Arquivo da categoria: Coluna do Deriel

valinor

A Prequência de “O Senhor dos Anéis”

Aproveitando as crescentes novidade sobre o (aparentemente) inevitável
filme dO Hobbit, eu gostaria de retornar à minha seção falando um pouco
sobre a "chocante" notícia de que não seria o filme O Hobbit, mas
também um segundo filme que teria a função de liga O Hobbit a O Senhor
dos Anéis
, em uma espécie de preqüência dO Senhor dos Anéis. Inclusive
peço permissão para utilizar "preqüência" como tradução do inglês
"prequel" em detrimentos de outras versões mais corretas e menos
sonoras. Muitos têm perguntado "mas O Hobbit não é a preqüência dO
Senhor dos Anéis?"
.
 

Não. O Senhor dos Anéis é a seqüência dO Hobbit. Admito que não tenho informações internas nem sei exatamente o que eles planejam com a tal preqüência dO Senhor dos Anéis mas acho que há um bom tanto de informação sobre o qual podemos fazer conjecturas, com boa chance de acertar. Isso, claro, desde que se mantenham fiéis à obra de Tolkien e não inventem uma história maluca, do nada. De qualquer forma, vamos lá, vamos analisar o que aconteceu entre O Hobbit e O Senhor dos Anéis.

Temos que nos recordar um pouco dos livros para podermos conjecturar. Olhando as cronologias percebemos que à época da aventura de Bilbo na Montanha Solitária a Terra-média estava bastante agitada, pelo menos entre os "Sábios". A história toda do Um Anel e de Smaug se passa entre 2941 e 2942 da Terceira Era e, mais ou menos à mesma época temos vários fatos interessantes acontecendo em paralelo, os quais poderiam ser utilizados na tal Preqüência.

Um pouco antes de Bilbo ser levado por Gandalf à aventura com os Anões e não fora de uma escala de tempo que permita ser aproveitada em um possível filme temos, em 2931, o nascimento de Aragorn II e, logo depois, a morte de seu pai dele, Arathorn II, assassinado por Orcs. Que melhor começo de filme do que a morte de Arathorn II com a conseqüente fuga do pequeno futuro Rei no colo da mãe, Gilraen, e sua entrega aos cuidados de Elrond em Valfenda, sob pedidos para manter a linhagem do bebê em segredo. Emoção suficiente para uns 10 minutos de filmes, pelo menos, ahn?

Corta para 2941. Gandalf acompanha os Anões e Bilbo em sua aventura para a Montanha Solitária e, vocês se lembram, se ausenta por algum tempo. Essa ausência é muito significativa, pois marca a presença de Gandalf no Segundo Conselho Branco, no qual foi decidido um ataque ao Necromante em Dol Guldur (ninguém mesmo do que o próprio Sauron). Ahá! Mais uma boa meia hora de aventura, com direito a senhores élficos, exércitos e disputas de influências.

Para ser bem exato o Segundo Conselho Branco não ocorreu em 2941, mas sim fora formado dois séculos antes, em 2463, com a participação de Gandalf, Galadriel, Elrond, Círdan, Radagast, "outros senhores Élficos" não nomeados (solte sua imaginação) e Saruman – o líder do Conselho apesar da vontade de Galadriel, que gostaria de ver Gandalf neste lugar. A criação do Conselho tinha como objetivo contra-balançar a crescente ameaça de Dol Guldur. Em 2850 Gandalf descobre a real identidade do Necromante. Esse trecho é citado nO Hobbit, quando Gandalf conta que encontrou Thráin II (pai de Thorin II Escudo-de-Carvalho) nas masmorras de Dol Guldur, e este lhe deu o mapa e a chave. Em 2851 o Conselho se reúne para decidir um rumo de ação, mas apesar das revelações de Gandalf, Saruman  consegue convencê-los a não agir. A penúltima vez que o Conselho se reúne foi justamente em 2941, em plena aventura de Bilbo, e decide atacar Dol Guldur, com resultado conhecido: Sauron foge antes, para Mordor. O último encontro do Conselho se deu em 2953, quando Saruman revela que o Um Anel teria chegado ao Grande Mar pelo Anduin e parece, por isso, ter havido sérias dúvidas de Gandalf.

Ufa! Só essa história do Conselho Branco já daria um filmão, mas ainda tem mais. Até agora percorremos pouco mais de 10 anos dos mais de 60 anos que separaram o retorno de Bilbo a Bolsão de sua partida, aos 111 anos, para Valfenda. Isso sem contar que ainda há mais 17 anos entre isso e a partida de Frodo com o Um Anel. Mas vamos continuar, com alguns acontecimentos de menor monta, mas passíveis de utilização. Em 2948 nasce Théoden II e, em 2951 Sauron começa a reconstruir Barad-dûr. Em 2955 possivelmente nasce Príncipe Imrahil.

Agora, corta novamente e voltamos a acompanhar a história de Aragorn, o futuro rei. O bebê Aragorn fica sob a guarda de Elrond, incógnito sob o nome Estel até 2951 quando, aos 20 anos, lhe é revelada sua real identidade e lhe dada a posse dos fragmentos de Narsil e do Anel de Barahir. Nessa mesma época ele conhece (e se apaixona por) Arwen, a qual chega de Lórien. Aragorn então assume seu papel como líder dos Dunedain do Norte e passa a viver no Ermo, com seu povo, até que em 2956 conhece e se torna amigo de Gandalf (que bela cena pra preqüência, ahn?) e, por sugestão deste, começa a vigiar e proteger o Condado.

Mais ou menos entre 2957 e 2980 Aragorn empreende grandes feitos para o Oeste, sob o nome de Thorongil e a serviços dos reis Thengel de Rohan e do Regente  Echtelion II de Gondor (pai de Denethor, aquele que pira). Um desses feitos foi ter liderado um ataque aos Corsários de Umbar e pessoalmente tendo matado seu líder. Destas poucas frases sabemos de onde a intimidade de Aragorn com Rohan, Gondor e os Corsários. O rapaz era bem vivido. Em 2980 ele vai para o Leste e, em Lothlórien, reencontra Arwen (após quase 30 anos!) e, na colina de Cerin Amroth, a pede em casamento lhe dando como presente o Anel de Barahir. Arwen aceita. Sogrão Elrond, muito enfurecido, diz que só aceita o casamento quando a vaca tossir e o mar partir em dois ou, no equivalente da Terra-média a esses dois fatos, quando Aragorn se tornar Rei de Gondor e de Arnor. Ahá! Vai pegar minha filha no fim do mundo, andarilho. Só pra encerrar a carreira de Aragorn anterior aO Senhor dos Anéis, sabemos que ele viajar por Moria e por Harad ("onde as estrelas são estranhas").

Sobrando algum tempo de filme? Ok, pois ainda tem muita, muita coisa que pode ser mostrada. Além do nascimento de todo mundo que aparece em o Senhor dos Anéis, de Théoden a Faramir e à morte da mãe deste, temos a tocante adoção de Frodo por Bilbo em 2989, nove anos após Drogo e Primula terem morrido afogados. Mas vamos falar de grandes eventos, eventos cinematográficos de proporções "senhordosanéisianas", aquelas que vale mesmo a pena serem vistas no cinema. E temos um excelente: Moria.

Khazad-dûm, a Mansão dos Anões, estava abandonada desde 1980 da Terceira Era, devido ao despertar da perdição de Dúrin, o Balrog de Moria, tão devidamente finalizado por Gandalf como mostrado por Peter Jackson no início de As Duas Torres. Temos, em de 2799, ou seja, 42 anos antes dO Hobbit, a Grande Batalha entre Anões e Orcs em Moria, mas esse evento talvez seja muito anterior para conseguir seu lugar na preqüência. Mas, em 2989, Balin parte para a reconquista de Moria, junto a Flóin, Óin, Ori, Frár, Lóni e Náli. Você reconhecerá alguns destes nomes, inclusive o do próprio Balin, como sendo de Anões que participaram da aventura na Montanha Solitária. Até 2994 quando foram finalmente derrotados e Balin morto, temos a tentativa de reconquista de Moria pelos Anões (e sua falha, claro). Nada como um pouco de tambores, escuridão e Orcs para inserir ação na prequência.

E é isso, sem nem apertar demais conseguimos três grandes histórias – Conselho Branco e o Necromente, Aventuras do Jovem Aragorn e A Reconquista de Moria – além de inúmeras histórias interessantes colaterais, que poderiam ser utilizadas em uma preqüência. Mistério, amor, morte, intriga, aventura, vitória, derrota… e o que mais quiser e isso tudo em um período entre duas grandes histórias.

 
Que venha a preqüência. 
 
 
valinor

Tudo o Que Você Queria Saber sobre as versões Estendidas dO Senhor dos Anéis

Em meados de 2003 uma das discussões mais intensas na comunidade de fãs brasileiros de J. R. R. Tolkien era se seriam lançadas no Brasis as Versões Estendidas (doravante chamadas VE) dos filmes A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei, do diretor Peter Jackson. À época criamos um artigos sobre o assunto chamado SdA:SdA – Tudo o Que Você Queria Saber sobre o DVD (Estendido ou Não) que esclarecia a maioria das dúvidas da época. Agora, com o ressurgimento de informações sobre as VE no Brasil é a hora de retornar ao assunto e esclarecer algumas coisas, principalmente para aqueles que nunca ouviram falar nas VE.
 
Tentarei expor as informações em formato de FAQ ("Frequently Asked Questions" ou "Questôes Freqüentemente Perguntadas", em bom português).
 
 
0) É versão eXtendida ou eStendida?
Estendida, com S de sapo. A confusão acontece por em inglês se extended, com X, mas em bom português a palavra só existe com S mesmo.

 
1) O que são as Versões Estendidas, afinal?

São versões do diretor, resumidamente. Na verdade são muito mais do que isso, pois enquanto versões de diretor "normais" possuem diferenças não muito grandes, nas VE dos três filmes temos, ao todo, mais de 120 minutos de cenas inéditas no cinema e que fazem toda a diferença, tornando os filmes muito deiferentes e, na opinião da maioria dos fãs, muito melhores.

 

 
2) A Versão Estendida vai sair em DVD no Brasil? Por que a Warner não lança?
Ao contrário do que a Warner nos informava incorretamente, o não-lançamento até o momento foi devido a ela própria, que achava não ter mercado para tal no Brasil e hoje em dia se arrepende. Leia sobre ressurgimento de informações sobre as VE.
 

3) Quantas versões do DVD Estendido existem?
Pelo menos três, além, claro, das respectivas caixas agrupando todos os filmes:

 

4) Mas eu não quero esperar! Vou comprar importado mesmo!
Tudo bem, se você possui condições financeira para tal, não se acanhe. Mas atente para algumas coisas:

a) Região do DVD
– o Brasil está na Região 4, portanto se planeja importar dos EUA
(Região 1) ou Europa (Região 2) certifique-se que seu aparelho está
apto a executar o DVD sem problemas. Existe um aparelho da Gradiente
que é multi-região, mas aparentemente é o único no mercado nacional. Os
demais devem ter o código de região "quebrado". Existem sites na
internet (clique aqui) que
fornecem informações de desbloqueio de região.A Oceania é Região 4
também, o que quer dizer que aparelhos nacionais devem executá-los sem
problema exceto com relação ao padrão de cor (ver abaixo)

b) Língua
– DVD importado da Oceania ou América do Norte não vai ter legenda em
português. Se você não se entende com a língua, esqueça. DVDs da Europa
(Portugal) possuem legendas em português de Portugal, mas a região
(vide acima) e o sistema de cor (vide abaixo) é diferente.

c) Sistema de Cor
– países possuem sistema de cor diferentes. Para uma explicação sobre
sistemas de cores e quais cada país adota utilize a seguinte URL: http://www.vcolor.com.br/nova/sistemas.htm.
É importante ressaltar que em geral o aparelho de DVD não tem problema
em reproduzir sistemas de cor diferentes mas os aparelhos de TV sim.
Consulte o manual de ambos ou vai ter uma bela (e preto & branca)
surpresa. A utilização de Vídeo Componente para conexão entre o DVD e a
TV soluciona o problema.

d) Preço – é caro, pra você ter uma idéia dos impostos que você pagaria, dê uma espiada em Cuidado com Compras no Exterior
aqui mesmo na Valinor. Algumas importadoras nacionais estão vendendo o
DVD estendido (Região 1, EUA), eliminando a necessidade de comprá-lo
diretamente no exterior.

valinor

É o Filme MALIGNO?

 
Há aproximadamente dois anos e meio convivemos como filme do Senhor dos Anéis (vou me permitir usar SdA a partir de agora), primeiro como notícias esparsas, imagens da produção, trailers e previews e por fim com o próprio filme e a repercursão do mesmo. E a comunidade de fãs virou um pandemônio. Personagens secundários e sem muito interesse, como  Legolas, descrito pelo próprio  Tolkien nas lendárias Letters, como o membro mais "inútil" da Comitiva, tornaram-se instantaneamente alvo dos holofotes. Passagens do filme, alteradas com relação ao livro, são consideradas como "válidas" dentro da obra e, heresia das heresias (queime-os, queime-os!!!) surgiram os fãs do filme que não gostam do livro. Brincadeiras à parte, o fandom sofreu um terremoto. Agora que a maior parte das expectativas com relação do filme já foram saciadas (apesar dos próximos dois filmes ainda a serem lançados) podemos analisar o real impacto dos filmes entre os fãs.

Antes, quando não existia o SdA do Peter Jackson (usarei PJ a partir de agora) o máximo que tinhamos era a piada do Bakshi, aquela animaçãozinha pretenciosa e rídicula feita em 1978 (e suas continuações insossas – "O Hobbit" e "O Retorno do Rei"). Nós, fãs de Tolkien, éramos uma espécie de "Sociedade Secreta Detentora do Segredo do Livro-mais-legal-do-mundo". Éramos poucos e de nichos bem específicos como jogadores de RPG e universitários. Por sermos poucos e de número constante (aparecia um ou outro novato de vez em quando) as discussões seguiam um crescente dentro da obra, cada vez mais intricandas e "aprofundadas". O surgimento da imensa massa de fãs produzidos pelo SdA de PJ interrompeu este processo, inundando de fãs novatos, leitores de primeira viagem ou apenas apreciadores do filme, fazendo as discussões derraparem e se repetirem sempre nos pontos mais inicias e básicos da obra além, claro, da mistureba de discussões sobre o filme.

Surgiu o fã ortodoxo, para quem as expressões "filme", "PJ" e "10 mais da Veja" funcionam como alho para um vampiro e agem como se tivesse sido tirados do paraíso e lançados no mais profundo fogo do inferno. Torcem para que o PJ morra antes de lançar os outros filmes, para que o livro encalhe nas livrarias e que nunca mais apareça nas listas de 10 mais. Sugerem listas só pros "antigos" (Cthulhiano isso, não? e são ríspidos com os novatos. Em suma, sentem-se magoados, marginais e participantes da "congregação-dos-fãs-de-verdade".

Não nego que por um bom tempo o parágrafo anterior me definiria perfeitamente ainda mais depois de ter, na pré-estréia do SdA, ter visto os TGP ("Três Grandes Pecados") do PJ: Isildur cortando o dedo de Sauron em batalha (arghhh!!! Gil-galad, cadê você, meu filho?), Arwen no lugar de Glorfindel e responsável pela inundação do Bruinen (tortura!!! enfiem lascas de bambu sob as unhas do PJ!) e a destruição completa de Lothlórien, com direito à Galadriel-Rá (a de vida eterna) e tudo mais. Confesso que fiquei chocado e desorientado. Novatos perguntando pela ducentésima nona vez (na mesma semana!) "quem era esse tal Glorfindel" ou "Balrogs têm asas?" me irritavam bastante. Lá por fevereiro/março de 2002 a Valinor nunca esteve tão bem e eu tão infeliz (como fã).

Porém… em um momento qualquer do primeiro semestre eu estava lendo uma entrevista de um intelectual (não me recordo do nome, desculpem) e o assunto da adaptação de obras literárias para o cinema veio à baila. Para meu choque, à pergunta "qual a pior adaptação de uma obra?" o intelectual respondeu sem titubear: "O Nome da Rosa, de Umberto Eco. O filme destruiu o livro". Fiquei pasmo, por um motivo: "O Nome da Rosa" é, muito provavelmente, meu filme preferido e já o assisti inúmeras vezes. Sou um fã do filme e nunca me preocupei em ler o livro (realmente não quero ler). De um momento para o outro, me vi do outro lado… eu era o fã do filme do PJ em meio a uma turba barulhenta de (pseudo-)intelectuais revoltados contra o filme.

A partir desse fato, comecei a me esforçar a ver o outro lado e a tentar usar o máximo de paciência para com os novos-fãs. Sinceramente, com algumas ressalvas, é claro, acho o filme muito bem realizado, capturando muito da "alma do livro", mesmo que o diretor não seja Tolkien e sim um fã dele, o PJ. É um filme feito com carinho e (relativo) cuidado. Nas listas de discussão os novatos devem receber atenção especial, afinal um dia já o fomos também. Eu sugiro aos fãs antigos, cansados das mesmas dicussões de sempre, organizarem FAQs (listas de perguntas/respostas frequentes) para serem disponibilizadas na Valinor e a serem indicadas aos fãs mais recentes, assim, além de ajudarem a estes, estarão resolvendo o problema das discussões recorrentes, mostrando seu próprio conhecimento (e todos ficamos felizes). E não há demérito nenhum em se ler um livro apenas por ele estar entre os 10 mais da Veja, aliás, que bom que ele está entre os 10 mais, assim mais e mais pessoas podem tomar contato com este grande autor!

Alguns acusam a "mídia" de estar explorando Tolkien, lançando desde chicletes até cadernos com os personagens. Oras bolas, e daí? Não os compre! Por acaso temos o direito de escolher quem deve ou não ser fã ou andar com uma camiseta do Gandalf na rua? Poupem-me. Quando a poeira abaixar, daqui a 3 ou 4 anos, tudo volta a ser como era antes do filme, e esses itens de marketing serão troféus dos colecionadores.

Na minha sincera opinião teremos ainda algum tempo de turbulência, claro, mas no final das contas o resultado é um só: fortalecimento do fandom. O número de livros traduzidos vai aumentar muito, os encontros estarão mais movimentados, teremos mais discussões e de maior qualidade. Pessoas com novos pontos de vista e de áreas antes inusitadas estão se unindo ao grupo de fãs. Quem sabe até mesmo surja uma convenção (estilão EIRPG) só de tolkienianos, tolkienólogos, tolkienólatras, tolkienistas e afins? O importante é percebermos que ninguém é obrigado a apreciar o filme ou livro mas todos podemos (e devemos!) conviver na idílica "paz das diferenças" (em tempo… tratarei do assunto "fanatismo" em alguma de minhas próximas colunas).

Portanto, relaxemos e deixemos as águas do Grande Rio Tempo fluirem, o que veio/virá, é/será para o bem. E, como eu costumo dizer (sob ameaças de morte e acusações de "o Deriel não é fã!"), "divirtamo-nos, afinal, é apenas um livro".

valinor

Alerta de Ví­rus

 

e você recebeu um e-mail de algum @valinor.com.br contendo vírus, não abra! Apesar de não ser a Valinor que está com vírus, não podemos fazer muita coisa. Vou tentar explicar como o vírus age. Ele se instala em alguma computador, tendo sido recebido por e-mail. Nesse computador o vírus vai até a Lista de Endereços e se reenvia para todos os endereços constantes no mesmo. Portanto, se você pegar um vírus de e-mail, seus amigos todos vão acabar recebendo cópias do danado por estarem em sua Lista de Endereço.

Danadinho não? Mas ele é bem mais sacana do que isso!

Ao invés de apenas se reenviar para a sua Lista de Endereços, ele se reenvia fazendo-se passar por outra pessoa. Vamos supor que você seja a Carlota e tenha a Julinha e o Tiago na sua lista de Endereços. O vírus pode se mandar pra Julinha como se fosse o Tiago mandando. Ele simula, "mente", ele se faz passar por um e-mail da Valinor.

Infelizmente não há muito o que fazer contra isso. Por isso que e-mail é um meio inseguro. Não podemos impedir que o vírus, a partir de um computador infectado, acabe se fazendo passar por um @valinor.com.br ou por qualquer outro e-mail (quem já não recebeu e-mail do [email protected] ou qualquer outro endereço imaginável?). Os conselhos que damos, e que podem ajudar em muito em sua segurança é:

* anti-vírus sempre atualizado;
* evite utilizar o Outlook e o Outlook Express (sugiro o Thunderbird, no http://www.mozilla.org);
* se puder, evite usar Windows;
* não abra anexos;
* a Valinor não vai mandar e-mails em inglês pra ninguém;

Com isso pode-se reduzir muito os problemas com essas porcarias desses vírus infernais.

valinor

E o Futuro, a Quem Pertence?

 
"Quando os homens se colocam a prever o futuro, os deuses riem." (Provérbio Chinês)

Há quanto tempo não me dedico a escrever uma Coluna do Deriel, ahn? Não que se aproveite muita coisa delas, mas é sempre bom colocar os neurônios e os dedos pra funcionarem e acho que alguns "insights" meus, vistos aqui de dentro da Valinor foram úteis no passado. Alguns até divertidos. Mas isso é passado e o que eu gostaria de tratar agora é do futuro.

Falar do futuro é sempre bastante fácil e direto: ninguém se lembrará de conferir este meu texto daqui a um ano, quando o mesmo passará a tratar do presente, portanto estou confortavelmente protegido por mais absurdas que minhas previsões se mostrem. Mas acho que não vou errar por muito, se é errar.

Têm-se falado, com mais e mais constância ao se aproximar do final dos filmes, sobre o destino do nosso fandom ("fandom" é um termo que engloba todos os fãs de uma determinada coisa… no nosso caso, Tolkien, claro). O que vai acontecer com os fãs de Tolkien após os filmes saírem de cartaz, as luzem se apaguerem e todo o frissom que estamos vivendo virar mera notícia de arquivo nos sites e revistas especializados?

Afinal, qual o futuro dos fãs de Tolkien no Brasil? Existe vida após o filme? Iremos todos nós arrumarmos nossas malas, rumarmos para os Portos Cinzentos e o último da fila que apague a luz e ponha o gato pra fora?

Responder essa pergunta existe dar uma passeada pela beirada de outros assunto (além do mais, eu também preciso dar uma aumentada no número de parágrafos da Coluna, senão vou acabar trocando de "Coluna do Deriel" pra "Bilhetes do Deriel" ou "Notas de Rodapé do Deriel"). E para falar do futuro de Tolkien no Brasil, vou falar, despudoradamente, da Valinor.

Cuidar da Valinor é quase como cuidar de uma empresa: é necessário ter alguma visão de futuro, prever passos e reciclar sempre. Nada mais chato do que uma página morta. E portanto o "o que vai acontecer quando os filmes se acabarem?" está por aqui, navegando em minha mente por algum tempo, ainda mais agora, que é uma possibilidade muito mais do que presente (menos de um mês!).

Nada melhor para prever o futuro do que dar uma espiada no passado. Eu ainda me recordo de algumas estatísticas da página e da lista de discussão ali pelo começo e meados de 2000, quando nem falava de filme ainda (filme mesmo só ali pelo final de 2000, meados de 2001). Então posso afirmar sem errar que o movimento daquela época era tão somente motivado pelos leitores fãs de Tolkien. Eram cerca de 75 visitantes por dia na página e uns 70 inscritos na lista de discussão. Pouco? Em termos de hoje sim, é, mas era mais que o suficiente pra manter uma lista bem divertida e agitada e a página ter um fluxo tal de visitantes que incentivasse cada vez mais novidades.

Agora passamos pra 2003. São cerca de 10 mil visitantes por dia, 3 mil inscritos nas listas de discussão, uns 800 jogadores no MUD e partindo pros 9 mil usuários do Fórum. É difícil dizer o quanto disso tudo é motivado apenas pelos filmes mas eu acredito que, novamente me arriscando a levar uns ovos na cara ou ser considerado biruta, a influência dos tais filmes em todos esses números embora grande não seja avassaladora e a ausência futura dos filmes não venha a causar o efeito de uma Bomba H jogada no centro de São Paulo.

A crença geral é de que findo os filmes o número de fãs remanescentes nas páginas, listas de discussão e fórum vai voltar ao número pré-filmes, ficando apenas os "fãs de verdade", os "leitores". Eu acho que não será nem de longe assim. Acho que o movimento todo vai baixar pouco. Vamos tomar como base as listas de discussão (da qual temos uma apenas para as obras) e o fórum (no qual temos seções separadas para os filmes e a obra em si).

Não vejo porque a lista de discussão sobre a obra deva perder movimento ou mensagens, já que nela é proibido falar dos filmes e mesmo a lista de discussão dos filmes tem movimento 20% inferior à das obras. No fórum, nas áreas estritamente Tolkien, o filme corresponde a cerca de 40% do total de mensagens. Interessante não? Mesmo com os filmes por aí o que realmente atrai o pessoal e impulsiona a discutir, descobrir e conhecer são mesmo as obras.

Esses números me levam a concluir que o final dos filmes, com seus últimos espasmos de vida na mídia, que serão a premiação do Oscar e o lançamentos dos DVD de SdA:RdR em 2004 não deve afetar o estado atual do fandom de Tolkien no Brasil, e que este já se encontra bastante maduro e estabilizado para sobreviver per si, sem filmes, sem mídia, sem festa. Claro que não deixará de existir alguns problemas justamente pela diminuição de divulgação, acredito que a renovação dos fãs e a entrada de novos fãs será muito reduzida.

Explico. Pouquíssimas pessoas permanecem por muito tempo nesse mundo virtual de fã, discutindo, conversando, lendo. Os dados são que a duração média da presença de um fã ou visitante, de forma constante, nas listas, fórum ou página está por volta dos 5 meses. Hoje me dia o fluxo está positivo (muito positivo!). Muitos mais fãs surgem do que aqueles que somem. Acredito que esses valores podem se igualar ou talvez sofrer um fluxo negativo por algum tempo até tudo se estabilizar novamente.

Enfim, existe vida após os filmes sim, e uma vida muito brilhante e interessante e, não contem pra ninguém, mas eu estou realmente ansioso para que os filmes realmente saiam dos holofotes e possamos nos dedicar, finalmente, somente às obras. Tantos planos, tantas idéias, tantos textos a produzir, tantos outros a traduzir.

Que venha o último minuto do último filme! Com certeza saíremos de toda nossa demanda com um fandom muito mais amadurecido, coeso e diversificado do que quando entramos. E os filmes ficarão aí, como vitrines por tempo indefinido, atraindo, através de seu visual fascinante, mais e mais fãs para dentro da obra.

valinor

Press Release do Livro do Curso de Quenya

Livro ensina língua falada pelos elfos de J.R.R. Tolkien

Parceria entre editora e site traz para o Brasil curso de quenya, principal idioma ficcional do autor de O Senhor dos Anéis


Muitos escritores de fantasia já tentaram reproduzir o grande número de povos e regiões que enchem as páginas de O Senhor dos Anéis, mas poucos se arriscaram a imitar os fundamentos do universo do livro: os diversos idiomas ficcionais criados por seu autor, o inglês J.R.R. Tolkien. Ao criar línguas com milhares de palavras e fonologia e gramática detalhadas, Tolkien alcançou um nível sem precedentes de consistência narrativa e literária. Um livro lançado agora no Brasil traz uma visão abrangente sobre a principal dessas línguas e promete agradar a velhos e novos fãs do universo da Terra-média.

Curso de Quenya – A Mais Bela Língua dos Elfos, editado numa parceria entre a editora curitibana Arte & Letra e o site tolkieniano Valinor (www.valinor.com.br), chega às livrarias nesta semana. O livro nasceu do curso de quenya (ou alto-élfico, como também é conhecida essa língua ficcional) desenvolvido online pelo filólogo norueguês Helge Fauskanger, um dos maiores especialistas do mundo em lingüística tolkieniana. É a primeira vez que o curso ganha o formato de livro impresso, embora a Valinor já tivesse publicado uma versão traduzida dele. O curso original pode ser encontrado com os outros estudos de Fauskanger no site Ardalambion (http://www.uib.no/People/hnohf/)

“Isso é história acontecendo diante de nossos olhos e nas nossas mãos”, brinca Fábio Bettega, editor e fundador da Valinor. “Falando sério, acho que o livro amplia muito o acesso das pessoas no Brasil a conteúdo tolkieniano de qualidade, que ainda é relativamente escasso por aqui.” Thiago Marés, editor responsável pelo livro, mostra o mesmo entusiasmo: “A editora tem um grande interesse em publicações de fantasia, e nada melhor do que começar com Tolkien, que foi um divisor de águas nesse gênero. O livro não interessa apenas a fãs de Tolkien, mas a todas as pessoas que apreciam a força da imaginação”.

O quenya (literalmente “a fala”) começou a ser elaborado por J.R.R. Tolkien nos anos 1910 e continuou sendo refinado pelo autor até sua morte, em 1973. Falado pelos elfos mais sábios e nobres da Terra-média, o idioma aparece, por exemplo, na canção entoada por Viggo Mortensen no último filme da série O Senhor dos Anéis e em diversas passagens dos livros. Sua estrutura gramatical e fonologia foram influenciadas principalmente pelo latim, pelo finlandês e pelo grego, e sua sonoridade, especialmente nas vogais, lembra bastante o português.

O curso está estruturado em 20 lições que permitem ao leitor se familiarizar com a pronúncia, o vocabulário e a gramática do quenya, mesmo sem conhecimento nenhum de filologia ou lingüística. Como Fauskanger faz questão de frisar, Tolkien não deixou vocabulário suficiente para que fosse possível conversar casualmente em quenya, mas é possível escrever com relativa fluência na língua, e há uma literatura crescente em alto-élfico sendo desenvolvida por fãs e estudiosos (principalmente traduções de autores clássicos e poesia composta originalmente nessa língua). Estimativas sugerem que o quenya é a segunda língua artificial mais utilizada no mundo, perdendo apenas para o esperanto.

A tradução do original em inglês ficou a cargo de Gabriel Oliva Brum, do curso de Letras da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e um dos principais estudiosos de lingüística tolkieniana no Brasil.

Informações técnicas

Editora: Arte & Letra
Ano: 2004
Número de páginas: 448
Acabamento: lombada quadrada e costurada
Formato: 21×14 cm

Contatos para a imprensa:

Thiago Marés ([email protected]), editor da Arte & Letra
Fábio Bettega ([email protected]), editor do site Valinor
Reinaldo José Lopes ([email protected]), editor do site Valinor – tel.(16) 9147-5854

valinor

Cuidado com as Compras no Exterior!

 
Com a Internet e Cartões de Crédito Internacionais é possível facilmente fazer compras no exterior, recebendo na comodidade do seu lar. Basta ligar 1406 e você terá… bom, brincadeiras à parte, comprar no exterior atualmente está mais fácil do que ser assaltado em uma grande cidade. Claro que, como toda compra, exige cuidado e atenção.

O primeiro deles, nem preciso comentar, é a segurança do site. Esqueça totalmente aqueles sites que não utilização conexão segura na hora da compra (dá pra saber facilmente, pois no endereço vai constar https:// aou invés do tradicional http://). Fuja dos sites sem segurança como fugiria de uma briga de torcidas organizadas. Em geral, as compras em sites conhecidos e com conexão segura são altamente confiáveis.

O segundo detalhe é não esqueça que os preços estarão em outras moedas (geralmente dólares) e que existe a taxa de entrega, ou frete, que algumas vezes pode chegar a ser bem carinha.

E por terceiro, os impostos. Livros, revistas, impressos e alguns outros poucos produtos não pagam imposto de importação, mas todos os outros pagam. Isso inclui jóias, CDs, DVDs, jogos, produtos de informática, brinquedos e todo o resto. O imposto de importação é de 60% sobre o preço pago pelo produto, incluindo frete. Se a sua compra foi de 80 dólares e teve um frete de mais 20 dólares, totalizando 100 dólares, o imposto será de 60 dólares, fazendo o valor a ser pago subir para 160 dólares. Além disso tem a taxa de ICMS que equivale a mais ou menos 18% sobre o total anterior, ou seja, valor da compra + frete + imposto de importação. No nosso exemplo, teríamos 160 dólares mais 18%, totalizando 188,80 dólares. E ainda temos 2,5% de taxa do cartão de crédito e, dependendo do caso, uns 10 reais de taxa aduaneira. Portanto nossa inocente compra de 80 dólares chega no nosso cartão de crédito como quase 200 dólares, duas vezes e meia o valor original. Ah! A cobrança do imposto é por amostragem, portanto você pode ter sorte e seu produto passar sem ser vistoriado, ou seja, sem os 60% de imposto de importação e os 18% de ICMS.

Portanto, atenção e cuidado nas compras no exterior!