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A Guerra do Anel & Suas Datas – Parte 4

Apresentação:

Nas últimas duas partes tivemos dois laços soltos a serem amarrados nesta 4º Parte para que a aventura continuasse. O primeiro laço deixava a Comitiva em Caras Galadhon, lar da senhora Galadriel, lamentando pela perda do mago Gandalf, na protegida floresta de Lothlórien. Já o segundo laço resgatava a luta de Gandalf contra o Balrog, mostrando desde a queda da Ponte, em Khazad-dûm até a sua morte, no dia 25 de Janeiro em Zirak-zigil.

Para que estes dois acontecimentos se juntem, o grupo irá narrar agora a volta à vida de Gandalf como O Branco e de seu resgate pela �?guia Gwaihir e do Espelho de Galadriel à saida da Sociedade de Lórien rumo ao Sul, na direção do Anduin.

E também não deixe de acompanhar esta aventura desde o seu começo com o Prefácio O Conselho de Elrond, com a 1º A Partida da Comitiva, a 2º De Azevim à Caras Galadhon e a 3º Parte Gandalf vs Balrog.

 

 

Parte IV – Do Resgate de Gandalf à Saída da Sociedade de Lórien:

Ali ficou caído Gandalf, no topo do Zirak-zigil, após a sua fatigante e espectacular luta com o Balrog. Saiu vitorioso, mas devido ao esforço pagou caro a vitória, com a sua própria vida. Durante 22 dias o seu corpo ficou inconsciente no cume da Celebdil. E longos foram para ele esses dias, como que eras incontáveis que se sucediam demoradamente, e assim ele viajou por caminhos que nunca nenhum mortal percorreu, saiu do mundo do pensamento e do tempo.

Mas a sua missão não estava acabada, e portanto os Valar reenviaram-no para a Terra-Média, para que completasse aquilo que se comprometeu e ajudasse a salvar os povos livres de um destino mais negro que a mais profunda das grutas, sob o domínio de Sauron. Nu o devolveram, no mesmo local em que havia perecido, e ali ele ficou em transe, esquecido, sem possibilidade de fuga ou salvação. E assim esperou longamente, deitado, mirando o céu, vendo o sol e as estrelas viajarem sobre a sua cabeça numa interminável sucessão.

Em quanto isso os restantes 8 membros da Sociedade são recebidos em Caras Galadhon por Celeborn e Galadriel, dois dos maiores senhores élficos da Terra-Média. Estes tomam conhecimento da queda de Gandalf no abismo em Moria, e falam de muitas outras coisas, principalmente do destino da missão do Portador do Anel.

A Sociedade fica em Lothlórien quase 1 mês, preparando-se para a etapa final e decisiva da viagem, neste lugar onde o tempo parece não existir. Uma noite, quase no fim da sua estadia, dia 14 de Fevereiro, Frodo e Sam acordam subitamente. Encontram-se com Galadriel, e ela lhes revela seu espelho mágico, o Espelho de Galadriel. Ela dá permissão aos dois de olharem para o espelho: Sam olha primeiro, e vê muitas coisas que o deixam incomodado: Frodo, pálido, sobre um penhasco escuro, ele mesmo a divagar por corredores sombrios, e, mais perturbador de tudo, coisas muito estranhas no Condado, como árvores a serem derrubadas e chaminés que largaram fumaça espessa e negra. Em seguida é Frodo quem olha: vê um velho vestido de branco, que lhe parece Gandalf, apesar de suspeitar também que possa ser Saruman; vê diversas imagens, entre elas o mar, cenas de guerra, barcos e incêndios; finalmente vê um grande e terrível Olho, que parece procurar por ele.

Isto faz Frodo duvidar do destino do Anel e o dele, e chega a oferecê-lo a Galadriel, que o rejeita, conseguindo assim passar no seu teste derradeiro, pondo de lado a ambição por um terra sua que possa governar livremente. Frodo percebe então que o Anel é o seu fardo, que terá de carregá-lo ele mesmo, e apenas ele será capaz de lhe pôr um fim.

Dois dias depois, dia 16 de Fevereiro, a Comitiva deixa Lórien. Cada membro da Comitiva recebeu então um presente dos senhores de Lórien. À Aragorn é dada uma bainha, feita especialmente para Andúril, conferindo à ela características especiais. Boromir recebe um cinto de ouro, Merry e Pippin ganharam cintos de prata. Legolas foi agraciado com um arco Galadhrim, com cordas feitas de cabelo élfico. Sam ganhou uma caixa, contendo terra do pomar de Galadriel, terra esta que faria florescer qualquer planta de modo ímpar em toda a Terra Média. Gimli recebeu três fios de cabelo da Senhora, a maior dádiva alguma vez dada por um elfo a um anão. Por último, Frodo recebeu um frasco de vidro que continha a luz de Eärendil, a mais amada estrela dos elfos.

A comitiva partiu então, seguindo o curso do Anduin, o Grande Rio, rumo ao Sul. Mas havia alguém mais nesse mesmo percurso, que estava interessado no fardo que o Bolseiro carregava, era Gollum, uma criatura que durante 5 séculos havia tido o Anel como seu maior amor.

Quanto a Gandalf, no dia seguinte à partida da Sociedade de Lórien, é finalmente encontrado por Gwaihir, Senhor do Vento, Rei das �?guias, ali, no fim mundo. Assim este o resgatou das trevas e lhe deu novo alento. Gandalf pediu então para que Gwaihir o levasse a Lothlórien, e ficou então sabendo que foi a própria Galadriel que pedira à águia que o procurasse.

Uma vez chegado a Caras Galadhom, Gandalf fica sabendo que a Sociedade havia partido ainda no dia anterior. Lá ficou durante um tempo, a sarar a sua alma e as suas feridas dos tormentos passados. Então o vestiram de branco, e de novo o feiticeiro partiu, para cumprir finalmente a sua missão: acender no coração dos Homens a chama da razão e aliança, e assim pôr um termo à longa opressão de Sauron sobre a Terra-Média.

Continua…

Saiba mais:

Você deve ter visto que o Espelho de Galadriel apresentou várias visões do passado e do futuro para Frodo. Algumas delas se confirmaram, outras não passaram de visões distorcidas do que seria a tomada do caminho errado dele e da Comitiva. Para explicar melhor esta "Seção Espelho" não deixe de conferir o novo artigo, Espelhos Mágic
os
, aqui na Valinor.

Fontes:

Imagens:
Aumania
Galeria Tolkienianos
John Howe
Ted Nasmith
The One Ring

Textos:
Valinor

Heren Quentaron

O grupo Heren Quentaron (Ordem dos Narradores) foi fundado inicialmente
por 5 membros na tarde do dia 21 de Setembro, quando surgiu a idéia de
fazer um “Projeto”. Tratava-se de um texto em homenagem ao aniversário
de Bilbo e Frodo Bolseiro, do dia seguinte. Meses mais tarde o grupo
cresceu e teve a inclusão de mais 2 membros. E aqui neste artigo o
usuário poderá encontrar informações sobre cada membro deste grupo:
 
 
Smaug:

Demétrius A. Surdi nasceu em Porto Alegre/RS em Setembro de 1990 e
mudou-se para Passo Fundo/RS no final de 1995 onde mora até hoje.
Conheceu Tolkien através da trilogia no cinema em 2002, e passou a se
interessar pelas obras no ano seguinte. Em 2004 ingressou no Fórum
Valinor, na qual desde meados da época dos filmes visitava. Tem uma
paixão especial pela obra “O Hobbit”. Conhecido também como Sr.
Cachopardo.

Imadofus:

João Otávio Ferreira Meyer nasceu no dia 24/03/91 na cidade de
Florianópolis, SC, onde vive pelo menos até o dia em que escreveu isso.
Estranhamente não lembra como começou a ler Tolkien, apresentado a ele
por seu primo. Apesar de entrar no site Valinor há bastante tempo, só
veio a se cadastrar no fórum em novembro de 2003, e está atualmente
cursando o primeiro ano do ensino médio.

Mith:

Nascido em 11 de Maio de 1989, na capital do Espírito Santo – Vitória.
Mora em Vila Velha. Conheceu Tolkien no final de 1998, e em 1999
começou a ler a trilogia de O Senhor dos Anéis e depois de um tempo
conheceu o site da Valinor por uma amiga e começou a acompanhar a
página da Valinor desde o ínicio, sem estar registrado no Fórum. Fã de
todos os livros e tudo relacionado a obra do mestre J.R.R. Tolkien.
Modera a área Tolkien do Fórum Valinor, organizador da Equipe de
Atualização da Enciclopédia Valinor e organizador das discussões na
ValinorNet (Salão das �rvores e Salão do Fogo), membro da Sociedade
Tolkien Brasileira e da Toca-ES.

Proview:

Silvano Damasceno Pereira nasceu em 10/05/1984 em Delmiro Gouveia no
interioir de Alagoas. Mudou-se para Maceió aos 10 anos, onde mora até
hoje. Conheceu Tolkien em 1999 com as notícias dos filmes, e começou a
ler em 2000. Fascinado pela vida dos elfos e as histórias da 1º Era do
Sol e tendo Fëanor como personagem preferido, acabou por buscar mais
informações sobre Tolkien. Entrou no Fórum Valinor em outubro de 2003.

O 10º membro da Sociedade:

Bernardo Vasconcelos nasceu no solarengo dia 16 de Agosto de 1990, em
Lisboa, Portugal, vive atualmente perto de Sintra. Tem um grande
interesse por Ciência, Informática e Tecnologia, sendo também fã de
cinema. Teve o seu primeiro contato com Tolkien em Novembro de 2001,
após ler um artigo sobre o filme. Tornou-se um grande fã e interessado,
inicialmente da trilogia cinematográfica, e mais tarde das obras do
autor. Travou conhecimento com a Valinor em 2003, tornando-se esta um
dos seus grandes pontos de referência sobre Tolkien na Internet.
Registrou-se mais tarde, em Maio de 2004, e desempenha atualmente as
funções de Colaborador na atualização da Enciclopédia Valinor e na
elaboração de textos.

Fëanor ¥:

Nascido em 06/04/1986 na cidade de Marechal Cândido Rondon, Paraná,
onde vive até hoje. Conheceu Tolkien em 1999, mesmo ano em que começou
a ler a trilogia de O Senhor dos Anéis. Aficcionado completo pelo livro
O Silmarillion, e fã confesso do personagem Fëanor, logo se interessou
por tudo concernente à Tolkien e suas obras. Cadastrou-se na Valinor em
2003.

Bagrong:

Gustavo Ribeiro Guadagnini nasceu em Botucatu РSP, onde mora at̩ hoje, no dia 12/03/1989.

Conheceu Tolkien através do irmão e já leu O Hobbit, O Senhor Dos
Anéis, O Silmarilion, Contos Inacabados, Mestre Gil De Ham e
Roverandom; dos livros do Professor, seu preferido é O Silmarilion.

113 Anos de J.R.R. Tolkien

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apresentação:

No dia 3 de Janeiro deste ano, o escritor e professor John Ronald Reuel
Tolkien estaria comemorando seus 113 anos. Apesar de ter falecido em 2
de Setembro de 1973, sua obra continua viva até hoje. E, seus
personagens, sua histórias, estes serão eternos.

É pela grandiosidade da obra que podemos notar como Tolkien se esforçou
para que seus livros ficassem o mais perfeitos possíveis: ele fazia
inclusive as fases da Lua certas ao decorrer das datas. Só a trilogia
“O Senhor dos Anéis” levou 14 anos para ser concluída, enquanto que “O
Silmarilion” consumiu uma vida de trabalho.

Por essas e outras nós estaremos fazendo uma homenagem a este
maravilhoso escritor, pois apesar de ele ter nos deixado, seus fãs
jamais deixarão que sua lembrança se apague.

 

 

 

Cronologia Tolkien:

Infância:

Era o ano de 1891, quando Arthur Tolkien e Mabel Suffield se casavam. O
casamento não duraria muito, pois 5 anos mais tarde morreria Arthur,
pai de Ronald. Mas neste tempo o casal ganhou 2 filhos: em 3 de Janeiro
de 1892, nascia Ronald Tolkien e em 17 de Fevereiro de 1894 nascia
Hilary Tolkien, seu irmão.

Moravam na �frica do Sul, em Bloemfontein, uma pacata cidade na época,
com um pequeno povoado. O verão era úmido e os invernos eram rigorosos.
Muitos problemas aconteceram nesta parte da vida dos Tolkiens, e muitos
destes fatos ajudariam a Ronald usar de inspiração para suas futuras
obras.

Um fato curioso é quanto ao nome completo do bebê. Foi inicialmente
batizado em 31 de Janeiro de 1892 como John (possivelmente uma
homenagem ao avô paterno, de mesmo nome). O pai queria acrescentar e
manter a tradição de “Reuel”, mas a mãe gostaria de colocar “Ronald”.
Discussão foi e voltou que decidiu-se colocar “John Ronald Reuel
Tolkien”, nome que ficaria conhecido mundialmente como o autor de O Hobbit, O Senhor dos Anéis e tantos outros.

A casa onde a família Tolkien vivia abrigava um jardim perigoso no
verão, com insetos e e serpentes letais. Houve uma vez que o bebê
Tolkien fora picado por uma tarântula, com forte risco de morte, mas
sua vida foi salva pela sua babá que sugou o veneno fora. Diz-se que
esta foi a fonte de inspiração para a Aranha Gigante Laracna (Shelob),
que habita uma toca nas montanhas de Mordor, em O Senhor dos Anéis.

Este e outros acontecimentos fizeram com que Mabel voltasse para a
terra onde sua família morava, na Inglaterra. Porém Arthur não foi
junto, disse que seu trabalho era muito importante e férias longas
fariam-no perder o emprego de bancário do Banco da �frica. Mabel ficou
triste, mas mudou-se com os dois filhos com destino à Inglaterra.

Um tempo passou e foi em Novembro de 1895 quando Arthur mandou uma
carta para Mabel informando que havia adoecido com febre reumática.
Mabel, por sua vez, respondeu a carta implorando que seu marido tirasse
férias e juntasse à família na Inglaterra. Porém Arthur mais uma vez
fugiu do assunto, alegando que não agüentaria o frio inglês.

Dia 14 de fevereiro de 1896, aos 4 anos, Ronald Tolkien chegou a ditar
uma carta para seu pai, falando que sentia saudades e queria revê-lo.
Mas a carta nunca chegou a ser enviada, pois o verão terrível da �frica
havia chegado, e assim Arthur adoeceu mais ainda, falecendo no dia
seguinte, 15 de fevereiro de 1896.

A situação piorou de vez. Do pouco que Arthur tinha investido mal dava
para suprir as necessidades da família para manter-se na Inglaterra. A
família Tolkien estava morando com os Suffield há mais de 9 meses.

Mabel não podia trabalhar, pois não tinha alguém que cuidasse das
crianças, portanto procurou uma casa barata no distrito de Birmingham.
Equilibrava o orçamento com os lucros magros do falecido marido. Mas em
pouco tempo precisou procurar outra casa, pois a atual estava em área
de prédios condenados prontos para a demolição.

Mudaram-se novamente para perto da Estação de Heath, algumas ruas perto
dos Suffield. Mas a família dos Tolkiens não era bem vinda ali, se não
fosse acompanhada da Tia Jane. Entretanto, para Mabel era um lugar
melhor, ficava perto da St Dunstan, uma igreja que em 1901 seus filhos
passaram a freqüentar.

Mas a paz interior desejada por ela para a família não foi alcançada
com esta igreja. Encontrou em 1902 um Oratório de Birmingham, no
subúrbio de Edgbaston, onde uma comunidade de padres vivia ali há mais
de 50 anos (fundada em 1849, por John Henry Newman).

Foi nesta época que Mabel deu um passo seguro para o futuro de seus
filhos, pois lá encontrou o Padre Francis Xavier Morgan. Em Janeiro de
1902, a Road Oliver 26 situada em Birmingham tornava-se a quinta
moradia dos Tolkiens, próxima a escola e a Igreja.

Pe. Francis em pouco tempo ganhou a confiança da família Tolkien e
tornara-se amigo íntimo, além de já sacerdote deles. Sua voz era cheia
de energia e escutava-se seus risos pela casa. Hilary e Ronald passaram
a respeitá-lo e nele depositar a confiança precisa. O Tolkien diz numa
carta, quando está mais adulto, que o Padre foi o seu segundo pai.

Apesar da energia positiva que Francis Morgan representava, ele não
podia aliviar os sofrimentos financeiros da família. Nos invernos,
quando a noite chegava mais cedo, Ronald e Hilary tinham de ficar
trancados na casa por causa do perigo que o lugar representava.

Mabel sentia-se triste pelo fato de seus filhos estarem estudando numa
escola com professores desinteressados e com qualidade de ensino baixo,
que era a Escola St. Philip. Queria colocá-los de volta na King Edward
s. Então entrou em contato com a antiga escola para tentar uma bolsa de
estudos. Ronald Tolkien fez um teste e então passou. Conseguiu voltar
para sua querida escola.

No início de 1904, Mabel descobriu que tinha diabetes, mas como na
época nada se podia fazer, além de descansar e moderar no alimento, ela
foi cada vez mais enfraquecendo-se. Em Abril de 1904, Mabel foi
internada no hospital, e morreu em Novembro do mesmo ano. Tolkien e seu
irmão Hilary passaram a morar com a irmã de sua mãe, Beatrice, enquanto
eram orientados pelo Padre Francis Morgan.

Em 1908, os dois Tolkien mudaram-se para a pensão da Sra. Faulkner. Lá
Tolkien conheceu Edith Bratt, também órfã, e eles se apaixonaram no
começo de 1909. Sendo Editt três anos mais velha que Tolkien.

Em 1910, o Padre Morgan descobriu o romance e proibiu Tolkien, na época
com 19, de encontrar e se corresponder com Edith até ter completado 21
anos. Isso levou ele a se dedicar mais aos estudos, principalmente ao
de línguas (ele já falava Latim e Grego fluentemente) e a conseguir
entrar para o Exeter College da Universidade de Oxford.

A Vida Acadêmica em Oxford:

Na Universidade de Oxford, Tolkien estudou Inglês Clássico e outras
línguas como Inglês Arcaico, Finlandês, Gales e Gótico e pouco tempo
depois começou a desenvolver suas próprias línguas. Após não se sair
muito bem em Inglês Clássico, ele mudou os estudos para Literatura e
Línguas Inglesas em 1913.

Nos estudos de Inglês Arcaico, Tolkien ficou maravilhado ao descobrir um poema chamado Crist que continha os seguintes versos:

Eálá Earendel engla beorhtast, ofer middangeard monnum sended., ou em português: Salve Earendel, o mais brilhante dos anjos, sobre a Terra-média enviado aos homens.

Não é preciso dizer que Tolkien usou uma variação desses versos em suas obras posteriores.

Nessa época que Tolkien fundou, junto com amigos, o Tea Club, Barrovian Society, chamado de T.C.B.S. (Clube do Chá, Sociedade Barroviana,
porque eles freqüentemente se reuniam para tomar chá nas Lojas
Barrow’s). Os membros eram todos muito inteligentes e passavam muito
tempo na Biblioteca. Eles compartilhavam o gosto por línguas como o
Anglo-Saxão e poemas como Beowulf. Nessa época, Tolkien começou a
pensar em escrever uma obra épica de mitologia e era encorajado pelos
outros membros.

O TCBS ficou junto até 1916, quando Tolkien e outros membros foram
mandados à Primeira Guerra Mundial e dois lá morreram: Geoffrey Bache
Smith e Rob Gilson.

Voltando a 1913, Tolkien, com 21 anos, reencontrou Edith, e ficou noivo
dela. Em Agosto desse ano a Guerra começou, mas ainda não afetava
diretamente Tolkien. Em Outubro, Tolkien voltou a Oxford para reiniciar
seus estudos.

Em Junho de 1915, Tolkien finalmente atingiu o Grau de Primeira Classe
em Literatura e Línguas Inglesas. Nessa época ele também estava
trabalhando com suas línguas, em especial o Qenya (mais tarde Quenya)
que se tornaria o seu idioma mais importante. Também começava a
desenvolver a história de Earendel, o marinheiro, que depois se
tornaria Eärendil.

A Primeira Guerra Mundial:

Tolkien não se uniu imediatamente a causa da Guerra, mas acabou por se
alistar como segundo Tenente nos Fuzileiros de Lancashire. Durante
meses Tolkien ficou esperando pela convocação para os campos de
batalha, Finalmente, parecia que embarcaria em breve para a França.
Assim, ele e Edith vieram a se casar no dia vinte e dois de Março de
1916, antes que Tolkien embarcasse.

Nos campos de batalha, Tolkien acabou contraindo a “febre da trincheira� após apenas quatro meses após sua chegada.

Em novembro de 1916 Tolkien foi enviado de volta para Inglaterra,
passando um mês internado no hospital de Birmingham, e no Natal ele já
estava recuperado o suficiente para ficar ao lado de Edith. Durante
este últimos meses, todos os seus amigos mais íntimos do “T.C.B.S.�,
foram mortos em batalha à exceção de um, Christopher Wiseman. Os outros
dois, Rob Gilson e Geoffrey B. Smith, não voltariam a seus lares.

Em parte, em memória a seus amigos mortos, e devido à suas experiências
de Guerra, ele resolveu pôr suas idéias no papel. “Você deveria começar
sua epopéia� (J.R.R. Tolkien: Uma Biografia, pág. 102), escreveu-lhe
Christopher Wiseman, enquanto Tolkien ainda se recuperava de sua doença
contraída nas trincheiras. G. B. Smith, antes de ser morto, escreveu à
Tolkien: “[S]e eu morrer hoje [...] ainda restará um membro da grande
T. C. B. S. para expressar o que sonhei e no que todos concordamos.�
(J.R.R. Tolkien: Uma Biografia, pág. 97).

Logo Tolkien começou a escrever suas lendas. Nesses escritos são
encontrados as primeiras memórias da guerra contra Morgoth, o cerco, e
a queda de Gondolin e Nargothrond, e as lendas de Túrin e de Beren e
Lúthien, e aos quais mais tarde se juntariam diversos outros textos e
passagens que formariam o Legendarium.

De Volta a Inglaterra:

Em 16 de Novembro de 1917 nascia na Inglaterra o primeiro filho de
Edith e Tolkien, John Francis Reuel Tolkien. Foi nessa época que
Tolkien pensou em criar a história de amor entre um mortal e uma elfa,
usando como inspiração ele próprio e Edith, sendo Beren e Lúthien.Essa
era a forma dele conciliar o seu amor entre Edith e a sua obra que
tomaria toda a sua vida, até o seu último minuto.

Por volta de Novembro de 1918, quando a Guerra terminou, Tolkien
começou a trabalhar no “The Oxford English Dictionary”, como Assistente
Lexicográfico.

Mas já em 1920, ele conseguiu um posto sênior de professor em Língua
Inglesa na universidade de Leeds. Lá, junto de E.V. Gordon, fundou o Viking Club para os universitários que gostassem de ler contos nórdicos.

Dois outros filhos de Tolkien nasceram em Leeds: Michael Tolkien e o Christopher Tolkien.

Em 1925, Tolkien voltou a Oxford para ser Professor de Anglo-Saxão, e lá também nasceu Priscilla Tolkien, em 1929.

Os Livros:

Os livros de Jonh Ronald Reuel Tolkien fazem sucesso em todo mundo.
Estima-se que só nos EUA, O Senhor dos Anéis, tenha vendido 75 milhões
de exemplares. Eles atiçam a imaginação e criatividade do leitor
enquanto os envolve nas mais fantásticas aventuras.

“O Hobbit” é o primeiro livro da mitologia de Arda de Tolkien
publicado. É um prólogo de “O Senhor dos Anéis”, que conta às aventuras
de Bilbo Bolseiro na companhia de 13 anões e do mago Gandalf para
recuperar o tesouro roubado por Smaug, o dragão.

Lançado originalmente em 21 de Setembro de 1937 na Inglaterra pela
Editora “George Allen & Unwin.” Foi criado como uma história para
seus filhos, mas “O Hobbit” alcançou grande sucesso de forma que a
editora (que havia acabado de negar a publicação do Silmarillion)
acabou pedindo por uma continuação.

E a continuação é o mais famoso livro de Tolkien é O Senhor dos Anéis,
que saiu cerca de quinze anos depois com “O Senhor dos anéis: A
Sociedade do Anel”, seguido de “As Duas Torres” e “O Retorno do Rei”.

A Sociedade do Anel, lançado em 29 de Julho de 1954, conta como Gandalf
chega na residência de Frodo Bolseiro para convidá-lo numa aventura
mágica onde muitas forças serão enfrentadas para destruir um Anel
poderoso.

As Duas Torres, lançado em 11 de Outubro de 1954, descreve as
diferentes situações com os membros da Sociedade e da batalha no Abismo
de Helm, enquanto que Sam e Frodo estão escalando na companhia de
Gollum as escadarias de Cirith Ungol, rumo à Montanha da Perdição.

O Retorno do Rei, lançado em 20 de Outubro de 1955, é a parte final,
onde Frodo destrói o Anel após muitas batalhas, como as em Gondor. É um
livro mágico, onde o mal fica mais forte no final e as forças do bem
tem de se mostrar melhores e mais corajosas, fazendo atos heróicos.

Tolkien ainda publicou vários outros livros como As Aventuras de Tom
Bombadil; Sir Gawain, Sir Orfeu and The Pearl; Imram, The Homecoming of
Beorhtnoth Beorhthelms Son; The Lay of Aotrou and Itroun e Farmer Giles
of Ham, Leaf by Niggle; Smith of Wootton Major; Mr. Bliss e Roverandom.

Em Roverandom, Tolkien conta a história de um cão que ousa morder um
mago e passa por aventuras no fundo do mar e na Lua. Não é, porém, uma
história integrante da mitologia de Arda. Foi escrita como foram de
amenizar a tristeza que seu filho, Michael, sofreu ao perder seu cão de
brinquedo.

Por curiosidade, Roverandom é a união de duas palavras: Rover + Random, que significa “Explorador Aleatório”.

Teve uma época em que Tolkien se divertiu em inventar histórias de
fantasia para divertir seus filhos. Ele escreveu anualmente cartas para
o Papai Noel para seus próprios filhos, montando algumas pequenas
histórias e depois de algum tempo escreveu e publicou como um livro
entitulado As Cartas do Papai Noel.

A série de publicações acabou com a morte do autor em 1973, mas em 1977
Christopher Tolkien publicou o Silmarillion. As vendas do Silmarillion
surpreenderam a “George Allen & Unwin”. Em continuação ao
Silmarillion foi lançado em 1980 Contos Inacabados, que reunia alguns
manuscritos do pai. Mais uma vez as vendas foram bem sucedidas, e
culminou com os doze Volumes do History of Middle-Earth (apelidado
carinhosamente como HoME), uma obra bem mais complexa. O conteúdo reúne
os manuscritos de John que não foram publicados no livros anteriores.

Os Inklings:

Seria hipocrisia dos estudiosos de Tolkien falar que ele escreveu todo
esse mundo sem a ajuda de ninguém. É nesse contexto que entram os Inklings. Esse era o nome do grupo em que Tolkien e seus amigos se reuniam para ler o que haviam produzido. Se encontravam no The Eagle and Child Pub (mais conhecido como Bird and Baby) e tomavam uma cerveja.

Uma vez ou outra se reuniam na Magadalen’s College,
em uma sala de C.S. Lewis. Eram os Inklings: JRR Tolkien, CS Lewis,
Charles Williams, Orwen Barfield, W.H. Lewis, Nevill Coghill, John
Wain, J. A. W. Benett, Lord David Cecil, Jim Dundas-Grant, Adam Fox,
Colin Hardie, Robert E. Harvard, R. B. McCallum, C. E. Stevens,
Christopher Tolkien, C. L. Wrenn, E. R. Eddison, Roy Campbell e Gervase
Mathew.

Tolkien e a Lingüística:

Uma das partes mais completas na obra de Tolkien é a lingüística, o
escritor sentia um enorme prazer em criar novas línguas e fazia isso
com perfeição, mesmo assim, nem todos os idiomas criados pelo professor
foram usados em sua obra, ele selecionou alguns dos mais complexos para
os seus personagens falarem.

Esse vício de criar idiomas começou quando Tolkien ouviu os seus filhos falando em Animalic,
uma brincadeira que as crianças haviam aprendido e que consistia numa
língua nova, assim poderiam se comunicar sem serem entendidos.
Rapidamente Animalic se tornou uma língua morta e novas brincadeiras vieram.

Algum tempo depois, o escritor criou a sua primeira língua, o Naffarin,
que era pouco complexa mas foi o que desencadeou as outras escritas.

Baseando-se em diferentes idiomas como o latim, o anglo-saxão, o
espanhol e outros, Tolkien tentava sempre criar uma língua perfeita,
que fosse bela ao ser falada.

Foi em meados de 1915 que o escritor começou a criar o mais perfeito de
seus idiomas: o quenya (inicialmente chamado qenya). Esse idioma é
riquíssimo em sua composição e, junto ao sindarin, conseguiu alcançar a
beleza que o escritor sempre almejou.

Com toda certeza, a profissão de Tolkien influenciou muito nesse seu
vício, afinal de contas ele era Doutor em letras pela universidade de
Oxford na Inglaterra.

Para sabe sobre as línguas escritas de Tolkien é interessante visitar o Ardalambion, site completíssimo sobre as línguas de Tolkien que é mantido por Helge Kåre Fauskanger , um amante e estudioso do mundo de Tolkien que criou o curso de quenya.

Ao final de sua vida Tolkien já havia desenvolvido dezenas de idiomas
como o Quenya, Sindarin, Adûnaico, Westron, Telerin, Doriathrin,
Nandorin, Ilkorin, Avarin, Khuzdul, Entês, Órquico, Valarin e diversos
idiomas humanos.

Com toda certeza o nome John Ronald Reuel Tolkien está no Hall dos grandes idealizadores de línguas de toda a história.

Os Últimos Anos:

Segundo Michael White, “Em muitos aspectos, Tolkien fora velho antes de
seu tempo.” Pois na sua juventude, ele sonhava com idéias antiquadas.
Na velhice o que era ruim era exagerado: seu defeito na fala era quase
incompreensível. E o cachimbo entre os dentes atrapalhava na
comunicação. E isso está registrado nas gravações das entrevistas de
seus anos finais.

Tolkien culpou muitas vezes o rúgbi, que havia praticado como esporte
na juventude, onde mordeu a língua profundamente (e teve um nariz
quebrado), como o problema que atrapalhara na sua comunicação.

O sucesso de suas obras viera tarde demais, dos anos sessenta em diante
ganhava a cada ano cheques mais polpudos das vendas pela editora
“George Allan & Unwin” dos seus livros, principalmente pelo “O
Senhor dos Anéis.” E este dinheiro garantiu a boa vida dele com Edith
nos últimos anos de vida.

Tolkien foi ficando velho. Um ser preconceituoso, que ao decorrer do
tempo foi se entrincheirando nas suas opiniões muitos pessoais.
Considerava “vulgar” ou “absurdo” as coisas de grande número. Havia
reclamado da produção para o rádio de “O Senhor dos Anéis” da BBC, que
segundo ele, faria melhor muitos personagens. Repugnava repórteres,
concedendo raras entrevistas na sua vida. Julgava-se melhor em vários
aspectos, dizia fazer uma foto melhor que qualquer fotógrafo.

Uma vez recebeu o rascunho de uma entrevista do casal de jornalistas
Charlotte e Dennis Plimmer, mas respondeu friamente com uma redação de
2 mil palavras, dizendo sentir-se ofendido ao fato de terem sugerido
que sua garagem era de fato seu “escritório”, e de que “O Silmarillion”
era sua obra predileta, pela presença das línguas.

No início dos anos sessenta, proibiu W. H. Auden de fazer uma breve
biografia sua, considerando aquilo uma grosseria, e que só íntimos
poderiam fazer sua biografia. Foi ficando cada vez mais reservado, não
entendendo porque todo interesse por sua vida particular, a não ser
pelas suas obras. Começava a ficar “paranóico” e não revelava
acontecimentos seus do passado.

No início de 1965, uma editora americana chamada Ace Books soube do
sucesso que o livro ganhava entre os estudantes da Califórnia e também
descobriu que a editora de Tolkien, Houghton Mifflin, com sede em
Boston, havia importado mais cópias do que foi avisado para os editores
britânicos (Rayner Unwin, da “George Allan & Unwin”).

Então decidiu correr o risco e publicar uma edição pirata de “O Senhor
dos Anéis”. Mas pouco tempo antes de ficar pronto, os editores
responsáveis e que tinham o direito da obra, informaram à Tolkien sobre
o caso. Mas aparentemente Tolkien não havia tomado conhecimento do que
aquilo representava, e não “respondeu”.

O tempo passou e a edição pirata da Ace foi publicada. Em pouco tempo a
edição, que era vendida por 75 centavos de dólares americanos, alcançou
vendas absurdas: em 1 ano vendera mais de 100 mil exemplares.

Nesse período, a Houghton Mifflin, havia lançado uma edição de
brochura, com acabamento muito bem feito, e vendendo à 95 centavos
americanos. Só que, como esta edição era legal, o preço tornara-se mais
caro, devido aos royalties.
Mas eles não deixaram por menos, tentaram durante este tempo um
processo no tribunal contra a Ace Books, e no final das contas a Ace
teve de pagar tudo o que era de direito aos editores e ao autor, J.R.R.
Tolkien.

Se por um lado, a edição pirata foi ilegal, ela acabou por outro lado a
atrair milhares de fãs. O número de cartas que Tolkien trocava com seus
fãs crescia cada vez mais, inclusive astros de Hollywood e até um
astronauta chegaram a trocar cartas com o autor.

Um fato extremamente engraçado e curioso, foi quando um grupo de fãs
americanos partiram rumo à Headington, no verão de 1967, a fim de
conhecer Tolkien. Eles acamparam no gramado em frente à casa de Tolkien
e gritavam “Queremos Tolkien. Queremos Tolkien!”

Na época em que surgiu a cultura hippie, “O Senhor dos
Anéis” ganhava fama mundial. Pois falava sobre a magia e do tornar-se
possível algo, desde que cremos nela. Isto e tudo o que leitores
interpretavam levava ao ingrediente perfeito de sucesso de uma obra.

Em 1966, Tolkien e Edith viajaram num cruzeiro pelo Mediterrâneo, para
comemorarem as Bodas de Ouro. E no jardim do Merton College, ocorreu
uma festa, onde o compositor Donald Swann apresentou “The Road Goes
Ever On” (A Estrada Prossegue). Um seleção de músicas da Terra-média.

Mas quando Tolkien beirava na faixa dos 70 anos, não pode agüentar
tanta fama, e mesmo porque não entendia porque as pessoas se
interessavam por ele, e não pela obra em si. Mudou-se então de
Headington para um lugar secreto, em 1968. Fez com que seu nome saísse
da lista telefônica e assim seu endereço mudasse, evitando que a caixa
de correspondência lotasse de cartas.

Passaram-se os anos, e Tolkien ainda trabalhava em cima de “O
Silmarillion”, aperfeiçoando, revisando, editando. Sentia-se de vez em
quando deprimido, visto que seus filhos já tinham famílias e ele estava
sozinho com seu amor e com pouco amigos, já que os grandes haviam
morridos. Mas a sua fé e o amor por Edith faziam-no continuar.

Em 1968, Tolkien e Edith compraram uma casa com um bangalô, que era
grande e tinha um jardim que Tolkien gostava de cuidar. Situava-se em
Poole. Para Edith foram anos maravilhosos, por causa do conforto. Mas
para Tolkien eram anos deprimentes, não haviam mais amigos do calibre
de intelectualidade dele com quem pudesse conversar.

Com o tempo ele teve de aceitar aquilo e se acostumar. Foi ganhando
gostos cada vez mais diferentes de quando era jovem, passara a usar
gravatas e ternos feitos sob medida. E mesmo que reclamasse dos preços,
ele passou a comer em restaurantes e a beber vinhos caros.

Ainda recebia algumas cartas, mas não respondia com o mesmo entusiasmo
de anos antes. Não aceitava convites para jantares em restaurantes onde
o trajeto tivesse de passar por algum campo devastado. Ficou danado
quando batizaram um Canal com o nome de “Shadowfax” sem sua permissão.

Chegou o ano de 1971, e Edith, com 82 anos ficava cada vez mais frágil.
Foi internada às pressas em novembro no hospital com inflamação na
vesícula biliar. Poucos dias depois, em 29 de Novembro, morria sua
amada mulher, Edith Mary Tolkien.

Assim Tolkien entrava numa fase final de vida. Restava-lhe pouco menos
de dois anos de vida. Ficou de luto por um longo tempo. Poole já virava
uma paisagem triste para ele, seu filho Christopher, o então Fellow do New College, providenciou um apartamento para ele, na rua Merton 21, uma propriedade de seu antigo college.

Lá instalaram a biblioteca de Tolkien, com seus livros organizados e um
espaço luxuoso. Tolkien sentia-se um pouco melhor, por ser o “Fellow
Honorário” e estar de volta em Oxford. Às vezes, quando encontrava-se
solitário, remexia no seu grande livro de anotações e respondia com
bondade às cartas de todo mundo.

Tolkien não deixou de ser homenageado pela comunidade acadêmica. Na
Primavera de 1972, recebeu o título de C.B.E. (Comandante da Ordem do
Império Britânico). Na mesma noite recebeu o convite para um jantar com
Rayner Unwin, para que fosse homenageado. Recebeu também muitos
doutorados honorários, mas o que Tolkien mais ficou contente foi de sua
própria universidade. Em junho de 1972 recebia o título de Doutor
Honorário em Letras.

Era visitado muitas vezes pelos filhos e familiares e pelos velhos
amigos. Na primavera de 1973 recebeu seu antigo amigo do T.C.B.S.,
Christopher Wiseman e conversaram sobre tudo o que tinham direito: do
mundo, do tempo que passou, de seus filhos e relembraram dos momentos
bons da juventude e idade adulta.

Porém a saúde de Tolkien piorava a cada ano. Desde fins de 1972 sofria
de problemas graves de indigestão e problema na vesícula biliar. Em 28
de Agosto de 1973 havia festejado o aniversário da Sra. Tolhurst, e até
bebeu champagne, parecia bem.

Mas na manhã seguinte foi internado no hospital. O que a consulta dias
antes no médico, com Raio X, não disse, se revelou naqueles dias:
estava com úlcera gástrica aguda. Então, em 2 de Setembro de 1973,
morria o Professor J.R.R. Tolkien.

Da Morte:

J.R.R. Tolkien foi notícia no jornal “The Sunday Times” quando faleceu.
Para conferir mais sobre esta notícia, acesse o link do site Duvendor: Obituário.

Curiosidades:

1 – A biblioteca da Universidade de Marquette, na cidade de Milwaukee,
Wisconsin, EUA, preserva muitos dos manuscritos originais de Tolkien,
notas e cartas, e outros documentos que foram recuperados da Biblioteca
Blodleian, em Oxford. Marquette também possui em seu acervo manuscritos
de livros como O Hobbit e Mestre Gil de Ham, e material dos fãs de
Tolkien, enquanto a Bodleian tem os esboços de O Silmarillion e os
trabalhos acadêmicos de Tolkien.

2 – “O Senhor dos Anéis” foi eleito o livro do século pela BBC de Londres. E eleito o livro do milênio pela Amazon.com

3 – Na notícia Tolkien É Homenageado na Inglaterra
o usuário poderá ver uma gostosa notícia, onde mostra que o local onde
Tolkien passou internado por causa da “febre das trincheiras” foi
decorado com uma placa especial.

4 – Em Patrimônio Tomba Casa, podemos ver que após o sucesso dos filmes, o patrimônio histórico do país tomba a casa onde Tolkien viveu muitos anos.

5 – Carta Leiloada na Inglaterra
traz à tona a notícia de uma carta secreta que foi leiloada
recentemente na Inglaterra, onde Tolkien se corresponde com uma mulher
pedindo emprego de secretária.

6 – E através desta notícia,
o fã de Tolkien poderá encontrar um site em inglês que possui um enorme
acervo de capas dos livros de Tolkien publicados na época.

Fontes de Pesquisa:

Livro: “Tolkien – Uma Biografia“, de Michael White, Ed. Imago, 2001.

Livro: J.R.R. Tolkien – Uma Biografia

Site: Duvendor

Site: Ardalambion

Site: Devir

Site: Heren Hyarmeno

Site: Amon Hen

Site: Dúvendor

Site: Sociedade de Tolkien Brasileira

Site: Enciclopédia de Valinor

A Guerra do Anel & Suas Datas – Parte 3

Apresentação:

Uma das lutas mais marcantes em O Senhor dos Anéis é sem dúvida na Ponte de Khazad-dûm, num lado o poderoso mago servidor da chama de Anor, Gandalf, o Cinzento e do outro o dêmonio do mundo antigo, um ser corrompido pelo primeiro senhor do escuro Morgoth, Balrog.

A luta que se inicia na Ponte, no dia 15 de Janeiro, extende-se até o dia 25, onde o Balrog é derrotado no pico de Zirak-Zigil e Gandalf morre.

Se você está perdido, acompanhe toda esta aventura desde como ela se iniciou através dos links: O Conselho de Elrond, A Partida da Comitiva e De Azevim à Caras galadhon. Bom divertimento!

 

 

Parte III – Gandalf vs Balrog

Descendo aos tropeços as tortuoas escadas de Moria e escutando os sons das batidas dos tambores dum, dum a Comitiva fugia dos Orcs e de uma força maior ainda. Podiam ver no alto o cajado de Gandalf brilhando, parado, como se ele estivesse bloquando a passagem desta força maior.

De repente um clarão de luz branca iluminou os paredões de Moria, ao som de um estrondo e um baque surdo. E de lá vinha Gandalf correndo. Tão rápido que estava, caiu no lugar onde a Sociedade esperava. Gandalf fez o que pôde, mas o inimigo estava a sua altura, então tiveram de correr.

Dum-bum, dum dum, dum-bum

E cada vez mais batidas soavam na direção deles. Gandalf e Gimli iam na frente, seguidos pela Comitiva, um atrás do outro, nas longas fileiras de escadas que de tantos em tantos degraus chegavam a um nível inferior.
O mago só podia confiar na sua sorte e no seu cajado, que servia de auxilio como que para um cego, na escuridão completa da montanha.

Depois de uma milha percorrdia em uma hora, eles pararam. Gandalf encontrava-se exausto e decidiu descansar, mesmo que todos orcs do mundo estivessem no encalço deles. Gimli pegou pelo braço de Gandalf e ajudou a sentar na escadaria.

Perguntou se o mago havia encontrado aquele que bate os tambores, mas Gandalf não soube responder. Disse que estava em tensão, lançou um encantamento para impedir a passagem das forças inimigas, mas não foram o suficientes.

Alegrou-se por ter escutado a voz de Frodo, pensou que Aragorn estivesse carregando um hobbit morto. Mas Frodo disse estar inteiro, pelo menos era o que pensava – graças ao colete de mithril.

Prosseguiram na fuga. Passaram pelos grandes corredores e finalmente atingiram o Primeiro Salão de Moria. A Ponte de Khazad-dûm estava próxima. Gandalf coordenava a Sociedade, ao momento em que falava mais fortes os sons de dum, dum eram e se aproximavam.

Flechas cortavam o ar e caíam perto do grupo. Finalmente avistaram a Ponte num abismo escuro onde o chão desaparecia numa profundidade desconhecida. Gimli foi o primeiro a atravessar a ponte, seguido de Pippin e Merry.

Legolas tentou atirar algumas de suas flechas, mas a distância era grande para seu arco pequeno. E então gritou de medo, pois Orcs vinham com dois Trolls das cavernas e logo atrás a grande sombra de fogo.

Todos membros da Comitiva haviam atravessado a Ponte, mas um ainda permanecia no meio da Ponte. Gritou:

"Você não pode passar! Sou um servidor do Fogo Secreto, que controla a chama de Anor. Você não pode passar. O fogo negro não vai lhe ajudar em nada, chama de Udûn. Volte para a sombra! Não pode passar."

Era Gandalf, o mago Cinzento que gritava. Mas o Balrog, a sombra de fogo, não fez sinal de resposta. Sainda da escuridão, surgiu uma espada vermelha em chamas. E do outro lado a espada Glamdrig brilhou branca e fria em resposta.

Gritando mais uma vez e reunindo as forças que lhe restavam, Gandalf golpeou a ponte. O Balrog avançou no exato momento e a ponte se rachou. O mostro caiu no abismo, mas ainda chicoteou os ares, agarrando pelas pernas o mago. Gandalf perdeu o equilíbrio e caiu junto, suas últimas palavras foram Fujam, seus tolos! e assim desapareceu no abismo.

A Sociedade seguiu os últimos conselhos de Gandalf e partiu saindo da montanha, rumo a Lothlórien.

Gandalf e o Balrog cairam através das fundações de Durin, pelo abismo, até chegarem no final, nas remotas fundações de pedra. E lá lutaram durante algum tempo. O demônio de fogo virara um ser de lodo mais forte que uma serpente estranguladora.

O mago sempre atacava e derrubava o Balrog, mas este o agarrava novamente. Assim, depois de muita luta, o ser fugiu na direção dos caminhos secretos de Khazad-dûm. E como última esperança, Gandalf se agarrou aos calcanhares do ser. Até que chegaram nas Escadas Intermináveis.

Ali, o Balrog subiu até o topo, na Torre de Durin, em Zirakzigil, o pináculo do Pico de Prata. Era o dia 23 de Janeiro de 3019 da Terceira Era. Lá os dois brigaram por dois dias. O Sol brilhava violentamente no topo, já que ficava acima das nuvens.

Nos últimos momentos da luta o Balrog explodiu em chamas novamente. A neve derretia muito rápido e quem estivesse abaixo veria chuva e logo acima fogo. É claro que não haveria ninguém ali para relatar o acontecimento em canções ou até mesmo nos registros, mas era uma briga fenomenal.

E no golpe final, Gandalf jogou o Balrog para baixo, onde caiu e quebrou a encosta da montanha. Ali, o ser corrompido de Morgoth, morreu.

E assim, neste dia 25 de Janeiro Gandalf morria, caindo de extremo cansaço no topo de Zirakzigil. A escuridão dominou-o e ele vagou durante as eras passadas.

Continua…

História Por Trás dos Livros:

Asas. Toda vez um fã de Tolkien ouve ou lê essa palavra no meio de uma discussão sobre Tolkien, na maioria, deve surgir em sua mente a famosa questão se Balrogs, demônios de fogo, tem ou não asas. Essa discussão já virou, se nos permitem dizer, um mito, uma lenda no meio tolkieniano.

Muito bate boca, milhares de página discutindo uma questão que possivelmente não tem fim, que ficou "pelas metades" quando escrito no livro pelo Professor.

A queda de Gandalf em Moria e sua luta com o Balrog geram muitas discussões e teorias. No caso dessa questão em específico, podemos associá-la ao episódio de Gandalf, por ser esse um dos momentos em que Tolkien mais nos dá descrições sobre os Balrogs. Mesmo assim não são informações suficientes, principalmente quando mencionamos asas.

A questão de asas de Balrog pode ser no final das contas um enigma, pois há dois pontos controversos:

1º: "Seu inimigo parou novamente
, encarando-o, e a sombra ao redor dele estendeu-se como duas grandes asas" (A Sociedade do Anel – A Ponte de Khazad-dûm).

2º: "…ele adiantou-se em grande altura, e suas asas estenderam-se de parede a parede…" (Idem).

No 1º ponto, Tolkien sugere que a sombra abre-se como se fossem duas grandes asas. Mas no 2º ponto sugere que as asas ali são físicas.

Bom, na Internet, já foram lançados muitos textos, e temos alguns aqui na Valinor. Confiram:

1 – A Questão das Asas de Balrogs, sob o Ponto de Vista da Obra Literária do Autor;
2 – …E Será Que Balrogs Possuem Asas?;
3 – Asas de Balrog ;
4 – Balrogs Têm Asas? Balrogs Voam?

Outro ponto, não tão controverso, mas mesmo assim interessante, é o fato da morte do corpo de Gandalf, e seu posterior retorno, em um corpo aperfeiçoado. Gandalf, antes de morrer, era o Cinza, o segundo de sua ordem, e possuidor de um hröa. Após sua morte, ele retorna em um fána, e é nomeado pelos Valar líder da Ordem dos Istari. Ele torna-se então Gandalf, o Branco, em sucessão ao traidor Saruman.

Fontes:

Imagens:
Aumania
Ted Nasmith

Textos:
Valinor

A Guerra do Anel & Suas Datas – Parte 2

Apresentação:

Estamos de volta com a 2º Parte de “A Guerra do Anel & Suas Datas�?. Após O Conselho de Elrond, ocorrido dia 25 de Outubro, onde representantes dos povos livres da Terra-média contaram suas histórias ligadas ao Anel de Sauron, e A Partida da Sociedade onde foi relatado como a Sociedade foi formada e da saída dela de Valfenda, na noite do dia 25 de Dezembro, agora chegamos nas primeiras partes emocionantes e empolgantes da jornada.

O leitor irá ter nesta parte uma breve passagem por Azevim, um rápido encontro com wargs, passará por Caradhas, uma montanha de neve que torna-se o primeiro problema da Sociedade. Logo entrará junto com a Comitiva em Moria, um antigo reino de anões, onde é travada uma batalha com um demônio do mundo antigo.

Estas e outras aventuras, que ocorreram desde a saída da comitiva até dia 17 de Janeiro, você acompanha agora com a 2º Parte da “Guerra do Anel & Suas Datas�?. Boa Leitura!

 

 

Parte II – De Azevim à Caras Galadhon:

No dia 8 do primeiro mês do ano, a comitiva chega a Azevim, antigamente chamada de Eregion, onde os três anéis élficos foram forjados. Apesar de ninguém mais residir na região, Aragorn e Gandalf estranham o silêncio absoluto e o fato de não haver nem pássaros ou qualquer animal na região. Durante a noite, um enorme grupo de corvos crebain passa sobre suas cabeça e eles podem notar que estão sendo vigiados, mas mesmo assim seguem para o Passo do Chifre Vermelho na encosta sul da Montanha de Caradhras.

No dia 11 de janeiro, Gandalf guia a Comitiva do Anel através do Passo do Chifre Vermelho. Apesar dos esforços de Gandalf, Boromir, Aragorn e Legolas contra o mau tempo, a neve vence a comitiva e eles não podem continuar. Eles não têm muita alternativa do que fazer a seguir a não ser atravessar Moria.

Porém, enquanto acampam, na noite do dia 12, percebem que wargs estão se aproximando. Eles se refugiam no topo duma colina e acendem uma fogueira. Alguns wargs atacam, a Comitiva se defende como pode. Gandalf faz uso de seu poder como mago para matar o líder e espantar os outros. 

 
 
No fim da tarde do dia 13 de janeiro de 3018, a Comitiva chega aos Portões de Moria, a última alternativa após o fracasso na travessia de Caradhras. O perigo associado ao nome de Moria é famoso, e muitas incertezas pairam sobre a cabeça de Gandalf. Ele cogita, para a alegria de Gimli, que talvez Balin, seu primo, esteja morando lá. O Portão Oeste, que outrora permanecia aberto para elfos e anões, encontra-se fechado agora. Finalmente, após alguns insucessos, Gandalf resolve a charada inscrita no Portão e consegue abri-lo. Porém, uma criatura com muitos tentáculos verde-claros agarra Frodo e espanta Bill, o pônei. Frodo se desprende do monstro com a ajuda de Sam, e a Comitiva corre para dentro de Moria fechando o portão para manter o monstro do lado de fora.

Apenas Aragorn e Gandalf haviam entrado em Moria antes, e Gandalf é o que melhor conhece o local. Portanto, ele vai à frente da Comitiva, conduzindo-os pelos caminhos escuros, rumo ao Portão Leste.

Eles seguem descendo até chegarem a um lugar com três portas, a da direita sobe, a do meio continua reto e a da esquerda desce. Gandalf descide parar para descançar numa sala que outrora foi uma guarita, onde há um poço. Pippin joga uma pedra lá e leva uma bronca de Gandalf por isso. De manhã, dia 13 de janeiro, Gandalf leva-os pela porta da direita. Eles caminham durante o dia todo até chegarem num grande salão com colunas. Essa salão tem uma porta dando para o norte, outra para o leste, outra para o sul e outra para o oeste, de onde eles vieram. Lá eles passam a noite. Quando amanhece, eles percebem que vem luz do leste, e que também há um pouco vindo de além da porta norte. Eles decidem ir para lá, e encontram uma sala.

É a Câmara de Mazarbul, onde está o Túmulo de Balin, o que faz Gimli perder suas últimas esperanças de encontrar seus parentes vivos. Lá eles são surpreendidos pelos orcs de Moria, acompanhados de um troll das cavernas, algo ainda mais nefasto.

Quase toda a comitiva prossegue, mas Gandalf fica na sala tentando fazer com que algo muito poderoso não consiga passar. Porém o poder do mago não é o suficiente e a sala desmorona, soterrando o túmulo de Balin e alimentando esperanças no mago de que o mal tivesse sido soterrado também, esperança essa que não se cumpre.

O mago segue atrás de seus amigos, mas não por muito tempo. Na ponte de Khazad-dûm, Gandalf encontra-se com a fonte de seus temores em Moria, um terrível balrog, que avança em direção ao mago. Gandalf, que ficara por último para proteger a fuga de seus companheiros, faz a ponte se quebrar, derrubando o balrog. Entretanto, acaba sendo levado junto, laçado pelo chicote do demônio de fogo, desaparecendo no abismo da ponte.

O restante da comitiva consegue fugir de Moria, saindo finalmente pelo Portão Leste, ao som dos tambores dos orcs atrás deles. Agora, do outro lado das montanhas sombrias, o sol brilhava novamente para eles. Mas a tristeza pela queda de Gandalf era maior, e a comitiva derramou suas lágrimas.

Mesmo minguadas as esperanças, eles não podiam parar ali. Continuaram então, liderados agora por Aragorn, passando por Kheled-zâram, o Lago-Espelho.

Seguindo na direção do Rio Veio de Prata, eles avistaram a floresta de Lothlórien. Aragorn indicou cinco léguas de distância, e eles respiraram aliviados por encontrarem um lugar seguro. Prosseguiram. Entraram na primeira milha da floresta. E Legolas lhes apresentou o Nimrodel, um riacho lembrado em várias canções dos elfos.

Mas a ponte sobre o riacho estava quebrada, então guiados pelo elfo, eles atravessaram a água, que segundo ele tinha um alto poder curativo. Continuaram na direção Oeste, para longe do veio de Prata. Foi então que se encontraram com os elfos da floresta e Legolas conversou com seus parentes.

Legolas conversou com Haldir, apresentando os membros, e ao falar do anão, Haldir ficou preo
cupado e decidiu falar com os outros elfos. Propôs que ele fosse vendado, mas o anão não concordou com isso. Aragorn então resolveu que todos os membros da comitiva, inclusive Legolas, deveriam ir de olhos vendados.

Depois de um pouco de caminhada, um elfo veio avisar Haldir que um grupo de orcs havia sido exterminado e uma criatura que andava como um animal, mas se parecia com um humano, havia fugido a salvo – era a segunda vez que Gollum escapava com vida.

Após isso, outro mensageiro, desta vez da Senhora Galadriel, veio avisar que toda a comitiva poderia andar sem as vendas nos olhos, o que deixou todos muito mais confortáveis.

Ao tirar as vendas, os viajantes notaram que estavam num lugar aberto, a esquerda ficava um grande monte, coberto por um gramado verde e a sobre ele cresciam dois círculos de árvores, como uma coroa dupla. Era Cerin Amroth.

Depois de mais alguns dias de caminhada, a comitiva finalmente chegou a Caras Galadhon, onde residia Galadriel, a senhora de Lothórien.

Continua…

Mais Imagens:

Confira mais ilustrações que os desenhistas profissionais de Tolkien fizeram para estas passagens que você leu no texto:

No Portão de Moria, de Ted Nasmith.
O Portão de Moria, de Alan Lee.
A Comitiva em Frente ao Portão, de Alan Lee.
Vista Aérea de Lothlórien

Fontes das Imagens:

Aumania
Fas Zination
Ted Nasmith
Imered

Dia dos Professores – Uma Homenagem a Tolkien

Dia 15 de Outubro é uma data comum para muitos, que passa por
despercebida, mas para professores de todo o Brasil é uma data para se
comemorar. Nada tão belo quanto tornar uma simples data dos professores
em algo mágico. Portanto, mais uma vez, estamos aqui para fazer uma
homenagem a um professor especial, ele é J. R. R. Tolkien, o filólogo
naturalizado inglês que durante sua vida nos ensinou muito e seus
frutos foram bem aproveitados. Reunimos então algumas das informações
mais importantes na carreira de Tolkien, com as devidas fontes citadas
abaixo.
 

 

John Ronald Reuel Tolkien além de ser conhecido pela sua área de
escritor, foi antes de tudo, um professor no ramo da filologia, na
universidade de Oxford, Inglaterra.

Tolkien, quando estava na Universidade de Oxford, foi um dos criadores de um grupo denominado Inklings
(nome de origem anglo-saxã), o qual os componentes (tais como Coghill,
Dyson e Charles Williams) tinha interesses literários semelhantes. E
este tinha como integrante mais especial C.S. Lewis (autor de
As Crônicas de Nárnia), um dos maiores amigos do Professor nessa época.
Lewis ajudava Tolkien ouvindo os contos recém feitos pelo mesmo, e
dando opiniões, e assim, vice versa. O grupo se encontrava num bar,
para tomar uma cerveja, perto da Universidade de Oxford, este chamado
The Eagle and Child, também conhecido como The Bird and the Baby.

Depois da primeira guerra mundial, Tolkien evoluiu na carreira
acadêmica: em 1920 ele foi escolhido para Leitor (Professor Associado)
de Língua Inglesa na Universidade de Leeds. Em 1925, passou a exercer o
posto de professor de Anglo-saxão na sua universidade. Como professor,
Tolkien se dedicou principalmente ao estudo da literatura em inglês
antigo e médio e também às aulas na graduação. Pode-se perceber em seus
estudos, que Tolkien tinha um grande apego à mitologia nórdica, a qual
é palco de várias discussões aqui mesmo na Valinor.

Um dos mais grandiosos trabalhos de J.R.R. Tolkien com certeza foi a
criação de novas línguas. E não foi apenas uma, mas pelo menos duas
línguas bem estruturadas, e mais umas tantas das quais não se possui
tanta informação, que são Entes, Adûnaico, Khuzdul, entre outras. Há
quem diga que as futuras obras de Tolkien foram apenas para ambientar
as línguas que ele havia criado (principalmente o quenya ou
alto-élfico).

Em 1972, um ano antes de morrer, a universidade de Oxford o conferiu o
Doutorado em Letras Honorário, deixando claro que premiavam seus
trabalhos filológicos e não suas histórias. No fim de sua vida, quando
morreu em 2 de Setembro de 1973, deixou umas obras inacabadas, e algum
tempo depois, editada por seu filho Christopher: O Silmarillion & Contos Inacabados, além de vários textos e histórias reunidos nas HoMe.

Para entendermos a vida de Tolkien, temos o poema Mythopoeia (do livro Tree and leaf e traduzido por Imrahil),
o qual é de tamanha importância para que possamos entender a causa do
trabalho de Tolkien e o que o próprio pensava. Durante a obra pode-se
notar bem a colisão de idéias de Philomythus, o que ama mitos, e seria
Tolkien; e Misomythus, o que odeia mitos e seria Lewis.

Fontes:

Biografia de Tolkien – em espanhol

Artigo Valinor

D̼vendor РBiografia Tolkien

The Eagle and Child

Mythopoeia – o poema

Devir – Biografia Tolkien

A Guerra do Anel & Suas Datas – Parte 1

Introdução

Chegamos no período em que as guerras, as aventuras, as mortes e tudo mais relatados em "O Senhor dos Anéis" a partir do capítulo do Livro II "O Anel Vai Para O Sul" começam. É a Partida da Comitiva no dia 25 de Dezembro do ano 3018 da TE de Valfenda, rumo aos perigos de Mordor e com o objetivo de salvar os povos da ruína e desgraça de Sauron.

Nomeamos de "A Guerra do Anel & Suas Datas" pois de agora em diante, até o fim da jornada, em 25 de Março, muitos acontecimentos se desenvolverão. Também porque nos baseamos nas datas dos apêndices de “O Retorno do Rei�?. Reunindo então as datas com os fatos, apresentaremos em várias partes toda esta jornada e algumas curiosidades.

Antes de ler a Parte I, não deixe de ler o prefácio desta aventura através de 25 de Outubro – O Conselho de Elrond, no qual conta como se originou esta união contra às forças de Sauron. Tenha uma boa leitura!

 
 

 

Parte I – A Partida da Comitiva

Ao cair da noite de 25 de Dezembro de 3018, a Comitiva do Anel deixa Valfenda, a Última Casa Amiga, seguindo para o Sul, permanecendo à Oeste das Montanhas Sombrias. As palavras de Elrond são claras: de que apenas sobre o Portador do Anel recaem exigências, sendo aos outros, permitida a volta ou desistência no caminho. Porém isso não ocorre, e com certeza a lealdade da Comitiva para com Frodo é decisiva.

A Comitiva é formada dias antes de ela partir. Elrond pergunta a Frodo se ele ainda está disposto a participar da saga, e ele responde que sim. Sam vai com ele. Então sugere a Gandalf que também participe da missão. Em seguida, diz:

“Quanto aos restantes, devem representar os Povos Livres do Mundo: Elfos, Anões e Homens�?.

Então, escolhe Legolas para representar a Raça Élfica, Gimli para representar os Anões e Aragorn para representar os Homens. Boromir também é convidado a acompanhá-los, pelo menos até onde tiver que se separar para voltar a Minas Tirith.

Como sobram duas vagas (Nove para os Nove Nazgûl), Elrond e Gandalf ponderam se Glorfindel e algum outro elfo de Valfenda deve ir, mas Peregrin e Meriadoc acabam por entrar na Comitiva, por causa de sua amizade com o Portador do Anel.

A partida de Valfenda representou o passo inicial rumo à destruição do Um e à conseqüente derrota de Sauron. É o primeiro passo dos muitos que serão traçados pelas longas milhas que separam Valfenda de Mordor e de Minas Tirith.

A viagem segue, melancólica, com ventos gelados e dias sem Sol. Dormindo de dia e caminhando à noite, eles chegarão a Azevim (Eregion de outrora), após duas semanas e quarenta e cinco léguas percorridas. A partir dali o destino dos nove companheiros começará a mudar, já que o plano inicial de Gandalf é passar pelo Passo do Chifre Vermelho, sob a encosta mais distante de Caradhras, mas acabarão tendo de passar pelas Minas de Moria, onde a primeira tragédia ocorrerá.

Continua…

Curiosidade:

Curiosamente, a Partida da Comitiva, que simboliza o começo de uma jornada para enfrentar o mal mais perverso de Arda, o das forças de Sauron, se inicia no dia 25 de Dezembro, o que para o mundo real equivale à festa de Natal. Esta batalha é muito importante para todos habitantes e para o destino da Terra-média, pois depois disso Tolkien diz que o mundo iria transformando-se no mundo dos homens, e depois disso não há mais um mal em forma de seres monstruosos.

Natal é a festa dos cristãos para o nascimento de Cristo, e nas palavras de Reinaldo “Imrahil�? José Lopes, no livro “Coleção 100 Respostas�?, sobre O Senhor dos Anéis, diz:

A partida da Sociedade do Anel no dia 25 de Dezembro, o Natal, é mais óbvia: o nascimento de Jesus Cristo, que marca o início da salvação dos homens, também principia a libertação da Terra-média.

Tolkien foi católico fervoroso, suas obras possuem ensinamentos religiosos, mas ele diz que odeia alegorias, portanto fica a questão: coincidência das datas ou realmente alegoria à data?

Imagem:

O canadense Ted Nasmith ilustrou uma imagem que mostra Gandalf conduzindo os membros da Comitiva com a casa do senhor Elrond ao fundo e o rio desaguando na parte direita:

A Comitiva Deixa Valfenda