Moria

Moria
Khazad-dûm, ou Moria como é mais conhecida, foi o mais grandioso reino dos Anões na Terra-Média. Seus lindos e enormes salões ficavam sob das Montanhas Nebulosas. De suas profundas e incontáveis minas vieram
grandes tesouros, e delas se extraia o mithril, o metal mais precioso de Arda.

 

 Durante séculos os Anões prosperaram, e nunca algum inimigo conseguiu entrar nas grutas e sair vivo. Seria de dentro que o mal viria: um Balrog de Morgoth vivia nas profundezas das Minas, e quando os Anões o acordaram foram obrigados a fugir do seu lar. Os salões de Khazad-dûm foram tomados por Orcs enviados por Sauron e outras criaturas escuras; e passou a ser conhecido como Moria, o Abismo Negro, e foi um lugar de terror e morte.

Localização e Descrição de Moria

Khazad-dûm está localizada sobre as Montanhas Nebulosas, mas precisamente sobre os 3 picos de Moria: Cloudyhead, Redhorn e Silvertine. A este de Khazad-dûm estava o Dimrill Dale, onde se situava o Lago do Espelho. A oeste, haviam as planícies de Eregion. Em todo o seu cumprimento, os salões de Khazad-dûm se estendiam por impressionantes 40 milhas.

A entrada este de Khazad-dûm se chamava Portão de Dimrill, devido ao rio que nascia perto do sítio, ou mais simplesmente Portão Este. Os Grandes Portões pendiam de grandes postes laterais cravados na pedra. Para lá deles, estavam as primeiras salas e passagens feitas pelos Anões, mais tarde conhecidas como Velha Moria. O Primeiro Salão tinha janelas altas na parede este que deixavam entrar luz. Um largo caminho partia do Primeiro Salão, através de uma série de escadarias, no final das quais estava um grande abismo, atravessado no topo pela ponte de Khazad-dûm. A ponte tinha 50 pés de comprimento, era estreita, e não tinha apoios. Foi construída desta forma como defesa contra qualquer invasor que conseguisse passar pelo Portão de Dimrill e tomar o Primeiro Salão.

 
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No lado oposto do abismo esta o Segundo Salão, uma vasta câmara com duas filas de pilares no centro. Este pilares eram altos e cravados na forma de árvores. Os seus ramos no cimo suportavam o teto alto da sala.Para lá dele, a cidade subterrânea se estendia numa vasta e intrincada rede de passagens, escalas, salas e salões. Havia vários ribeiros e rodas que forneciam água aos habitantes das minas. Os Anões penduravam lâmpadas de cristal no teto para iluminar a cidade, e muitas das câmaras superiores tinham janelas na vertente da montanha. Uma dessas câmaras era o 21º Salão do Sétimo Nível – uma grande sala com portas em cada lado, grandes pilares de pedra e paredes negras polidas.

Indo para baixo pelo corredor que saia da porta norte do 21º Salão, do lado direito, estava a Câmara de Mazarbul, os Câmara dos Registos. Pela porta oeste do Salão, uma estrada levada para este e para baixo, estreitando à medida que chegava ao fim. Lá estava uma arcada onde se encontravam dois outros corredores vindo de este – um indo a direito e outro vindo das profundezas. Havia um posto de vigia na confluência destes três caminhos.

No chamado Terceiro Abismo de Khazad-dûm estavam as salas das armas. Muito abaixo, nas minas, estavam os tesouros dos Anões – ouro, prata, ferro, pérolas e opalas, entre outros metais e gemas preciosos. Os pontos de extração de mithril se encontravam ainda mais para baixo, para norte, junto às raízes do Redhorn.

Junto à saída oeste de Khazad-dûm, um lance de duzentas escadas descia até ao Portão Oeste, chamado Portão de Hollin (Hollin era outro nome para e região de Eregion). Lá estavam as Portas de Durin, feitas pelo artífice Anão Narvi e gravadas pelo Elfo Celebrimbor. Nessas portas estavam desenhos e frases traçados com ithildin, uma substância de tonalidade prateada feita de mithril. Na inscrição do topo lia-se: “Portas de Durin, Senhor de Moria. Fala, amigo, e entra. Eu, Narvi, fi-las. Celebrimbor de Hollin desenhou estes sinais.”

Por baixo desta inscrição estava desenhada a Coroa de Durin, e sete estrelas sobre um martelo e uma bigorna. Por baixos destes foram desenhadas as Duas Árvores de Valinor, e no meio da porta estava a estrela da casa de Fëanor. De dentro, as portas podiam ser abertas empurrando, mas por fora devia ser pronunciada uma palavra-passe. Havia ainda duas grandes árvores sagradas de cada lado da Porta. O rio Sirannon corria através do vale frente à porta, onde formava um lago, e continuava através de uma cascata chamadas Quedas dos Degraus.

História

Khazad-dûm foi fundado por Durin, um dos Sete Anciões dos Anões. Após Durin despertar no Monte Gundabad, ele foi para o sul, até o Dimrill Dale. Lá ele olhou dentro do Lago do Espelho e viu uma coroa de estrelas aparecer sobre sua cabeça. Nas cavernas em cima do vale, Durin fundou seu reino.

Durin viveu longos anos e liderou seu povo por muito tempo. Ele morreu antes do final da Primeira Era, e foi enterrado em Khazad-dûm. Mas sua linhagem continuou e o reino de Khazad-dûm cresceu e se expandiu pelos séculos. Os salões eram cheios de luz e música. Os Anões juntaram vários tesouros, incluindo o metal prateado, duro e maleável conhecido como mithril, que não era encontrado em nenhum outro local da Terra-Média. Eles forjaram armas e criaram vários objetos maravilhosos, e trocavam suas obras com Homens por comida.

MoriaNa Segunda Era, Khazad-dûm alcançou o ápice de sua glória. No ano 40, vários Anões foram pra Khazad-dûm saindo das Montanhas Azuis, após a destruição das cidades Nogrod e Belegost na Guerra da Ira. Esses Anões trouxeram novos conhecimentos e talentos, e a riqueza e poder de Khazad-dûm aumentou.

Os Elfos fundaram o reino de Eregion no lado Oeste das Montanhas Nebulosas no ano 750 da Segunda Era. Eles começaram a comerciar com os Anões de Khazad-dûm, e tráfico fluia pelo Portão Oeste. As duas raças foram amigáveis uns com os outros, especialmente os grandes artesãos – Narvi dos Anões e Celebrimbor dos Elfos – que se tornaram grandes amigos. Juntos eles criaram as Portas de Durin, que estavam sempre abertas e protegidas, pois a terra estava em paz.

No ano 1200 da Segunda Era, Sauron voltou para Eregion e infiltrou a sociedade dos Elfos, na sua forma mais bela. De Sauron os Elfos aprenderam conhecimentos secretos e no ano 1500 começaram a fazer os Anéis do Poder. Sete destes Anéis foram para os Anões, e o primeiro destes Sete foi dado para Durin III de Khazad-dûm.

Mas Sauron havia forjado o Um Anel para controlar os outros e Celebrimbor notou que eles haviam sido enganados. Celebrimbor escondeu os Três Anéis dos Elfos, que ele havia feito sem a ajuda de Sauron. Sauron ficou furioso e declarou guerra aos Elfos. Em 1697, Eregion foi destruída e Celebrimbor foi morto. Sauron tomou os Nove Anéis dos Homens e os restantes Seis dos Anões.

O Rei Durin III mandou um exército de Anões de Khazad-dûm para ajudar os Elfos, mas eles foram forçados a se retirar. Os Anões fecharam as Portas de Durin e os exércitos de Sauron foram incapazes de passar por elas. Sauron passou a odiar os Anões de Khazad-dûm e seus Orcs atacavam qualquer Anão que encontravam. Os Orcs também passaram a infestar outras partes das Montanhas Nebulosas e também as Montanhas Cinzas, fazendo a comunicação dos Anões de Khazad-dûm com os Anões de outros lugares (como as Colinas de Ferro) perigosa e difícil.

Após a Guerra da Última Aliança e a derrota de Sauron, a paz reinou na Terra-Média por vários séculos, mas Sauron voltou no ano 1100 da Terceira Era, e em 1300 criaturas escuras começaram a multiplicar. Orcs voltaram a atacar Anões nas Montanhas Nebulosas, mas Khazad-dûm continuou impregnável. Os Anões de Khazad-dûm mantiveram suas riquezas, mas seus números começaram a diminuir. Eles começaram a cavar nas profundezas da terra procurando mithril, que estava ficando difícil de achar.

Enquanto procuravam mithril em 1980, os Anões descobriram uma terrível criatura nas profundezas de Khazad-dûm. Era um Balrog – um demônio de fogo e escuridão criado por Morgoth na Primeira Era. Ele havia escapado da Guerra da Ira e se escondeu nas raízes das Montanhas. O Balrog pode ter acordado quando Sauron começou a agir novamente, ou por causa das escavações dos Anões. O Rei Durin VI foi morto pelo Balrog, e no ano seguinte o Balrog matou seu filho, o Rei Nain I. Os Anões de Khazad-dûm fugiram e se espalharam pela Terra-Média.

A Porta de Dúrin
Khazad-dûm passou a ser conhecido como Moria, o Abismo Negro, e poucas pessoas se atreveram a passar pelos seus portões. Em 2480, Sauron mandou Orcs, Trolls e outras criaturas viver lá. O Rei Thror da linhagem de Durin foi até o Portão de Moria com seu acompanhante Nar em 2790. Ele havia ficado cansado de viajar, sem lar e pobre, e ele sonhava em recuperar a riqueza e o poder de Khazad-dûm. Ele entrou sozinho em Moria e foi morto pelo líder-Orc Azog, que decepou a cabeça de Thror e escreveu seu nome na testa do Anão. Azog jogou o corpo do Thror no Dimrill Dale e mandou Nar falar pro seu povo que qualquer Anão que voltasse para Khazad-dûm encontraria o mesmo destino.

Os Anões ficaram furiosos, e Thrain, filho de Thror, juntou um exército de Anões para lutar contra os Orcs das Montanhas Nebulosas em 2793. Em 2799 eles chegaram até o Dimrill Dale e ocorreu a Batalha de Azanulzibar em frente dos Portões de Moria. Azog foi morto por Dain Ironfoot e os Anões foram vitoriosos, apesar de sofrer grandes baixas. Mas Dain olhou pelos Portões e viu que a Perdição de Dúrin, o Balrog ainda vivia lá. Ele aconselhou Thrain que a hora não havia chegado para re-popular Khazad-dûm, falando “O mundo precisa mudar e algum outro poder precisa chegar antes do Povo de Durin andar novamente em Moria.”

Em 2989, Balin liderou uma expedição até Moria com vários Anões da Montanha Solitária, incluindo Floi, Frar, Loni, Nali, Oin e Ori. Quando eles chegaram no Dimrill Dale, Balin e os Anões encontraram Orcs protegento os Portões. Floi foi morto, mas os Anões mataram muitos Orcs e começaram a morar no Vigésimo-Primeiro Salão. Ori começou a manter um histórico da colônia, no chamado Livro de Mazarbul.

Balin fundou sua colônia na Câmara de Mazarbul e foi nomeado Senhor de Moria. Os Anões acharam mithril em Moria mas a colônia durou apenas cinco anos. Em 2994 Bail foi até o Dimrill Dale olhar no Mirrormere e foi flechado por um Orc. Ele foi enterrado na Câmara de Mazarbul.

Muitos Orcs foram aparecendo no Silverlode. Os Anões barraram os Portões, mas os Orcs atravessaram e tomaram a Ponte de Khazad-dûm e o Segundo Salão. Frar, Loni e Nali foram mortos lá. No Portão Oeste de Moria, uma criatura aquática com vários tentáculos, chamado de Watcher in the Water matou Oin e bloqueiou o Portão. Os Anões foram cercados e todos foram mortos, assim Moria foi reconquistada pelos Orcs.

Moria seria um local importante na Guerra do Anel. A Comitiva passou por lá no ano 3019 da Terceira Era. No Portão Oeste, Frodo Bolseiro foi atacado pelo Watcher e a Comitiva foi presa dentro de Moria. No dia seguinte chegaram ao Vigésimo-Primeiro Salão, e acharam a Câmara de Mazarbul e a tumba de Balin. Lá a Comitiva foi atacada por Orcs e Trolls, e fugiram até a Ponte de Khazad-dûm, onde apareceu o Balrog. Gandalf mandou o resto da Comitiva fugir, e ele quebrou a Ponte, caindo no abismo junto com o Balrog.

A ponte de Khazad-dûm
Após uma luta exaustiva, que terminou na Torre de Durin, no pico do Zirakzigil, Gandalf matou o Balrog, e morreu em seguida; mas foi enviado de volta à Terra-Média para completar sua tarefa. Na batalha a Torre de Durin foi destruída e a Escada Interminável foi bloqueada.

Não há informações detalhadas sobre o destino de Khazad-dûm após a Guerra do Anel. Porém existem fontes que dizem que um rei chamado Durin VII voltou para Khazad-dûm e seus salões se encheram novamente de luz e música e o trovão de martelos, e o reino durou até o mundo ficar velho e os dias do Povo de Durin acabarem.

Nome

Khazad-dûm foi chamado de Hadhodrond pelos Elfos e Dwarrowdelf pelos Homens. Após a tomada de Khazad-dûm por criaturas escuras ele passou a ser chamado de Minas de Moria, ou simplesmente Moria – o Buraco Escuro ou o Abismo Negro.


Khazad-dûm
significa “Mansão dos Anões”, de khazad, a palavra dos Anões para sua própria raça, e dûm, significando “excavações, salões”.

O nome Sindarin Hadhodrond é o equivalente de Khazad-dûm. A palavra Hadhod, ou Hadhodrim, é um nome usado para se referir aos Anões numa tentativa de traduzir a palavra khazad na língua dos Elfos. A palavra rond significa “teto alto, câmara, salão”.


Dwarrowdelf
significa “Dwarf-delving” (Excavações de Anões) de dwarrow, um plural arcaico de dwarf (anão) e delf, significando “excavar, suberrâneo”.


Moria
significa “abismo negro” em Sindarin. Mor significa “escuro, negro” e ia significa “vazio, abismo”.

Autores
O 10º membro da Sociedade – Textos (“Localização e Descrição de Moria”), pesquisa de imagens e revisão final.
Jedi Solo – Tradução de “História de Moria” e “Nomes”.
AlissonTuor – Pesquisa de imagens.

Fontes
Thain’s Book – Moria
The Complete Tolkien Companion, J. Tyler