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Livros sobre escrita criativa, técnicas e estilos

JLM

mata o branquelo detta walker
Pelo que vi não há nenhum tópico com este assunto, só os sobre livros específicos. Então, por que não agregar todos os livros com o mesmo tema em um único tópico? Mesmo que o livro já tenha um tópico aberto aqui no meia, vale a pena lembrá-lo aqui e colocar o link onde ele aparece.

Começo justamente com um assim, que já tem tópico aqui no meia:

JLM disse:


Escrever bem é um exercício de psicologia. Embora isso não signifique que psicólogos serão sempre bons escritores é quase certo que bons escritores dariam ótimos psicólogos. A atenção aos detalhes, muitas vezes sutis, a percepção do que é expresso verbalmente, por meio de gestos e até mesmo no não-dito são essenciais para se escrever (e também para se ler) uma boa história. Não há regras para assimilar tais habilidades de observação e se tornar um bom escritor. Aliás, há uma, segundo Francine Prose:

"Quanto mais lemos, mais rapidamente somos capazes de executar o truque mágico de ver como as letras foram combinadas em palavras dotadas de sentido. Quanto mais lemos, mais compreendemos, mais aptos nos tornamos a descobrir novas maneiras de ler, cada uma ajustada à razão que nos levou a ler um livro particular." (pg. 17)

Para ler como um escritor (2008, Jorge Zahar Editor) é um livro teórico, mas com a diferença de ser altamente estimulante. Ensina os conceitos básicos da escrita através da análise de trechos de obras mundialmente famosas. No começo, pode até soar estranho aprender não usando regras, somente por exemplos, porém conforme o livro prossegue, o leitor acostuma e aprende como aprender desta forma.

A autora indica como técnica fundamental a leitura atenta (close reading), pausada, meticulosa do texto para descobrir a real e mais íntima intenção do escritor. Somente desta maneira os detalhes mais preciosos serão notados pelo leitor. Contudo, esse tipo de leitura (talvez mais um estudo que uma leitura) não seja para todos. Afinal, quem hoje pode dispensar duas horas para ler apenas duas páginas de um livro? Para Prose isso talvez seja corriqueiro, pois como professora de oficinas de escrita e de pós-graduação em MFA (Master of Fine Art's) ela ganha para ensinar utilizando-se destas análises detalhadas.

O livro tem o tom de uma apostila ou manual de oficina literária com muitos trechos de literatura esmiuçados. A autora admite ter escrito o livro para ser usado para tal fim e procura analisar vários aspectos da criação literária, desde a menor estrutura do texto, "Palavras" (capítulo 3), passando por "Frases" (capítulo 4), "Parágrafos" (capítulo 5) até chegar nos estilos de escrita. "Narração", "Personagem", "Diálogo", "Detalhes" e "Gesto" (capítulos 6 ao 9) complementam seus ensinamentos sobre como construir uma história. Mostra como a maioria das regras ensinadas em oficinas literárias foram quebradas com sucesso pelos grandes escritores. Isso demonstra que escrever é uma experiência pessoal, assim como ler.

O livro não conta nenhum segredo inédito. Tudo o que diz nós já sabemos e a maioria dos livros citados estão disponíveis para leitura em livrarias, sebos ou bibliotecas. Porém o modo simples e claro de analisar o texto revela detalhes que poderíamos ter deixado passar. E de brinde traz informações curiosas sobre a vida de escritores famosos como aperitivos aos seus fãs. De que outro modo descobriríamos que Kafka, mestre em iniciar histórias com frases enxutas e marcantes, aprendeu e incorporou esse dom lendo Heirich von Kleist? E que Kleist suicidou-se com a esposa aos 34 anos de idade enquanto faziam um pequenique?

A tradução e a qualidade do livro para o português estão em um bom nível, pecando apenas num "quem teria podido pedir" (pg. 15) e num "cismou que ia me sivilizar" (pg. 110) e em um erro de referência (pg. 211) em que o trecho kafkaniano analisado pertence ao livro O Veredito e não ao livro O Processo conforme mencionado. A introdução e acréscimos de Italo Moriconi são pertinentes para "encaixar" o livro americano no rol brasileiro. No final do livro há uma lista de leituras imediatas indicadas pela autora, mas não aparece nenhuma obra em português. Moriconi corrige esta injustiça com uma outra lista somente de livros brasileiros. Assim como todo copo de cerveja puxa outro, a leitura de um livro sempre dá vontade de ler outros e Para ler como um escritor não foge à regra, deixa o leitor louco para conhecer mais sobre Kleist, Tchekhov (que tem o capítulo 10 todo dedicado a ele), Jane Austen, Gogol e Tolstoi.

Francine Prose é romancista, crítica, ensaísta e professora de literatura e criação literária há mais de 20 anos em universidades como Harvard, Columbia e Iwoa. Escreveu vários livros, alguns já publicados no Brasil: A vida das musas: Nove mulheres e os artistas que elas inspiraram (2004, Nova Fronteira) e Gula (2004, ARX).

Ficha técnica:
obra: Para ler como um escritor: um guia para quem gosta de livros e para quem quer escrevê-los (Reading like a writer: a guide for people who love books and for those who want to write them), de Francine Prose
tradução: Maria Luiza X. de A. Borges
edição: 1ª, Jorge Zahar Editor (2008), 319 pgs
preço: Veja no Buscapé
 

JLM

mata o branquelo detta walker
Raimundo Carrero

Posto agora um que acabou de chegar aqui em casa. Do Raimundo Carrero, agora tenho os 2 q ele escreveu sobre.



TITULO: OS SEGREDOS DA FICÇÃO
AUTOR(ES): CARRERO RAIMUNDO
EDITORA: AGIR EDITORA LTDA
ISBN: 8522006555
NÚMERO DE PÁGINAS: 331
MEDIDAS: 25 x 17 x 3

O romancista e contista premiado, Raimundo Carrero, revela em 'Os Segredos da Ficção', os caminhos da arte de escrever narrativas, e também que a literatura está ao alcance de todos aqueles que tem o impulso de criá-la. Mas é preciso ter perseverança e trabalhar duro para transformar suas idéias em contos, novelas e romances. Não há receita para a boa literatura, existem, sim, caminhos para chegar a ela. E é nestas trilhas que Carrero guia o leitor, falando diretamente a ele com a ajuda de ilustres companheiros de viagem como Lygia fagundes Telles, Jack Kerouac, Gustave Flaubert, Mario Vargas Llosa, para citar alguns- gênios de diversos estilos e épocas que têm em comum a disciplina e o rigor de seus universos ficcionais. Dividido em três capítulos, no primeiro - 'A Voz narrativa', o autor escreve sobre os tipos de narrador; interação autor e personagem; os mestres e encontrando a própria voz. No segundo-'O Processo Criador', os temas são intuição, técnica pulsação narrativa e organização. E no terceiro- 'A Construção do Personagem', Carrero discute gênese, conhecimento, apresentação, classificação e desenvolvimento.


TÍTULO: A PREPARAÇAO DO ESCRITOR
AUTOR: Raimundo Carrero
ISBN: 9788573213010
ENCADERNAÇÃO: Brochura | Formato: 14 x 21 | 224 págs.
ANO EDIÇÃO: 2009
EDIÇÃO: 1ª

Escrever exige leitura, paciência, humildade e estudo. É preciso conhecer as técnicas e os movimentos internos do texto, sem eliminar, de forma alguma, a intuição. Consciente de tudo isso é que o escritor premiado Raimundo Carrero investe no campo do aprendizado com a clareza de quem já escreveu e publicou quinze livros de ficção.

Neste volume, Carrero toma por base a duração psicológica do leitor, que começou a trabalhar no site Portalliteral, do Rio de Janeiro, onde aplicou aulas e exercícios. Revela, por exemplo, que uma boa estratégia narrativa pode seduzir o leitor mais exigente, sem perder a sofisticação. Um caminho para exame e aprendizado.

Em sala de aula da Oficina de Criação Literária que mantém no Recife – além das frequentes viagens a inúmeros estados brasileiros -, o autor convida os alunos a ler clássicos, desde a Odisseia, de Homero, até Um coração simples, de Flaubert, discutindo que recursos eles usaram para estruturar a obra, a partir da escolha de palavras até a montagem geral.

Além de definir e classificar cenas, cenários e diálogos, os aprendizes aprendem que é preciso ter um ponto de vista para um exato foco narrativo. Por isso, para o autor, as duas técnicas não são a mesma coisa. Ponto de vista é a maneira como o escritor – ou o personagem - vê e reflete sobre a condição humana. Foco narrativo é a técnica escolhida para conduzir o texto, nos seus mistérios e nas suas estratégias.

É um trabalho cuidadoso, sutil, elaborado, que o leitor encontrará aqui, exercitando-se a cada aula e, ainda mais, estudando a bibliografia com notas e estudos, além de novos exercícios, que sempre levam a reflexões permanentes. Sem dúvida, um guia que se mostra inteiro para preparar o autor de ficção no Brasil.
 

ricardo campos

Debochado!
Lu Eire disse:
Vocês acham que isso realmente ajuda?
Lu acho que toda troca de informação pode ser válida, vai depender muito do receptor, escrever antes de tudo no meu entendimento é intuição e muita observação, estudo dos vários estilos e saber qual o que mais se adapta ao escritor.Esse espaço vai ser bom porque muita coisa poderá ser debatida.
 

Haleth

Call me Bolga #CdLXI
ricardo campos disse:
Lu Eire disse:
Vocês acham que isso realmente ajuda?
Lu acho que toda troca de informação pode ser válida, vai depender muito do receptor, escrever antes de tudo no meu entendimento é intuição e muita observação, estudo dos vários estilos e saber qual o que mais se adapta ao escritor.Esse espaço vai ser bom porque muita coisa poderá ser debatida.
Olha, estou longíssimo de ser profissional na escrita literária, mas te digo que a maior parte dos textos dos quais eu mais me orgulho de ter escrito foram fruto do pensamento baseado na técnica, não na inspiração pura e simples. (Aliás, minha prof. de literatura vivia dizendo que inspiração não existe. Às vezes acho que ela tem razão... rs)

Acho que toda técnica é super válida, porque amplia seu repertório. Assim, na hora de escrever, vc acaba tendo mais recursos e mais ferramentas para aprimorar seu texto.

Mal comparando, é como jogar futebol. Tem aquele garoto na escola que tem o dom da coisa, foi destaque no campeonato da cidade. Mas se a gnt o coloca pra jogar com alguém da seleção sub-17, ele fica apagadinho... Qual a diferença? A técnica. Talento (e/ou inspiração) é importante, mas dependendo de qual é seu objetivo, não é o bastante. Por isso acho que esses livros ajudam sim. Enfim, tenta a sorte lendo um e fazendo exercícios, e depois volta pra contar se ajudou em alguma coisa, rs.
 

JLM

mata o branquelo detta walker
syd field

este aqui eu já resenhei no meu blog algum tempo atrás. o autor tem outros livros sobre análise de roteiros, mas esse é o mais clássico. talvez vc se pergunte oq tem a ver roteiro de filme com literatura. resumindo mto basicamente: ambos seguem a mesma estrutura narrativa.



Título: MANUAL DO ROTEIRO
Editora: Objetiva
Autor: SYD FIELD
ISBN: 857302044X
Ano: 1995
Edição: 1
Número de páginas: 223
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Manual do Roteiro é, na visão da crítica especializada, um dos mais extraordinários livros sobre a arte da escrita. E não apenas porque detalhas todos os aspectos importantes do texto cinematográfico, mas principalmente porque sua abordagem estrutural serve também para criações literárias e teatrais.
Da idéia inicial ao texto finalizado, do desenvolvimento de personagens e situações dramáticas ao perfeito acabamento da cena, Manual do Roteiro apresenta, em linguagem simples e acessível, passo a passo, todos os elementos fundamentais para a construção de uma boa narrativa.
Esta obra é instrumento essencial para o trabalho criativo de roteiristas experientes ou aspirantes a um lugar no mercado de Cinema e TV.
Aqui estão as orientações mais práticas e consistentes para tornar a técnica de roteiros acessível a principiantes e, com certeza importantes informações ao desenvolvimento dos já experimentados roteiristas.

Isto só é possível de ser afirmado porque estamos falando de Syd Field que, na visão da crítica especializada, destaca em Manual do Roteiro os aspectos fundamentais de estrutura narrativa e os elementos essenciais para qualquer bom script.
Poucos são os títulos sobre técnica de produzir roteiros publicados no Brasil e certamente a chegada deste livro de Syd Field vem atenderà demanda do imenso contingente de profissionais que atuam no setor do entretenimento, nas suas mais variadas concepções.
Experimentado profissional, o autor atua como consultor de produtores americanos na análise e desenvolvimento de roteiros. Freqüentemente realiza Workshops em universidades americanas e leciona Técnica de Roteiro na Sherwood Oaks Experimental College, em Hollywood e no Art Center College of Design, em Pasadena.

"Simplesmente o único manual a ser levado a sério por roteiristas aspirantes."— Tony Bill, co-produtor de The Sting (Golpe de Mestre), diretor de My Bodyguard (Cuidado com o meu Guarda-Costas).
"Syd Field é por inúmeras razões, o mais procurado professor de roteiro do mundo"
- THE HOLLYWOOD REPORTER
"Eu baseei 'Como água para chocolate' no que aprendi nos livros de Syd Field"
- LAURA ESQUIVEL


sinopse by roteiro de cinema
 
Opa, eu estava esperando que alguém viesse com um tópico assim :sim:
Valeu, JLM!

Lu Eire disse:
Vocês acham que isso realmente ajuda?
Eu concordo com a Manu... Uma técnica sempre vai bem, e de repente um livro assim é aquela oportunidade pro escritor (pré)amador começar seu processo de independência em relação a inspiração - vai que um dia essa danada não aparece, né? XD
 

JLM

mata o branquelo detta walker
tolkien

acabo d adquirir 1 a base de troca sobre técnicas d escrita escrito por ngm menos q j.r.r. tolkien. pra v6 ficarem babando (eu babei), vai a ficha do livro abaixo.



SOBRE HISTÓRIAS DE FADAS
Autor(es):J.R.R. TOLKIEN
Editora:CONRAD
ISBN:8576162032
Ano Edição:2009
Páginas:120
Acabamento:Brochura

J.R.R. Tolkien criou um mundo de elfos e dragões, magos e orcs, a Terra Média. Lingüista excepcional, criou inclusive um idioma, o élfico. É espantoso imaginar de onde Tolkien tirou inspiração para um universo tão complexo e encantador. É o que o leitor pode aprender em Sobre Histórias de Fadas. O livro é composto por um ensaio, ´´Sobre Histórias de Fadas´´, e um conto, ´´Folha por Niggle´´. O ensaio, essencial para quem quer compreender as influências e técnicas que Tolkien utilizaria em O Senhor dos Anéis, é baseado numa conferência de 1939. Tolkien procura as bases para o ´´conto de fadas´´, das adaptações infantis de Perrault e dos irmãos Grimm até os mitos nórdicos do Edda. O escritor usa seu conhecimento acadêmico para demonstrar que as histórias sobre fadas têm um caráter mágico e mítico. Tolkien analisa a nossa relação com o ´´Belo Reino´´, e demonstra como as histórias sobre fadas dizem não somente sobre um mundo fantástico, mas também sobre a nossa própria realidade. ´´Folha por Niggle´´, conto publicado originalmente em 1945, serve de exemplo para o ensaio, e conta a história de um pintor mesquinho que sempre é atrapalhado pelos seus vizinhos enquanto tenta terminar seu quadro - uma árvore no meio de uma floresta. Numa alegoria da redenção, Niggle passa maus bocados na mão de uma instituição obscura, para mais tarde descobrir como deve ser a verdadeira floresta que deveria pintar.
 

abylos

Usuário
Usuário Premium
Manu M. disse:
ricardo campos disse:
Lu Eire disse:
Vocês acham que isso realmente ajuda?
Lu acho que toda troca de informação pode ser válida, vai depender muito do receptor, escrever antes de tudo no meu entendimento é intuição e muita observação, estudo dos vários estilos e saber qual o que mais se adapta ao escritor.Esse espaço vai ser bom porque muita coisa poderá ser debatida.
Olha, estou longíssimo de ser profissional na escrita literária, mas te digo que a maior parte dos textos dos quais eu mais me orgulho de ter escrito foram fruto do pensamento baseado na técnica, não na inspiração pura e simples. (Aliás, minha prof. de literatura vivia dizendo que inspiração não existe. Às vezes acho que ela tem razão... rs)

Acho que toda técnica é super válida, porque amplia seu repertório. Assim, na hora de escrever, vc acaba tendo mais recursos e mais ferramentas para aprimorar seu texto.

Mal comparando, é como jogar futebol. Tem aquele garoto na escola que tem o dom da coisa, foi destaque no campeonato da cidade. Mas se a gnt o coloca pra jogar com alguém da seleção sub-17, ele fica apagadinho... Qual a diferença? A técnica. Talento (e/ou inspiração) é importante, mas dependendo de qual é seu objetivo, não é o bastante. Por isso acho que esses livros ajudam sim. Enfim, tenta a sorte lendo um e fazendo exercícios, e depois volta pra contar se ajudou em alguma coisa, rs.
eu to penando pra escrever uma das ideias que ja passou pela minha cabeça e que acho que pode ser um otimo livro exatamente porque não sei como colocar as palavras ordenadas de forma a prender o leitor e passar não só as ideias, mas também as emoções que quero...
relendo o que escrevi, achei fraco e vi que não causou a imersão na historia que eu queria...

creio que me falta exatamente a tecnica correta...
e só lendo livros e tentando replicar a tecnica não estou conseguindo XD

enfim, eu acho que vou me beneficiar bastante de livros desse tipo e dese topico :)

JLM disse:
acabo d adquirir 1 a base de troca sobre técnicas d escrita escrito por ngm menos q j.r.r. tolkien. pra v6 ficarem babando (eu babei), vai a ficha do livro abaixo.



SOBRE HISTÓRIAS DE FADAS
Autor(es):J.R.R. TOLKIEN
Editora:CONRAD
ISBN:8576162032
Ano Edição:2009
Páginas:120
Acabamento:Brochura

J.R.R. Tolkien criou um mundo de elfos e dragões, magos e orcs, a Terra Média. Lingüista excepcional, criou inclusive um idioma, o élfico. É espantoso imaginar de onde Tolkien tirou inspiração para um universo tão complexo e encantador. É o que o leitor pode aprender em Sobre Histórias de Fadas. O livro é composto por um ensaio, ´´Sobre Histórias de Fadas´´, e um conto, ´´Folha por Niggle´´. O ensaio, essencial para quem quer compreender as influências e técnicas que Tolkien utilizaria em O Senhor dos Anéis, é baseado numa conferência de 1939. Tolkien procura as bases para o ´´conto de fadas´´, das adaptações infantis de Perrault e dos irmãos Grimm até os mitos nórdicos do Edda. O escritor usa seu conhecimento acadêmico para demonstrar que as histórias sobre fadas têm um caráter mágico e mítico. Tolkien analisa a nossa relação com o ´´Belo Reino´´, e demonstra como as histórias sobre fadas dizem não somente sobre um mundo fantástico, mas também sobre a nossa própria realidade. ´´Folha por Niggle´´, conto publicado originalmente em 1945, serve de exemplo para o ensaio, e conta a história de um pintor mesquinho que sempre é atrapalhado pelos seus vizinhos enquanto tenta terminar seu quadro - uma árvore no meio de uma floresta. Numa alegoria da redenção, Niggle passa maus bocados na mão de uma instituição obscura, para mais tarde descobrir como deve ser a verdadeira floresta que deveria pintar.
esse é um que tenho que ler *-*
 

JLM

mata o branquelo detta walker
Palazo disse:
Eu tenho esse, mas nunca olhei dessa forma.... vou ler para discutirmos aqui!
o bom é q na 1ª parte do livro ele fala como fazer, na 2ª ele mostra.

só lembrando q ele é +1 dos esgotados na editora. ou seja, quem quiser ter 1 apele para os sebos.
 

JLM

mata o branquelo detta walker
belloto



Título: Voce Já Pensou em Escrever um Livro?
Autor: Sonia Belloto
Ano: 2008
Páginas: 128
ISBN: 9788500023330
Editora: Ediouro

Com uma linguagem dinâmica e cativante, Você já pensou em escrever um livro? é um trabalho para quem lida com a escrita no dia-a-dia e para quem deseja se tornar um escritor de sucesso. O livro ensina métodos valiosos para romper bloqueios e produzir textos originais. Ensina também como arranjar tempo para escrever, os estilos pessoais, como dar vida aos textos e como desenvolver o potencial criativo de cada um, além de trazer orientações especiais sobre criação de personagens, diálogos e cenas que cativam os leitores.

Neste livro, você aprenderá métodos valiosos para romper seus bloqueios e produzir textos originais e eficazes. Vai saber como arranjar tempo para escrever, qual é o seu estilo pessoal, como dar vida aos textos e como desenvolver seu potencial criativo.

Além disso, terá orientação especial sobre a criação de personagens, diálogos e cenas que cativam os leitores. Percorrerá todas as etapas que precisam ser cumpridas, desde a idéia inicial para um livro até os detalhes finais de publicação e comercialização. Você já pensou em escrever um livro? é indispensável como roteiro para conhecer todos os segredos desta instigante e admirável profissão de escritor.

site do livro: http://www2.ediouro.com.br/vocejapensou/olivro.asp
 

Zzeugma

Usuário
Manu M. disse:
Bacana de ler também é o Como contar um conto, do GGM.
GGM = Gabriel Garcia Marques, de Cem Anos de Solidão e Memórias de minhas Putas Tristes.

"Como contar um conto" foi o primeiro (ou um dos primeiros) livros sobre técnica de criação literária que li. Adorei. Desde o clima de colaboração até os rumos das ideias discutidas. O objetivo era desenvolver roteiros de episódios curtos para TV, envolvendo realismo fantástico. Muito bom. Ouvi dizer que é difícil de encontrar.

Outro livro derivado das oficinas literárias em Cuba com GGM é o "Me alugo para sonhar". Este foi mais... decepcionante. Uma boa ideia que acabou fugindo do controle... Ainda assim é bom para gente aprender a não levar a ferro e fogo o que dizem os "grandes"... Como diria Chesterton: "Devo meu sucesso a sempre ouvir os melhores conselhos... e depois a fazer o contrário" (ou coisa parecida, procurem no google a frase correta)
 

JLM

mata o branquelo detta walker
lodge



Título: ARTE DA FICÇÃO, A
Título Original: THE ART OF FICTION
Gênero: Ensaios
ISBN-13: 978.85.254.1859-3
Formato: 14x21
Páginas: 246
Medidas: 14 X 21 cm
março de 2009

Tradução de Guilherme da Silva Braga

David Lodge, um dos mais renomados romancistas de língua inglesa da atualidade, professor e autor de vários títulos sobre a literatura de ficção, reúne, em cinqüenta deliciosos artigos, os principais tópicos relacionados à arte de contar histórias. Originalmente publicados nos jornais Independent on Sunday e Washington Post, estes textos falam com inteligência ao leitor comum, não apenas a especialistas e acadêmicos. Ironia, divisão em capítulos, narrador não-confiável, epifania, coincidências, apresentação de personagens, romances experimentais – a arte da ficção é analisada sob estes e outros prismas, e cada tópico é ilustrado por passagens retiradas de obras literárias clássicas e modernas.

Aliando suas habilidades de leitor e romancista, Lodge visita autores como Henry James, Jane Austen, James Joyce, J. D. Salinger, Virginia Woolf, Laurence Sterne, George Orwell e Edgar Allan Poe para oferecer um novo horizonte de apreciação literária, bem como para tornar acessível a todos a riqueza e a variedade da literatura. Termos como “monólogo interior”, “metaficção”, “intertextualidade” e “polifonia”, por exemplo, são explicados com uma clareza pouco vista nas obras de crítica literária.

Essas características fazem de A arte da ficção uma leitura essencial para estudantes, escritores iniciantes e qualquer pessoa interessada em entender como funciona a literatura. O leitor deste volume sairá melhor preparado para a fruição de livros de ficção e com um renovado amor pela leitura.
 

Brontops

Usuário
Lu Eire disse:
Vocês acham que isso realmente ajuda?
Seu questionamento me fez lembrar algo que li na introdução de um destes livros...

Manual de Roteiro - 2ª Edição
(Conrad Editora)
Newton Cannito
Leandro Saraiva

(Texto da página da editora)

"Curva dramática, plot, pontos cruciais e ponto de clímax. Tais denominações são próprias de quem faz ou escreve roteiros para o cinema e televisão, mas apesar do título esse livro não é um simples guia. A Conrad Editora relança o livro Manual de roteiro, totalmente repaginado e, desta vez, com apresentação de Fernando Meireles, o diretor de Cidade de Deus. Este livro foi escrito para servir de apoio a um curso de roteiros que usava a série Cidade dos Homens, na qual o diretor esteve envolvido. O que mais diferencia e torna este trabalho interessante é o fato de não estar apoiado no modelo da indústria norte-americana, mas também não olhar essa indústria com preconceito.

'Não fornecemos receitas de bolo. Por favor, não insista.' Segundo os próprios autores, este é um Manual que já nasceu com crise de identidade. Na verdade, os próprios autores desconfiam bastante da maioria dos manuais de roteiro que existem por aí. Para os autores, Leandro Saraiva e Newton Cannito, a escrita de um roteiro depende basicamente de processos individuais e que não podem ser reduzidos a regras absolutas. Para eles os manuais de roteiro americanos costumam confundir roteiro com auto-ajuda, ou manuais do tipo 'faça você mesmo'. Esse livro segue outro caminho e ao invés de impor regras, ensina o roteirista a criar suas próprias regras.(negritos meus)

Os autores mostram ainda como a maioria dos livros de roteiro ficam presos ao recurso do diálogo. Contrapondo a isso, eles afirmam que para escrever para cinema, vídeo e televisão é preciso saber antecipar uma narrativa composta por elementos visuais que já devem estar previstos no roteiro. Por isso, em vez de descobrir as habituais fórmulas mágicas, o leitor deste manual vai entender que não existe o modelo, e sim modelos. Que não há receitas, mas possibilidades narrativas. Os autores dissecam essas possibilidades com base em exemplos concretos e mostram, a partir deles, que um bom roteiro não se faz seguindo fielmente as fórmulas nem apenas rompendo com elas e procuram escapar do caráter normativo característico de qualquer manual preferindo uma conversa sugestiva. "
 

ricardo campos

Debochado!
Acho que ajuda sim, para ficar mais claro meu posicionamento,técnica, intuição, perseverança, etc.Um pouco de tudo pode ajudar na hora da escrita seja um conto, poema, novela,redação.:sim:
 
Não sou um expert no assunto, mas já li alguns livros sobre escrita criativa. Como já citado ai, a coisa funciona como um livro de auto-ajuda. Seria um equivalente literário de livros como, por exemplo, “O Vendedor Pit Bull”, “Pai Rico, Pai Pobre”, “Os Segredos de uma Mente Milionária”. Esses livros não fazem muita diferença no dia-dia de trabalho das pessoas, mas tem um grande poder de motivação e às vezes “abre a mente” da pessoa pra determinadas mudanças de atitude.

Há sempre dicas genéricas valiosas, como em relação a Ponto de Vista (“conserve o ponto de vista”, etc), a importância das aberturas e dos finais, algumas dicas de como fazer a revisão do texto (que podem servir para alguns e não para outros), os diferentes tipos de descrição...

Mas sempre tudo muito genérico. Serve como motivação, mas não vai fazer diferença.

Aqui vale uma dica que um americano me passou uma vez. Muitos escritores aspirantes nos EUA costumam recorrer aos workshops online. A coisa funciona de maneira simples: você se cadastra, apresenta seu trabalho aos outros participantes (normalmente são grupos limitados) e espera as críticas. E da mesma forma, você tem acesso ao trabalho dos outros participantes. Os workshops são específicos quanto às regras. Não vale críticas e elogios vazios, como “muito bom!”, “continue assim”, “um dia você consegue”, etc. O sujeito precisa analisar a escrita do outro e emitir opiniões objetivas e concretas. E há também, claro, o compromisso de se manter uma disciplina quanto à análise do trabalho dos outros. Dessa troca de informações, o escritor obviamente cresce em experiência.

Eu cheguei a pesquisar vários workshops, mas para nós não faria diferença já que o povo lá escreve em inglês. Mas vai aqui um exemplo:

http://sff.onlinewritingworkshop.com/

Vocês aqui já tem uma estrutura pronta para fazer esse tipo de trabalho. Bastaria criar um tópico ou sala e juntar o pessoal interessado.

A propósito, visitem meu grupo “Escrita Criativa” no skoob.

http://www.skoob.com.br/grupo/251
 
Acrescento outros três excelentes:



[size=large]Vencendo o Desafio de Escrever um Romance - Ryoki Inoue[/size]

Escrever um romance! Tornar-se escritor! Nesta obra, o autor com maior número de títulos publicados (1075 livros publicados, até este momento) no mundo conta ao leitor como se dá seu processo criativo e explica os passos fundamentais para escrever um best-seller. Utilizando uma linguagem clara e dinâmica, Ryoki Inoue aborda a estrutura do romance e seus aspectos mais importantes, revela as etapas necessárias para escrever uma boa história - do mote inicial à fase final de execução da obra -, fala sobre os principais tipos de leitor e mostra como montar um projeto literário de sucesso. Ele trata o processo criativo e redacional como técnica, enfatizando a disciplina, a pesquisa e a organização. Assim, a obra traz informações valiosas tanto para escritores iniciantes como para os que já publicaram e desejam se aprimorar.

http://www.submarino.com.br/produto/1/1925313/vencendo+o+desafio+de+escrever+um+romance





[size=large]O Caminho das Pedras[/size]

O autor revela o método de trabalho que o conduziu ao Guinness, o Livro dos Recordes, (com 1.036 livros publicados, na época). Enfatiza a organização, a disciplina, a pesquisa organizada e a seriedade nas horas de trabalho como fatores essenciais para a criação e produção da obra literária. Basicamente dirigido àqueles que queiram escrever profissionalmente, contém também sugestões valiosas para o ensino de redação e àquelas pessoas que queiram simplesmente romper seus bloqueios e soltar-se na palavra escrita.

http://www.submarino.com.br/produto/1/11060/caminho+das+pedras,+o





[size=large]Oficina de Escritores - Um Manual para a Arte da Ficção[/size]

Stephen Koch, ex-catedrático do programa de pós-graduação em redação criativa da Columbia University, escreveu esse manual da arte da ficção, fazendo observações e análises técnicas a respeito de alguns escritores, conduzindo o leitor desde o primeiro momento, o momento da inspiração, à primeira versão e à concepção do enredo.

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=11019118&sid=0134551251191964961901160&k5=121DC76C&uid=
 

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