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A Prequência de “O Senhor dos Anéis”

Aproveitando as crescentes novidade sobre o (aparentemente) inevitável
filme dO Hobbit, eu gostaria de retornar à minha seção falando um pouco
sobre a "chocante" notícia de que não seria o filme O Hobbit, mas
também um segundo filme que teria a função de liga O Hobbit a O Senhor
dos Anéis
, em uma espécie de preqüência dO Senhor dos Anéis. Inclusive
peço permissão para utilizar "preqüência" como tradução do inglês
"prequel" em detrimentos de outras versões mais corretas e menos
sonoras. Muitos têm perguntado "mas O Hobbit não é a preqüência dO
Senhor dos Anéis?"
.
 

Não. O Senhor dos Anéis é a seqüência dO Hobbit. Admito que não tenho informações internas nem sei exatamente o que eles planejam com a tal preqüência dO Senhor dos Anéis mas acho que há um bom tanto de informação sobre o qual podemos fazer conjecturas, com boa chance de acertar. Isso, claro, desde que se mantenham fiéis à obra de Tolkien e não inventem uma história maluca, do nada. De qualquer forma, vamos lá, vamos analisar o que aconteceu entre O Hobbit e O Senhor dos Anéis.

Temos que nos recordar um pouco dos livros para podermos conjecturar. Olhando as cronologias percebemos que à época da aventura de Bilbo na Montanha Solitária a Terra-média estava bastante agitada, pelo menos entre os "Sábios". A história toda do Um Anel e de Smaug se passa entre 2941 e 2942 da Terceira Era e, mais ou menos à mesma época temos vários fatos interessantes acontecendo em paralelo, os quais poderiam ser utilizados na tal Preqüência.

Um pouco antes de Bilbo ser levado por Gandalf à aventura com os Anões e não fora de uma escala de tempo que permita ser aproveitada em um possível filme temos, em 2931, o nascimento de Aragorn II e, logo depois, a morte de seu pai dele, Arathorn II, assassinado por Orcs. Que melhor começo de filme do que a morte de Arathorn II com a conseqüente fuga do pequeno futuro Rei no colo da mãe, Gilraen, e sua entrega aos cuidados de Elrond em Valfenda, sob pedidos para manter a linhagem do bebê em segredo. Emoção suficiente para uns 10 minutos de filmes, pelo menos, ahn?

Corta para 2941. Gandalf acompanha os Anões e Bilbo em sua aventura para a Montanha Solitária e, vocês se lembram, se ausenta por algum tempo. Essa ausência é muito significativa, pois marca a presença de Gandalf no Segundo Conselho Branco, no qual foi decidido um ataque ao Necromante em Dol Guldur (ninguém mesmo do que o próprio Sauron). Ahá! Mais uma boa meia hora de aventura, com direito a senhores élficos, exércitos e disputas de influências.

Para ser bem exato o Segundo Conselho Branco não ocorreu em 2941, mas sim fora formado dois séculos antes, em 2463, com a participação de Gandalf, Galadriel, Elrond, Círdan, Radagast, "outros senhores Élficos" não nomeados (solte sua imaginação) e Saruman – o líder do Conselho apesar da vontade de Galadriel, que gostaria de ver Gandalf neste lugar. A criação do Conselho tinha como objetivo contra-balançar a crescente ameaça de Dol Guldur. Em 2850 Gandalf descobre a real identidade do Necromante. Esse trecho é citado nO Hobbit, quando Gandalf conta que encontrou Thráin II (pai de Thorin II Escudo-de-Carvalho) nas masmorras de Dol Guldur, e este lhe deu o mapa e a chave. Em 2851 o Conselho se reúne para decidir um rumo de ação, mas apesar das revelações de Gandalf, Saruman  consegue convencê-los a não agir. A penúltima vez que o Conselho se reúne foi justamente em 2941, em plena aventura de Bilbo, e decide atacar Dol Guldur, com resultado conhecido: Sauron foge antes, para Mordor. O último encontro do Conselho se deu em 2953, quando Saruman revela que o Um Anel teria chegado ao Grande Mar pelo Anduin e parece, por isso, ter havido sérias dúvidas de Gandalf.

Ufa! Só essa história do Conselho Branco já daria um filmão, mas ainda tem mais. Até agora percorremos pouco mais de 10 anos dos mais de 60 anos que separaram o retorno de Bilbo a Bolsão de sua partida, aos 111 anos, para Valfenda. Isso sem contar que ainda há mais 17 anos entre isso e a partida de Frodo com o Um Anel. Mas vamos continuar, com alguns acontecimentos de menor monta, mas passíveis de utilização. Em 2948 nasce Théoden II e, em 2951 Sauron começa a reconstruir Barad-dûr. Em 2955 possivelmente nasce Príncipe Imrahil.

Agora, corta novamente e voltamos a acompanhar a história de Aragorn, o futuro rei. O bebê Aragorn fica sob a guarda de Elrond, incógnito sob o nome Estel até 2951 quando, aos 20 anos, lhe é revelada sua real identidade e lhe dada a posse dos fragmentos de Narsil e do Anel de Barahir. Nessa mesma época ele conhece (e se apaixona por) Arwen, a qual chega de Lórien. Aragorn então assume seu papel como líder dos Dunedain do Norte e passa a viver no Ermo, com seu povo, até que em 2956 conhece e se torna amigo de Gandalf (que bela cena pra preqüência, ahn?) e, por sugestão deste, começa a vigiar e proteger o Condado.

Mais ou menos entre 2957 e 2980 Aragorn empreende grandes feitos para o Oeste, sob o nome de Thorongil e a serviços dos reis Thengel de Rohan e do Regente  Echtelion II de Gondor (pai de Denethor, aquele que pira). Um desses feitos foi ter liderado um ataque aos Corsários de Umbar e pessoalmente tendo matado seu líder. Destas poucas frases sabemos de onde a intimidade de Aragorn com Rohan, Gondor e os Corsários. O rapaz era bem vivido. Em 2980 ele vai para o Leste e, em Lothlórien, reencontra Arwen (após quase 30 anos!) e, na colina de Cerin Amroth, a pede em casamento lhe dando como presente o Anel de Barahir. Arwen aceita. Sogrão Elrond, muito enfurecido, diz que só aceita o casamento quando a vaca tossir e o mar partir em dois ou, no equivalente da Terra-média a esses dois fatos, quando Aragorn se tornar Rei de Gondor e de Arnor. Ahá! Vai pegar minha filha no fim do mundo, andarilho. Só pra encerrar a carreira de Aragorn anterior aO Senhor dos Anéis, sabemos que ele viajar por Moria e por Harad ("onde as estrelas são estranhas").

Sobrando algum tempo de filme? Ok, pois ainda tem muita, muita coisa que pode ser mostrada. Além do nascimento de todo mundo que aparece em o Senhor dos Anéis, de Théoden a Faramir e à morte da mãe deste, temos a tocante adoção de Frodo por Bilbo em 2989, nove anos após Drogo e Primula terem morrido afogados. Mas vamos falar de grandes eventos, eventos cinematográficos de proporções "senhordosanéisianas", aquelas que vale mesmo a pena serem vistas no cinema. E temos um excelente: Moria.

Khazad-dûm, a Mansão dos Anões, estava abandonada desde 1980 da Terceira Era, devido ao despertar da perdição de Dúrin, o Balrog de Moria, tão devidamente finalizado por Gandalf como mostrado por Peter Jackson no início de As Duas Torres. Temos, em de 2799, ou seja, 42 anos antes dO Hobbit, a Grande Batalha entre Anões e Orcs em Moria, mas esse evento talvez seja muito anterior para conseguir seu lugar na preqüência. Mas, em 2989, Balin parte para a reconquista de Moria, junto a Flóin, Óin, Ori, Frár, Lóni e Náli. Você reconhecerá alguns destes nomes, inclusive o do próprio Balin, como sendo de Anões que participaram da aventura na Montanha Solitária. Até 2994 quando foram finalmente derrotados e Balin morto, temos a tentativa de reconquista de Moria pelos Anões (e sua falha, claro). Nada como um pouco de tambores, escuridão e Orcs para inserir ação na prequência.

E é isso, sem nem apertar demais conseguimos três grandes histórias – Conselho Branco e o Necromente, Aventuras do Jovem Aragorn e A Reconquista de Moria – além de inúmeras histórias interessantes colaterais, que poderiam ser utilizadas em uma preqüência. Mistério, amor, morte, intriga, aventura, vitória, derrota… e o que mais quiser e isso tudo em um período entre duas grandes histórias.

 
Que venha a preqüência. 
 
 

Tudo o Que Você Queria Saber sobre as versões Estendidas dO Senhor dos Anéis

Em meados de 2003 uma das discussões mais intensas na comunidade de fãs brasileiros de J. R. R. Tolkien era se seriam lançadas no Brasis as Versões Estendidas (doravante chamadas VE) dos filmes A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei, do diretor Peter Jackson. À época criamos um artigos sobre o assunto chamado SdA:SdA – Tudo o Que Você Queria Saber sobre o DVD (Estendido ou Não) que esclarecia a maioria das dúvidas da época. Agora, com o ressurgimento de informações sobre as VE no Brasil é a hora de retornar ao assunto e esclarecer algumas coisas, principalmente para aqueles que nunca ouviram falar nas VE.
 
Tentarei expor as informações em formato de FAQ ("Frequently Asked Questions" ou "Questôes Freqüentemente Perguntadas", em bom português).
 
 
0) É versão eXtendida ou eStendida?
Estendida, com S de sapo. A confusão acontece por em inglês se extended, com X, mas em bom português a palavra só existe com S mesmo.

 
1) O que são as Versões Estendidas, afinal?

São versões do diretor, resumidamente. Na verdade são muito mais do que isso, pois enquanto versões de diretor "normais" possuem diferenças não muito grandes, nas VE dos três filmes temos, ao todo, mais de 120 minutos de cenas inéditas no cinema e que fazem toda a diferença, tornando os filmes muito deiferentes e, na opinião da maioria dos fãs, muito melhores.

 

 
2) A Versão Estendida vai sair em DVD no Brasil? Por que a Warner não lança?
Ao contrário do que a Warner nos informava incorretamente, o não-lançamento até o momento foi devido a ela própria, que achava não ter mercado para tal no Brasil e hoje em dia se arrepende. Leia sobre ressurgimento de informações sobre as VE.
 

3) Quantas versões do DVD Estendido existem?
Pelo menos três, além, claro, das respectivas caixas agrupando todos os filmes:

 

4) Mas eu não quero esperar! Vou comprar importado mesmo!
Tudo bem, se você possui condições financeira para tal, não se acanhe. Mas atente para algumas coisas:

a) Região do DVD
– o Brasil está na Região 4, portanto se planeja importar dos EUA
(Região 1) ou Europa (Região 2) certifique-se que seu aparelho está
apto a executar o DVD sem problemas. Existe um aparelho da Gradiente
que é multi-região, mas aparentemente é o único no mercado nacional. Os
demais devem ter o código de região "quebrado". Existem sites na
internet (clique aqui) que
fornecem informações de desbloqueio de região.A Oceania é Região 4
também, o que quer dizer que aparelhos nacionais devem executá-los sem
problema exceto com relação ao padrão de cor (ver abaixo)

b) Língua
– DVD importado da Oceania ou América do Norte não vai ter legenda em
português. Se você não se entende com a língua, esqueça. DVDs da Europa
(Portugal) possuem legendas em português de Portugal, mas a região
(vide acima) e o sistema de cor (vide abaixo) é diferente.

c) Sistema de Cor
– países possuem sistema de cor diferentes. Para uma explicação sobre
sistemas de cores e quais cada país adota utilize a seguinte URL: http://www.vcolor.com.br/nova/sistemas.htm.
É importante ressaltar que em geral o aparelho de DVD não tem problema
em reproduzir sistemas de cor diferentes mas os aparelhos de TV sim.
Consulte o manual de ambos ou vai ter uma bela (e preto & branca)
surpresa. A utilização de Vídeo Componente para conexão entre o DVD e a
TV soluciona o problema.

d) Preço – é caro, pra você ter uma idéia dos impostos que você pagaria, dê uma espiada em Cuidado com Compras no Exterior
aqui mesmo na Valinor. Algumas importadoras nacionais estão vendendo o
DVD estendido (Região 1, EUA), eliminando a necessidade de comprá-lo
diretamente no exterior.

Você troca seu colete por todo o Condado? SIM!

 
Segue abaixo a descrição do quarto parágrafo sumido (os outros três foram apelidados por mim de "O Anel de  Saruman", "Tom Bombadil Gagá" e "Sam, o Esperto") de cinco encontrados até o momento e como ficaria uma possível tradução em português. E registro que a discussão e descoberta foi obra de uma pessoa do Fórum Valinor, da qual eu tive participação meramente marginal e de "juntar os caquinhos". Foi o ex.

Seguindo em frente, o que detectamos foi que a edição nacional de SdA deixa de fora um parágrafo importante. Na versão original em inglês o trecho é o seguinte, do qual foi colocado um parágrafo antes e um após o trecho faltante:

What? cried Gimli, startled out of his silence. A corselet of Moria-silver? That was a kingly gift!

Yes, said Gandalf. I never told him, but its worth was greater than the value of the whole Shire and everything in it.

Frodo said nothing, but the put his hand under his tunic and touched the rigns of his mail-shirt. (…)

Em português, temos (segundo tradução da Martins Fontes):

– O quê? – gritou Gimli, despertando do silêncio em que se encontrava. – Um colete de prata de Moria? Foi um presente de rei!

Frodo não disse nada, mas colocou a mão embaixo da túnica e tocou os anéis de seu colete de malha. (…)

O parágrafo ficaria, em português, segundo minha tradução pessoal e livre, da seguinte forma:

Sim, disse Gandalf. Eu nunca contei a ele, mas seu valor e maior que o do COndado e de tudo que está nele.

Coletezinho valioso, não? É interessante ressaltar que esta frase consta literalmente no filme feito pelo Peter Jackson! Os trechos acima citados encontram-se no capítulo IV do livro II, "Uma Jornada no Escuro".

[Agradecimento especial ao "ex"]

Fanfics!

 
Quem já teve o (des)prazer de me encontrar em alguma das listas de discussão que frequento deve saber que eu tenho um verdadeiro ódio pelo Fëanor e pelo Túrin. Lógico que não como personagens literários, pois a história de ambos é interessante, rica e importante para o todo. Odeio-os do fundo do meu coração por suas atitudes, idéias e reações. Sempre quando (re)leio o Silmarillion fico torcendo para que o Fëanor caia de cabeça numa quina de um meio-fio qualquer em Túna e desapareça em Mandos antes de criar as Silmarilli ou que Túrin descubra uma inesperada veia artística e se torne um bardo meio efeminado ao invés de guerreiro… mas é claro que isso nunca vai acontecer. Mas e se acontecesse?

Também já fiquei por horas e horas e horas pensando, imaginando, teorizando sobre os Primeiros Elfos, aqueles três primeiros que acordaram em Cuiviénen antes de todos os outros e que deram origem à Três Famílias… mas não passam de conjecturas pois Tolkien não deixou nada específico escrito (afora o Cuivienyarma, claro) sobre esse fato. Mas e se tivesse escrito?

Como eu muitos dos fãs (senão todos) possuem essas mesmas dúvidas e questões na cabeça: "mas e se ao invés de assim as coisas tivessem acontecido de outra maneira?" e "como Tolkien descreveria tais e tais fatos, que ficaram sem maiores explicações?". Essas duas questões são a base do que chamamos "Ficção de Fã" ou simplesmente "FanFic" que são, em poucas palavras, histórias feitas por fãs utilizando personagens, histórias e localizações criadas por outra pessoa (no nosso caso específico, Tolkien).

É bastante divertido e desafiador escrever fanfics (eu prometo que ainda vou escrever sobre como seria se Túrin virasse um bardo meio efeminado) e os fãs realmente as adoram. É divertido nos transvestirmos de Tolkien por algumas horinhas e encarnar os personagens e mundos do Velho Professor.

Mas é claro que nem tudo são flores, pois entre o querer e o escrever existem mil dificuldades. A principal é que a maioria de nós não é nem tem lá muito traquejo para escritor, o que algumas vezes nos faz desistir antes mesmo de começarmos. Como já disse alguém certa vez, escrever bem depende de um certo treino e uma certa experiência (o talento é o tempero) e nunca vamos aprender a escrever se não escrevermos, certo? Portanto, não se deixe levar por preguiça ou desânimo e ponha-se a escrever. Os primeiros textos podem parecer meio simplórios, bobos ou até mesmo simplesmente uma droga, mas com certeza a gente vai melhorando e aprendendo aos poucos (eu espero algum dia saber escrever, enquanto isso vocês sofrerão com minhas Colunas

Um segundo ponto de inibição são as críticas, e escrever fanfics pode gerar críticas mais enérgicas que o normal, afinal você está escrevendo ao estilo de um autor renomado e de qualidade (Tolkien) gerando inevitáveis comparações. Também está usando personagens e locações do autor, o que pode gerar críticas de "quebra de lógica interna" na qual o autor afirma uma coisa mas você afirma outra em sua pequena obra. O conselho é batido, mas essencial: utilize as críticas para crescer e não para desistir.

Mas apesar das dificuldades (sempre existentes em tudo que se queira realizar)•é uma área muito legal de ser explorada pelos fãs… afinal, é a maneira que temos de explorar áreas inexploradas e explicar fatos inexplicados. O que aconteceu com as Entesposas? O que os dois Magos Azuis fizeram no leste da Terra-média e pq fracassaram? Qual teria sido o desfecho do inacabado "A Nova Sombra"? Como era a vida em Númenor? Quais seriam as canções dos Vanyar? As possibilidades são inesgotáveis! Ainda mais se quisermos entrar na área obscura do "e se…". Afinal, e se…
* Boromir não tivesse morrido?
* Gandalf tivesse pego o Um Anel?
* Fëanor tivesse aberto mão das Silmarilli?
* Fingolfin não tivesse acompanhado a Revolta dos Noldor?
* Ungoliant não tivesse se unido a Melkor?
* Os Valar demorassem mais a encontrar os Elfos?
* Frodo tivesse morrido no covil de Laracna?
* O Um Anel fosse levado a Minas Tirith?
* O Balrog de Moria tivesse obtido o Um Anel?

A Valinor mesmo tem dois espaços para fanfics que podem ser bastante úteis. No Fórum Valinor (http://forum.valinor.com.br) existe o "Clube dos Escritores" um local onde você pode colocar seus textos para serem comentados e criticados (no bom sentido da palavra). Para fazer parte dele é só entrar no Fórum e se cadastrar no Clube (peça ajuda ao V – sim, aquele mesmo do "V de Vingança" – que é o responsável pelo mesmo). E temos a Lothlorien (http://www.lothlorien.com.br), uma página da Valinor exclusivamente dedicada aos fãs e à produção dos fãs, como desenhos e, claro, fanfics. Se você for lá e der uma espiada vai reparar que temos algumas dúzias de fanfics, dos mais diversos estilos, sendo a maioria referente ao Concurso de aniversário da Valinor (por isso o tema "Valinor" na maioria delas). Repare que a grande vencedora é um conto de excepecional qualidade… impressionante mesmo! Caso queira disponibilizar alguma fanfic sua na Lothlorien ou maiores informações sobre o assunto, basta utilizar nosso velhor e conhecido [email protected], ok?

Bom, mãos à obra e asas à imaginação! Quem sabe você não tem um escritor de grande qualidade escondindo aí dentro?

Onde há fumaça… há batalha!

 
O quinto e último parágrafo dos parágrafos faltantes (até agora) encontrados em todas as edições da tradução brasileira de SdA está publicado no texto abaixo. Os outros três foram apelidados por mim de "O Anel de  Saruman", "Tom Bombadil Gagá", "Sam, o Esperto" e "Você troca seu colete por todo o Condado? SIM! ". E registro que a discussão e descoberta foi obra de uma colega da lista de discussão Valinor Obras, da qual eu tive participação meramente marginal e de "juntar os caquinhos". Foi a Paula.

Seguindo em frente, o que detectamos foi que a edição nacional de SdA deixa de fora um parágrafo importante. Na versão original em inglês o trecho é o seguinte, do qual foi colocado um parágrafo antes do trecho faltante:

"I see a great smoke", said Legolas. "What may that be?"

"Battle and war!" said Gandalf. "Ride on!"

Em português, temos (segundo tradução da Martins Fontes):

– Vejo uma grande fumaça – disse Legolas – Que pode ser aquilo?

E o capítulo termina assim, sem a resposta de Gandalf. Estranho não?

O parágrafo final do capítulo ficaria, em português, segundo minha tradução pessoal e livre, da seguinte forma:

"Batalha e guerra!" disse Gandalf. "Cavalguemos!"

A frase é exatamente o final do capítulo V do livro III, "O Cavaleiro Branco".

[Agradecimento especial à Paula]

É o Filme MALIGNO?

 
Há aproximadamente dois anos e meio convivemos como filme do Senhor dos Anéis (vou me permitir usar SdA a partir de agora), primeiro como notícias esparsas, imagens da produção, trailers e previews e por fim com o próprio filme e a repercursão do mesmo. E a comunidade de fãs virou um pandemônio. Personagens secundários e sem muito interesse, como  Legolas, descrito pelo próprio  Tolkien nas lendárias Letters, como o membro mais "inútil" da Comitiva, tornaram-se instantaneamente alvo dos holofotes. Passagens do filme, alteradas com relação ao livro, são consideradas como "válidas" dentro da obra e, heresia das heresias (queime-os, queime-os!!!) surgiram os fãs do filme que não gostam do livro. Brincadeiras à parte, o fandom sofreu um terremoto. Agora que a maior parte das expectativas com relação do filme já foram saciadas (apesar dos próximos dois filmes ainda a serem lançados) podemos analisar o real impacto dos filmes entre os fãs.

Antes, quando não existia o SdA do Peter Jackson (usarei PJ a partir de agora) o máximo que tinhamos era a piada do Bakshi, aquela animaçãozinha pretenciosa e rídicula feita em 1978 (e suas continuações insossas – "O Hobbit" e "O Retorno do Rei"). Nós, fãs de Tolkien, éramos uma espécie de "Sociedade Secreta Detentora do Segredo do Livro-mais-legal-do-mundo". Éramos poucos e de nichos bem específicos como jogadores de RPG e universitários. Por sermos poucos e de número constante (aparecia um ou outro novato de vez em quando) as discussões seguiam um crescente dentro da obra, cada vez mais intricandas e "aprofundadas". O surgimento da imensa massa de fãs produzidos pelo SdA de PJ interrompeu este processo, inundando de fãs novatos, leitores de primeira viagem ou apenas apreciadores do filme, fazendo as discussões derraparem e se repetirem sempre nos pontos mais inicias e básicos da obra além, claro, da mistureba de discussões sobre o filme.

Surgiu o fã ortodoxo, para quem as expressões "filme", "PJ" e "10 mais da Veja" funcionam como alho para um vampiro e agem como se tivesse sido tirados do paraíso e lançados no mais profundo fogo do inferno. Torcem para que o PJ morra antes de lançar os outros filmes, para que o livro encalhe nas livrarias e que nunca mais apareça nas listas de 10 mais. Sugerem listas só pros "antigos" (Cthulhiano isso, não? e são ríspidos com os novatos. Em suma, sentem-se magoados, marginais e participantes da "congregação-dos-fãs-de-verdade".

Não nego que por um bom tempo o parágrafo anterior me definiria perfeitamente ainda mais depois de ter, na pré-estréia do SdA, ter visto os TGP ("Três Grandes Pecados") do PJ: Isildur cortando o dedo de Sauron em batalha (arghhh!!! Gil-galad, cadê você, meu filho?), Arwen no lugar de Glorfindel e responsável pela inundação do Bruinen (tortura!!! enfiem lascas de bambu sob as unhas do PJ!) e a destruição completa de Lothlórien, com direito à Galadriel-Rá (a de vida eterna) e tudo mais. Confesso que fiquei chocado e desorientado. Novatos perguntando pela ducentésima nona vez (na mesma semana!) "quem era esse tal Glorfindel" ou "Balrogs têm asas?" me irritavam bastante. Lá por fevereiro/março de 2002 a Valinor nunca esteve tão bem e eu tão infeliz (como fã).

Porém… em um momento qualquer do primeiro semestre eu estava lendo uma entrevista de um intelectual (não me recordo do nome, desculpem) e o assunto da adaptação de obras literárias para o cinema veio à baila. Para meu choque, à pergunta "qual a pior adaptação de uma obra?" o intelectual respondeu sem titubear: "O Nome da Rosa, de Umberto Eco. O filme destruiu o livro". Fiquei pasmo, por um motivo: "O Nome da Rosa" é, muito provavelmente, meu filme preferido e já o assisti inúmeras vezes. Sou um fã do filme e nunca me preocupei em ler o livro (realmente não quero ler). De um momento para o outro, me vi do outro lado… eu era o fã do filme do PJ em meio a uma turba barulhenta de (pseudo-)intelectuais revoltados contra o filme.

A partir desse fato, comecei a me esforçar a ver o outro lado e a tentar usar o máximo de paciência para com os novos-fãs. Sinceramente, com algumas ressalvas, é claro, acho o filme muito bem realizado, capturando muito da "alma do livro", mesmo que o diretor não seja Tolkien e sim um fã dele, o PJ. É um filme feito com carinho e (relativo) cuidado. Nas listas de discussão os novatos devem receber atenção especial, afinal um dia já o fomos também. Eu sugiro aos fãs antigos, cansados das mesmas dicussões de sempre, organizarem FAQs (listas de perguntas/respostas frequentes) para serem disponibilizadas na Valinor e a serem indicadas aos fãs mais recentes, assim, além de ajudarem a estes, estarão resolvendo o problema das discussões recorrentes, mostrando seu próprio conhecimento (e todos ficamos felizes). E não há demérito nenhum em se ler um livro apenas por ele estar entre os 10 mais da Veja, aliás, que bom que ele está entre os 10 mais, assim mais e mais pessoas podem tomar contato com este grande autor!

Alguns acusam a "mídia" de estar explorando Tolkien, lançando desde chicletes até cadernos com os personagens. Oras bolas, e daí? Não os compre! Por acaso temos o direito de escolher quem deve ou não ser fã ou andar com uma camiseta do Gandalf na rua? Poupem-me. Quando a poeira abaixar, daqui a 3 ou 4 anos, tudo volta a ser como era antes do filme, e esses itens de marketing serão troféus dos colecionadores.

Na minha sincera opinião teremos ainda algum tempo de turbulência, claro, mas no final das contas o resultado é um só: fortalecimento do fandom. O número de livros traduzidos vai aumentar muito, os encontros estarão mais movimentados, teremos mais discussões e de maior qualidade. Pessoas com novos pontos de vista e de áreas antes inusitadas estão se unindo ao grupo de fãs. Quem sabe até mesmo surja uma convenção (estilão EIRPG) só de tolkienianos, tolkienólogos, tolkienólatras, tolkienistas e afins? O importante é percebermos que ninguém é obrigado a apreciar o filme ou livro mas todos podemos (e devemos!) conviver na idílica "paz das diferenças" (em tempo… tratarei do assunto "fanatismo" em alguma de minhas próximas colunas).

Portanto, relaxemos e deixemos as águas do Grande Rio Tempo fluirem, o que veio/virá, é/será para o bem. E, como eu costumo dizer (sob ameaças de morte e acusações de "o Deriel não é fã!"), "divirtamo-nos, afinal, é apenas um livro".

Alerta de Ví­rus

 

e você recebeu um e-mail de algum @valinor.com.br contendo vírus, não abra! Apesar de não ser a Valinor que está com vírus, não podemos fazer muita coisa. Vou tentar explicar como o vírus age. Ele se instala em alguma computador, tendo sido recebido por e-mail. Nesse computador o vírus vai até a Lista de Endereços e se reenvia para todos os endereços constantes no mesmo. Portanto, se você pegar um vírus de e-mail, seus amigos todos vão acabar recebendo cópias do danado por estarem em sua Lista de Endereço.

Danadinho não? Mas ele é bem mais sacana do que isso!

Ao invés de apenas se reenviar para a sua Lista de Endereços, ele se reenvia fazendo-se passar por outra pessoa. Vamos supor que você seja a Carlota e tenha a Julinha e o Tiago na sua lista de Endereços. O vírus pode se mandar pra Julinha como se fosse o Tiago mandando. Ele simula, "mente", ele se faz passar por um e-mail da Valinor.

Infelizmente não há muito o que fazer contra isso. Por isso que e-mail é um meio inseguro. Não podemos impedir que o vírus, a partir de um computador infectado, acabe se fazendo passar por um @valinor.com.br ou por qualquer outro e-mail (quem já não recebeu e-mail do [email protected] ou qualquer outro endereço imaginável?). Os conselhos que damos, e que podem ajudar em muito em sua segurança é:

* anti-vírus sempre atualizado;
* evite utilizar o Outlook e o Outlook Express (sugiro o Thunderbird, no http://www.mozilla.org);
* se puder, evite usar Windows;
* não abra anexos;
* a Valinor não vai mandar e-mails em inglês pra ninguém;

Com isso pode-se reduzir muito os problemas com essas porcarias desses vírus infernais.