse lugar.
– Como não? És a mais bela de todas, Undómiel, seus olhos são como a estrela mais brilhante desse céu! – Pega nas mãos da sua amada e a beija.
Continuam caminhando pelo vale e aproveitando a natureza. Aragorn senta-se na grama ao lado do rio e puxa Arwen junto.
– Queria não ter que viajar tanto e lhe deixar sozinha
– Mas é o seu destino, e o que importa é que você está comigo agora, Aragorn.
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– Depois de tanto tempo separados, de tanto sofrimento até finalmente estarmos juntos, não posso lhe deixar nenhum instante se quer.
O rosto de sua amada se ilumina e ela o abraça. Após um tempo eles adormecem abraçados protegidos pela magia daquele lugar. Quando Aragorn acorda já anoiteceu. Arwen continua dormindo tranqüilamente, e sem coragem de acorda-la Aragorn fica observado sua amada dormir enquanto acaricia seu belo rosto jovem.
De repente Arwen acorda assustada- Aragorn, o que aconteceu?
– Nada meu amor, anoiteceu, vamos voltar?
E assim Aragorn e Arwen retornam juntos para a cidadela. Ao adentrarem em um dos salões se deparam com uma mesa preparada para eles, com pães, frutas, água. Sentam-se e saboreiam juntos a refeição. Mas Aragorn está quieto e pensativo.
– Porque está tão pensativo ? – pergunta Arwen
– Estou pensando no nosso futuro.- responde Aragorn
– E o que vê em nosso futuro?
– Filhos, muitos filhos. Não seria maravilhoso ter crianças por aqui?
– Sim, e quantos filhos você quer?
– Um príncipe e uma princesa tão belos quanto você
– E com a sua nobreza… – responde Arwen também pensativa, lembrando-se de quando estava partindo para Valinor e viu uma criança nos braços de Aragorn e soube que aquele era seu filho pois ele tinha o seu olhar, o olhar da estrela vespertina tão intenso e profundo. Neste momento soube que seu destino era permanecer na Terra- Média junto com seu amor.
E assim, os dois estavam mergulhados em profundos pensamentos quando chega um mensageiro do rei trazendo uma mensagem de Faramir, capitão de Gondor, e a entrega ao rei.
– O que diz a mensagem, melda? Aconteceu alguma coisa?- olhando preocupada.
– Não- responde Aragorn sorrindo- É uma mensagem de Faramir dizendo que ele e Éowyn nos farão uma visita amanhã.
– Que bom, daremos uma grande festa para recepciona-los. Faz tempo que não damos festas.
– Sim melin, mas vamos descansar pois amanha termos um longo dia e estou um pouco cansado da viagem.
Assim Arwen e Aragorn caminham juntos até seus aposentos e adormecem abraçados

CAPÍTULO 2: A CHEGADA DE ÉOWYN E FARAMIR

Amanhece,Aragorn acorda e como Arwen ainda está dormindo, caminha até a sacada de seus aposentos para observar a bela manhã de outono, o céu azul, o sol iluminando os campos. Ele observava as pessoas despertando nas cidadelas, os camponeses saindo de suas casas para o trabalho nos campos, situados nas planícies de Pelennor. A troca da guarda da cidade, o ferreiro construindo novas armas, as senhoras cuidando dos jardins e das crianças pequenas, as crianças brincando nas ruas.
Novamente Aragorn se pega pensando em filhos, em como seria bom ver crianças correndo, brincando e alegrando o palácio. E ele também não consegue esquecer o rosto da criança que viu em seus sonhos durante toda a viagem. E assim se perde em pensamentos. Arwen acorda e não o vê deitado ao seu lado, então o avista na sacada e caminha ao seu encontro. Abraça seu amado por trás.
– Bom dia, melin! Dormiu bem?
– Sim- responde Aragorn sorrindo- e você?
– Eu também- sorrindo e beijando –o nos lábios.
– Veja que manhã linda, eu poderia passar o dia todo vendo sua beleza e a beleza dessa amanhã, rainha Undómiel.
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-Sim, está uma bela manhã, mas vamos porque temos que organizar a festa para recepcionar nossos amigos.
-Calma, antes vamos comer alguma coisa pois estou com fome.
E assim Aragorn pega nas mãos de sua amada e juntos eles caminham até um dos salões onde existe uma mesa de café da manhã preparada para eles. Uma mesa com leite, pães, frutas. Aragorn puxa a cadeira para que Arwen se sente e senta-se ao l
ado dela.
– O que vai querer, melin?- pergunta Aragorn
– Não sei se quero comer, não estou com fome- responde Arwen
– Não estás com fome?- pergunta Aragorn preocupado
– Preciso tomar um pouco de ar fresco- e assim Arwen se levanta e saí correndo em direção a pátio. Aragorn saí atrás dela com um fatia de pão na mão preocupado.
Mas mal Arwen se levanta ela começa a sentir-se mal, ela sente o salão girando ao seu redor, de repete tudo fica escuro e ela desmaia.
– Arwen!- grita Aragorn segurando-a .Ele a pega em seus braços, carrega até seus aposentos e a deita suavemente na cama. – Arwen! Arwen! Meu amor, acorde- tentando acordá-la.
Um tempo depois Arwen acorda.
– Arwen, o que aconteceu? Estais bem? – pergunta Aragorn preocupado colocando a mão no rosto de Arwen e percebendo que está febril
– Não, não estou bem, estou me sentindo fraca. Estou com medo, fique comigo, fique ao meu lado.
– Claro que ficarei- diz Aragorn- Acho que devemos cancelar a festa de hoje.
– Não, melin ( querido), é só eu repousar um pouco que logo estarei melhor, organize a festa por mim.
– Arwen, você não está bem e não quero que piore, não sabemos o que tens, é melhor cancelarmos- responde Aragorn preocupado.
– Mas a essa hora eles já devem estar a caminho- insiste Arwen
– Tudo bem, mas não os receberemos com uma grande festa e sim com uma recepção simples, e se você não estiver melhor somente eu irei- diz Aragorn muito sério- Vou mandar que preparem tudo, não quero sair do seu lado- acaricia o rosto de Arwen e saí do quarto.
Pede a algumas criadas que preparem uma recepção simples no salão principal e volta para o lado de sua amada. E assim a tarde chega, fria e chuvosa anunciando o outono. Aragorn adormece ao lado de Arwen. Quando Arwen acorda Aragorn ainda esta dormindo, então ela caminha até a sacada e fica observando a chuva cair.
-Arwen!- Aragorn acorda assustado e olha para os lados a procura de Arwen. Então vê que ela está na sacada e caminha até ela assustado.
– Que foi, mellin?- pergunta Arwen assustada
– Acordei e não te vi deitada e fiquei assustado, mas vejo que já está melhor.
– Sim, eu me sinto bem melhor- responde Arwen abraçando Aragorn.
– Fiquei preocupado com você, com sua saúde- diz Aragorn olhando nos olhos de Arwen.
– Não se preocupe, estou bem. Como estão os preparativos para a festa?
– Está tudo pronto, Éowyn e Faramir já devem estar chegando.
– Então vamos nos arrumar.
E assim, algum tempo depois Aragorn e Arwen saem de mãos dadas de seus aposentos e caminham até o salão. Arwen está usando um vestido vermelho longo, justo até a cintura e depois levemente rodado arrastando pelo chão, o decote é redondo e tem detalhes em renda. As mangas são longas e largas também com detalhes em renda. Seus longos cabelos negros estão soltos e na cabeça uma tiara prateada enfeitada com flores e pedras.
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Aragorn usa calças e camisa preta, botas e por cima uma capa preta longa com um cinto preso na cintura, do lado direito sua espada e na cabeça a coroa de rei.
No salão há algumas poucas pessoas, nobres de feudos vizinhos, nobres da cidadela. O salão estava todo enfeitado com flores, há vários tipos de comida e bebida distribuídos sobre as mesas espalhadas pelo salão. Todos estão alegres comendo e dançando ao som de uma música alegre mas suave tocada por uma harpa. Assim que Arwen e Aragorn adentram o salão todos os reverenciam. Então eles se dirigem à mesa principal e sentam-se.
Logo Faramir e Éowyn chegam. Aragorn e Arwen vão ate eles recepciona-los.
– Sejam bem vindos,meus amigos- Reverencia Aragorn
– Mae govannen ! ( sejam bem vindos)- diz Arwen também reverenciando.
E convidam Faramir e Éowyn a acompanha-los e sentarem-se na mesa com eles.
– Como vão as coisas por aqui? – pergunta Éowyn
– Vão bem- responde Aragorn. E assim eles ficam um tempo conversando e comendo até que Éowyn nota que Arwen não está bem, está quieta e não está comendo nada.
– Que tens, Arwen, estais pálida- pergunta Éowyn preocupada enquanto Aragorn olha apreensivo para Arwen também notando que ela não está bem.
– Nada, estou bem- responde Arwen naturalmente
– Não, ela não está bem- responde Aragorn- Teve um desmaio pela manhã e esteve febril o dia todo.
– Não precisava ter contado a eles, já me sinto melhor!- responde Arwen zangada.
– Desculpe mellin, não fiz por mal
– Vamos dançar- diz Arwen ainda zangada puxando Aragorn pelo braço e o arrastando até o meio do salão. Faramir e Éowyn se entreolham sem entender nada.
– Você não deveria ter contado a eles- diz Arwen zangada
– Eu insisto, desculpe-me mellin, já disse que não fiz por mal, não precisava ficar zangada comigo- diz Aragorn acariciando o rosto de Arwen e achando até engraçado vê-la zangada pela primeira vez – Vamos voltar, não podemos deixar nossos convidados sozinhos.
Mas Arwen não estava mais ouvindo Aragorn, sua voz, assim como os sons do salão, estavam distantes, o salão estava girando ao seu redor e de repente tudo ficou escuro e Arwen desmaia novamente. Aragorn a segura.
– Arwen!- grita Aragorn segurando-a- Meu amor!
Algumas pessoas se juntam ao redor dos dois para ver o que aconteceu.
– Afastem-se – grita Aragorn- Ela precisa de ar puro- Pega Arwen em seus braços e a leva até seus aposentos.
Algumas pessoas os seguem incluindo Éowyn e Faramir, mas Aragorn só permite que Éowyn e Faramir entrem no quarto e pede para que as outras pessoas esperem do lado de fora e pede que alguém chame a curandeira.
– Arwen! Arwen!- Aragorn continua tentando acorda-la.
– O que está acontecendo- pergunta Éowyn preocupada
– Está já é a segunda vez que isso acontece- responde Aragorn preocupado.
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– O que aconteceu?- pergunta Arwen acordando.
– Você desmaiou de novo- Responde ele com um olhar de preocupação.
– Não se preocupe, estou bem- diz Arwen tentando se levantar.
– Não Arwen, você não está bem- diz Aragorn impedindo-a de se levantar.
Então a curandeira chega e pede para que todos saiam para que ela possa examinar Arwen. Aragorn e Faramir saem mas Éowyn pede para ficar.
Lá fora algumas pessoas estão aguardando noticias, então Aragorn pede para que todos voltem para o salão que assim que ele tiver notícias ele avisa. Aragorn esta muito nervoso e caminha de um lado para o outro.
Um tempo depois Éowyn sai dizendo à Aragorn que a curandeira quer falar com ele. Aragorn entra no quarto correndo e vai até Arwen que está sentada na cama pálida, séria mas com um brilho no olhar diferente. Um brilho que Aragorn nunca vira antes.
– O que você tem ?- pergunta Aragorn olhando para a curandeira que está de pé a lado de Arwen.
– Tenho uma noticia para te dar melin- diz Arwen- É uma coisa muito séria.
– Uma coisa muito séria!- diz Aragorn preocupado- Que notícia? O
que você tem?
– Calma, melin, sente-se aqui ao meu lado
Então Aragorn senta-se na cama ao lado de Arwen e pega nas mãos dela.
– Está me deixando nervoso…
– É que estou esperando um filho seu- diz Arwen sorrindo.
– Um filho!?- dia Aragorn todo feliz e pega Arwen no colo e lhe dá um beijo. Entre sorrisos e beijos uma lágrima cai de seus olhos.
Então a curandeira olha séria para Aragorn e pede para que ele tenha cuidado pois Arwen está franca e pode ter uma gravidez complicada.
De repente Aragorn fica sério e coloca Arwen de volta na cama- Gravidez complicada?!
Então a curandeira explica que Arwen está muito fraca e que ela vai precisar de cuidados especiais principalmente no inicio da gravidez.
– Não se preocupe- responde Aragorn olhando da curandeira para Arwen- Cuidarei muito bem dela e de nosso filho.
Então a curandeira sai do quarto e diz que se precisar é sóchamar.
– O que sentes agora?- pergunta Aragorn colocando a mão na barriga de Arwen.
– Seu bobo, não da para sentir nada ainda- responde Arwen sorrindo
Aragorn beija a barriga de Arwen e saí do quarto para dar a noticia para Éowyn e Faramir que esta do lado de fora.
– Quero que conheçam o mais novo pai desse reino! Arwen está grávida! – diz Aragorn não se contendo de felicidade.
Eówyn e Faramir ficam muito felizes com a noticia e dão os parabéns á Aragorn.
Arwen levanta-se da cama, caminha até a porta do quarto e abraça Aragorn.
– Está melhor?- pergunta Aragorn encostando seu rosto no de Arwen.
– Sim, e muito feliz, vamos voltar para a festa e contar a noticia para todos.
Aragorn dá um beijo na testa de Arwen, pega em suas mãos.
Faramir e Éowyn comprimentam Arwen pela novidade. E seguem com eles para o salão.
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CAPÍTULO 3- TEMPOS NEGROS

Aragorn e Arwen caminham de mãos dadas até o salão. O salão estava silencioso e todos estavam sentados preocupados aguardando noticias de Arwen. Assim que eles entraram todos olham em sua direção esperando que eles digam alguma coisa. Alguns olham apreensivos para Arwen ainda pálida mas com um sorriso no rosto e mais bela do que antes.
– Meus amigos queridos, peço um minuto de sua atenção, quero lhes dar uma grande notícia- diz Aragorn olhando para Arwen com ternura- Acabei de descobrir que vou ser pai, Arwen está grávida- sorrindo.
Todos olham para Aragorn e Arwen sorrindo. Faramir e Éowyn levantam um brinde ao herdeiro do rei.
Todos brindam felizes, e a música recomeça, a festa recomeça. Arwen e Aragorn vão sentar-se.
– Melda ( querido) , tem uma coisa que eu queria te perguntar, quando você retornou de viagem, olhou nos meus olhos e perguntou se eu tinha alguma notícia para te dar, você já desconfiava da minha gravidez? Digo, você já tinha visto isso em seus sonhos?- pergunta Arwen olhando para Aragorn.
– Sonhei com isso a viagem toda- responde Aragorn olhando nos olhos de Arwen.
– E exatamente o que sonhou?
– Sonhei que estávamos em um belo jardim olhando para as estrelas e , de repente, apareceu uma linda criança.
– Igual aconteceu comigo quando eu estava indo para os Portos Cinzentos . Eu vi uma criança e soube que era o meu destino se revelando para mim, que essa criança era no nosso filho. Então decidi voltar e ficar com você não importando o que fosse acontecer- diz Arwen acariciando o rosto de Aragorn que sorri.
– O que será que teria acontecido se Frodo tivesse falhado na sua missão?- continua Arwen após refletir um pouco.
– Não sei, melda, realmente não sei- responde Aragorn- Se Frodo tivesse falhando você partiria para Valinor?
– Não, mas provavelmente eu não viveria muito, mas mesmo assim preferia viver um dia com você do que ir para Valinor e passar todas as eras desse mundo sozinha.
– Você acha que Sauron foi realmente destruído? E Saruman, por onde ele anda?- continua Arwen
– Saruman está morto, mas Sauron.. não sei se realmente foi destruído, se seu espírito também morreu quando seu anel foi destruído- responde Aragorn- Mas porque me pergunta essas coisas?- pergunta Aragorn despreocupado tomando um pouco de vinho.
– Medo de te perder, medo do mundo em que o nosso filho irá viver- responde Arwen preocupada.
– Não se preocupe, farei de tudo para proteger você e o nosso filho caso o mal desperte novamente- responde Aragorn tomando mais uma taça de vinho e acariciando o rosto de Arwen- Mas vamos parar de pensar nisso, hoje é um dia de alegria- tomando outra taça de vinho.
– Sim, de imensa alegria- diz Arwen sorrindo- Mas está ficando tarde e estou um pouco cansada, vamos para nossos aposentos… antes que você tome vinho demais- rindo
Aragorn beija Arwen suavemente nos lábios, acaricia sua barriga, toma mais uma taça de vinho e levanta-se. Ajuda Arwen e levantar-se e juntos caminham até seus aposentos abraçados e imensamente felizes. Aragorn um pouco mais alegre devido às taças de vinho. Assim os dois chegam até seus aposentos e adormecem abraçados.
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De repente Arwen se vê correndo pelas terras de Mordor, o lugar está deserto e escuro mas Arwen sente que não está sozinha. Continua correndo olhando para todos os lados apreensiva e sem entender o que está fazendo lá, pois há minutos atrás estava em Minas Tirith deitada em seus aposentos ao lado de Aragorn “Devo estar ficando louca” pensa ela.
De repente vários orcs vêm correndo ao encontro dela e começa a persegui-la. Arwen começa a correr , procura por sua espada mas não a encontra. Logo começa a ficar cansada e não consegue mais correr. Os orcs a alcançam, prendem-na e a levam para uma torre alta e escura.
– Não, me soltem, estou grávida, não quero perder meu filho- grita Arwen.
Aragorn acorda e fica observando ela que está transpirando e está muito agitada.
Arwen tenta desesperadamente se soltar, consegue fugir mas um dos orcs atira um flecha nela e ela cai gritando por socorro
– Aragorn! Aragorn! Socorro! Soltem-me, deixem-me ir embora…
– Arwen !Arwen!- grita Aragorn- Acorde!
Então Arwen acorda.
– Calma melin- e Aragorn a abraça fortemente
– Aragorn me ajude, eles me prenderam, meu filho, não quero perdê-lo- e começa a chorar e só então se dá conta de que está em Minas tirith deitada em sua cama e que tudo foi apenas um pesadelo.
– Arwen! Está ardendo em febre- grita Aragorn ao colocar a mão no rosto de sua amada- Você está delirando.
– Acalme-se foi só um pesadelo- continua Aragorn a abraçando tentando acalma-la mas assustado.
– Melin, fique comigo, estou com medo, chame meu pai- diz Arwen ainda nervosa.
Então Aragorn deita Arwen suavemente na cama e pede que ela fique ali enquanto ele vai pedir que mandem uma mensagem urgente para Elrond para que ele venha o mais rápido possível e depois vai até a Casa de Cura buscar uma curandeira. Logo Aragorn volta com a curandeira e diz que já mandou uma mensagem para Elrond e que ele deve chegar em 3 dias. A curandeira examina Arwen e parece preocupada.
– Meu senhor- diz a curandeira- A senhora Arwen está mal, a febre me preocup
a mas eu não posso lhe dar nenhuma erva por causa da gravidez. Só podemos aguardar que ela reaja e melhore. Ela precisa de repouso absoluto. Não pode deixa-la um minuto só.
Aragorn preocupada passa a noite toda sentado na cama ao lado de Arwen acordado. Umedece um lenço e coloca sobre o rosto de Arwen para que a febre abaixe, mas Arwen não dorme direito a noite toda, está inquieta, em sua mente imagens de orcs, Mordor vêm a toda hora. Aragorn ainda está acordado ao lado de Arwen quando finalmente amanhece e ela acorda.
– Melin, o que você está fazendo acordado ainda?- pergunta Arwen ainda deitada acariciando o rosto de Aragorn.
– Estou cuidando de você- reponde Aragorn preocupado acariciando o rosto de Arwen- Está melhor?
– Não sei, está tudo confuso, lembro-me de orcs me perseguindo… O que aconteceu?- pergunta Arwen confusa.
– Você teve um pesadelo, melda e esta com febre. Não se preocupe estou aqui do seu lado e cuidarei de você- responde Aragorn carinhosamente lhe dando um beijo nos lábios.
– E meu pai?
– Ainda não chegou, chegará em 3 dias.
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– Eu preciso tanto dele aqui ao meu lado, talvez ele pudesse me ajudar a tentar entender o que está acontecendo comigo- diz Arwen preocupada.
– Ele chegará…. Está com fome?
– Não.
– Tens que comer, está fraca.
– Mas eu não sinto vontade…. talvez um pouco de água, estou com sede.
Então Aragorn pega um jarro de prata que está ao lado da cama e coloca água num copo – Tome
– Sabe o que eu realmente preciso agora?- diz Arwen tomando a água.
– O que , melin- acariciando o rosto de Arwen
– Do seu amor- responde Arwen sorrindo.
– Tens todo meu amor melin- Abraçando Arwen.
– A única coisa que seria bom para mim agora é lembas
– Claro vou ver se encontro.
E Aragorn sai do quarto a procura de lembas, o pão de viagem dos elfos, leve e muito nutritivo. Anda pela cidadela toda a procura de lembas. Quando está retornado para o castelo com a lembras que uma senhora da cidadela guardava encontra com Faramir e Éowyn que perguntam como Arwen está. Aragorn responde que ela está em seus aposentos e sai rápido pois tem pressa em chegar ate o quarto. Arwen está acordada, sentada na cama olhando pela sacada a bela manhã e com uma lágrima nos olhos que esconde assim que vê Aragorn entrando.
– Como está meu amor?- indo em direção a Arwen.
– Um pouco menos confusa, encontrou lembas?- diz Arwen forçando um sorriso.
– Sim, está aqui, foi uma gentil senhora da cidadela quem me deu- diz Aragorn entregando o pão a Arwen.
– Quando eu puder me levantar irei pessoalmente agradecer a essa senhora- diz Arwen comendo com vontade.
– Espero que isso aconteça logo- diz Aragorn torcendo pela melhora de Arwen.
Após terminar de comer Arwen olha com ternura para Aragorn, acaricia seu rosto e deita-se novamente- fique ao meu lado enquanto durmo, estou com medo.
– Medo?- diz Aragorn surpreso
– Não sei, um medo enorme cresce em meu coração.
– Não tenhas medo, estou ao seu lado- e abraça Arwen.
Aragorn fica uns minutos ao lado de Arwen até ela adormecer e então sai para ver como andam as coisas pelo reino e pede que Éowyn fique com Arwen e o chame caso ocorra alguma coisa com Arwen.
Arwen dorme tranqüilamente e Éowyn senta-se numa cadeira ao lado da cama e começa a ler um livro, mas por vezes se perde observando Arwen dormindo. Tão bela, mas tão frágil e pálida. E como a invejou por ter o amor de Aragorn mas isso foi numa época de escuridão, onde o mal ainda dominava, e agora os tempos eram outros, ela está feliz e ama muito seu marido Faramir que tanto a ajudou em momentos difíceis, e também com o tempo foi entendendo que o destino de Aragorn e Arwen estava determinado à muitos anos atrás, antes até de seus nascimentos, e que era o destino de Arwen reinar e ser feliz ao lado de Estel, a esperança, como era conhecido Aragorn entre os elfos. Arwen também era tão doce e amável para com todos que era impossível odiá-la e querer-lhe algum mal.
Então Arwen se vê novamente em Mordor, orcs a perseguem e gritam que o herdeiro do rei que destruí toda a força de seu senhor não irá nascer. Ela tenta correr mas não consegue pois sua gravidez já está avançada a barriga pesa. Os orcs a capturam e a lavam ate a torre. Arwen tenta fugir mas não consegue.
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Éowyn se assusta com a agitação de Arwen e pede a uma criada que vá buscar Aragorn.
– SOCORRO, ME AJUDEM, NÃO CONSIGO ME MECHER, MEU FILHO, ELE NÃO PODE MORRER, ARAGORN!!!!- grita Arwen tentando fugir sem sucesso.
Aragorn dá uma olhada em como andam as coisas pelo reino, lê uma mensagem envida por Éomer de Rohan. Então um mensageiro aprece dizendo que Éowyn o está chamando
Enquanto isso Arwen continua agitada e chamando por socorro e Éowyn apavorada sem saber o que fazer.
– ARAGORN!!!!
Aragorn chega no quarto e corre para o lado de Arwen.
– Arwen! Arwen!- tentando acordá-la.
Arwen acorda agitada, abraça forte Aragorn e começa a chorar.
– O que ela tem?- pergunta Éowyn preocupada.
– Está novamente delirando- responde Aragorn
Éowyn sai para buscar a curandeira. Enquanto Aragorn continua abraçando Arwen que aos poucos vai se acalmando. Aragorn esta com um semblante preocupado pois começa a achar que talvez possa ter alguma verdade nos sonhos de Arwen, que talvez ela esteja começando a apresentar um pouco da vidência de seu pai Elrond e de sua avó Galadriel.
Aragorn deita Arwen na cama e fica ao lado dela que não está nada bem e logo mergulha novamente em um sono profundo. Uma lágrima caí do rosto de Aragorn sobre as mãos de Arwen. Éowyn chega com a curandeira que examina Arwen e diz que ela não está bem, que ela e a criança correm risco de vida e que não há mais nada a fazer, a não ser esperar que ela reaja. Todos saem do quarto muito tristes deixando Aragorn com Arwen. Aragorn senta-se ao lado dela na cama segurando suas mãos e chora.
Agora Arwen dorme profunda mas tranqüilamente porem ainda ardendo em febre. Aragorn fica o tempo todo ao lado dela com medo de que algo lhe aconteça. Coloca um lenço umedecido sobre a fronte de Arwen para tentar abaixar a febre. E assim as horas passam sem nenhuma melhora. Chega a noite fria e chuvosa e Arwen volta novamente a se agitar. Amanhece mas Arwen não acorda, continua mergulhada em uma sombra negra. A cidadela pára, todos estão tristes temendo que o pior aconteça. Aragorn não tem mais esperanças e fica perdido em pensamentos negros. Deita-se na cama ao lado de Arwen, a abraça fortemente e adormece, enquanto o dia passa e chega a noite mas ninguém tem coragem de penetrar nos quartos para ver o que está acontecendo….
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CAPÍTULO 4- A CHEGADA DE ELROND

Aragorn dorme abraçado a Arwen quando Faramir e Éowyn entram correndo no quarto dizendo que Elrond chegou. Aragorn levanta-se correndo e vai ao encontro de Elrond e chora desesperado. Elrond não diz nada apenas olha sério para Aragorn mas parece preocupado e Aragorn o leva até os seus aposentos onde Arwen d
orme profundamente. Explica a Elrond o estado de saúde de Arwen.
Elrond senta-se na cama ao lado de Arwen e acaricia o rosto de sua adorada filha. Fica por um tempo observando a filha com um olhar sério. Aragorn vai até a porta e faz menção de sair do quarto para deixar Elrond e Arwen a sós.
– Não, Aragorn, fique, é importante que você ouça o que eu vou dizer- diz Elrond

Aragorn volta e senta-se na cama do outro lado de Arwen.
– Eu vim o mais rápido que pude porque vi que isso iria acontecer- começa Elrond.
– Viu?- pergunta Aragorn
– Vi e sempre temi que isso fosse acontecer.
– Contes-me tudo que viu.
– Arwen não podia ter ficado grávida agora, ela está muito frágil- Continua Elrond ainda acariciando o rosto da filha.
– Mas um filho é sempre bem vindo, sempre deixa a mulher mais bela e mais feliz.
– Sim Aragorn, mas quando Arwen abriu mão de seu povo e de sua imortalidade para ficar com você, o poder de Sauron crescia. Sem sua pedra élfica e com o poder de Sauron crescendo, eu já temia pela vida dela e cheguei a vê-la morta. Por isso que fui te procurar para que você buscasse ajuda na Senda dos Mortos, como a última esperança contra Sauron.
– E o que acontecerá agora?
– A vida dos eldar a deixou no momento em que ela se desfez da sua pedra élfica, mas como as forças de Sauron ainda cresciam, ela enfraqueceu, e mesmo Sauron tendo sido destruído, ela ainda está frágil e a gravidez a deixou mais frágil ainda. Vai levar um tempo para ela se recuperar…se recuperar-se – diz Elrond preocupado.
– E o que vai ser dela agora? Ela vai se recuperar?- Aragorn bombardeando Elrond de perguntas.
– Não sei ao certo, nem sei se o que eu trouxe irá realmente ajuda-la
– Temos que tentar!- diz Aragorn cheio de esperanças.
– Sim- e Elrond tira do bolso o colar de Arwen, a Estrela Vespertina, sua pedra élfica fabricada pelos elfos de Lorien e que a acompanha desde seu nascimento.
Ao decidir permanecer na terra média, sua pedra teria que ser destruída mas Elrond não a destruiu achando que Arwen pudesse precisar dessa pedra.
– Tome Aragorn- diz Elrond entregando-lhe a pedra- coloque em Arwen, você sabe o que significa essa pedra?
– Não- responde Aragorn pegando o colar e colocando no pescoço de Arwen.
– Essa pedra representa sua vida, sua imortalidade.
– Mas quais são as chances dela se recuperar com essa pedra?- pergunta Aragorn ansioso.
– Essa pedra permitirá que ela recupere a força dos eldar.
– Que assim seja- diz Aragorn beijando suavemente os lábios de Arwen.
– Mas essa recuperação poderá ser lenta e dependerá do seu amor por ela- continua Elrond.
– Eu a amo muito!
Elrond coloca as mãos no rosto da filha. Nesse momento Arwen se vê caminhando por campos floridos em uma manhã ensolarada. Está deitada na grama macia e verde rodeada por flores quando vê Aragorn vindo a seu encontro com uma criança nos braços, um lindo menino.
O rosto de Arwen fica corado e uma nova vida parece renascer sobre ela.
– Isso é um bom sinal, é o sinal de que ela vai se recuperar- diz Elrond sorrindo- Mas lembre-se, fique ao lado dela, ela ainda está muito fraca mas está se recuperando e logo estará bem.
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– Não posso imagina viver sem ela, ficarei ao lado dela a todo momento- diz Aragorn sentando-se ao lado de Arwen na cama .
– Eu sei, é por isso que trouxe uma surpresa para vocês. Quando eu e todos os elfos tivermos partido para Valinor, não esquecermos vocês, deixarei um navio nos portos cinzentos à espera de vocês para que quando estiverem cansados daqui ou sentirem a velhice se aproximando, que possam ir para Valinor e levar para a terra dos imortais o amor de vocês que é tão belo e tão puro. Você mostrou ser nobre e merecedor do amor dela, enquanto ela mostrou ser capaz de abrir mão de tudo por seu amor…- diz Elrond.
– Hannon le (obrigada)- agradece Aragorn abraçando Elrond.
– Vou deixar vocês a sós, insista para que ela beba muita água, mais tarde voltarei para ver como ela está.- e assim Elrond sai do Quarto.
Aragorn passa a noite toda ao lado de Arwen observando-a melhorar a cada instante. Então sai na sacada para observar a noite. Por volta da meia noite Arwen acorda e Aragorn vai na direção dela.
– Aragorn, que fazes aí de pé?- diz Arwen sentando-se na cama
– Estou aqui ao seu lado, seu pai chegou- responde Aragorn sentando-se ao lado de Arwen e acariciando seu rosto e ficando feliz ao ver que ela não está mais com febre.
– Pensei que estivesse sonhando pois o vi em meus sonhos.
– Não, esteve aqui ao seu lado, saiu agora a pouco.
– Eu também vi nosso filho, Aragon, era um menino…
– Um menino !- diz Aragorn feliz- O que mais viu?
– Vi campos verdes, o sol brilhando, estávamos felizes- diz Arwen sorrindo- ajude-me a levantar quero ir até meu pai – levantando-se da cama.
– Não, esta fraca, não pode se levantar, seu pai recomendou-lhe repouso absoluto- diz Aragorn colocando Arwen de volta na cama.
– Mas eu me sinto tão bem- insistindo em se levantar. Arwen levanta-se mas quase cai porque ainda está fraca. Aragorn a segura e a deita na cama.
– Viu como não podes levantar, olhe como está fraca.
– Sim, você tem toda razão- e assim Arwen coloca a mão no pescoço e percebe que está usando sua estrela.- Quem trouxe minha estrela? Pensei que ela tivesse sido destruída quando decidi ficar com você.
– Não , seu pai trouxe. Disse que nosso amor é tão puro e bonito que será levado para Valinor.Seu pai nos concedeu um navio até Valinor.
– Mas eu não quero ir embora agora, quero ficar aqui.
– Mas não é agora, é para quando quisermos.
– Então sim…. mas chame meu pai, estou com saudades…
Aragorn sai pra chamar Elrond.
Quando Elrond entra no quarto acompanhado por Aragorn, Arwen levanta-se da cama e corre para abraça-lo.
– Ada, que saudades que eu senti- E assim Arwen cai nos braços de seu pai. Elrond ajuda Arwen a se deitar e lhe explica todo o que aconteceu enquanto acaricia o rosto de Arwen. E assim Arwen adormece com seu pai acariciando seu rosto e Aragorn segurando suas mãos. Então eles saem um pouco mais felizes por verem Arwen se recuperando. Conversam um pouco no salão. Então Elrond vai descansar um pouco enquanto Aragorn volta para o lado de Arwen. Amanhece, Arwen acorda bem mas um pouco fraca ainda . Aragorn dorme segurando suas mãos.
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– Aragorn! Ainda ao meu lado?
Aragorn acorda com a voz de Arwen e lhe dá um beijo suave sorrindo- Estarei sempre ao seu lado.
– Ajude-me a levantar, quero sair, sentir o sol no meu rosto.
– Claro! Já podes levantar?
– Acho que sim- Arwen tenta se levantar mas como ainda está fraca se agarra em Aragorn . Aragorn segura Arwen pela cintura, apóia o braço dela em seu pescoço e juntos caminham ate a sacada. Arwen se apóia na sacada e observa a bela manhã de inicio de inverno as planícies de Pellenor. Aragorn a abraça e acaricia sua barriga.
Algum tempo depois Aragorn pega Arwen no colo e a coloca de volta na cama e pede que tragam algo para ela comer. E assim os dois tomam o café da manhã alegremente quando Elrond entra
no quarto e sente-se imensamente feliz ao ver Arwen feliz e recuperada. Aragorn beija Arwen e saí para ver como andam as coisas pelo reino. Arwen e Elrond conversam alegremente relembrando as festas em Valfenda, Elrond traz notícias dos irmãos de Arwen. Aragorn volta várias vezes para ver como Arwen está e fica feliz ao vê-la feliz.
Então anoitece. Aragorn retorna para seus aposentos com o coração leve. Encontra Arwen na sacada usando um lindo vestido branco a sua espera. Uma luz parece envolve-la e uma delicada fragrância de rosas emana de sua pele. Aragorn nota nela uma beleza que nunca tinha reparado antes.
– Como está nosso filho?- pergunta ele acariciando a barriga de Arwen.
– Agora ele está bem, vem aqui, abrace-me forte, ele precisa te sentir e sentir o nosso amor.
Aragorn abraça Arwen e a deita suavemente na cama e eles tem uma noite de amor.

CAPÍTULO 5: PARTIDA INESPERADA

Amanhece. Arwen acorda e levanta-se cuidadosamente para não acordar Aragorn e vai até o salão onde existe uma mesa de café da manhã preparada para eles. Pega uma bandeja, coloca dois copos com leite,pães, frutas, enfeita a bandeja com flores e caminha em direção aos aposentos. Quando chega Aragorn já esta acordado indo à sua procura e fica encantado ao ver sua esposa entrando no quarto com uma bandeja de café da manhã.
Arwen está com uma camisola branca e semi-transparente, através da qual já dá para ver sua barriga. Três meses de alegria e recuperação se passaram e Arwen está agora no quarto mês de gravidez.
Arwen coloca a bandeja sobre a cama e ela e Aragorn saboreiam felizes o café da manhã enquanto raios de sol da manhã penetram pelas janelas de suas aposentos.
– Como está nosso filho? – pergunta Aragorn acariciando a barriga de Arwen
– Está bem.
– Está mais linda com essa barriga – sorrindo.
– Vamos passear nos campos? Está uma manhã tão linda anunciando o inicio da primavera
– Sim, vamos!- responde Aragorn levantando da cama alegre puxando Arwen pela mão e já indo em direção à porta do quarto.
– Calma meu amor, preciso me arrumar primeiro, não posso sair assim.
Então Aragorn senta-se na cama e fica olhando Arwen se arrumar.
– Por favor, vire de costas, assim eu fico tímida.
– Tudo bem- Aragorn vira-se de costas rindo.
– Pronto, estou pronta, vamos?
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Arwen está usando um vestido branco longo. Aragorn pega em suas mãos e caminham juntos. Andam um pouco pela cidadela e depois atravessam o portão da cidade e vão passear pelos campos onde chegam a uma cachoeira.
– Sabe o que eu queria melin?
– O que? – pergunta Aragorn
– Tomar um banho de cachoeira, vamos vire-se de costas.
– Porque não me deixa vê-la?
– Porque fico tímida.
– Mas sou seu marido.
Então Arwen começa a tirar o vestido na frente de Aragorn e entra na cachoeira puxando Aragorn para dentro da água de roupa. E eles ficam ali um tempo na água, está uma agradável manhã.
Então chega um mensageiro a procura de Aragorn. Aragorn sai da água todo molhado e recebe a mensagem. È uma mensagem de Éomer de Rohan. Aragorn lê a mensagem apreensivo e olha para Arwen que esta saindo da água e se vestindo.
– O que diz a mensagem?- pergunta Arwen preocupada.
– Éomer pede minha ajuda, orcs estão atacando as torres do norte de Rohan.
Arwen olha preocupada para Aragorn e se perde em pensamentos. Todo o sorriso e a alegria de seu olhar se apagam de repente.
– Terei que ir, é urgente.
– Sim, vamos voltar para o palácio- diz Arwen triste.
– Voltarei assim que puder, melin,não fiques assim- diz Aragorn
Assim que eles chegam ate o castelo vão para os seus aposentos. Enquanto Arwen toma um banho, Aragorn começa a preparar suas coisas para a partida. Aragorn percebe que Arwen está angustiada ao olhar em seus olhos, mas Arwen desvia o olhar evitando encarar Aragorn. Uma lágrima cai dos olhos de Arwen e ela tenta esconder. Vira de costas para Aragorn e termina de se arrumar. Aragorn vê Arwen chorando mas não diz nada.
– Que horas vai partir- diz Arwen forçando um sorriso e segurando uma outra lágrima que insiste e cair.
– Daqui a uma hora- responde Aragorn terminando de se arrumar.
– Tens mesmo que partir?Meu pai também vai?
– Tenho- diz Aragorn segurando nos braços de Arwen e olhando profundamente nos olhos dela- Seu pai também vai.!
Então Arwen começa a chorar não conseguindo mais esconder de Aragorn.
– Não chores- diz Aragorn passando a mão suavemente no rosto de Arwen para enxugar suas lágrimas- Voltarei logo, não sei preocupe.
Arwen abraça forte Aragorn como se quisesse impedi-lo de ir. Ficam alguns minutos abraçados. Aragorn se despede de Arwen com um longo beijo. Arwen acompanha Aragorn e Elrond até o portão principal. Arwen se despede de Elrond e longamente de Aragorn.
– Volte logo melin, preciso de você- diz Arwen abraçando fortemente Aragorn. Nesse momento ela vê imagens de orcs e começa a chorar. Aragorn a segura pela cintura e dá-lhe um beijo apaixonado. E depois parte, como o coração partido por deixar Arwen triste mas não olha para trás porque sabe que se olhar para trás não terá coragem de partir e voltará correndo para abraçar Arwen.
Arwen fica parada no portão observando Aragorn, Elrond e um exercito partirem, até que eles desapareçam completamente. Então entra no castelo, senta-se em uma cadeira em um dos salões e fica perdida em lembranças imaginando por onde Aragorn estará cavalgando.

Aragorn cavalga por horas, rápido mas pensativo. Ainda longe de Rohan eles decidem parar para descansar. Aragorn deita-se na relva mas não dorme, fica apenas observando anoitecer. A milhas dali Arwen observa o mesmo por do sol.
Um das criadas vem avisar que o jantar está servido mas Arwen diz que está sem fome, vai para o quarto e fica na sacada quase a noite toda na esperança de ver Aragorn retornado. No meio da noite, cansada de ficar de pé e com dores nas costas deita-se na cama, mas não adormece.
Aragorn continua cavalgando e a noite já está avançando quando ele, Elrond e seu exército chegam a Edoras, lá juntam-se ao exercito de Rohan comandado por Éomer e seguem para o norte. Durante a cavalgada para o Norte, Aragorn pensa muito em Arwen ficando muitas vezes perdido em pensamentos tendo que ser despertado por Éomer que cavalga a seu lado. Amanhece quando eles chegam ao seu destino, muitos orcs estão lá.
Arwen continua deitada na cama e assim passa o dia todo ansiando por noticias de Aragorn enquanto a batalha começa cruel. Mas logo mais homens de Rohan chegam e os orcs começam a ser cruelmente massacrados.
Aragorn envia uma mensagem para Arwen. No final da tarde ela recebe a carta de Aragorn dizendo que pretende voltar em 4 dias.. Arwen dorme feliz ao saber que Aragorn estará bem e logo irá voltar.
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CAPÍTULO 6: O SEQUESTRO

Amanheceu um novo dia com novas esperanças para Arwen que acorda cedo arruma-se feliz e sai para caminhar um pouco pelas ruas da cidade, sai pelo portão principal e caminha
até a cachoeira onde ela e Aragorn passearam há dois dias atrás.
Ela caminha tranqüilamente ao redor da cachoeira pensando em Aragorn. Acaricia sua barriga e sente seu filho. Está uma perfeita manhã num dia perfeito e logo ela poderá abraçar seu amor novamente.
Porém, de repente uma sombra negra se aproxima dela pro trás e a agarra, amarra suas mãos e coloca um capuz sobre sua cabeça. Nesse instante, á milhas de distância, Aragorn sente um aperto no coração e por um instante quer sair correndo para casa mas um orc vem em sua direção e o traz para a realidade, a realidade da batalha.
Os orcs colocam Arwen em cima de um cavalo e começam uma longa caminhada. Uma marcha rápida rumo a Mordor. Eles conversam entre si e o comentário é que a prisioneira não deve ser machucada, deve chegar intacta até o chefe deles, mas Arwen não consegue entender o que eles falam e também não sabe para onde está sendo levada, mas sente o ar denso e pesado conforme caminham. Uma sensação de como se estivesse adentrando uma nevoa densa, cheia de ódio e de maldade.. Fica pensando em Aragorn, imaginado quando ele virá salva-la
Aragorn por sua vez parece sentir que algo não está bem mas não sabe o que é, não se aquenta de angústia e como já passaram quase o dia todo lutando e a batalha já está praticamente ganha vai até Éomer e diz que tem que partir. Vira-se e cavalga rápido em direção ao acampamento para arrumar suas coisas e partir imediatamente para Minas Tirith. Fecha os olhos e pensa em abraçar sua bela rainha, sentir seu filho que ainda não nasceu mas já muito amado e esperado, e cujo rosto já está muito vivo na sua mente.
Porém quando desce do cavalo para adentrar em sua tenda encontra Elrond na porta.
– O que faz aqui Aragorn?- pergunta Elrond- O que aconteceu?
– Estou a caminho de Minas Tirith – responde Aragorn num misto de ansiedade e alegria.
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– Porque? A guerra ainda não está acabada, embora já esteja ganha.
– Mas senti algo de ruim dentro do meu peito e resolvi voltar- responde Aragorn olhando para Elrond.
Elrond coloca a mão o ombro de Aragorn e percebe que ele está ferido- Aragorn- diz Elrond seriamente- Não pode voltar para Minas Tirith assim, está ferido e precisa se recuperar primeiro, Arwen está protegida lá.
– Não é isso que sinto, tenho que voltar- insiste Aragorn.
– Você ainda não pode voltar, não conseguirá chegar até lá.
– Mesmo assim insisto em partir- diz Aragorn subindo em seu cavalo.
Mas Elrond arrasta Aragorn do cavalo e o leva para as casas de cura improvisadas ali no acampamento.Nas casa de cura estão muitos feridos de batalha. Aragorn deita-se em uma das camas de o curandeiro vem em sua direção examina-lo. Ele diz que o ferimento no ombro não é grave, faz um curativo na ferida e pede para que ele fique em repouso por um tempo.
Nesse exato momento Arwen chega com os orcs a Mordor. Eles carregam Arwen para um lugar que ela não sabe para onde é mas imagina que seja uma torre pois ela sente que estão subindo e o ar vai ficando denso e pesado.
Eles amarram os braços e as pernas de Arwen para que ela não fuja, tiram o capuz de sua cabeça e a deixam deitada em um canto da torre. O chão está frio, está muito escuro lá e ela sente muito medo tentando imagina o que os orcs querem com ela se vão mata-la.
Fica pensando no sofrimento de sua mãe quando ela também foi seqüestrada por orcs, e questiona-se se seu destino será igual ao dela.. Arwen também pensa muito no bebê que ela carrega no ventre e em Aragorn, Fica se perguntando se seu filho irá nascer e se Aragorn virá salva-la. Seu pensamento está diretamente conectado com o de Aragorn e mentalmente ela pede socorro.
Há muitas milhas dali Aragorn dorme deitado em uma das camas da casa de cura. Tem um pesadelo horrível, está tudo escuro, ele não consegue ver o rosto de Arwen mas ouve ela gritando por socorro. Acorda assustado, levanta-se e caminha até a porta da tenda, já é noite, olha para o céu e vê que ele não está estrelado e que não tem lua, uma imensa escuridão se apodera de tudo, como se a estrela mais brilhante do céu tivesse se apagado e com ela tudo se apagou também. Então Elrond entra na tenda para ver como Aragorn está. Elrond está muito sério e encontra Aragorn assustado e apreensivo olhando para o céu.
– Aragorn, você estava certo, temo que alguma coisa tenha acontecido com Arwen, ouvi seus gritos- diz Elrond.
– Sim, eu também ouvi mas não consegui ver seu rosto – diz Aragorn preocupado com o pesadelo que teve e como o que Elrond disse.
– Acho que devemos voltar para Minas Tirith, o curandeiro disse que seus ferimentos não são grave e que se você quiser já pode partir
– Irei então- diz Aragorn- você vem comigo?
– Irei com você.
E assim Aragorn e Elrond arrumam suas coisas, despedem-se de Éomer e partem rumo a Minas Tirith no meio da noite escura e sem brilho.
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CAPÍTULO 7: LÁGRIMAS E DESESPERO

Aragorn cavalga rápido e preocupado em direção à Minas Tirith, Elrond cavalga ao seu lado.

Enquanto isso, muito distante dali, Arwen sofre na torre. Orcs vem até ela lhe trazer comida mas ela não come. Eles começam a brigar entre si por causa dela. Um dos orcs vem e acaricia o rosto dela , outro passa a mão na barriga dela e diz que seu filho não irá nascer, outro quer a estrela que ela carrega no pescoço e que emite um brilho que ofusca a visão deles e também porque a estrela foi fabricada pelos elfos de Lorien. Arwen começa a chorar desesperada. Um deles vem lhe bater para que ela pare de chorar mas nesse momento os orcs são chamados para a vigia da noite e a deixam em paz mas ela não consegue dormir pois tem medo que eles a matem enquanto ela dorme.
A noite vai passando e Arwen é vencida pelo cansaço e adormece. Então ela vê uma realidade diferente. Ela e Aragorn estão em Valfenda, esta uma noite linda de estrelas e lua cheia. Eles estão deitados em uma espécie de sofá abraçados apreciando o frescor da noite e o barulho da cachoeira. Aragorn acaricia a barriga de Arwen, eles esperam ansiosos pelo nascimento do seu filho daqui a alguns dias, estão felizes e em Paz.
Nesse exato momento Aragorn e Elrond decidem parar perto de um pequeno rio pois cavalgam a horas e os cavalos estão cansados e precisam de água. Os cavalos bebem água e logo eles partem novamente em uma corrida contra o tempo. Os gritos de Arwen pedindo socorro não saem da cabeça de Aragorn.
Amanhece, orcs entram na torre fazendo barulho e Arwen acorda assustada mas felizmente eles a ignoram.E ela passa o dia todo deitada no chão já sem esperanças de conseguir sair dali.
No final do dia Aragorn e Elrond chegam a Minas Tirith.
Aragorn desmonta do cavalo e sobe as ruas da cidadela correndo, entra no castelo e corre para o quarto ansioso por abraçar Arwen e descobrir que tudo foi só um sonho ruim.
Mas decepciona-se ao adentrar no quarto e não encontrar Arwen lá. Saí do quarto
desesperado procurando Arwen por todos os cantos do palácio. Uma das criadas vem ao encontro de Aragorn.
– Meu senhor, que bom que o senhor retornou. Arwen saiu ontem de manha para passear e não voltou mais, fiquei preocupada, mandei que a procurassem ao redor da cidadela e nas planícies próximas mas não a encontraram, e eu temo que algo de grave tenha acontecido a ela!- diz a criada muito preocupada.
Aragorn mal termina de ouvir o que a criada diz e sai desesperado. No caminho encontra com Elrond querendo saber o que aconteceu, mas Aragorn não diz nada, apenas olha preocupado e sai correndo.Elrond o segue.
Aragorn desce pelas ruas da cidadela perguntando a todos se alguém viu Arwen mas ninguém a viu desde ontem de manhã. Desesperado Aragorn desce até o estábulo, pega seu cavalo e cavalga até a cachoeira onde eles se viram pela última vez.
– Arwen! Arwen!- grita Aragorn olhando para os lados. De repente vê no chão o lenço branco que ele lhe deu antes da partida. Abaixa-se e pega o lenço cheirando-o e sentindo uma mistura de aroma de flores com cheiro de orcs, no chão encontra pegadas de orcs.
– O que aconteceu com Arwen?- pergunta Elrond chegando logo em seguida
– Orcs! Orcs estiveram aqui e a levaram- responde Aragorn desesperado e com raiva- Eles estiveram aqui ontem de manhã mas não sei para onde a levaram.
– Precisamos descobrir logo, a cada minuto que passa ela pode estar correndo risco de vida- diz Elrond.
– Não temos tempo para descobrir, vamos para Mordor, é o local mais próximo daqui e depois da queda de Sauron nem toda a maldade que lá habitava foi destruída – diz Aragorn montando em seu cavalo e indo em direção a Mordor há um dia de cavalgada. Elrond o segue em silêncio mas pensativo.
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A noite chega fria e chuvosa. Eles continuam cavalgando rápido e calados mas Aragorn sente seu coração apertado.
Os orcs são chamados novamente e a torre fica vazia. Arwen tenta reunir as poucas forças que lhe restam e tenta se soltar. Com as mãos amarradas ela consegue desamarrar suas pernas. Levanta-se e caminha lentamente e com cuidado na direção da escada. Começa a descer devagar as escadas mas como está fraca sente uma tontura, quase caí e esbarra em umas espadas que estavam na escada derrubando-as e fazendo barulho, chamando a atenção dos orcs.
O orc que estava de vigia na porta da torre vai atrás de Arwen nas escadas e a agarra. Arwen pega uma das espadas que estava na escada, acerta o orc que a agarrou e saí correndo. Desde a escada aos tropeços e chega do lado de fora e sente depois de vários dias pela primeira vez a brisa da noite em seu rosto. Mais orcs vem correndo ao seu encontro e a cercam. Um deles se prepara para atirar uma flecha nela mas o chefe deles aparece dizendo para não matarem ela, para manterem ela viva e eles começam a discutir entre si. Arwen se aproveita do momento de discussão e tenta fugir novamente. Mas um dos orcs percebe e a agarra, nesse momento ela perde os sentidos. Os orcs a levam novamente para a torre. Amarram suas mãos e seus pés e a deixam deitada no chão no mesmo lugar onde ela estava e ainda desacordada.
De repente o cavalo de Aragorn para e se recusa a continuar. Elrond também para.
– Sinto algo de ruim! Aconteceu algo de ruim com Arwen- diz Aragorn apreensivo.
– Eu também sinto, não podemos parar, vamos continuar!
Aragorn força seu cavalo a continuar e assim eles cavalgam por toda noite. Amanhece quando eles chegam nas terra de Mordor.

CAPÍTULO 8: SURGE UMA ESPERANÇA

Arwen acorda, já é o terceiro dia que ela está presa, sem comer nada e deitada no chão frio. O ar está cada vez mais denso e Arwen já não consegue respirar direito. Ela sente-se cansada e fraca e se entrega, já não tem forças para lutar e a morte parece certa, fecha os olhos e começa a chorar. Nesse momento surge uma luz iluminando toda a torre negra. Aparece Galadriel avó de Arwen e Celebrían, mãe de Arwen. Galadriel senta-se ao lado de Arwen e começa a acariciar seu rosto e seus cabelos. Celebrían senta-se do outro lado da filha pega em suas mãos e depois acaricia sua barriga. Elas falam para Arwen não se entregar, para ela não desistir de viver e ter esperanças pois a ajuda está chegando. Então uma nova esperança surge, Arwen sente paz e tranqüilidade que a muito não sentia e adormece.
Aragorn e Elrond chegam a um local onde ficava o Morannon, o antigo portão de Mordor. Elrond vê o ódio nos olhos de Aragorn mas pede que ele tenha calma e não se precipite pois seu ódio poderá piorar mais ainda as coisas. Então eles chegam a um local onde os cavalos não podem passar, descem dos cavalos e seguem a pé.
Após caminharem um pouco avistam a escura torre dos orcs. Eles entram na torre, sobem as escadas silenciosamente e matam cruelmente os poucos orcs que estavam ali na torre manchando suas espadas com o sangue negro deles. Aragorn olha para os lados e vê uma escada estreita. Elrond pede que Aragorn suba sozinho enquanto ele fica no salão dando proteção caso algum orc aparece e vasculhando o local.
Aragorn sobe sozinho as escadas e chega a um salão menor, escuro e sujo mas aparentemente abandonado. No meio da escuridão ele vê uma pequena luz num canto, é a Estrela Vespertina e corre em direção à luz. Lá está Arwen deitada no chão gelado de costas para o topo da escada. Suas mãos e seus pés estão amarrados. Ela está usando um vestido branco que Aragorn tanto gosta e que agora está sujo e rasgado devido aos maus-tratos e à tentativa de fuga. Seus cabelos estão soltos e desarrumados. Ele percebe que ela está dormindo ou morta. Está mais pálida do que antes com arranhões no rosto mas seu semblante esta calmo e sereno. Senta-se ao lado dela, coloca a cabeça dela em seu colo e acaricia seu rosto e seus cabelos “ ela ainda está viva, mas quanto sofreu” pensa Aragorn. Dá um murro no chão de raiva e começa a chorar.
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– Undómiel ! – diz Aragorn, chorando e tentando acordá-la- Melin !
Coloca a mão no ventre de Arwen e sente seu filho vivo. Enxuga as lágrima e uma nova esperança surge em seu coração.
Lá de baixo Elrond grita para que Aragorn saia de lá logo antes que seja tarde. Aragorn pega Arwen no colo e desce as escadas. Caminham carregando Arwen até onde eles deixaram os cavalos. Aragorn coloca Arwen em cima do cavalo, monta atrás dela, a abraça fortemente e ele e Elrond partem dali o mais rápido que podem longe do perigo de Mordor.
Durante todo o caminho Arwen continua dormindo, várias vezes Aragorn coloca a mão no rosto dela e percebe que ela está febril e durante todo o caminho Arwen permanece com a mão em seu ventre o que faz Elrond e Aragorn acreditarem que ela possa estar sentindo dores . Eles cavalgam por todo o dia e na metade da noite chegam à Minas Tirith. Aragorn desmonta do seu cavalo e carrega Arwen até seus aposentos onde ele e Elrond tentam acorda-la.
Arwen acorda confusa e sem entender o que está acontecendo- Aragorn você é real- e o abraça chorando e olhando para se pai.
– Sim Arwen, estou aqui- abraçando-a- acalm
e-se e me contes o que aconteceu- levantando o rosto de Arwen e enxugando as lágrimas
Elrond olha gravemente para Aragorn- Não, é melhor deixar isso para depois, Arwen não está bem, vou procurar a curandeira para que a examine e sai do quarto deixando Aragorn e Arwen abraçados.

CAPÍTULO 9- MOMENTOS DE DÚVIDA

A curandeira entra no quarto para examinar Arwen. Elrond e Aragorn ficam ao lado observando apreensivos.A curandeira parece séria. Elrond também está sério pois em seu íntimo teme o pior para sua amada filha e para o filho que ela carrega em seu ventre.
– Ela corre algum risco? E o bebê- pergunta Aragorn olhando de Elrond para a curandeira.
– Sim. A febre me preocupa, pode prejudicar o bebê, e ela sente dores no ventre e tem sangramento, embora ela já esteja entrando no quinto mês de gravidez tenho medo que ela não consiga segurar a criança em seu ventre- diz a curandeira preocupada- Ela precisa de máximo repouso e precisamos esperar que ela consiga reagir pois não posso lhe dar nenhuma erva por causa do bebê, sinto muito.
Aragorn fecha os olhos e abaixa a cabeça segurando as mãos de Arwen que estava acordada ouvindo tudo o que a curandeira disse e começa a chorar. Elrond sai do quarto junto com a curandeira e deixa os dois sozinhos. Elrond pega um cavalo e sai pela noite sem destino.
– Awen, melin, não fique assim, conte-me tudo o que aconteceu.
– Eu estava feliz com a carta que você me mandou e fui passear na cachoeira mas de repente fui agarrada. Não consegui nem me defender, quando vi já estava amarrada e com um capuz na cabeça, não conseguia nem respirar direito e não sabia para onde estava sendo levada.- diz Arwen chorando
– O que eles disseram?
– Eles não disseram nada, apenas caminhavam rápido em silêncio ou discutindo entre eles, depois me levaram para aquele lugar horrível e escuro onde você me encontrou.
– Estou com você agora- responde Aragorn acariciando o rosto de Arwen e lhe dando um beijo.
– Foi horrível ficar lá, não sei quanto tempo fiquei presa, não comi nada pois não tiver coragem de comer a comida deles, o chão estava frio, por isso acho que fiquei doente, eles me maltratavam lá, diziam que meu filho não iria nascer- diz Arwen chorando.
– Acalme-se agora esta aqui, não vou deixar que nada aconteça nem a você nem a nosso filho.
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– Promete que nunca mais vai me deixar sozinha?
– Prometo, nunca mais, agora descanse.
Aragorn acaricia o rosto de Arwen e fica ao lado dela enquanto ela dorme. Fica feliz por tê-la de volta mas preocupado pensando nela e em seu filho e em quando poderá desfrutar momentos felizes da gravidez de Arwen.
Arwen dorme agitada por causa da febre e com a mão sobre o ventre parecendo sentir dores.
– le melon ( te amor), Belain na le ( que os eldar estejam com você)- diz Aragorn para Arwen enquanto dorme.
A madrugada já ia terminando quando Arwen acorda assustada.
– O que foi? Teve pesadelos? Está bem?- pergunta Aragorn que estava cochilando ao lado de Arwen e acorda assustado também.
– Tinham orcs me perseguindo- diz Arwen chorando e abraçando Aragorn.
– Não chore, estou aqui.
– Eu sinto tanta dor no corpo.
– Quer que eu chame a curandeira?
– Não, preciso só do seu carinho e de um banho, estou me sentindo suja e talvez o banho me ajude a relaxar um pouco.
Então Aragorn saí para chamar uma das criadas e pede que preparem um banho morno com fragrância de rosas para Arwen.
Aragorn ajuda Arwen a se despir e então nota que ela tem várias marcas roxas e arranhões por todo o corpo.
– Você está bem? Orcs malditos- diz Aragorn vendo o que eles fizeram com Arwen com muita raiva.
– Acho que sim, não se preocupe.
Por um momento Aragorn pensa em sair atrás dos orcs. Mas desiste da idéia e ajuda Arwen a se banhar, a se vestir e depois a leva novamente para a cama
– Deite-se agora, ainda está fraca.
– Fique comigo
– Claro- diz Aragorn sorrindo e deitando-se ao lado de Arwen
Assim que Arwen adormece Aragorn levanta-se, beija suavemente os lábios de Arwen, acaricia sua barriga e saí do quarto sem fazer barulho. Vai até o estábulo e lá encontra Elrond chegando após ter passado a noite toda cavalgando.
– O que vai fazer Aragorn- diz Elrond
– Irei até os orcs!
– E irá deixar Arwen sozinha nesse momento?
– Mas eles fizeram coisas horríveis com ela, isso não pode ficar assim!
– Acalme-se e deixe para depois- diz Elrond colocando a mão no ombro de Aragorn- Venha comigo, preciso falar seriamente com você
E assim Aragorn e Elrond vão até um dos salões do castelo para conversar.
– A situação de Arwen é muito mais séria do que você pensa. Ela sofreu vários ferimentos enquanto esteve lá na torre dos orcs.Ela e a criança que ela carrega em seu ventre correm risco de vida. Infelizmente existe uma sombra negra sobre eles porque ainda existe muita maldade naquele lugar. Estive a noite toda atrás de ahlelas na esperança de que seja capaz de ajuda-la mas não encontrei- diz Elrond preocupado.
– Acho que devo desistir de procurar os malditos orcs?
– Pelo menos por enquanto, volte para ela, ela precisa muito do seu amor nesse momento.
– Sim, é o que eu vou fazer. Mas eu acho que sei onde posso encontrar athelas. Fique com ela que já volto.
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– Não, é melhor que eu vá, diga-me onde posso encontrar- diz Elrond- Tenho medo que seu ódio seja muito maior e que você vá atrás dos orcs.
– Não, irei, dou-lhe minha palavra, fique com minha espada – e Aragorn desembainha anduril , entrega para Elrond, monta em seu cavalo e saí da cidadela.
Lembra-se que no vale onde ele e Arwen costumam passear tem athelas ou folha do rei como é conhecida em Gondor.Vai até o vale, procura por todos os lados e finalmente encontra a planta. Corta a planta com um facão de prata que carrega sempre junto de si.
Enquanto isso Elrond fica ao lado da filha que não reage e dorme inquieta e febril.
Aragorn chega correndo no castelo e pede que uma das criadas prepare um chá com a planta que ele trouxe. Depois corre para o quarto. Elrond fica feliz ao ver que Aragorn conseguiu encontrar athelas.
Então Aragorn senta-se na cama ao lado de Arwen “ pega duas folhas, coloca-as nas mãos e sopra nelas, amassando-as em seguida. Imediatamente um frescor de vida enche o quarto, como se o ar tivesse despertado e estremecido faiscando de alegria. Depois Aragorn joga as folhas em uma tigela com água fumegante, e na mesma hora todos os corações ficaram mais leves. A fragrância que inundou o quarto era como uma lembrança de manhãs orvalhadas, de som sem sombras.” Então Aragorn aproxima a tigela do rosto de Arwen.
– Arwen, Lasto beth nîn, tolo dan na ngalad.( Arwen, ouça minha voz, volte para a luz)
E assim o rosto de Arwen fica mais corado e há vida em seu rosto. Aragorn e Elrond sorriem felizes e Arwen acorda. Nesse momento batem a porta.
– Deve ser o chá- diz Aragorn indo abrir a porta.
Era uma criada vindo trazer o chá.
Aragorn ajuda Arwen a sentar-se e insiste para que ela beba todo o chá. Após toma o chá Arwen deita-se na cama e volta a adormecer
. Em seus sonhos ela vê Galadriel e Celebrían. Está uma linda manhã em Lorien, tudo está bonito como um dia de primavera, Arwen sente o ar fresco e uma fragrância de flores no ar. De repente Aragorn aparece carregando uma criança em seus braços e a entrega para Arwen.
E assim Arwen vai melhorando gradativamente a cada dia e após algumas semanas encontra-se totalmente recuperada e passeia alegremente pelos jardins do castelo na companhia de Aragorn.

CAPÍTULO 10: PARTIDA PARA VALFENDA

Mais dois meses se passaram e agora Aragorn e Arwen caminham felizes de mãos dadas pelos jardins do castelo em tempos de paz. Arwen se encontra no sétimo mês de gravidez completamente recuperada. Está um dia ensolarado de verão, está quente mas uma brisa suave sopra vinda do mar. Então Elrond aparece no pátio.
– Arwen minha filha, estou a muito tempo longe de Valfenda e sinto necessidade de regressar – diz Elrond olhando nos olhos da filha e pegando nas mãos dela – Porem eu estive pensando em uma coisa

O que falar durante o Filme do Senhor dos Anéis o…

Fã de Harry Potter

Gandalf aparece:
– DUMBLEDORE!!!
Saruman aparece:
– Outro Dumbledore???
Nazgûl aparece:
– Dementadores andam a cavalo?
Gimli aparece:
– Encolheram o Hagrid!!!
Portão de Moria:
– Acharam a Câmara Secreta!!
Quando o troll aparece:
– Vingardium Leviosa! Leviossssaa seus trouxas!

 

 

Fã de Star Wars

Sauron surge na última aliança:
– Tan Tan Tan Tan TanTan Tan TanTan… (Marcha Imperial)
Hobbits aparecem:
– (fala baixinho) Eworks?
Nazgûl aparece:
– O Senador Palpatine anda a cavalo?
Saruman aparece:
– Conde Dooku !!!!!
Luta entre Magos:
– Sintam o poder da Força Infiéis!
Cenas de batalha com espadas:
– Zuon! Zim! Uooonnn! Tssshi! Zuooon!

Fã da Xuxa

Créditos subindo:
– Não entendi nada. Vamos ver o da Xuxa de novo?

Diário Secreto de Galadriel – Vencedor

Dia 1
Estou começando a ficar desconfiada que todos os elfos daqui são gays. Muito preocupante; bonita demais para ficar solteira.
 
 
Dia 7
Estava festando espelho quando escureceu aqui em Valinor. Não tem luz aqui, fora a daquelas árvores e das jóias lindas de meu tio, que deve ser o único homem de Valinor.. Ou não. Jóias brilhantes e bonitinhas não são exatamente coisas másculas. E ser psicótico por elas tampouco. Fui pedir uma para usar numa festa uma vez e ele quase teve um chilique. Nem mesmo minha beleza cativante o convenceu. Conclusão; ele deve ser gay também.

Dia 10
Mortalmente entediada dessa choradeira, resolvi seguir meu titio Fëanor para a Terra-média com um pretexto qualquer. Parece que roubaram as preciosas jóias brilhantes dele e mataram seu pai, ou coisa assim. A luz aqui acabou por incompetência desses deuses malas e eu temo que meu lindo e sedoso cabelo esteja embaraçado.

Dia 103
Perdida no gelo. Aquele gay do Fëanor nos abandonou porque nos acha inúteis. Bem, vamos caçá-lo e mata-lo para nos vingar. frio demais para escrever. Minha pele ficará horrível assim!

Dia 10.567
Fui visitar Melian, a Maia. Lúthien talvez seja mais bela que eu. Uh. Encontrei um elfo que não é gay !Iuhu! Vou ficar por aqui. Muitos insetos lá fora.Arhg.

Dia 167.592
Boa notícia! Lúthien se apaixonou e virou humana, o que quer dizer que ela vai morrer e eu serei a mais linda novamente! Irra! Em compensação ela tem uma silmaril. E está se achando grande coisa por causa disso! Quero ver quando meus priminhos amados resolverem caça-la, matá-la e pegar a jóia de volta. Haha

 
Dia 456.567
Somos reis e eu tô podendo! Continuo tão linda como sempre fui, e agora mando em Lothlórien! E mais, ganhei um anel bonito! Claro, meu marido é uma ameba.. Estou começando a desconfiar que ele é gay. Unh….

Dia 256.019 da Terceira Era.
Elrond teve uma filha. Apenas imagino o que aquele gay enrustido fez para conseguir isso. Dizem que a menina vai ser bonita como Lúthien. Argh! Quando vão compreender que eu sou linda e imbatível? E aquela bicha Legolas está com um penteado lindo! Maldita bicha. Se aquele bambi pensa realmente que algum dia será mais bonito do que eu, está enganado! Eu vou lançar-lhe uma maldição, e da próxima vez que nos virmos ele terá uma espinha élfica de 500 anos! Huahaha

Dia 6.007.665.124
Finalmente alguém conseguiu chegar aqui vivo! Irrra! Alguma vida nesse lugar final. Mas hobbits são seres tão fofos e cuti-cuti! Vou pegar um para criar! Quando falei disso para Aragorn, aquele tarado por hobbits me olhou com uma cara feia e disse Sam a matará se tentar qualquer coisa. Humpf.

Dia 6.007.665.126
Aquela bicha maldita entupiu minha fonte com seus cabelos, argh! E ainda teve a pachorra de me acusar de copiar o seu penteado! E disse que é mais bonito que eu! Aquele bambi-borboletinha! Eu sou muito mais loira que ele! Por que ele não morre e lembra Namo de mandá-lo com o sexo certo da próxima vez? Huumpf!

Dia 6.007.665. 157
Isso! Vão embora, sociedade do anel, xô! Como se ser adorada por um anão nojento e barbudo com trancinhas na barba já não fosse trágico, ele ainda cheira mal! Eu sabia que dizer para o Elrond criar vergonha na cara e parar de usar as coisas da Arwen e que, principalmente, ele fica ridículo de púrpura, teria troco. Aquele gay, aposto que sei o que Legolas vai taaaaanto a Valfenda! Bando de bichas. Humpf.

Dia 6.007. 665. 346(eu acho)
Quase me arrependo de tê-los mandado embora tão cedo. Ficar aqui com aquela vagem do meu marido diariamente é um destino muito cruel para quem deveria ter sido a rainha do mundo. Talvez eu devesse ter ficado lá em casa, afinal… unh….é, é isso, vou voltar para casa, para os meus amados Valar e tudo mais. Espero que eles não tenham levado a sério todo aquele negócio de raiva e vingança afinal…..

Diário do Mosquito #105729394980 do Pântano dos Mosquitos – Vencedor

Dia 1:
Não a nada a se fazer como sempre. Há rumores de que existe gente vindo para cá, mas provavelmente são só rumores.

Depois…

Metade dos meu 7 trilhões de irmãos foi dizimado por um grupo de aves. Escapei por pouco. Odeio elas, mas mamãe disse que são coisas da vida. Mesmo assim vou começar a voar baixo.

 

Dia 2:

Os rumores eram verdadeiros. 5 pessoas apareceram e montaram acampamento aqui perto, vou tentar picar o maior durante a noite já que fui desafiado pelo meu primo de 75° grau.

Dia 4:

Fiquei enroscado na malha do maior quando ele tentou me esmagar. Céus! Aquela mão era imensa! Assim que conseguir sair daqui vou tentar chupar algo.

Dia 5:

Meu Deus! Eles avançam muito rápidos e acabaram me tirando do pântano. Estou com medo. Quero a minha mãe. Hummmm… o pescoço de um dos tais hobbits é tentador, mas tenho que me segurar até a noite.

Dia 7:

Atacados por seres escuros e com capas! Tentei fugir, mas não via nada além de quem eu acompanho, então fiquei por aqui mesmo. Estou começando a aprender os nomes deles e o do maior é Passa-alguma-coisa. Foi ele quem derrotou aquelas criaturas, ele é demais.

Dia 8:

Quase me perco do grupo, consegui ficar com eles graças ao pônei que carregam junto e que eu consegui alcançar a tempo. Descobri que não estou sozinho, mas a população mosquitesca está diminuído consideravelmente graças ao rabo desse animal desprezível. Prefiro o ombro do Passalarva (seja o que lá esse nome signifique).

Parece que um dos menores foi atingido por alguém. Aproveitei que estava por perto e entrei em um bolso. Quase fui esmagado. Deus eles estava com pressa!

Dia 10:

Chegamos a um belo lugar. Cheio de elfos creio eu. O baixinho ainda não acordou. Me esbanjo do sangue dele toda noite, apesar de um pouco amargo.

Dia 11:

Ao que parece eu bebi do sangue de um elfo. Nunca tinha experimentado nada igual. Acho que estou viciado.

Dia 13:

Não consigo mais parar de beber sangue de elfos. Estou começando a ficar preocupado, quase fui morto duas vezes ontem por uma elfa de cabelos escuros que quase me pegaram quando ela se despia para um tal de Boromir. Antes de começarem a fazer umas coisas estranhas ele disse algo sobre Arag… (geez esse nome é impronunciável) bom, eu acho que ele é corno agora.

Dia 14:

O vicio é evidente. Um dos maiorais está convocando uma reunião ou algo do tipo. Enquanto ele estiver ocupado com isso vou tentar chupar ele.

Like a Bird – Parte 05

Silêncio. Na verdade, nem uma palavra.

E isso preocupava Aragorn. Miyoru o acompanhava no barco na travessia até onde pegariam a estrada para Rohan. E, ao contrário do alegre falatório e conversa que eles normalmente tinham, ela estava imersa em devaneios desde que tinha saído de Lothlórien, e isto o deixava apreensivo.

 

-O que está te afligindo, Miyoru?- ele perguntou, com preocupação e gentileza na voz

-Nani?- ela ergueu a cabeça de seus devaneios – Não…não é nada!- ela sorriu, constrangida

-Podes me contar se isso fizer você se sentir melhor.- ele deu um sorriso condescendente -Acaso não confias em mim?

-Bem, é que…Galadriel-dono e Arwen-dono…elas são tão gentis e bonitas…Aliás, lindas! Calmas, serenas, controladas, modestas, com gentileza que transborda em cada gesto! E eu…- ela respirou fundo e continuou – Sou uma boa guerreira, e sei que mulher nenhuma é melhor do que eu com uma espada nas mãos, e como onmitsu também! Mas…- ela virou o rosto, corada -Mas não sou gentil…sou explosiva, impulsiva, e só sei lutar! Elas são lindas, eu nem sou bonita.- ela disse isso sem qualquer subterfúgio -E quando eu as vejo me sinto tão…errada e horrível! Como uma águia deve se sentir perto do mais belo dos suzakus!

Aragorn ouvia tudo impressionado. Não imaginava que ela pudesse se sentir dessa forma. Mas olhando para ela, sorriu e disse -Você conhece a lenda da fênix, Miyoru?

Ela balançou a cabeça afirmativamente

-Imagine como ela deveria se sentir. Miyoru, é verdade que a Senhora Galadriel e Arwen Estrela Vespertina são incrivelmente belas. Mas você, minha criança, também é muito bela, e uma jóia que tem um brilho diferente dos de Arwen e Galadriel, mas não menos bela por isso. Ou você julga a Lua menos do que o Sol ou a Uma Estrela, apenas por ser diferente?

Ela hesitou, mas fez que não com a cabeça, prestando muita atenção nas palavras de Aragorn. Ele se ajoelhou e segurou o rosto dela entre as mãos.

-Teu rosto é como a Lua, e teus cabelos o manto que a envolve. Por isso o teu nome. A única diferença é…que a Lua não tem duas esmeraldas tão brilhantes incrustadas sobre ela.- enquanto ele falava, os grandes olhos verdes de Miyoru se arregalaram. Aragorn sorriu e bagunçou os cabelos dela, rindo diante da exclamação furiosa enquanto ele a segurava para dar-lhe um cafuné-Aragorn-sama!

E ficaram rindo e brigando de brincadeira, balançando a canoa onde estavam.

-Tsc…

-Ah? Que foi, Legolas?-Perguntou Merry, ao barulho Elfo. Como Legolas nem se virou para responder-lhe rispidamente -Nada.- Merry virou para ver o que o Elfo olhava, para encontrar na mira a canoa de Miyoru e Legolas -Ah… Está preocupado com eles? Não se preocupem, não creio que eles caiam.

Legolas nem sequer respondeu ao hobbit, quando Gimli arriscou -Estás com inveja que a garota estranha tem a confiança e a amizade de Aragorn?

-Ouçam.- ele forçou-se a desviar o olhar da canoa para voltá-lo para Gimli e Merry -Por quê vocês não ocupam suas mentes com problemas maiores do que os meus sentimentos e pensamentos?- ao verem que ambos então se calaram, ele voltou a vigiar Miyoru e Aragorn, mastigando seus piores sentimentos até que eles também alcançaram a margem.

-Nos vamos andando, Aragorn-sama?

-Bom, Miyoru, não poderemos ir á cavalo se não os temos, certo?

-Desculpe a minha estupidez.

-Ora- ele sorriu para ela – não tem de que se desculpar.

Legolas então se aproximou de Miyoru e perguntou -Já esteve num palácio antes?

-Bom, Valfenda e Lothlórien são lugares lindos, mas…não, nunca estive em nenhum palácio.

-Então me deixe contar-lhe sobre a nossa última visita ao palácio Dourado.

Ela sorriu para ele e disse -Sim, por favor…

E eles foram até que pararam ao anoitecer.

-Não acham estranho…-perguntou Sam, cozinhando alguma coisa – que não tenham nos atacado até agora?

-Tem razão.- disse Gandalf- Nosso caminho está sendo por demais pacífico.

Miyoru, que estava numa conversa entusiasmada com Legolas e Pippin, de repente atirou um de seus dardos na escuridão, e ao ver que alguém se movera nas sombras para desviar, todos pegaram suas armas e Legolas atirou na escuridão. Quando uma flecha a acertou de raspão, rasgando um pequeno pedaço de sua roupa, o espião resolveu fugir, encoberto pelo manto da noite. Mas Aragorn e Miyoru começaram a perseguí-lo. Mas depois de um tempo correndo, Aragorn parou e impediu Miyoru de continuar.

-POR QUÊ?- ela perguntou exasperada – Logo iríamos pegar o safado patife!

-Nos afastamos demais do grupo. Nos tornamos uma presa fácil assim. Vamos voltar…

Miyoru concordou, fez o resto do caminho resmungando, mas seguiu ao lado de Aragorn.

-EU ESTAVA TÃO PERTO!!- as mãos afeminadas socaram a mesa -Tão perto, que tropecei na linha de chegada!

-Você estava perto, sim- respondeu-lhe uma voz sorridente -Perto de ser morta pela sociedade do anel.

-Mas eu poderia ter matado ao menos um deles!E poderia ter trazido ela para o senhor!

-E não trouxe por que?

-Por que o maldito ranger, o rei metido a besta, a acompanhou.

-É?Interresante.- ele dedilhou a mesa – Observou mais alguma coisa?

-Sim.- a serva deu um sorriso maquiavélico -O elfo. É visível que ele está completamente caído por ela. E morto de ciúmes por causa do reizinho.

O sorriso, normalmente presente na face dele, desapareceu e seu rosto assumiu uma aparência austera.- Ela não deverá ser nem do elfo, nem do maldito rei. Vá, e traga-a para mim.

-Mas…

-AGORA,SUA INÚTIL!

-Sim, ai ai, tô indo!- ela se esgueirou para fora da saleta

-Vou achá-la, vou achá-la nem que tenha que incendiar toda a Terra-média! FOICE!

A serva ressurgiu -Sim?

-Prepare todos os exércitos que puder reunir, mas guarde a tropa de elite. Nós iremos incendiar.

-Incendiar o que?

-Rohan.

-Que castelo!- exclamou Miyoru, aturdida, enquanto eles entravam no saguão do palácio de Rohan. Olhava para tudo como se precisasse lembrar de cada detalhe. Como sempre sua atenção se voltava ao mesmo tempo para o palácio, e para como agiam os outros. Falaram-lhe tanto daquele castelo na viagem que ela se sentiu quase que ansiosa para chegar ao tal castelo, e agora ali estavam. Seus pensamentos de como a arquitetura humana era muito diferente da dos elfos e da sua terra foi interrompida quando a conversa entre Aragorn, Gandalf e o que possivelmente seria o rei daquele lugar desviou para ela mesma.

-Miyoru, venha cá.- chamou Aragorn – Este é Éomer, senhor da terra dos cavaleiros.

Miyoru rapidamente fez a conhecida reverência. Mas ao contrário de Gandalf e Galadriel, Éomer não retribuiu o gesto polido, o que não deu a Miyoru uma primeira impressão agradável. "Ele não parece um homem educado, como um rei deve ser!"

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Éomer riu, e comentou a Aragorn algo sobre ele conseguir ficar sempre rodeado de mulheres bonita
s. E tal insinuação irritou tanto a garota que ela nem deu importância ao elogio que o rei tinha feito á sua beleza.

-Pois saiba, senhor meu Rei, que sou uma guerreira e uma onmitsu, não uma mulher que por falta do que fazer fica correndo atrás de homens bonitos.- Miyoru cruzara os braços, seu escudo de arrogância atuando novamente, fazendo-a parecer realmente uma guerreira ofendida.

A resposta da garota surpreendeu Éomer de tal forma, que ele olhou para Miyoru como se nunca tivesse visto algo parecido. Não parecia ofendido, na realidade parecia maravilhado.- Perdão, Senhora…

-Miyoru.

-Miyoru, só Miyoru?

-Miyoru só Miyoru.-

-Certo, Senhorita Miyoru. Não foi, em momento algum, minha intenção te ofender. E como pedido de desculpas daremos a você e a seus companheiros um banquete.-

Miyoru abriu um sorriso e já se sentiu entusiasmada com o rei -Faria melhor se me contasse sobre seu reino. Ouvi muitas histórias sobre você e fiquei curiosíssima. Afinal, Merry-chan me contou sobre uma dama que também foi uma grande guerreira!- realmente, animar Miyoru estava entre as coisas fáceis de se fazer.

-Creio que tenha sido o mestre Meriadoc- Éomer sorriu para o hobbit -Mas você poderá perguntar a ela mesma, já que ela está aqui no palácio.-

Mal Éomer tinha terminado de proferir estas palavras e Éowyn aparecia para saudá-los, junto com Faramir, senhores de Ithilien.

Miyoru observou Éowyn com grande respeito e admiração. E também os prestou ao homem que caminhava ao seu lado.

-Então, esta é a guerreira da nova sociedade do anel?- disse Éowyn, sorrindo para Miyoru, enquanto Faramir conversava com os outros -Como se chamas?-

-Miyoru – ela disse, quase gaguejando, quando olhava para a grande dama a sua frente

O banquete estava fabuloso. Todos se divertiam e conversavam, e Miyoru sequer tocava na comida. Na verdade, a narrativa da queda do nazgûl feita por Merry e Éowyn a estava deixando impressionada. Estava encantada com a coragem e a bravura de Éowyn, e ela ouvia com toda a atenção e respeito, como uma criança de cinco anos ouvindo a história de uma guerra pela primeira vez. De olhos arregalados e ouvindo com tanto entusiasmo e silêncio, ela parecia ainda mais à imagem da inocência incoerente das crianças. Tal imagem causou um conflito interno em Legolas, que parara de conversar com Aragorn para prestar atenção na cena. Uma parte dele se censurava completamente "Ai, como estive enganado. Ao pensar que me apaixonaria por uma elfa tão madura enquanto ela não passa de uma semente mal saída do solo para a luz." ele continuava olhando para Éowyn, Merry e Miyoru, achando que a cena merecia um quadro, até que Éomer os interrompeu

-Mas eu soube- ele disse, levantado à taça em direção a Miyoru – que você apesar de não ser elfa, tem uma linda voz. Será que seria muito pedir para que cantasse para nós?

-É isso aí!

-Canta, Miyoru!

-Queremos ouvir uma canção!

Miyoru ruborizou, abriu a boca e mexeu várias vezes sem produzir som algum, antes de murmurar, totalmente sem jeito – Cl-claro…- Ela ergueu a cabeça, vermelhidão de seu rosto deixando-a com uma aparência muito diferente da altivez e arrogância habituais. Era uma aparência singela, e tão delicada que acabara fazendo o rosto de Legolas se sentir queimando.

Miyoru então, perguntou, retomando a fala certa – De que tipo de músicas vocês querem ouvir?

-Cante-nos uma balada romântica!

-Cante-nos uma balada de guerra!

-Então…cantarei uma romântica e uma de guerra. Mas cantarei primeiro a de guerra!- ao todos concordarem, Miyoru respirou fundo, mas como a vermelhidão de seu rosto não desapareceu, ela se levantou e começou a murmurar os sons para logo cantar

Essa trilha de sangue lembra um mistério

Essa treva repentina enche o ar

O que estamos esperando?

Ninguém virá nos ajudar

O que estamos esperando?

Não podemos ser inocentes, temos que levantar e encarar o inimigo

È uma situação de matar ou morrer

Eu sei que seremos invencíveis

E sonho de sombras que não podemos justificar

E a sede da guerra que não se satisfaz

Pra onde estamos correndo?

Temos raiva para estar famintos

Pra onde estamos correndo?

Quando não há lugar para correr mais.

Não podemos ser inocentes, temos que levantar e encarar o inimigo

È uma situação de matar ou morrer

Eu sei que seremos invencíveis

E com convicção, não haverá sacrifício

Não podemos ser inocentes, temos que levantar e encarar o inimigo

É uma situação de matar ou morrer

Ela respirou fundo, mas antes de conseguir descansar, Pippin chamou a atenção para a balada de amor

-Eu cantarei- ela disse -Mas…

-Não se preocupe- disse Éomer, se levantando e se aproximando de Miyoru, sem esperar ela terminar de falar -Eu cantarei os versos. Cante Miyoru.

-Eu acho- Legolas também se levantou, seus olhos traindo o sorriso cortês em seu rosto -Que o senhor não saberia acompanhá-la. Senão se incomodar em me ceder essa canção…-

Eles ficaram se olhando algum tempo, até que Éomer ensaiou um sorriso e se sentou novamente. Legolas voltou seu olhar para Miyoru, sorrindo verdadeiramente desta vez.

-Mas eu não sei…canção alguma daqui.- ela sorriu -Se Éowyn-dono concordar em me ensinar alguma, talvez amanhã.- ela sorriu marota para Éowyn, que lhe devolveu um sorriso condescendente -Eu me sentiria muito honrada.

-Mas só depois de você terminar de contar como conheceu Faramir-san.

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Faramir e Éowyn trocaram olhares, e ele próprio se encarregou de contar para Miyoru como tinha sido, enquanto isso, Éomer, Aragorn, Legolas e Gandalf conversam sobre todo tipo de coisa, até que Éomer perguntou, repentinamente-E sobre a senhorita Miyoru?O que pode me dizer dela, Aragorn?

Aragorn olhou para ele e franziu a testa, curioso -Que tipo de pergunta é essa?

-Do tipo que um homem faz a outro homem quando este é responsável por uma bela moça.

Legolas o olhou de soslaio, mas manteve-se calado.

-Bem, ela tem um gênio difícil, é volúvel, muda de humor facilmente, tem uma voz belíssima e é incrivelmente bonita, embora ela mesma se recuse a aceitar esse fato. Certas vezes é arrogante, e muitas é marota e travessa. Tem um sorriso fácil, mas não menos belo por isso. Tem medo de cavalos, preferindo andar a pé. Uma excelente guerreira e uma garota que não existirá igual nem em mil eras. E tem 14 anos.

Éomer pareceu satisfeito com a explicação, e então perguntou – Ela é muito estranha. Éowyn era de certa forma tão infantil aos 14 que nem pensei que ela poderia ser tão nova. Mas…- ele voltou seu olhar para a garota, do outro lado do salão – É de uma garota assim que eu preciso. Será que, quando a missão de vocês estiver terminada e a paz voltar, então eu poderia…- Legolas já estava quase se esquecendo de quem Éomer era e o
atacando até a morte. Mas mal ele teve tempo de terminar o pensamento quando começou uma gritaria fora do palácio. Todos se levantaram e foram para fora imediatamente, e ficaram estarrecidos com o que viram.

Fogo. Por toda à parte, a cidade estava queimando, ardendo. Só se via o fogo e pessoas gritando, correndo desesperadas. Éowyn foi a primeira a se mexer, juntamente com Faramir e Miyoru.

-Vamos!- gritou ela

-Temos que apagar esses incêndios!

E todos rapidamente se agilizaram, para tentar apagar os incêndios e salvar as pessoas do fogo, com baldes dágua e tudo mais. Mas o povo, desesperado, ao invés de colaborar, apenas fazia mais estardalhaço e confusão, tornando tudo ainda mais difícil.

No meio da confusão, Miyoru, achou Éomer.

-Você!- ela disse -Você é o rei aqui, deve subir naquele palácio e fazer o seu povo se acalmar e agir organizadamente!

-Mas como!- ele se voltou para ela -Você é apenas uma criança, não sabe o que fala! É impossível acalmar essas pessoas! Devemos é tirá-las daqui!

-BAKA! Acha que conseguiria apagar esse fogo sozinho? Não seja estúpido! Os laços que unem as pessoas, se forem fortes, conseguem vencer qualquer coisa! Essas pessoas não se desesperarão se seu rei parecer confiante e corajoso!- ela gritava com ele. Ninguém nunca gritara com ele antes. Mas quem ela pensava que era? Ele era rei, ela não podia gritar e fazer como quisesse. Mas quando ele olhou nos olhos dela, viu que, na verdade, ela sabia o que estava fazendo. Sem mais explicações, ela o arrastou em meio as chamas para o lugar mais alto que havia. E de lá começou a gritar tanto que sua garganta ardia

-POVO DE ROHAN! OUÇAN BEM! PARA APAGAR ESSE FOGO SERÁ PRECISO CORAGEM E FORÇA! MAS ACIMA DE TUDO, UNIÃO! E O SEU REI NÃO ESPERA MENOS DE VOCÊS!

Todos pararam para ouvi-la, então ela começou a falar mais baixo – Façam filas a partir de poços onde há água e rios, e passem a água de um para o outro, até que chegue ao fogo! Dessa forma será mais fácil apagar os focos de incêndio!

As pessoas pareciam dispostas a obedecer, e Éowyn também começou a dar ordens -Vocês, sigam-me, até o rio! Todos devem fazer como a senhorita Miyoru disse!

Éomer estava chocado. Aquela garota parecia surpreendentemente fantástica! Ele foi arrancado de seu devaneio por Merry, que lhe disse para ajudar também, como todos estavam ajudando.

Todos trabalharam até a exaustão e o cansaço fazer com que suas pernas não mais os sustentassem. Durante toda a noite e a madrugada, em maio ao calor infernal, mas já sem os gritos trabalharam incessantemente, e pela manhã o fogo já havia sido totalmente apagado, e a sociedade do anel estava horrível. Todos quase que se arrastaram até o castelo, saudados pelo povo por sua coragem e liderança, até despencarem exaustos no salão.

Algumas horas depois, todos já estavam quase ou totalmente recuperados da fadiga da noite anterior. E Miyoru crescera muito no coração de Éomer.

-Aragorn- ele disse, firmemente -Quero que você e Miyoru me acompanhem para Helm. Ir para lá funcionou na última guerra, funcionará nesta também.

-Bem…

-Meu Rei!- um guarda entrou correndo pelo saguão -Uma carta!

Éomer tomou a carta nas mãos, mas nada pode ler nela

-O que diz? – perguntou Aragorn, apreensivo

-Eu não sei. Não conheço essa escrita. É a escrita do outro mundo.

-Então pode ser que Miyoru saiba.

-"Com sua licença, nós declaramos guerra ao povo de Rohan, e todas as pessoas que estiverem em suas terras. Espero que tenham gostado da fogueira que deu início á essa guerra. Perseguiremos vocês onde quer que estejam, seja Helm, a cidade ou qualquer outro lugar. Muito obrigado."

–Então é isso.- disse Gandalf – A guerra á Rohan, formalmente declarada.

-Mas depois de terem tacado fogo nessa cidade, podemos esperar tudo!- exclamou Merry, indignado

-Mas eu acho…- disse Legolas -Que esta não é o único problema. Sinto um sopro negro que parece transpassar meu coração.

-Então também sentiu, Legolas?-Aragorn se voltou para ele, franzindo o cenho de preocupação.

-Bem, agora devemos ir para Helm.- disse Éowyn, sucinta – Será mais fácil agüentar lá.

-Certo. Avisem o povo que estamos partindo para o Abismo de Helm.

-Hunf. Olhe para ele, se exibindo todo para a Senhora Éowyn.- exclamou Pippin -Nem parece o anão duro que é.

-Mas ele fica pior se tratando de Galadriel.- disse Sam

-Eu concordo com ele nesse aspecto. A Senhora Galadriel é muito boa e gentil.

-Você se esqueceu do bonita, elegante, calma, serena…- corrigiu Miyoru – Entre outras coisas.

Todos deram risada. Na caminhada ao abismo de Helm, Miyoru optara por ir em companhia dos hobbits, embora Legolas e Éomer a vigiassem a cada cinco passadas dos cavalos.

-Vocês querem parar? Não é como se fossem atacá-la num momento qualquer.- disse Gandalf, rindo

-O quê?- perguntou Legolas

-Você e Éomer olham para Miyoru de momentos em momentos.

Ambos então se encararam, até que ambos desviaram o olhar e ficaram com seus próprios pensamentos.

-Eu só espero não ter aqueles Wargs como da última vez…- disse Gimli

-Tomara que você esteja certo.

Like a Bird – Parte 06

Merry e Pippin riam escandalosamente, Frodo ria discretamente e Sam não achava graça nenhuma. Miyoru também ria e se divertia com os outros, até que, ao olhar ao longe, viu algo que não a agradava definitivamente. Um rasgo negro correu para se esconder em algum lugar no horizonte, e ninguém parecia ter percebido…

 

Miyoru ficou silenciosa, de repente, ela correu até onde Legolas, Aragorn, Gandalf, Gimli e Éomer cavalgavam, e correu com tanto desespero que as pessoas abriram caminho para ela passar, tal era a sua pressa. Quando os alcançou, nem arfava, mas estava visivelmente consternada.

-O que aconteceu, Miyoru?- perguntou Gandalf, m as foi no cavalo de Legolas que ela se apoiou. Levantou a cabeça, olhando para ele e para Aragorn, então disse:- Seremos atacados em breve. Há movimentos estranhos e furtivos a nossa volta. Tirem as mulheres e crianças daqui, eles só estão esperando uma chance para atacar.

Ela disse isso com tanta seriedade que foi impossível não acreditar. Então Éomer chamou Éowyn e Faramir -Por favor, minha irmã, terei que lhe pedir que, mais uma vez, leve as pessoas em segurança até Helm.

Éowyn lançou um olhar estranho á Miyoru, mas sorriu amarga e, meio a contragosto, fez o que Éomer lhe pediu. Mas ela mal tinha mudado o rumo das pessoas, e ela foi atacada. Alguém passou, rápido como um raio, e desferiu na donzela dos rohirrim um corte no ombro. "Eu…nem vi" pensou Éowyn, apavorada, colocando a mão em seu próprio ombro e sentindo o sangue vermelho manchar-lhe a mão.

Pouco distante dali, os todos puxavam suas armas para lutar. Os inimigos eram surpreendentemente rápidos, mesmo não usando qualquer montaria. Vestindo-se de azul e branco, não foi difícil para Miyoru identificar quem eles eram. Mas apesar de tudo, tinham que lutar. Com um saque rápido, ela matou um que já estava a sua frente, e foi lutando e desferindo golpes em todos os que estavam á sua frente.

-O que…- perguntou Legolas, mas Aragorn terminou a pergunta: – O que são esses homens?- ambos lutavam com força e coragem. O choque das armas, o grito, o som frio do metal, o grito das mulheres e crianças ao longe, tudo se misturava numa fúria tempestuosa de sons.

-São Lobos!- berrou Miyoru, para se fazer ouvir, enquanto puxava sua espada da barriga de um dos homens inimigos, acertando outro á suas costas com um chute -Lobos de Mibu!- e continuou lutando, saltando por cima dos cadáveres em seu caminho, sem nem se importar se estavam realmente mortos ou apenas inconscientes. Mas ela não podia deixar de pensar "Como? O Shinsengumi devia estar enterrado junto com os ossos do Shogunato, por Deus, de onde conseguiram esses homens!" Ela deu um giro em 360 graus com a espada, cortando quem estivesse á sua volta. "Estão longe da perícia do verdadeiro Shinsengumi, parecem mais idiotas com espadas na mão!" Então, ela parou de lutar para olhar a sua volta. Sentiu um orgulho imenso e ainda mais admiração vendo Legolas, Aragorn e os outros lutando. Não pareciam ter qualquer estilo específico que lembrasse vagamente qualquer um que ela conhecesse, mas eram bons lutadores, disso não havia dúvida. Mas suas divagações foram interrompidas pelos civis, o povo pouco distante deles, também estava sendo atacado. Os inimigos estavam em menor número, mas haveria muitas vítimas que poderiam ser evitadas sem aquela batalha, e ao ouvir um grito agudo de mulheres, Miyoru se decidiu o que deveria fazer "Se tiverem um mínimo dos antigos lobos não acataram, mas eles parecem apenas cópias mal-feitas de antigos guerreiros". Subiu velozmente no lugar mais alto dali, e, ignorando sua já ferida garganta, gritou a plenos pulmões:

-Ouçam, Lobos de Mibu!- definitivamente, Miyoru parecia ter alguma coisa que fazia todos prestarem atenção nela quando ela falava- Vocês agora já estão em menor número e suas habilidades com a espada são ridículas e inferiores! Mas ao mesmo tempo…- ela gritava o mais alto que podia, e o vento ajudava a propagar sua voz – Temos muitas pessoas que não podem guerrear entre nós! Mas daremos a chance de fugirem agora, se não atacaram mais ninguém! Pouparam suas vidas, e terão oportunidade de nos atacar com mais homens e, se forem espertos, treinaram suas habilidades! Fujam agora, e não façam mais vítimas, é a única chance, fora à derrota, que lhes é oferecida!- quando terminou de falar, recomeçou em japonês. O inimigo pareceu considerar, e começou a debandar, tão rapidamente quanto vieram. Sam e Frodo tiveram que conter Pippin e Merry, que queriam atacá-los enquanto passavam. O mesmo aconteceu com Aragorn, que segurou o machado de Gimli antes que este desferisse um golpe em um inimigo que se retirava.

Quando Miyoru desceu, o povo novamente a saudava, clamando-a, mas nem todos estavam felizes com a atitude dela, e ela teve uma discussão fervorosa com Gimli pelo que deveriam ou não ter feito. Ele a chamou de covarde, ela chamou-o de arruaceiro que não pensava nas pessoas. Mas Éowyn a saudou pela sua atitude, também Aragorn, Gandalf e todos os outros. Mas foi Legolas quem percebeu que ela tinha um corte na perna, que rasgava suas roupas estranhas como Gimli dizia, e muito embora ela dissesse e repetisse veementemente que não era nada, Legolas insistiu que ela não deveria ir á pé. Éomer e ele ofereceram-se para levá-la, mas Éomer fez questão de lembrá-lo que Gimli já dividia o cavalo com ele, e Miyoru aceitou, indiferente, ir com Éomer. Mas apesar da indiferença inicial, Éomer logo conquistou a simpatia dela contando-lhe histórias sobre a guerra do anel. E foi assim, com Miyoru na garupa de Éomer e um Legolas definitivamente mal-humorado. Pippin cochichou para Merry que ele estava exatamente dessa forma quando
Miyoru andou de barco com Legolas. Merry disse que ele parecia pior agora. E essa foi à discussão do resto do caminho até chegarem ao abismo de Helm.

-E então, Éomer-kun, e então?- Miyoru estava excitadíssima com a história que ele contava. Apoiada no braço do trono em que Éomer sentava, ele não se cansava de acariciar-lhe o rosto ou de mexer nos cabelos dela enquanto falava, mas ela aceitava as carícias inocentemente, quase nem reparando nelas, absorvida pelas histórias que ele contava.

Legolas debatia-se mentalmente sobre como reagiria. Ao mesmo tempo em que gostaria de esmagar Éomer e tirar Miyoru dali, sentia que não o devia fazer, já que não podia e nem devia sentir algo por uma pequena criança, mesmo que algumas vezes parecia muito sábia. Ele virava o rosto várias vezes para observá-los, mas depois virava o rosto para o lado oposto para tentar controlar os próprios sentimentos, o que algumas vezes eram em vão. Mesmo que involuntariamente, apurou os ouvidos para tentar ouvir o que falavam entre si.-Mou…já acabou?-Miyoru, eu..eu quero lhe perguntar uma coisa importante.- ele disse, firme.-Fale.- Ela respondeu, simplesmente. A d
isplicência de Miyoru, ou a falta de, sempre lhe desarmavam.-O que acha de Rohan?-Bem, é lindo, e legal, apesar de eu não gostar muito de cavalos, e…-Mas você..- ele a interrompeu, hesitante -Gostaria de viver aqui?

-O quê? – Legolas disse, assustando os dois e a si mesmo, mas sabia que agora era tarde para reparar o erro. – Éomer, você sabe muito bem que nós precisamos destruir esse anel, e vamos precisar de toda a força possível para isso!

-Mas Rohan também precisa de proteção.- Éomer se levantou de seu trono, indo até Legolas -E já tem muitos para essa tarefa, deixe-a Miyoru conosco…- ele suspirou e corrigiu -Comigo.

Legolas teve que se controlar para não atacar o homem a sua frente, e apertou a mão com força, para que não fizesse nada do que poderia se arrepender depois. – Você já tem um exército aqui, Éomer, e nossa presença só lhe traria mais problemas, – enfatizando o nossa no meio da frase – já que o anel significa uma desgraça que ainda vive nesse mundo.

-Mas porque arrastá-la junto com vocês nessa história toda? Acaso quer que ela morra, ferida, Mestre Elfo?- ele pronunciou o tratamento com acentuada ironia

Legolas olhou para ele com uma certa raiva – Você sabe que não se deve desejar a morte e nem o mal para alguém, Éomer – parecendo que insinuava algo sobre Éomer – Mas se partirmos, alem de seu reino não sofrer mais uma batalha em Helm, podemos ainda escapar a salvo.-E o que ELA tem a ver com isso? Ela PODE ficar por aqui, não?

-Ela foi escolhida para continuar conosco nessa jornada Éomer, ninguém pode sair dela somente por vontade! – deu um passo a frente – Ou acha que nós queríamos que Boromir tivesse morrido na última vez? Nós fazemos o máximo de nós para que nada aconteça e cumprirmos com nossa missão, mas parece que você não quer ajudar.

-Eu estou zelando pela segurança dela e…- Mas Éomer foi interrompido por Miyoru, que de repente, estava ali, entre eles

-É muito simples; eu vou, mando o anel para o memorial das lembranças, e volto para Rohan.- ela explicou, simplista, sorrindo. Éomer quase estourou de felicidade, ao passo que..

-Mas Miyoru! – se acalmou um pouco, não podia mais deixar que seus sentimentos falassem por ele – Tudo bem, se essa é a sua decisão…Por enquanto. – ele olhou aos dois, parando um pouco mais em Éomer.

-Nani? O que foi, Legolas-san? Disse algo errado?- ela perguntou, olhando para ele, aturdida

-Não, não é nada Miyoru. Mas se quer ficar uns tempos em Rohan não vejo problemas, desde que não se esqueça de me visitar em Mirkwood.

-Ora, não se preocupe, eu vou dividir o meu tempo com todo mundo!- e dando-lhes seu sorriso mais brilhante e belo, virou-se e saiu correndo pelos saguões de Helm. Éomer a acompanhou com o olhar, suspirando

Ele a olhou enquanto andava, lembrando-se das sábias palavras da Senhora da Floresta, mas o suspiro de Éomer o fez voltar para o lugar onde estava.-Acho que não devia se aproximar muito dela, Éomer, já que é ainda uma criança. – olhando-o pelo canto dos olhos.

-O sujo falando do mal-lavado. Você a deseja tanto quanto eu, elfo. Mas pode ir conformando-se: eu sempre consigo o que quero. E eu a quero. Profundamente.

-Não deveria acostumar-se com isso, já que nem tudo se ganha nessa vida. – e sentiu-se um pouco mal pois ao mesmo tempo que gostaria de responder-lhe que gostava ainda mais de Miyoru, não pôde, já que sabia era um desejo pelo qual era mais difícil dele conseguir do que do humano. Mas as palavras da Senhora da Floresta novamente lhe vieram à mente, pois ele havia lhe perguntado se ainda havia esperança. E de uma forma não muito concreta ela lhe respondeu que sim.

-Pois ela será minha, antes que deixem este lugar.- dizendo essas palavras, ele se virou e saiu.

Ele apenas se virou para vê-lo sair. Sabia que a determinação de Éomer era um de seus pontos fortes, e a cada dia Miyoru parecia mais encantada com ele e suas histórias. Então ele suspirou e pensou "Ora, por Elbereth, não vou desistir e tropeçar na primeira pedra que vejo no caminho…" E então, saiu da, agora vazia, sala do trono.

Já era madrugada, e ele continuava ali deitado, sem conseguir nem fechar os olhos. Desde que fora incumbido de descansar um pouco para ter forças no outro dia, não conseguia parar de pensar como estaria Miyoru e o que deveria estar fazendo. "Dormindo, é claro. Como um anjo, coberta e no quarto dela." Passou quase a noite inteira assim, tentando decifrar os próprios mistérios. O que ele realmente sentia pela garota? O pensamento de que poderia estar apaixonado o afligia. Como podia uma pequena garota de 14 anos ficar com um príncipe elfo que já tinha muitos séculos antes mesmo dela nascer? Ele tentava buscar esperança nas falas da Senhora, mas ela mesma dissera que poderia ter poucas chances, o que não significava que não tivesse opção. Então, escutou uma batida na porta de seu quarto. Ele virou o rosto na direção da porta e sentou-se na cama. Quem estaria acordado aquela hora da madrugada?-Quem é?

-A Imperatriz do Mundo, sem falar a mais bela e modesta!- ela retrucou, em tom de chacota

Ele levantou num pulo e foi abrir a porta.-Miyoru? O que faz acordada a essa hora?

-Eu…eu não consegui dormir…- ela falou com um sorriso sem-graça -Te incomodo?

-Não, nem um pouco! Quer entrar? – disse, abrindo um pouco mais a porta e fazendo sinal para ela entrar.

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Ela entrou, e parando no meio do quarto, se voltou para, ele-Não se incomode de eu estar descalça e em trajes de dormir, mas alguém sumiu com minhas roupas, e eu não consegui vestir as que me deixaram…- ela disse, totalmente sem jeito.

-Por quê, há algum problema nelas? – disse, fechando a porta atrás de si e olhando a garota. – Se for assim, eu mesmo vou até o Éomer reclamar e…-

-Não, calma!- ela riu, fazendo gestos para ele parar -Na verdade, eu as achei muito, hã…pequenas para mim, quer dizer, ele não deve ter olhado muito para mim e então deve ter achado que o meu corpo era menor…"Se soubesse o quanto ele te olha, Miyoru…" -Então irei pedir a ele que lhe dê roupas maiores, então. Você as experimentou para ver o quanto estavam apertadas?

-Sim, sim. Na verdade, estou com uma aqui…- ela desdobrou um vestido que tinha trazido com ela -Não parecem ser um dez números menor que eu? Tá certo que eu não estou totalmente desenvolvida, mas não tenho o corpo de uma menina de dez anos!- ela parecia estar m dúvida entre o riso e a indignação.

-Tenho que admitir que o vestido ficaria bem em você, se servisse. Mas antes de ir, posso vê-la com o vestido antes? Precisarei saber o quanto que precisa ser maior.

-Ah, claro…- Mas vire de costas!- ela ordenou, se despindo

-Claro – disse, virando-se e apenas observando a sombra de Miyoru refletida na parede. Parecia muito maior do que a real, é claro, mas não deixava de mostrar-lhe quase como ficaria dentro de alguns anos. Ela terminou de se vestir e disse- Pronto, pode olhar.

Ele virou-se e a viu. Fez um esforço tremendo para se conter, pois ela estava belíssima, com o vestido acentuando-lhe alguns traços que quase eram imperceptíveis debaixo das roupas que ela costumava usar. Pegou fôlego para poder responder-lhe:-Como imaginava, está muito bonita, Miyoru. Mas não vejo falha no vestido, o que há de ruim para você?

-Como assim não vejo falha?- ela perguntou, irritada -Olha isso- apontou para o decote, que lhe tornava os seios evidentes – e isso!- apontando para a cintura, justa, que lhe dava ainda mais belas curvas.

-É o que normalmente usamos aqui, Miyoru. E acredite, só a fazem ficar mais bela – respondeu com um doce sorriso, camuflando seu interior conturbado

Ela ficou rubra, mas apesar disso, o elogio apenas pareceu irritá-la -Não sou bonita, e nem pretendo me enfeitar! Agora me diga, com que jeito hei de lutar vestida assim? Irei tropeça nos meus próprios pés!- ela se aproximou dele, indignada

-Você pretende lutar? Mas não é seguro ficar com as outras mulheres e crianças? Pois a qualquer ataque a eles, você poderá protegê-los. Ela ergueu as sobrancelhas, intrigada. Segurou o rosto dele com as duas mãos e disse -Legolas, olhe para mim. Não sou uma bela mulher, para me casar e viver segura pelos pátios. Sou uma guerreira, e vivo no perigo. E um guerreiro que desiste de lutar não é nada. Ou alguma vez já me viu longe da minha espada:- ela apontou para a espada, largada junto com suas roupas de dormir.

Ele sentiu o calor do toque das mãos de Miyoru. As pegou e abaixou calmamente – Eu não lhe pedi para não lutar. Pedi-lhe para proteger aqueles que não conseguem se proteger por eles mesmos. Da última vez Saruman tentou atacar as mulheres e crianças também, já que queriam acabar com a raça humana. E isso nos deu uma preocupação maior, já que a única guerreira que estava lá era Éowyn. E acredito que o nosso novo inimigo tentará também, por isso que lhe peço para protegê-los junto de Éowyn.

-E eu lhe respondo que o meu lugar é ao lado de Aragorn-sama, Éomer e você, na frente de batalha. Mande o anão para cuidar das mulheres.- ela respondeu, indisplicente.

-Gimli vai querer ir para lá tanto quanto você, Miyoru, e eu sei disso. Mas precisamos de alguém como você lá, tanto para protegê-los quanto para proteger-se, porque eu não quero que ninguém se fira nessa batalha, principalmente você.

-Não precisa se preocupar comigo, pode deixar que eu sei me cuidar. E vão ter que me amarrar para me enfiar naquele buraco com as mulheres!

-Miyoru, eu sei que pode se cuidar, mas até mesmo lutadores experientes já morreram lá. Veja Haldir, por exemplo!

-Mas eu prefiro morrer em batalha a me esconder num buraco! E se sou tão estúpida a ponto de morrer, não faria grande falta mesmo…- ela deu de ombros.

-Você faria muita falta a nós, Miyoru. Aragorn, eu e – apertou de leve a mão dela e teve que guardar seu orgulho para que Miyoru fosse segura para a caverna – Éomer, e acredito que todos da sociedade não iríamos ficar nem um pouco feliz com sua morte. Nós queremos o seu melhor e por isso nos preocupamos com você.

Ela ergueu a cabeça, num gesto autoritário, apesar da doçura de Legolas, ela continuava arrogante e decidida -Não vou morrer.

-Pode ser que não e pode ser que sim. Mas pela sua segurança e pela das pessoas que estão indo para lá, Miyoru, vá para a caverna. Não temos certeza de nada, por isso queremos assegurar de que o menor número de pessoas se firam

-Ah, chega dessa conversa.- ela se afastou dele, depois se voltou para encará-lo -A menos que me espanque aqui e agora e eu tenha que ser carregada semimorta para as cavernas, irei lutar. Mas não vim aqui para brigar com você…eu queria conversar com você…sobre o Éomer.-

-Éomer… – ele franziu o cenho e calmamente sentou-se na sua cama. – O que quer falar sobre ele?

Ela dou uma volta graciosa e se virou para ele -Ele me pediu para ficar aqui com ele. Acha que ele falava sério?

-Acredito que sim, Miyoru. Pela reação dele, acho que ele espera que você viva aqui com ele. – enfatizou um pouco as duas últimas palavras.

-Sério?- ela perguntou, parecendo muitíssimo animada -Legal!- ela comemorou -Eu sabia que algum dia minhas habilidades de guerreira seriam reconhecidas! Agora o rei quer que eu cuide da proteção dele!

-Acho que não é bem assim que ele está pensando, Miyoru. Acho que ele quer mais que você se afaste das lutas, para que ele sinta-se obrigado a te proteger.

-Nani?- ela parou a comemoração para olhar para ele curiosa -Então, ele iria me querer para que, senão para lutar?

-Acredito, Miyoru, que ele esteja pensando em você como… – ele parou um pouco e a olhou no fundo dos olhos. Aquela conversa estava sendo difícil, mas ele tinha que mostrar a ela como que Éomer deveria estar pensando, se era verdade o que lhe tinha dito – como uma futura esposa.

-QUE?- ela perguntou, estarrecida. Então explodiu em risadas -Ah, sem essa, Legolas, acha que alguém iria querer se casar comigo? Eu sou feia, mal-educada, teimosa como uma mula, e só sei lutar. Nem cozinhar sei direito!- Ela olhava para ele, incrédula

-Eu falo sério, Miyoru – ele a olhou com um rosto que não parecia de brincadeira – Por isso que ele lhe mandou tais vestidos, queria poder ver o seu corpo jovem, ele gosta de sua teimosia, já que ele mesmo de vez em quando é do mesmo gênio, e outras coisas que nem eu mesmo posso entender. Mas não falo de brincadeira Miyoru, ele me falou pessoalmente que te queria, profundamente. – disse, fechando os olhos e lembrando-se de algumas horas atrás.

-Maa..mas..- ela parecia chocada – E..eu? Mas..mas..eu, eu só…- ela gaguejava, como uma criança assustada. Ela caminhou até sentar-se ao lado dele na cama, em um silêncio complexado. Ela realmente estava apavorada com a novidade. E não tinha sido uma surpresa agradável. Até que ela falou, quebrando o constrangimento que os envolvia-Que estranho… normalmente, as pessoas me escorraçam e fazem questão de lembrar de quem sou, de todos os meus defeitos…- ela disse, calmamente -É a primeira vez que…alguém me quer por perto, por livre e espontânea vontade. Mas quando acabar essa missão, eu…- ela se virou, encontrando os olhos preocupados de Legolas sobre ela -Não quero ficar com ele. Não desse jeito.

Nesse momento, Legolas sentiu como se todo o mal do mu
ndo tivesse sido arrancado de seu peito. Uma onda de alívio o preencheu, e deixou vazar um sorriso por seu rosto, tão tranqüilizador e calmo, que Miyoru não pode evitar sorrir também.-Então, não fique. Você será muito bem-vinda onde quer que você vá. E, quanto a você não ser querida…- ele colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha dela, tocando seu rosto com a ponta dos dedos, numa mínima, mas terna, carícia.-Eu, Aragorn, Éomer. Gandalf, Pippin, Merry, Sam, Frodo… todos gostam de você, Miyoru. Nos preocupamos muito com você.-

Ela deu a ele, como resposta, um sorriso. Não como os grandes e brilhantes sorrisos que ela dava á todos que brincavam com ela. Um sorriso diferente…belo, sábio, inocente… novamente o mesmo paradoxo… maturidade e infantilidade… e foi com a mesma ternura de seu sorriso que a sua voz soou-Muito obrigada por se preocupar comigo, Legolas. Por gostar de mim.

Ele sorriu, triste e hesitante. Miyoru olhou dentro dos belos olhos dele. Uma pergunta existia ali, mais sentida do que vista, mas jamais dita. Como a marola quando uma gota dágua cai na superfície calma de um lago e se espalha em ondas até as borda, aquela pergunta formava ondas na serenidade de sua alma.

"E você, Miyoru? Você gosta de mim?"

A pergunta não tinha sido feita com palavras, não poderia ser respondida com tais. Mas Legolas teve a sua resposta, quando os dedos de Miyoru pousaram sobre os dele, ainda em seu rosto, e ela descansou a cabeça na palma da mão dele, fechando os olhos.

E, para ele, o mundo teria parado naquele instante. O roçar da respiração dela em seu pulso, a maciez da pele dela, as batidas compassadas de seu coração humano enquanto os raios de sol despontavam no horizonte e atravessavam a janela para tocá-los…pois ele achava que o seu próprio coração tinha parado de bater. Ele tinha medo até de respirar muito alto, para estragar a doçura daquele momento. Aquela resposta era muito menos que ele queria, mas ele não se importava. "Eu deveria saber que no fim de tudo, não haveria escapatória. E os deuses sabem o quanto eu lutei contra isso. Eu me esforcei desesperadamente para evitar, mas eu…"Então, ele a puxou para si, envolvendo-a em seus braços com delicadeza, apertando-a contra seu peito. Cuidando para não assustá-la. Enterrou seu rosto nos cabelos negros dela, sentindo o doce perfume que exalavam, enquanto seus olhos se fechavam, desejando que fosse assim.

"Você é livre para me deixar, apenas não me iluda. E por favor, acredite quando meu coração diz…"

E num sussurro que o vento levou para longe, numa fio de voz tão baixa e suave que nunca chegou aos ouvidos dela

-Eu te amo…

E, ao admitir aquilo, a parte livre dele chorou á morte, por ele sabia. Ele nunca mais poderia esquecê-la….