1. Caro Visitante, por que não gastar alguns segundos e criar uma Conta no Fórum Valinor? Desta forma, além de não ver este aviso novamente, poderá participar de nossa comunidade, inserir suas opiniões e sugestões, fazendo parte deste que é um maiores Fóruns de Discussão do Brasil! Aproveite e cadastre-se já!

Dismiss Notice
Visitante, junte-se ao Grupo de Discussão da Valinor no Telegram! Basta clicar AQUI. No WhatsApp é AQUI. Estes grupos tem como objetivo principal discutir, conversar e tirar dúvidas sobre as obras de J. R. R. Tolkien (sejam os livros ou obras derivadas como os filmes)

Casimiro de Abreu

Tópico em 'Autores Nacionais' iniciado por Katrina, 15 Jul 2010.

  1. Katrina

    Katrina Usuário

    [align=center]
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    [/align]

    Casimiro José Marques de Abreu, poeta brasileiro, nasceu no dia 4 de Janeiro de 1839, em Barra de São João, no Estado do Rio, e morreu no dia 18 de outubro de 1860, em Nova Friburgo.

    Iniciou seus estudos em Nova Friburgo no Colégio Freese.

    Em 1853, Casimiro embarcou para Lisboa deixando seu pai, português, José Joaquim Marques de Abreu, no Rio, onde era comerciante. Viveu 4 anos em Portugal, onde contraiu tuberculose.

    Poeta nostálgico, sua solidão deu estímulo à sua vida poética. Dirigiu-se para a terra de Nova Friburgo, vindo a falecer na fazenda lndaiaçu. Seus primeiros versos, foram inspirados e baseados na saudade. Diz Casimiro de Abreu:"estando em minha casa à hora da refeição, pareceu-me escutar risadas infantis da minha mana pequena. As lágrimas brotavam e fiz os primeiros versos de minha vida, que teve o titulo "Ave Maria" Sua vocação foi contrariada por seu pai, que o obrigou a trabalhar em sua loja, privando-o das oportunidades de desenvolver sua vocação artística.

    O poeta relata os seus desgostos: foi em setembro, sufocando o grito de lamento; contrariada foi a minha vocação, sentei-me à carteira do escritório e abracei-me à vida comercial, vida vulgar que esgota todas as faculdades.

    Casimiro foi convidado para patrono da cadeira número 6 da Academia Brasileira de Letras.

    Escreveu as seguintes obras: Camões e o Jau, teatro (1856); Carolina, romance (1856); Camila, romance inacabado (1856); A virgem loura Páginas do coração, prosa poética (1857); As primaveras (1859). Foram reunidas na Obras de Casimiro de Abreu, edição comemorativa do centenário do poeta; organização, apuração do texto, escorço biográfico e notas por Sousa da Silveira.

    Fontes:
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)

    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)



    As Primaveras

    [attachment=2421][attachment=2420]

    A obra está disponível no Porta Domínio Público:
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)


    e conta com alguns poemas bem conhecidos do autor:

    Saudades
    Nas horas mortas da noite
    Como é doce o meditar
    Quando as estrelas cintilam
    Nas ondas quietas do mar;
    Quando a lua majestosa
    Surgindo linda e formosa,
    Como donzela vaidosa
    Nas águas se vai mirar!

    Nessas horas de silêncio,
    De tristezas e de amor,
    Eu gosto de ouvir ao longe,
    Cheio de mágoa e de dor,
    O sino do campanário
    Que fala tão solitário
    Com esse som mortuário
    Que nos enche de pavor.

    Então – proscrito e sozinho –
    Eu solto aos ecos da serra
    Suspiros dessa saudade
    Que no meu peito se encerra.
    Esses prantos de amargores
    São prantos cheios de dores:
    – Saudades – dos meus amores,
    – Saudades – da minha terra !

    ....1856

    Meus Oito Anos
    Oh! que saudades que tenho
    Da aurora da minha vida,
    Da minha infância querida
    Que os anos não trazem mais!
    Que amor, que sonhos, que flores.
    Naquelas tardes fagueiras
    À sombra das bananeiras,
    Debaixo dos laranjais!

    Como são belos os dias
    Do despontar da existência!
    – Respira a alma inocência
    Como perfumes a flor;
    O mar é – lago sereno,
    O céu – um manto azulado,
    O mundo – um sonho dourado,
    A vida – um hino d’amor!

    Que auroras, que sol, que vida,
    Que noites de melodia
    Naquela doce alegria,
    Naquele ingênuo folgar!
    O céu bordado d’estrelas,
    A terra de aromas cheia,
    As ondas beijando a areia
    E a lua beijando o mar!

    Oh! dias da minha infância!
    Oh! meu céu de primavera
    Que doce a vida não era
    Nessa risonha manhã!
    Em vez das mágoas de agora,
    Eu tinha nessas delícias
    De minha mãe as carícias
    E beijos de minha irmã!

    Livre filho das montanhas,
    Eu ia bem satisfeito,
    Da camisa aberto o peito,
    – Pés descalços, braços nus –
    Correndo pelas campinas
    À roda das cachoeiras.
    Atrás das asas ligeiras
    Das borboletas azuis!

    Naqueles tempos ditosos
    Ia colher as pitangas,
    Trepava a tirar as mangas,
    Brincava à beira do mar;
    Rezava às Ave-Marias,
    Achava o céu sempre lindo,
    Adormecia sorrindo
    E despertava a cantar!

    ..................................

    Oh! que saudades que tenho
    Da aurora da minha vida,
    Da minha infância querida
    Que os anos não trazem mais!

    – Que amor, que sonhos, que flores,
    Naquelas tardes fagueiras
    À sombra das bananeiras,
    Debaixo dos laranjais!

    Lisboa – 1857.
     
  2. Tataran

    Tataran Usuário

    Desde que eu vi
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    no youtube, não consigo pensar em Casimiro de Abreu sem lembrar de Paulo Autran.

    Um belíssimo poema e uma linda interpretação. :pipoca:
     
  3. Marcileia

    Marcileia Usuário

    Já conhecia o poema Meus Oito Anos. Casimiro de Abreu é o nome de escola aqui da cidade. Mas não ligava uma coisa à outra...
    Bonito mesmo Paulo Autran declamando Meus Oito Anos.
    Eu lembro muito que esse poema sempre era declamado nos concursos de poesias do colégio...
     
  4. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Dos poemas mais belos na língua portuguesa, três dos meus cinco preferidos são do Casimiro de Abreu.​
     

Compartilhar