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O Hobbit – O Filme, confirmado pela Warner?

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Conforme já noticiado na Valinor, a New Line foi "absorvida" pela Warner Bros, o que deixou a todos os fãs de Tolkien com a pulga atrás da orelha pensando, será que esse filme sai mesmo? Pois parece que sai, apesar de tudo.
 
 
Há pouco a Warner anunciouo novo "executive operacional chefe", que é o cargo mais alto da nova New Line. O ocupante do cargo será Toby Emmerich, antigo executivo de desenvolvimento da própria New Line. Até aí nada de muito interessante, apesar do anúncio de cerca de 600 demissões, até que chegamos no anúncio da Time Warner sobre os planos para a New Line.

A Time Warner prevê uma economia de U$ 50 milhões por ano com as mudanças na New Line e afirmou que a New Line fará entre seis e oito filmes por ano todos com orçamento inferior a U$ 50 milhões cada, exceto "O Hobbit" e as possíveis continuações de "Austin Powers" e "Penetras Bom de Bico".

Mudando o fraseamento para ficar mais claro, O Hobbit terá mais de U$ 50 milhões e não é apenas uma possibilidade (ou estaria listado como "Austin Powers" e "Penetras Bom de Bico".

Podia acontecer de uma vez um anúncio oficial da Warner confirmando tudo isso que já sabemos: O Hobbit sai, com Peter Jackson na produção, Del Toro na direção, Ian McKellen e Andy Serkis confirmados. Já iria acalmar bastante.

New Line encerrada pela Warner Bros.

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Como a Valinor antecipou algum tempo atrás o que temíamos aconteceu: a New Line não é mais um estúdio independente de grande porte e passa a ser um pequeno braço dentro da gigante Warner Bros., conforme noticiou a Variety na noite de ontem. E isso é ruim para todos nós, fãs de Tolkien que aguardávamos ansiosamente por O Hobbit.
 
 

Vamos, por agora, nos ater aos detalhes mais importante para os Tolkienianos (mas depois ampliaremos o assunto). A New Line já era da Warner Bros., mas possuía uma estrutura própria e independência e, por causa de uma série de desastres financeiros – os únicos filmes de algum sucesso da New Line nos quatro anos após O Senhor dos Anéis foram "Penetras Bom de Bico", "Hora do Rush 3" e "Haispray", muito pouco pata um estúdio daquele porte – a Warner Bros resolveu assimilar definitivamente a New Line.

A gota d’água parece ter sido o desastre financeiro de "A Bússola de Ouro", que só deu lucro no exterior e deu prejuízo nos EUA. Detalhe: a New Line vendeu os direitos internacionais, ficando, no final, só com o prejuízo. Outras razões citadas são os problemas jurídicos-financeiros do estúdio com Peter Jackson, Saul Zaentz e Tolkien Estate. Enfim, jogou muito dinheiro fora, optou por táticas estranhs e com isso encerrou mais de 40 anos como estúdio independente.

Mas e "O Hobbit"? A Warner Bros. já adiantou que só começará o roteiro quando tiver assinado com um diretor (Del Toro ainda encabeça a lista, mas não confirmou) e a outra má notícia é que a Warner Bros. só deve entrar no vagão de uma nova série de filmes após Harry Potter – isso mesmo! – ter sido concluído. Isso empurra "O Hobbit" para os natais de 2011 e 2012, um ano a mais do que o esperado.

É, as coisas se complicam… 

O Filme de O Hobbit empaca de novo

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A New Line acaba de ser processada pelo Tolkien Estate sobre a renda de "O Senhor dos Anéis" (estimados US$ 6 bilhões no mundo todo), como se já não bastassem os problemas com a Time Warner, como noticiado ontem pela Valinor. Agora as coisas parecem ter se complicado de vez, confira abaixo.
 
 
Segundo a Associated Press, o Tolkien Estate, que administra o espólio de J. R. R. Tolkien, criador de "O Senhor dos Anéis", está processando o estúdio de cinema que lançou a trilogia baseada nos livros, afirmando que a companhia não pagou um centavo dos estimados US$ 6 bilhões que os filmes obtiveram no mundo todo.

O processo, cuja entrada foi dada na segunda-feira (11 de fevereiro de 2008), afirma que a New Line deveria pagar 7,5% sobre a receita bruta total para o espólio de Tolkien e outros reclamantes, que afirmam ter recebido apenas um adiantamento de US$ 62.500 pelos três filmes, antes da produção começar.

O espólio do escritor, uma entidade filantóprica britânica chamada The Tolkien Trust e a HarperCollins, editora britânica de "O Senhor dos Anéis", deram entrada ao processo contra a New Line Cinema na Corte Superior de Los Angeles. Se bem sucedida, ela pode barrar a muito esperada preqüência dos filmes.

Robert Pini, um porta-voz da Time Warner para a New Line, se recusou a comentar o caso.

Os filmes – "O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel" de 2001, "O Senhor dos Anéis: As Duas Torres" de 2002 e "O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei" de 2003 – obtiveram perto de US$ 6 bilhões ao todo no mundo inteiro, de acordo com o reclamante.

A estimativa inclui tudo desde venda de ingressos até vendas de DVDs e outros produtos.

Os reclamantes desejam mais de US$ 150 milhões em danos compensatórios, valores não especificados em danos punitivos e uma ordem judicial dando ao Tolkien Estate o direito de encerrar quaisquer direitos que a New Line possa ter para fazer filmes baseados em outras obras do autor, incluindo "O Hobbit".

Tal ordem iria abortar os planos da New Line em fazer uma preqüência em dois filmes baseados em "O Hobbit". O diretor da trilogia "O Senhor dos Anéis", Peter Jackson, já assinou contrato para servir como produtor executivo do projeto, o qual está previsto para entrar em produção no próximo ano, com lançamentos previstos para 2010 e 2011.


"Os administradores do espólio de Tolkien não processam à toa, e tentaram sem sucesso resolver suas reclamações fora do tribunal"
, disse Steven Mayer, um representante legal da Tolkien Estate baseado na Inglaterra, em um comunicado. "A New Line não pagou aos reclamantes nenhum centavo de sua parte contratual sobre a receita bruta apesar dos bilhões de dólares de renda bruta gerada por estes filmes tremendamente bem sucedidos".

Mayer também afirma que o estúdio de cinema proibiu que o Tolkien Estate e outros reclamantes auditassem as contas dos dois últimos filmes.

O processo afirma que J. R. R. Tolkien estabeleceu uma empresa de administração de seu patrimônio através da qual ele assinou o acordo filmográfico em 1969 com a United Artists. Após a morte de Tolkien, seus herdeiros criaram a entidade filantrópica em nome do autor.

Enquanto isso, o acordo original foi adquirido pelo produtor de Hollywood Saul Zaentz, que produziu um filme animado em 1978 baseado nos livros de "O Senhor dos Anéis" e eventualmente licenciou os direitos de realização dos filmes para a New Line.

Advogados dos reclamantes disseram que passaram anos desde que os filmes foram lançados tentando negociar um acordo com a New Line.

Outras disputas sobre os ganhos dos filmes aconteceram em anos recentes. Em 2004, Zaentz processou a New Line, afirmando que o estúdio o enganara em US$ 20 milhões em direitos sobre a trilogia de filmes, dos quais ele optou por receber da New Line um percentual dos lucros. Ele e o estúdio de cinema chegaram a um acordo fora dos tribunais. A companhia de produção de Jackson também processou a New Line em 2005 sobre os lucros dos filmes. A disputa foi resolvida ano passado.
  

 
A Valinor irá acompanhar de perto todas as notícias sobre o assunto, incluindo a criação de artigos especiais sobre os envolvidos na disputa, para que o fã brasileiro possa acompanhar em detalhes e saber exatamente quem são os envolvidos e o que está acontecendo.

New Line em risco?

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Uma notícia mais longa sobre a situação interna da New Line, atual responsável por "O Hobbit". A New Line é uma divisão de uma companhia maior, a Time Warner, e parece estar enfrentando disputas internas bastante sérias. Abaixo a matéria completa do The Wall Street Journal (chique, ahn?) sobre o assunto que, mesmo indiretamente, pode afetar os fãs de Tolkien.

 

 

New Line cinema, o estúdio por trás da trilogia "O Senhor dos Anéis",
passou boa parte desta década protegendo ferozmente seu território
dentro da Time Warner Inc. Agora, depois de pouco mais de um mês em seu
novo cargo, Jeff Bewkes, o Executivo Chefe da Time Warner está buscando
desmantelar um dos feudos mais duradouros da companhia.

Movendo-se rapidamente para tornar mais eficiente os negócios em cinema da Time Warner, o Sr. Bewkes marcou a New Line como um alvo imediato para o corte de custos, forçando o estúdio a confrontar o cenário contra o qual sempre lutou: ser absorvida pela divisão principal de filmes da Time Warner, a Warner Bros. Entertainment.

Tirar a autonomia da New Line levanta questões sobre o futuro dos Co-Presidentes Robert Shaye e Michael Lynne, dois veteranos de Hollywood que há muito tempo têm sido o núcleo do estúdio. Após ter tirado a sorte grande com os filmes dos "Anéis", a dupla tem tido uma longa seqüência de azar, e sua tentativa de lançar uma nova franquia no ano passado, com "A Bússola de Ouro" falhou.

Tanto o Sr. Shaye, 68 anos de idade, e seu outrora advogado Sr. Lynne, 66, continuam a resistir à combinação, de acordo com pessoas familiares com a situação. Os contratos de ambos, que não mais possuem parte da New Line, terminarão ao final deste ano.

Tanto os Srs. Shaye e Lynne quando o Sr. Bewkes não quiseram fazer comentários.

Jeff Bewkes
Os Srs. Shaye e Lynne enfrentam o mesmo problema experimentado recentemente por dois outros independentes do cinema, Harvey e Bob Weinstein. Os Weinsteins transformaram sua própria companhia independente de cinema, Miramax,em uma grande empresa, e a venderam para a Walt Disney Co., mas acabram por deixar a empresa após disputas com a empresa-pai. Srs. Shaye e Lynne também construíram um estúdio independente de sucesso, o venderam para uma grande companhia de mídia e estão agora sofrendo com o fato de que não mais possuem sua própria criação.

Um problema em ambos os casos foi que a uma vez pequena companhia eventualmente cresceu e se parece cada vez mais com um dos principais estúdios, com todos os grandes custos e riscos que acompanham isso. "New Line se parece muito mais com uma Warner Bros. 2 atualmente e a Time Warner não precisa de duas Warner Bros.", disse Larry Haverty, co-gerente do fundo Gabelli Global Multimedia Trust, que possui ações da Time Warner.

A questão New Line emcabeça uma série de assuntos que estão sob escrutínio dos negócios de cinema de Time Warner. A Warner Bros. tem repensado os estúdios de cinema sob seu comando e tem considerado unir sua Warner Independent Pictures com a  Picturehouse, a qual foi criada em 2005 após a Time Warner ter adquirido a Newmarket Films, a companhia de distribuição por trás de "A Paixão de Cristo". A Warner Independent Pictures tem tido uma crise de identidade e está bastante ausente do Oscar nos últimos anos.

Unir a New Line na Warner Bros. iria aumentar uma lista já pesada de filmes que esgotaram os recursos do estúdio. Enquanto que os filmes de grande orçamento geralmente vão bem, filmes menores algumas vezes se perdem na bagunça, um problema que pode se exarcebar tendo ainda mais os filmes da New Line para lançar.

O ano passado foi um bom exemplo. "Harry Potter e a Ordem da Fênix", o quinto filme da série de blockbusters, obteve pouco menos de U$ 1 bilhão no mundo todo. Outro grande sucesso, "Eu Sou a Lenda", obteve U$ 557 milhões. Mas filmes menos comerciais como "Sem Reservas" e "A Invasão" desapareceram entre as fendas. Warner Bros. respondeu em parte reorganizando seus profissionais no começo deste ano, despedindo seu diretor doméstico de marketing, entre outras ações.

Pessoas familiares com a situação da New Line dizem que a Time Warner está considerando duas opções: unir o estúdio na divisão Warner Bros. ou mantê-lo separado mas ter a Warner Bros. cuidando de certas áreas como vídeo doméstico e distribuição internacional. Em ambos os cenários, a New Line será consideravelmente reduzida e terá a instrução de voltar às raízes e fazer principalmente filmes de baixo orçamento.

Vender a New Line é uma opção que atualmente não está endo considerada. O acervo do estúdio, que além da trilogia "O Senhor dos Anéis" inclui também os filmes "Austin Powers", a série "A Hora do Pesadelo" e os filmes "A Hora do Rush", é valioso demais para a Time Warner se desfazer, dizem pessoas familiares com a situação.

O que o Sr. Bewkes fizer com a New Line será um teste crucial de sua habilidade em impor mudanças à Time Warner. O nome executivo chefe está sob pressão para tomar medidas mais radicais no gerenciamento do conglomerado de mídia em um esforço para recuperar seu preço de mercado, que caiu este ano a valores não vistos desde 2003. Sr. Bewkes destacou sua análise da New Line eu seu primeiro comunicado deste ano aos investidores da Time Warner, na semana passada.

A jornada da Time Warner com a New Line começou em 1996, quando ela assumiu a posse do estúdio como parte de sua aquisição do Turner Broadcasting System, de Ted Turner. Sr. Turner havia adquirido a New Line três anos antes para gerar programação para suas redes de tv a cabo.

Sr Shaye, que fundou a New Line em seu apartamento no Greenwich Village em 1967, enfaticamente argumentou que a companhia deveria ser uma divisão em separado da Warner Bros. porque possui uma cultura particular e um modelo de negócios extremamente diferente que se foca em filmes fora do convencional. Ele foi entusiasticamente apoiado pelo Sr. Turner, que detinha considerável influência na Time Warner àquela época.

Lynne e Shaye
Na estrutura corporativa da Time Warner, a New Line ficou lado-a-lado da Warner Bros. como uma divisão em separado, com o Sr. Shaye se reportando diretamente ao Sr. Turner, que era o vice-presidente da Time Warner. Mas da mesma forma que a Miramax foi atraída por filmes mais comerciais e de orçamento maior, a New Line começou a fazer o mesmo tipo de filmes que a Warner Bros. Em 1997, a Time Warner cogitou vender a New Line mas o Sr. Turner resistiu, de acordo com pessoas familiares com a situação.

Então veio a trilogia "O Senhor dos Anéis", os filmes que obtiveram cerca de U$ 2,8 bilhões  em bilheteria no mundotodo, um sucesso que comprou para a New Line mais poder dentro da Time Warner. Mas após "O Senhor dos Anéis" a New Line se envolveu em uma série de fracassos, incluindo "A Chave do Universo", o qual o próprio Sr. Shaye dirigiu. Após perder o Sr. Turner, seu principal protetor no conselho da Time Warner, em 2006, o Sr. Shaye se apressou em criar um novo curso deações para a New Line em um mercado bastante mutável.

Ano passado ocorreu a tentativa de lançar outra trilogia, "A Bússola de Ouro", que custou mais de U$ 180 milhões mas vendeu menos de U$ 70 milhões em ingressos na América do Norte. Ele obteve quase U$ 260 milhões mundialmente, mas a New Line já havia vendido a maior parte dos direitos no estrangeiro. Não está claro se a New Line irá prosseguir com a continuação.

Ainda assim o estúdio tem diversos títulos promissores em andamento, principalmente "O Hobbit", a preqüência de "O Senhor dos Anéis". Lançamentos da New Line para este anoincluem "Sex and the City", que a Warner Bros passou adiante, e "He’s Just Not That Into You".