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[L]Últimas Palavras à Julieta

G. Asaph

A gente devia dançar mais
Últimas Palavras à Julieta


Antes de tudo eu gostaria de pedir que caso você não seja a Julieta pare de ler esta carta agora mesmo, está carta deve ser lida pessoalmente por ela, cada palavra dessa carta é encaminhada a ela e sinceramente ela merece isso, é o mínimo que eu posso fazer depois de todos os recentes ocorridos...

Olá Julieta, eu imagino que você nunca imaginou ser dessa forma, por meio de uma carta encontrada ao lado de meu corpo cadavérico e, caso demorem muito para me encontrar em decomposição, que você pela última vez visse minhas últimas palavras a você, inclusive minhas últimas palavras...

A pura verdade é que logo após nossa discussão e eu ter me trancado aqui, deitei na cama a qual se encontra meu corpo em prantos, e lembrei de cada detalhe nosso nesse quarto, na queimadura em minha parede de quando fizemos panqueca na cama, no pequeno rasgo em meu carpete de quando nos mudamos os móveis de lugar, na pequena gosta de tinta branca em minha televisão de quando pintamos as paredes, e das incontáveis vezes que fizemos amor aqui nessa cama onde meu corpo jaz, mas a verdade é que logo após lembrei-me do motivos de termos brigado, e das várias vezes que te traí com a outra, nessa mesma cama, por suas costas enquanto dizia que estava trabalhando ou algo assim, por favor saiba que apesar de tudo eu te amo demais e que meu tormento foi tamanho que a única solução que enxerguei foi tirar minha própria vida, talvez tivesse coisas melhores a serem feitas, provavelmente tinha e agora você está me chamando de pessoa estúpida ou algo do gênero mas agora esse me parece o único caminho.

Agora o que vou escrever pode acabar sendo entendido como deboche, por favor não me interprete assim Julieta, apenas acho que lê devo isso, afinal a última coisa que eu fiz antes de bater a porta e vir para cá foi ouvir você me perguntando quem era ela e como havia a conhecido, mas antes de ler por favor saiba que ela nunca me completou 10% do que você me completou e nunca a amei nem 10% do que já te amei, eu lembro do início do nosso relacionamento sabe? Que comumente você acha a que eu a estava te traindo e eu te falava que estavas a parecer o Dom Casmurro, na época nunca passaria em minha cabeça que eu faria tudo o que fiz, eu era tão inocente e te amava tanto...

Sem mais desvios vou tentar ser direto, peço perdão mas não citarei o nome dela, eu não nutro mais nenhum sentimento por ela mas temo no que pode ocorrer se eu a expor desse modo, e sim, como você deve estar imaginando foi tudo com uma de minhas alunas, e sim, ela é menor de idade, eu a conheci no início do ano passado, mas demoraram-se meses até nos relacionarmos pela 1ª vez.

Na primeira vez que a vi já senti-me atraído pelos seus louros cabelos, olhos azuis e pelo corpo bem desenvolvido para a idade, senti como se tivesse a mesma idade que tinha 22 anos atrás, como se eu fosse ainda um garoto que ainda não entrará na vida adulta, do mesmo modo que eu era quando te conheci.

Mas novamente nós só nos relacionamos meses depois, durante as aulas ela não era de falar muito, sempre prestava atenção em mim e em minhas aulas, fato que infelizmente me fez sentir cada vez mais atraído por ela. No decorrer de meses de aula for infortúnio do destino a ir para a sala dos professor ouvi no corredor que tal aluna sentia atração por mim... Fiquei sem reação, nunca imaginei que estaria naquela posição, até ali meus desejos eram inofencivos e desprovidos de malícia mas meu coração batia como batia para você quando nos conhecemos, de modo algum querendo por a culpa em você mas novamente pelo infortúnio do destino isso ocorreu no mês em passamos brigados e eu estava morando a 2 semanas no hotel, eu nem lembro mais o motivo da discussão, mas caso você lembre tudo que tenho a dizer é desculpe,eu estava errado.

Passei o resto da manhã entre a indecisão e a loucura até que decidi fazer algo, naquele momento achava que havia te perdido e o melhor a fazer seria encontrar um outro alguém, mal sabia eu que ao tomar essa decisão não só te perdia como te jogava fora...

Acabei a minha aula no 2º ano 5 minutos antes do correto para passar na sala dos professores pegar minha mochila e a esperar na saída. Eu sentia que o que estava fazendo era errado, eu me sentia sujo, eu me sentia imundo, mas acima de tudo eu sentia desejo.

Já na saída depois e uns 6 ou 7 minutos ela apareceu, e logo após se despedir de suas amigas eu ataquei. Eu a convidei para almoçar comigo, afirmei que ela estava indo muito bem nas minhas aulas, que queria falar com seus pais sobre isso ou qualquer baboseira dessas e ela prontamente aceitou, as dúvidas começaram a baixar e cada vez mais eu sentia a necessidade de possuir aquele corpo.

Almoçamos e conversamos até que já terminada a sobremesa a olhei profundamente e falei "Eu quero você", ela com a cara mais surpresa possível e afirmou ser recíproco, com o maior sorriso de malícia eu a levei até meu carro, de lá rapidamente fomos ao hotel a qual eu estava hospedado.

Chegamos e subimos o mais descretamente possível, fingindo talvez que éramos pai e filha, mas ao entrar no quarto fechar a porta saiu de mim um instinto animal, talvez por depois de tantos anos brigando e discutindo com você ali eu tinha um corpo livre, sem brigas, puro...

Pureza essa que eu tirei, a cor dos lençóis desse hotel vagundo provavam isso, eu a levei para casa, vim ao apartamento no intuito de te contar tudo mas você não estava, deitei-me e me senti culpado, mas no fundo eu me senti feliz, aliviado, tinha jogado fora uma vontade que nutri a partir de anos pelas minhas alunas e o pior de tudo é que eu sentia isso, eu sabia disso, talvez sempre tenha sabido.

Apesar de tudo prometi a mim mesmo e a seu nome que nunca mais faria algo do tipo. No feriado que se seguiu você apareceu a minha porta, conversamos e voltamos, você parecia tão indefesa, tão triste sem mim, não tive coragem de te contar o que fiz naquela época, nunca tive e nunca terei, tanto que para te contar tirei minha própria vida, talvez eu só seja um covarde mas saiba que eu te amei tanto...

Passado o feriado e mais umas semanas a menina veio me procurar, eu disse que conversariamos mais tarde no shopping, e ao nós encontrarmos ela falou que queria mais, muito tentado porém recusei, estava firme com você. Apesar disso nosso relacionamento adoeceu novamente, e na morte de nosso relacionamento nascia um novo, sem você... Quem me dera na época se eu soubesse que quem matava ele era eu...

Durante todos esses meses ela demonstrou sinais e várias vezes veio falar comigo novamente e no auge de nossas brigas eu cedi. Levei-a a cama novamente e ali a consagrei minha real amante, isso pois dessa vez não parou, enquanto você dormia eu trocava mensagens com ela, enquanto você trabalhava com ela eu transava. Eu comecei a nutrir um carinho por ela, de tal modo que quando não consegui dispensa-la e isso durou até 2 meses atrás, quando seu pai morreu, quando cheguei em casa das aulas a noite você estava em prantos no chão, precisando de um homem, precisando de mim, na mesma noite terminei meu relacionamento com a amante e nunca mais a encontrei, apesar de todas as tentativas dela me ter novamente eu não sentia nada no mundo que não fosse amor por você.

E esses dois meses foram maravilhosos não foram? Só Deus e nós dois sabemos o quão bom foi até que infelizmente a menina enviou aquela carta. Não apenas sobre sentimentos ela falou mas também sobre os desejos que um dia partilhamos, eu não faço ideia o quão isso doeu em você, covardemente fugi, quando voltei você não estava em casa, não sei se você foi a minha procura ou na casa de sua mãe, eu sei apenas que nunca saberei onde você foi, pois agora encerro minha vida, a bela vida que me foi dada e que eu idiotamente joguei fora.

Apenas saiba que apesar de tudo eu sempre te amei muito Julieta.

Com amor e a coragem que me sobra, Nathan, o rapaz que um dia você amou.
 
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