Todos os post de sindar princess

Nimrodel

nimrodel.jpg
A dama élfica perdida de Lothlórien. Nimrodel era graciosa e linda, com longos cabelos que brilhavam como as folhas douradas de mallorn na luz do sol. Era uma elfa silvestre, ou uma elfa da floresta. Nomroedl falava somente a língua dos Elfos da Floresta até mesmo depois que o Sindarin tornou-se a língua comum em Lothlórien.
 

Nimrodel amou Amroth, o Rei de Lothlórien, mas recusou-se a casar com
ele. Amroth era um elfo sindarin, e Nimrodel não estava feliz pelo fato
de que muitos elfos sindarin e noldorin vieram a Lothlórien, pois
acreditava que os mesmos expuseram seus bosques pacíficos à guerra e à
inquietação na Terra – Média. Preferiu viver à parte deles e mantendo
os caminhos dos Elfos da floresta.

Nimrodel viveu sozinha perto do rio que mais tarde ganharia seu nome.
Sua casa era próxima da fronteira noroeste de Lothlórien. É bem
provável que tenha vivido numa gruta – ou pequena caverna – perto da
cachoeira, mas quando os orcs das vizinhas Montanhas Sombrias
ultrapassaram os limites da floresta ela teve que se refugiar em um
local mais altom nos ramos de uma árvore. Provavelmente esse hábito
adotado por Nimrodel tenha influenciado a criação das plataformas
usadas como moradias nas árvores pelos elfos de Lothlórien.

Em 1980, um balrog despertou nas Montanhas Sombrias, e no ano seguinte
os anões abandonaram seu reino em Khazad-Dûm, o qual tornou-se um lugar
do mal chamado Moria. Nimrodel, perturbadíssima, fugiu sozinha de
Lothlórien. Encontrou a borda da floresta de Fangorn mas achou as
árvores ameaçadoras e algumas delas – que talvez sejam os Huorns –
moveram-se para evitar sua entrada na floresta.

Amroth seguiu Nimrodel e encontrou-a perto de Fangorn. Ela prometeu
casar-se se ele trouxesse para ela uma terra pacata. Amroth concordou
abandonar Lothlórien e ir com Nimrodel para as Terras Imortais. Eles
partiram para o porto élfico de Edhellond na Baía de Belfalas ao sul.
Foram acompanhados pelos outros Elfos Silvestres de Lothlórien. Uma das
companhias de Nimrodel foi uma dama élfica de nome Mithrellas, que mais
tarde casou-se com o antepassado da Princesa de Dol Amroth.

Assim que alcançaram as Montanhas Brancas, Nimrodel e Amroth
separaram-se. Amroth alcançou Edhellond e esperou por Nimrodel à bordo
do navio, mas uma tempestade lançou o navio para longe da baía. Amroth
pulou para fora tentando retornar ao litoral para encontrar Nimrodel,
mas foi puxado pelas águas bravias.

Nimrodel vagueou por um tempo pelas montanhas até chegar ao rio
Gilrain, que a fez recordar do local onde viveu perto de Lothlórien.
Sentou-se próxima a uma poça, escutando a água e olhando as estrelas
refletidas na mesma, e seu coração iluminou-se. Nimrodel caiu em um
longo e profundo sono. Quando acordou, desceu as montanhas para ir a
Belfalas, mas o navio já estava longe e Amroth perdido. O que aconteceu
a Nimrodel após este episódio não é conhecido.

Diz-se que na primavera sua voz é escutada como um canto próximo as
quedas do rio Nimrodel em Lothlórien, enquanto a voz de Amroth vem
através do rio Anduin com o vento sul.


Nomes e Etimologia:

Nimrodel significa “A Senhora da Gruta Branca”, provavelmente em
referência a sua moradia perto da cachoeira. O nome é de origem
silvestre adaptado ao Sindarin. O elemento nim significa “branco” e rod
significa “caverna, gruta”.


Fonte:
The Thain’s Book

Os Sons da Terra-média – Parte II: As Duas Torres

Dando continuidade a primeira parte já publicada aqui na Valinor – OS SONS DA TERRA MÉDIA – PARTE I: A SOCIEDADE DO ANEL -, seguimos agora com a sonoplastia utilizada na segunda parte da trilogia “O Senhor dos Anéis – As Duas Torres”:

 

 

 
Segundo o próprio Peter Jackson, nenhum dos elementos utilizados nos efeitos sonoros poderiam ser produzidos em estúdio, mas sim, criados por alguém.

Era de grande importância gravar os sons em ambientes externos, possivelmente para uma maior realidade em sua finalização. Mas… Wellington é uma cidade barulhenta, então o pessoal da produção teve que encontrar lugares fora da cidade, para que não fossem constantemente interrompidos por barulhos de aviões, carros e helicópteros.

E mais ainda: para obterem sons claros, ou seja, sem realmente nenhum distúrbio sonoro, gravavam geralmente à noite. E encontraram um cemitério num distrito vizinho à Wellington, que parecia ser o local perfeito. Peter Mills, o assistente marcava os expedientes de gravação e avisava a polícia local com antecedência, para que assim comunica-se aos vizinhos do cemitério que os gritos e tiros que ouviriam deviam-se aos “malucos” de “O Senhor dos Anéis” fazendo seu trabalho.

No segundo filme é notável que as multidões são bem presentes. Portanto, como reproduzir o som de 10.000 uruk hais? Poderiam gravar as vozes de algumas pessoas e reproduzi-las inúmeras vezes até chegarem no que se poderia esperar de gritos de milhares de vozes em uníssono. Mas o dinamismo e a dimensão não seriam os mesmos de uma verdadeira multidão. Daí veio a idéia de gravarem num estádio onde acontecia uma partida de críquete. Peter Mills trabalhou em conjunto com a Liga de Críquete para preparar o evento. A multidão estava em alvoroço, porque a Nova Zelândia estava jogando e estava ganhando a partida. No intervalo, Peter intervêm e entra no meio de campo. Eles precisavam da linguagem gutural dos uruk hais. Peter explicou à multidão o que iam fazer e pediu a todos para recitarem o discurso, olham para o telão no estádio. Pediu também para baterem no peito e baterem os pés, mas como lidavam com fãs de esporte que já haviam bebido cerveja, podia-se ouvir no meio da multidão alguns palavrões ou então “Hey, Peter! Nós te amamos!”.

Por isso, só aproveitaram mesmo a cantoria (vista no filme no discurso de Saruman aos Uruk Hais antes de partirem ao ataque a Rohan).

Criar o mundo sonoro de Fangorn antes de lidarem com Barbárvore faz parte da história também. Quiseram torná-la um lugar úmido e ameaçador, sem revelar demais o que os esperava na floresta. Mas é notável o som de algumas árvores ao longe. E nada melhor que o som de vaca para isso. Uma vaca em tons graves. John Rhys Davies faria a voz de Barbárvore. E pensaram em várias hipóteses para dar-lhe um efeito arbóreo, por assim dizer: construíram uma caixa de madeira, de 1,80m de comprimento x 1m de diâmetro. Construíram refletores dentro para que o som pudesse viajar por vários lados da caixa. Inseriam a voz com os diálogos, gravavam, acrescentavam o som e gravavam novamente. Obtinham, assim, várias camadas do que nomearam “ressonâncias arbóreas”.

Todos os sons possíveis de árvores foram gravados, até mesmo do pai de um dos sonoplastas que estava cortando árvores em sua casa de campo. Foram até lá e cortaram 50 árvores, o que serviu para a concepção dos passos de Barbárvore e dos Ents. Vale lembrar, pessoal, que árvores de reflorestamento podem ser cortadas, pois outras serão plantadas no local. Ou mesmo se a propriedade for privada, corte de árvores devem ter a permissão do órgão responsável pelo meio ambiente, geralmente a Guarda Florestal. Não entrem em pânico, pois nada foi feito ilegalmente na obra cinematográfica de Peter Jackson.

Para a cena em que Gandalf reaparece, eles não queriam que o público, logo de cara, soubesse que ali o Mago havia retornado como O Branco. Peter queria duas vozes, as de Gandalf e de Saruman fundidas numa só. Pediram então a Christopher Lee e Ian McKellen que lessem o mesmo diálogo. Pediram também para que Ian tentasse ler como se fosse Christopher falando e Christopher imitando Ian, para ficar mais convincente. Sobrepuseram as duas vozes e fazendo uso do gráfico de volume do Pro Tools conseguiram aumentar umas das vozes e diminuir a outra, fazendo com que se fundissem. Bom… O resultado é realmente fantástico! Vale à pena rever!

O ataque dos wargs não foi tão complicado. Na verdade, Peter Jackson queria mais ouvir mais cães latirem e mais barulho ao fundo. Como precisavam terminar no dia marcado, Dave Farmer passou horas montando o som de cães enraivecidos. Ele mesmo latia e gravava os sons produzidos. Diz que se não podem conseguir os sons, eles mesmos têm que produzi-los.

O som da criatura alada usada pelos Nazgûl, desde o começo, foi decidido como o zurrar de um burro. Se deslocaram até uma fazenda com burrinhos e gravaram os “ió ió” dos mesmos. Como não poderiam utilizar este som, usaram alguns outros sons que os burros conseguem reproduzir. Ou seja: o que se escuta quando o Nazgûl alado sobrevoa os Pântanos, nada mais é que um burro reclamando e aperfeiçoado pela tecnologia.

O som que se ouve quando o mesmo sobrevoa Osgiliath nada mais é que um ralador de queijo atado á uma corda e rodado por uma pessoa, produzindo o som do rabo.

Em breve, a última parte de “Os Sons da Terra Média – Parte III – O Retorno do Rei”.

Elanor, A Bela

Elanor (Alexandra Astin) e Sam
Filha de Sam Gamgi. Elanor Gamgi nasceu em 25 de março de 3021, no aniversário de destruição do Um Anel e da queda de Sauron. É a filha mais velha de Sam e Rosinha Villa.
 
 
Sam pediu a ajuda de Frodo Bolseiro na escolha do nome de sua filha. Foi Frodo quem sugeriu que a batizasse com o nome da flor dourada ellanor encontrada em Lothlórien, o que tornou-se um hábito depois em dar nome de flor às meninas hobbits que fossem lindas e de cabelos dourados. Anos mais tarde ficou conhecida como Elanor, A Bela. Aparentemente, alguns diziam que ela parecia muito mais uma dama élfica que uma hobbit.

Elanor tornou-se dama de honra da Rainha Arwen, quando a Rainha e Aragorn, o Rei Elessar, vieram do Reino do Norte, no Ano 15 da Quarta Era. No Ano 21, Elanor acompanhou seus pais até Gondor e ficou lá por um ano. Elanor casou-se com Fastred de Ilhaverde no Ano 30. Fastred tornou-se Guardião do Marco Ociental no Ano 34, e ele e Elanor construíram sua casa em Sob-as-Torres, na Colina das Torres, no Marco Ocidental. Os filhos de Elanor e Fastred ficaram conhecidos como os Lindofilhos das Torres. O filho deles, Elfstan Lindofilho, nasceu em no Ano 33. Também tiveram uma filha chamada Firiel.

Em Setembro do ano de 61, Sam Gamgi visitou sua filha em Sob-as-Torres pela última vez. Ele a presenteou com o livro de registro da descoberta e destruição do Um Anel que fora escrito por Bilbo e Frodo Bolseiro e finalizado por ele mesmo. O livro ficou conhecido como “O Livro Vermelho do Marco Ocidental” e foi mantido por gerações de Lindofilhos. Elanor despediu-se de seu pai, que em seguida foi para os Portos Cinzentos e atravessou o mar.

Elanor foi batizada em homenagem à flor dourada de mesmo nome que nasce em Lothlórien. A palavra “elanor” é composta de “El”, que significa “estrela” e “anor”, que significa “sol”.

Também ficou conhecida como Elanor Jardineira por causa de seu pai, que ficou conhecido como Sam Jardineiro por sua habilidade em jardinagem e por ter replantado o Condado depois da Guerra do Anel. Foi interpretada por Alexandra Astin em O Retorno do Rei

Os Sons da Terra-média – Parte I: A Sociedade do Anel

Nas edições estendidas da trilogia “O Senhor dos Anéis” encontramos inúmeras informações à respeito de todo o processo de produção.

 

 

 

É um prato mais do que cheio para todo fã ardoroso de Tolkien (cheio até demais! É praticamente impossível “comer com os olhos” tanta informação em poucos dias! Eu demorei um mês pra finalizar, enfim… são quase seis horas de centenas e centenas de informações sobre a produção dos filmes. E um dos pontos que mais me chamou a atenção foi a produção da sonoplastia. É inacreditável como os caras tiveram que se desdobrar para conseguir os sons perfeitos, que Peter Jackson tanto exigia, pois o mesmo queria que o público fosse transportado para a Terra Média. Neste primeiro artigo, abordaremos como foram concebidos os sons para o filme “A Sociedade do Anel”.

 • O Vigia do Lago: Peter Jackson não queria o monstro com muitos efeitos vocais, mas sim que os sons deveriam vir de seus movimentos. David Farmer, um dos produtores sonoros, disse que teve a brilhante idéia de ir até um riacho perto de sua casa e colocou-se a brincar com um desentupidor de pia. Ele o mergulhou na água e alí saiu um som estranho de sucção. Num segundo momento, os caras foram até um estacionamento e puseram-se a balançar tapetes de automóveis molhados e batê-los em coisas. Depois juntaram ambos os sons (o da sucção e dos tapetes molhados sendo batidos) e o resultado foi surpreendente. O som vocal de dor que ele produz (quando Boromir corta um de seus tentáculos ou quando Legolas lhe atira uma flecha) foi conseguido com o som de uma morsa.

Os Orcs de Moria: Diferentemente das outras criaturas monstruosas da Terra Média, a dificuldade em produzir o som dos orcs, é o fato de que eles são muito humanóides. Optaram por captar sons de pequenos animais ferozes, além de imitá-los com suas próprias vozes, ou seja: além de captar o som destes animais, os próprios produtores os imitaram, para mesclarem lá na frente e dar o som que conhecemos dos orcs. Um dos animais usados foi um porco guinchando. Para produzirem o som apavorante de vários orcs juntos se movimentando, Peter Jackson queria que eles se inspirassem no aspecto “barata” dos orcs, e tudo o que eles tentavam não ficava legal. Até que um dia, quando sentaram para tomar uma cerveja, e viram nada mais, nada menos que uma barata em cima do balcão. Acreditem se quiser, mas a equipe teve a brilhante (e nojenta) idéia de pregar baratas em uma tábua, amarrar nos sapatos e sair caminhando e esmagando-as, fazendo aqueles barulhos craquelentos.

O Troll das Cavernas: É uma mistura de morsa, tigre e lince. Eles tiveram que imitar a inspiração e a expiração destes animais também (para aquela farejada do troll na cena em que o mesmo procura por Frodo). Para o som emitido pelo troll quando o mesmo é mortalmente atingido pela flecha de Legolas, os sons foram totalmente modificados, passando do agressivo ao cansado, para um som triste de uma morsa mortalmente ferida.

• Balrog: Peter Jackson deu a seguinte descrição do Balrog para a equipe: “Não é uma criatura física, mas basicamente chama e sombra, feito de rocha e lava, e por isso precisa ser muito natural, rochoso e orgânico ao toque.” Então o pessoal pensou em uma rocha grande caindo de uma altura generosa, para gerar um som opressivo e perverso. E gravaram também sons de blocos de cimento sendo arrastados num chão de madeira. Mesclando os dois sons, deu-se o som terrível do Balrog. Mas não para por aí! Para dar a impressão que o som saía realmente de uma mina, eles foram até uns túneis antigos, construídos numa colina em Wellington. Nestes túneis os ecos não acabavam jamais. Levaram para lá o som do Troll das Cavernas, passando do computador para os auto-falantes, obtendo-se, desta forma, o som desejado. E assim prosseguiram com o som do Balrog e dos orcs.

• Os Espectros do Anel: Um grito da Fran Walsh gerou tudo aquilo! Levaram a mesma até um palco, que inspirou profundamente e gritou o mais que pôde. E dizem que foram os gritos mais arrepiantes que já escutaram na vida. Acabou por tornar-se um dos elementos vitais dos espectros.

• O Um Anel:
No script, o Anel era tido como um personagem, com força, poder e energia. Tinha várias tonalidades: para uma pessoa poderia ser sedutor, para outra, apaixonado, etc. E acabou por tornar-se um ator que manteve a coerência da voz ao longo do filme. Alan Howard gravou narrações do que Phillipa e Fran escreviam. Decorou uma série de frases da Língua Negra e ele mesmo acabou por gravá-las.