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Canções da Terra Média

Tópico em 'De Fã Para Fã' iniciado por Fëauryg Felagund, 1 Jan 2005.

  1. Da canção dos Ainur


    Em tempos longínquos, passados,
    moldados em templos do espaço,
    ecoou música; bela música, eterna,
    régia música que preencheu as terras
    E vibrou;


    e Manwë soou nobremente
    suas trombetas, saudando Eru
    eternamente; e o verbo da mente
    se fez som, cingiu tom ao de forma
    ausente; e nos céus as águias guinchavam,
    planavam sobre o vale oculto de Gondolin;
    e assim as brancas nuvens sorriam nos cumes
    congelados e voavam em poesia nos ares sem fim


    e Varda jorrou de seus lábios
    melodias luzentes que a todos
    guiavam; fulgiam as palavras
    e fulgia o pó de prata em suas mãos,
    que se espalhava na solidão da noite
    em chuva de orvalho brilhante; e lá
    estava a foice dos Valar, e Menelmacar,
    e os elfos a despertar sob o céu e o mar


    e Ulmo entoou seu cântico
    profundo, oriundo das mansões
    marinhas, das cristalinas frações
    do mundo; e das fontes matutinas
    o murmúrio se ouviu, sorriu a onda
    de Ossë em muitos matizes saudando
    do entardecer o sol que vai partindo
    sobre imenso mar perene refluindo...


    e de Yavanna brotou a sinfonia
    da terra nutrida, nutrida da água
    e afagada ao ar; e além, as sementes
    surgiam dormentes no seio de Arda;
    E altas se erguiam as árvores sagradas
    no solo de Valinor; e as florestas ao sol,
    com seus pastores, as dores do duro machado
    no caule; e os animais a pulsar sobre a madre


    e Aulë forjou nos acordes
    sons das profundezas terrestres;
    E faiscaram vislumbres de jóias
    trabalhadas, adornadas de cores
    várias, e as luzes sacras das silmarils
    riscando a história das eras; e as velhas
    serras formando cem baluartes de cal
    e pedra: as moradas pétreas dos anões


    e o velho Námo ecoou
    os presságios de tempos
    vindouros, de sangue e tesouros,
    de terríveis agouros e feitos grandes;
    E os mortos acudindo em bandos
    às Moradas de Mandos, e de Vairë
    as telas com mil pesarosos contos
    e uma peça de amor infinito em Ëa


    e a triste Nienna lamentou
    as dores do mundo, os azares
    e sulcos profundos dos corações;
    E chorou lágrimas pelos aflitos,
    pelos tantos conflitos, por pobres
    e ricos e pela sorte errante do homem;
    E com vinho melancólico regou o chão
    e na humanidade floresceu a compaixão


    e Oromë desbravou suas canções
    de poder ante todos; e distante surgia
    grande luz a cavalo e uma nota bravia
    aquecendo os corações; e as feras tremiam
    e tremiam os campos sob os pés do cavaleiro
    branco; na escuridão então passava o fogo
    qual raio indomável, armado soldado de Eru;
    de oeste a leste passando, e do norte ao sul


    e Melkor manifestou sua rebeldia,
    com fumaça cobriu noite e dia,
    das estrelas acima as fez sombrias,
    e congelada a bela água a qual corria;
    De Telperion e Laurelin, sangue caía
    rubro, as silmarils as levou em furto
    e inúmeras guerras criou no mundo;
    E lágrimas rolaram, de pais e de filhos
    pelos gritos de coragem sufocados;
    E eis vazio e prisão, e findou-se a canção.


    *****

    Autor: Bruno Neves
     
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    *****

    Do nascimento dos elfos

    Rugia vento em alvoroço
    e bailava dentre as vivas
    sardas salpicadas no rosto
    do céu: eterna noite acima

    Era noite, e cresciam trevas
    sob as réstias das estrelas
    virgens; e nelas mil feras
    corriam livres sob as trepadeiras

    Era noite antiga, noite fria,
    quando a luz de olhos élficos
    brilhou anterior à lua ou dia

    Quando dos eldalië a raça bela
    contemplou a régia abóbada
    deitada sobre prateada relva


    *****

    Autor: Bruno Neves Oliveira
     
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    *****

    Da Grande Viagem

    Por rio e mata passando,
    passando da terra ao mar;
    Bela é a vaca pastando,
    é bela a floresta acolá

    E Oromë cruzando em brasa
    monte e campina, e em trilha
    pelas encostas com toda raça
    esperançosa e de luz faminta

    Para onde vai o Anduin?
    Para onde, as águas sem fim?
    Para onde, para tão longe...daqui...

    E, além do oceano, em Valinor
    reluziram as areias de pérola
    frente aos vanyar, teleri e noldor


    *****

    (Autor: Bruno Neves Oliveira)
     
  4. Gostaram? Pretendo fazer mais, continuando a linha da história. Se alguém tiver sugestões de temas para os poemas, eu agradeceria muito.

    Bruno
     
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    De Daeron, O Menestrel

    I

    Ó daeron, daeron,
    por que cantas, por que cantas,
    nos bosques de Doriath?

    Ó daeron, daeron,
    por que com voz encantas
    as aves de Doriath?

    Ó daeron, teu canto
    é o grave, o acalanto suave
    dos recantos de doriath?

    Ó daeron, teus versos
    são vastos, são belos,
    são traços eternos de doriath

    II

    Ó daeron, daeron,
    por que amas, por que amas,
    a filha de doriath?

    Ó daeron, daeron,
    por que aos céus exclamas
    seu amor em doriath?

    Ó daeron, é tua canção
    só coração, só paixão
    a Lúthien de doriath?

    Ó daeron, teu amor
    é tua chaga, é tua amada
    a própria alma de doriath

    III

    Ó daeron, daeron,
    por que choras, por que choras,
    nos matas de doriath?

    Ó daeron, daeron,
    por que águas sem conta
    derramas em doriath?

    Ó daeron, já foi Lúthien
    embora, por que te demoras
    nas plagas de doriath?

    Ó daeron, vai avante,
    cruza beleriand e parte
    das frias tardes de doriath

    IV

    Ó daeron, daeron,
    a quem falas, o que falas,
    a tantas jardas de doriath?

    Ó daeron, daeron,
    onde ao leste desatas
    tuas mágoas de doriath?

    Ó daeron, de teu nome,
    teu cantar, quem lembrará
    dos sindar de doriath?

    Ó daeron, nos anais e runas,
    jazerá tua memória
    e de tua glória em doriath



    _________________

    Autor: Bruno Neves Oliveira
     
  6. Mith

    Mith This server is too busy!

    Seu trabalho é muito bom mesmo meu caro. :clap: Poderia estar entrando para o Clube dos Escritores!

    Bom, a não ser que não era necessário você postar mais de uma vez. Só em um post dá tudo. :mrgreen:
     
  7. Idril

    Idril Usuário

    Costuma-se fazer isso no CdE também, Mith. Porém, após comentários. :wink:
     
  8. Mith

    Mith This server is too busy!

    Mas estamos no De Fã para Fã. :mrgreen:
     
  9. Idril

    Idril Usuário

    Se o carta achou que assim é mais organizado, que dá ra localizar mais fácil as poesias, deixa ele, Mith querido. :mrgreen:
     
  10. Oi, gente. Já requisitei a entrada no clube, mas ainda não me mandaram nada. Então, resolvi postar aqui mesmo. Se estiver errado, eu tiro, tá bem?
     
  11. Dwarven grunt

    Dwarven grunt Usuário

    fica calmo bruno, deixa fluir, espera até que te aceitem no CDE, depois disso volta tudo pro lugar...
     
  12. Tudo bem, vou esperar então.
     
  13. meerah_vanya

    meerah_vanya Usuário

    Putz!!! Têm que te aceitar!!! Muito bom!!!
    Muito bom mesmo!! escreve logo um livro! :wink:
    E coloca lá na Internet pra gente poder comprar!!! :wink: :mrgreen:
     
  14. Rss...obrigado, vanya. Visite meu blog:
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    .

    Bem, ainda não aceitaram. Não sei em média quanto tempo demora isso...será que poderiam me dizer, e quem é o controlador disso?

    Olha, gente, enquanto ainda não aceitam, eu acabei fazendo outro poema...sobre daeron de novo, mas agora é ele quem canta, e não outra pessoa sobre ele.

    Que o pessoal que me desculpe, mas vou postar...hehehe
     
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    Dos lamentos de Daeron


    I

    Onde as estrelas forte brilham no céu?
    Onde as terras jazem dentre gaze e véu?
    E onde rubras pétalas ainda destilam mel...?

    Para onde, para onde se foi o meu amor?
    Para onde, para onde aquele homem a levou?
    Para onde, para quão longe, a minha andorinha voou?
    E para onde, pois, devo partir agora, e para onde eu vou...?

    II

    Mas quando, quando a beleza partiu dos bosques?
    E quando, quando se foi a certeza de minha sorte...?
    Mas quando, aqui, a primavera se foi e chegou a morte?
    E quando, em mim, brotou angústia e floresceu tão forte...?
    Quando, enfim, em que tempo abandonou-me ventura e acorde?

    Até quando, até quando lágrimas rolarão?
    E até quando, até quando as chagas persistirão...?
    Até quando, até quando eu vagarei a sós pelo chão?
    E até quando, então, minha esperança durará em vão...?
    Até quando, até quando por fim baterá meu coração?

    III

    Por quantas eras, quantas eras não voltará o dia?
    E por quantas eras não será minha voz ouvida...?
    Por quantas eras, quantas eras a floresta será fria?
    E por quantas eras tristes carregarei a minha sina...?

    Por quantas eras, ó Varda, será amarga e ingrata a minha trilha?
    E por quantas eras em Arda será minha runa em pedra escrita...?
    Por quantas eras, afinal, será lembrada...e cantada...a minha vida?


    Pois sou Daeron...de Doriath...



    _______________________

    (Autor: Bruno Neves Oliveira)
     
  16. Asmin

    Asmin Usuário

    nossa nossa!!! mtoo bomm!!! :D
    Você tem talento menino!!!!!! Um livro ia ser uma ótima idéia mesmo!!
    =*
     
  17. *Isil*

    *Isil* Usuário

    Nossa, ficou muito bom mesmo!!! Como vc consegue escrever desse jeito!! Tá muito show!!!!!! :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:
     
  18. Arnostalion ¥

    Arnostalion ¥ Usuário

    Tá muito bom cara, agora descobri porque tuas charadas no "Adivinhas no Escuro" são tão complicadas :mrgreen:. Faz logo um livro ai e coloca pra vender.
     
  19. *Isil*

    *Isil* Usuário

    É, faz um livro, mas pro pessoal da Valinor vc faz desconto, OK?!! :wink:
     
  20. Hahahah...quem sabe...mas ainda tenho que fazer muitos mais poemas para colocar em um livro. Mas, como disse: quem sabe...?

    Bem, mas ninguém me respondeu ainda: quanto tempo demora para se ser admitido em um grupo? E quem é que controla isso?

    Obrigado a todos
     

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