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Autor da Semana Sylvia Plath

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Spartaco, 13 Abr 2015.

  1. Spartaco

    Spartaco James West

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    Sylvia Plath
    (Boston, Massachusetts, 27 de Outubro de 1932 - Londres, 11 de fevereiro de 1963)
    poetisa, romancista e contista norte-americana

    Filha de Aurelia Schober Plath, norte-americana de uma família austríaca, e de Otto Emile Plath, um imigrante de Grabow, Alemanha. O pai trabalhava como professor de zoologia e alemão na Universidade de Boston, sendo também um notável especialista em abelhas. A mãe de Sylvia era vinte e um anos mais nova que o marido. A famíla mudou-se para Winthrop, Massachusetts, em 1936, durante a Grande Depressão.

    Otto Plath morre em 5 de novembro de 1940, uma semana e meia após o aniversário de oito anos de Sylvia, devido a complicações seguidas à amputação de uma das pernas em decorrência de diabetes. Aurelia Plath, então, muda-se com seus pais e as crianças, para a rua Elmwood 26, em Wellesley, Massachusetts, em 1942.

    Durante o verão, após seu terceiro ano na faculdade, Sylvia Plath recebeu a posição de editora convidada na revista Mademoiselle, morando por um mês na cidade de Nova Iorque ao ocupá-la. A experiência não foi nada do que Sylvia esperava. Muitos dos eventos ocorridos naquele verão inspiraram o seu único romance, A Redoma de Vidro. No seu primeiro ano em Smith College, Sylvia tenta o suicídio pela primeira vez, tomando uma overdose de narcóticos. Detalhes sobre outras tentativas, documentadas oficialmente ou não em seu histórico médico, estão presentes no livro em forma de crônica. Após esse episódio, Plath esteve brevemente em uma instituição psiquiátrica, onde recebeu terapia através de eletrochoques.

    Sylvia Plath recupera-se de seu estado satisfatoriamente, formando-se em Smith College com louvor em 1955. Aluna brilhante obteve bolsa integral na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, onde continuou a escrever poesia ativamente, publicando seu trabalho ocasionalmente no jornal Varsity. No final de fevereiro de 1955, conhece o jovem poeta britânico Ted Hughes, o que Plath afirmou em uma carta à mãe ser paixão imediata, visto que já acompanhava e admirava seu trabalho literário. Casaram-se em uma pequena cerimônia no dia 16 de junho de 1955.

    O jovem casal de poetas passou o período de julho de 1957 a outubro de 1959 vivendo e trabalhando nos Estados Unidos, onde Plath lecionava inglês em Smith.

    Com a descoberta da gravidez de Plath, o casal muda-se de volta para a Inglaterra. Nessa época, é publicada a primeira coletânea de poemas de Sylvia Plath, chamada The Colossus. Em fevereiro de 1961, Plath sofre um aborto, que seria um dos seus temas principais, presente em grande número de poemas.

    O casamento de Plath com Ted Hughes começa, então, a enfrentar muitos obstáculos, particularmente a relação extra-conjugal de Hughes com Assia Wevill, e o casal separa-se no final de 1962. Plath, então, retorna a Londres com seus dois filhos, Frieda e Nicholas, no prédio onde W. B. Yeats também havia morado. Plath agradou-se do fato, considerando um bom presságio. Ali escreve o romance A Redoma de Vidro.

    Na manhã de 11 de fevereiro de 1963, aos 30 anos de idade, Plath veda completamente o quarto das crianças com toalhas molhadas e roupas, deixando leite e pão perto de suas camas, tendo ainda o cuidado de abrir as janelas do quarto, ainda que em meio a uma forte nevasca. Em seguida, toma uma grande quantidade de narcóticos, deitando logo após a cabeça sobre uma toalha no interior do forno, com o gás ligado, morrendo passado pouco tempo. Na manhã seguinte foi encontrada pela enfermeira que havia contratado; quando ela chegou ao apartamento, sentiu um cheiro muito forte de gás. A porta foi arrombada. O quarto das crianças estava gelado e ambas estavam com muito frio.

    Em 16 de março de 2009 seu filho Nicholas Hughes (biólogo marinho e professor universitário em Fairbanks, Alasca), em consequência de uma depressão, também cometeu suicídio enforcando-se em sua casa.

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    Obras
    • The Colossus and Other Poems (1960), coletânea de poemas;
    • The Bell Jar (1963), único romance da autora;
    • Ariel (1965), poemas;
    • Crossing the Water (1971), coletânea de poemas;
    • Johnny Pannic and the Bible of Dreams (1977), livro de contos e prosa;
    • The Collected Poems (1981), poemas inéditos.

    ARIEL


    Estancamento no escuro
    E então o fluir azul e insubstancial
    De montanha e distância.

    Leoa do Senhor como nos unimos
    Eixo de calcanhares e joelhos!... O sulco

    Afunda e passa, irmão
    Do arco tenso
    Do pescoço que não consigo dobrar.

    Sementes
    De olhos negros lançam escuros
    Anzóis...

    Negro, doce sangue na boca,
    Sombra,
    Um outro vôo

    Me arrasta pelo ar...
    Coxas, pêlos;
    Escamas e calcanhares.
    Branca
    Godiva, descasco
    Mãos mortas, asperezas mortas.

    E então
    Ondulo como trigo, um brilho de mares.
    O grito da criança

    Escorre pela parede.
    E eu
    Sou a flexa,

    O orvalho que voa,
    Suicida, unido com o impulso
    Dentro do olho

    Vermelho, caldeirão da manhã.
    (tradução de Ana Cândida Perez e Ana Cristina César)


    PALAVRAS

    Golpes
    De machado na madeira,
    E os ecos!
    Ecos que partem
    A galope.

    A seiva
    Jorra como pranto, como
    Água lutando
    Para repor seu espelho
    Sobre a rocha

    Que cai e rola,
    Crânio branco
    Comido pelas ervas.
    Anos depois, na estrada,
    Encontro

    Essas palavras secas e sem rédeas,
    Bater de cascos incansável.
    Enquanto do fundo do poço, estrelas fixas
    Decidem uma vida.
    (tradução de Ana Cristina César)


    OUTONO DE RÃ

    O verão envelhece, mãe impiedosa.
    Os insetos vão escassos, esquálidos.
    Em nossos lares palustres nós apenas
    Coaxamos e definhamos.

    As manhas se dissipam em sonolência.
    O sol brilha pachorrento
    Entre caniços ocos. As moscas não chegam a nós.
    O charco nos repugna.

    A geada cobre até aranhas. Obviamente
    O deus da plenitude
    Está morando longe daqui. Nosso povo rareia
    Lamentavelmente.
    (tradução de Jorge Wanderley)

    Fontes:
    Wikipedia e
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