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Livros sobre escrita criativa, técnicas e estilos

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por JLM, 26 Nov 2010.

  1. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    boas indicações, voltaire. dos 3, só ñ li o 1º do ryoki, q ainda ñ tenho.
     
  2. AlexB

    AlexB Usuário

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  3. ricardo campos

    ricardo campos Debochado!

    João Paulo Cuenca escritor carioca 36 anos, em entrevista à Rede Minas, fala um pouco sobre o seu processo de criação. Ele é dos que ainda andam com um bloco de anotações...rsrsr.Muito interessante.

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  4. Nadz

    Nadz Usuário

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    Escreva seu livro - de Laura Bacellar
    Editora : Mercuryo
    Pode ser comprado pelo site
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    ou pela própria Editora :
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    Ainda não li, mas parece interessante, já que ela aborda o que fazer após já ter escrito o seu original (e muitos capitulos do livro estao publicados no proprio site)
     
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  5. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    eu tenho ele e li este ano. divide-se em 3 partes: escrita, revisão e publicação, sendo q a única parte q indico - por conter ñ só citações tiradas d outros livros sobre o mesmo tema - é a última, mesmo assim, um pouco desatualizada por trazer valores em reais e o livro já ter alguns aninhos d publicação. se for o 1º livro q vc vai ler sobre escrita criativa, talvez aprecie melhor, mas se vc já leu outros, será só + do mesmo.
     
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  6. Clara

    Clara Perplecta Usuário Premium

    Não é um livro sobre o assunto, mas em "A Cor que Caiu do Espaço", de H.P. Lovecraft, edição da Hedra, vem com um apêndice chamado "Notas Sobre Ficção Interplanetária".
    É um artigo escrito pelo Lovecraft em 1934 em que ele fala sobre como escrever uma boa história fantástica e também critica os escritores que utilizavam (e utilizam até hoje) aqueles clichês e lugar-comum nas histórias de terror e/ou ficção científica e que ele chamava de "pueris".

    Muito bom.
    Além de sabermos um pouco sobre a escrita do Lovecraft, dá pra pegar várias dicas, principalmente sobre o que não fazer em um texto.
     
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  7. Calib

    Calib Visitante

    Não vou recomendar este livro aqui porque não sei se presta; estou apenas informando que existe, se interessar a alguém: :timido:

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    HOW NOT TO WRITE A NOVEL: 200 MISTAKES TO AVOID AT ALL COSTS IF YOU EVER WAN
    MITTELMARK, HOWARD; NEWMAN, SANDRA.
     
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  8. Adm Star

    Adm Star Usuário

    Boa noite, pessoal estes são livros ótimos e seria fundamental compartilhar, alguém tem algum destes digitalizados para compartilhar?

    1. Stephen Koch - Oficina de escritores: Um manual para arte e ficção.
    2. Anne Lamott - Palavra por Palavra
    3. Zemaria Pinto - O Texto Nu: Teoria da Literatura: gênese, conceitos, aplicação
    4. David Lodge - A Arte da Ficção.

    Se alguém quiser compartilhar meu e-mail:
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  9. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Mais uma dica: Escrever Ficção, do Assis Brasil.
     
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  10. Eriadan

    Eriadan Usuário Usuário Premium

    Pessoal, sei que pode ser um sacrilégio pedir isso, mas alguém conseguiria sugerir um passo-a-passo resumido de como escrever uma ficção? Anotei vários desses livros sugeridos, mas nem consegui optar por um nem estou tão animado, no momento, para me aprofundar sobre a arte, só queria umas dicas rasas mesmo de como fazer uma ideia chegar ao fim: o que providenciar antes de começar a escrita à vera, como se planejar etc. Tenho esse problema de não conseguir dar continuidade às histórias, por maior que seja a animação com que as comece.
     
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  11. Béla van Tesma

    Béla van Tesma Paladino de Asmodeus

    Também não saberia dizer, porque na prática nunca me pus a escrever ainda nada do que já bolei mentalmente. Mas se você está sem paciência para se aprofundar em questões teóricas —e são muitas as possíveis questões técnicas a considerar, se você realmente quisesse ir por este caminho — então talvez fosse o caso simplesmente de pôr mãos à obra no improviso, seguindo simplesmente o seu instinto adquirido pelo hábito da leitura, assim como certamente os escritores do passado não se ocupavam de teorias escalafobéticas para escrever, mas escreviam por imitação de modelos e, vá lá, alguma teoria em voga, ou uma noção básica de Aristóteles etc. Neste caso, se você realmente for botar a mão na massa sem maiores preparos, eu recomendaria começar com um livrinho despretensioso e curto, tipo um romance de 200 pp, apenas para desenferrujar a técnica. E tenha, claro, no mínimo uma noção do que você vai contar, quem são as personagens, no que consiste o drama etc. para não se ver à deriva e sem ideias na metade. Findo o quê, você terá em mãos não um livro, mas um primeiro esboço; depois, é reler de cabo a rabo e ver se ele funciona, e onde erra, e corrigir, seja a estrutura, seja a superfície (escolher melhor as palavras, cortar repetições, etc. coisas com as quais, aliás, você não deve se preocupar demais durante o esboço —o importante é dar corpo ao livro e fazer a trama avançar para o desfecho).

    Em tempo: e faça tudo no modo easy — ordem cronológica dos fatos, sem recursos a flashbacks ou flashforwards, uma única célula dramática etc.
     
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  12. Eriadan

    Eriadan Usuário Usuário Premium

    No momento eu estou tentando um curto mesmo, depois de falhar com outros mais pretensiosos. Desta vez, fiz uma espécie de "planejamento" antes: saí colocando, sem me apegar a detalhes, a sequência de eventos que evoluirão até o clímax. Dessa forma, pelo menos consigo ter uma visão geral antes de começar, sem saber aonde quero chegar nem deixar à deriva da inspiração. Mas mesmo assim acabo me emperrando. Por exemplo, cada vez que sento para continuar de onde parei, para me situar, tenho o costume de ler os capítulos anteriores inteiros, e com isso acabo perdendo mais tempo fazendo ajustes no que já foi escrito do que avançando. Acho que uma noção clara de como se organizar para conseguir fluidez na escrita me ajudaria demais.
     
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  13. Loveless

    Loveless Usuário

    Quando li o título, logo me veio na cabeça a obra Filosofia da Composição, de Edgar Allan Poe, que trata sobre o assunto.

    Sobre as dificuldades do @Eriadan, infelizmente não consigo ajudar. Nunca sequer tentei escrever algo.
     
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  14. Béla van Tesma

    Béla van Tesma Paladino de Asmodeus

    Talvez você não devesse se ocupar de fazer tais ajustes no meio do livro; deixe para quando o concluir e faça toda a revisão uma única vez. Se esse é o problema, então nem toda a teoria do mundo, sobre construção de personagem, tempo da narrativa, pirâmide de Freytag etc., te ajudariam de qualquer modo.
    --- Mensagem Dupla Unificada, 24 Jul 2019, Data da Mensagem Original: 24 Jul 2019 ---
    Talvez você devesse fazer uma esquematização, capítulo a capítulo, até o fim do livro. Então, em tese, você não precisaria retomar a leitura de todos capítulos já escritos quando fosse continuar do ponto onde parou.
     
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  15. Jhulha

    Jhulha Observadora

    Não sabia deste tópico, bem interessante algum deste livros, vou anotando e botando na lista de provavel leitura do ano que vem.
    Eu comento esse mesmo costume, as vezes quando escrevo um capitulo, no dia seguinte retorno para o mesmo para verificar as prováveis (totais) garfes que cometi, e com isso passo mais tempo em correções do que dando formato a mais outro capitulo, para evitar perder tanto tempo eu faço um calendário, marcando dias específicos em que vou me dedicar a correções e releituras, mas nunca consigo coloca-lo sempre em pratica. XD
     
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  16. Béla van Tesma

    Béla van Tesma Paladino de Asmodeus

    Deve ser um erro comuníssimo, meio que algo que todos fazem instintivamente; mas vários autores já recomendaram aquilo que eu mencionei lá em cima: o importante é fazer a narrativa progredir, dar corpo ao livro, chegar ao fim. A primeira versão sempre será apenas um esboço. O André Vianco salienta isso quase sem todas as aulas dele rs. Vá lá que não seja o melhor escritor do mundo, mas de vender bem ele sabe, e já provou que estudou o assunto. Depois, com o esboço pronto, é que vocês vão polir o texto, incrementar pedaços que sejam necessários para não ficar confuso, deletar partes que estejam sobrando etc. Experimentem não ficar revisando a toda hora, gente. ^__^ Eu vou tentar assim.
     
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  17. Giuseppe

    Giuseppe Eternamente humano.

    @Eriadan confira nesse site aqui (é um artigo):
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    Tem também o livro do Stephen King, Sobre a Escrita (On Writing), mas ainda não li inteiro. Pelo menos até onde eu li ele ainda está contando histórias hilárias da infância dele, então ainda não cheguei na parte sobre escrever.
     
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  18. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

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    Escrever um livro de fantasia é o sonho de muitos aspirantes a escritores. Isso provavelmente se deve ao impacto da literatura fantástica infanto-juvenil na cultura pop, com o sucesso atemporal de títulos como O Senhor dos Anéis de J.R.R. Tolkien e Harry Potter de J.K. Rowling. Graças à fantasia, muitos autores foram apresentados à literatura quando ainda jovens e, através desse gênero, se apaixonaram pela leitura e eventualmente a escrita.

    A fantasia tem um charme único, que dialoga com o escape da realidade que a literatura nos proporciona e nos leva para terras distantes onde o impossível é possível. Não é a toa que o gênero fantasia é proeminente nos livros para o público infanto-juvenil. A graça da fantasia está em muito atrelada à nostalgia de viver e relembrar o faz de conta das crianças.

    Muitos autores também se interessam por escrever um livro de fantasia pela oportunidade de criar um mundo inteiramente seu, onde você cria as próprias regras. Se é esse o seu objetivo, é bom estar preparado para arregaçar as mangas e trabalhar duro. Você agora terá de criar um mundo inteiro, e essa não é uma tarefa simples.

    Aprenda tudo sobre o gênero para escrever um livro de fantasia

    Caso você tenha pensado que não teria que pesquisar para escrever só porque o seu livro não se passa no nosso mundo, está muito enganado.
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    , não importa qual seja o gênero.

    Embora a pesquisa para escrever um livro de fantasia seja mais leve do que, por exemplo, se fosse um
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    , continua se tratando de uma obra de ficção que pertence a um gênero literário específico. Em outras palavras, existem certas expectativas que você deve atender e certos clichês que você deve evitar. Se você tem intenção de
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    , deve pensar nos seus leitores, que merecem um livro bem-feito.

    Quando o assunto é a pesquisa, a maior dica para escrever um livro de fantasia é ler grandes clássicos e sucessos do gênero. Comece pelos grandes nomes, como As Crônicas de Nárnia e O Senhor dos Anéis, e então siga para as obras que mais inspiram você no seu projeto atual. Por exemplo, se você quer
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    com temática mitológica em um cenário moderno, a série Percy Jackson é uma ótima referência.
    Alguns pontos interessantes para observar nessas obras são:
    • Cenário – quais recursos o autor utiliza para criar um mundo complexo e apresentá-lo de maneira imersiva e cativante ao leitor?
    • Lógica interna – um mundo fantástico bem elaborado não obedece às mesmas leis que o nosso, mas tem regras próprias que fazem sentido dentro do seu contexto. Como funciona a lógica interna desse mundo?
    • Personagens – como as personagens interagem com esse cenário fantástico? O cenário influencia o desenvolvimento das personagens?
    Escolha um tema fantástico para a sua história

    Um dos pontos positivos de escrever um livro de fantasia é toda a liberdade criativa que esse gênero nos proporciona. Existem infinitas possibilidades de temas para uma história fantástica, que derivam desde o folclore e a mitologia até figuras que foram popularizadas pela cultura pop e, é claro, você também pode inventar “mitos” do zero.

    Contudo, não é uma boa ideia tentar abraçar todo esse mundo de possibilidades em um único livro. Seria um projeto ambicioso demais, que levaria muitos anos para ser concluído ou não daria a devida atenção à sua própria mitologia.

    Por isso, o ideal é escolher um tema fantástico para o seu livro, ou quem sabe combinar dois ou três temas diferentes, sem exageros. Escolher apenas um tema não significa que você terá que ficar preso a essa mesma ideia para sempre, mas que no projeto atual, é esse o seu foco.

    Você terá tempo para escrever mais livros de fantasia no futuro, e pode até mesmo escrever uma série de livros que explora um tema diferente de cada vez. Por exemplo, a série de jogos God of War é baseada em grande parte na mitologia grega, mas o oitavo jogo da série retrata a mitologia nórdica. Tudo em seu tempo.

    Qual a relação entre o mundo fantástico e o “mundo real”?

    Ao escolher o tema, você deve pensar também no cenário da sua história e qual a relação entre ele e o “mundo real”. Isto é, um mundo onde as regras são parecidas com as nossas.

    Muitos livros de fantasia utilizam o modelo do “portal”. Isto é, o protagonista vive em um mundo normal, que segue as mesmas regras que o nosso, e um dia atravessa um portal para um mundo fantástico. Um ótimo exemplo desse modelo é a série As Crônicas de Nárnia. No livro O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, por exemplo, os protagonistas são transportados para o mundo fantástico de Nárnia ao se esconder em um guarda-roupa.

    Há também livros de fantasia em que o protagonista acredita viver em um mundo normal, onde não há magia, nem nada do tipo, até que algo fantástico acontece e ele descobre que o mundo onde vive é bem diferente do que pensava. O livro Harry Potter se encaixa nesta categoria, embora tenha muitos elementos do modelo portal.

    No caso de Harry Potter, os bruxos vivem no mesmo mundo que os trouxas (pessoas que não possuem magia), geograficamente, mas a sociedade bruxa se disfarça e segue regras próprias. Os “portais” estão escondidos por toda parte. Em uma estação de trem para trouxas no meio de Londres, encontra-se a plataforma 9 ¾ que leva os alunos para Hogwarts. E, caso os bruxos saiam da linha, suas ações podem ter consequências diretas para os trouxas.

    Outro modelo, também muito popular, são os livros de fantasia que desde o começo se passam em um mundo totalmente fantástico, como é o caso d’O Senhor dos Anéis. No universo criado por Tolkien, temos histórias protagonizadas por hobbits, elfos, anões, magos e alguns humanos também.
    Uma mistura interessante é criar um mundo alternativo onde todos os elementos fantásticos são considerados mitos até que algo mágico acontece. Foi o que George R. Martin fez nas Crônicas de Gelo e Fogo, a série de livros que inspirou Game of Thrones, onde observamos um mundo inspirado na nossa era medieval, mas com figuras fantásticas, que são consideradas apenas lendas.

    Desenhe mapas, catalogue espécies e organize uma linha do tempo


    Como já mencionamos anteriormente, escrever um livro de fantasia significa criar um mundo inteiro. Logo, você precisa ser minucioso e se organizar. Três aspectos importantes da organização lógica de um mundo são: geografia, história e biologia.

    Você precisa ter uma boa ideia de como funciona a geografia do seu mundo fantástico. Suas personagens provavelmente vão viajar de um lado para o outro em alguma aventura épica, e se você quiser que o seu livro tenha o mínimo de consistência, esses mapas devem estar bem delimitados na sua cabeça.

    Não sabe desenhar mapas? Não tem problema! Não é necessário fazer um mapa profissional para o seu mundo fictício. O importante é você conseguir entender a geografia desse mundo e conseguir transmitir esse conhecimento para os leitores. É claro, é útil anexar um mapa ao seu livro, assim como Tolkien fazia, mas não é obrigatório.

    A história também é indispensável. Novamente, não é necessário anexar um livro de história ao seu ebook, mas pelo menos você deve ter esse conhecimento. Pense em desastres naturais, guerras, expansões territoriais, sistemas econômicos.

    Considere também os aspectos sociais. Por exemplo, no mundo real há problemas como o racismo, que levou inclusive à escravidão do povo negro.
    No mundo bruxo criado por J.K. Rowling, esse tipo de preconceito foi representado pelo embate entre os bruxos “puro sangue”, que se casam apenas com outros bruxos, e os “sangue ruins”, que são os bruxos nascidos de pais trouxas.

    Por fim, não se esqueça de pensar em quais tipos de espécies fantásticas vivem em seu mundo. Por acaso o seu mundo conta com animais iguais aos nossos, ou a fauna consiste de animais totalmente originais, como nas séries de jogos Pokémon e Final Fantasy? O seu mundo tem espécies humanoides? Isto é, criaturas com aparência quase humana, como elfos, anões e hobbits?

    Pense em todos os aspectos mais importantes da biologia deste mundo fictício. Então, anote todas essas informações de maneira organizada. É interessante notar também como os aspectos biológicos, geográficos, históricos e sociais se interrelacionam.

    Ao pensar em diferentes espécies, por exemplo, você precisará pensar em onde cada uma habita, e naturalmente deve ser um local com características condizentes à espécie. Por acaso essas espécies vivem em nações ou cidades separadas, como em O Senhor dos Anéis, ou todas tentam viver juntas em harmonia? É possível que exista um histórico de guerras e conflitos entre essas espécies? Todas essas informações são importantes e podem inclusive contribuir para as características individuais das suas personagens.

    Descreva os cenários com riqueza e ofereça o contexto necessário

    Não adianta nada desenvolver um mundo complexo se você não apresentar esse mundo ao leitor. Novamente, não estamos falando de escrever um livro informativo sobre os detalhes técnicos do seu mundo fantástico, mas sim de como transportar o leitor para esse mundo de maneira imersiva.

    Em geral, nas dicas de
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    do
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    , incentivamos a técnica do “show, not tell”.

    Ou seja, mostrar o cenário e os sentimentos das personagens ao leitor de maneira sensorial, e não simplesmente explicar de maneira direta. Ao descrever um ambiente, o autor explora os sentidos do leitor, ilustrando o aroma do lugar, a sensação de calor ou frieza da atmosfera, os aspectos visuais, os sons que preenchem o ouvido.

    Contudo, quando se trata da história desse mundo fictício, nem sempre vale a pena aderir de forma restrita ao “show, not tell”. Muitas vezes é melhor explicar em um prólogo clássico qual o contexto em que o protagonista se encontra do que deixar o seu leitor completamente perdido.

    Não há uma regra definitiva em relação ao que fazer aqui. A melhor dica para escrever um livro de fantasia que podemos oferecer é: não seja preguiçoso. Não escolha um caminho apenas porque é o mais fácil. Faça o melhor pelo seu livro. Tome as decisões que fazem mais sentido, que melhor contribuem para o enredo e desenvolvimento das personagens. Siga o caminho inteligente e escreverá um ótimo livro de fantasia.

    E aí, autor? Já publicou um livro de fantasia? O que você acha desse gênero literário?
     
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  19. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    E aproveitando para agregar aqui o excelente tópico,
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    criado por @Fianna que serve de base para criar algo fictício seja na literatura de fantasia, RPG, video-game ou que for.
     
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  20. Fianna

    Fianna Fianna,The Galliard

    :ideia:Adoro quando acho na internet posts como esse,cheio de gente inteligente discutindo de maneira civilizada,um assunto interessante.:cheers:
    Valeu por indicar o meu post Fúria!:dance:
    O último livro que eu escrevi tem mais de sem capítulos e foi escrito em inglês num telefone celular. :fone:
    Quando eu escrevo algo eu releio várias vezes para modificar o texto e concertar tudo aquilo que estiver errado.:uhum:
    Nunca escrevi fantasia especificamente mas tenho duas idéias para trabalhos futuros que estão me parecendo interessantes... :ideia::ideia::ideia:
    Agora,só para chutar o pau da barraca vocês podem acrescentar a lista de livros desse tópico "O Herói das Mil Faces". No momento não me lembro o nome do autor mas esse é "só" o livro que George Lucas usou para se inspirar e escrever "Guerra nas Estrelas"... :wookie::joinha:
     
    Última edição: 14 Ago 2019

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