Uma resenha de O Hobbit: A Desolação de Smaug – por Fëanor

desolation_of_smaug_poster_largeEis que a segunda parte de O Hobbit finalmente estreou! Encarei a estreia em 48 fps e 3D (preferia 2D, mas não tinha opção disponível) e, com o nível da empolgação em alta pela expectativa de ver Smaug, Beorn, Esgaroth e Erebor na telona, me afundei na cadeira. As duas horas e quarenta minutos do filme passaram rápido pelos meus olhos, e saí da sala com sentimentos mistos sobre o que eu havia acabado de assistir. Destaco a seguir aqueles que considero os pontos positivos e negativos do filme para tentar fazer um balanço geral da experiência. E para fazer isso naturalmente revelarei partes do filme, ou seja: SPOILERS ABAIXO.

Começamos com um flashback de Thorin em uma Bri chuvosa. Mas antes do chegar no anão, PERAÍ! Quem é o primeiro sujeito que aparece na tela saindo de uma casa? Ninguém menos que o próprio diretor Peter Jackson, naquele que é provavelmente o cameo mais precoce da história do cinema! Ok, voltemos ao flashback. Thorin se encontra com Gandalf no Pônei Saltitante, e o mago revela ao anão que colocaram um preço em sua cabeça. Gandalf encoraja-o a recuperar Erebor. Thorin argumenta que necessita da Pedra Arken para poder reunir as forças dos reinos dos anões – e surge aí a primeira adaptação que julgo ser meio sem sentido: Thorin não é mais ou menos rei devido à pedra. Mas ok, PJ julgou que esse seria um gancho interessante para dar o motivo pelo qual Bilbo foi escolhido por Gandalf para fazer parte da comitiva: entrar em Erebor sem ser notado para recuperar a gema.

O filme volta para o momento presente. Bilbo espia orcs montados em wargs caçando a comitiva, quando repentinamente avista algo maior e ainda mais assustador: Beorn! Bilbo avisa o resto da trupe e Gandalf, adivinhando se tratar do troca-peles, conduz todos para a “casinha” do ursão, que persegue-os mas no último momento é impedido de abocanhá-los pela porta da própria residência, que é fechada pelos nossos heróis. A sequência é bacana, mas infelizmente é praticamente a única coisa que vemos de Beorn em sua forma animal em todo o filme. Depois disso ele reaparece em sua forma humanoide (que é um tanto exagerada na quantidade de pelos faciais, mas não chega a comprometer a ideia mental que eu tinha do personagem), mas também por pouco tempo. Realmente uma pena, já que era um dos personagens que mais esperei para ver. Resta agora aguardar pela participação do metamorfo no terceiro filme.

Próxima parada: Floresta das Trevas. Gandalf tem uma comunicação telepática com Galadriel (ou foi uma lembrança de uma conversa anterior? Ainda não tenho certeza, preciso rever) e decide rumar para Dol Guldur, onde forças malignas se reúnem. Para quem conhece a história do livro, ok. Já quem não conhece ficou com uma sensação de “ahn?” (assim como com praticamente toda a sequência de Gandalf na fortaleza do necromante)
A floresta ficou bem caracterizada, e as aranhas também. Gostei bastante da sequência em que elas aparecem capturando os anões e Bilbo resgata-os. E o CGI ficou muito bom, diga-se.

Em seguida, os anões são capturados pelos elfos da floresta e encarcerados no reino de Thranduil. Aí aparecem novos personagens que já eram esperados por todos: Legolas e Tauriel. A elfa, criação pura de PJ, não chega a comprometer per se, e é bastante carismática. O problema, julgo eu, é a paixonite que Kili desenvolve pela elfa, e a maneira como ela parcialmente corresponde. Não é a mesma coisa que a relação Gimli-Galadriel que vimos em O Senhor dos Anéis e que estava muito mais para uma admiração profunda e deslumbrada do anão pela rainha de Lothlórien, bastante próxima ao que Tolkien descreve no livro. No caso “Kili S2 Tauriel” o anão realmente se apaixona pela elfa, chegando a causar ciúmes em Legolas (que também tem uma queda pela ruivinha). E Tauriel dá alguns sinais de correspondência. Me pareceu um romance forçado, uma espécie de tentativa de preencher a ausência de cenas românticas no filme, ao mesmo tempo em que parece querer passar uma mensagem de tolerância inter-racial. Para quem é minimamente familiarizado com o mundo de Tolkien, o negócio pareceu estar à beira do absurdo. Elfos e anões não se bicam. Sim, existem exceções (os já mencionados Gimli e Galadriel, bem como o próprio Gimli e Legolas), mas forçar para o lado romântico ficou meio apelativo. Se PJ queria algum romance no filme, poderia ter se limitado ao relacionamento de Tauriel com Legolas.

Após os anões lerem libertados por Bilbo, vemos uma sequência de ação mirabolante retratando a fuga nos barris pelo rio. Orcs aparecem atacando anões e elfos, Legolas e Tauriel encarnam o espírito de super heróis da Marvel e um ridículo Bombur rola para fora do rio em seu barril, derrubando dezenas de orcs pelo caminho. A comitiva escapa ilesa, exceto por Kili, acertado na perna por uma flecha de Morgul, que dará a deixa para Tauriel reaparecer posteriormente.

Paralelamente, Gandalf adentra Dol Guldur e é atacado por Azog e sua trupe de orcs. O Mago enfrenta-os, e enquanto tenta escapar da fortaleza depara-se com uma sombra que parece ser o chefão local. Os dois se enfrentam, Gandalf é subjugado e descobre de quem se trata o inimigo: Sauron, vulgo Necromante, vulgo coisa ruim.

Já Bilbo e os anões se aproximam dos domínios de Valle, e encontram Bard. O arqueiro aceita uma graninha do grupo para colocá-los dentro de Esgaroth, por onde precisam passar para continuar rumo à Erebor (e onde precisam conseguir algumas armas, já que as suas foram tomadas pelos elfos). Na Cidade do Lago, Bard é mal visto pelo Mestre da cidade, que julga-o um agitador que quer unir a população para derrubá-lo. Os anões tentam passar despercebidos até a residência de Bard e seus filhos, e chegando lá logo descobrem que as armas que o arqueiro lhes conseguiu não são nada adequadas. Enquanto isso, é contada a história do último ataque de Smaug à Valle, quando o rei Girion, ancestral de Bard, falhou em derrubar o Dragão com as imensas flechas negras atiradas de uma balestra gigante (ou uma balista). Aqui surge outra parte incômoda: é dito que somente uma dessas flechas tamanho família pode derrubar o dragão. Além de tornar o destino do lagartão previsível demais, PJ descartou a possibilidade de Bard conseguir derrubar Smaug usando um arco e uma flecha de tamanho comuns.

Em seguida, os anões decidem dar um jeito de entrar no depósito de armas da cidade para conseguir algo melhor. A missão falha graças à uma trapalhada de Kili, e os mesmos são presos e levados ante o Mestre da cidade. Thorin revela-se, e promete ao povo de Esgaroth que a cidade voltará a ser próspera caso consigam retomar Erebor. Bard intervém, relembrando a todos da desgraça que lhes acometeu outrora, culpando a ganância dos anões. Mas não parece ser o suficiente para impedir que a comitiva ganhe a simpatia da cidade e do Mestre. E com isso o grupo consegue finalmente se armar e partir para a Montanha Solitária. Kili fica para trás devido ao seu ferimento, e com ele Óin, que fica ali para cuidar do anão caçula. E ainda Bofur, que encheu a cara e perdeu a hora da partida.

Chegando em Erebor exatamente no Dia de Durin, a comitiva precisa encontrar a porta secreta, cuja fechadura é revelada pela última luz do dia. O sol se põe, a fechadura não aparece, e os anões perdem as esperanças. Bilbo não desiste e permanece sozinho diante da porta ainda não revelada, tentando se lembrar das palavras do mapa que indicavam como encontrá-la. E eis que surge a lua, revelando finalmente a fechadura. A porta é aberta, e Thorin revela à Bilbo sua missão: adentrar sozinho na Montanha e recuperar a Pedra Arken. Bilbo, ainda que atemorizado, decide provar seu valor e cumprir a tarefa. E isso nos leva ao momentos mais bacanas do filme, isto é, ao dragão! Mas antes de chegar nisso, vamos voltar para a Cidade do Lago.

Em Esgaroth Bard é preso, e os orcs, liderados por Bolg (filho de Azog), atacam a cidade. Tauriel aparece para salvar Kili (que tá indo dessa pra melhor por causa do veneno da flecha), e junto com Legolas expulsam os inimigos. Legolas e Bolg se enfrentam, mas sem concluir o combate: Bolg foge e o elfo vai atrás dele. Já Tauriel fica na cidade e usa de seus poderes medicinais para curar o ferimento de seu novo amor, digo, Kili.

Voltemos à Erebor: Bilbo procura pela pedra Arken, mas acaba despertando Smaug. O diálogo do hobbit com a besta é excelente e bastante fiel ao livro. O CGI do danado é impecável. E a voz poderosa ficou perfeita. Bilbo foge do dragão, mas é barrado por Thorin, que lhe pergunta sobre a Pedra Arken. Bilbo nada diz, Thorin se irrita, e é aí que chega o resto da comitiva. E também chega Smaug. O grupo foge do dragão, e seguem-se cenas de ações que, apesar de serem bastante longas, são muito bem feitas (sobretudo pelas altas doses de Smaug com que somos presenteados). O plano dos anões é meio mirabolante demais, mas ao mesmo tempo funcionou para duas coisas: criou a deixa para Smaug ir atacar Esgaroth e permitiu a deslumbrante cena final de um Smaug sacudindo o ouro do corpo e indo para o ataque, enquanto um incrédulo Bilbo se questiona: “o que nós fizemos?”

E eis que é justamente aí que o filme acaba. Provavelmente muitos ficaram descontentes com um final que foi um corte súbito na trama, sem fornecer um desfecho de fato para essa parte da história. Já eu achei bacana, justamente por isso. Na verdade eu já estava gritando internamente pelo fim do filme justamente ali, para que se criasse esse suspense em torno do ataque de Smaug, que deverá propiciar um início de terceiro filme de tirar o fôlego.

De uma maneira geral, o filme tem suas óbvias distorções e acréscimos à obra original. Entendo alguns como naturalmente necessários pela opção dos três filmes, mas outros realmente extrapolaram o limite do que seria razoável. O filme poderia ter aí uns 40 minutos a menos, cortando muita baboseira e cenas de ação demasiadamente longas (como aquela dos barris). Não bastasse a opção do PJ pelos três filmes, eles quis fazer cada um com quase 3 horas, o que me parece criar espaços demais para embromation e deslizes feios. 3 filmes de duas horas cada teria sido uma opção mais sábia.

A trilha sonora cumpriu muito bem seu papel, de uma maneira até superior ao primeiro filme. Martin Freeman foi mais uma vez incrível no papel de Bilbo, consolidando muito bem a imagem do hobbit, de personalidade ao mesmo tempo simples em sua natureza e complexa em suas reações ao Anel, aos seus companheiros e a toda uma aventura longe de seu lar. Os demais atores principais também estiveram bem: Gandalf (Ian McKellen), Thorin (Richard Armitage), Balin (Ken Stott), e também Tauriel (Evangeline Lilly). Já Legolas (Orlando Bloom) não fedeu nem cheirou, e seu pai Thranduil (Lee Pace) foi o ponto baixo dos personagens, com pouquíssimo carisma e cheio de trejeitos que não caíram bem.

Enfim, apesar de pecar novamente em vários pontos e tomar liberdades que nada acrescentaram (pelo contrário!) à trama, PJ entregou um filme que diverte e que é visualmente muito bom. Não é o tipo de filme que vá agradar puristas, nem mesmo àqueles que esperam algo ao mesmo nível de O Senhor dos Anéis. Mas é um filme que ainda assim garante seus momentos de empolgação e de encher os olhos. E agora é esperar pela conclusão da saga em 2014, que também nos permitirá saber se PJ realmente perdeu a mão para filmar a Terra-média ou se ele ainda é capaz de nos entregar uma trilogia que, no fim das contas, seja satisfatória para a maior parte do público e dos fãs.

Comentários

  1. Quando chegou em: “… encarnam o espírito de super heróis da Marvel e um ridículo Bombur…”
    Parei de ler porque lembrei do meu professor de física que dizia:
    – Tudo depende do ponto de vista adotado…
    Assistir o filme pra você deve ter sido jogar dinheiro fora em uma tortura sem precedentes. Meus pêsames.

    1. Se você tivesse lido a resenha até o final veria que não, não foi uma tortura. Sim, a cena citada foi uma das que mais desgostei, mas não estragou a experiência do filme como um todo. No mais, não vejo como a citação do seu professor de física se aplica à questão (visto que deve ser a frase mais genérica do universo).

      1. Penso diferente (outra ótica), mas tudo bem. Sua opinião ou a minha não significam nada porque a coisa está feita.
        Além de genérico, simples também. Do tipo: Gostei do filme.
        Bom Natal e até a próxima!

  2. Eu gostei do Bombur dando Strike…e não falo para destoar da maioria. Falo pq REALMENTE gostei, embora tenha acho a cena hilária, mas não fica deslocado do espírito da obra….

  3. Gostei muito da sua resenha. Não foi enfático como a maioria em sempre salientar que o *filme-tem-que-ser-como-o-livro-senão-não-presta*. Parabéns ! Concordo que a cena do Legolas andar sobre a cabeça do Dwalin, e Gloin foi desnecessária, mais infelizmente a geração em que estamos, tem que ver isso…senão PJ faria um filme para os fãns apenas, algo que não pagaria o “boleto” para trazer a Terra Média aos cinemas, coisa que a “sociedade da bira”, por mim chamada, não enxerga ! Entendo a visão destes caras, pois a leitura faz com que cada um veja o seu O HOBBIT, mas convenhamos…..calma. Infelizmente, nesta data do ano que vem, talvez seja uma despedida da Terra Média nos cinema…veremos vááários filmes na telona, mas não a Terra Média….vamos aproveitar o melhor ! Sentirei saudade de debater estes filmes, ou melhor, ler os debates, já que sou novo nisto aqui.
    Enfim….
    Dificilmente alguém vai encarar a empreitada de colocar JRRT nos cinemas, ai lamentaremos mais ainda….ou talvez os senhores da birra, façam um curta metragem, para mostrar como deveriam ser as coisas no cinema…

    1. Sempre gosto dos comentários do colega, principalmente quando cita sobre “estar na Terra-Média e aproveitar enquanto temos disto”.

      Gostei também do termo “sociedade da birra”. =D

  4. Ótima resenha!
    Concordo em boa parte. Não dá para ficar criticando, mas eu esperava um pouco mais. Cenas mais prologadas com Beorn e em Mirkwood, e achei totalmente desnecessária a cena em que os anões tentam detonar Smaug com ouro líquido e tudo mais.
    Também, PJ não deixou muito espaço para os personagens que nos são apresentados agora. Legolas, por exemplo, só o vemos quando ele “sobra” e quando pula e rebola e sapateia nos anões e orcs. Thranduil então, nem se fala. Mal o vemos. PJ perdeu um pouco do encanto forçando as cenas de ação, especialmente. E perdeu também de explorar as relações entre os personagens.
    Mas os efeitos são em sua maioria espetaculares, e as aranhas realmente são assustadoras.
    Tauriel não fede nem cheira para mim, mas ficou somente pra encher linguiça o casinho dela com o Kili. Era de esperar que os elfos odiassem os anões, como vemos na cena em que Legolas pega a corrente de Glóin e vê seu futuro melhor amigo, chamando-o de orc grotesco (ótima cena, essa). Seria mais plausível se Tauriel agarrasse Legolas, embora a maioria das fãs fosse detestá-la.

  5. Eu acabei de ver… achei que realmente…. destoaram completamente do espírito da Terra Média…. parecia um jogo de video game. Não dava tempo de focar nos ambientes e nos personagens para ter aquela sensação de épico… a historia poderia ser bem parecida sem aqueles acréscimos desnecessarios .. mas parece que foi é mais mal dirigida do que mal escrita

  6. Simplesmente adorei o filme. os livros foram esventrados de uma forma quase sublime e sórdida. Para resultar outra historia na historia. lembrem-se de lotr, não foi já assim?? não resultou?
    Sabemos o que gandalf andou a fazer, e com quem. agora o filme acabou ma pagina 211, tem mais 45 pag para o próximo filme. Acho que Jsckson apresenta a sua perspectiva da obra de Tolkien,. Por mim dou-lhe o beneficio,

  7. Quando vejo pessoas reclamando de cenas de ação, ou que tal coisa não tem no livro, me pergunto o que essas pessoas querem ver. Quem realmente já leu O Hobbit sabe que o livro é super corrido, não explica muita coisa, faz citações e deixa tudo sem detalhes, lógico, foi a primeira ideia do Tolkien sobre a terra-média, ele próprio após publicar O senhor dos anéis, começou a reescrever O Hobbit, ele queria linkar mais as duas obras, o que vemos hoje é a idéia do Tolkien pós senhor dos anéis. As pessoas que reclamam da forma que os elfos lutam, são as pessoas que reclamaram da maravilhosa cena do Legolas vs mumakil em O retorno do rei.

  8. Gostei da crítica, bem mais ponderada do que as de outros “PURISTAS XIITAS”.

    Discordo de algumas coisas e concordo com a maioria…..

    Incrível que o pessoal não reclama da “ação inventada no final” com o confronto entre Thorin, Bilbo e cia. contra Smaug…..isto não está no livro, mas foi tão bem feito que até os “XIITAS” não reclamaram.

    Gosto de críticas que entendem que o filme é uma adaptação do livro. Entendo o Cassiano Ricardo como um “PURISTA REALISTA” (minha definição), na qual também me identifico.

  9. Gostei da resenha. Sei que as adaptações nunca vão ser tão fieis ao livro, mas acho que nesse filme PJ estrapolou. Pra mim o filme foi ruim com partes boas, o que no balanço final tornou o filme ruim pra mim.
    Odeio essa personalidade do anão bobão, os anões tem honra também, não são um bando de abestados que conseguem tudo na sorte e são atrapalhados.
    Aquele romance nonsense da Tauriel me incomodou bastante.

    Fico impressionada com a quantidade de gente que gostou e me pergunto se eles realmente gostaram ou se não conseguem admitir pra si mesmo que o Peter Jackson pode sim errar, cagar com a história e estragar um filme.

  10. Já li muitos comentários pela internet sobre o filme, e a maioria não está citando Smaug. Só estão reclamando de algumas cenas. Realmente, muita coisa me incomodou neste filme, mas o melhor mesmo foi Smaug. A voz dele ficou excelente. De fato, o dragão ficou excelente!

    1. Bem, já eu li inúmeras críticas e comentários e quase todos elogiam (E MUITO) a presença de Smaug…..parece até uma “smaugmania”.

      Muitos dizem….é o “melhor dragão da história do cinema”, “dragão mais real”, etc….

  11. Gostei menos desse filme do que do primeiro. Não tem a ver com ser “purista” ou não, mas com o que considero erros de edição e de roteiro. Os personagens são apresentados tão rapida e rasamente que não conseguimos realmente acreditar neles. Os anões continuam uma massa homogênea, sem conseguirmos distinguir cada personalidade. Beorn, Bard e Thranduil precisavam MESMO aparecer do jeito que apareceram?! Ou podiam ter investido mais na caracterização deles do que nas intermináveis e exaustivas sequências de ação?! O filme só fica interessante na metade final, quando surge Smaug. Não importa se esse é o “miolo” de uma trilogia. Ele tem que se sustentar sozinho. Não dá para esperar que ele faça sentido depois de ver o 3o.

  12. Concordo com a opinião de Gandalf The Black, VW Baggins , Fábio e outros amigos que dizem:

    Dificilmente haverá outro realizador como Peter Jackson, que soube trazer um pouco do mundo de Tolkien para as telona e proporciona aos fãs de Tolkien (e os que não conhecem a obra do mestre) momentos mágicos como esse.

    O trabalho de Peter Jackson está demais. O cara consegue, durante algumas horas, nos transportar para a terra criada pelo mestre Tolkien.

    Não consigo reclamar dos filmes desse cara.

    Tenho esperança de ver: “Contos Inacabados”…

  13. gostei desse menos que do primeiro, que aliás não gostei muito também… será que fui o único que ficou incomodado com a parte da luta contra o dragão dentro da montanha? aquilo realmente me incomodou, achei uma enrolação tão grande que chegou a me dar sono… com exceção do dragão, que ficou realmente espetacular, essa parte me desagradou muito… e o peter jackson continua a fazer do bilbo um herói da maneira mais diferente possível do que eu li no livro… infelizmente…

  14. Gostei da resenha.

    Suponho que fãs maduros compreendem a “licença cinematográfica” para uma adaptação, ainda mais de um livro tão querido. Li “O Hobbit” há uns 10 anos atrás, e reli minhas “partes” favoritas antes de ver o filme – não, não me decepcionei porque não fui esperando muito. Esta foi a razão de eu adorar a trilogia anterior hehe. Não ser xiita, mas realista.

    O diálogo entre o dragão e o hobbit foi delicioso de ver, e, toda vez que via cenas da Tauriel e do Kili, me vinha à mente: “anões não simpatizam com elfos”, o que causou-me um estranhamento engraçado, mas nada que tirasse o brilho.

    Em algumas cenas, era perceptível o uso da computação gráfica… Ainda bem que passaram rápido ( como uma cena do Legolas galopando atrás do Orc).

    Fora isso, eu, como o autor, já estava pedindo que o filme acabasse – e ele acabou.

    Única situação que realmente não gostei foram os idólatras. Se você respira fora do compasso, ou abre um bombom é quase martirizado em praça pública… Tenho paciência para isso mais não. =/

  15. Ótima resenha, concordo com praticamente tudo o que disse. Não sou uma purista, mas gosto bastante de quando os diretores dos filmes puxam pro lado do livro. Pra mim, as cenas da Tauriel foram desnecessárias, acho que da pra editar que não fará falta. Não gostei também do romance dela com o Kili e o ciúmes chato do Legolas, que por sinal, estava com uma personalidade meio falha, não sei, mas não o vejo ”cuzão” desse jeito. Em LOTR ele não é um filha da p* como foi nesse filme. Anyway, gostei bastante de um modo geral, a escuridão do filme totalmente oposta dos dias quentes e ensolarados da Jornada inesperada me fez gostar mais ainda do filme. E é isso, quero o final logo, mas ao mesmo tempo sentirei um vazio eterno.

  16. Muitos aqui falam que o filme é excepcional, e agora fica claro que a nova geração acostumada a cenas de ação e roteiro zero não consegue adimitir que teve uma impressão errada. Pela primeira vez noto que os “puristas” perdem em fervor de defesa religiosa para os novos fãs. Muito interessante.

    Mas vamos ao filme e esquecer dos livros e avaliar se este filme realmente pode se enquadrar como um filme excepcional. *CONTÉM SPOILER*

    -O início do filme diz a missão dos Anões, contratar Bilbo, coletar a pedra Arken e unir os anões para com um exército descomunal invadir a montanha e assim matar o dragão. Agora vamos ver o que acontece assim que os anões chegam em Erebor? Eles esquecem a pedra, uma vez que Bilbo não consegue obtê-la de início eles em vez de distrair o dragão como o fizeram para que Bilbo voltasse a busca da pedra eles simplesmente criam o plano mais estúpido do mundo. Matar o dragão usando a excência do fogo? Mas o dragão é a criatura mais resistente ao fogo… bem esse erro é GRITANTE de roteiro.
    Ficamos então com um problema gigante para o terceiro filme, quem irá chamar os anões das montanhas azuis? Como eles vão readiquirir a pedra Arken a tempo de avisar ao King Dain? Até agora King Dain nem foi mencionado direito

    – Outro ponto é Gandalf que no primeiro filme vai a Dol Guldur e nada encontra para depois ir de novo e fazer a mesma coisa! Qual o sentido disso? Porque ele não usou a magia antes? beeem vejam vcs que Peter Jackson repetiu todas as cenas que Gandalf iria realizar no primeiro filme e as jogou para o Segundo filme! Ou já esqueceram do treiler do primeiro filme?? Isso já demonstra que ele em vez de fornecer mais material apenas esticou o já existente e de uma forma que ficou repetitiva.
    http://imgur.com/a/AnqH6

    – Outro fator de extrema incoerência são os Elfos da Floresta verde! Estes possuem desprezo pelos anões, algo histórico. A primeira cena de Legolas nos mostra o nível desse desdém ao chamar Gimli de orc deformado ou sei lá o que. Portanto quando a elfa Turiel vem se afeiçoar ao Anão Fili é de uma incoerência forçada muita grande. Pior ainda pode-se dizer da parte do Fili pois este viu sua família ser dizimada, ele é sobrinho de Thorin e estava vivo na invasão do dragão e estava vivo quando Thranduil negou auxílio aos Anões!Portanto ele jamais confiaria num elfo!

    – Outro ponto é em Lake Town, se a missão dos Anões era ir sorrateiramente sem chance de luta contra o dragão porque eles foram roubar armas da guarda? cena mais sem pé nem cabeça!

    -Por fim o protagonista da história. O incrivel Bilbo melhor do que nunca, teve sua participação reduzida e cortada a todo momento! Um filme cujo protagonista passa a ter menos tempo de tela que o romance de uma elfa e um anão é porque tem algo muuuito errado na edição do filme!

    portanto a verdade é a seguinte o Filme é bom, mas é fato que nem as coisas dos apendices Peter Jackson aproveitou direito, ele simplesmente investiu todo o dinheiro em boas cenas de luta.
    Uma pena pois o verdadeiro fã de fantasia o é por saber que ali há fantasia mas dentro de um plano realista, aonde voce poderia fazer parte.
    Temos um Beorn reduzido, uma floresta negra reduzida, uma Erebor reduzida. No lugar ganhamos romance Turiel e Fili extendidos, discussão pseudo política em lake town expandida e perseguição gato e rato em Erebor extendida. No fim fica claro que o bom do filme foi reduzido que é justamente o material Tolkien, e o pior e enfadonho criado por Peter exagerado.

    O que vemos é um filme por filme com várias falhas de roteiro, personagens com motivações fracas e perdidos. Thorin mesmo um personagem que todos deveriam estar adorando é tido como um rei prepotente e antipático, por aí você tira a que ponto a adptação chegou!

    Fica agora o medo do terceiro filme. Medo? sim porque teremos 3 horas de filme para não só contar a Batalha dos 5 exercitos mas tb para amarrar as mil pontas que este filme deixou em aberto. Gandalf, Legolas, o Dragão, Bard, King Dain, Dol Guldur, Sauron isso tudo mais a batalha. Portanto tenho medo devido a forma prolixa que Peter adotou de realmente faltar tempo para fazer jus a maior batalha que jamais se viu…

    Pensem nisso antes de elogiar este filme cegamente!

    1. só um adendo, Peter confirmou que haveria a Invasão de Dol Guldur. Mas não apareceu nesse filme. portanto ele deixaria para o terceiro. Seria como filmar a Batalha de Helms Deep e a Batalha de Gondor no mesmo filme. Simplesmente não há tempo!

      Portanto para mim este filme poderia ter tido muito mais coisa, coisas dos apendeces, coisas sobre Beorn, sobre o passado dos Anões e Elfos, sobre a propria cidade do Valle e Girion. Mas não! Agora temos um terceiro filme que vai ter q lutar muito pra encaixar tudo que esta Desolação deixou passar… TENSO!

    2. Meu velho,

      Antes de criticar inúmeras coisas como você criticou, aprenda um pouco mais sobre O hobbit e vc posta novamente. Não dá pra considerar inúmeras de suas indagações por que a maioria está sem pé nem cabeça.

      O que Dain tem haver com as Montanhas Azuis que você falou ai?
      Outra coisa, os anões querem todo o tesouro deles de volta, em especial claro que a Pedra Arken (só no filme) e quanto ao foto do banho de OURO, acredito eu que seja para ressaltar um dos nomes de Smaug e mostrar seu poder. (Smaug, o Dourado)
      Outra coisa, KILI não é FILI, e ele não estava vivo na invasão de Smaug a Erebor, só que estava era o seu tio Thorin e seu primo Balin. Quanto ao relacionamento de Tauriel e Kili foi realmente desnecessário.
      Quem viaja sem armas na Terra-média? Claro que todos precisavam de armas para ir para Erebor, eles não sabiam o que iam encontrar por lá… Nem sabiam se o dragão ainda estava vivo, se alguém havia se apoderado do tesouro, ou o que iam encontrar na viagem até a montanha.
      Cara, em geral os filmes da Terra-média não tem um protagonista muito definido. Bilbo é realmente o personagem sobre o qual a história gira, e seu papel não foi reduzido, já que as cenas mais importantes do filme, foram protagonizadas por ele.

      Não sei se você leu o livro, mas Thorin não é um “amor de pessoa” como vc quer que ele seja.

      Quanto ao resto, acho que você precisa repensar um pouco antes de sair atirando para todos os lados. O filme não é a perfeição da obra de Tolkien, mas não é um filme ruim com inúmeras falhas e pontas soltas Só PJ exagerou, como você disse, em algumas cenas.

      Tenho certeza que PJ só fez isso por que infelizmente o filme precisa vender… Se não, teriamos uma terra-média perfeita, já que Peter é um grande fã da obra.

  17. Cara! que RESENHA! colocou exatamente tudo aquilo que eu pensei do filme num texto :)
    Gostei das cenas cômicas, descartaria algumas coisas, mas, é isso!
    Talvez seja a ultima vez que veremos a Terra-Média, melhor mesmo é aproveitar.