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Autor da Semana William Blake

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Éomer, 26 Set 2011.

  1. Éomer

    Éomer Well-Known Member

    William Blake (1757-1827)


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    Nascido em Londres a 28 de novembro de 1757 e falecido em Londres a 12 de agosto de 1827 William Blake é uma das grandes vozes da poesia inglesa do século XVIII, sendo considerado um dos maiores poetas românticos. Além de escritor, foi também pintor, impressor e um dos mais importantes gravadores da história da Inglaterra, tendo feito gravuras para o Livro de Jó (Bíblia) e para A Divina Comédia , de Dante Alighieri, trabalho que foi interrompido com a sua morte. Místico e vidente, sua obra foi profundamente marcada pela religião.

    Segundo Alberto Marsicano, como vidente Blake "vislumbrava diretamente o mundo espiritual. Seu conhecimento não advém de preceitos ou codificações religiosas, mas da observação direta. O profundo saber que Blake nos infunde através de seus poemas iluminados e pintura surge de espantosas visões e conversas com Anjos e Demônios. Em O Casamento do Céu e Inferno (sua principal obra), William Blake, com sua visões de iniciado Druída (sua obra é sem sombra de dúvida vinculada a tradição céltica) denuncia o engano das concepções religiosas correspondentes, que em seu redutor sistema binário, insistem em opor Céu & Inferno".

    Blake viveu num período significativo da história, marcado pelo Iluminismo e pela Revolução Industrial na Inglaterra. A literatura estava no auge do que se pode chamar de clássico "augustano", uma espécie de paraíso para os conformados às convenções sociais, mas não para Blake que, nesse sentido era romântico, "enxergava o que muitos se negavam a ver: a pobreza, a injustiça social, a negatividade do poder da Igreja Anglicana e do Estado.

    Segundo J.L. Borges, Blake era um dos "homens mais estranhos da literatura". Era com certeza um daqueles homens animados por aquilo que se chamou da "a chama santa da loucura" que muitas vezes se traduz em fanatismo, mas por vezes se traduz em genialidade.​


    Biografia


    Blake nasceu na "28ª Broad Street", no Soho, Londres (onde passou a maior parte da vida), numa família de classe média. Seu pai era um fabricante de roupas e sua mãe cuidava da educação de Blake e seus três irmãos.

    Seu pai, adepto do visionário Swedenborg, poupou-o da pedagogia oficial, incentivando a seguir seu próprio caminho e desenvolver seus dotes artísticos.
    Logo cedo a bíblia teve uma profunda influência sobre Blake, tornando-se uma de suas maiores fontes de inspiração.

    Desde muito jovem Blake dizia ter visões. As primeiras manifestações de vidência surgiram no futuro poeta aos quatro anos, quando vislumbrou a face de Deus na janela e deu um grito. Aos nove anos declarou ter visto anjos pendurando lantejoulas nos galhos de uma árvore. Mais tarde, num dia em que observava preparadores de feno trabalhando, Blake teve a visão de figuras angelicais caminhando entre eles e num descampado avistou Ezequiel calmamente sentado. Ao relatar estes fatos à mãe, acabou por levar uma surra.

    Alheio às escolas, leu Swedenborg, Jacob Boheme, Paracelso e livros de ocultismo, enquanto caminhava pelos campos e riachos de Bayswater e Surrey..
    Com pouco mais de dez anos de idade, Blake começou a estampar cópias de desenhos de antigüidades Gregas comprados por seu pai, além de escrever e ilustrar suas próprias poesias. Resolveu tornar-se um pintor, mas os altos custos desta arte fizeram-no optar pela técnica da gravura. Seu pai então levou-o ao atelier de Rylands, um dos mais renomados artistas da época, porém, ao fitar-lhe atentamente, Blake segredou ao pai: “Não gosto da cara deste homem, tem todo o jeito de quem vai morrer na forca”. E doze anos depois cumpriu-se a sua profecia.

    Passa a ler Spencer, os Elizabetanos, Locke, Bacon e Winnckelmann.

    Em 4 de agosto de 1772, Blake tornou-se aprendiz do famoso estampador James Basire. Esse aprendizado, que estendeu-se até seus vinte e um anos, quando, mestre em sua arte, começa a viver como gravurista. Segundo seus biógrafos, sua relação era harmoniosa e tranqüila. Conhece Catherine Boucher, com quem se casa a 18 de agosto de 1782.

    Em 1779, Blake começou seus estudos na The Royal Academy, uma respeitada instituição artística Londrina. Sua bolsa de estudos permitia que não pagasse pelas aulas, contudo, o material requerido nos seis anos de duração do curso deveria ser providenciado pelo aluno.
    Este período foi marcado pelo desenvolvimento do caráter e das ideias artísticas de Blake, que iam de encontro às de seus professores e colegas.

    Em 1782, após um relacionamento infeliz que terminou com uma recusa à sua proposta de casamento, Blake casou-se com Catherine Boucher. Blake ensinou-a a ler e escrever, além de tarefas de tipografia. Catherine retribuiu ajudando Blake devotamente em seus trabalhos, durante toda sua vida.

    Em 1784, associa-se a James Parker e abre um atelier de impressão. Imprimia seus livros como fazia suas gravuras. Os textos vinham sempre acompanhados de ilustrações e o autor fazia questão de diferenciar uma cópia da outra, tomando cada uma um exemplar único.

    Do Livro de Urizen, existem seis reproduções diferentes que, embora possuindo o mesmo texto, diferem quanto à coloração e ilustrações. Independente dos preconceituosos editores de sua época, gravava e imprimia livremente seu trabalho, através de minucioso domínio técnico da arte da gravura, da qual foi um revolucionário. Em 1787, desenvolve um método totalmente novo de prensagem que, além de outras inovações, permitia utilizar todos os matizes de cor possíveis. Este insólito processo, denominado “Impressão iluminada”, foi realizado inspirado numa visão do espectro de seu falecido irmão Robert, que revelou-lhe então o bizarro engenho.

    Em 1800, deixa Londres e parte para Felphan, no condado de Sussex, lá desenvolve o poema “Milton” e inicia uma série de gravuras encomendadas por William Hayley, com quem acabará por se incompatibilizar.

    A Inglaterra entra em guerra com a França, e uma onda de patriotismo varre o pais. O poeta envolve-se numa discussão com um soldado, e é levado à corte sob a acusação de agressão e de proferir injúrias, sendo absolvido em 1804. Após este desagradável incidente, retorna a Londres, onde decide entregar-se totalmente à arte, pois pensa ter aprendido com Hayley a maneira de enriquecer às custas do próprio trabalho. Porém, logo desilude-se e enfrenta uma de suas maiores crises financeiras.

    A pedido do gravurista Gromek, ilustra “The Grave” que, sob seus protestos, será gravado por Schiavonetti. Por uma mísera quantia, o desonesto Gromek adquire os desenhos do poeta, feitos especialmente para os “Canterburry Pilgrims”, de Chaucer, e os descreve (ou provavelmente os mostra) a Stothard, que criará suas gravuras inspirado nestas informações. Os “Canterbury Pilgrims”, de Stothard, são expostos com grande sucesso de público e crítica. Gromek então envia uma carta insultuosa a Blake.

    A 19 de malo de 1809, o poeta expõe seus “Canterbury Pilgrims”, originais. mostra que recebe um discreto número de pessoas e torna-se alvo de uma terrível crítica do periódico “The Examiner”. Blake, sentindo-se desprezado e injustiçado, continua a escrever “Jerusalém” e modifica o título do poema “Vala” para “Os Quatro Zoas”.

    Em 1812, exibe seus trabalhos na Associação dos Aquarelistas e, entre graves problemas financeiros, sobrevive graças às ilustrações que faz para o catálogo das porcelanas Wedgwood. O poema “Jerusalém”, finalizado em 1812, é muito bem recebido nos meios culturais e, cercado pelos amigos e jovens artistas admiradores de sua obra, passa seus últimos anos, morrendo em 1827, quando iniciava a impressão de seu “Dante”.​


    Trabalhos


    Blake escreveu e ilustrou mais de vinte livros, incluindo "O livro de Jó" da Bíblia, "A Divina Comédia" de Dante Alighieri (trabalho interrompido pela sua morte), além de títulos de grandes artistas britânicos de sua época. ​


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    BLAKE - Ilustração para o livro de Jó


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    BLAKE - Dante e Virgílio nos portões do Inferno




    Muitos de seus trabalhos foram marcados pelos seus fortes ideais libertários, principalmente nos poemas do livro Songs of Innocence and Songs of Experience ("Canções da Inocência e da Experiência"), onde ele apontava a igreja e a alta sociedade como exploradores dos fracos.

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    W. Blake - Songs of Innocence and Of Experience

    No primeiro volume de poemas, Canções da Inocência (1789), aparecem traços de misticismo. Cinco anos depois, Blake retoma o tema com Canções da Experiência estabelecendo uma relação dialética com o volume anterior, acentuando a malignidade da sociedade. Inicialmente publicados em separado, os dois volumes são depois impressos em Canções da Inocência e da Experiência, revelando os dois estados opostos da alma humana. O que podemos ver nesses dois fragmentos selecionados, a alegria e inocência do jovem menino em contraposição a desilusão do velho bardo.​


    Songs of Innocence - Introduction

    Piping down the valleys wild,
    Piping songs of pleasant glee,
    On a cloud I saw a child,
    And he laughing said to me:

    ``Pipe a song about a Lamb!''
    So I piped with a merry chear.
    ``Piper, pipe that song again;''
    So I piped: he wept to hear.

    ``Drop thy pipe, thy happy pipe;
    Sing thy songs of happy chear:''
    So I sung the same again,
    While he wept with joy to hear.



    Pelos vales entoando a sorrir
    A suave e feliz melodia
    Numa nuvem um menino vi surgir
    que falando alegremente me pedia

    Toca a canção do cordeiro!
    A toquei com alegria e encanto
    Toca outra vez, toca ligeiro!
    Toquei e não conteve o pranto

    "Deixa a tua gaita contente,
    canções feliz irradia".
    Toquei de novo pungente
    ele chorou de alegria



    Songs of Experience - The Voice of Ancient Bard

    Youth of delight, come hither,
    And see the opening morn,
    Image of truth new-born.
    Doubt is fled, and clouds of reason,
    Dark disputes and artful teasing.
    Folly is an endless maze,
    Tangled roots perplex her ways.
    How many have fallen there!
    They stumble all night over bones of the dead,
    And feel they know not what but care,
    And wish to lead others, when they should be led.



    Alegre Juventude, vem cá,
    E contempla o amanhecer,
    Imagem da verdade recém-criada,
    Dissiparam-se as dúvidas e as névoas da razão,
    As árduas disputas e os terríveis tormentos.
    De emaranhadas raízes que embaraçam os caminhos.
    Quantos ali já tombaram!
    Eles tropeçam todas as noites nos ossos dos mortos,
    E sabem que ignoram a tudo a não ser o medo,
    E querem guiar, quando na verdade deveriam ser
    [guiados.

    Um de seus mais belos poemas e também um dos mais conhecidos, The Tyger, faz parte de Songs of Experience.

    The Tyger

    Tyger, Tyger, burning bright
    In the forests of the night,
    What immortal hand or eye
    Could frame thy fearful symmetry?

    In what distant deeps or skies
    Burnt the fire of thine eyes?
    On what wings dare he aspire?
    What the hand dare seize the fire?

    And what shoulder, & what art,
    Could twist the sinews of thy heart?
    And when thy heart began to beat,
    What dread hand? & what dread feet?

    What the hammer? what the chain?
    In what furnace was thy brain?
    What the anvil? what dread grasp
    Dare its deadly terrors clasp?

    When the stars threw down their spears
    And water'd heaven with their tears,
    Did he smile his work to see?
    Did he who made the Lamb make thee?

    Tyger, Tyger, burning bright
    In the forests of the night,
    What immortal hand or eye
    Dare frame thy fearful symmetry?

    Tigre! Tigre! Luz brilhante
    nas florestas da noite,
    Que olho ou mão imortal ousaria
    Criar tua terrível simetria?

    Em que céus ou abismos
    Flamejou o fogo de teus olhos?
    Sobre que asas ousou se alçar?
    Que mão ousou esse fogo tomar?

    E que ombro & que saber
    Foram as fibras do teu coração torcer?
    E o primeiro pulso de teu coração
    Que pé ou terrível mão?

    Que martelo, que corrente?
    Que forno forjou tua mente?
    Que bigorna? Que punho magistral
    Captou teu terror mortal?

    Quando os astros arrojam seus raios,
    cobrindo de lágrimas os céus,
    Sorriu ao sua obra contemplar?
    Quem te criou o cordeiro foi criar?

    Tigre! Tigre! Luz brilhante
    Nas florestas da noite,
    Que olho ou mão imortal ousaria
    Criar tua rerrível simetria?



    William Blake expressa sua recusa ao autoritarismo em Não há Religião Natural e Todas as Religiões São Uma Só, textos em prosa publicados em 1788.

    Em 1790, publicou sua prosa mais conhecida, O matrimônio do Céu e do Inferno (The Marriage of Heaven And Hell), em que formula uma posição religiosa e política revolucionária na época: "a negação da realidade da matéria, da punição eterna e da autoridade". Nesse trabalho ele nos dá suas próprias concepções a respeito do que são o Bem e o Mal.​


    Provérbios do Inferno

    (excertos de o "Matrimônio do Céu e Inferno)


    No tempo de semeadura, aprende; na colheita, ensina; no inverno, desfruta.


    A Prudência é uma rica, feia e velha donzela cortejada pela Impotência.


    O tolo não vê a mesma árvore que o sábio vê.


    As horas de insensatez, mede-as o relógio; as de sabedoria, porém, não há relógio que as meça.


    Se persistisse em sua tolice, o tolo sábio se tornaria.


    A nudez da mulher é a obra de Deus. ​



    Em 1794 publica o Livro de Urizen. De acordo com Alberto Marsicano "Urizen simboliza o profundo engano que, segundo Blake, reside essencialmente no dualismo, na completa incompreensão da eterna unidade dos contrários. Este desconhecimento manifesta-se principalmente no desgarramento humano das forças vitais e na separação estabelecida pelo homem e o cosmos. O Livro de Urizen descreve esse antagonismo fundamental , surgido entre Urizen e Os Eternos, as forças cósmicas da natureza."

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    William Blake - Ilustração para "O livro de Urizen" ​



    O LIVRO DE URIZEN - CAP I

    Olhe! Voraz a treva irrompe
    Terrível sobre a Eternidade!
    Estranha, estéril, escura e execrável;
    Que Demônio teria engendrado este ermo
    Este vácuo que arrepia as almas?
    Alguns responderam:
    "É Urizen", arredio e retirado
    Secretamente tramando o tenebroso poder.

    Os tempos dividiu dimensionando
    Espaço por espaço em suas sombrias trevas;
    Ocultas e invisíveis, surgiram as mutações
    Qual montanhas furiosamente fustigadas
    Pelas negras rajadas da perturbação.


    Pois lutara em sangrentas batalhas
    Sinistros conflitos com formas
    Surgidas de seu desolado deserto
    De animal, ave, peixe, serpente e elemento
    Combustão, explosão, vapor e nuvem.

    Rodopiava em silente atividade
    Oculto nos tormentos das paixões;
    Uma ação desconhecida e assustadora
    Uma sombra que se autocomtempla
    Empenhada em feérico esforço.

    Os Eternos vislumbraram suas vastas florestas
    Era após era permaneceu só e recolhido
    Meditando no petréo e infindável abismo.

    E o sinistro Urizen, seus pérfidos horroses engrendou.
    Seus dez milhões de trovões dissemimam-se em assustadoras formações
    Através do tenebroso mundo e o ruído das rodas
    Como os furiosos mares, ressoa nas nuvens, nas alvas colinas e nas montanhas de granizo e gelo
    Ecoantes vozes do terror
    Reverberam como trovões de outono
    Enquanto as nuvens se inflamam sobre a ceifa.

    (Tradução de alberto Marsicano)​




    Apesar de seu talento como ilustrador de grandes obras, o trabalho de gravador era muito concorrido em sua época, e os livros de Blake eram considerados estranhos pela maioria. Devido a isto, Blake nunca alcançou fama significativa, vivendo muito próximo à pobreza.


    Bibliografia


    Poetical Sketches (1783)
    There is no Natural Religion (1788)
    All Religions Are One (1788)
    Songs of Innocence (1789)
    Book of Thel (1789)
    The French Revolution: A Poem in Seven Books (1791)
    A Song of Liberty (1792)
    The Marriage of Heaven and Hell (1793)
    Visions of the Daughters of Albion (1793)
    America, A Prophecy (1793)
    Songs of Experience (1794)
    Songs of Innocence and of Experience (1794)
    Europe, a Prophecy (1794)
    The Book of Urizen (1794)
    The Song of Los (1794)
    The Book of Ahania (1795)
    The Book of Los (1795)
    Night Thoughts (1797) (ilustrações)
    Milton (1804)
    Grave (1808)
    Everlasting Gospel (1818)
    Jerusalem (1820)
    The Ghost of Abel (1822)
    Dante's Divine Comedy (1825) (ilustrações)
    O livro de Jó da Bíblia (1826) (ilustrações)
     
    Última edição por um moderador: 10 Out 2011
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  2. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Re: Autor da Semana: William Blake

    Parabéns pelo tópico, aniversariante! Meu inglês não é uma coisa que se diga: "minha nossa como o inglês dele é bom", mas dar pra enganar, mas os poemas ficam melhor no original.
     
  3. Eruanno Ifindë Sardillon

    Eruanno Ifindë Sardillon Aspirante a Istar

    Já conhecia algumas ilustrações do Blake que achei legais, poesia estou vendo pela primeira vez... Da literatura dele não gostei, preferi seu tópico que ficou sensacional! :joinha:

    - - - Updated - - -

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  4. Calib

    Calib Visitante

    Do William Blake, gosto particularmente deste poema


    Que foi musicado pela Loreena McKennitt e declamado por alguém cujo nome esqueci, mas tem uma voz bacana:
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  5. Sejong

    Sejong Óculos Torto

    Se alguém quiser traduzir o poema O Tygre de William Blake, iria abrilhantar ainda mais o tópico. Mas convenhamos uma coisa: se postarem mais poemas de Blake, postem em português, para maior alcance. Senão daria a alguém que tenha tendência à ser desconfiado contra tudo, a impressão de panelinhas cults como reação contra os mais imaginários do que verossímeis pseudo-cluts.
     
    Última edição: 20 Abr 2013
  6. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Apesar de concordar com você sobre a necessidade de disseminar Blake... bem, a força dele está justamente no uso que ele faz da sua língua nativa. Não duvido que um tradutor incrível conseguiria fazer um ótimo trabalho, mas Blake era pro inglês o que Bilac foi para o português - e na tradução, algo sempre se perde, infelizmente.
     
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  7. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Além da tradução dO Tygre já postada no primeiro post,
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    as traduções do Augusto de Campos e do José Paulo Paes.
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    tem um artigo bem legal sobre a tradução do Campos;
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    também. E, por fim,
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    você encontra as três traduções já citadas mais a do Vasco Graça Moura, de Portugal.
     
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  8. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Lá no escamandro, duas postagens que focam, além do poema do Tygre, o correlato dele no Canções da Inocência, que é o do Cordeiro:

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    ;
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    .


    Além das análises muito pertinentes, há uma ótima seleção de traduções alheias que ajudam a redimensionar a obra.

    No blog do Ivo Barroso, existem postagens bem legais também sobre Blake:
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    . Destaco o texto
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    , onde, no final, ele comenta uma tradução de um leitor do blog também para o poema do Tygre.

    No blog do Claudio Willer, consolidado tradutor da geração Beat, também uma postagem sobre o tão célebre poema:
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    . (@Éomer , acho que você vai gostar dessa curta postagem aqui:
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    ).

    E por fim, pois não tenho certeza se ela ainda foi citada, a tradução do Vizioli, no final do texto:
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    .
     
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