A grande descoberta dos Orcs e um novo perigo para Eí¤

Capítulo 1

Depois da Queda de Barad-Dûr, os orcs que estavam no Portão Negro de Mordor lutando com o Exército do Oeste, ao verem a derrota de Sauron, saíram correndo para longe daquelas terras para que nenhum deles fosse morto. O inesperado é que eles saíram sem ao menos serem vistos por ninguém, foi assim, então, que se abrigaram em Ered Engrin, também conhecida como as “Montanhas de Ferro”. Melkor por muitos anos tinha explorado aquele lugar.

Em Ered Enrin, os orcs, com o tempo, fizeram várias armas a fim de se defenderem daqueles que aparecessem lá com o propósito de acabar com eles; domesticaram animais para o uso de defesa daquele lugar, pois, se algum dia eles fossem descobertos, teriam uma defesa e conseguiriam fugir do ataque.

 

Com o tempo, os poucos orcs que estavam nas Montanhas de Ferro
começaram a se reproduzir em uma grande quantidade, deixando as
Montanhas cheias de descendentes cujos pais treinavam dia após dia para
que soubessem lutar um dia para ter o controle da Terra-Média.

Em um dia muito sombrio e negro, coberto por uma névoa, Clamentur,
filho de Boventur, encontrou algo muito esquisito que não era visto por
aqueles lados, embaixo de algumas pedras que restavam da fortaleza que
Melkor havia construído, mas os Valar tinham destruído.

Clamentur, então, anunciou para todos que tinha achado algo muito
interessante: um livro, cujo autor era Melkor, revelando, nos tempos em
que estava construindo a fortaleza, alguns grandes poderes perigosos
que qualquer um poderia usar, até uma simples criança. Porém, nenhum
orc sabia escrever ou falar o idioma usado naquele livro, apenas um,
Vindma. Vindma era o mais sábio e mais velho de todos os orcs que
habitavam nas “Montanhas de Ferro”. Mas, quando Vindma foi convocado
para traduzir aquele livro para o idioma dos orcs, algo surpreendente
aconteceu: na única página em que ele conseguiu ler Melkor dizia:

“Hoje estou começando a fazer uma série de cartas em que eu irei
revelar alguns de meus poderes. Eu estou escondido aqui na minha
fortaleza, Ered Engrin, aqueles Valar estúpidos se acham, mas eles não
são de nada.
Olhei para o futuro e vi que alguém vai precisar destas cartas para que
o mal sempre domine a minha terra, pois aquele Eru, ele ainda vai se
ver comigo, eu ficarei mais poderoso que ele, e ele será tirado do
lugar onde ele está.
Este livro não poderá ser lido por qualquer um, se alguém lê-lo sem que
seja um dos escolhidos, será banido com a morte, deixo bem claro, os
escolhidos são aqueles que eu escolhi sem ao menos eles terem nascido
ainda, pois eu vi que eles seriam bem úteis, para que o mal
permanecesse em Eä.
Pude por um tempo ver que um ser irá cair juntamente com aquilo que é
bom para mim, a dor das pessoas. Vi um Anel caindo juntamente a um ser,
esse ser ele é um dos escolhidos, porém morto pelas Chamas de Orundum.
Os Escolhidos irão me ajudar, existem muitos, mas nem todos irão sobreviver.
O primeiro a ler este livro perecerá, mesmo que seja um dos Escolhidos
e aqueles que não forem um dos Escolhidos também perecerão do mesmo
jeito.
 Eu me dedicarei para ensinar todos os meus poderes, para aqueles que desejam fazer o mal.
Hoje eu vou dedicar todo o meu tempo para esse meu livro e os Valar que
se cuidem, pois eles irão perecer juntamente com aqueles que fazem o
bem, pois eu quero ter o mundo em minhas mãos, se eles tentarem impedir
ou atrapalhar em alguma coisa, eles se verão comigo, eles serão
humilhados e destruídos.
Na primeira carta irei ensinar a…”
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Foi até ai que Vindma conseguiu ler, pois, quando Melkor começaria a
ensinar o primeiro poder dele, Vidma faleceu pelo poder que Melkor
havia colocado naquele livro.
Os orcs começaram a surtar.
Boventur – o pai de Clamentur – o qual achou o livro de Melkor, o líder
dos orcs das Montanhas de Ferro, convocou uma reunião entre eles.
Na reunião, onde todos estavam, o chefe dos orcs disse:
– Precisamos, de algum jeito, encontrar alguém que saiba traduzir este
livro que o nosso criador, o nosso pai Melkor, inventou. Temos que
saber quem são os Escolhidos, essa é uma decisão muito difícil, mas
temos que tomar cuidado com a nossa escolha.
– Alguém tem alguma idéia. De quem pode ser?
Pensativo, Beruntur, o co-líder, disse:
-Excelente idéia. Temos que primeiramente descobrir qual idioma é este
para que possamos pesquisar quem saiba falar este idioma, e temos que
saber também se essa pessoa é um dos Escolhidos.
Arrogantemente, Habect falou:
– Como vocês são idiotas! Vocês não pensam? Tá na cara! É lógico que um
dos Escolhidos que saiba falar essa língua tem que ser do mal, pois
Melkor era do mal.
Então Beruntur retrucou:
– É claro que sim! Você tem razão, temos que achar alguma mente má que
exista ainda, mas quem? E como vamos fazer para achá-lo ou trazê-lo
para cá sem sermos vistos?
Então Clamentur orc disse:
 – Vamos deixá-lo sozinho em algum lugar e capturá-lo sem ele perceber,
e quanto ao saber quem é, é simples: tenho um homem que tem a mente
mais pervertida que qualquer um entre nós. Irei chamá-lo, mas ele não
gosta de mim, já tentou me matar uma vez, tem poderes maiores que
qualquer um, porém, não sabe. O que acham?
– Então o chame o mais depressa possível, apenas vamos planejar como fazer isso – disse Boventur.
No dia seguinte, após uma longa noite, Boventur convocou outra reunião.
-Hoje precisamos da participação de todos, para ter uma idéia e
conseguir descobrir os poderes de Melkor, para saber tudo o que ele
queria fazer. Já que ele nos criou, vamos vingar a morte dele.
Clamentur, diga-nos quem é esse tal homem que você falou? – disse
Boventur para Clamentur, que respondeu:
– Na verdade ele não é um homem, é um homem misturado com várias raças,
por isso tem poderes, chama-se Razbadum; vive na Cidade dos Corsários,
poucos hoje vivem lá, facilitando para nós. O caminho eu sei de cor,
mas demoraria muitos dias para chegarmos lá, teríamos que ir de barco,
mas não temos um. Teremos que construir um!
Então todos disseram:
– Apoiado, apoiado!
Então um orc, o mais alto de todos chegou:
 – Vocês são loucos? Você, Clamentur, está mentindo, não há como
atravessarmos de onde nós estamos para a Cidade dos Corsários de
barco,  há somente TERRA, não há água para nós podermos ir de barco,
você está nos enganando – disse ele para Clamentur e Clamentur retrucou:
– Vocês não deram possibilidade alguma para que eu pudesse terminar,
agora, me ouçam: eu não estou enganando ninguém, pois bem, deixe-me
terminar, nós iremos passar uma de barco pelo o Mar Belfalas, para
facilitar para nós, demorando menos dias; nós iremos de barco até o
Anfalas (Praia Comprida, em Gondor), percorreremos toda a Costa do Mar
e assim chegaremos à Cidade dos Corsários. Neste trecho da parada no
Anfalas, teremos que ser muito cautelosos, pois lá vive Elessar, rei de
Gondor, o qual não pode saber da nossa existência, senão acabarão
conosco e nunca saberemos o que está escrito no livro de Melkor. Deixo
bem claro: o caminho  que nós iremos fazer é muito perigoso.
Demoraremos em média um mês e meio para chegarmos lá. Será rápido, pois
iremos de barco. Teremos que bolar um plano para capturar Razbadum, sem
sermos vistos por ninguém! Eu sei onde Razbadum mora, em uma pequena
torre, apenas nós cercaremos a torre, caso ele não queira vir por
vontade própria, por lá não moram muitas pessoas. Se você, meu pai,
permitir que comecemos a trabalhar em nosso barco…
Boventur, então, disse, com alegria:
– O que estamos esperando?
 Então começou-se a construção do barco em que levaria os orcs até
Anfalas, em uma viagem muito perigosa tanto para os orcs  quanto para
todos da Terra-Média. Se os orcs descobrirem os poderes de Melkor,
todos que habitam na Terra-Média e todos de Eä sofrerão nas mãos, agora
poderosas dos orcs.

P.S. As Montanhas de Ferro, elas aparecem apenas, no mapa da Primeira
Era, a da Terceira Era ela não aparece, portanto, eu pesquisei e
cheguei a conclusão que as Montanhas de Ferro, elas se localizam perto
das Ered Luin. Darei mais informações, de onde fica, no próximo
capítulo.