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Doriath

Doriath foi um grande reino dos Elfos Sindarin de Beleriand governado pelo Rei Thingol. Sua esposa, Melian, criou uma barreira de proteção chamado o "Cinturão de Melian", que manteve Doriath a salvo das invasões das forças de Morgoth. A ruina de Doriath foi trazida pela Silmaril que Thingol fez Beren roubar de Morgoth em troca da mão de sua filha, Lúthien. Thingol foi morto por Anões que cobiçaram a Silmaril e Doriath foi devastada pelos filhos de Fëanor que buscavam recuperar a jóia feita por seu pai.
 

GEOGRAFIA

Doriath se localizava perto do centro de Beleriand, entre os Rios Sirion e Aros. Era uma vasta floresta, e no meio dela estava Menegroth, as Mil Cavernas. Doriath foi envolta pelo Cinturão de Melian, uma barreira invisível que repelia intrusos ao torná-los perdidos e confusos.

O Rio Sirion seguia a longo da fronteira oeste de Doriath e o Rio Aros se curvava em torno das fronteiras leste e sul para se juntar ao Sirion. Doriath ficava quase totalmente na Beleriand Oriental, a leste do Sirion, sendo que a única parte do reino a oeste do Sirion era uma pequena floresta de carvalhos chamada Nivrim, o Marco Oeste. Apesar desse fato, Nivrim também estava sob a proteção do Cinturão de Melian.

Ao sul de Nivrim, o Sirion formava os Alagados do Crepúsculo, onde se juntava ao Aros e, na margem leste, onde os Elfos tinham uma forja. A Floresta de Brethil ficava a norte de Nivrim, do outro lado do Rio Teiglin. Thingol originalmente declarou Brethil como parte de Doriath, embora não estivesse dentro do Cinturão de Melian. Anos depois, Thingol permitiu aos Homens da Casa de Haleth a se estabelecerem lá. A terra desolada de Dimbar ficava entre Brethil e Mindeb, um afluente do Sirion que corria perto da fronteira noroeste de Doriath.

No leste, entre o Aros e o Celon, havia um pedaço de floresta chamado Arthórien ou Radhrim, o Marco Leste. O Marco Leste era parte de Doriath e, assim como o Marco Oeste, estava dentro do Cinturão de Melian. Ao norte ficava a planície de Himlad, que não fazia parte do reino de Doriath. A pequena floresta escura chamada Nan Elmoth, na margem leste do Celon, também não havia sido incluída nos domínios de Thingol. A sul de Nan Elmoth estavam as terras de Estolad. Ao norte de Doriath estava Nan Dungortheb, um vale aos pés das Ered Gorgoroth que faziam fronteira com Dorthonion. Nan Dungortheb se tornou um local perigoso habitados pelos descendentes de Ungoliant. A Estrada Leste seguia através do vale ao longo do limite norte de Doriath, cruzando o Aros em Arossiach, os Vaus do Aros, e atravessando o Esgalduin por uma ponte chamada Iant Iaur.

O Esgalduin seguia para o sul a partir de Nan Dungortheb através de Doriath e então se curvava para o oeste até se juntar ao Sirion. Havia uma ponte com guardas sobre o Sirion perto dessa junção com o Esgalduin que levava para Nivrim, o Marco Oeste. As florestas de Doriath eram dividias em duas partes pelo Esgalduin. A Floresta de Region, no sul, era a mais larga e densa das duas. A Floresta de Neldoreth, no norte, era uma floresta composta por faias, onde Barbárvore às vezes passeava durante o outono. A maior faia de Neldoreth era Hirilorn, que ficava bem próxima dos portões de Menegroth.

Menegroth era uma fortaleza subterrânea na cruva do Esgalduin. Foi chamada "as Mil Cavernas" por ter muitos salões e câmaras. Os portões de Menegroth ficavam em uma colina na margem sul do rio e só poderia ser alcançado através de uma ponte. Menegroth era tida como a mais bela morada real na Terra-média.

"As pilastras de Menegroth foram esculpidas para se assemelharem às faias de Oromë, tronco, galho e folha, e eram iluminadas com lantemas de ouro. Os rouxinóis cantavam ali como nos jardins de Lórien; e havia fontes de prata, bacias de mármore e pisos de pedras multicores. Imagens entalhadas de animais e pássaros corriam pelas paredes, subiam pelas pilastras ou espiavam entre os galhos entremeados de miríades de flores. E, com o passar dos anos, Melian e suas servas encheram os salões com tapeçarias nas quais podiam ser lidos os feitos dos Valar, e muitos fatos que haviam acontecido em Arda desde seu início, além de indícios de acontecimentos que ainda estavam por vir."

O Silmarillion: Capítulo X. "Dos sindar"
    

HISTÓRIA

Thingol, originalmente chamado de Elwë Singollo, foi um dos três Senhores Élficos que liderou seu povo na Grande Jornada rumo ao oeste. Eles haviam sido convocados pelos Valar para irem morar nas Terras Imortais. Thingol já havia visitado as Terras Imortais como um embaixador e estava ávido por voltar a ver a luz das Duas Árvores novamente, porém muitos de seu povo, os Teleri, estavam relutantes e eram contra a marcha.

Os Elfos saíram de Cuiviénen por volta de 1105 da Era das Árvores e ao chegaram às Montanhas Nevoentas em 1115 alguns dos Teleri decidiram não continuar a Grande Jornada. Thingol apressou os outros a continuarem em frente e eles cruzaram as Montanhas Azuis na direção de Beleriand em 1128. Os Teleri pararam para descansar na Beleriand Oriental, a oeste do Rio Gelion, enquanto os Noldor, liderados por Finwë, acamparam mais para o oeste, nas Florestas de Neldoreth e Region.

Em 1130, Thingol foi visitar Finwë, porém, no caminho de volta ao atravessar Nan Elmoth, ele avistou Melian, uma Maia das Terras Imortais. Se apaixonaram à primeira vista e caíram em um transe profundo que durou até 1152. Os Teleri procuraram por Thingol mas não descobriram o que houve com ele e Olwë, irmão de Thingol, se tornou o novo líder dos Teleri.

Em 1132, os Noldor e Vanyar foram levados pelo Mar por Ulmo. Os Teleri foram deixados para trás pois desejaram continuar a procurar por Thingol e Ulmo apenas retornou para buscá-los em 1150, quando Olwë liderou a maioria dos Teleri para as Terras Imortais. Entre os Teleri que permaneceram na Terra-média estavam alguns parentes de Thingol e seus amigos mais próximos, que haviam se recusado a partir sem ele, mesmo que desejassem partirem para as Terras Imortais. Houve também o caso de grupos de Teleri que foram persuadidos por Ossë, vassalo de Ulmo, a se estabelecerem nas regiões costeiras. Esses passaram a ser chamados de Elfos das Falas, cujo Senhor era Cirdan.

Quando Thingol acordou, em 1152, ele se mudou com Melian para as Florestas de Neldoreth e Region e sua filha, Lúthien, nasceu na Floresta de Neldoreth por volta do ano 1200. O reino de Thingol primeiro foi chamado de Eglador e muitos de seu povo se reuniram lá, inclusive Elmo, seu irmão mais novo. Elmo teve um filho, Galadhon, e dois netos; Celeborn e Galathil, pai de Nimloth. O domínio de Thingol era centrado em Eglador, mas ele era reconhecido como o líder de todos os Teleri que haviam permanecido em Beleriand. Esses Elfos se tornaram conhecidos como Sindar, ou Elfos Cinzentos, em homenagem a Thingol, cujo nome significa "Manto Cinzento". Seu idioma evoluiu para o Sindarin que se tornou a língua usada com mais frequência entre os Elfos da Terra-média. O Sindari
n falado em Doriath permaneceu como a forma mais pura da linguagem.

Durante essa época, Morgoth ainda era mantido cativo pelos Valar e Beleriand estava em paz. Porém Melian alertou Thingol para se preparar para um tempo quando eles talves tivessem que proteger seu reino e Thingol consultou os Anões de Belegost que haviam feito seu primeiro contato com os Elfos de Beleriand por volta de 1250. A construção da fortaleza subterrânea de Menegroth começou em 1300. Os Anões de Belegost cavaram uma rede de túneis e câmaras e os Elfos contribuiram com suas habilidades para tornar Menegroth um local de beleza estonteante. Em troca de seu trabalho, Melian ensinou aos Anões muitas coisas e Thingol lhes deu pérolas da Ilha de Balar, dentre as quais estava a maior já vista na Terra-média, chamada Nimphelos. Os Anões alertaram Thingol de que as criaturas das antigas terras de Morgoth no Norte haviam começado a vagar pelas terras novamente. Em 1330, criaturas malignas entraram em Beleriand incluindo Orcs, criaturas nunca antes vistas pelos Elfos. Thingol encomendou armas e armaduras dos Anões e os Sindar expulsaram as criaturas de suas terras.

Nos tempos de paz que se seguiram, o reino de Thingol prosperou; seu principal menestrel, Daeron, aperfeiçoou seu sistema de runas, conhecido como Cith. Os Anões adotaram as runas para seu próprio uso e o sistema de Daeron se espalhou pelos outros povos da Terra-média.

Em 1350, um grupo de Teleri, que havia deixado a Grande Jornada, veio para Beleriand liderados por Denethor. Esses eram os Elfos chamados Nandor, que mais tarde viriam a ser conhecidos como os Elfos Verdes. Eles se estabeleceram em Ossiriand e Thingol lhes deu as boas vindas. Morgoth retornou para a Terra-média em 1495, após roubar as Silmarils que Fëanor havia feito, e com ele veio também Ungoliant, uma criatura maligna sob a forma de uma Grande Aranha. Enquanto Morgoth se refugiou mais uma vez no Norte, Ungoliant tentou entrar em Neldoreth, mas foi impedida por Melian.

Ungoliant foi morar nas montanhas na fronteira sul de Dorthonion e, desde então, o lugar passou a ser chamado de Ered Gorgoroth, as Montanhas do Terror. O vale entre as Ered Gorgoroth e Neldoreth passou a ser chamado de Nan Dungortheb, o Vale da Morte Horrenda. As crias de Ungoliant tornaram as viagens pela Estrada Leste uma aventura perigosa, embora os guardiões de Thingol mantivessem vigilância cerrada na ponte de Iant Iaur.

Em 1497, um exército de Orcs invadiu Beleriand através das passagens leste e oeste do reino de Thingol e Elfos e Orcs se enfrentaram na Primeira Batalha. No oeste, Cirdan foi cercado nos Portos de Brithombar e Eglarest. No leste, Thingol derrotou os Orcs com o auxílio de Denethor e dos Elfos de Ossiriand, embora Denethor tenha perecido na batalha.

Alguns do povo de Denethor voltaram para Ossiriand, porém uma boa quantidade se refugiou no reino de Thingol. A maioria deles se assentou am Arthórien, entre os Rios Aros e Celon, dentre eles estava o Elfo chamado Saeros, que foi viver em Menegroth e se tornou um dos conselheiros de Thingol.

Melian usou seu poder para criar o Cinturão de Melian ao redor das Florestas de Neldoreth e Region, e o reino foi renomeado para Doriath. O Cinturão de Melian era uma barreira invisível que podia apenas ser cruzada por aqueles que tivessem a permissão de Thingol e Melian ou por força mais poderosa do que a de Melian. Forasteiros que se aproximassem do Cinturão se tornariam perdidos e confusos e vagariam pelas suas margens.

Quando o Cinturão foi erguido, Eol, o Elfo Negro, deixou Doriath e foi morar nas florestas de Nan Elmoth. No mesmo ano, Fëanor e os Noldor chegaram na Terra-média para recuperarem as Silmarils. Para obterem os navios que os levaram pelo Grande Mar, Fëanor atacou os Teleri de Alqualondë, governados pelo irmão de Thingol, Olwë, num evento no qual muitos Teleri morreram e que ficou conhecido como Fratricídio de Alqualondë. Todavia, não havia navios suficiente para transportar todos os Noldor para a Terra-média ao mesmo tempo, então Fëanor abandonou aqueles que considerou desleais, incluindo seu irmão Fingolfin.

Os Noldor derrotaram as forças de Morgoth na Batalha Sob as Estrelas e os Portos de Brithombar e Eglarest foram libertos de seu cerco. Fëanor foi morto pouco tempo depois em uma tentativa de ataque à Angband. Fingolfin e a Segunda Hoste dos Noldor cruzaram o Gelo Excruciante e chegaram na Terra-média no começo da Primeira Era do Sol. Com a morte de Fëanor, Fingolfin se tornou o Alto Rei dos Noldor na Terra-média.

Thingol nada sabia sobre o Fratricídio, mas não estava muito contente com a chegada dos Noldor pois se considerava o Senhor de Beleriand. Ele manteve Doriath fechada para a maioria dos recém-chegados, apenas permitindo a entrada dos filhos de Finarfin, cuja esposa, Eärwen, era a filha de Olwë. Angrod, filho de Finarfin, visitou Doriath no ano 6 P. E. e Thingol pediu a ele para que dissesse aos Noldor para não se estabelecerem nas terras onde os Sindar habitavam. Thingol também não quis participar do Banquete da Reunião, oferecido por Fingolfin em 20 P. E., mas enviou dois representantes em seu lugar, Daeron e Mablung.

Em 52, Finrod e Galadriel visitaram Doriath. Finrod ficou tão admirado com os Salões de Menegroth que Thingol lhe contou sobre as Cavernas do Narog, onde Finrod, anos mais tarde, estabeleceu o reino de Nargothrond. Galadriel se apaixonou por Celeborn e decidiu permanecer em Doriath. Em 66, Galadriel contou à Melian sobre a busca das Silmarils, mas omitiu o Fratricídio. Melian avisou a Thingol de que as Silmarils trariam a ruina para a Terra-média e que os filhos de Fëanor não eram confiáveis, todavia Thingol os achava úteis como provaveis aliados contra Morgoth.

Entretanto, em 67, Thingol descobriu sobre o Fratricídio através de Cirdan e se enfureceu, chegando a decretar que apenas o Sindarin seria falado em Doriath e que o Quenya, a linguagem dos Noldor, jamais deveria ser pronunciada por qualquer um dos Sindar. Esse decreto fez com que, anos mais tarde, o Sindarin se tornasse a linguagem dos Noldor da Terra-média.

Em 310, os Homens cruzaram pela primeira vez as Montanhas Azuis em direção à Beleriand. Alguns deles se estabeleceram em Estolad, perto da fronteira leste de Doriath. Thingol avisou a Finrod, o primeiro dos Primogênitos a encontrarem e travar amizade com os forasteiros, que ele não permitiria que nenhum Homem entrasse em Doriath. Melian, entretanto, previu que um dia um Homem da Casa de Bëor iria para Doriath e o poder do Cinturão não o impediria.

Aredhel, irmã do Rei Turgon de Gondolin, tentou entrar em Doriath para visitar os filhos de Fëanor em 316, porém os guardiões não a deixaram passar pela terra de Thingolo por não ser da casa de Finarfin e por ser amiga dos filhos de Fëanor. Aredhel fez a jornada de volta para sua casa mas se perdeu de seus guardas no meio do caminho e acabou vagando pela floresta até chegar em Nan Elmoth, onde foi tomada como esposa por Eol com quem teve um filho chamado Maeglin. Aredhel finalmente conseguiu fugir de volta para Gondolin com Maeglin mas Eol a seguiu e ambos, Aredhel e Eol foram mortos.

Em 390, um grupo de Homens liderados por Haleth passaram através e Nan Dungorthe
b e se estabeleceu na Floresta de Brethil. Thingol considerava Brethil como parte de seu reino mesmo que não estivesse dentro do Cinturão de Melian e não queria Homens morando lá, mas foi persuadido por Finrod a mudar de idéia. Haleth e seu povo receberam a responsabilidade de guardar as Travessias do Teiglin e evitar que os Orcs entrassem em Brethil.

Morgoth, em 455, invadiu Beleriand e travou a Batlha da Chama Repentina, na qual Glaurung, o Pai dos Dragões, liderou um exército de Orcs através da Passagem de Maglor e para dentro da Beleriand Oriental. O exército foi finalmente parado por Thingol perto das fronteiras de Doriath, porém a batalha foi uma grande vitória para Morgoth e os Orcs continuaram a vaguear pelas terras. Um número de Elfos Sindarin das partes norte de Beleriand se refugiou em Doriath. Orcs desceram pelo Passo do Sirion em 458 e se aproximaram da Floresta de Brethil e Beleg e os Guardiões de Dortiath juntaram forças com Halmir e os Homens da Floresta de Brethil para emboscar e derrotar os Orcs.

No começo de 464, um Homem chamado Beren, membro da Casa de Bëor, saiu de Dorthonion e entrou em Doriath, pois era seu destino passar despercebido pelo Cinturão de Melian, como a própria Maia havia previsto anos antes. Ele vagueou pela floresta e, durante o verão, avistou Lúthien dançando e se apaixonou por ela. Beren finalmente se aproximou de Lúthien na primavera de 465 e ela também se apaixonou por ele. Continuaram a se encontrar até o verão em que foram traídos por Daeron, que também amava Lúthien, e Beren foi levado à presença de Thingol en Menegroth.

Embora Beren portasse o Anel de Barahir, dado a seu pai por Finrod, Thingol lhe disse que os feitos de sua raça não eram o suficiente para que tivesse a mão de sua filha. Para lhe dar o que queria, Thingol exigiu que Beren roubasse uma Silmaril da Coroa de Ferro de Morgoth, na certeza de que ele falharia em tal missão. Ao fazer essa exigência, Thingol deu início à uma cadeia de eventos que resultou na completa destruição de Doriath.

Beren embarcou nessa busca com o auxílio de Finrod, mas foram capturados por Sauron na Ilha dos Lobisomens. Lúthien acabou descobrindo sobre busca de Beren e quis sair para o ajudar, mas novamente foi traída por Daeron e acabou aprisionada por Thingol em uma casa nos galhos da faia mais alta da floresta, chamada Hirilorn. Porém, por mais alta e vigiada que fosse sua prisão, ela conseguiu fugir e ir ao encontro de seu amado. Os Elfos de Doriath procuraram por Lútien por muito tempo, mas não conseguiram a encontrar. O povo se tornou preocupado e as florestas silenciosas, Daeron deixou Doriath e foi para além das Montanhas Azuis para o leste da Terra-média e nunca mais foi visto. Thingol recebeu uma mensagem de Celegorm, filho de Fëanor, que havia capturado Lúthien em Nargothrond e pretendia se casar a força com ela. Todavia, quando os espiões de Thingol chegaram em Nargothrond, ela já hiavia escapado e ido em busca de Beren.

Após muitas dificuldades, Beren e Lúthien chegaram aos portões de Angband em 466 e avistaram o grande lobo, Carcharoth, o guardando. Lúthien lançou um feitiço que fez com que o lobo caisse em sono profundo e eles entraram nos salões de Morgoth. Lúthien também fez com que Morgoth e sua corte adormecesse com seu canto e então Beren arrancou uma Silmaril da Coroa de Ferro. Porém, quando saiam, foram atacados por Carcharoth, que mordeu e arrancou a mão de Beren que segurava a Silmaril. A jóia queimou as entranhas da criatura e o deixou enlouquecido. Beren e Lúthien foram resgatados pelas Grandes Águias lideradas por Thorondor e foram levados de volta para Doriath.

Thingol ficou fascinado pelo relato do que se passou e pesaroso pelo grave ferimento que Beren havia sofrido. Embora ainda não estivesse em posse da Silmaril, concedeu a mão de Lúthien em casamento para Beren. Enquanto isso Carcharoth desceu do Norte enlouquecido e cruzou o Cinturão de Melian com o poder da Silmaril dentro de sua barriga. Beren, Thingol, Mablung e Huan, o Cão de Caça, sairam na Caçada ao Lobo. Beren foi mortalmente ferido por Carcharoth; Huan lutou com Carcharoth e ambos acabaram mortos; e Mablung arrancou a Silmaril da barriga do lobo. Antes de Beren morrer, Lúthien lhe disse para que a esperasse nos Salões de Mandos, onde os mortos aguardam seus destinos.

Na primavera de 467, Lúthien deitou-se e morreu. Nos Salões da Espera, ela cantou para Mandos e ele foi tocado pela piedade. Ele consultou Manwë, e Beren e Lúthien foram trazidos de volta à vida sob a condição de que Lúthien se tornasse mortal e ambos morreriam novamente depois de um curto tempo juntos. Voltaram para Doriath em 469 e visitaram Thingol e Melian e depois foram morar em Tol Galen, em Ossiriand. Seu filho, Díor, nasceu no ano seguinte.

Os filhos de Fëanor enviaram uma mensagem para Thingol exigindo a devolução da Silmaril. Melian o aconselhou a devolver a jóia, porém Thingol se recusou.  Celegorm e Curufin juraram lhe tirar a jóia a força se necessário e Thingol reforçou as defesas de Doriath.

Thingol decidiu não enviar tropas para a Batalha das Lágrimas Incontáveis em 472 pelo motivo de o ataque contra Morgoth ter sido planejado por Maedhros, filhe de Fëanor, porém permitiu que Beleg e Mablung fossem desde que lutassem ao lado das forças de Fingon. A batalha resultou em uma tremenda derrota dos Elfos e seus aliados.

Em 473, Beleg encontrou um garoto de 8 anos de idade chamado Túrin e dois Homens chamados Gethron e Grithmir vagando perdidos perto da fronteira noroeste de Doriath. O pai de Túrin, Húrin, não voltou da Batalha das Lágrimas Incontáveis e sua mãe, Morwen, havia enviado Túrin para Doriath por segurança. Ela era parente de Beren então esperava que Thingol fosse concordar em abrigar o garoto em seu reino.

Thingol recebeu o garoto como um filho adotivo e, em sua infância, Túrin ficou sob os cuidados diretos de Melian e de sua serva, Nellas. Quando Túrin completou 17 anos, em 481, ele se juntou a Beleg e aos guardiões dos marcos e enfrentaram Orcs e outras criaturas malignas que se aproximassem da fronteira norte de Doriath. Saeros, um dos conselheiros de Thingol, ficou enciumado com o tratamento que deram a Túrin e, em 484, provocou Túrin para uma briga e depois o emboscou. Túrin perseguiu Saeros por um tempo até que o Elfo, acidentalmente, caisse para a morte em uma ravina. Túrin se recusou a voltar para Menegroth e enfrentar a possível ira de Thingol. Thingol de fato estava disposto a perdoá-lo quando soube das circunstâncias que levaram à morte de seu conselheiro, porém Túrin já estava longe de Doriath.

Beleg procurou por Túrin e o encontrou com um bando de proscritos nas florestas ao sul o Teiglin. Ele tentou persuadi-lo a retornar, mas Túrin manteve sua recusa. Sem Túrin e Beleg para defender os marcos norte de Doriath, as forças inimigas na área cresceram e Dimbar, uma cidade próxima à fronteira norte, foi devastada por Orcs. Beleg retornou para Doriath para ajudar os guardiões dos marcos a expul
sar os invasores.

Beleg mais uma vez se encontrou com Túrin no Amon Rudh a oeste de Doriath. Morgoth havia renovado suas forças de incursão na parte ocidental de Beleriand e Dimbar ao norte foi novamente capturada e os guardiões do norte mais uma vez tiveram que enfrentar um inimigo em maior número. Túrin e Beleg defenderam a área ao redor de Amon Rudh, entre a fronteira ocidental de Doriath e o Teiglin que ficou conhecida como a Terra do Arco e do Elmo.

Em 489, Túrin foi capturado por Orcs e Beleg saiu em seu resgate, porém Túrin o confundiu com um de seus inimigos e o matou. Túrin então foi para Nargothrond em 490 e incitou os Elfos de Nargothrond a expulsar as forças de Morgoth da região oeste de Beleriand. Durante o curto período de paz que se seguiu, Morwen e Nienor, mãe e irmã mais nova de Túrin, sairam em sua busca. Elas chegaram em Doriath em 494, porém ninguém lá sabia onde ele estava e Thingol as convidou para ficarem em Doriath. Refugiados de Nargothrond foram para Doriath em 496 e disseram a Thingol que, no ano anterior, o reino havia sido capturado por Glaurung e que muito de seu povo havia sido morto. Também contaram que Túrin estava em Nargothrond.

Morwen saiu sozinha para ir ao encontro de seu filho e Thingol enviou Mablung e uma companhia de guardas para a seguir e Nienor foi com eles disfarçadamente. Mais uma tragédia aconteceu e, embora Glaurung tenha sido morto em 499, Túrin e Nienor morreram e Morwen morreu pouco tempo depois.

Húrin, pai de Túrin, culpou Thingol por falhar em proteger sua esposa e filhos. Ele foi para Doriath em 502 levando consigo o Nauglamír, o Colar dos Anões, que ele havia pego em Nargothrond. Atirou furiosamente o coloar aos pés de Thingol, porém se acalmou depois que Melian lhe explicou que ela e Thingol haviam tentado manter sua família a salvo. De qualquer forma, Húrin deu o Nauglamír para Thingol e deixou Doriath para se atirar no Mar.

Thingol havia se tornado obcecado pela Silmaril e decidiu encrustrar a jóia no colar para que sempre pudesse usá-la. Ele contratou Anões artesãos de Nogrod para fazerem o trabalho e, quando finalmente estava pronto, eles se recusaram a devolver o Nauglamír para Thingol, alegando que ele pertencia a eles pois havia sido feito por seus ancestrais.

Thingol insultou os Anões e exigiu que deixassem seu reino e o colar. Os Anões mataram Thingol e fugiram com o colar, porém os Elfos de Dortiath os perseguiram através da Floresta de Region e, a excessão de dois, mataram todos e levaram o colar de volta. Os dois sobreviventes retornaram para Nogrod e falsamente alegaram que Thingol havia matado os outros para não pagar pelo serviço.

Melian ficou arrasada pela tristeza e ela sabia que o fim estava próximo para o reino de Doriath. Ela deixou o lar que havia compartilhado com Thingol e retornou para as Terras Imortais. O poder que havia criado o Cinturão de Melian foi removido e Doriath não estava mais sob proteção. Em 503 um exército de Anões de Nogrod invadiu Doriath e houve uma grande batalha em Menegroth na qual muitos Elfos e Anões morreram. Mablung foi morto na frente das portas da câmara do tesouro e os Anões roubaram novamente o Nauglamír e a Silmaril.

Os Anões foram emboscados ao cruzarem o Gelion no Sarn Athrad por Beren e os Elfos Verdes de Ossiriand. Muitos dos Anões foram mortos e os sobreviventes tiveram que enfrentar os Ents nos sopés do Monte Dolmed. Beren tomou a Silmaril e a levou para Lúthien em Tol Galen.

Díor, neto de Thingol, se tornou Rei de Dortiath. Ele pretendia restaurar o reino à sua antiga glória, e se estabeleceu em Menegroth com sua esposa, Nimloth, e seus filhos, Elured, Elurin e Elwing. Os Elfos de Doriath o receberam de braços abertos, porém, logo após Díor assumir o trono, um mensageiro veio de Ossiriand com o Nauglamír e Díor soube que Beren e Lúthien haviam morrido.

Os filhos de Fëanor souberam que Díor estava com uma Silmaril e eles enviaram mensagens hostis instando para que lhe devolvessem a jóia feita por seu pai. Como Díor não enviou resposta alguma, Celegorm liderou seus irmãos em um ataque contra Doriath no inverno de 506-507 e nessa batalha Díor matou Celegorm, mas acabou morto junto com sua esposa. Muitos outros Elfos foram mortos nesse confronto, incluindo os filhos de Fëanor, Curufin e Caranthir.

Os filhos de Díor, Elured e Elurin foram abandonados na floresta pelos servos de Celgorm e não se sabe o que lhes aconteceu, embora um relato sugere que eles possam ter encontrado um caminho para Ossiriand. Alguns Elfos de Doriath escaparam com Elwing, filha de Díor, que levou consigo a Silmaril. Eles se estabeleceram nos Portos do Sirion onde Elwing mais tarde se casou com Eärendil e teve dois filhos, Elrond e Elros.

O reino de Doriath foi abandonado e nunca mais resurgiu. Beleriand foi destruída na Guerra da Ira no final da Primeira Era e as florestas de Doriath foram cobertas pelo Mar.

MAPA DE DORIATH
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DATAS:
Nota: Não há cronologia definitiva dos Anos das Árvores ou a Primeira Era. Em particular, há várias cronologias conflitantes dos 500’s da Primeira Era. Estas datas são baseadas no “Os Anais de Aman” de A História da Terra-Média, vol. X, Anel de Morgoth e "Os Anais Cinzentos" e "O Conto dos Anos", em A Historia da Terra-Média, vol. XI, A Guerra das Jóias.
Um ano durante os Anos das Árvores é equivalente a 9,582 anos solares.

Anos das Árvores:
1105
Os elfos começam a grande viagem para oeste em direção as Terras Imortais. Os Teleri são liderados por Thingol (Elwë).

1115
Alguns dos Teleri abandonam a grande viagem quando atingem as Montanhas Sombrias. Thingol leva o resto adiante.

1125
Os Vanyar e Noldor entram Beleriand. Finwë e os Noldor repousam por um tempo nas Florestas de Neldoreth e Region.

1128
Thingol leva o Teleri sobre as Muntanhas Azuis para Beleriand.

1130
Thingol vê Melian em Nan Elmoth e eles caem em um transe.

1132
Os Vanyar e Noldor viajam para as Terras Imortais

1150
Olwë leva muitos dos Teleri às Terras Imortais, mas alguns continuam atrasados.

1152
Thingol e Melian acordam de seu transe. Eles que se estabelecem nas Florestas de Neldoreth e Region e o povo de Thingol se reúnem a ele.

1200
Nascimento de Luthien, filha de Thingol e Melian.

1200-1250
O poder de Thingol expande através de Beleriand e ele é considerado o líder de todos os Elfos Sindarin.

1250
Os Elfos de Beleriand encontram os anões de Belegost e Nogrod, e Thingol os recepciona.

1300
A construção de Menegroth começam com a ajuda dos Anões do Belegost. Dae
ron criou o seu sistema de Runas neste tempo.

1330
Criaturas malignas, incluindo Orcs cruzaram as Montanhas Azuis em Beleriand, mas foram expulsos pelos Sindar.

1350
Denethor leva um grupo de elfos Nandorin – Teleri, que haviam deixado a grande viagem – através das Montanhas Azuis em Beleriand. Daeron continua a desenvolver o seu sistema de Runas.

1495
Morgoth rouba as Silmarils e vem à Terra-Média com Ungoliant. Melian impede Ungoliant de entrar em Neldoreth. Ungoliant e sua prole habitam Ered Gorgoroth. O vale entre as montanhas e Neldoreth se torna um lugar de perigo chamado Nan Dungortheb.

1497
Thingol derrotas as forças de Morgoth na primeira batalha, mas Círdan é sitiado nos Portos. Melian cria a barreira protetora chamada de Cinturão de Melian e as terras protegidas se tornaram conhecidas como Doriath. Eöl deixa a Floresta da Região e termina em Nan Elmoth. Fëanor e os Noldor chegam à Terra-Média para recuperar as Silmarils de Morgoth. Eles derrotam as forças de Morgoth na Batalha-sob-Estrelas e o cerco do exército se retira dos Portos. Fëanor é morto enquanto avança em Angband.
 

Primeira Era
1
Fingolfin e a Segunda Anfitriã dos Noldor chegam a Terra-Média.

6
Angrod, filho de Finarfin, visita Doriath.

20
Thingol envia Mablung e Daeron para representar Doriath na “Festa da Reunião”.

52
Finrod e Galadriel visitam Doriath. Thingol conta a Finrod sobre as cavernas de Narog onde Finrod estabelece Nargothrond. Galadriel se apaixona por Celeborn e permanece em Doriath.

66
Galadriel conta a Melian sobre a busca da Silmarils, mas não sobre o Fraticídio.

67
Thingol descobre o Fraticídio por Círdan. Ele decreta que só Sindarin será falado em Beleriand.

310
Os homens começam a entrar Beleriand. Alguns se situaram em Estolad perto da fronteira oriental da Doriath.

316
Aredhel de Gondolin é impedida de entrar em Doriath e viaja através de Nan Dungortheb onde ela é separada de seus guardas.

390
Thingol permite que os homens da Casa de Haleth se instalem na Floresta de Brethil a pedido de Finrod.

455
A Batalha das Chamas Repentinas. As forças de Morgoth invadiram Beleriand. Thingol parou um exército de Orcs perto das fronteiras de Doriath, mas Morgoth é vitorioso e inimigos continuam a percorrer a terra. Alguns Elfos Sindarin tomam refúgio em Beleriand.

458
Beleg e os guardiães-do-pântano de Doriath uniram forças com Halmir e os Homens da Floresta de Brethil para emboscar e derrotar uma legião de Orcs que desceu a passagem do Sirion.

464
Beren passa pelo Cerco de Melian em Doriath no início do ano. No verão, ele vê Luthien dançando na floresta e se apaixona por ela.

465
Na Primavera, Beren revela-se a Luthien e ela se apaixona por ele. No verão, Daeron os entrega para Thingol. Beren declara o seu amor por Luthien e Thingol pede que ele roube uma Silmaril da coroa de Morgoth para ganhar a mão de sua filha. Thingol aprisiona Luthien, mas ela escapa e segue Beren.

466
Beren e Luthien tem sucesso na sua busca, mas Carcaroth morde a mão de Beren segurando a Silmaril. Carcharoth fica enlouquecido pela Silmaril e corre até Doriath. Beren é mortalmente ferido por Carcharoth. Carcharoth e Huan lutam até a morte e ambos morrem.

467
Luthien morre e vai para os Salões de Mandos para pleitear em nome de si mesma e Beren.

469
Beren e Luthien regressam à vida e brevemente visitam Thingol e Melian e depois vão habitar em Tol Galen, em Ossiriand.

470
Nascimento de Dior, filho de Beren e Luthien.

472
A Batalha das Lágrimas Incontáveis. Thingol não enviou tropas por causa de seu ódio contra os filhos de Fëanor, mas ele permite a Beleg e Mablung ir.

473
Morwen envia seu filho de 8 anos de idade, Turin á Doriath e Thingol concorda em criá-lo.

481
Turin completa 17 anos e junta-se aos guardiães-do-pântano de Doriath.

484
Turin deixa Doriath após uma luta de que resultou a morte de Saeros. Thingol perdoa Turin, e Beleg sai para encontrá-lo.

c. 485
Beleg encontra Turin com os proscritos. Beleg volta a Doriath para impedir uma invasão de Orcs em Dimbar. Ele decide voltar para junto de Turin no inverno.

489
Beleg é acidentalmente morto por Turin.

494
Morwen e Nienor deixam Dor-Lomin para encontrar Turin, em Doriath, mas ele se foi. Elas permanecem em Doriath como convidadas de Thingol.

495
Nargothrond é capturada por Glaurung.

496
Refugiados de Nargothrond chegam a Doriath. Morwen and Nienor deixam Doriath para procurar Turin.

499
Turin, derrota Glaurung, mas Turin e Nienor também morrem.

500
Nascimento de filhos de Dior, Elured e Elurin em Ossiriand.

501
Morte de Morwen.

c. 502
Hurin traz o Nauglamîr para Thingol em Doriath. Thingol chama Anões-artesãos de Nogrod para colocar a Silmaril no Nauglamîr. Os Anões assassinam Thingol e roubam o colar com a Silmaril, mas são perseguidos pelos Elfos de Doriath que matam a maioria deles e tomam de volta o Nauglamîr. Dois Anões escapam para Nogrod. Melian deixa Doriath e retorna para as Terras Imortais, e o Cerco de Melian é retirado de Doriath deixando-a desprotegida.

c. 503
Um exército de Anões de Nogrod derrotam os Elfos de Doriath e retomam a Nauglamîr juntamente com a Silmaril. Mablung é morto. Os Anões são derrotados por Beren e os Elfos-verdes de Ossiriand com a ajuda dos Ents. Beren dá o Nauglamîr e Silmaril para Luthien. Nasce Elwing, filha de Dior, em Ossiriand. Dior vem para Doriath como Rei. Mortes de Beren e Luthien. Um mensageiro traz a Silmaril para Dior em Doriath.

c. 506-7
Os filhos de Fëanor invadem Doriath para obter a Silmaril. Doriath é arruinada e abandonada. Dior e Nimloth são mortos, juntamente com Celegorm, Curufin, e Caranthir, e muitos outros. Elured e Elurin são abandonados na floresta. Alguns Elfos de Doriath salvam Elwing e a Silmaril e se fixam nos Portos de Sirion.

545-587
Beleriand é destruída na Guerra da Ira

NOMES E ETIMOLOGIA.

Eglador
Eglador era o nome original do reino de Thingol e significa "Terra dos Esquecidos". Os Elfos que permaneceram na Terra-média para procurar por Thingol e, por consequência, perderam sua chance de irem para as Terras Imortais se auto denominaram Eglath, ou Povo Esquecido. A palavra dôr significa "terra".

Doriath
O reino se tornou conhecido como Doriath, ou "Terra da Barreira", após a criação do Cinturão de Melian. A palavra dôr significa "terra" e iâth significa "cerca, barreira" em Sindarin.

Menegroth
O nome Menegroth singifica "Mil Cavernas" em Sindarin, derivando de meneg, "mil" e groth, "morada subterrânea".
 
Floresta de Neldoreth
A Floresta de Neldoreth foi assim chamada por causa de suas faias. A palavra neldor é dita como sendo o significado para "faia". O nome Neldoreth pode ter sido originalmente ap
licado especificamente apenas em referência à grande faia Hirilorn que tinha três troncos. A plavara parece ser derivada de neled, "três" e orn, "árvore". Também chamada de Taur-na-Neldor onde taur significa "floresta" e na, "com".

Floresta de Region
O nome Region é derivado da palavra Sindarin ereg significando "azevinho". O sufixo -ion aparentemente denota "terra de". O nome é similar ao de Eregion ou Azevim.
 
Nivrim
Nivrim foi o nome da única parte de Doriath a oeste do Sirion. Significa "marco oeste" em Doriathrin, uma linguagem primitiva criada por Tolkien para os Elfos de Doriath. A palavra nivon singnifica "oeste" e rim significa "borda, fronteira".

Radhrim / Arthórien / Garthúrian
O marco leste de Doriath, entre o Aros e o Celon, é reconhecido pelos nomes Radhrim, Arthórien e Garthúrian em um mapa antigo, presente no volume XI da série History of Middle-earth.  Não está claro, porém, se esses nomes se referem a direfentes partes da mesma área.
A palavra Radhrim significa "marco leste" em Doriathrin. A palavra radhon significa "leste" e rim significa "borda, fronteira". Esse nome apenas aparece no mapa e no "As Etimologias" presentes no volume V da série History of Middle-earth.
O nome Arthórien é usado no texto da estória para descrever a áera entre o Aros e o Celon. É derivado de Garthúrian, que significa "Reino da Barreira" em Doriatrhin. O nome Garthúrian e a forma variante de Arthórien também eram usados como referência à toda Doriath.

Reino Oculto
Tanto Doriath quanto Gondolin foram chamadas de Reino Oculto.

FONTES:

O Silmarillion: "Da chegada dos elfos e do cativeiro de Melkor," p. 52-54; "De Thingol e Melian," passim; "De Eldamar e dos príncipes dos eldalië," p. 57-58; "Dos Sindar," passim; "Dos homens," p. 104; "Da volta dos noldor," p. 108, 111-15; "De Beleriand e seus reinos," p. 119, 121-23; "Dos noldor em Beleriand," p. 126-29; "De Maeglin," p. 131-32, 135; "Da chegada dos homens ao oeste," p. 142-44, 147; "Da ruína de Beleriand e da queda de Fingolfin," p. 151-52, 156-57, 161; "De Beren e Luthien," passim; "Da quinta batalha: Nirmaeth Arnoediad," p. 188-89, 195; "De Turin Turambar," p. 198-211, 215-19, 225-26; "Da destruição de Doriath," passim; "De Tuor e da queda de Gondolin," p. 240, 244; "Da viagem de Eärendil e da Guerra da Ira," p. 246-47, 249, 254; "Dos anéis do poder e da Terceira Era," p. 286; Glossário, registros para Doriath, Eglador, Menegroth, Neldoreth ; "Apêndice:  Elementos em nomes nos idiomas Quenya e Sindarin," registros para dor, groth, iath, neldor

Contos Inacabados: "De Tuor e sua chegada à Gondolin," p. 40-41; "Narn I Hin Hurin – O conto dos filhos de Húrin," p. 57, 63, 70-85, 87-88, 90, 93-96, 100, 105, 107, 109, 112-21, 124, 142-46, 147 note 6, 148 note 13, 152; "Uma descrissão da ilha de Númenor," p. 171 note 2; "A história de Galadriel e Celeborn e de Amroth, Rei de Lórien," p. 228-29, 233-35, 247, 251, 259

The History of Middle-earth, vol. V, The Lost Road and Other Writings: "The Etymologies," registros para 3AR, NIB, RAD, RI

The History of Middle-earth, vol. X, Morgoth’s Ring: "The Annals of Aman," p. 81-86, 89, 106

The History of Middle-earth, vol. XI, The War of the Jewels: "The Grey Annals," p. 6-27, 32-35, 39, 40-44, 49-50, 53, 56-57, 59, 61-70, 72, 77, 79-83, 85, 88-90, 93-94, 101-3, 110-13, 127, 150-51; "The Later Quenta Silmarillion," p. 183 (map), 186, 188-89; "The Wanderings of Hurin," p. 254-58; "Maeglin," p. 332-33; "The Tale of Years," p. 345-56

Os Filhos de Húrin: "Introdução," p. 15, 18, 20-21, 24-25; "A infância de Túrin," p. 47; "As palavras de Húrin e Morgoth," p. 62; "A partida de Túrin," p. 69, 72, 74-79; "Túrin em Doriath," passim; "Túrin entre Bandidos," p. 98, 102-3, 107-9, 112, 115-20; "De Mim o anão," p. 122, 129, 140; "A terra do Arco e do Helmo," p. 141-43, 146; A morte de Beleg," p. 154-56; "Túrin em Nargothrond," p. 163, 170; "A volta de Túrin para Dor-lomin," p. 187-88; "A chegada de Túrin até Brethil," p. 192; "A jornada de Morwen e Nienor até Nargothrond," p. 198-203, 211-12; "Nienor em Brethil," p. 218; "A morte de Túrin," p. 251, 253-55

A Sociedade do Anel: "Uma faca no escuro," p. 204-6; "O Conselho de Elrond," p. 256

As Duas Torres: "Barbárvore," p. 72; "A toca de Laracna," p. 332 332

Apêndice A de O Senhor dos Anéis: "Os Reis Númenoreanos," p. 314 314

Apêndice E de O Senhor dos Anéis: "Escrita e Ortografia," p. 397 397

Apêndice F de O Senhor dos Anéis: "As línguas e os povos da terceira era," p. 406 406

Fonte: The Thain’s Book

Agradecimentos: ALF

Caranthir

feanor.gifCaranthir era o quarto filho de Fëanor. Nasceu nas Terras Imortais durante os Anos das Árvores. Sua mãe era Nerdanel e ele tinha três irmãos mais velhos (Maedhros, Maglor e Celegorm) e três irmãos mais novos (Curufin, Amrod e Amras). Caranthir tinha uma esposa cujo nome não é conhecido.
 

Caranthir tinha um temperamento rude, o qual declinava rapidamente para a raiva. Ele tinha uma pele corada e cabelos pretos, o que acabou por deixá-lo conhecido como Caranthir, o Moreno.

Fëanor fez as Silmarils, sua obra predileta, mas em 1495 dos Anos das Árvores elas foram roubadas por Morgoth que as levou para a Terra Média. Fëanor prometeu recuperar as Silmarils a todo custo e Caranthir e seus irmãos fizeram o Juramento de Fëanor para satisfazer os desejos de seu pai. Fëanor e seus filhos então partiram para a Terra Média acompanhados de muitos dos Noldor.

Os Teleri recusaram-se a fornecer navios para Fëanor, então Fëanor conseguiu-os através da força, muitos elfos em ambos os lados foram mortos. Caranthir e seus irmãos participaram do Fratricídio. Após o ocorrido, Mandos apareceu e avisou aos Noldor que se eles não desistissem do intento de ir para a Terra Média eles seriam exilados. Alguns, incluindo Finarfin, irmão de Fëanor, obedeceram. Contudo, Fëanor, seus filhos e muitos outros continuaram. Quando não havia mais navios suficientes para levar a todos até a Terra Média, Fëanor abandonou aqueles a que considerava desleais, incluindo Fingolfin, seu outro irmão.

Fëanor e seus seguidores desembarcaram na Terra Média em 1497 e logo depois, eles foram atacados em seu acampamento em Mithrim pelas hostes de Morgoth. Os elfos saíram vitoriosos daquela que ficou conhecida como Dagor-nuin-Giliath, ou a Batalha-sob-as-estrelas. Entretanto, Fëanor estava ensandecido e tentou atacar Morgoth em Angband, sua fortaleza. Ali mesmo ele teria morrido se seus filhos não tivessem chegado e o levado até Eithel Sirion, onde, antes de morrer incumbiu a seus filhos de cumprirem seu Juramento e vingarem seu pai. 

A segunda hoste do Noldor, liderada por Filgonfin, chegou à Terra Média, através de Helcaraxë, no início da Primeira Era. No ano 7, os Noldor realizaram um conselho. Angrod, filho de Finarfin, trouxe uma mensagem de alerta do Rei Thingol de Doriath, segundo a qual o Rei proibia qualquer invasão das terras onde o seu povo, os Sindar, vivia. Caranthir não gostava dos filhos de Finarfin e perdeu a paciência com Angrod, acusando-o de portador de recados do Rei. Muitos dos Noldor ficaram perplexos com a explosão de Caranthir e temeram o espírito cruel dos filhos de Fëanor.

Maedhros decidiu que ele e seus irmãos deveriam deixar Mithrim e estabelecer-se na região leste de Beleriand. Caranthir estabeleceu seu reino em Thargelion a leste do rio Gelion e aos pés das Montanhas Azuis. Esta região, delimitada ao sul pelo rio Ascar, também veio a ser chamada de Dor Caranthir ou a Terra de Caranthir. Caranthir construiu uma fortaleza na encosta ocidental do Monte Rerir e o seu povo habitou nas margens do Lago Helevorn.

No ano de 150, o povo de Caranthir foi o primeiro a escalar as Montanhas Azuis e olhar para o Oriente. Assim, eles se depararam com os anões de duas grandes cidades das montanhas, Belegost e Nogrod. Caranthir desdenhava da aparência dos anões, mas reconheceu a importância de uma aliança com eles. Os Anões e os Noldor eram artesãos qualificados e trocavam técnicas entre si. O povo de Caranthir adquiriu ferro e aumentou o seu armamento. Caranthir também controlava o comércio das minas dos anões com o resto de Beleriand, o que lhe trouxe grande riqueza.

Em 312, um grupo de homens, os Haladin, cruzaram as Montanhas Azuis e estabeleceram-se na parte sul de Thargelion. Caranthir lhes permitia habitar ali e os elfos os ignoravam a maior parte do tempo. Mas, em 375, Morgoth enviou orcs para atacar os Haladin. Os homens estavam sitiados atrás de uma paliçada na confluência dos rios Ascar e Gelion. Assim, quando os orcs já estavam rompendo a paliçada, Caranthir chegou com um exército e derrotou-os. Caranthir ofereceu a líder Haleth terras mais ao norte sob sua proteção, mas ela recusou e mudou-se com o seu povo para a outra margem do Gelion.

Durante a Dar Bragollach, a Batalha das Chamas Repentinas, em 455, um exército liderado por Glaurung invadiu o leste de Beleriand. Os orcs tomaram a fortaleza da encosta ocidental do Monte Rerir, devastaram Thargelion e contaminaram o Lago Helevorn. Caranthir e os remanescentes de seu povo recuaram para o sul e uniram-se ao povo de Amrod e Amras em Amon Ereb.

Em 463, homens denominados ocidentais entraram em Beleriand. Um grupo liderado por Ulfang fez uma aliança com Caranthir, mas mais tarde soube-se que secretamente Ulfang também tinha uma aliança com Morgoth. Na Batalha das Lágrimas Incontáveis, Nirnaeth Arnoediad, em 472, os filhos de Ulfang, Uldor, Ulfast e Ulwarth traíram Caranthir e mudaram de lado no campo de batalha, levando os elfos e seus aliados a uma derrota esmagadora.

No Yule de 506-7, os filhos de Fëanor atacaram Doriath na tentativa de obter a Silmaril que estava na posse de Dior, herdeiro de Thingol. Eles mataram Dior e sua esposa Nimloth, mas Caranthir, Celegorm e Curufin também foram mortos. Alguns elfos de Doriath fugiram com Elwing, filha de Dior, e levaram consigo a Silmaril.

Nomes & Etimologia

O nome Caranthir significa “cara vermelha” em Sindarin, de caran “vermelho” e thîr “face, cara”, em referência a sua compleição corada. Sua mãe, Nerdanel, o chamava pela forma Quenya Carnistir. Seu pai o chamava de Morifinwë, “Finwë Negro” em Quenya, porque ele tinha cabelo escuro assim como seu avô Finwë. A forma abreviada deste nome é Moryo. Também chamado de Caranthir, o Moreno.

Genealogia

finwe-tree_caranthir.gif

As datas correspondem a Primeira Era, exceto quando indicado: YT: Anos das Árvores; AS: Segunda Era; TA: Terceira Era; FA: Quarta Era.

Fontes Adicionais

The Silmarillion: "Of Eldamar," p. 60; "Of the Flight of the Noldor," p. 83-90; "Of the Return of the Noldor," p. 112-13; "Of Beleriand and Its Realms," p. 124; "Of the Noldor in Beleriand," p. 129; "Of Maeglin," p. 132; "Of the Coming of Men into the West," p. 143, 145-46; "Of the Ruin of Beleriand," p. 153, 157; "Of the Ruin of Doriath," p. 236 

The History of Middle-earth, vol. XI, The War of the Jewels: "The Grey Annals," p. 33, 45-46, 53, 61, 64; "The Tale of Years," 348, 351 

The History of Middle-earth, vol. XII, The Peoples of Middle-earth: "Of Dwarves and Men," p. 318; "The Shibboleth of Fëanor," p. 353

Fonte: The Thain’s Book

Beleg Cúthalion

tn-beleg_is_slain-web.jpgChefe da guarda de fronteiras do Rei Thingol de Doriath, amigo de Túrin, pelo qual foi morto. Beleg era um elfo Sindarin. Foi um arqueiro altamente qualificado e usava o arco Belthronding, feito de madeira de teixo escuro. Ele era forte, tinha grande resistência e era sagaz na visão e na mente. Ele era iniciado nas artes de cura e podia curar rapidamente.
 
 
Beleg foi o maior de todos habitantes da floresta a seu tempo. Ele morava em acampamentos na floresta perto da fronteira norte de Doriath. Doriath foi um reino da floresta cercada por uma barreira de proteção denominada Cinturão de Melian,a qual era mantida pela esposa de Thingol. Mas, servos de Morgoth vagueavam próximos das fronteiras, em especial daquelas do norte, e Beleg e seus guardas de fronteira lutavam contra aqueles que tentavam aproximar-se de Doriath.
 
Próximo ao ano 458 da Primeira Era, uma legião de orcs veio através da passagem do Sirion e aproximou-se da Floresta de Brethil, que ficava nos limites de Doriath. Beleg e uma companhia de elfos juntaram forças com Halmir e os homens da Floresta de Brethil para emboscar e derrotar os orcs. Por um bom tempo, a ameaça por parte dos orcs naquela região ficou reduzida.

Em 466, o Cinturão de Melian foi quebrado por Carcharoth, o lobo de Angband, que tinha engolido a Silmaril que Beren e Lúthien haviam roubado de Morgoth. Uma caça ao lobo foi levada à cabo e dela participaram Beleg, Mablung, Thingol, Beren e Huan (o cão de Valinor). Carcharoth foi morto por Huan, não sem antes ter ferido Beren e o próprio Huan mortalmente.

Thingol não enviou um exército para a Batalha das Lágrimas Incontáveis, Nirnaeth Arnoediad, em 472 devido a sua rivalidade com os filhos de Fëanor, que pleiteavam a Silmaril em sua posse. Contudo, Beleg e Mablung quiseram lutar e receberam então permissão do Rei para ir a batalha, eles juntaram-se às forças de Fingon. A batalha representou uma grande derrota para os elfos e homens de Beleriand, mas, tanto Beleg quanto Mablung sobreviveram.

No início do ano 473, Beleg estava caçando nos bosques de Doriath, quando se encontrou com um menino de oito anos de idade chamado Túrin e seus acompanhantes Gethron e Grithnir. Túrin tinha sido enviado para Doriath por sua mãe, Morwen, depois que seu pai, Húrin, não retornou da Batalha das Lágrimas Incontáveis. Túrin e seus companheiros não puderam ultrapassar o Cinturão de Melian, perderam-se e estavam com frio e fome. Beleg os levou para seu acampamento e enviou mensagem a Thingol, que permitiu a entrada de Túrin em Doriath. 

Beleg ensinou a Túrin as habilidades de um homem da floresta e o treinou no tiro com arco e na esgrima. Quando Túrin completou dezessete anos, juntou-se as guardas de fronteiras. Túrin perdia em habilidade com armas apenas para Beleg. Beleg e Túrin lutaram lado a lado e tornaram-se grandes amigos.

No ano de 484, Túrin entrou em confronto com Saeros, o qual, perseguido por Túrin, caiu na ravina de um córrego e morreu. Thingol estava inclinado a banir Túrin de Doriath, mas Beleg tomou conhecimento de que Nellas, uma elfa que vivia na floresta, tinha visto que Saeros foi quem primeiro atacara Túrin. Beleg levou Nellas para Menegroth para que ela pudesse testemunhar em nome de Túrin e Thingol decidiu perdoá-lo, contudo, Túrin já havia fugido.

Beleg prometeu então encontrar Túrin. Depois que Beleg deixou Doriath, os servos de Morgoth tornaram-se mais ousados em seus ataques às fronteiras de Doriath, uma vez que nem Beleg nem Túrin estavam presentes para detê-los.

Beleg já procurava por Túrin a quase um ano quando ouviu notícias do amigo de alguns homens da floresta ao sul do Rio Teiglin. Beleg tomou conhecimento de que Túrin estava conduzindo um bando de proscritos e seguiu-os, embora Túrin escondesse sua trilha utilizando-se das habilidades que Beleg havia lhe ensinado. Beleg por fim, encontrou o covil dos proscritos, porém, quando Túrin não estava presente. Andróg, um dos proscritos do bando, convenceu os outros a amarrar Beleg a uma árvore sem comida e água.

Depois de dois dias, Túrin voltou e libertou Beleg. Túrin recusou-se a voltar para Doriath apesar do perdão de Thingol. Beleg então partiu para Dimbar, perto da fronteira norte de Doriath, para lidar com uma invasão de orcs. Beleg pediu que Túrin o encontrasse ali, Túrin por outro lado pediu que Beleg o encontrasse em Amon Rûdh.

Beleg passou por Doriath para reportar para Thingol sobre o paradeiro de Túrin e pedir-lhe permissão para seguir com Túrin. Thingol assim o permitiu a Beleg escolher um presente de despedida, no que Beleg escolheu Anglachel apesar de Melian advertir-lhe de que havia malícia na lâmina fabricada por Eöl, o elfo-escuro. Melian também lhe presenteou com lembas. Beleg então marchou para Dimbar e, após rechaçarem os orcs e o inverno chegar, Beleg partiu para encontrar-se com Túrin novamente.

Túrin e seus homens estabeleceram um covil em Amon Rûdh, em uma caverna pertencente a Mîm, o anão-pequeno. No inverno houve uma tempestade de neve e muitos dos homens ficaram famintos e doentes. Beleg chegou com suprimentos e lembas e compartilhou-os com os homens, e trabalhou para curar os feridos. Entretanto, Andróg e Mîm ficaram com inveja e ressentimento do vínculo entre Túrin e Beleg.

Na primavera do ano seguinte, houve um aumento das incursões de orcs nas terras ao redor do Rio Sirion. Túrin e Beleg levaram a companhia para expulsar os orcs que vagueavam próximo de Amon Rûdh. Durante uma incursão, Andróg sofreu ferimento mortal, mas Beleg foi capaz de curá-lo.

Túrin usava o elmo-de-dragão de Dor-lómin, que Beleg havia trazido consigo, e Beleg utilizava seu arco Belthronding. As terras ao redor ficaram conhecidas como a Terra do Arco e do Elmo e outros homens e elfos vieram juntar-se aos dois capitães, entretanto, apesar do sucesso, Beleg sentia-se inquieto.

No ano de 489, Mîm entregou a localização da fortaleza de Túrin para os orcs de Morgoth. Segundo, uma versão da história, Mîm foi em grande parte motivado pelo seu ódio e inveja de Beleg e que havia pedido para os orcs deixarem este para ele matar e que poupassem a vida de Túrin.

Os orcs atacaram Amon Rûdh e Túrin e Beleg recuaram com alguns de seus homens até uma escada oculta que conduzia ao topo da colina. Os homens foram mortos e Túrin feito prisioneiro. Beleg tinha sido amarrado e Mîm estava prestes a matá-lo quando Andróg, que havia sido mortalmente ferido, conduziu Mîm para longe e libertou Beleg antes de morrer.

Beleg seguiu or orcs através do Passo de Anach até os bosques apavorantes da Taur-nu-Fuin. Ali Beleg encontrou Gwindor de Nargothrond que havia sido capturado durante a Nirnaeth Arnoediad, mas havia escapado de Angband. Beleg e Gwindor seguiram as pistas dos seqüestradores de Túrin e avançaram até o deserto de Anfauglith. Ali os orcs montaram seu acampamento, celebraram e caíram bêbados.

Beleg apanhou seu arco, matou quatro lobos-sentinelas e depois entrou com Gwindor no acampamento. Ele e Gwindor carregaram Túrin, que estava sem sentidos, até um matagal a curta distância. Beleg utilizava Anglachel para cortar os laços que prendiam Túrin, mas a espada escorregou e picou o pé de Túrin. Túrin acordou e vendo uma figura de pé sobre ele com uma espada, agarrou Anglachel e matou Beleg pensando tratar-se de um inimigo. Na claridade de um raio, Túrin viu o rosto de Beleg e percebeu o ato terrível que havia feito.

“Foi esse o fim de Beleg Arcoforte, amigo fidelíssimo, o mais hábil de todos os que se abrigavam nos bosques de Beleriand nos Dias Antigos, morto pelas mãos de quem ele mais amava. E essa dor ficou gravada no rosto de Túrin para nunca mais se apagar.”
O Silmarillion: “De Túrin Turambar”, p. 208.

Túrin e Gwindor enterraram Beleg em uma cova rasa com seu arco Belthronding. Húrin compôs uma canção chamada Laer Cú Beleg, a “Canção do Grande Arco”. Túrin manteve Anglachel e passou a chamá-la de Gurthang, depois de muitas novas tragédias, foi essa a espada que Túrin usou para tirar a própria vida.  
 

Nomes & Etimologia

O nome de Beleg significa “poderoso”em Sindarin. Ele foi chamado de Beleg Arcoforte ou Beleg Cúthalion de “arco” e thalion “forte, destemido”.
 
 
Fontes Adicionais:
 
The Silmarillion: "Of the Ruin of Beleriand," p. 157; "Of Beren and Lúthien," p. 185-86; "Of the Fifth Battle," p. 189; "Of Turin Turambar," p. 199-209, 225; Index, entry for Beleg; "Appendix – Elements in Quenya and Sindarin Names," entries for beleg, cu, and thalion 

Unfinished Tales: "Of Tuor and His Coming to Gondolin," p. 37, 51 note 2; "Narn I Hin Húrin," p. 73-74, 77, 79-80, 82-85, 90-96, 134, 145, 147 note 11, 147-48 note 12, 151-54 

The Children of Húrin: "The Departure of Turin," p. 75-76; "Turin in Doriath," p. 81, 86, 91-97; "Turin among the Outlaws," p. 107-20; "Of Mim the Dwarf," p. 122, 139-40; "The Land of Bow and Helm," passim; "The Death of Beleg," passim; "Turin in Nargothrond," p. 159; "The Death of Turin," p. 256; "Appendix (2) – The Composition of the Text," p. 286-87 

The History of Middle-earth, vol. V, The Lost Road and Other Writings: "The Etymologies," entries for BEL, KU3 and STALAG 

The History of Middle-earth, vol. XI, The War of the Jewels: "The Grey Annals," p. 56-57, 63, 81-83, 102, 126, 133, 138, 140, 160

Gandalf

Gandalf, o Cinzento – John Howe

Gandalf é um personagem fictício com papéis importantes nos romances de, J.R.R Tolkien,  O Hobbit e O Senhor dos Anéis . Nessas histórias, Gandalf aparece como um assistente, membro e líder (depois da  traição e queda de Saruman) da ordem conhecida como Istari, assim como líder da Sociedade do Anel e do exército do Ocidente. No início de Senhor dos Anéis que ele é conhecido como Gandalf o Cinzento, após assumir a liderança dos Istari, ele é conhecido como Gandalf o Branco.

 

Conceito e Criação

Humphrey Carpenter em sua biografia de 1977 refere que possuía um cartão postal de Tolkien intitulado Der Berggeist (alemão: “o espírito da montanha”), e sobre a tampa do papel em que ele ficou, ele escreveu “a origem de Gandalf”. O postal reproduz uma pintura de uma figura com barba, sentado em uma rocha sob um pinheiro em um cenário montanhoso. Ele usa um chapéu de abas largas redondos e um longo manto vermelho e branco.

Carpenter disse que Tolkien recordou comprar o cartão, durante suas férias na Suíça em 1911. No entanto, descobriu que a pintura foi feita pelo artista alemão Josef Madlener e datas para meados de 1920. Carpenter admitiu que Tolkien provavelmente foi enganado sobre a origem do cartão.

 A pintura original foi leiloada pela Sotheby’s em Londres, em 12 de julho de 2005 por ₤ 84,000. O proprietário anterior havia dado a pintura de Madlener na década de 1940 e lembrou que Madlener disse que as montanhas no fundo eram a Torri del Vaiolet, picos dos Dolomitas.

“A origem de Gandalf”

Ao escrever “O Hobbit” em 1930 Tolkien deu o nome de Gandalf, ao líder dos anões, o personagem mais tarde chamado de Thorin. O nome é retirado da mesma fonte que todos os nomes de outros Anões (exceto Balin) do Völuspá.  Ele chegou a lamentar a sua decisão, chamando-a de uma ralé “des anões Eddaica-nomeado … inventado em uma hora ociosa”.

O mago que viria a ser Gandalf foi originalmente chamado Bladorthin. Tolkien depois atribuiu o nome de um antigo rei que tinha encomendado algumas lanças dos anões. A antiga denominação nórdica Gandalf incorpora as palavras gandr significado tanto “varinha” e (especialmente em compostos) “magia” e ALFR significa “duende” ou num sentido mais amplo “(mitológicos) que está sendo”. Daí Gandalf significa aproximadamente “magica-duende/presente” ou assistente. Isso pode ter levado Tolkien transferir o nome do líder dos anões para o mago.

Aliás, a pronúncia correta do nome de Gandalf deve conter um v / final / e não / / F, correspondente ao nórdico arcaico e declarado por Tolkien no Apêndice E de O Senhor dos Anéis “. Dito isto, a pronúncia com final / v / muitas vezes não é ouvida.

Ao longo dos primeiros rascunhos, e com a primeira edição de O Hobbit Bladorthin / Gandalf é descrito como sendo um “velhinho”, distinto de um anão, mas não de plena estatura humana, que mais tarde seria descrita em O Senhor dos anéis. Mesmo em O Senhor dos Anéis, Gandalf não era alto; mas baixo, por exemplo, do que Elrond ou a outros magos.

Tolkien se refere a Gandalf como um “anjo encarnado” , em uma carta de 1954. Na mesma carta, Tolkien afirma que ele foi dado sob a forma de um homem velho a fim de limitar os seus poderes sobre a terra. Tanto em 1965 e 1971, Tolkien refere-se novamente a Gandalf como um ser angelical.

Outros comentadores também compararam Gandalf com os nórdicos Odin  em seu disfarce – um homem velho com um olho, um longo branco barba, um chapéu de aba larga, e uma equipe de funcionários.

Características

Tolkien discute as características de Gandalf em seu ensaio sobre os Istari, que aparece no livro Contos Inacabados. Ele descreve como Gandalf, o último dos magos a aparecer na Terra-média, aquele que: “parecia o mais fraco, menos alto que os outros, e nos parece mais velho, grisalho , e apoiado em uma equipe”. No entanto, o elfo Círdan que conheceu-o no dia da chegada considerou-o um “espírito maior e mais sábio”, e deu-lhe o Anel de poder chamado Narya, o Anel de Fogo, por sua ajuda e conforto. Tolkien explica ligações de Gandalf ao elemento fogo mais tarde, no mesmo ensaio:

Quente e ansioso era o seu espírito (e foi reforçada com o anel Narya), pois ele era o inimigo de Sauron, opondo-se ao fogo que devora e resíduos, com o fogo que acende e socorre em angústia, mas sua alegria, e sua ira, foram velados no vestuário, cinzento como cinza, de modo que somente aqueles que o conheciam bem vislumbraram a chama que estava dentro. Feliz, ele poderia ser, e gentil para os jovens e simples, mas rápido, por vezes, o discurso afiado e a repreensão de loucura, mas ele não era orgulhoso, e procurou poder nem elogiar … Principalmente viajou a pé, apoiado em um cajado, e assim ele era chamado entre os homens do norte Gandalf  Elfo do cajado. Para quem considerou ele (embora em erro) a ser de um tipo de elfo, já que ele teria no trabalho as vezes feito maravilhas entre eles, amando sobretudo a beleza do fogo, e ainda tais maravilhas operou principalmente para a alegria e prazer, e não desejar que qualquer um deve segurá-lo no temor ou tomar seus conselhos por medo. No entanto, diz-se que no final da tarefa para a qual ele veio, ele sofreu muito, e foi morto, ao ser enviado de volta da morte e, em seguida, estava vestida de branco, e tornou-se uma chama radiante (ainda velada para salvar em grande necessidade).

  Biografia

Valinor

Em Valinor, Gandalf era conhecido como Olórin. Como relatado no “Valaquenta” em “O Silmarillion”, ele foi um dos Maiar de Valinor, especificamente, do povo Vala de Manwë, e foi dito ser o mais sábio dos Maiar. Ele viveu nos jardins de Irmo sob a tutela de Nienna, o patrono da misericórdia. Quando os Valar decidiram enviar a ordem dos assistentes para a Terra-média, para aconselhar e ajudar todos aqueles que se opunham a Sauron, Olórin foi proposto por Manwë. Olórin inicialmente pediu para ser dispensado, pois temia que ele não tinha a força para enfrentar Sauron.

Terra-Média

Gandalf, o cinzento foi o último dos Istari a chegar na Terra-média, o desembarque foi em Mithlond. Ele parecia mais velho e menor em estatura dos magos, mas Círdan, o Armador sentiu que tinha o maior grandeza interior em sua primeira reunião nos Portos, e lhe deu Narya, o Anel de Fogo. Gandalf escondeu o anel bem, e não era conhecido até que ele saiu com o anel de outros detentores, no final da Terceira Era que ele, e não Círdan, foi o titular da terceira parte dos aneis elficos.

Relação de Gandalf com Saruman, o chefe da Ordem, foi tensa. Os magos foram mandado para ajudar homens, elfos e anões, mas só através da fala, foi proibido de usar a força para dominá-los – uma coisa que Saruman desconsiderou.

O Conselho Branco

Gandalf às portas de Dol Guldur – John Howe

Em “Dos Anéis de Poder e da Terceira Era” (em “O Silmarillion”) e “Os Istari” (em Contos Inacabados), Tolkien concretiza o plano de fundo ea história brevemente tabulados por data no Apêndice B de O Senhor dos Anéis “. Gandalf suspeita cedo que o Necromante de Dol Guldur não foi um Nazgûl, mas o próprio Sauron. Ele foi para Dol Guldur (na TE 2063 ) para descobrir a verdade, mas o Necromante saiu antes dele. O Necromante retornou para Dol Guldur com maior força na TE 2460, e do Conselho Branco foi formado em resposta (TE 2463 ).  Galadriel esperava Gandalf presidiria o Conselho, mas Gandalf recusou, recusando-se a estar vinculados a quaisquer, mas os Valar que o enviaram.  Saruman foi escolhido em vez disso, como sendo mais bem informados sobre o trabalho de Sauron na Segunda Era.

Gandalf retornou para Dol Guldur na TE 2850  “em grande perigo” e descobriu que o Necromante era realmente Sauron.  (Isto é, quando Gandalf, encontrou Thráin, o Anão preso em Dol Guldur e recuperou o mapa e chave para Erebor antes que Thráin morresse). No ano seguinte, o Conselho Branco foi convocado, e Gandalf pediu para que expulssasem Sauron de Dol Guldur. Saruman no entanto, garantiu que o desejo evidente de Sauron de encontrar o Anel iria falhar, como o percurso do Anel seria longo desde que tenham sido realizadas por Anduin para o mar, e o assunto foi deixado em repouso. Mas neste momento Saruman começou a procurar ativamente o anel perto dos Campos de Lis, onde Isildur havia sido morto, não muito longe de Dol Guldur. 

Gandalf, o Branco

Gandalf foi “devolvido” como uma figura muito mais poderosa, Gandalf, o Branco. Gwaihir levou-o para Lórien, onde ele foi curado de seus ferimentos e re-vestidos de branco por Galadriel. Ele viajou para Fangorn floresta, onde encontrou Aragorn, Gimli e Legolas (que estavam procurando Merry e Pippin).

Gandalf, o Branco – John Howe

Eles viajaram para Rohan, onde Gandalf descobriu que Théoden havia sido ainda mais enfraquecido pela influência de Língua de Cobra. Ele  destruiu a influência de Língua de Cobra, e convenceu o rei a se juntar na luta contra Sauron. Gandalf então partiu para reunir Erkenbrand do folde ocidental e seus guerreiros para auxiliar Théoden na batalha que viria com Saruman. Gandalf chegou a tempo de quebrar o ataque de Saruman no Abismo de Helm. Após a batalha que se seguiu, Gandalf e o rei cavalgaram para Isengard, que nesse tempo ele próprio foi atacado e conquistado por Barbárvore e os Ents, junto com Merry e Pippin. Gandalf quebrou o cajado dele e o expulsou-o do Conselho Branco e da Ordem dos Magos, e assumiu o lugar de Saruman como chefe de ambos. Língua de Cobra fez uma tentativa para matar Gandalf com o Palantír de Orthanc, mas perdeu ambas. Pippin recuperada a Palantír, mas Gandalf apropriou-se rapidamente. Depois que o grupo deixou Isengard, Pippin tomou o Palantír de Gandalf  que estava dormindo, olhou-o para ela, e ficou cara a cara com o próprio Sauron. Gandalf então foi com ele para Minas Tirith para manter o jovem Hobbit fora de dificuldade.

Nomes e Títulos

Olórin era o meu nome na minha juventude no Ocidente que está esquecido”. The word originates in Tolkien’s invented language of Quenya , and its meaning is associated with dreams . A palavra tem origem na língua inventada de Tolkien do quenya, e seu significado é associado com os sonhos. 

  • Mithrandir, o seu nome em língua inventada de Tolkien sindarin, usada em Gondor e os elfos, o que significa Grey Pilgrim.
  • Greyhame Gandalf, Gandalf era o seu nome, no Norte, o que significa Elf com o pessoal e significado Greyhame Greycloak.
  • Gandalf, o Cinzento, mais tarde, Gandalf, o Branco, depois que renasceu como o sucessor de Saruman.
  • O Cavaleiro Branco (ao montar o cavalo grande Scadufax), contraste com a dos Cavaleiros Negros (Nazgûl).
  • Stormcrow (uma referência à sua chegada, sendo associados a momentos de dificuldade) é frequentemente utilizado pelos seus detractores a dizer que ele era um intrometido incômodo nos assuntos de outros.
  • Incánus (no sul), de linguagem clara e significado. Tolkien mudou de idéia sobre isso várias vezes, aparentemente tentando conceber uma média adequada para a terra de origem incanus palavra latim (que significa “grisalha”), que foi provavelmente a sua fonte.
  • Tharkûn (a Dwarves), provavelmente significado Funcionários-homem.
  • Greybeard aos povos de Sauron.

Fonte: wikepedia.org

Gandalf

 Gandalf é um personagem fictício com papéis importantes nos romances de, J.R.R Tolkien,  O Hobbit e O Senhor dos Anéis . Nessas histórias, Gandalf aparece como um assistente, membro e líder (depois da  traição e queda de Saruman) da ordem conhecida como Istari, assim como líder da Sociedade do Anel e do exército do Ocidente. No início de Senhor dos Anéis que ele é conhecido como Gandalf o Cinzento, após assumir a liderança dos Istari, ele é conhecido como Gandalf o Branco.
 

Conceito e Criação

Humphrey Carpenter em sua biografia de 1977 refere que possuía um cartão postal de Tolkien intitulado Der Berggeist (alemão: "o espírito da  montanha"), e sobre a tampa do papel em que ele ficou, ele escreveu "a origem de Gandalf". O postal reproduz uma pintura de uma figura com barba, sentado em uma rocha sob um pinheiro em um cenário montanhoso. Ele usa um chapéu de abas largas redondos e um longo manto vermelho e branco.

Carpenter disse que Tolkien recordou comprar o cartão, durante suas férias na Suíça em 1911. No entanto, descobriu que a pintura foi feita pelo artista alemão Josef Madlener e datas para meados de 1920. Carpenter admitiu que Tolkien provavelmente foi enganado sobre a origem do cartão.

 A pintura original foi leiloada pela Sotheby’s em Londres, em 12 de julho de 2005 por ₤ 84,000. O proprietário anterior havia dado a pintura de Madlener na década de 1940 e lembrou que Madlener disse que as montanhas no fundo eram a Torri del Vaiolet, picos dos Dolomitas.

Ao escrever "O Hobbit" em 1930 Tolkien deu o nome de Gandalf, ao líder dos anões, o personagem mais tarde chamado de Thorin. O nome é retirado da mesma fonte que todos os nomes de outros Anões (exceto Balin) do Völuspá.  Ele chegou a lamentar a sua decisão, chamando-a de uma ralé "des anões Eddaica-nomeado … inventado em uma hora ociosa".

O mago que viria a ser Gandalf foi originalmente chamado Bladorthin. Tolkien depois atribuiu o nome de um antigo rei que tinha encomendado algumas lanças dos anões. A antiga denominação nórdica Gandalf incorpora as palavras gandr significado tanto "varinha" e (especialmente em compostos) "magia" e ALFR significa "duende" ou num sentido mais amplo "(mitológicos) que está sendo". Daí Gandalf significa aproximadamente "magica-duende/presente" ou assistente. Isso pode ter levado Tolkien transferir o nome do líder dos anões para o mago.

Aliás, a pronúncia correta do nome de Gandalf deve conter um v / final / e não / / F, correspondente ao nórdico arcaico e declarado por Tolkien no Apêndice E de O Senhor dos Anéis ". Dito isto, a pronúncia com final / v / muitas vezes não é ouvida.

Ao longo dos primeiros rascunhos, e com a primeira edição de O Hobbit Bladorthin / Gandalf é descrito como sendo um "velhinho", distinto de um anão, mas não de plena estatura humana, que mais tarde seria descrita em O Senhor dos anéis. Mesmo em O Senhor dos Anéis, Gandalf não era alto; mas baixo, por exemplo, do que Elrond ou a outros magos.

Tolkien se refere a Gandalf como um "anjo encarnado" , em uma carta de 1954. Na mesma carta, Tolkien afirma que ele foi dado sob a forma de um homem velho a fim de limitar os seus poderes sobre a terra. Tanto em 1965 e 1971, Tolkien refere-se novamente a Gandalf como um ser angelical.

Outros comentadores também compararam Gandalf com os nórdicos Odin  em seu disfarce – um homem velho com um olho, um longo branco barba, um chapéu de aba larga, e uma equipe de funcionários.

Características

Tolkien discute as características de Gandalf em seu ensaio sobre os Istari, que aparece no livro Contos Inacabados. Ele descreve como Gandalf, o último dos magos a aparecer na Terra-média, aquele que: "parecia o mais fraco, menos alto que os outros, e nos parece mais velho, grisalho , e apoiado em uma equipe". No entanto, o elfo Círdan que conheceu-o no dia da chegada considerou-o um "espírito maior e mais sábio", e deu-lhe o Anel de poder chamado Narya, o Anel de Fogo, por sua ajuda e conforto. Tolkien explica ligações de Gandalf ao elemento fogo mais tarde, no mesmo ensaio:

Quente e ansioso era o seu espírito (e foi reforçada com o anel Narya), pois ele era o inimigo de Sauron, opondo-se ao fogo que devora e resíduos, com o fogo que acende e socorre em angústia, mas sua alegria, e sua ira, foram velados no vestuário, cinzento como cinza, de modo que somente aqueles que o conheciam bem vislumbraram a chama que estava dentro. Feliz, ele poderia ser, e gentil para os jovens e simples, mas rápido, por vezes, o discurso afiado e a repreensão de loucura, mas ele não era orgulhoso, e procurou poder nem elogiar … Principalmente viajou a pé, apoiado em um cajado, e assim ele era chamado entre os homens do norte Gandalf  Elfo do cajado. Para quem considerou ele (embora em erro) a ser de um tipo de elfo, já que ele teria no trabalho as vezes feito maravilhas entre eles, amando sobretudo a beleza do fogo, e ainda tais maravilhas operou principalmente para a alegria e prazer, e não desejar que qualquer um deve segurá-lo no temor ou tomar seus conselhos por medo. No entanto, diz-se que no final da tarefa para a qual ele veio, ele sofreu muito, e foi morto, ao ser enviado de volta da morte e, em seguida, estava vestida de branco, e tornou-se uma chama radiante (ainda velada para salvar em grande necessidade).

  Biografia

Valinor

Em Valinor, Gandalf era conhecido como Olórin. Como relatado no "Valaquenta" em "O Silmarillion", ele foi um dos Maiar de Valinor, especificamente, do povo Vala de Manwë, e foi dito ser o mais sábio dos Maiar. Ele viveu nos jardins de Irmo sob a tutela de Nienna, o patrono da misericórdia. Quando os Valar decidiram enviar a ordem dos assistentes para a Terra-média, para aconselhar e ajudar todos aqueles que se opunham a Sauron, Olórin foi proposto por Manwë. Olórin inicialmente pediu para ser dispensado, pois temia que ele não tinha a força para enfrentar Sauron.

Terra-Média

Gandalf, o cinzento foi o último dos Istari a chegar na Terra-média, o desembarque foi em Mithlond. Ele parecia mais velho e menor em estatura dos magos, mas Círdan, o Armador sentiu que tinha o maior grandeza interior em sua primeira reunião nos Portos, e lhe deu Narya, o Anel de Fogo. Gandalf escondeu o anel bem, e não era conhecido até que ele saiu com o anel de outros detentores, no final da Terceira Era que ele, e não Círdan, foi o titular da terceira parte dos aneis elficos.

Relação de Gandalf com Saruman, o chefe da Ordem, foi tensa. Os magos foram mandado para ajudar homens, elfos e anões, mas só através da fala, foi proibido de usar a força para dominá-los – uma coisa que Saruman desconsiderou.

O Conselho Branco

Em "Dos Anéis de Poder e da Terceira Era" (em "O Silmarillion") e "Os Istari" (em Contos Inacabados), Tolkien concretiza o plano de fundo ea história brevemente tabulados por data no Apêndice B de O Senhor dos Anéis ". Gandalf suspeita cedo que o Necromante de Dol Guldur não foi um Nazgûl, mas o próprio Sauron. Ele foi para Dol Guldur (na TE 2063 ) para descobrir a verdade, mas o Necromante saiu antes dele. O Necromante retornou para Dol Guldur com maior força na TE 2460, e do Conselho Branco foi formado em resposta (TE 2463 ).  Galadriel esperava Gandalf presidiria o Conselho, mas Gandalf recusou, recusando-se a estar vinculados a quaisquer, mas os Valar que o enviaram.  Saruman foi escolhido em vez disso, como sendo mais bem informados sobre o trabalho de Sauron na Segunda Era.

Gandalf retornou para Dol Guldur na TE 2850  "em grande perigo" e descobriu que o Necromante era realmente Sauron.  (Isto é, quando Gandalf, encontrou Thráin, o Anão preso em Dol Guldur e recuperou o mapa e chave para Erebor antes que Thráin morresse). No ano seguinte, o Conselho Branco foi convocado, e Gandalf pediu para que expulssasem Sauron de Dol Guldur. Saruman no entanto, garantiu que o desejo evidente de Sauron de encontrar o Anel iria falhar, como o percurso do Anel seria longo desde que tenham sido realizadas por Anduin para o mar, e o assunto foi deixado em repouso. Mas neste momento Saruman começou a procurar ativamente o anel perto dos Campos de Lis, onde Isildur havia sido morto, não muito longe de Dol Guldur. 

Gandalf, o Branco

Gandalf foi "devolvido" como uma figura muito mais poderosa, Gandalf, o Branco. Gwaihir levou-o para Lórien, onde ele foi curado de seus ferimentos e re-vestidos de branco por Galadriel. Ele viajou para Fangorn floresta, onde encontrou Aragorn, Gimli e Legolas (que estavam procurando Merry e Pippin).

Eles viajaram para Rohan, onde Gandalf descobriu que Théoden havia sido ainda mais enfraquecido pela influência de Língua de Cobra. Ele  destruiu a influência de Língua de Cobra, e convenceu o rei a se juntar na luta contra Sauron. Gandalf então partiu para reunir Erkenbrand do folde ocidental e seus guerreiros para auxiliar Théoden na batalha que viria com Saruman. Gandalf chegou a tempo de quebrar o ataque de Saruman no Abismo de Helm. Após a batalha que se seguiu, Gandalf e o rei cavalgaram para Isengard, que nesse tempo ele próprio foi atacado e conquistado por Barbárvore e os Ents, junto com Merry e Pippin. Gandalf quebrou o cajado dele e o expulsou-o do Conselho Branco e da Ordem dos Magos, e assumiu o lugar de Saruman como chefe de ambos. Língua de Cobra fez uma tentativa para matar Gandalf com o Palantír de Orthanc, mas perdeu ambas. Pippin recuperada a Palantír, mas Gandalf apropriou-se rapidamente. Depois que o grupo deixou Isengard, Pippin tomou o Palantír de Gandalf  que estava dormindo, olhou-o para ela, e ficou cara a cara com o próprio Sauron. Gandalf então foi com ele para Minas Tirith para manter o jovem Hobbit fora de dificuldade.

Nomes e Títulos

Olórin era o meu nome na minha juventude no Ocidente que está esquecido". The word originates in Tolkien’s invented language of Quenya , and its meaning is associated with dreams . A palavra tem origem na língua inventada de Tolkien do quenya, e seu significado é associado com os sonhos. 

  • Mithrandir, o seu nome em língua inventada de Tolkien sindarin, usada em Gondor e os elfos, o que significa Grey Pilgrim.
  • Greyhame Gandalf, Gandalf era o seu nome, no Norte, o que significa Elf com o pessoal e significado Greyhame Greycloak. [21] 
  • Gandalf, o Cinzento, mais tarde, Gandalf, o Branco, depois que renasceu como o sucessor de Saruman.
  • O Cavaleiro Branco (ao montar o cavalo grande Scadufax), contraste com a dos Cavaleiros Negros (Nazgûl).
  • Stormcrow (uma referência à sua chegada, sendo associados a momentos de dificuldade) é frequentemente utilizado pelos seus detractores a dizer que ele era um intrometido incômodo nos assuntos de outros.
  • Incánus (no sul), de linguagem clara e significado. Tolkien mudou de idéia sobre isso várias vezes, aparentemente tentando conceber uma média adequada para a terra de origem incanus palavra latim (que significa "grisalha"), que foi provavelmente a sua fonte. [22]
  • Tharkûn (a Dwarves), provavelmente significado Funcionários-homem.
  • Greybeard aos povos de Sauron.

Fonte: wikepedia.org

Idril Celebrindal

braso_de_idril.gifMãe de Eärendil, o Marinheiro. Idril Celebrindal nasceu nas Terras Imortais durante os Anos das Árvores. Filha única de Turgon, elfo Noldor filho de Fingolfin, e de Elenwë, elfa Vanyar. Idril foi uma elfa de grande beleza, tinha os cabelos dourados dos Vanyar e era também muito sábia e previdente.
 

Por volta de 1495 dos Anos das Árvores, Fëanor estava empenhado na perseguição de Morgoth que havia roubado as Silmarils que ele tinha feito. Esta perseguição culminou com a fuga dos Noldor para a Terra Média, sendo que dentre os muitos dos Noldor que acompanharam Fëanor em sua empreitada estavam presentes Turgon e sua família. Entretanto, não havia navios suficientes para levar todos os Noldor à Terra Média e Fëanor abandonou aqueles que ele sentia serem infiéis a ele inclusive Turgon e Fingolfin.

Após a traição de Fëanor, Fingolfin e seu povo continuaram a jornada para a Terra Média a pé atravessando a hostil região gelada de Helcaraxë no extremo norte. Durante a árdua jornada, Elenwë e Idril caíram através do gelo no mar. Turgon conseguiu resgatar Idril, mas Elenwë pereceu. A hoste de Fingolfin chegou à Terra Média no primeiro ano da Primeira Era.

Turgon estabeleceu-se em Nevrast, na costa de Beleriand e construiu ali os salões, com vista para o mar, de Vinyamar. Moravam com ele Aredhel, sua irmã, e sua filha Idril. Então, sob orientação de Ulmo, Senhor das Águas, Turgon chegou até o vale oculto de Tumladen e ali iniciou a construção de Gondolin. Mudou-se para lá com sua família e muitos outros elfos por volta do ano de 116.

Gondolin estava escondida de Morgoth devido as Montanhas Circundantes. A nenhum forasteiro era permitido conhecer sua localização e alguns habitantes jamais saíram dali. Mas, a irmã de Turgon, Aredhel, tornou-se inquieta e relutantemente, Turgon deu-lhe permissão para partir. Porém, durante a viagem de partida Aredhel perdeu-se e encontrada por Eöl, o elfo-escuro, por quem foi tomada como esposa e teve um filho chamado Maeglin.

Por volta do ano 400, Aredhel e Maeglin, este já crescido, fugiram dos domínios de Eöl e seguiram para Gondolin. Contudo, Eöl secretamente os seguiu e encontrou a entrada secreta para Gondolin, foi levado à presença de Turgon que determinou que ele deveria permanecer em Gondolin. Eöl alegou que preferia matar Maeglin e a ele próprio e atirou um dardo na direção de Maeglin, mas Aredhel recebeu o projétil em seu lugar. Idril e Aredhel convenceram Turgon a ser misericordioso, mas, quando Aredhel adoeceu e morreu devido à ferida,Turgon ordenou que Eöl fosse morto.

Maeglin permaneceu em silêncio enquanto seu pai encontrava seu fim e Idril passou a desconfiar dele. Maeglin era apaixonado por Idril, mas os eldar não se casavam com parentes tão próximos. E Idril, ao descobrir como Maeglin se sentia passou a gostar menos ainda dele. Maeglin era tido em alta estima pelo povo de Gondolin devido a sua habilidade de ferreiro e a sua coragem na Batalha das Lágrimas Incontáveis, mas Idril pressentia sua natureza escura.

Em 495, um homem chamado Tuor chegou a Gondolin guiado por Ulmo. Tuor trazia o aviso de Ulmo de que o perigo estava próximo e que os elfos deveriam deixar Gondolin e seguir até o mar. Turgon, entretanto, estava relutante e Maeglin se postava sempre contrário à Tuor nos conselho do rei. Turgon então decidiu permanecer em Gondolin e ordenou que ninguém mais entrasse ou deixasse a cidade para nada. Tuor e Idril apaixonaram-se e se casaram no ano de 502. Seu casamento foi uma das três uniões entre elfos e homens mais importantes, juntamente com os casamentos de Beren e Lúthien e Arwen e Aragorn. Idril deu à luz a um filho em 503, ao qual chamou de Eärendil.

Maeglin ficou furioso com o casamento de Idril e Tuor. E por acaso, um dia enquanto minerava fora dos limites das Montanhas Circundantes, aconteceu dele ser capturado por Orcs e levado diante de Morgoth em Angband. Sob ameaça de tortura, Maeglin concordou em revelar a localização de Gondolin. Em troca, Morgoth prometeu-lhe o domínio de Gondolin, na condição de seu vassalo, e a posse de Idril uma vez que a cidade fosse capturada.

Idril tinha um crescente sentimento de mau presságio. Ela mandou que fosse construída uma passagem subterrânea deixando a cidade ao norte. Sua confiança de Maeglin cresceu depois que ele retornou a Gondolin e seu primo não tomou conhecimento sobre o túnel.

As forças de Morgoth atacaram Gondolin em 510. Maeglin aprisionou Idril e Eärendil, mas Tuor lutou com Maeglin nas muralhas e de lá o lançou à morte. De acordo com uma história, Idril liderou muitas pessoas para a passagem secreta e lutou contra os invasores com uma espada (BoLT 2, p. 188). Tuor, Idril e Eärendil escaparam juntamente com outros através do túnel secreto, mas Turgon morreu defendendo sua torre. 

Os sobreviventes emergiram na planície norte da cidade e, em seguida subiram as Montanhas Circundantes ao longo da Fenda das Águias. Lá eles foram atacados por um Balrog, mas Glorfindel sacrificou-se para salvá-los. Eles desceram para o Vale do Sirion e chegaram à Terra dos Salgueiros, onde descansaram por um tempo.

Em 511, Tuor e Idril conduziram seu povo às Fozes do Sirion e ali se juntaram aos refugiados da ruína de Doriath incluindo Elwing. Eärendil casou-se com Elwing, com quem teve Elrond e Elros.

Por volta de 525, Tuor tonou-se inquieto devido a sua idade e seu anseio crescente pelo mar. Ele construiu um navio chamado Eärrámë, o Asa-do-mar. Antes de partir, Idril deu a Eärendil a Elessar que ela havia salvo da queda de Gondolin. Tuor e Idril navegaram para o ocidente, e diz-se que Tuor foi o único, de todos os homens mortais, ao qual foi concedido a vida imortal dos elfos.


Nomes & Etimologia

Idril é a forma sindarin do nome quenya Itaril ou Itarillë que significa “brilho cintilante”. De ita “brilho” e ril “brilhante, cintilante”. (Em uma versão anterior da história é dito que Idril significa “amada”, a qual é uma é apresentada pela forma alternativa de Idhril que significa “donzela”. – BoLT 2, p. 343).

Ela foi cognominada Celebrindal, que significa “pé-de-prata” devido à “brancura dos seus pés descalços” (HOME XI, p. 200). Das palavras sindarins celebrin “semelhante à prata, em tom ou valor” e dal “pé”.

 

Genealogia


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Fontes Adicionais

The Silmarillion: "Of the Flight of the Noldor," p. 90; "Of the Noldor in Beleriand," p. 126; "Of Maeglin," p. 134, 136, 138-39 and passim; "Of Tuor and the Fall of Gondolin," passim; "Of the Voyage of Earendil and the War of Wrath," p. 246, 249, 254; "Akallabeth," p. 261; "Appendix – Elements in Quenya and Sindarin Names," entries for celeb and tal 
The History of Middle-earth, vol. II, The Book of Lost Tales Part Two: "The Fall of Gondolin," passim; "Appendix: Names in The Lost Tales – Part II," p. 34

The History of Middle-earth, vol. X, Morgoth’s Ring: "The Annals of Aman," p. 128 

The History of Middle-earth, vol. XI, The War of the Jewels: "The Grey Annals," p. 44-45, 48; "The Later Quenta Silmarillion," p. 200; "The Tale of Years," p. 346, 348, 351-52 

The History of Middle-earth, vol. XII, The Peoples of Middle-earth: "The Shibboleth of Feanor," p. 345-46, 348, 363 notes 40 and 42 

Unfinished Tales: "Of Tuor and His Coming to Gondolin," p. 56 note 31; "The History of Galadriel and Celeborn – The Elessar," p. 249, 251 

Appendix A of The Lord of the Rings: "The Numenorean Kings," p. 314 

The Letters of J.R.R. Tolkien: Letter #153

Fonte
The Thain’s Book 

Nazgûl

nazgul.jpgOs Nazgûl, ou Espectros do Anel, foram os mais terríveis servos de Sauron. Eles foram originalmente homens mortais. Sauron lhes deu os Nove Anéis do Poder com o objetivo de escraviza-los à sua vontade e assim se tornaram Espectros.
 
Descrição:
khamul.jpgPouco se sabe sobre as reais identidades dos Nazgûl. Diz-se que três foram grandes senhores de Númenor. Um foi um Oriental cujo nome era Khamûl, sendo o único que tem sua identidade conhecida.
 
Inicialmente os homens que receberam os Nove Anéis os utilizaram para ascender em poder e acumular riquezas para si. Eles se tornaram grandes reis, feiticeiros e guerreiros. Os Nove Anéis os tornaram invisíveis a olhos normais e prolongou suas vidas.

Mas eventualmente, os Homens que ostentavam os Nove Anéis caiam completamente sob controle de Sauron. Eles não podiam desobedece-lo e já não mais possuíam vontade própria. Alguns dos Homens foram rapidamente escravizados, enquanto outros que possuíam maior força vital ou bondade, demoraram mais.

Os Nazgûl foram condenados a existir apenas no mundo espectral. Suas vidas foram tão esticadas até que sua própria existência tornou-se tortura. Eles eram permanentemente invisíveis, exceto quando usavam mantos negros para lhes dar uma forma visível. Sauron, e quem usou o Um Anel, poderia vê-los em sua forma espectral, como pálidas figuras com olhos em chama, cabelos cinzentos, vestes brancas e cinzas, e elmos de prata.

Os Nazgûl enxergavam o mundo oculto… invisível, mas muito do que viam eram delírios e fantasmas criados por Sauron. Eles não podiam ver bem no mundo físico da luz, no sol do meio-dia não podiam ver nada. Eles viam as pessoas como sombras. No entanto, conseguiam ver uma ou outra claramente, mesmo sob a luz diurna e de longe. Na escuridão eram mais perigosos, porque eles poderiam perceber coisas que as pessoas comuns não podiam.

Seu olfato era aguçado. Eles podiam sentir o cheiro do sangue de seres vivos que eles caçavam e cobiçavam. Eles também podiam sentir O Um Anel, também podendo enxergar a pessoa que o utilizasse, mesmo que fosse invisível para os outros. Certa vez o Anel sentiu a proximidade do Nazgûl e Frodo foi tentado a coloca-lo, para que retornasse a Sauron.

Os Nazgûl podiam falar com as pessoas utilizando a Língua Geral, apesar da sua voz soar estranha e desagradável. Eles chamavam uns aos outros através gritos agudos e perfurantes. Eles podiam ouvir um ao outro através de grandes distâncias.

Havia uma aura de medo e terror ao redor dos Nazgûl e à sua volta era gélido. As pessoas podiam sentir a presença dos Espectros mesmo sem vê-los. Na verdade, o sentimento de medo era maior quando os Nazgûl estavam invisíveis, sem suas capas negras. O terror também era maior na escuridão e quando os nove estavam juntos.

Medo era a principal arma dos Nazgûl. Poucas pessoas tinham força de vontade o suficiente para ficar de pé à sua frente. Os Nazgûl exauriam um miasma conhecido como Hálito Negro que causava  doenças e até mesmo a morte aqueles que foram expostos a ela.

Os animais também eram aterrorizados pelos Nazgûl. Os cavalos negros que os Nazgûl montavam foram treinados para resistir a eles. Os cavalos nasceram em Mordor, mas eles podem ter sido roubados dos estábulos de Rohan. Mais tarde, na Guerra do Anel, Sauron deu aos Nazgûl novas montarias – terríveis criaturas com asas, conhecidas como Bestas Aladas.

Os Nazgûl também tinham algumas fraquezas. Os oito, excluindo o Senhor dos Nazgûl temiam a água, e eles não gostavam de cruzar rios a não ser por cima de pontes. Eles podiam resistir ao sol, mas os oito menores Nazgûl tendiam a ficar confusos quando expostos à luz do dia, quando estavam sozinhos e sua força era diminuída. Eles também odiavam fogo.

Elfos estavam entre os poucos seres que os Nazgûl temiam, particularmente os Altos Elfos que viveram nas Terras Imortais, porquê possuíam poder no Mundo Invisível. Os Nazgûl também temiam os Poderes conhecidos como Valar, especialmente Elbereth que criou as estrelas e foi reverenciada pelos Elfos.

Os Nazgûl não tinham grandes poderes físicos contra aqueles que não os temiam. De qualquer modo, eles não podiam ser aniquilados por simples homens. A maioria das armas não podiam machucá-los, e qualquer lâmina que veio a tocar o Senhor dos Nazgûl desintegrou.

Foi necessária uma espada especial – forjada pelos Dúnedaináin e imbuída com encantos – para desferir o golpe que enfraqueceu o Senhor dos Nazgûl. Chamas da erupção da Montanha da Perdição destruiram os outros oito Nazgûl. Mas, afinal, foi a destruição do Um Anel, ao qual eram vinculados, que garantiu que os Nazgûl nunca mais possam surgir novamente.

 
 
História:
Os Nove Anéis foram feitos por ferreiros élficos de Eregion nos anos 1500s da segunda era. Sauron
se disfarçou e enganou os Elfos, de modo que aceitassem sua ajuda na forjadura dos Anéis. Ele então forjou O Um Anel, o qual ele podia usar para controlar os outros.

rei_bruxo.pngSauron recuperou os Nove Anéis em 1697. Ele distribui os Anéis para nove Homens que tornaram-se os Nazgûl. Os Nazgûl apareceram inicialmente na forma de Espectros por volta de 2251 da segunda era. O Senhor dos Nazgûl era seu líder, e o segundo em comando era Khamûl.

Em algum ponto, Sauron, aparentemente, pegou de volta os Nove Anéis dos Nazgûl. Afirma-se em vários pontos que Sauron guardava os Nove Anéis em sua posse. Naquele tempo os Nazgûl estavam, evidentemente, tão subjugados à vontade de Sauron que não mais precisavam portar seus Anéis.

Sauron foi derrotado na Guerra da Última Aliança ao final da segunda era e o Um Anel foi tirado dele. Seu espírito fugiu para o leste para recuperar sua força, e os Nazgûl também se ocultaram. Por volta de 1050 da terceira era, Sauron retornou secretamente e construiu a fortaleza de Dol Guldur na grande floresta que ficou conhecida como Floresta das Trevas.

Os Nazgûl reapareceram por volta de 1300. O Senhor dos Nazgûl estabeleceu o reino de Angmar no norte neste período. Sua real identidade não era conhecida e ele foi chamado de Rei Bruxo de Angmar. Sua intenção era de destruir os Dúnedain de Arnor. Arnor foi dividida em três reinos – Arthedain, Cardolan, e Rhudaur – e os Dúnedain do Norte não estavam mais unidas.

O Rei  Bruxo declarou guerra contra os Dúnedain do Norte por seis séculos. Ele secretamente, fez uma aliança com Rhudaur, a qual foi conquistada por um lorde do mal dos Homens das Colinas. Em 1356, Angmar e Rhudaur atacaram Arthedain e o Rei Argeleb I de Arthedain foi morto.

O Rei Bruxo lançou outro ataque em 1409. O último príncipe de Cardolan foi morto e os Dúnedain tomaram refúgio nas Colinas Tumulares e na Floresta Velha. Os Dúnedain foram guiados para fora de Rhudaur, que por sua vez foi ocupada pelos aliados de Angmar. O Rei Arveleg I de Arthedain foi morto, mas seu filho Araphor tratou de fazer recuar as forças de Angmar com a ajuda dos elfos de Lindon e Valfenda.

Durante a Grande Peste de 1636, os remanescentes dos Dúnedain em Cardolan pereceram. O Rei Bruxo enviou então, espíritos malignos de Angmar e Rhudaur para ocupar os montes das Colinas Tumulares e esses espíritos ficaram conhecidos como Criaturas Tumulares.

Em 1974, o Rei Bruxo conquistou Fornost, a capital de Arthedain. Os Dúnedain do Norte e os Elfos dos Portos Cinzentos e Valfenda foram apoiados por uma armada de Gondor liderada por Earnur. Eles derrotaram as forças do Rei Bruxo na Batalha de Fornost em 1975.

Earnur perseguiu o Rei Bruxo, porém quando ficou de frente para ele, o cavalo de Earnur pirou em terror. O Rei Bruxo zombou de Earnur, mas ele também o odiava por sua participação na queda das forças de Angmar. O Rei Bruxo fugiu quando avistou Glorfindel, que era um dos Altos Elfos. Glorfindel aconselhou Earnur a deixá-lo ir, dizendo: "Ainda está longe o seu castigo, e não será pela mão de um homem que ele irá cair.


O Rei Bruxo abandonou Angmar e retornou para Mordor por volta de 1980. Os outros Nazgûl devem ter ido para Mordor mais tarde, por volta de 1856. Em 2000, os Nazgûl sitiaram Minas Ithil, a fortaleza de Gondor nas fronteiras de Mordor. Eles conquistaram Minas Ithil em 2002 e ela foi renomeada para Minas Morgul.

Earnur se tornou Rei de Gondor em 2043 e o Rei Bruxo o desafiou para um duelo. Earnur recusou, mas quando o Rei Bruxo renovou seu desafio em 2050, Earnur aceitou. Ele cavalgou para Minas Morgul e nunca mais foi visto. Earnur não deixou rastros, e a linha de Reis em Gondor se findou. Daquele dia em diante, Gondor foi governada por um Regente.

Durante a Paz Vigilante de 2063 até 2460, os Nazgûl permaneceram quietos em Minas Morgul. Sauron estava escondido no Leste durante esse período. Ele havia deixado Dol Guldur quando Gandalf veio para investigar. A Paz Vigilante acabou quando Sauron voltou para Dol Guldur em 2460.

Os Nazgûl prepararam Mordor para o retorno de Sauron. Em 2475, eles enviaram um exercito de Uruks para atacar Gondor. Os Uruks eram uma espécie de Orcs negros de grande força que não haviam sido vistos anteriormente. Eles tomaram Osgiliath, mas foram expulsos por Boromir, o filho do Regente, que era temido por todos, até mesmo pelo Rei Bruxo. (Nota: Esse Boromir não é o mesmo da Sociedade do Anel)

Sauron retornou secretamente para Mordor em 2942 depois que Gandalf e o Conselho Branco atacaram Dol Guldur. Ele revelou sua presença em 2951 e estruturou suas forças. Ele enviou Khamûl, o segundo em comando dos Nazgûl para Dol Guldur juntamente com um ou dois outros Nazgûl. O Rei Bruxo e os outros permaneceram em Minas Morgul.

Em 3017, Sauron soube por Gollum que o Um Anel estava na posse de um Hobbit chamado Bolseiro, no condado. Sauron decidiu enviar os Nazgûl para reaver o Um Anel. Mesmo que o Anel tentasse todos que viessem a ter contato com o mesmo, Sauron acreditou nos Nazgûl para traze-lo de volta porquê os Espectros já estavam completamente sob seu controle.

Em 20 de Junho de 3018, o Rei Bruxo liderou um exército para atacar Osgiliath. O ataque foi um teste das defesas de Gondor, bem como uma cobertura para a partida dos Nazgûl. Os filhos do Regente Denethor II, Boromir e Faramir defenderam Osgiliath mas foram forçados a recuar quando o inimigo conquistou a metade externa da cidade. Os defensores sentiram o terror da presença dos Nazgûl e alguns pensaram ter visto a sombra de um cavaleiro negro.

Nesse mesmo dia, Orcs atacaram a Floresta Negra, permitindo a Goluum – que estava aprisionado ali – escapar. De acordo com uma fonte, muitos dos Nazgûl – provavelmente o contingente de Dol Guldur, liderados por Khamûl – comandaram esse ataque.

Em primeiro de Julho, o Rei Bruxo e os outros Nazgûl de Minas Morgul cruzaram o rio e começaram a busca pelo Um Anel. Eles viajaram através de Anorien e atravessaram o rio fronteira (Entwash) que ligava as duas terras, até Rohan. Eles estavam desmontados e invisíveis, porém as pessoas sentiam a escuridão e o terror a medida que passavam. Os Nazgûl receberam mantos e cavalos no dia 17 de Julho no lado ocidental do Anduin, norte de Sarn Gebir.

Entretanto, Khamûl e os Nazgûl de Dol Guldur estiveram procurando pelos Vales do Anduin pelo Condado. Gollum mentiu para Sauron sobre a localização do Condado, direcionando-o para a região onde o povo de Gollum havia vivido. Khamûl encontrou as vilas desertas ao longo do percurso, mas nenhum traço de Hobbits.

Khamûl reencontrou-se com o Rei Bruxo no Campo de Celebrant no dia 22 de Julho. A despeito do reporte de Khamûl, o Rei Bruxo decidiu continuar a busca pelos Vales do Anduin conforme Sauron havia ordenado. Os Nove Nazgûl passaram entre as Montanhas Nebulosas e Lothlórien, seguindo então norte acima.

Os Nazgûl retornaram para Rohan em Setembro. Eles foram encontrados no Folde por mensageiros de Sauron, que estava irado pelos Nazgûl terem falhado em sua missão. Sauron ordenou que os Nazgûl fossem à Isengard porquê acreditava que Saruman sabia onde estava o Anel. Conforme os Nazgûl cavalgaram através de Rohan, muitos dos Rohirrim fugiram em terror.

Os Nazgûl cruzaram os Vaus do Isen no dia 18 de Setembro. Existem diferentes relatos de sua conversa com Saruman. De acordo com uma versão, Saruman disse-lhes a localização do condado. Em uma versão diferente, Saruman afirmou que não sabia, mas os Nazgûl obtiveram a informação de Grima Língua de Cobra.

Os Nazgûl cavalgaram apressadamente para Eriador, onde o condado era localizado. Eles se dividiram em pares, e o Rei Bruxo cavalgou com o mais rápido par. Conforme avançavam para o norte, pessoas e animais se escondiam deles.

Logo depois que chegaram a Tharbad, os Nazgûl capturaram um sulista vesgo que era agente de Saruman. O homem esteve no Condado muitas vezes para obter erva de fumo e informação para Saruman. Ele disse aos Nazgûl que um Hobbit chamado Bolseiro vivia na Vila dos Hobbits e ele tinha mapas do Condado. O Rei Bruxo enviou o sulista para Bri para observar os viajantes que deixavam o Condado.

Os Nazgûl alcançaram o Brandevine pela fronteira sul do Condado em 22 de Setembro. O caminho do Vau Sarn era protegido pelos Guardiões, que eram remanescentes dos Dúnedain do Norte. Os Guardiões tentaram parar os Nazgûl, evitando sua entrada no condado, mas eles não podiam lidar com os Nove Nazgûl, e quando a noite caiu, os Guardiões foram todos exterminados ou afugentados para longe.

De acordo com o “Conto dos Anos” no Apêndice B do Senhor dos Anéis, quatro dos Nazgûl entraram no Condado enquanto os outros cinco, caçavam os Guardiões pelo leste e vigiavam as estradas. Gandalf também constatou que quatro Nazgûl haviam adentrado o Condado no Conselho de Elrond. (SdA, p. 277).

De qualquer forma, no livro “ The Lord of the Rings: A Reader’s Companion” há muito mais detalhes sobre os movimentos dos Nazgûl que foram preparados por Tolkien. Nessas citações, cinco Nazgûl incluindo Khamûl, diz-se ter entrado no Condado enquanto os outros quatro incluindo o Rei Bruxo foram para o leste. Os detalhes desse trecho são dados aqui.

O Rei Bruxo estabeleceu acampamento em Andrath. Os três Nazgûl que o acompanhavam patrulharam as estradas enquanto o Rei Bruxo seguia para as Colinas Tumulares. Ele enviou espíritos malignos para habitar as Colinas Tumulares quando comandava Angmar, e agora havia as convocado para manter vigilância sobre o Portador do Anel. A invocação do Rei Bruxo se extendeu até a Floresta Velha, onde o malicioso Velho Salgueiro Homem vivia.

Entretanto, Khamûl e quatro outros Nazgûl entraram no condado antes da alvorada em 23 de Setembro. Um dos Nazgûl foi para o norte através do Marish para a ponte do Brandevine. Dois outros Nazgûl foram pela ponte do Vau Sarn a noroeste de Michel Delving, nas Colinas Brancas. Um desses seguiu para nordeste, Rumo à quarta Norte.

Khamûl e um Nazgûl de Dol Guldur vieram pelo meio do Condado para a Grande Estrada Leste próximo à Pedra das Três Quartas. O acompanhante de Khamûl viajou para leste afim de manter vigilância sobre as estradas. Ele mesmo ficou ao sul entre a Grande Estrada Leste e a estrada alternativa. Khamûl seguiu para a Vila dos Hobbits na tarde do dia 23 de Setembro e questionou Gaffer Gamgi, descobrindo que o Sr. Bolseiro fora para Terra dos Buques.

Frodo Bolseiro, o Portador do Anel, havia deixado Bolsão com seus companheiros naquela mesma tarde. Khamûl os perseguiu. Ele chegou perto de capturar Frodo no dia 24 de Setembro, mas os Hobbits se esconderam dele e Khamûl foi exitante e incerto durante a luz do dia. Ao anoitecer, Khamûl tornou-se mais consciente sobre o Anel e se aproximou de Frodo, mas fugiu devido à aproximação dos elfos liderados por Gildor Inglorion.

No próximo dia, 25 de Setembro, os Hobbits avistaram Khamûl por uma clareira, abaixo dos troncos, mas eles foram ocultos pelas árvores. Khamûl chamou seu companheiro de Dol Guldur. Então foram até Bamfurlong e ofereceram ouro ao fazendeiro Maggot, em troca de informações sobre o ‘Bolseiro’, mas Maggot recusou.

Khamûl enviou seu companheiro para o sul enquanto ele seguiu para o norte rumo a ponte do Brandevine. Ambos voltaram ao ponto inicial a noite. Khamûl viu os Hobbitos cruzendo o Brandevine no cais do Buqueburgo, mas ele era incapaz de cruzar água tão funda e o rio interferiu em sua habilidade de sentir o Anel.

Khamûl invocou outros três Nazgûl que estavam dispersos pelo Condado. Os cinco Nazgûl reuniram-se na manhã de 26 de Setembro. Um Nazgûl foi ordenado para observar a Ponte do Brandevine, enquanto outros dois foram enviados através da Grande Estrada Leste para reportar o Rei Bruxo.

Khamûl e seu companheiro de Dol Guldur entraram sorrateiramente na Terra dos Buques através do Portão Norte. Ele não queria atrair atenção, então continuou sua busca por Frodo vagarosamente e pacientemente. Eles eram incertos de onde procurar, porque a Terra dos Buques não aparecia nos mapas do Sulista.

Os dois Nazgûl enviados para o leste por Khamûl chegaram a Bri em 26 de Setembro. Um vagou pelo norte e veio através do Caminho Verde enquanto o outro chegou do Sul. Eles perguntaram por um Hobbit chamado Bolseiro no Pônei Saltitante, mas Barliman Butterbur fechou a porta para eles. Eles também falaram com o porteiro Harry Groatleaf. Os dois Nazgûl reportaram ao Rei Bruxo no dia 27 de Setembro.

O Rei Bruxo suspeitou que o Portador do Anel estivesse seguindo para Valfenda. Ele ordenou que três Nazgûl fizessem uma busca por todo território leste tão longe quanto o tempo deixasse e retornassem pelo oeste pela Grande Estrada Leste que leva a Bri. O Rei Bruxo e outros dois Espectros patrulharam o Caminho Verde.

Os Hobbits adentraram na Floresta Velha no dia 26 de Setembro. Merry Brandebuque e Pippin Tûk foram capturados pelo Velho Salgueiro Homem, mas foram resgatados por Tom Bombadil. Em 28 de Setembro, os Hobbits cruzaram as Colinas Tumulares e foram capturados por uma das Criaturas Tumulares a serviço do Rei Bruxo, mas eles foram, novamente, salvos por Tom Bombadil.

Também em 28 de Setembro, Khamûl achou a casa, em Cricôncavo, onde Frodo esteve hospedado na Terra dos Buques. O amigo de Frodo Fredegar Bolger havia ficado para trás em Cricôncavo. Khamûl manteve sua atenção voltada para a casa e enviu seu companheiro para trazer de volta o Nazgûl que havia deixado guardando a Ponte do Brandevine. Os três se encontraram em Cricôncavo na noite do dia 29 de Setembro.

Frodo Bolseiro e seus amigos chegaram a Bri nesse mesmo dia. Nesta noite, os três Nazgûl que haviam sido enviados para os Topo do Vento e voltaram para Bri. Eles deixaram seus cavalos fora da cidade e secretamente entraram através do portão sul.

Na sala principal do Pônei Saltitante, o Anel saltou para o dedo de Frodo e ele desapareceu. Isso foi flagrado pelo Sulista vesgo e seu comparsa Bill Ferny, que reportou isso ao Nazgûl. Um dos Nazgûl foi enviado para alertar o Rei Bruxo, mas foi atrasado pelos Guardiões e não o achou até o dia seguinte.

Os outros dois Nazgûl encontraram Merry Brandebuque que estava caminhando próximo à casa de Bill Ferny na tarde do dia 29 de Setembro. Merry foi tomado pelo Hálito Negro. Os dois Nazgûl tentaram capturá-lo mas foram interrompidos pela chegada de Nob da estalagem.

Os dois Nazgûl planejaram um ataque à estalagem nas horas seguintes do dia 30 de Setembro. Existem algumas questões acerca de como os Nazgûl conduziram o ataque, ou se seus agentes Bill Ferny e o Sulista vesgo fizeram isso. As notas publicadas no livro “The Lord of the Rings: A Reader`s Companion” dizem que foram os própriso Espectros. O ataque falhou porquê os Hobbits foram escondidos por Aragorn e almofadas foram colocadas em suas camas. Os dois Nazgûl deixaram Bri para reportar ao Rei Bruxo que o Portador do Anel havia escapado.

Ao mesmo tempo, Khamûl e os outros dois espectros atacaram a casa em Cricôncavo, sem imaginar que Frodo não estaria mais lá. Fredegar Bolger fugiu e tocou o alarme. Os três Nazgûl cavalgaram para o portão noite, passaram pelos guardas e deixaram a Terra dos Buques. Eles marcharam para Andrath para se encontrar com o Rei Bruxo.

Os Nove Nazgûl chegaram a Andrath tarde, no dia 30 de Setembro. O Rei Bruxo soube que um Guardião estava no Pônei Saltitante, mas não imaginava que era Aragorn. Ele suspeito que o Portador do Anel poderia ter seguido para o leste a partir de Bri e enviou quatro Nazgûl para o Topo do Vento. Ele liderou os outros quatro para o Sul, ao longo do Caminho Verde, mas não encontrou nada e retornou para Bri.

No dia primeiro de Outrubro depois da meia noite os quatro Nazgûl e o Rei Bruxo quebraram o portão de Bri e avançaram através da cidade. Eles cavalgaram pelo leste até a Velha Estrada. Gandalf em Bri na tarde anterior e depois da manhã no dia primeiro de Outubro ele saiu em perseguição aos cinco Nazgûl.

Os quatro Nazgûl que haviam sido enviados antes para o Topo do Vento chegaram no dia 2 de Outubro. Um ficou no Topo do Vento enquanto os outros três seguiram para leste através da estrada. O Rei Bruxo e os outros quatro Nazgûl cavalgaram até o Topo do Vento e notaram que estavam sendo seguidos por Gandalf. Eles continuaram pela rota da estrada e deixaram que Gandalf os ultrapassassem em 3 de Outubro.

O Rei Bruxo percebeu que Gandalf não possuía o Anel como ele temia. Ele suspeito que Gandalf poderia ter encontrado o Portador do Anel no Topo do Vento.

Na noite de 3 para 4 de Outubro, os Nazgûl atacaram Gandalf no Topo do Vento. Quando Gandalf, mais tarde, relatou esses eventos, ele afirmou que os Nove Nazgûl estavam presentes (SdA, p. 277). De qualquer forma, o relato detalhado dos movimentos dos Nazgûl mostra que apenas seis estavam realmente presentes – o Rei Bruxo e os quatro que o acompanhavam mais o que estava guardando o Topo do Vento anteriormente.

As luzes e chamas da batalha entre Gandalf e os Nazgûl puderam ser vistas de longe. Gandalf foi capaz de repelir os Nazgûl e pela manhã ele escapou e cavalgou para o norte. Quatro dos Nazgûl seguiram-no. Eles ocasionalmente, deixavam a perseguição de lado e se voltavam para os Vaus do Bruinen.

O Rei Bruxo e Khamûl ficaram para vigiar o Topo do Vento. Três outros Nazgûl ficaram com eles. (Detalhadamente, estes eram os três que haviam ido pela estrada leste através da Grande Estrada, que agora, haviam retornado para o Topo do Vento.)

Frodo e seus companheiros chegaram ao Topo do Vento no dia 6 de Outubro depois de tomar uma rota sinuosa através dos ermos ao redor de Bri. Do topo da colina eles avistaram cinco Nazgûl na Grande Estrada Leste – dois vindo do leste e três do oeste.

Depois de escuro, os cinco Nazgûl atacaram seu acampamento. Frodo sucumbiu à tentação de colocar o Anel. Ele pôde ver os Nazgûl em suas formas Espectrais, e os Nazgûl puderam ver Frodo claramente. Dois Nazgûl ficaram no topo do declive enquanto três, incluindo o Rei Bruxo avançaram sobre Frodo.

nazgul-sword.jpgO Rei Bruxo feriu Frodo no Ombro com sua lâmina Morgul, e uma lasca rompeu em sua ferida. Frodo tentou ferir o Rei Bruxo com uma espada das Colinas Tumulares, mas apenas riscou sua capa. Frodo chamou as preces por Elbereth – um dos Valar que dizem escutar as súplicas daqueles que precisam. Então Aragorn se aproximou com lenha em chamas, em ambas as mãos.

Os Nazgûl recuaram do Topo do Vento. A lasca da Lâmina Morgul ficou se movendo próxima ao coração de Frodo e poderia transformá-lo em um Espectro. Os Nazgûl acreditavam que Frodo poderia estar sob seu controle em breve.

O Rei Bruxo foi incomodado com o que aconteceu no Topo do Vento. Ele ficou balançado pelo seu confronto com Gandalf e também temia Aragorn. Mas ele também sabia que o Portador do Anel havia resistido a ele mesmo não sendo uma pessoa de grande poder. Ele temeu que Frodo tivesse algum pacto com os Altos Elfos porquê invocou o nome de Elbereth.

O Rei Bruxo também reconheceu que a espada de Frodo das Colinas Tumulares foi forjada pelos Dúnedain para a guerra contra Angmar. Ele sabia que aquele golpe que resvalou nele poderia lhe trazer a morte. (De fato nas batalhas dos Campos de Pelennor, Merry Brandebuque recorreria ao mesmo tipo de espada para desferir um golpe fatal no Rei Bruxo.)

Devido a essas preocupações, o Rei Bruxo falhou em observar a retirada de Frodo e seus companheiros do Topo do Vento, perdendo assim a trilha do Anel. Ainda não era tarde no dia 7 de Outubro quando ele deu continuidade à perseguição. Ele e os outros quatro Nazgûl cavalgaram pela Grande Estrada Leste para a última ponte sobre Hoarwell.

Em 9 de Outubro, Elrond de Valfenda enviou poucos elfos que fossem capazes de encarar os Nazgûl para encontrar o Portador do Anel. Dentre os que buscavam, estava Glorfindel, que era um dos Altos Elfos. Glorfindel achou três Nazgûl incluindo Khamûl na Última Ponte em 11 de Outubro e ele os conduziu para o leste. Glorfindel deixou uma pequena pedra verde na Última Ponte indicando que agora era segura para ser cruzada.

Glorfindel encontrou então o Rei Bruxo e outro Nazgûl vindo pelo leste na estrada. O Rei Bruxo não podia confrontar Glorfindel na luz do dia com apenas um acompanhante, então os dois Nazgûl fugiram pelo sul.

Aragorn e os Hobbits cruzaram a Última Ponte em 13 de Outubro. Os cinco Nazgûl perseguidos por Glorfindel se reencontraram em 14 de Outubro e continuaram sua perseguição. O Rei Bruxo e Khamûl sentiram que o Anel havia cruzado a ponte, mas perderam sua trilha e desperdiçaram dias preciosos para reencontra-la. Em 19 de Outubro, conforme os cinco Nazgûl se aproximavam dos Vaus do Bruinen, sentiam o Anel, mais perto.

Em 20 de Outubro, os cinco Nazgûl perseguiram Frodo até os Vaus. Eles foram acompanhados pelos quatro Nazgûl que seguiam Gandalf desde o Topo do Vento. Os Nazgûl podiam ver Frodo e ele podia vê-los claramente devido à ferida causada pela lâmina Morgul. Frodo foi montado sobre o cavalo de Glorfindel, Asfaloth e ele o fez cruzar o Bruinen, mas sentiu-se obrigado a parar e enfrentar os Nazgûl, e o Rei Bruxo fez sua espada quebrar.

onda_de_elrond.jpgO Rei Bruxo liderou Khamûl e outro Nazgûl para o rio, apesar do seu ódio por água em movimento, porquê não podiam deixar o Portador do Anel escapar. Mas as águas do Bruinen cresceram em uma enchente criada por Elrond e Gandalf. Os outros Nazgûl eram forçados a seguir para o rio por Glorfindel – que revelou toda sua força e parecia brilhar envolto de uma luz branca – por Aragorn e por outros ostentando tochas.

Os Nazgûl não foram destruídos, mas temporariamente desabilitados. Eles perderam seus mantos que lhes concediam forma e oito dos nove cavalos foram mortos. O Rei Bruxo aparentemente cavalgou de volta para Mordor no nono cavalo, provavelmente chegando antecipadamente em Dezembro. Ajuda foi enviada para os outros Nazgûl e eles retornaram para Mordor em segredo.

Aos Nazgûl foram dadas novas montarias para substituir seus cavalos. Estas eram terríveis criaturas aladas conhecidas como Bestas Aladas. Sauron manteve os Nazgûl Alados ao leste do Anduin inicialmente. Contudo, em 9 de Janeiro de 3019, uma inexplicável sombra passou sobre a Sociedade em Eregion (FotR, p. 299). Muitos especularam que isso foi um dos Nazgûl Alados que cruzou o rio prematuramente. (HoME VII, p. 365).

De acordo com a linha do tempo publicada no “The Lord of the Rings: A Reader’s Companion”, um dos Nazgûl se encontrou com Grishnakh no lado leste do Anduin próximo ao Vau Sarn em 26 de Janeiro. Grishnakh era um Orc de Mordor que possuia informação sobre a jornada da Sociedade.

Grishnakh e sua companhia de Orcs junto a um Nazgûl atacaram a sociedade em 23 de Fevereiro a medida que eles viajavam rio a baixo por barco. Legolas atirou e matou a montaria do Nazgûl com uma flecha, mas o Nazgûl sobreviveu. Grishnakh, posteriormente uniu forças com Ugluk de Isengard para Atacar a Sociedade em Amon Hen e Merry Brandebuque e Peregrin Tûk foram capturados.

Grishnakh encontrou-se novamente com um dos Nazgûl em 27 de Fevereiro. O Nazgûl disse a Grishnakh para perseguir Ugluk, que estava levando os Hobbits para Isengard. Mas Grishnakh foi morto pelos Rohirrim e Merry e Pippin escaparam em 29 de Fevereiro. No mesmo dia, Frodo Bolseiro e Samwise Gamgi ouviram o grito de um Nazgûl alado sobre suas cabeças enquanto estavam no Emyn Muil. É possível que este fosse o Nazgûl que havia feito contato com Grishnakh.

Em 2 de Março, um Nazgûl Alado voou de Mordor sobre os Pântanos Mortos e então voltou para Mordor. Este foi visto e ouvido por Frodo e Sam e seu guia Gollum. Sam sentiu uma mudança para pior em Gollum depois disso.

Eles novamente sentiram a presença de um Nazgûl Alado – mesmo que não pudessem vê-lo – no crepúsculo em 4 de Março e depois da meia noite em 5 de Março. Mais tarde, no mesmo dia, depois que chegaram ao portão negro, Sam viu quatro Nazgûl Alados voando em círculos como se buscassem por alguma coisa.

Um Nazgûl alado foi enviado por Sauron para investigar o que Saruman estava fazendo. Esse Espectro passou sobre Dol Baran por volta de 11:00 da noite de 5 de Março. Esse não era o Nazgûl que havia passado sobre Frodo e Sam anteriormente. E embora Pippin Tôk tenha falado com Sauron apenas pela Palantir enquanto acampava em Dol Baran, esse Nazgûl não estava ali pelo mesmo, porquê a jornada de 600 milhas vinda de Mordor levaria seis ou sete horas. Esse Nazgûl voou sobre Isengard e retornou para Mordor.

Um segundo Nazgûl foi despachado depois que Sauron viu Pippin pela Palantir. Esse Nazgûl veio a Edoras em 6 de Março e planou sobre o teto de Meduseld. Gandalf estava ali e ele alertou aos Rohirrim para concentrar suas forças no refúgio de  Dunharrow para evitar serem encurralados.

Em 9 de Março, um Nazgûl Alado voou sobre Minas Tirith. Pippin e Beregond sentiram isso e escutaram seu terrível grito.

10 de Março foi o dia sem manhã, Sauron enviou uma escuridão que cobriu o céu, em parte para enaltecer a força dos Nazgûl. Na tarde posterior, cinco Nazgûl Alados perseguiram Faramir e seus homens através dos campos de Pelennor. Gandalf cavalgou para fora de Minas Tirith para confronta-los e disparou um feixe de luz branca contra um deles, e os Nazgûl se retiraram.

Também na tarde de 10 de Março, o Rei Bruxo liderou um grande exército de Minas Morgul com o propósito de atacar Minas Tirith. Ele cavalgou um cavalo e vestiu um elmo como uma coroa em sua cabeça. Sua partida foi observada por Frodo e Sam. O Rei Bruxo parecia sentir algo e Frodo foi tentado a colocar o Anel, mas resistiu e o Rei Bruxo se foi.

O Rei Bruxo liderou a hoste de Morgul para Osgiliath e conquistou a travessia do Anduin em 12 de Março. Como comandante das forças de Sauron, a força do Rei Bruxo havia crescido, e ele provocou terror em seus oponentes. Faramir, o líder da resistência, foi forçado a recuar. Suas forças foram reduzidas para a proporção de 10 para 1.

 
Em 13 de Março, as forças do Rei Bruxo quebraram as Rammas Echor e avançaram sobre os Campos de Pelennor. O Rei Bruxo enviou Nazgûl Alados para atacar os homens de Faramir conforme eles recuavam. Faramir foi atingido por uma flecha e foi afetado em seguida pelo Hálito Negro do Nazgûl. Gandalf novamente cavalgou contra os Nazgûl Alados enquanto o Príncipe Imrahil e os Cavaleiros de Dol Amroth resgataram Faramir.

Também em 13 de Março, Shagrat da Torre de Cirith Ungol recebeu ordenas de Minas Morgul, os Nazgûl temiam que espiões tentassem adentrar Mordor. Um Orc chamado Gorbag de Minas Morgul foi enviado para patrulhar posteriormente, Sagrad e Gorbag capturaram Frodo.

Sam resgatou Frodo em 15 de Março e depois que escaparam um Nazgûl Alado desceu à torre de Cirith Ungol. O Nazgûl procurou por algum tempo, mas não achou os Hobbits.

As forças do Rei Bruxo sitiaram Minas Tirith. O Nazgûl Alado rondou a cidade, causando medo e desespero em seus habitantes. Pela manhã em 15 de Março, o aríete Grond foi levado aos portões de Minas Tirith. O Rei Bruxo sussurrou palavras de terror e poder em uma língua antiga e Grond pois abaixo o portão.

O Rei Bruxo foi confrontado no portão por Gandalf. Mas nesse momento os Rohirrim chegaram e o Rei Bruxo bateu em retirada do portão para evitar sua interceptação. Ele montou uma Besta Alada e desceu ao campo brandindo uma maça negra. Ele perfurou o cavalo do Rei Theoden, Snowmane com um dardo e o Rei foi esmagado pelo seu próprio cavalo, vindo a falecer.

Éowyn, a sobrinha do Rei, confrontou o Rei Bruxo auxiliada por Merry Brandebuque. Merry usou sua espada – que foi forjada pelos Dúnedain para sua guerra contra Angmar – para perfurar a falange traseira do joelho do Rei Bruxo, quebrando o encanto que mantinha sua forma agrageada.

Éowyn fincou sua espada no espaço entre a coroa do Rei Bruxo e seus ombros, e seu espírito se dissipou no ar. Assim, as palavras faladas por Glorfindel após a batalha de Fornost fizeram valer, e o Rei Bruxo encontrou seu destino nas mãos de uma mulher e de um Hobbit.

Um dos Nazgûl Alados voou de volta para Mordor com a notícia da queda do Rei Bruxo. Frodo e Sam o viu passar sobre suas cabeças proferindo um grito de angustia. Conforme Frodo e Sam se aproximavam da Montanha da Perdição, os Nazgûl estavam ocupados controlando os exércitos de Gondor e Rohan que estavam marchando de encontro ao Portão Negro.

Em 25 de Março, os oito Nazgûl Alados voavam sobre a Batalha de Morannon. As Grandes Águias tentaram atacar os Nazgûl, mas Frodo revogou o Anel para si na Montanha da Perdição e Sauron enviou os Nazgûl para pará-lo. Mas Gollum mordeu o Anel arrancando-o de Frodo e caiu nas Fendas da Perdição onde o Anel foi destruído. A Montanha da Perdição entrou em erupção e os oito Nazgûl foram consumidos pelas chamas. Quando o Um Anel foi destruído, os Nove Anéis perderam sua força e os Nazgûl nunca mais poderiam voltar.

* Nota:
Sauron is said to be in possession of the Nine Rings in The Fellowship of the Ring, p.
É dito que Sauron está em posse dos Nove Anéis em A Sociedade do Anel, p. 61 e 382; Contos Inacabados, p. 338 e 343; e Carta #246. Entretanto, em A Sociedade do Anel  p. 263, é dito "O Novo, o Nazgûl o mantém."
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DATAS IMPORTANTES

 
Segunda Era:
1500
Os nove anéis são feitos.

1600
Sauron faz o Um para governar os demais.

1697
Sauron tem os nove anéis.

2251
O primeiro dos nove Nazgûl aparece.

3434
A Guerra da Última Aliança começa.

3441
Sauron é derrubado e o Um Anel é tomado por Isildur. Os Nazgûl vão para as sombras.

Terceira Era:
1050
Sauron retorna em segredo e estabelece uma fortaleza em Dol Guldur.

1300
Os Nazgûls reaparecem. O Senhor dos Nazgûl estabelece o reino de Angmar, no norte e se torna conhecido como o Rei-Bruxo de Angmar.

1356
Angmar e Rhudaur guerreiam em Arthedain. Rei Argeleb I de Arthedain é morto.

1409
O Rei-Bruxo envia um grande “anfitrião” diante de Angmar. Cardolan é ocupada embora alguma resistência continue. Rhudaur é invadida por indivíduos malígnos de Angmar. King Arveleg I de Arthedain é morto e a Torre de Amon Sul é destruída. Elfos vêm para a ajuda dos Dunedain e evitar que o Rei-Bruxo sobreponha todos de Arnor.

1636-37
A Grande Peste chega a Eriador. O Rei-Bruxo envia espíritos maus para ocupar as Colinas dos Túmulos.

1856
Os outros oito Nazgûl podem ter retornado para Mordor neste momento.

1974
O Rei Bruxo invade Arthedain e captura Fornost. O Reino-Norte de Arnor está terminado.

1975
As forças do Rei-Bruxo são derrotadas na batalha de Fornost pelos Dunedain do Norte, Homens de Gondor, e Elfos de Lindon e Valfenda. O Rei-Bruxo é banido do norte. Glorfindel profetiza sobre a sua perdição.

1980
O Rei-Bruxo retorna para Mordor e reúne os outros oito Nazgûl com ele.

2000
Os Nazgûl cercam Minas Ithil.

2002
Os Nazgûl capturam Minas Ithil. Torna-se seu reduto e é renomeada Minas Morgul.

2043
O Rei-Bruxo desafia Earnur para um único combate, mas é recusado.

2050
O Rei-Bruxo renova seu desafio e Earnur aceita. Earnur não é visto novamente. A partir deste tempo, o Regente governa Gondor na ausência de um rei.

2063
Gandalf investiga Dol Guldur e Sauron vai para seu esconderijo. A Paz Vigilante começa e os Nazgûl permanecem quietos em Minas Morgul.

2460
Sauron regressa a Dol Guldur e Paz Vigilante termina.

2475
Uruks Negros invadem Ithilien e tomam Osgiliath. Eles são mandados de volta por Boromir, filho de Denethor I.

2942
Sauron retorna em segredo para Mordor.

2951
Sauron se declara abertamente e começa a construir o seu poder em Mordor.

3017
Sauron gains information from Gollum about the One Ring. Gollum Sauron ganhos a partir de informações sobre o Um Anel.

3018
Jun 20: O Rei-Bruxo lidera o assalto a Osgiliath. Khamul pode ter levado um ataque à Floresta das Trevas para ajudar na fuga de Gollum.

Jul 1 : O Rei-Bruxo leva os Nazgûl de Minas Morgul pelo Anduin em segredo.

Jul 17: Os Nazgûl recebem roupas e cavalos em Sarn Gebir.

Jul 22: O Rei-Bruxo encontra Khamul  no Campo de Celebrant. 22 jul: The Rei-Bruxo atende Khamul no Domínio do celebrante. Ele descobre que não há nenhum lugar chamado "O Condado" nos Vales do Anduin. O Rei-Bruxo decide continuar pesquisando ao longo da Anduin mas não encontra nada.

Set: O Nazgûl retorna ao sul e recebe ordens de Sauron para ir à Isengard.

Set 18: O Nazgûl cruza o Vau do Isen.

22 set: O Nazgûl chegam ao Vau Sarn e afugentam os Guardiões.

Set 23: Quatro Nazgûl incluindo o Rei-Bruxo perseguem os Guardiões e então patrulham as estradas enquanto Rei-Bruxo vai à Colina dos Túmulos para despertar as criaturas tumulares. Os outros cinco, incluindo Khamul entram no Condado. Khamul vai para a Vila dos Hobbits e fala com Gaffer Gamgee.

24 set: Khamul persegue Frodo até o Córrego do Tronco.
 
25 set: Khamul visita o Fazendeiro Magote e vê os hobbits atravessarem o rio Brandevin.

Set 26: Khamul envia um Nazgûl para guardar a ponde do Brandevin. Ele envia dois outros ao leste, ao longo da estrada. Estes dois entram em Bree e perguntam sobre Bolseiro no Poney Saltitante. Khamul e seus companheiros entram ma Terra dos Buques. Os hobbits secretamente deixam a Terra dos Buques e entram na Floresta Velha. Merry Brandebuque and Pippin Took são capturadas pelo Velho Salgueiro Homem, mas são salvos por Tom Bombadil.

27 set: O Rei-Bruxo deixa a Colina dos Túmulos. Ele encontra os dois Nazgûl de Bree e ouve seu relatório sobre o portador do Anel. Ele envia três Nazgûl pelo país para o Topo dos Ventos e volta ele e outros dois patrulham o Caminho Verde.

28. Set: Frodo Bolseiro é capturado por uma Criatura Tumular mas escapa com a ajuda de Tom Bombadil. Khamul encontra Cricôncavo e envia seus companheiros para buscar o Nazgûl que guarda a ponte do Brandevin.

27 set: O Rei-Bruxo deixa a Colina dos Túmulos. Ele encontra os dois Nazgûl de Bree e ouve seu relatório sobre o portador do Anel. Ele envia três Nazgûl pelo país para o Topo dos Ventos e volta ele e outros dois patrulham o Caminho Verde.

28. Set: Frodo Bolseiro é capturado por uma Criatura Tumular mas escapa com a ajuda de Tom Bombadil. Khamul encontra Cricôncavo e envia o seus companheiros para buscar o Nazgûl que guarda a ponte do Brandevin.

29 set: Khamul e dois Nazgûl se reúnem em Cricôncavo. Os três Nazgûl que haviam sido enviados para o Topo dos Ventos retornam e chegam em Bree. Bill Ferny e um Sulista vesgo veem Frodo sumir no ar no Ponei Saltitante e envia um relatório ao Nazgûl. Um Nazgûl é enviado para avisar o Rei-Bruxo enquanto os outros dois encontram Merry Brandebuque que é dominado pelo Hálito Negro.

30 Set: Khamul e dois Nazgûl atacam Cricôncavo. O Ponei Saltitante também é atacado, mas Aragorn mantém Frodo em segurança. Os Nove Nazgûl então montam guarda em Andrath. Quatro Nazgûl vão para o leste ao Topo dos Ventos e quatro juntamente com o Rei-Bruxo vão para o sul. Gandalf chega em Bree.

1 Out: O Rei-Bruxo e quatro Nazgûl causam uma tempestade ao atravessarem Bree depois da meia-noite. Gandalf os persegue.

2 Out: Os quatro Nazgûl que foram enviados à frente se reúnem no Topo dos Ventos. Três continuam ao leste e um permanece em Topo dos Ventos.

3-4 Out: O Nazgûl luta com Gandalf no Topo dos Ventos. Ele escapa e leva quatro deles embora.

6 Out: O Rei-Bruxo e quatro Nazgûl atacam Frodo e seus companheiros no Topo dos Ventos. O Rei-Bruxo apunhala Frodo e a ponta da sua espada Morgul encontra com o ombro de Frodo.

7 Out: O Rei-Bruxo recomeça a persuadir o portador do Anel.

9 Out: Glorfindel e outros elfos saem de Valfenda para encontrar o portador do Anel.

11 Out: Glorfindel é seguido por três Nazgûl, incluindo Khamul a partir da Última Ponte e em seguida encontra o Rei-Bruxo e outro Nazgûl.

13 Out: Aragorn e os Hobbits atravessam a Última Ponte.

14 Out: Os cinco Nazgûl se reestruturam e retomam sua perseguição.

19 Out: Os cinco Nazgûl sentem o Anel próximo.

20 Out: Os cinco Nazgûl perseguiram Frodo até o Ford de Bruinen e então se uniram aos outros quatro. Os Nove são varridos por uma inundação criada por Elrond e Gandalf. Oito de seus cavalos são mortos. O Rei-Bruxo calvalga no nono de volta para Mordor.

Início de Dezembro: O Rei-Bruxo chega em Mordor. Ajuda é enviada para os outros oito Nazgûl.

25 Dez: A Sociedade do Anel deixa Valfenda.

3019
9 Jan: Uma sombra passa sobre a Sociedade. Alguns especulam que era um dos Nazgûl alado.

26 Jan: Um dos Nazgûl recebe um relatório de Grishnakh perto Sarn Gebir sobre a viagem a Sociedade.

23 Fev: Legolas atira e mata uma fera, mas o Nazgûl sobrevive.

27 Fev: Um Nazgûl encontra Grishnakh e o ordena a seguir os Ugluk, Merry e Pippin.

29 Fev: Grishnakh é morto, Merry e Pippin escapam. Frodo e Sam ouvem o grito de um Nazgûl Alado sobrevoando Emyn Muil.

2 Fev: Frodo, Sam, and Gollum veem um Nazgûl Alado de Mordor sobrevoar o Pântano dos Mortos e depois voltar para Mordor.

4 Fev: Frodo, Sam, Gollum sentem um Nazgûl Alado passar sobrevoando ao anoitecer.

5 Mar: Frodo, Sam e Gollum sentem o Nazgûl Alado passando novamente depois da meia-noite. Mais tarde, no Portão Negro, Sam vê quatro Nazgûl Alados circulando. Um Nazgûl Alado sobrevoa Dol Baran por volta de 11:00 da noite e em seguida, voa para Isengard, para depois voltar para Barad-Dur.

6 Mar: Outro Nazgûl Alado chega a Edoras. Gandalf aconselha os Rohirrim a se agruparem no Templo da Colina.

9 Mar: Pippin e Beregond sentem um Nazgûl Alado voando sobre Minas Tirith.

10 Mar: O Dia D! Cinco Nazgûl Alados caçam Faramir, mas são afastados por Gandalf. O Rei-Bruxo lidera o anfitrião de Minas Morgul.

11 Mar: O grito dos Nazgûl são ouvidas sobre Minas Tirith, mas eles não são vistos.

12 Mar: O Morgul-anfitrião ganha a passagem do Anduin e Faramir se retira ao Fort do Passadiço.

13 Mar: O Morgul-anfitrião passa por Pelennor. Shagrat nota que os Nazgûl tem medo dos intrusos. Frodo é capturado e levado para a Torre de Cirith Ungol.

14 Mar: O Morgul-anfitrião estabelece cerco a Minas Tirith.

15 Mar: Frodo e Sam escapam e um Nazgûl Alado desce sobre a Torre de Cirith Ungol.  O Rei-Bruxo é confrontado por Gandalf no portão de Minas Tirith. Os Rohirrim chegam ao amanhecer e ao Rei-Bruxo parte para o campo de batalha. Batalha dos Campos de Pelennor. O Rei-Bruxo é vencido por Eowyn e Merry Brandebuque. Frodo e Sam veem um Nazgûl Alado voando para Barad-Dur com a notícia da derrota do Rei-Bruxo.

18 Mar: Aragorn lidera um exército até Mordor. O Nazgûl Alado monitora sua abordagem.

25 Mar: O Nazgûl Alado sobrevoa em círculos durante a Batalha de Morannon. Frodo reivindica o Anel e Sauron envia os Nazgûl depressa à Montanha da Perdição. O Um Anel é destruído e Sauron é derrotado. Os oito Nazgûl restantes são consumidos pelo fogo da Montanha da Perdição. Os Nove Anéis perder seu poder.
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NOMES & ETIMOLOGIA:

Nazgûl
Nazgûl é uma palavra da Língua Negra de Mordor que significa “Espectro do Anel”, onde nazg remete “anel” e gûl “espectro/aparição”.
 
Espectros do Anel
Os Nazgûl eram conhecidos como Espectros do Anel porque eram espíritos atrelados ao Um Anel através dos seus nove anéis.
 
Úlari
O nome em Quenya designado para os Nazgûl foi Úlari. A origem da palavra é incerta, obscura.
 
Cavaleiros Negros
Os Nazgûl eram chamados de Cavaleiros Negros devido às suas capas e cavalos. Eles também eram  conhecidos como Os Nove Cavaleiros, Os Nove Servos, e simplesmente Os Nove.
 
Nazgûl Alados
Quando os Nazgûl montaram criaturas de asas, conhecidas como Bestas Aladas, eles foram chamados de Nazgûl Alados. Eles também eram conhecidos como Asas Negras, Os Mensageiros Alados, Espectros de Asas, Cavaleiros Alados do Ar e Cavaleiros Negros do Ar.

Rei Bruxo de Angmar
O Senhor dos Nazgûl era conhecido pelo seu título depois que estabeleceu o reino de Angmar por volta de 1300 da Terceira Era.
 
Os Nomes dos Nove Nazgûl
Khamûl é o único que tem seu nome próprio citado por Tolkien (Contos Inacabados, p. 352 nota 1). Os nomes dos outros oito Nazgûl não são conhecidos.

Os nomes dados a seguir para os outros oito Espectros do Anél, foram criados para o RPG da Iron Crown Enterprises:

Murazor (o Senhor dos Nazgûl), Dwar, Ji Indur, Akhorahil, Hoarmurath, Adunaphel, Ren, e Uvatha. De qualquer forma, não aparecem em lugar algum dos trabalhos de Tolkien.
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FONTES:
A Sociedade do Anel: "A Sombra do Passado", p. 60-61; "Três Não é Demais" p. 78, 83-94; "Atalho para Cogumelos" passim; "Conspiração Desmascarada" p. 109, 112-13, 117-18; "No Ponei Saltitante" p. 164, 172; "Passolargo" p. 176-77, 180-81, 185-86; "Uma Faca no Escuro", p. 188-89, 200-2, 206-8; "Fuga para o Vau" passim; "Muitos Encontros" p. 231-36; "O Conselho de Elrond," p. 254-55, 258-59, 263, 269-78, 280; "O Anel Vai para o Sul”, p. 285-92, 299; "Uma Jornada no Escuro" p. 308; "A Grande Rio, p. 403

 
As Duas Torres: "Os Cavaleiros de Rohan", p. 39; "Os Uruk-hai," p. 49, 55; "O Cavaleiro Branco" p. 101; "O Palantir", p. 201, 204-5; " Smeagol Domado" p. 213; "A Passagem dos Pântanos" p. 236-37; “O Portão Negro está Fechado", p. 253; "O Lago Proibido", p. 301-2;" As Escadarias de Cirith Ungol ", p. 314-16;" As Escolhas de Mestre Samwise ", p. 347-48
 
O Retorno do Rei: "Minas Tirith", p. 19, 38; “A Concentração das Tropas de Rohan," p. 66; "O Cerco de Gondor," p. 82-83, 89-97, 101-3; "A Batalha dos Campos de Pelennor ", p. 115-20; "O Portão Negro se abre" p. 168; "A Torre de Cirith Ungol", p. 192; "A Terra da Sombra," p. 193-94, 196; "A Montanha da Perdição," p. 215, 223, 224; "O Campo de Cormallen," p. 226 226.
 
Apêndice A: "O Reino-Norte e os Dunedain", p. 320-22; "Gondor e os herdeiros de Anarion", p. 331-33; "O Regente", p. 333
Apêndice B: "O Conto do Anos", passim
 
Contos Inacabados: "A Caçada ao Anel", passim
 
O Silmarillion: "Akallabeth", p. 267; "Dos Anéis do Poder e da Terceira Era", p. 289, 296-97, 299-300, 302-3.
 
The History of Middle-earth, vol. VII, A Traição de Isengard: "O Grande Rio", p. 365 nota 8.
 
The History of Middle-earth, vol. VIII, A Guerra do Anel: "A Passagem dos Pântanos", p. 119-20.
 
As Cartas de JRR Tolkien: Cartas #156, #210, #212, #246, #297.
 
"Nomenclature of The Lord of the Rings" entry for Ring-wraiths
 
O Senhor dos Anéis: A Reader’s Companion by Wayne G. Hammond and Christina Scull: "Três Não é Demais" p. 97-99; "Conspiração Desmascarada" p. 116; "Neblina Sobre as Colinas dos Túmulos" p. 145; "Uma Faca no Escuro" p. 164-68, 179-81; "Fuga para o Vau" p. 194-96; "O Conselho de Elrond" p. 241-43; "O Anel vai para o Sul" p. 262-63, 271; "O Grande Rio" p. 346; "A Partida de Boromir" p. 360-61; "Os Uruk-hai," p. 378-79; "Smeagol Domado," p. 444; "A Passagem dos Pântanos" p. 454-56; "Minas Tirith," p. 508-9; "O Cerco de Gondor," p. 546, 552; "A Batalha dos Campos de Pelennor" p. 562-64; "A Terra da Sombra" p. 606

Fonte: The Thain’s Book – Nazgul

 
 
Agradecimentos: Sauron