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Aman ou Valinor: As Terras Imortais ou A Terra Abençoada

Durante a formação do mundo, os Valar, ou seja, os primeiros filhos de
Ilúvatar, criaram os primeiros continentes, e destes que foram criados,
escolheram a Terra Média para habitar. Lá construíram suas moradas,
portos e grandes palácios. Aí construíram as primeiras luzes do mundo,
duas lâmpadas colossais chamadas de Illuin e Ormal, que nelas eram
atribuídas com a Maia Arien o Sol ou Anar para os Elfos, e com a Lua,
Tilion um Maia de Aüle que outrora era chamada de Isil, o esplendor
para os Elfos. Foi aí que se iniciou a primeira das guerras, entre os
Valar e Melkor, quando Melkor, o Inimigo Negro do Mundo destruiu as
Lâmpadas e arruinou a morada dos Valar. Temendo que uma guerra
prolongada contra Melkor causasse ainda mais destruição em Arda, os
Valar partiram das suas mansões arruinadas para o continente mais
Ocidental de Arda, chamado Aman, e aí fizeram um novo lar. E que lá
Melkor não conseguiria atacar ou danificar com suas tropas.
 
 
Aman era a mais ocidental de todas as terras nas fronteiras do mundo, pois as suas costas ocidentais davam para o mar exterior, a que os Elfos chamavam Ekkaia e que contornava o reino de Arda. Ninguém sabe, além dos Valar e de Ulmo e Ossë, a largura desse mar; e para além dele ficam as muralhas da noite. Mas as costas orientais de Aman eram o extremo mais remoto de Belegaer, o grande mar do Ocidente.

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Visualização do mapa de Arda

A simetria original de Aman era fantástica, não existiam costas marítimas com desvios abruptos, e o clima no centro do continente era ameno e muito bom. Era uma visualização física do paraíso, uma visão de Arda não desfigurada, de como o mundo deveria ter sido se Melkor não tivesse destruído tudo o que lhe despertasse inveja por ser belo e que ele não conseguisse fazer ou criar. Pois Melkor invejava a cima de tudo as obras de seus irmãos, e o que não podia ser tomado pela força, ele, Melkor arruinava e destruía por ira e inveja. Este grande continente era parcialmente dividido e, apesar de Tolkien ter sido extremamente sumário nas suas descrições, o pouco que sei segue abaixo:



Valinor: A Terra dos Valar

Em Aman os Valar criaram o Reino que se chamou Valinor, que significa A Terra dos Valar. Este reino foi criado após a destruição do Reino de Almaren na Terra-Média em que houve guerra entre Melkor e os Valar e de que Melkor venceu. É fácil confundir Valinor com a própria Aman, pois ambos são citados como se fossem uma única coisa, porém não são.

Valinor está localizada no centro de Aman, como um grande país dentro de um continente. As suas terras são as mais belas do mundo, pois aí vivem os Valar e Maiar em glória, sendo a presença destes poderosos imortais que tornou essa terra tão bela. Também em Aman os Valar estabeleceram o Máhanaxar, o Círculo do Julgamento, onde as sentenças de Manwë e os debates entre os Poderes mudaram os destinos de Arda. Foi no Máhanaxar que os Valar decidiram iniciar as guerras contra Morgoth quando souberam do despertar dos Elfos, e que Manwë ouviu o pedido de piedade de Elfos e Homens levado por Eärendil, dando início à Guerra da Ira, no qual Morgoth ou Melkor fora derrotado e apreendido para sempre no vazio do mundo em Aman.

Para os Valar protegerem a sua nova terra de Melkor, os Valar ergueram a muralha das Pelóri, montanhas gigantescas que cercavam Valinor de Norte a Sul impedindo a entrada de qualquer estranho. Apenas uma brecha (abertura) foi deixada nas Pelóri, bem no centro de Aman: Calacirya, através da qual jorrava a luz e radiação do reino abençoado. Mas era vigiada pelos elfos constantemente. Ainda no Reino de Valinor foi criada Valimar, a Cidade dos Valar, que era muito bela e gloriosa. Estava localizada numa planície no centro do continente de Aman. Os seus portões estavam sempre abertos, e por eles avistava-se um monte verdejante e idílico chamado Ezellohar, que Yavanna, A Rainha da Terra e provedora dos frutos consagrou e onde criou as Duas Árvores chamadas Telperion e Laurelin, as árvores de Prata e de Ouro, as mais belas de todas as suas criações. O Círculo do Julgamento estava situado entre Valimar e o Monte Ezellohar.

Em Valinor foram construídas as grandes Mansões dos Valar. Manwë e Varda vivem ambos em Taniquetil, a mais alta das montanhas de Arda, e em cujo cume ficam as Ilmarin, as suas Mansões, de onde podem vislumbrar toda Arda; é a montanha sagrada, que os elfos também chamavam Oiolossë, a Brancura Eterna, e Elerrína, a Coroada de Estrelas. Mas os Sindar, na sua língua posterior, chamavam-lhe Amon Uilos. A sua residência é a que está situada mais a leste de Aman. Muitos dos Maiar, e mais tarde todos os elfos Vanyar, pediram autorização para viverem aos pés de Taniquetil, e que Manwë concedeu-lhes.

Oromë, o Caçador, que gostava de passear nas florestas de Valinor, devia ter a sua mansão nas proximidades de Hyarmentir, a montanha mais alta das regiões a Sul de Valinor. É feita a suposição que Tulkas e Nessa viveriam aí perto, pois Nessa era irmã de Oromë e gostava de correr nos bosques belos e verdes de Yavanna. As pastagens de Yavanna deveriam situar-se mais a sul, a oeste das florestas de Oromë. As mansões de Aulë ficavam exatamente no centro de Valinor, e como ele era conhecido como o mestre da forja e mineração poderiam existir aí muitas colinas e montanhas menores cheias de minérios para Aüle poder trabalhar.

Námo habita nos Salões de Mandos, que estão localizados no extremo ocidente de Aman, quase no fim do continente, perto das mansões de Nienna. Com ele habita sua esposa, Vairë, a Tecelã; que tece todas as coisas que aconteceram no tempo, nas suas famosas teias, e as Mansões de Mandos alargam continuamente com o passar das Eras. Námo é o guardião das Casas dos Mortos e todos os espíritos élficos, os primogênitos de Ilúvatar, dos que morreram esperam nas suas mansões. Cabe a Mandos proferir seu julgamento, alguns deles renascem, outros voltam à vida em novos corpos, mas alguns deles, devido a seus atos ruins, nunca sairão de Mandos. Existe apenas uma mansão mais a oeste que a de Mandos, e que é a de Nienna, a Lamentadora. A sua habitação fica nas costas de Ekkaia, perto das fronteiras do mundo. Nienna raramente ia para Valimar, onde há risos e alegria. Ela prefere ir a Mandos, onde muitos dos espíritos sentem esperança renovada com a sua presença, e param de desesperar-se. Irmo, senhor das visões e dos sonhos, habita nos Jardins de Lórien, que são os mais belos de todos os lugares do mundo, com uma ilha no lago arborizado de Lórellin onde a sua esposa, Estë, costuma dormir. Os Jardins de Lórien provavelmente ficariam perto das Mansões de seus irmãos, Námo e Nienna.

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Eärendil ao chegar em Valinor.


Eldamar: A terra dos Eldar em Aman

Quando Melkor foi derrotado na primeira das Guerras, os Valar convidaram os Elfos a viverem em Aman. Muitos dos elfos da Terra-Média atenderam de bom grado essa convocação e iniciaram a viagem que ficou conhecida como Grande Marcha dos Eldar para Aman. Muito dos Elfos foram, mais muitos também não quiserem deixar a Bela Terra Média para visitar Aman, amavam a cima de tudo os locais que se estabeleceram na Terra Média ao chegarem do Mar.

Quando esta viagem chegou ao fim, os Elfos receberam dos Valar uma terra onde poderiam viver, que estava situada dentro do continente de Aman e foi chamada Eldamar, a terra dos elfos. Esta terra está localizada num vale na região central de Aman, em frente à Calacirya e próxima à baía de Eldamar. Os Noldor ergueram um alto monte verde, Túna, onde incidia a luz das Árvores e aí construíram a magnífica cidade de Tirion quase dentro de Valinor, mas tão próxima à costa que era possível ouvir o som das gaivotas. As suas muralhas eram brancas e a mais alta torre da cidade era a Torre de Ingwë, O maior e Rei de todos os elfos Mindon Eldaliéva, com uma lâmpada de prata.

Os elfos Teleri viveram em Tol Eressëa durante uma longa Era, mas por fim o desejo da luz foi mais forte. Então, Ulmo enviou Ossë e este ensinou-lhes a arte de construir navios e assim chegaram finalmente a Eldamar. Com a ajuda dos Noldor, construíram a cidade de Alqualondë, o Porto dos Cisnes, nas terras ao Norte das Pelóri, e este era o maior e mais belo porto de Aman. A entrada desse porto era um arco de rocha viva esculpida pelo mar e ficava a Norte da Calacirya, onde a luz das estrelas eram mais brilhantes.

Todavia os Eldar não estavam condenados a viver nas costas de Aman ou mesmo no estreito das Pelóri. Os elfos Vanyar, que viviam na cidade de Tirion, pediram autorização a Manwë para viverem nas encostas de Taniquetil, e aí devem ter construído a sua própria cidade. Fëanor, o filho de Finwë, construiu a fortaleza de Formenos, a mais setentrional das Terras Imortais, e qualquer elfo (à exceção dos Noldor em Tol-Eressëa) tinha permissão para ir onde desejassem em Aman. Não devia ser negada a permissão de habitar em qualquer ponto das Terras Imortais.

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Uma breve visualização da Baía de Eldamar.
 
 

Sobre Tol Eressëa

Um pouco a leste da baía de Eldamar os Valar fixaram a ilha de Tol Eressëa (a Ilha Solitária), na qual muitos dos exilados Noldor passariam a viver outrora. É simples concluir que Tol-Eressëa possuía vastas florestas, pois os elfos Teleri tinham madeira à disposição para construir os seus barcos e navios. Existem relatos de pelo menos uma montanha que se erguia no centro da ilha, rodeada pela Terra dos Ulmeiros, e de vários tipos de animais e plantas que já existiam antes de serem levados para próximo de Aman. É importante explicar que Tol-Eressëa foi levada para Aman por Ulmo, o Senhor das Águas. Quando os elfos terminaram a sua longa marcha, chegaram às costas da Terra-Média. Nenhum deles sabia a arte de construir navios, e não podiam nadar até Aman.

Então Ulmo foi chamado pelos outros Valar, e pediram-lhe que levasse os elfos até às Terras Imortais. Então Ulmo desenraizou uma ilha, que moveu-a até às costas de Aman, tornando-se a ilha de Tol-Eressëa. Foi nestas terras que os elfos Teleri construíram a cidade de Avallonë, no litoral leste, sendo este o maior porto da Ilha Solitária, e de onde os navios élficos partiam para Númenor na Segunda Era do Sol. Com o passar das Eras, a importância de Tol-Eressëa aumentou. Desde o final da Primeira Era do Sol até início da 4ª Era do Sol, os elfos Noldor que tinham participado na rebelião comandada por Fëanor foram convidados a viver em Tol Eressëa, ainda não lhes sendo permitido voltarem a Valinor. Desde então havia muita devastação de mata nativa da região para o uso de madeira para fazer embarcações para viajar pelo Grande Mar, com isto não se sabe ao certo se estas matas nativas eram replantadas em inúmeras vezes maior que as vezes devastadas pelos Elfos, ocasionalmente deveriam ser replantadas e muito, pois seria um crime devastar as criações de Yavanna e não replanta-las seguidamente, no entanto, existiam os Pastores de Árvores em alguns dos lugares de lá para cuidar disto.

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Uma breve visualização da Ilha de Tol Eressëa.
 
 

Araman: O Extremo Norte das Pelóri

No extremo Norte de Valinor ficava Araman, que significa Aman Exterior. Esta terra fria e inexplorada ficava entre as montanhas das Pelóri e o grande mar. Entre as costas e as montanhas ficavam planícies áridas, sempre frias por causa da proximidade do gelo.

Essa terra desértica curvava para Oriente e as praias orientais da Terra Média avançavam para o Ocidente; e aí havia um estreito cheio de gelo tormentoso: o Helcaraxë como era chamado antigamente, que lá que aconteceu a grande marcha dos Noldor para a Terra Média. As águas geladas do mar circundante e as ondas de Belegaer juntavam-se e as correntes do mar estavam cheias de montes entre chocantes de gelo. Apesar destas terras parecerem inabitáveis, os elfos Noldor viveram ali por quase vinte anos. Já o Helcaraxë, a passagem do gelo tormentoso, era considerado impassível; até que Fingolfin e o seu povo ousaram tentar essa perigosa viagem, depois da traição de Fëanor. Houve muitos mortos nessa travessia , incluindo a esposa de Turgon, Elenwë; mas assim parte dos Noldor chegaram à Terra Média. Poucos dos feitos posteriores dos Noldor ultrapassaram essa desesperada travessia em dificuldades e tormentos.


Avathar: As Terras Sombrias e Escuras do Sul

Muito a Sul de Aman ficava a escura região de Avathar. Era uma terra estreita e vazia sob os sopés orientais das Montanhas Pelóri e as suas compridas e tristes praias estendiam-se para o Sul, sem luz e inexploradas. Lá não habitava muita gente, os poucos que sabiam não queriam contar e tentavam esquecer destas terras e deixa-las passarem em vão.

Lá, sob as paredes a pique das montanhas e do frio e escuro mar, as sombras eram as mais profundas e densas do mundo. Muito pouco é conhecido sobre estas terras, pois os elfos não iam lá e os Valar e Maiar pouco falavam sobre ela a qualquer povo. Porém em O Silmarillion diz que Ungoliant vivia em Avathar, instalando as suas teias de escuridão durante as Eras das Estrelas e das Árvores até que Melkor veio a seu caminho e a tirou de lá. Lá, era uma terra nefasta e escura, apenas habitava os seres que Ungoliant deixava, e que por fim quando batia sua fome, devorava ate mesmo suas pequenas criações ate se saciar por completa. Com a partida de Ungoliant esta terra deveria ter ficado temporariamente vazia, porém suas teias e criaturas nefastas permaneceram por muito tempo. O vale onde Ungoliant vivia ficava no ponto mais para Sul de Avathar, além de Hyarmentir. É natural que, com o passar das Eras, devido à partida de Ungoliant, os elfos de Aman tenham reconquistado as marcas setentrionais de Avathar e por fim tirado alguma parte do mal que lá habitava, porém acho muito difícil terem conseguido tirar todo o mal que lá habitava antigamente.