Todos os posts de Thiago Tizzot

Thiago Tizzot é editor, livreiro e autor dos livros O Segredo da Guerra, A Ira dos Dragões e outros contos e Três Viajantes.

O que eu faria se tivesse os direitos de O Senhor dos Anéis

Fazia tempo que não tínhamos notícias sobre a Terra-Média e de repente surge um rumor de que a Amazon poderia comprar os direitos para fazer uma série de O Senhor dos Anéis. Claro que no primeiro momento você pensa que é apenas uma daquelas notícias malucas da internet. Que não vai dar em nada. Mas para surpresa de todos que acompanham a forma que o Estate (herdeiros) gerencia os direitos de adaptação da obra do Tolkien ao longo dos anos, um acordo foi anunciado. 

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Thiago Tizzot é editor, livreiro e autor dos livros O Segredo da Guerra, A Ira dos Dragões e outros contos e Três Viajantes.

Vale 200 – O Senhor dos Anéis em Bluray no Brasil

Esta semana estão lançando o Blu-ray do Senhor dos Anéis aqui no Brasil. O preço é R$200,00, ou melhor R$199,90, para a Trilogia e R$79,90 para Sociedade e Duas Torres e R$69,90 para o Retorno do Rei (por que será que ficou mais barato?). Confesso que morro de curiosidade para ver o filme em alta definição, mas mais uma vez a Warner poderia caprichar mais.

O filme vem numa capinha vagabunda, a mesma arte dos DVD’s, e sem nenhum extra. A coisa vem limpinha, só o filme e olhe lá. Claro que é a versão do cinema, esperar pela Estendida seria loucura!

Quem quiser conferir pode ver aqui.

Por enquanto vou esperar, quem sabe aparece uma versão melhor, uma caixa mais bacana ou a insanidade de lançarem a Estendida.

Thiago Tizzot é editor, livreiro e autor dos livros O Segredo da Guerra, A Ira dos Dragões e outros contos e Três Viajantes.

Vale 200 – O Senhor dos Anéis em Bluray no Brasil

Esta semana estão lançando o Blu-ray do Senhor dos Anéis aqui no Brasil. O preço é R$200,00, ou melhor R$199,90, para a Trilogia e R$79,90 para Sociedade e Duas Torres e R$69,90 para o Retorno do Rei (por que será que ficou mais barato?). Confesso que morro de curiosidade para ver o filme em alta definição, mas mais uma vez a Warner poderia caprichar mais.

O filme vem numa capinha vagabunda, a mesma arte dos DVD’s, e sem nenhum extra. A coisa vem limpinha, só o filme e olhe lá. Claro que é a versão do cinema, esperar pela Estendida seria loucura!

Quem quiser conferir pode ver aqui.

Por enquanto vou esperar, quem sabe aparece uma versão melhor, uma caixa mais bacana ou a insanidade de lançarem a Estendida.

Thiago Tizzot é editor, livreiro e autor dos livros O Segredo da Guerra, A Ira dos Dragões e outros contos e Três Viajantes.

Novo livro de Tolkien no Brasil – A Lenda de Sigurd e Gudrún

Não sei se já foi anunciado aqui na Valinor, mas não custa falar de novo. Deu no site da editora Martins Fontes que entre os próximos lançamentos está A lenda de Sigurd e Gudrún. Uma boa notícia para nós leitores brasilieros. O texto do site é o seguinte:

“Muitos anos atrás, J.R.R. Tolkien compôs sua própria versão, agora publicada pela primeira vez, da grande lenda da antiguidade setentrional, em dois poemas estreitamente relacionados, aos quais deu os títulos de A Nova Balada dos Völsungs e A Nova Balada de Gudrún.

Na Balada dos Völsungs é contada a linhagem do grande herói Sigurd, matador de Fáfnir, o mais celebrado dos dragões, cujo tesouro ele tomou para si; de como despertou a valquíria Brynhild, que dormia cercada por uma parede de fogo, e de como foram prometidos um para o outro; e de sua chegada à corte dos grandes príncipes chamados Niflungs (ou nibelungos), com quem contraiu fraternidade de sangue. Nessa corte nasceu grande amor, mas também grande ódio, provocado pelo poder da feiticeira, mãe dos Niflungs, habilidosa nas artes da magia, da mudança de forma e das poções de esquecimento.

Em cenas de dramática intensidade, de identidades confundidas, paixão frustrada, ciúme e amarga contenda, a tragédia de Sigurd e Brynhild, do Niflung Gunnar e de sua irmã Gudrún, escala até o desfecho com o assassinato de Sigurd pelas mãos de seus irmãos de sangue, o suicídio de Brynhild e o desespero de Gudrún. Na Balada de Gudrún, contam-se seu destino após a morte de Sigurd, seu casamento a contragosto com o poderoso Atli, soberano dos hunos (o Átila histórico), como este assassinou seus irmãos, senhores dos Niflungs, e como ela se vingou de modo horrendo.

Numa versão derivada primariamente dos detalhados estudos da antiga poesia norueguesa e islandesa conhecida por Edda Poética (e, nos casos onde não existe poesia antiga, da obra posterior em prosa, a Völsunga Saga), J.R.R. Tolkien empregou uma forma poética de estrofes curtas cujos versos corporificam em inglês os exigentes ritmos aliterantes e a energia concentrada dos poemas da Edda.”

O site não informa data de lançamento ou qualquer informação sobre a publicação, mas está listada nos próximos lançamentos.  Agora é esperar.

O livro já foi comentado em dois momentos aqui na Valinor:

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Del Toro afirma: "O Hobbit não está confirmado"

Em uma entrevista para divulgar seu filme Splice, Del Toro foi o produtor, todas as perguntas eram claro sobre O Hobbit. Del Toro deu a seguinte declaração:

[O filme] não recebeu sinal verde. Isso é categórico. Fomos encurralados no meio de uma negociação. Não tem como haver uma data para o início das filmagens enquanto a situação da MGM não se resolver. Eles detêm uma porção considerável dos direitos“.

O que quer dizer que o filme ainda está longe de começar. O problema financeiro da MGM realmente é grave a atrapalha o muito a realização do projeto. Ainda acredito que O Hobbit vai sair, ninguém despreza o potencial de lucro que o filme tem, mas sem dúvida vai demorar bem mais do que se previa. Pelo menos alguém falou de uma forma clara em que pé anda o projeto. Contudo é uma pena que a situação esteja desse jeito.

(fonte www.omelete.com.br)

Thiago Tizzot é editor, livreiro e autor dos livros O Segredo da Guerra, A Ira dos Dragões e outros contos e Três Viajantes.

Lauterbrunnen

Fuçando a internet descobri uma coisa interessante. Não sei até que ponto a coisa pode ser verdade, mas vale a pena pensar sobre o assunto. O artigo fala sobre a suposição de David Salo, linguista conhecido por estudar Tolkien, que Lauterbrunnental, um vale da Suiça, foi a inspiração de Tolkien para criar Rivendell.

Além da similaridade entre as fotos, Salo defende a similaridade dos nomes (o artigo não diz quais são as similaridades e tabém não descobri quais são) em uma carta, a 306, Tolkien revela que sua viagem a Suiça serviu de inspiração para o trecho do Hobbit que segue de Rivendell até Misty Mountain. Aos 19 anos Tolkien viajou por este Lauterbrunnental.
Marie Barnfiled é outra que defende esta ideia. Ela publicou um artigo chamado The Lyfe ant the Auncestrye em uma publicação da Tolkien Society dizendo que:
“não só pela similaridade do desenhdo de Tolkien de Rivendell e Lauterbrunnental, mas também:
a) Tolkien viajou por Lauterbrunnental
em 1911
b) ele caminhou por uma rota incomum no vale que é igual a usada por seus personagens até Rivendell
c) Lauterbrunnen essencialmente quer dizer Greyflood & Hoarwell (se alguém puder ajudar com a tradução desta)
d) Tolkien aproximou o som do nome Lauterbrunnen com os nomes, em Inglês e Sindarin, do rio de Rivendell: ie Loudwater & Bruinen.”

Marie vai ainda mais longe, mais adiante ela diz:“Eu nunca li isso em outro artigo, mas o vale Lauterbrunnen! aparece de novo em O Senhor dos Anéis como o vale Snowbourne em Rohan.”
Se isso é verdade acho impossível dizer, mas que a coisa está bem fundamentada isso está.

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Correção

Como muita gente já deve saber, logo depois da IMAX soltar uma nota sobre o lançamento do Hobbit em 2013 circulou a informação de que o primeiro filme está mesmo previsto para 2012.

Essa confusão de datas e informações erradas já encheu. Ou existe uma data ou não existe. Agora ficar nessa de que não existe data, ai surge uma data, mas tá errada a data certa é outra. Dai surge o PJ falando que ainda não existe data, que o filme ainda não foi oficializado e coisa e tal. Então por que ele e o Del Toro de tempos em tempos aparecem falando do filme se nada está certo? A coisa já está beirando o desrespeito aos fãs. Deveria exister uma posição oficial. Nem que fosse: “Sim, o filme está em nossos planos, mas não existe nenhuma data” ou “O filme vai acontecer e a data é essa.” Qualquer coisa. Tá ai, desabafei.

Thiago Tizzot é editor, livreiro e autor dos livros O Segredo da Guerra, A Ira dos Dragões e outros contos e Três Viajantes.

Nova data para o Hobbit divulgada

A Imax Corporation anunciou hoje um acordo com a Warner Brothers para lançar 20 filmes até 2013.

Entre os 20 filmes, cinco já estão definidos. As duas partes de Harry Potter and the Deathly Hallows (em 3D), Happy Feet 2, e The Hobbit em Dezembro de 2013!

A princípio não foi divulgado se esta data, Dezembro de 2013, é para a primeira ou segundaparte do Hobbit, ou se o filme será em 3D.

De qualquer forma é uma data oficial, já que o Peter Jackson dias atrás disse que ainda não existia nenhuma data para o filme. Vamos aguardar por mais notícias.

Thiago Tizzot é editor, livreiro e autor dos livros O Segredo da Guerra, A Ira dos Dragões e outros contos e Três Viajantes.

Adaptação

thiago_tizzot.jpgNas últimas semanas estive envolvido com o livro do Syd Field, um dos mais respeitados conhecedores de roteiro cinematográfico de Hollywood. Em seu livro, Roteiro, ele fala sobre o roteirismoe usa alguns filmes como exemplo do que deve ser feitor e o que não deve ser feito. Para minha surpresa O Senhor dos Anéis está lá, a trilogia inteira, na categoria de bons roteiros.

 

 
É interessante observar como uma pessoa que analisa roteiros há mais de 40 anos vê um filme que considero próximo. Que conheço mais detalhes do que um espectador comum, mas é esta visão desprendida do livro que me chamou a atenção para algumas coisas. Sempre defendi que um filme e um livro não podem ser analisados em conjunto. Livro éuma coisa, filme é outra. São linguagens diferentes, públicos diferentes, uma experiência completamente diferente.

Para começo de conversa o processo de degustar um filme é quase oposto de um livro. No filme nossas emoções são sacudidas com imagens e sons, no livro as palavras são responsáveis por criarem em nossa mente imagens e sons. O impacto das coisas é diferente. Eu posso ler, "o nazgul soltava um grito horripilante, alto e estridente" que é amplamente diferente de realmente ouvirmos o nazgul gritando. Os dois tem o mesmo impacto no leitor ou espectador? Dificilmente. As palavras dependem muito mais do contexto, do clima que o escritor cria, o escritor precisa dar ao leitor o necessário para que em sua mente ele crie o grito ideal. O som real depende dele, uma coisa mais imediata. Agora, os dois podem ser aterrorizantes? Sem dúvida. Porém a diferença começa antes mesmo de chegarmos ao fim, quando o livro ou filme está pronto.

Uma das coisas que se aprende quando se está escrevendo um roteiro é que você não pode escrever nada que não possa ser filmado. E isso é uma diferença brutal para um livro. Em um livro uma boa parte da história pode acontecer apenas na mente de uma personagem. Um roteiro jamais pode ter a seguinte frase: Gandalf estava pensativo, seu pensamento vagava por entre os rostos dos soldados imaginando quando o horror iria terminar. Um roteiro seria assim: Gandalf está olhando para os soldados, sua expressão é de preocupação. É isso. Não tem como filmar que Gandalf pensava quando o horror ia terminar. É um exemplo simples, mas dá para ter uma idéia do trabalho que é adaptar um livro para o cinema. Existem livros mais fáceis, onde a ação é externa. Uma boa parte do Senhor dos Anéis é assim, mas tem muita coisa que acontece na mente das personagens e quando isso acontece o roteirista tem que ter bom senso para lidar com a coisa.

Peter Jackson teve bom senso? Em algumas situações sim, em outras não.

Ao passar a história para o cinema a adaptação no geral foi muito boa. Para um leigo em Tolkien a história ficou completa, com a dose certa de emoção e um ritmo bom. Um filme muito bem feito onde a história funciona.

Mas para nós o que interessa é os detalhes. Faltou bom senso a o PJ quando colocou os elfos no Abismo de Helm, um detalhe que não contribui em nada para a história. A participação da Arwen também é exagerada, o romance entre os dois não emplacou e ficou inacabado. A morte de Saruman é justificável, mas ele poderia ter pensado em um desfecho melhor para o mago

Ele acertou quando deixou Bombadil de fora. Seria complicado explicar para os espectadores o papel do velho Tom e analisando esta passagem ela não faz a história caminhar para frente. Infelizmente o cinema não foi feito para o Bombadil. Assim como acertou ao deixar o Expurgo de fora. Por mais que eu quisesse ver os hobbits lutando para salvar sua terra. Para o filme não funcionaria, os personagens já tinham completado sua jornada, estavam mudados, seu arco dramático estava completo. O Expurgo seria apenas uma repetição. É uma pena, mas do ponto de vista cinematográfico foi uma decisão acertada.

O filme é bom? Excelente.
O trabalho de adaptação também foi muito bem feito. Apesar de algumas falhas o resultado final ficou muito bom. Os filmes funcionam e conseguem prender o espectador.
Melhor que o livro? Não existe uma resposta para esta pergunta.

Livro é livro. Filme é filme.

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O Sucesso de Frodo

thiago_tizzot.jpg"Das profundezas chegou seu último gemido, Precioso, e então ele se foi." Tolkien sempre diz que escrever o Senhor dos Anéis foi como escutar alguém contando uma história, tudo que ele tinha a fazer era anotar. Talvez assim realmente tenha sido, mas quando ele escreveu esta frase em O Retorno do Rei deve ter perdido pelo menos uma noite de sono pensando nas consequências que ela implicava.
 
 
A saga do Anel chegava a seu fim e deixava Tolkien com um grande problema nas mãos. A primeira vista parece que foi o acaso que fez com que o Um fosse destruído e Frodo terminasse como um não-herói. Para a estrutura do livro, e não estou levando em conta a história em si, isto é um sério problema porque poderia retirar toda a empatia que sentimos por Frodo, se o acaso tivesse realmente sido o responsável. Pior teríamos um final "deus ex machina", ou seja a situação chegou em um ponto que o escritor não sabe como resolver e de repente tudo se resolve, como mágica. Neste caso seria Gollum aparecer e cair com Um. Comum na Grécia Antiga, mas que hoje não faz mais sentido nenhum.

Não foi preciso Tolkien alterar muito do que já estava escrito, a resposta estava em seu próprio texto. Bastava dar uma polida e evidenciar certos acontecimentos. Frodo era um hobbit, um povo que nunca tinha realizado um grande feito, alguns até desconheciam sua existência, uma pessoa alegre, generosa, mas comum. Tolkien transformou Frodo em um herói ao longo da história, através de suas escolhas e atos. Boa parte da empatia que sentimos é por este fato, diante de nossos olhos está a transformação de uma pessoa comum que diante de circunstâncias que ele não pode evitar, se transforma em um herói. Diferente de Aragorn que já é um herói, Frodo tem muito que provar para nós. E rapaz, como ele faz isso.

São inúmeros os momentos que podemos ver o heroismo de Frodo, o primeiro é quando ele se oferece para ser o Portador do Anel, levá-lo até a Montanha da Perdição e destruí-lo. Apesar de Tolkien confessar na carta 181 que o hobbit tomou esta decisão porque não queria se separar do Anel, é preciso uma enorme coragem para ter falado no Conselho e aceitado a missão. Mas o momento chave é o perdão a Gollum. Tolkien diz que Frodo passou por várias provações e destaca duas. O perdão e o sacrificio.

Quando Tolkien fala em perdão, está falando sobre o misericordia que Frodo teve para com Gollum, e nosso herói conseguiu passar pela provação. E por isso quando Gollum chega e luta com Frodo pela posse do Anel e depois cai no fogo junto com seu Precioso, temos a sensação de que Frodo cumpriu a sua demanda. E de fato ele teve sucesso. E o mais importante, todos os acontecimentos são lógicos, a sequência de eventos é natural. O final é crível. E Frodo surge como um herói maior que Aragorn.

Thiago Tizzot é editor, livreiro e autor dos livros O Segredo da Guerra, A Ira dos Dragões e outros contos e Três Viajantes.