
O Senhor dos Anéis incorpora uma "moralidade inerente"[1], como Tolkien costuma chamar, que tem grande parte de sua origem nas tradições Cristãs e nas poesias épicas. Ainda assim, a trilogia não é explicitamente religiosa, assim como também não possui qualquer caráter alegórico ou doutrinador.
denanções Cristãs e temas heróicos.
O grupo de amigos para quem Tolkien leu pela primeira vez O Senhor dos Anéis, os assim chamados Inklings (Seres de Nanquim), acharam Jung temperamentalmente atraente, apesar deles também o observarem com grau de suspeita. C.S. Lewis declarou que ele estava "encantado" por Jung, e tinha – em várias ocasiões – "escorregado" para um modo Junguiano de criticar [5]. Ele admite que Maud Bodkin, o pioneiro crítico de literatura que trabalhou com padrões arquétipos Junguianos, exerceu considerável influência sobre ele [6]. Owen Barfield elogia Jung por compreender a natureza espiritual da consciência e de sua evolução: o "inconsciente coletivo" Junguiano e o fascínio que os mitos exercem, são antídotos extremamente necessários para o materialismo do século XX que ameaçava transformar até mesmo o homem em um objeto [7]. Do lado negativo, Lewis achava que a própria explicação de Jung das "imagens primordiais" despertava uma imagem primordial da mais alta qualidade: a limitação de Jung é que ele usava um mito para explicar outro mito [8]. Barfield sente que – o que aumenta a importância deste argumento – em Jung as "Hierarquias Espirituais" [9] retiraram-se do mundo, e existem dentro (interiorizados) da força de vontade e da determinação de cada indivíduo, e assim totalmente desconectados do mundo extramental. É importante não colocar as palavras de Lewis e Barfield na boca de Tolkien (ele era tão difícil de ser influenciado quanto um babassura¹ , de acordo com Lewis)[10], mas ainda assim Tolkien ao menos partilhava os interesses e a maneira de pensar de seus amigos [11]. Certamente, o leitor deste ensaio sobre contos de fadas não pode evitar facilmente o sabor Junguiano de várias teorias chave de Tolkien. Ele descreve o Reindo das Fadas relacionando-o com sonhos, declarando que em ambos "poderes estranhos da mente podem ser liberados" (13). Ele fala dos encontros em contos de Fadas como sendo "certos desejos humanos primordiais" (13), e afirma que as estórias "não estão primariamente preocupadas com a possibilidade, mas com desejo" (40). Ele fala de um "Caldeirão de Estórias" que aguarda "pelas grandes figuras do Mito e da História" (29). Estes são adicionados ao caldeirão como pedaços frescos de um estoque de ingredientes que vêm cozinhando em fogo brando desde os primórdios do hábito de contar estórias, ou seja, da própria mente humana. No ensaio sobre Beowulf, Tolkien aprecia especialmente o equilíbrio e "a oposição entre fins e começos, o progresso a partir da juventude até a velhice de um herói, e a satisfação que surge da percepção do 'surgimento e do estabelecimento'"[12] de uma vida.
(http://www.cronopios.com.br/site/ensaios.asp?id=946)
ão caracteristicamente cheios de animais e monstros prestativos e traiçoeiros, e de paisagens, especialmente quando elas envolvem matas e montanhas, que são representações favoritas do inconsciente [15]. Jung também fala de uma figura comum, o "gênio da mata"[16], soberano das florestas, que está associado com matas e águas de uma maneira que nos lembra Tom Bombadil. Magia também é importante, e Jung explica como "a concentração e tensão de forças psíquicas possuem uma característica que dá a elas uma aparência mágica"[17]. Ele também enfatiza a "contaminação" de imagens, e com estas palavras ele quer falar sobre a tendência do conteúdo transbordar de seus contornos – em "uma fusão de imagens"[18]. Este tipo de coisa, diz Jung, pode parecer como uma distorção e ser aterrador, mas pode também ser um processo de assimilação e fonte de grande beleza e inspiração. Sua percepção aplica-se precisamente para o ponto de vista técnico dO Senhor dos Anéis: "O processo de fusão é portanto ou algo muito ruim, ou algo altamente desejável de acordo com o ponto de vista do observador" [19]. Jung também chama atenção para elementos formais característicos em sonhos e contos de fadas, tais como a "dualidade", a "oposição entre luz e trevas" e "rotação (círculo, esfera)"[20], mas insiste que eles não devem ser considerados aparte da energia fluida e complexa da psique. Escolhas morais não são uma simples questão de preto no branco. Jung enfatiza "o papel desconcertante das antinomias"[21] que contribuem para uma maior consciência. O Bem pode ser produzido pelo Mal, e possivelmente conduzir a este. Este processo, que Jung chama de "enantiodromia"¹ [22] é também de importância central na arte de Tolkien: uma ampla oposição da luz contra as trevas, e do bem contra o mal, que torna-se confusa na trilogia à medida em que entramos nas mentes dos indivíduos durante o processo onde lutam para encontrar seu caminho em suas missões. Apesar de Gollum fugir da luz e amar a escuridão, a relação de Frodo com Gollum é extremamente complexa, e através da trilogia as mentes destes dois homens em particular são continuamente ambivalentes.
inspiram os homens a criar, a garota dos sonhos dos romances populares e das canções. E por outro lado, ela é a bruxa, venenosa e malévola, ou a Sereia que apesar de bela, atrai o homem para sua morte e destruição[33]. Para Jung, "o animus e o anima devem funcionar como uma ponte, ou uma porta, que conduz para imagens do inconsciente coletivo"[34].
Em O Senhor dos Anéis o tema é uma missão que envolve um anel, símbolo de comprometimento e de completitude que deve ser protegido dos poderes da escuridão e do mal, pelos poderes da luz e do bem, sugere o começo de uma típica jornada através da individualização: a promessa de uma "verdadeira conjuntio" que envolve a ameaça da dissolução, ou "falsa conjuntio"¹. Na jornada, Frodo no começo tem a aparência de uma criança, e deve enfrentar monstros terríveis, dragões e o submundo. Aragorn, seu companheiro, que igualmente enfrenta tais provações, é de origem estranha e real, protetor de uma nobre linhagem e uma figura semidivina com o poder mágico de cura. Frodo e Aragorn representam diferentes facetas do herói – Frodo com sua aparência infantil e Aragorn com sua nobreza e poder – e cada um deles deve apoiar e aprender um com o outro. O Hobbit, por uma boa razão como veremos, recebe maior atenção, e a estória em um sentido especial é dele. À medida que a estória progride, Frodo descarta cada vez mais e mais as maneiras do Condado, e assume as nobres roupagens do heroísmo, adquirindo no fim, um aspecto verdadeiramente poderoso. Mais ainda, à medida que sua compreensão se aprofunda, Frodo move-se através de um processo equivalente à individualização de Jung, que está esquematizada pelo roteiro principal do livro. Ele encontra a sombra (Gollum), anima (Galadriel), e o Sábio Ancião (Gandalf). Cada arquétipo possúi um lado bom e um ruim, o bom conduzindo à compreensão e ao companheirinho, e a ruim para a morte, ao isolamento e a perda de identidade ou do Eu/Ego. Assim Galadriel está em oposição a Laracna, os heróis se opõem aos Espectros do Anel, e Gandalf ao perverso mago Saruman. Gollum é, por natureza, ambivalente. Ele é a sombra, ou o insconciente, e nós lidaremos com ele primeiro.
degenerou para a forma de uma criatura anfíbia, esquálida e subterrânea de instintos e perspicácia animais. Ele é certamente uma ameaça, e uma ameaça que Frodo deve aprender a admitir, pois representa um certo potencial dele mesmo se tornar. Ignorar a sombra, como Jung disse, é um risco para inflamar o ego [42]. A relação entre Frodo e o repulsivo Gollum deve, portanto, tornar-se de mútuo reconhecimento, mesmo que os outros desaprovem. Sam, para seu próprio desgosto, percebe a ligação peculiar entre os dois: eles "pareciam de alguma maneira semelhantes e não estranhos: eles podiam alcançar a mente um do outro" (III,225). Assim Frodo insiste em soltar Gollum e em acreditar em sua promessa, e a sombra, sempre ambivalente, torna-se um guia, apesar de não deixar de ser perigoso. Gollum conduz Frodo primeiro para a toca de Laracna, mas também salva-o, no último minuto, do fatal ataque de arrogância que significaria o fracasso da missão: "Mas se não fosse ele, Sam, eu não conseguiria ter destruído o Anel… Então vamos perdoá-lo!" (III, 225).
Você me oferece o Anel, de sua livre vontade! E no lugar de um Senhor da Escuridão, você teria coroado uma Rainha. E eu não seria então negra, mas bela e terrível como a Manhã e a Noite… e todos deveriam me amar e se desesperar! (I,381).
Se Galadriel é o anima em sua forma benéfica, Laracna – a mulher-aranha – é a anima destrutiva que frequentemente envenena para matar. Quando Gollum fala de uma misteriosa "ela" que pode ajudá-lo a ganhar de volta o anel, ele fala de Laracna – "todas as coisas vivas são seu alimento, e seu vômito é escuridão" (II,332). Quando Frodo encontra-a, ele empunha a luz: "'Galadriel' – ele chama, e juntando sua coragem ele ergue o Frasco uma vez mais" (II, 330). A luz de Galadriel e a escuridão de Laracna, os princípios da vida e da morte, do lado que nutre e do lado que destrói, ambas lutam por Frodo que deve encontrar as duas – o anima em ambos os aspectos, benéfico e maléfico.
Os heróis através dO Senhor dos Anéis são contrapostos com os Espectros do Anel. Cada arquétipo possui um aspecto negativo, e assim o herói, como diz Jung, é especialmente ameaçado pela dissolução "sob o impacto das forças coleticas da psique". O desafio característico surge "dos antigos e maléficos poderes da escuridão" [50] que ameaçam sobrepujar o herói e a identidade-própria que ele luta em trazer à tona. O poder de Sauron, o Senhor das Trevas, é exatamente como de uma força antiga e maléfica, e nO Senhor dos Anéis seus representantes, as contrapartes negativas dos heróis, são os Cavaleiros Negros. A ameaça que eles apresentam equilibra perfeitamente o poder que emana do heróico Aragorn, enquanto sua dissolução na escuridão antiga e maléfica de Sauron, que representa a perda do Eu/Ego/Identidade, é indicada pelo fato que os cavaleiros negros não possuem faces.
Gandalf também possui um talento de sempre aparecer quando é necessário. Na vau do rio, ele mandou uma inundação em um piscar de olhos enquanto Frodo desmaiava. Sua sabedoria conduziu os exércitos a Mordor, e frustra a armadilha preparada pelo inimigo que possui as roupas de Frodo. Suas águias resgatam Frodo e Sam no último momento, e no episódio final da estória ele garante (apesar de não sabermos como ele sabia) que Merry e Pippin acompanharão Sam na sua viagem para casa, depois que Frodo partisse dos Portos: "'Pois será muito melhor voltar para casa três juntos, do que um sozinho'" (III,310). Aqui Gandalf providencia uma ajuda, como ele fez antes durante toda a estória, para uma necessidade maior, e há um toque de magia em suas ações.
II. A Palavra
a eucatástrofe da história do Homem. A Ressurreição é a eucatástrofe da estória da Encarnação" (71-72). Na cultura Ocidental, a estória Cristã assim contribuiu, e também transformou, o Caldeirão de Estórias que Tolkien já discutiu anteriormente em seu ensaio. O ingrediente Cristão básico altera substancialmente o sabor do cozido todo.
Há duas implicações significativas na teoria de Tolkien. A primeira, que a influência Cristã nas grandes poesias é profunda, e particularmente maior nos épicos, que se destinam especialmente aos valores pelos quais os homens devem viver. O ensaio de Tolkien, em Beowulf indica sua avaliação deste fato. A segunda, que a insistência em uma participação eucarística ideal da fantasia no mundo real conduz a uma visão de arte análoga ao da Encarnação Cristã da Palavra. Na maior estória de todos os tempos, história e arquétipos se interpenetram. Assim no conto de fadas, que tipicamente ativa os arquétipos, a verossimilhança histórica é da mais alta importância. Devemos aceitar que o reino das Fadas é "verdadeiro" antes que ele possa realmente nos afetar.
—–
¹ No sentido cristão de regozijo, alegrar-se por estar na presença do Senhor.
{mospagebreak}
doso em salientar que o amor que mais une deriva diretamente de tal obediência. Os casamentos no final da trilogia são claramente possíveis porque a missão foi fielmente completada. Também, entre a sociedade, a mais forte amizade desenvolve-se a partir de uma dedicação partilhada na missão, e da obediência à ordens que vieram de fontes mais elevadas de conhecimento. A sociedade resultante da missão é forte o suficiente para quebrar até mesmo a velha inimizade entre Anões e Elfos, como mostrado por exemplo pela intensa lealdade que o Anão Gimli nutre pela Elfa Galadriel. A sociedade rompe-se somente quando a ligação de obediência é também rompida, como aconteceu com Boromir, cujo orgulho e cobiça por poder são a epítome do falso heroísmo.
{mospagebreak}
III Conclusão
[2] Idem., p. 13.
[3] Muitos críticos perceberam o ponto, apesar de não haver análise sistemátic. Ver também J. S. Ryan, Tolkien: Cult or Culture (Annidale, New South Wales: Univ. of New England, 1969), ch. X, "Middle-Earth and the Archetypes," pgs. 153-61
[4] "Fairy Stories," pgs. 14, 68.
[5] "Psycho-Analysis and Literary Criticism," ed. Walter Hooper, Selected Literary Essays (Cambridge: Cambridge University Press, 1969), pgs. 296, 297.
[6] Idem. Conferir também, "Hamlet: The Prince or the Poem," Selected Literary Essays, p. 104.
[7] Saving the Appearances: A Study in Idolatry (London: Faber, 1957), pgs. 133-34.
[8] "Psycho-Analysis," p. 299.
[9] Romanticism Comes of Age (Connecticut: Wesleyan University Press, 1944), pgs. 193, 202.
[10] Carta para Charles Moorman, 15 May, 1959, ed. W, H. Lewis, Letters of C. S. Lewis (London: Geoffrey Bles, 1966), p. 287.
[11] Há um bom tanto de Barfield em "Fairy Stories," por exemplo, na passagem sobre a emergência dos adjetivos, com a crítica de Max Muller (p. 21), e a insistência em "Participation" (p. 23).
[12] "Beowulf: The Monsters and the Critics," ed. Donald K. Fry, The Beowulf Poet: A Collection of Critical Essays (New Jersey: Prentice Hall, 1968), p. 34.
[13] Tolkien enfatisa com mais firmeza que Jung a diferença entre conto de fadas e sonho: eles estão ligados, mas o contador de estórias tem controle consciente de sua narrativa. Ver See "Fairy Stories," pgs. 13-14.
[14] Romanticism Comes of Age, p. 193.
[15] "The Phenomenology of the Spirit in Fairy Tales," ed. Sir Herbert Read, Michael Fordham, Gerhard Adier, trans. R. F. C. Hull, The Collected Works of C. G. Jung. Vol. 9, pt. I, pgs. 231, 233, 235.
[16] Idem, p. 226.
[17] Idem, p. 219.
[18] Mysterium Conjunctionis, Works, vol. 14, p. 325.
[19] Idem
[20] "On the Nature of the Psyche," Works, Vol. 8, p. 203.
[21] "The Spirit in Fairy Tales," Works, Vol. 9, pt. I, p. 239.
[22] Idem, p. 215.
[23] "On the Nature of Dreams," Works, Vol 8, p. 292. 24,
[24] Jolande Jacobi, The Psychology of C. G. Jung (London: Routledge, 1962), p. 102.
[25] Psychology and Alchemy, Works, Vol. 12, p. 41.
[26] Two Essays on Analytical Psychology, Works, Vol. 7, p. 175.
[27] "On the Nature of the Psyche," Works, vol. 8, p. 266.
[28] Aion, ed. Violet S. de Laszlo, Psyche and Symbol (New York: Anchor 1958), p. 6.
[29] "Conscious, Unconscious, and Individuation," Works, vol. 9, pt. I, p. 285.
[30] Man and His Symbols, ed. C. G. Jung (New York: Dell, 1968), p. 178.
[31] Idem, p. 182.
[32] Aion.p. II.
[33] Idem, p. 14. Ver também Man and His Symbols, pp. 188-89.
[34] Memories, Dreams, and Reflections, tradução por. Richard e Clara Winston (New York: Vintage, 1965), p. 392.
[35] "The Psychology of the Child Archetype," Works, Vol. 9, pt. I, p. 166.
[36] Idem, p. 167.
[37] "On the Nature of Dreams," Works, vol. 8, p. 293.
[38] Works, vol. 9, pt. I, pp. 217-18.
[39] Idem, p. 225.
[40] Idem, p. 227.
{mospagebreak}
[41] The Lord of the Rings (London: George Alien and Unwin, 1966), 1, 351. Todas as referências além estão citadas no texto.
[42] Psychology and Religion: West and East, Works, vol. II, p. 341.
[43] Ver Man and His Symbols, p. 191; Jacobi, The Psychology of C. G. Jung, p. 117.
[44] Aioil, p. 9.
[45] Idem, p. 20.
[46] Man and His Symbols, p. 216 .
[47] Idem, p. 202.
[48] "Concerning Rebirth," Works, vol. 9, pt. I, p. 124.
[49] "On the Nature of Dreams," Works, vol. 8, p. 293.
[50] "Concerning Rebirth," Works, vol. 9, pt. I, pp. 146-47.
[51] "The Spirit in Fairy Tales," Works, vol. 9, pt. I, p. 216.
[52] Idem
[53] Idem, p. 217.
[54] Idem, p. 215.
[55] Edmund Fuller, "The Lord of the Hobbits," ed. Neil D. Isaacs and Rose A. Zimbardo, Tolkien and the Critics (Notre Dame: Univ. of Notre Dame Press, 1968), p. 35.
[56] "The Spirit in Fairy Tales," Works, vol. 9, pt. I, p. 220.
[57] "Fairy Stories," p. 68.
[58] "The Spirit in Fairy Tales," Works, vol. 9, pt. I, p. 251.
[59] "Beowulf: The Monsters and the Critics," p. 44.
[60] Idem, p. 52.
[61] The Homecoming of Beorhtnoth Beorhthelm's Son, in The Tolkien Reader, p. 21
[62] Idem
[63] Idem, p. 22.
Copyright. Cross Currents é propriedade da Association for Religion & Intellectual Life e seu conteúdo não pode ser copiado sem autorização escrita expressa do mantenedor, exceto para impressão ou capacidades de download para restauração do software utilizado para acesso. Este conteúdo só pode ser usado com intuito puramente individual. Fonte: Cross Currents, Winter 1973, pgs 365-380.










QUE ARTIGO FANTÁSTICO! GENIAL!
Aproveito para “linkar” o “trailer” do Filme “A Dangerous Method”, com Michael Fassbender interpretando o Dr. Jung e nosso querido Viggo Mortensen vivendo ninguém menos do que o Professor Freud!