MIL SPOILERS! Assistimos e resenhamos “A Batalha dos Cinco Exércitos”!!!

É com um misto de alegria e pesar que pego da pena (ou sento na frente do meu teclado, melhor dizendo) para fazer a última resenha de um filme tolkieniano aqui na Valinor pelos próximos… sei lá, muitos anos. Acabou, ao menos por enquanto, pessoal. E a grande questão é: acabou de um jeito digno?

A resposta é meio complicada. O fato é que, assim como ocorreu em “A Desolução de Smaug”, tem bastante porcaria em “A Batalha dos Cinco Exércitos”. Ao mesmo tempo, porém, quando o assunto é enxergar os seis filmes, a Hexalogia da Terra-média (ó que termo chique) juntando “O Hobbit” e “O Senhor dos Anéis”, o safado do Peter Jackson deu um jeito de amarrar as coisas de um jeito bem sacado e comovente – embora seja necessário engolir algumas cenas bastante constrangedoras para chegar lá. Uma vitória, portanto? Sim, mas não uma vitória sem custo, como bem sabem os que precisam enfrentar qualquer guerra.

Dito isso, vamos ao que interessa. Antes de mais nada, tenha em mente que o resto do texto conterá UM CAMINHÃO DE SPOILERS. E com isso quero dizer SPOILERS A DAR COM O PAU MESMO. Não farei um relato praticamente cena a cena do filme, como costumo fazer desde “A Sociedade do Anel”, mas mesmo assim boa parte do conteúdo propriamente dito da película estará por aqui. Portanto, se você é daqueles que não quer saber nada sobre um filme que verá, é melhor fechar esta janela do seu navegador, e já.

———

Ainda por aqui, mellon? OK, avante então.

Se eu fosse resumir o que realmente me irrita na trilogia hobbitesca (em contraposição à trilogia cinematográfica do SdA, por exemplo), acho que daria pra fazer uma pequena lista de fatores. Vamos a eles:

1)Maniqueísmo/simplificação absurda de personalidades e situações;

2)Senso de humor tosco;

3)Completo desrespeito pelas leis da física;

4)Texto mal escrito.

Note em que nenhum ponto dessa lista está “excesso de alterações na narrativa original de Tolkien”. Compreendo perfeitamente a necessidade de fazer alterações em relação ao texto dos livros. O problema, minha gente, é que Tolkien sabia escrever. Se você quer inventar um diálogo que não está nos livros, é bom que você também saiba escrever.

A questão, porém, é que todas as vezes que PJ e companhia precisam tirar um bom TEXTO de suas milionárias cabecinhas, o resultado é muito mais fraco do que qualquer coisa que Tolkien tenha escrito na vida. Desculpaí, mas eles não sabem escrever. E, como muitas das cenas da nova trilogia precisaram ser escritas por eles praticamente do zero, o resultado fica muito abaixo da qualidade literária das obras.

A má notícia é que todos esses 4 itens estão abundantemente presentes nesse último filme. A boa é que eles nem sempre comprometem o resultado final.

Encerrado este pequeno preâmbulo, o que dá pra dizer em favor de PJ e seus asseclas é que eles começam o filme a todo vapor, colocando o espectador bem no meio da ação – o ataque de Smaug a Esgaroth. Enquanto Bilbo e os anões observam o lago de longe com aquela cara de “caralho, que merda nós fizemos”, nosso dragão preferido cospe fogo loucamente e coloca a Cidade do Lago em polvorosa.

A cena é espetacular, mas não consigo deixar de notar que ela perde muito de seu impacto com uma série de coisas ridículas. Primeiro, não tem rigorosamente ninguém de Esgaroth tentando contra-atacar Smaug. Bard está na cadeia, coitado, só tem gente gritando nos canais e o único barco decente aparentemente está sendo usado pelo Mestre da Cidade e por seu assessor cuzão Alfrid para transportar todos os metais preciosos da cidade para longe de Smaug (o que me parece uma idiotice considerando que o dragão seria capaz de derreter os sujeitos e todo o seu ouro com uma única fungada, mas deixa pra lá).

Tauriel está tentando salvar os filhos de Bard e os anões que estão com ela (Kili, Fili, Bofur e Óin). Nisso, Bard dá um jeito de prender uma corda improvisada no barco do Mestre da Cidade (!), quase enforcando-o no processo (!!) e com isso arrebenta as grades da prisão. Pega arco e flechas e sobe para a torre mais alta com o objetivo de atingir Smaug.

Nisso eu me animei: será que teríamos uma flecha preta decente e não aquela lançona, afinal? Nah, seria sorte demais. No fim das contas, depois de perder todas as suas flechas normais, Bard conta com a ajuda de seu filho Bain, que milagrosamente (ou, sendo menos generoso, forçadamente) pega a lança-de-vento, leva-a para seu pai e, quando Smaug ainda por cima dá um jeito de quebrar o arco de Bard, funciona como “mira humana”. É sério: Bard improvisa a corda do arco num pedaço de madeira, apoia a lança nas costas do menino e então finalmente mata Smaug. Pelo menos dá pra dizer isto: a morte do dragão é adequadamente espetacular. E ele ainda mata o Mestre da Cidade ao cair bem em cima dele. Adeus, Stephen Fry, foi um prazer tê-lo neste elenco.

VERGONHA ALHEIA MASTER

Os anões percebem a morte de longe, ficam todos animadinhos. Já Kili, Fili, Bofur e Óin prepararam para partir rumo a Erebor. Vem então o momento constrangedor que mais me fez me encolher na cadeira do cinema: Kili tenta convencer Tauriel a partir com eles. Não tenho nada contra o conceito em si da paixão de um anão por uma elfa. Mas meu, a melhor coisa que os roteiristas conseguiram pensar pro Kili falar foi: “Tauriel, vem comigo, você faz eu me sentir vivo”. Tipo, sério? “Você faz eu me sentir vivo”!? Kili, meu filho, nem puta você consegue pegar com esse papinho. Vergonha alheia.

Bom, deixa pra lá. A ação parte então pra retratar os preparativos pra grande batalha que dá título ao filme. Meu problema aqui é basicamente o item 1 da minha lista: a sutileza ao retratar as negociações e a declaração de guerra entre os anões de Erebor, de um lado, e os elfos e humanos do Lago, de outro, é nula. Inexistente.

Primeiro, de uma hora pra outra, a “doença do dragão” causada pelo ouro e pela vontade doida de achar a Pedra Arken, tomam conta de Thorin quase imediatamente. Eu adoro o Richard Armitage, mas a ideia dele de interpretar a “doença do dragão” é ficar babando em volta do ouro com voz de tesão. Só faltou ele bater uma punhetinha pras moedas. Tosco.

A intransigência do Thorin em relação a ceder uma única moedinha que seja do ouro, por qualquer motivo que seja, também supera tudo o que a gente vê no livro. A transformação do sujeito teimoso e orgulhoso, mas extremamente decente, num doido egocêntrico que quer deixar todo o povo do Lago morrer de fome é repentina demais.

Também acho muito difícil engolir Thranduil. Ele aparece de repente em Valle, onde o povo do Lago se refugiou, trazendo comida. Bard vai agradecê-lo e Thranduil se sai com essa: “Sua gratidão é desnecessária, estou fazendo isso apenas porque quero as joias da Montanha”. I beg your pardon? Thranduil é arrogante e gosta de joias, mas ele mostra uma genuína preocupação com o bem estar dos humanos do Lago. Ele não é o Fëanor ou o Celegorm, minha gente. Não dá pra entender porque retratá-lo como um cuzão absoluto.

Dos chefões, o único personagem humanamente crível é o Bard – como, aliás, no filme anterior também.

E, claro, Bilbo, ao menos, acerta o tom. Esses filmes só fizeram crescer meu respeito pela capacidade de Martin Freeman como ator. O cara é sempre delicado e sutil, consegue reproduzir com perfeição o misto de timidez, senso de humor e, bem lá no fundo, coragem indomável que é a essência de Bilbo Bolseiro. A cena na qual ele leva a Pedra Arken para Bard e Thranduil é impagável. Não por acaso, ele foi o único personagem capaz de arrancar risadas de verdade das pessoas que assistiam o filme na cabine de imprensa.

PANCADARIA SEM FIM

OK, e vamos para a batalha. De novo, acho que o gosto pelas cenas de videogame e pelo humor negro deram uma considerável estragada na batalha que dá título ao filme. Exemplo: Dáin Pé-de-Ferro, ruivo, montado num javali (!?), é uma figura que não inspira nem um pouco de respeito.

(Aliás, qual é a desse filme com as montarias bizarras? Não basta o alce-irlandês do Thranduil, ainda temos Thorin e companhia cavalgando incompreensíveis carneiros monteses que eu não sei de onde foram tirados e Legolas sendo carregado por um morcego do mal e flechando o crânio da própria montaria alada.)

Legolas, claro, desafia as leis da física repetidas vezes. Alfrid, o mala do Lago, passa a batalha inteira tentando salvar a própria pele e encher o bolso com moedas de ouro em cenas que alguém achou que eram engraçadas (só queria saber quem foi o safado, pra eu poder esganá-lo). A criatividade perversa de PJ e companhia ficou achando várias maneiras de criar trolls geneticamente modificados com propósitos bélicos específicos – trolls aríetes, trolls com pernas de ferro, trolls manetas… a lista é longa.

E Beorn? Ah, tem uma aparição de 30 segundos. Aparece montado numa das águias, pula das costas dela e vira urso. Sério.

Outro problema sério do filme, do meu ponto de vista, é a trama paralela na qual o Conselho Branco liberta Gandalf e enfrenta Sauron. Essa cena nunca foi descrita nos livros, mas eu imaginava algo mais complexo e sutil do que Saruman e Elrond lutando contra os Espectros do Anel na base da cajadada e da espadada enquanto Galadriel vira a Elfa Lôca Verde Poderosa (como na cena de “A Sociedade do Anel”) e meio que exorciza Sauron de Dol Guldur.

Enfim: após a pancadaria, o que se salva? É aqui, aliás, que o filme SE salva, acho. A cena da morte de Thorin com Bilbo ao lado dele é inegavelmente bela. A despedida de Bilbo e dos demais anões é emocionante.

E aqui as pontas soltas com a primeira trilogia são, finalmente, amarradas, e amarradas de um jeito que chega perto de ser magistral, o que surpreende considerando os momentos toscos que vieram antes. Legolas, decepcionado com seu pai, recebe dele o conselho para procurar um jovem Dúnadan chamado Passolargo. “O pai dele, Arathorn, era um bom homem”, diz Thranduil.

Bilbo e Gandalf voltam ao Condado, quando o mago dá a entender ao hobbit que sabia do Anel o tempo todo. Bilbo admite o fato, mas diz que já se livrou do artefato – um primeiro sinal do risco de corrupção que ele corre, claro.

Temos a curta e divertida cena do leilão de Bolsão. Tem até a Lobélia e as colheres de prata!

E tudo termina com Ian Holm, o Bilbo idoso. Uma batida na porta do Bolsão. E o diálogo que, creio, todos aprendemos a amar:

“Não quero saber de visitantes, gente que veio me desejar tudo de bom ou parentes distantes!”, berra o hobbit.

“E quanto a amigos muito velhos?”, responde a voz de Gandalf.

“Meu querido Gandalf!”, grita Bilbo. E, como uma música que volta ao seu refrão, a história se fecha – ou, como uma certa estrada, para sempre vai seguindo. Que nada nos impeça de lembrá-la.

61 ideias sobre “MIL SPOILERS! Assistimos e resenhamos “A Batalha dos Cinco Exércitos”!!!”

  1. [QUOTE="dermeister, post: 2679287, member: 113"]Sabendo que o PJ pode muito bem ceifar esse personagem e sobraria tempo para mostrar o funeral do Thorin, Kili e Fili e deixar metade do cinema fungando…[/QUOTE]

    Como se precisassem procurar por sobra de tempo né… Se tem alguma série no universo onde não havia desculpa de cortar qualquer coisa, foi essa aí. 😆

  2. Fiquei muito decepcionado com o filme. Acho que aquele amor entre anão e elfo foi totalmente desnecessário, sem falar da presença de Legolas.

    Fiz um artigo sobre o filme para quem desejar ler!

    http://www.rpgamesbrasil.com.br/2014/12/a-batalha-dos-cinco-exercitos.html

    Druida-filid

    RPGames Brasil

    http://www.rpgamesbrasil.com.br

    [DOUBLEPOST=1420765550,1420765438][/DOUBLEPOST][QUOTE="Amelia Strange, post: 2679288, member: 76644"]tem uma explicação bem simples para isso e é chamada ''Lei de Murphy''[/QUOTE]

    A presença constante desse personagem, para mim, foi uma tentativa desastrosa de fazer um humor bonachão e ridículo.

    Druida-filid

    RPGames Brasil

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  3. [QUOTE="Clara, post: 2679259, member: 35982"]- A pior coisa do filme todo: o personagem Alfrid. Acredito que o ator seja um amigão do Peter Jackson, só isso pra explicar tanto espaço pra um personagem tão chato, sem graça e que não acrescenta nada à história (a ainda por cima o fdp nem morre!);

    – O Beorn mal aparecendo, assim como as águias. Peter J. podia ter usado neles os preciosos segundos que usou mostrando o imbecil do Alfrid, mas né? =/[/QUOTE]

    tem uma explicação bem simples para isso e é chamada ''Lei de Murphy''

  4. [QUOTE="Clara, post: 2679259, member: 35982"]- A pior coisa do filme todo: o personagem Alfrid. Acredito que o ator seja um amigão do Peter Jackson, só isso pra explicar tanto espaço pra um personagem tão chato, sem graça e que não acrescenta nada à história (a ainda por cima o fdp nem morre!);

    – O Beorn mal aparecendo, assim como as águias. Peter J. podia ter usado neles os preciosos segundos que usou mostrando o imbecil do Alfrid, mas né? =/[/QUOTE]

    Sabendo que o PJ pode muito bem ceifar esse personagem e sobraria tempo para mostrar o funeral do Thorin, Kili e Fili e deixar metade do cinema fungando…

  5. Já que é o último filme sobre a Terra Média e demorei tanto pra ir assistir, resolvi fazê-lo em grande estilo e fui, pela primeira vez, num cinema Imax.

    Gente, que maravilha que é aquilo! parece que estamos dentro do filme! Mesmo!

    .

    Enfim, falado do filme, no geral eu gostei bastante, resumindo:


    O que achei bacana:

    – O Bard em todas a cenas em que ele aparece (inclusive quando ele acerta o Smaug);

    – Smaug (a ponto de ter ficado triste quando ele morre);

    – As cenas de batalhas, muito boas, principalmente por mostrar o estrago que guerras e ataques de dragões fazem nas cidades e, principalmente, nas pessoas;

    – Dáin Pé de Ferro: maravilhoso! (embora eu acredite que um anão como aquele não ia gostar desse adjetivo);

    – As montarias do anões: porcos e carneiros, mas principalmente os carneiros. Quando o Thorin monta um deles e sai disparado pelo meio dos orcs, eles, os carneiros, pareceram a montaria perfeita pra um anão;

    – A última luta entre Thorin e Azog (que beleza de cenário e aquele final!);

    – As flechas do Legolas acabarem;

    – Morte de Fili, Kili e Thorin e a despedida do Bilbo (não foram "bacanas" mas foram triste pra cacete);

    – Bilbo ter sido interpretado pelo Martin Freeman :amor:

    – O final amarrado com o início de "A Sociedade do Anel";

    – Eu ter conseguido reparar no Gloin usando o mesmo capacete que o filho, Gimli, aparece usando em "O Senhor dos Anéis", como saiu no twitter do TORN:

    [SPOILER="Gloin"][ATTACH=full]60558[/ATTACH] [/SPOILER]

    Coisas não tão bacanas (ou simplesmente horríveis):

    – Alguns diálogos, em particular o do Kili com a Tauriel (como mencionado pelo Imrahil) embora não tenha, como a maioria aqui, achado ruim o romance dos dois;

    – O super-Legolas (mas achei bacana ele ter atirado a espada naquele orc que atacava o Thorin :dente: )

    – Ninguém ter chorado pelo Fili, tadinho, caiu lá feito um saco de batatas furado e ninguém foi abraçá-lo ou chorar em cima dele! :osigh:

    – As mudanças de humor e personalidade do Thorin e do Thranduil;

    – A pior coisa do filme todo: o personagem Alfrid. Acredito que o ator seja um amigão do Peter Jackson, só isso pra explicar tanto espaço pra um personagem tão chato, sem graça e que não acrescenta nada à história (a ainda por cima o fdp nem morre!);

    – O Beorn mal aparecendo, assim como as águias. Peter J. podia ter usado neles os preciosos segundos que usou mostrando o imbecil do Alfrid, mas né?  =/

    – Coisas que ficaram sem explicação ou final: o destino de Tauriel, o reino de Erebor, a pedra Arken, o famigerado colar da falecida do Thranduil.

  6. Bem vamos lá.

    Concordo muito com o que foi escrito, eu acho que a parte da elfa com o anão foi a que mais me decepcionou (por mais que as vezes eu acho que exagero um pouco nessa decepção)..

    Mãs o negócio é o seguinte, infelizmente vivemos numa indústria do cinema que ás vezes restabelecem algumas "regras" e jargões que os envolvidos no filme não podem escapar…Entre outros motivos..

    Para mim, o terceiro filme causou mais notalgia do que gostar do filme de fato. Falo isso pois acreditem, meu livro favorito é o Hobbit. Era óbvio que o terceiro iria ser até mais curto e talvez com algumas encheções de linguiça, mas não foram de todo o mal… muito pelo contrário.

    Tem momentos bem sutis que o Peter Jackson faz algumas menções ao Senhor dos Aneis e a história, e outros quando ficam muito evidentes (o lance do Aragorn me arrepiou) … O final então, foi o ápice da minha nostalgia.

    Vi todos os filmes no cinema e nas suas respectivas estreias.. Graças a minha mãe que me apresentou o SDA quando eu tinha somente 8 anos, a qual sou eternamente grata.

    Falhas a parte, foi um último adeus, bonito e sincero, com erros toscos e outros nem tanto.. Mas no final.. Realmente foi o último adeus (por hora) e isso realmente me emocionou muito….mais do que eu esperava.

    Só uma coisa que eu achei que deveriam ter explicado: Como fica Erebor depois (sei que é meio óbvio mas várias pessoas que não viram o filme ficaram se perguntando) e também por onde foi parar a Pedra Arken… Achei que isso ficou no ar.

  7. "O leitor mais crítico de todos, eu mesmo, agora encontra muitos defeitos, menores e maiores, mas, felizmente, não tendo a obrigação de criticar o livro ou escrevê-lo novamente, passará sobre eles em silêncio, com a exceção de um defeito que foi notado por alguns: o livro é curto demais." J. R. R. Tolkien – O Senhor dos Anéis

    Assim, nada tenho a acrescentar, para mais ou para menos, ao trabalho do Peter Jackson.

    Ontem, em uma sessão HFR 3D, logo nos primeiros minutos, o recinto tremeu como se uma grande montanha roncasse no horizonte.

    Era Smaug.

    As lágrimas e as gargalhadas que se seguiram, repetidas vezes, foram intensas.

    Bilbo é fantástico e penso que o mundo não seria o mesmo sem a presença de Gandalf.

    Ao final, fiquei petrificado na cadeira com The Last Goodbye.

    Eu estive lá uma última vez e sinto muito por isso.

    Muito obrigado, PJ!

    Obs: Preciso revisar a matéria de Direito Processual Penal pra prova da Polícia Federal, mas estou aqui sentado, escutando essa música no volume mais alto do meu note enquanto os colegas do escritório correm de um lado pro outro…

    Billy Boyd – The Last Goodbye

    I saw the light fade from the sky

    On the wind I heard a sigh

    As the snowflakes cover my fallen brothers

    I will say this last goodbye

    Night is now falling

    So ends this day

    The road is now calling

    And I must away

    Over hill and under tree

    Through lands where never light has shone

    By silver streams that run down to the sea

    Under cloud, beneath the stars

    Over snow one winter's morn

    I turn at last to paths that lead home

    And though where the road then takes me

    I cannot tell

    We came all this way

    But now comes the day

    To bid you farewell

    Many places I have been

    Many sorrows I have seen

    But I don't regret

    Nor will I forget

    All who took the road with me

    Night is now falling

    So ends this day

    The road is now calling

    And I must away

    Over hill and under tree

    Through lands where never light has shone

    By silver streams that run down to the sea

    To these memories I will hold

    With your blessing I will go

    To turn at last to paths that lead home

    And though where the road then takes me

    I cannot tell

    We came all this way

    But now comes the day

    To bid you farewell

    I bid you all a very fond farewell

  8. Eu não tenho mais a prolixidade de antigamente, mas eu tenho a mesma vontade de comentar uma Bíblia a respeito….

    Quem me conhece sabe que não sou purista e acho que o peso das mudanças em O Hobbit é bem menor do que em SDA. Digo de cara que A Batalha dos Cinco Exércitos foi o melhor da trilogia, por muito pouco, pq eu curti bastante o primeiro filme, o desenvolvimento das cenas em Bolsão, o jogo de Adivinhas…estes dois momentos são os meus preferidos no livro!

    "Lá e De Volta Outra Vez" :assobio: teve grandes momentos, e outros meio que "ãh?" (Beorn…oi, tudo bem?  Não seja timido, apareça mais! Dá um sorriso pra câmera, conta uma piada e tals!).

    Começando pelo começo…a morte de Smaug. Verossímil, pq embora o livro tenha feito o Bard matá-lo com a flecha, isso TALVEZ no filme não convencesse, em termos práticos. Smaug torrando Esgaroth achei ótimo, realmente deu a sensação de destruição e a gente viu o povo da Cidade do Lago na plena desgraça! Aliás, isso é algo que tem que ser enaltecido quando a gente analisa o trabalho de PJ! O foco não é mostar a violência, a espada cortando a carne, o sangue jorrando, os miolos estourando (como em Coração Valente, por exemplo). O poder da obra de Tolkien no que tange às cenas de guerra está na retratação de valores, aliás, da clara separação entre trevas e luz, bem e mal. Algo clássico, mas sempre atemporal. E PJ fez isso, manteve o "espírito" da obra de Tolkien!

    E Galadriel no modo Badass, arrepiou! Graças a Cate Blanchett. Alguém poderia imaginar outra atriz no lugar dela para interpretar Galadriel?   Mas não curti muito a lutinha do Elrond e Saruman contra os Nazgûl.

    A morte de Fili, Kili e Thorin. Foram momentos tensos e tristes. Todo o resto do filme não teve nem 10% da carga dramática da morte dos anões, especialmente Fili, por ter sido o primeiro a ir pro saco, e ter sido morto da forma que foi, ainda jogado lá do alto. Kili foi tenso tbm, mas achei desnecessário enfatizar a Tauriel chorando. Deveria fazer um corte rápido e mostrá-la indo pra cima do Bolg. Mas PJ sempre usou esse recurso da câmera lenta nesse tipo de dramatização. A morte de Thorin, triste demais…e quando a coisa é triste demais, não há mais nada o que ser dito ou feito, apenas as lágrimas que devem cumprir o seu papel.

    As águias….bom, são águias, elas voam. Brincadeira Gwaihir, não fica triste! Sou corinthiano, se isto lhe servir como consolo! :callas:

    A batalha em si, o confronto, o choque literal dos exércitos no campo de batalha foi muito bom, mas ainda bem que PJ não quis deixar a coisa mais fantástica e grandiosa que a Batalha nos Campos de Pelennor. A duração foi mais ou menos igual. Mas, como sempre, a homenagem à trilogia SDA aparece de maneira gritante quando os orcs montados em trolls arremessam os pedregulhos ou quando o Troll Olímpico  vai dar a cabeçada pra quebrar a muralha (lembram do Zé Olimpico de As Duas Torres que explode a Muralha ao se jogar com a tocha em cima dos explosivos de Saruman?

    Quanto ao Dáin, até que gostei do modo badass com que chegou na Batalha, mas queria ele com um semblante um pouco mais sério, do tipo de quem fala tudo sem dizer nada. Mas o personagem foi bem caracterizado, embora com um vocabulário não tanto adequado. Mas o ator convenceu bastante, teve uma presença bem forte!

    E o final….PJ fazendo a ligação entre O Hobbit e SDA, com o Thranduil "aconselhando" Legolas a procurar os Dúnedain, mais precisamente um desconhecido de nome "Passolargo". Mas o Legolas se despedindo do pai, com aquele "gesto" do tipo "errrrr, tchau pai…..:gotinha:"

    Mas aí chegamos ao final, quando vemos Bilbo na velhice, exatamente como no início de A Sociedade do Anel, indo atender Gandalf! Muito, muito tocante tudo aquilo de novo, e veio à tona todo aquele sentimento maravilhoso da trilogia SDA, como se O Hobbit fosse a preparação para o que viria depois. Na verdade o livro é assim! E como SDA é algo bem mais profundo e com ares sério, gostei do modo como PJ dirigiu o último filme, focando no que tinha que focar (morte dos anões, Galadriel, a Batalha em si…). Mas PJ parece que em casos como o do Beorn paraquedista ou do Istari maconheiro meio que chuta o pau da barraca, sei lá…

    :doido:…nesse filme nem foram coadjuvantes, mas mero figurantes! Qual a necessidade disso?

    [ATTACH=full]59827[/ATTACH]

    Mas, garanto que a versão estendida poderá mostrar mais do Beorn,  ou não….:loser:

    Ainda mantenho a ideia de que O Hobbit só poderia ter sido filmado por PJ mesmo! Nenhum outro diretor conseguiria fazer melhor! PJ tem vicios, defeitos,  como todo diretor. Mas ele imprimiu a sua marca e acho que a sua dedicação de mais de 20 anos desde quando começou a se envolver com as adaptações de SDA, são inequívocas! Ele trabalhou seriamente e acho que fez uma trilogia  belíssima pelos pequenos grandes acertos!

  9. Imrahil, de fato essas coisas tem um apelo mais pessoal. Levando para o lado da fidelidade ao cânone, ele realmente não se parece com o Dáin que conhecemos nos livros. Seria ótimo poder ver ele caracterizado dessa forma, mas depois dessa insistência gigante em apresentar todo elfo de forma exageradamente arrogante – com exceção do Elrond -, imaginei que apelariam a um anão mais "selvagem" e até boca-suja, como você bem disse, haha. Há um maniqueísmo muito presente nessa nova trilogia. Uma pena.

    Mas que bom poder debater esses aspectos de forma respeitosa, isto torna o fórum um lugar pra todo e qualquer tipo de fã do universo tolkeriano.

  10. Realmente algumas vezes a lei da gravidade não é levada em conta, PORÉM, Peter fez um bom trabalho, prefiro não dar spoiler pra ninguém, mas acho que algumas coisas e personagens mereciam mais espaço, principalmente no fim, como é o caso de até ter ignorado a aparição triunfante de Beorn descrita no livro. Enfim, só pra citar uma coisa que senti falta. Na sua totalidade, o filme foi até que "fiel" ao livro, com alguns acréscimos necessários e adaptações cinematográficas.

  11. [QUOTE="Imrahil, post: 2675075, member: 507"]Pois é, Gustavo, isso é meio questão de gosto, mas confesso que me cansa essa mania do cinema épico atual de transformar todo personagem em "badass".[/QUOTE]

    Acho que vontade dos cineastas deixarem cada personagem mais valente que o anterior que leva a isso. Efeito cumulativo, etc.

  12. Pois é, Gustavo, isso é meio questão de gosto, mas confesso que me cansa essa mania do cinema épico atual de transformar todo personagem em "badass". O "ruivo" foi só meu jeito de dizer que a figura do Dáin ficou, pra mim, uma figura espalhafatosa, e não nobre. Nesse ponto a comparação com o livro é inevitável: o Dáin do livro é sombrio, sério, nobre, e não um boca-suja. Mas questão de gosto, mesmo.

  13. Acabei de assistir ao filme. Ainda estou extasiado o suficiente pra não conseguir escrever uma crítica decente no momento, embora posso afirmar que, dessa nova trilogia, o terceiro se sobressai. Bom, concordo com alguns pontos elencados pela crítica feita no início do post, mas tenho que discordar ferrenhamente do seguinte aspecto:

    "[…] Dáin Pé-de-Ferro, ruivo, montado num javali (!?), é uma figura que não inspira nem um pouco de respeito."

    Particularmente, o Dáin Pé-de-Ferro é uma das melhores coisas do terceiro filme. Do momento em que ele surge como a salvação da Cia dos anões até sua presença na batalha "cabeceando" orcs, serviu pra mostrar que ele cumpriu a meta do seu papel para o desenvolvimento do filme e como personagem de respeito. Não entendi o porquê do "ruivo" ser um motivo que o enfraquece enquanto figura imponente. Talvez seja uma ironia que não compreendi. No que concerne ao javali, naquele momento sensacional em que, montado a uma criatura selvagem, ofende o Rei-elfo na frente de todo o seu exército de elfos e ainda o ameaça, foi mais do que uma prova de que ele é um anão merecedor de comandar um exército. Não só pela ofensa, claro, o Dáin ficou "badass" como um todo.

    Nesse momento, todos do cinema vibraram com a figura do Dáin montado a um javali selvagem. Bom, claro que isso parte de um caráter idiossincrático, mas pra mim foi uma das melhores cenas da batalha.

  14. Meu plano é escolher para assistir num horário menos conturbado. Provavelmente decidirei por uma quarta feira em horário comercial pra não me espremer com tanta gente no Shopping. Em fim de semana lota por causa das famílias e mais o pessoal que vai re-assistir. Além disso meio de semana é mais barato XD.

    Já que estou sem tanta pressa, se eu não conseguir esperarei o DVD na versão simples (sem muita curiosidade pra ver a extendida, vai depender de como for o filme).

  15. [QUOTE="Imrahil, post: 2673982, member: 507"]Imrahil enviou um novo Artigo

    MIL SPOILERS! Assistimos e resenhamos "A Batalha dos Cinco Exércitos"!!!

    [ATTACH=full]59617[/ATTACH]

    Continue lendo o Artigo original[/QUOTE]

    Bom dia !! Assisti o filme ontem na pré-estreia da Warner no shopping Eldorado, inclusive quem for lá vai encontrar o trono de Erebor !! Sabendo diferenciar  que *o filme é o filme, e o livro é o livro*, fiquei muito satisfeito e emocionado com o último filme da Terra Média nos cinemas(só de pensar nisso da um nó na garganta !). Muitos(talvez os mesmos) vão criticar isso ou aquilo para variar, mas a essência da historia está lá sim ! Modificações foram feitas, mas também, estamos em 2014 e a primeira edição de O HOBBIT foi feita em 1937, sendo assim, não tem como não haver alterações…fato inclusive que conforta meu coração ! Diferentemente desta resenha(inclusive a respeito) negativa, prefiro exaltar o lado bom da coisa toda. Agradeço poder ver nos cinemas o mundo que mais gosto, e olha que já tenho 35 anos. Agradeço por mostrar ao meu filho que vem ai, tudo que possuo deste vasto universo, INCLUSIVE, os filmes. Enfim não quero me alongar mais…..mas pessoal….VÃO SIM VER O FILME ! Vale MUITO a pena. Sexta feira agora as 21:20 estarei lá novamente visitando a minha, nossa Terra Média.

  16. Boa resenha Cisne!

    Eu gostei de coisas que você odiou e vice-versa, mas acho que no geral nossa opinião foi bem semelhante.

    1º filme muito bom, 2º e 3º bem longe do que poderia ter sido.

    Pra quem curte ler resenhas e está curioso pra saber outras opiniões dos nerds tolkenianos:

    Resenha/Desabafo dos Hobbits

    Ah, contém spoilers!

  17. Interessante, mas vc deletou somente as cenas novas e estendidas, ou somente as "sem noção"? Se foi somente essa última, a debaixo não deveria ficar?

    [QUOTE="Grimnir, post: 2674448, member: 66474"]- Deletei Bombur caindo na água da floresta e o cervo branco[/QUOTE]

    [DOUBLEPOST=1418079029,1418078972][/DOUBLEPOST]Interessante, mas vc deletou somente as cenas novas e estendidas, ou somente as "sem noção"? Se foi somente essa última, a debaixo não deveria ficar?

    [QUOTE="Grimnir, post: 2674448, member: 66474"]- Deletei Bombur caindo na água da floresta e o cervo branco[/QUOTE]

  18. [QUOTE="Elendil, post: 2674441, member: 43474"]É, pelo que ando lendo do pessoal que já viu o filme, necas de explicar a questão dos cajados. Mais um resultado das invencionices do PJ e que não deu conta de explicar no corte da versão de cinema e  deixou mais uma vez para explicar numa versão estendida (é por isso que sempre considerei as VEs a versão oficial dos filmes). E certamente terá que explicar isso nesses 30 minutos adicionais que a VE de A Batalha dos 5 Exércitos terá.

    Há 2 anos publicamos uma entrevista com o Sylvester McCoy (Radagast) e ele já falava da questão dos cajados.

    http://www.valinor.com.br/19115

    Pelo que ele fala aí sem dizer muito, está na cara que o cajado dele vai sim para o Gandalf.[/QUOTE]

    Peguei a versão estendida e fiz vários cortes.

    – Mantive a sequencia do Beorn

    – Deletei Bombur caindo na água da floresta e o cervo branco

    – Deletei Legolas zoando Gimli

    – Tirei Kili falando para Tauriel revistar suas calças, mas mantive o outro diálogo dos dois

    – Tirei a cara deformada de Thranduil

    – Tirei Legolas pisando nas cabeças dos anões

    – Tirei uma cena extra do Mestre de Laketown comendo testículos de algum bicho nojento

    – Deletei todas as cenas referentes à separação dos anões em Laketown

    – Deletei todas as cenas referentes aos anões dentro de Erebor

    A sequencia de Smaug ficou assim: Conversa com Bilbo, Bilbo foge, pula para a cena no Salão dos Reis com Smaug destruindo a parede, outra conversa e Smaug saindo de Erebor. Só não deu para tirar a chuva dourada (hu3).

    Resumo: Duração (sem créditos) de 2:20. A versão estendida completa tem 190 minutos.

  19. [QUOTE="Grimnir, post: 2674289, member: 66474"]Ué, então pronto. Não entendi pq vc postou inicialmente que os cajados não eram iguais. O problema é não ter aparecido nenhuma cena sobre isso no filme – teoricamente pode ter algo na versão estendida.[/QUOTE]

    É, pelo que ando lendo do pessoal que já viu o filme, necas de explicar a questão dos cajados. Mais um resultado das invencionices do PJ e que não deu conta de explicar no corte da versão de cinema e  deixou mais uma vez para explicar numa versão estendida (é por isso que sempre considerei as VEs a versão oficial dos filmes). E certamente terá que explicar isso nesses 30 minutos adicionais que a VE de A Batalha dos 5 Exércitos terá.

    Há 2 anos publicamos uma entrevista com o Sylvester McCoy (Radagast) e ele já falava da questão dos cajados.

    [QUOTE]E você até carrega um cajado…

    Se você viu O Senhor dos Anéis, você irá reconhecê-lo. Você vai ter que esperar e ver o que acontecerá nos próximos três anos. Você vai descobrir algo sobre aquele cajado.  Eventualmente é muito importante. É um mistério. Eu não quero dar mais dicas.[/QUOTE]

    http://www.valinor.com.br/19115

    Pelo que ele fala aí sem dizer muito, está na cara que o cajado dele vai sim para o Gandalf.

  20. Qual foi o fim da nossa personagem não-Tolkieana, Tauriel?

    [DOUBLEPOST=1418069520,1418069437][/DOUBLEPOST][QUOTE="Finarfin, post: 2674303, member: 9650"]Postei porque realmente os cajados não são iguais. O que aparece na Sociedade do Anel poderia tanto ser uma versão quebrada do cajado de Radagast como poderia ser um outro totalmente distinto. Só depois, quando editei a mensagem, vi a foto da Batalha dos 5 exército em que, ali sim, não há dúvidas que Gandalf carrega um cajado idêntico ao de Radagast.

    Ao que parece, os próprios produtores do filme estavam confusos sobre isso, e a ideia foi adotada durante a produção e não desde o início.

    Nesta cena o cajado de Gandalf muda de repente, do que ele usa no começo da Sociedade do Anel, todo despontado, para o do Radagast. São cajados nitidamente diferentes. O primeiro poderia sim ser uma versão futura quebrada e desgastada, mas como as duas versões aparecem na mesma cena, parece que a ideia inicial era que Galdalf usasse um cajado próprio, e depois mudaram de ideia, fazendo Radagast passar o seu para Gandalf. E esqueceram de corrigir algumas cenas.

    [MEDIA=youtube]FtJRmnmGP0U[/MEDIA]

    Com essa alteração, que aparentemente não estava no roteiro original, o mínimo que se espera é que alguma explicação seja dada na versão estendida.[/QUOTE]

    Talvez o cajado mudasse de acordo com o humor dele rs

  21. Postei porque realmente os cajados não são iguais. O que aparece na Sociedade do Anel poderia tanto ser uma versão quebrada do cajado de Radagast como poderia ser um outro totalmente distinto. Só depois, quando editei a mensagem, vi a foto da Batalha dos 5 exército em que, ali sim, não há dúvidas que Gandalf carrega um cajado idêntico ao de Radagast.

    Ao que parece, os próprios produtores do filme estavam confusos sobre isso, e a ideia foi adotada durante a produção e não desde o início.

    Nesta cena o cajado de Gandalf muda de repente, do que ele usa no começo da Sociedade do Anel, todo despontado, para o do Radagast. São cajados nitidamente diferentes. O primeiro poderia sim ser uma versão futura quebrada e desgastada, mas como as duas versões aparecem na mesma cena, parece que a ideia inicial era que Galdalf usasse um cajado próprio, e depois mudaram de ideia, fazendo Radagast passar o seu para Gandalf. E esqueceram de corrigir algumas cenas.

    [MEDIA=youtube]FtJRmnmGP0U[/MEDIA]

    Com essa alteração, que aparentemente não estava no roteiro original, o mínimo que se espera é que alguma explicação seja dada na versão estendida.

  22. Ué, então pronto. Não entendi pq vc postou inicialmente que os cajados não eram iguais. O problema é não ter aparecido nenhuma cena sobre isso no filme – teoricamente pode ter algo na versão estendida.

  23. Na verdade eles tão bem diferentes. O que o Gandalf usa na Sociedade do Anel, até o confronto com o Saruman, não tem nenhuma daquelas pontas. Pra isso, tem 3 hipóteses:

    1 – Pode-se dizer que é o mesmo cajado, mas que foi desgastado e as pontas quebraram com o tempo.

    2 – O cajado foi sim desgastado, mas seu formato original era outro, diferente daquele do Radagast.

    3 – O Cajado continua intacto e sempre foi assim, sem nenhuma ponta.

    Pra saber qual das 3 opções é a verdadeira, só vendo qual cajado Gandalf usará na Batalha dos 5 exércitos.

    O curioso é que o cajado que o Gandalf usa após o confronto com Saruman até a luta com o Balrog é muito mais parecido com aquele do Radagast, mas esse cajado não é o mesmo que ele começa a Sociedade, visto que ele o perde para Saruman.

    EDITADO: Bom, uma pesquisa rápida no Google Imagens não deixa dúvidas. O Cajado usado por Gandalf na Batalha dos 5 exércitos é exatamente o mesmo que o Radagast usa. O que nos leva à primeira hipótese.

    [SPOILER="Imagem"][ATTACH=full]59710[/ATTACH] http://www.thelandofshadow.com/wp-content/uploads/2014/08/RadagastStaffGandalf1.jpg[/SPOILER]

  24. [QUOTE="Finarfin, post: 2674285, member: 9650"]Os cajados não são iguais não. Só parecidos.[/QUOTE]

    Tão parecidos que parece que foi feito de propósito. Há infinitos designs de cajados e o cara faz o cajado do Radagast idêntico ao cajado de Gandalf em OSdA…

  25. Gente, eu confesso que a última coisa que eu estava prestando atenção era o cajado, sinceramente… Mas Radagast aparece depois que Gandalf já está há um tempão lutando na Batalha dos Cinco Exércitos com um cajado. Radagast aparece com as águias, como eu disse. Só não sei dizer se nesse momento Radagast tem cajado ou não. Abraço!

  26. [QUOTE="dermeister, post: 2674154, member: 113"]Um efeito do segundo filme e de todas as coisas já divulgadas deste é acabou qualquer grande expectativa que eu teria — o que é bom porque daqui a três dias eu não verei uma adaptação do Hobbit, mas um filme "levemente inspirado" na obra, quase uma tabula rasa, com menos chance de eu me decepcionar.

    E estou só esperando o fan-edit que vai sair colocando tudo no prumo novamente.[/QUOTE]

    Fiz uns cortes em A Desolação de Smaug ontem e, apesar de todo o amadorismo, realmente achei que deu uma melhorada. Tipo cortar TODA a sequência dos anões em Erebor. Depois que Bilbo fica invisível e foge de Smaug, é possível cortar para a sequência no Salão dos Rei, quando Smaug aparece explodindo a parede. Depois é só cortar de novo antes de Thórin chamar Smaug (cena da estátua de ouro) e pular para Smaug saindo de Erebor. Para ficar bem feito mesmo, só faltava remover o dourado dele ao sair da montanha.

    Deve ter uns fanedits profissionais muito bons.

  27. Só mais um tira-dúvida se não for incomodar: Gandalf aparece com o cajado depois de Radagast sai de cena, ou Gandalf aparece com o cajado antes da última cena de Radagast?(se for o primeiro, casse certeza que vai ter cena extendida, se não for… Jackson enganou todo mundo =/)

  28. [QUOTE="Elessar Hyarmen, post: 2674145, member: 30362"]Ou seja, tudo indica que esse terceiro filme é uma bosta[/QUOTE]

    Um efeito do segundo filme e de todas as coisas já divulgadas deste é acabou qualquer grande expectativa que eu teria — o que é bom porque daqui a três dias eu não verei uma adaptação do Hobbit, mas um filme "levemente inspirado" na obra, quase uma tabula rasa, com menos chance de eu me decepcionar.

    E estou só esperando o fan-edit que vai sair colocando tudo no prumo novamente.

  29. 😆 😆 😆

    Essa história do cajado gerou polêmica desde antes o lançamento do primeiro filme e no final das contas PJ cagou para o assunto. Não é possível que não tenha nenhuma cena estendida sobre isso!

  30. Oi Alexsander.

    Tauriel não morre; Radagast aparece em alguns momentos; não pega o barco; ninguém explica de quem é o cajado do Gandalf; quem mata Azog é o Thorin mesmo; subentende-se que Sauron foge pra Mordor, mas não se mostra isso diretamente; não há referências diretas a outros livros, só ao que vai acontecer no SdA.

    Abraço,

  31. Vamos as perguntas:

    Tauriel morre?

    Radagast aparece? Ele pega o barco nesse filme?

    Que quem é o cajado novo de Gandalf?

    Dain mata Azog?

    É mostrado Sauron fugindo para Mordor?

    E a maior:

    Há referência dos outros livros? Ou princípios de referência para ter na versão estendida?

  32. [QUOTE="Imrahil, post: 2674054, member: 507"]Hahahaha aí é querer demais também, Elring 😉 Vai num cinema 2D, que tal? 😉 Grimnir, realmente não sei o que você quer dizer com o cajado do Castanho…[/QUOTE]

    É que tem uma treta de que o cajado de Gandalf em OSdA seria o cajado de Radagast em OH.

    [spoiler]A hipótese mais plausível é que depois de ajudar no resgate de Gandalf, Radagast daria seu cajado para Gandalf e desistiria da sua missão de Istari. Só que como ninguém comentou nada nos reviews, acho que ou ignoraram Radagast ou então isso virou uma cena estendida.[/spoiler]

  33. [QUOTE="Elring, post: 2674051, member: 18168"]Não sabe se tem uma versão resumida do filme, Imrahil?[/QUOTE]

    [SPOILER]Smaug morre, Thorin morre, Fili e Kili morrem. Um monte de Orc morre também. Gandalf, Elrond, Galadriel e Saruman não morrem. Sauron escapa.[/SPOILER]

    Basicamente isso :g:

  34. Como sei que os spoilers vão chegar até mim antes do filme, já li hehehe

    Depois das escorregadas do segundo filme, tinha esperanças que nesse fosse melhor. Talvez sem tantas mudanças com o que estão nos livros (mesmo elas sendo acontecendo para a adaptação). De tudo, queria mais cenas do Beorn.

  35. Boa parte das coisas que você citou para o segundo filme estão contempladas na versão estendida. Mas ainda assim ele tem falhas bem grandes. Todo o retrato da Cidade do Lago é, na minha opinião, uma bola fora.

  36. [QUOTE="Imrahil, post: 2673998, member: 507"]Eu sinceramente acho que o primeiro filme é bastante bom do jeito que está, e o segundo teve muitas escorregadas, sendo esse o mesmo caso do terceiro. Palavrões: desculpa, é efeito de forte emoção :P[/QUOTE]

    O primeiro filme tem algumas cenas extras interessantes, mas eu gosto bastante dele do jeito que está. Já o segundo, como já foi bastante discutido aqui no fórum, é o caso de reformulação total – a cena extra de Thráin fez muita falta, por exemplo. A apresentação dos anões a Beorn também seria uma boa adição, não pelo roteiro, mas pela fidelidade do livro e ao personagem. Beorn não é tão simpático como ficou parecendo. Eu diminuiria também a sequencia dos barris. Infelizmente não teria o que fazer com a cena dos anões dentro de Erebor…

  37. Eu sinceramente acho que o primeiro filme é bastante bom do jeito que está, e o segundo teve muitas escorregadas, sendo esse o mesmo caso do terceiro. Palavrões: desculpa, é efeito de forte emoção 😛

  38. A impressão dos dois primeiros filmes é que poderia ser muito melhorados com cortes e adições de cenas existentes. Esse parece ser menos o caso desse terceiro filme.

    [spoiler]Exceto por Dáin, Beorn e Radagast, que parecem ter tido mini-participações no filme.[/spoiler]

    Não entendi tb o pq de tantas palavras chulas… 😆

  39. Que dizer? Seus fatores 1 a 4 retratam exatamente minha opinião sobre esse filme. Confesso que fui assistir a ele por três motivos:

    1. Porque recebi um convite da Warner, que gentilmente mo enviou por eu ter colaborado nas legendas e nos Guias Ilustrados da “trilogia” (aspas propositais);
    2. Porque assim posso dizer que vi todos os seis filmes Jackson-Tolkienianos;
    3. Para melhor poder malhar o que eu já sabia que seria uma decepção para mim.

    Não se enganem, faço questão de ter DVDs dos seis filmes. É uma coisa de colecionador, assim como ter diversas edições do SdA e do H em português, tanto brasileiro quanto luso, até a da Artenova! E o filme do Bakshi.

    Enfim, parece que acabou. Quem sabe o Silmarillion como minissérie? Não, acho que não. De volta à biblioteca!

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