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Tio de Tom Bombadil?

Tópico em 'J.R.R. Tolkien e suas Obras (Diga Amigo e Entre!)' iniciado por G. Asaph, 2 Dez 2017.

  1. G. Asaph

    G. Asaph O Fenrir

    Tom Bombadil é mais antigos que os rios mas nas Aventuras de Tom Bombadil no 7 capítulo ele diz que o Troll está roendo o osso de seu tio(ele acaba chutando o Troll e entortando o pé). Se ele é tão antigo como possui um tio? Existem teorias que ele é um Maia ou um espírito da natureza, talvez seja alguém que ele conheceu e ficou íntimo porém pelo menos eu não imagino alguém chamando o outro de tio para mostrar apreço, talvez irmão...
     
  2. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Bem, o poema aonde se menciona Tim, no título original "The Stone Troll", foi criado por Sam e guardado no livro vermelho. A única referência conhecida
    aonde o nome aparece é neste único texto que é recitado para Aragorn. Tim seria uma invenção lúdica do poeta (Sam) apresentando-se para os amigos. Outros elementos de Sda também foram planejados da mesma forma, como o caso do próprio Tom que teria sido introduzido por Tolkien para efeito de imaginação e diversão além de fazer parte da história. Todavia Tim aparece apenas por meio Sam e não é de fato um personagem real.

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  3. G. Asaph

    G. Asaph O Fenrir

    Obrigado, li 2 vezes estou de ler a 3 em inglês. Obviamente sabia que a maioria é mais poética mas já que se tratava do Bombadil no livro as aventuras de Tom Bombadil achei alguns deveriam ser acontecimentos em forma de poesia, na vdd torcia para isso(conhecer mais do personagem). Tlg que o Sam escreveu uma mas N me lembrava que era essa...
     
    Última edição: 2 Dez 2017
  4. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Disponha, sabe-se que existe resíduo criativo na obra inteira apontando para uma época em que pudesse haver bem mais raças lendárias em Tolkien. Porém em SdA as raças verdadeiras já estão mais consolidadas que no Hobbit. Outras citações na obra incluem Sylphs, Driads, Mermaids, etc... Esses seres lendários criam um espaço para incluir tipos como o Tim na forma de poesia e ainda outros lugares mais ocultos que Tolkien não terminou de explicar (Moria). De todo modo há pontos cinzentos em Tolkien que é aonde a imaginação de Sam explora. É onde o véu é mais fino e a realidade e a imaginação não são tão estranhas uma a outra.
     
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  5. Ilmarinen

    Ilmarinen Usuário

    Vale lembrar aqui, @Neoghoster Akira ... o próprio artigo diz "mais provavelmente" o que deixa implícito o fato de que não há COMO saber mesmo a verdade exata sobre o assunto...e vale a pena lembrar...o poema é feito pelo Samwise no contexto da diegesis do SdA mas, no contexto da vida do autor, o poema foi feito muito antes de SdA ser concebido e do personagem do Samwise existir, em um cenário em que Tom Bombadil ainda não fazia parte do Legendarium...Sugerindo que a natureza exata do Tio Tim pode ser algo inteiramente diverso do esperado e, talvez, BEM MAIS sério do que uma piada dos hobbits, se a presença dele no poema do Samwise sugere que ele teria sido "recepcionado" do ordenamento "mítico" anterior em que estava inserido assim como a canção folclórica de Malbeth continha o segredo das mãos curativas de Aragorn ungidas pelas athelas.
     
    Última edição: 19 Jun 2018
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  6. Giuseppe

    Giuseppe Eternamente humano.

    Se o Tom Bombadil já era uma figuraça imaginem o tio dele (se houvesse um tio). O Tio Bombadil seria mais doido que o Pernalonga e o Pica-Pau juntos. Não cheguei a ler As Aventuras de Tom Bombadil.
     
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  7. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque


    É bem a cara de Tolkien. :) Tendo em vista que ora ele transplante elementos de outro tempo (Ex: espingarda de pressão, etc...) ora transplante partes de outros espaços (ex: resíduos de trabalhos e motivações anteriores) é válido que o poema assombre mais profundamente do que a simples abertura que Tolkien permita para a imaginação.

    Havia no imaginário Hobbit um lugar reservado no qual as lendas flertavam com os fatos como no caso dos boatos batidos de fadas cruzando com o povo pequeno. E conquanto nisso tudo houvesse a mentira (ou mesmo cruzamento intencional de mundos) nessa lenda também é verdade que o que havia de verdade no conto poderia, logicamente, ter origem em seres reais raros como os elfos numa perspectiva mais limitada e apresentada sob a visão lúdica da poesia.

    Em especial, este autor era muito ciente de como se comportava a evolução popular nas mitologias como ocorre nesse poema e de algum modo a criatividade de Sam (e do condado já que ele é quase um embaixador do Condado) naquele momento é ao mesmo tempo a criatividade de Tolkien. Sam, em particular, tem uma mentalidade média hobbit que seria bem capaz de fazer ao "gosto do condado" tudo mais que fosse estrangeiro. Se Bombadil não tinha genealogia conhecida a ele lhe pareceria engraçado se um "tio de Bombadil" existisse. O apreço (quase um esporte) pelas árvores de famílias que dizia muito sobre hobbits e pouco sobre Bombadil. Da parte de Tolkien o comportamento de Sam lembra uma pontinha do desejo dele de construir um patrimônio inglês de mitologia. Bombadil é estranho e estrangeiro e ficaria mais tratável com os modos hobbitescos.
     
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  8. Ilmarinen

    Ilmarinen Usuário

    E vale aqui lembrar: qual é MESMO, em termos de "tipo" de "estória", que é o outro poema da coletânea do Bombadil sem correspondência óbvia mítica no Legendarium e a que ele (o poema) fazia alusão "criptografada" ao ponto de ser "bombadiliano" e "silmarilliano" ao mesmo tempo, uma coisa que foi discutida em OUTRO tópico...lembrando que Tolkien disse que Melkor havia pervertido vários dos maiar rebeldes com "dádivas traiçoeiras" (Annatar, anyone?).

    Olha uma "dádiva traiçoeira" aí nessa cena do A Lenda Neoghoster. :ruiva::devil::coelho::bruxa::chocolate::cafe::ideia::ideia::xmas:

    E também vale dizer...o The Book of Lost Tales I traz uma figura "Bombadiliana" que é uma espécie de cruzamento de Pã com Flautista de Hamelin e Peter Pã(n)...com uma PORRADA de paralelos interessantes com o Tom Bombadil, pra começar a origem incerta, já que Tolkien deu PELO MENOS 3 versões alternativas da sua natureza e raízes nos manus-cri(s)tos do Livro dos Contos Perdidos...o tal era o TIN(M?) fang Warble...

    Quanto à seriedade da leitura possível que o poema A Noiva Sombra fazia taí como foi
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    adicione-se isso:

    E quem é (simbolegoriza) a "Lili"(tch(!)- vcs inda numdivi(n)nharam???:ruiva::devil::cheer::xmas::bruxa::coelho::gato::slow::ping::squid::sacou::sacou::sacou::chibata:) de A Lenda-Legend?

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    --- Mensagem Dupla Unificada, 25 Jun 2018, Data da Mensagem Original: 25 Jun 2018 ---
    @Deriel @ana @Rufgand @Lew @Thor @Fea podem querer conferir isso

    Legenda
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    'Dance with me my former lover, let us dance the Music of the Night".

    ( Dance comigo meu outrora amado, vamos dançar a Música da Noite...

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    E agora com um look e uma pegada mais pelospalpospapável
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    E arremata com isso

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    E ISSO pq Music of the Night sem Sarah Brightman... mesmo que eu tenha que aguentar o dano colateral do Antônio Banderas...

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    Última edição: 27 Jun 2018
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  9. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Curti bastante esta nota sua sobre as fadas e o Tom (Fay).

    Tempo atrás eu topei e coloquei em um desses inúmeros tópicos de Bombadil com uma lista bem grande de criaturas (se não me engano deve ter sido encontrada no Lotrplaza) em que os fãs foram especulando e citando nas próprias teorias do que seria a verdadeira identidade de Tom e dentre elas tinham personagens do tipo "Fay" (reino feérico) presentes inclusive nos contos Hobbits.

    Se pegar a questão pelo ponto de vista do "Tolkien first love" (primeiro amor de Tolkien) para a criação do Tom (jogar no google) aonde aparecem na pesquisa termos como "Edith" e "Linguagem" a separação e semelhança que existem entre os discursos de Tom e de Tolkien (ou daquilo que Tolkien fala usando a voz de Bombadil) na obra e fora dela dão a entender que o personagem virou uma espécie de compósito ou fusão do desejo íntimo do autor, do desejo do mito original, do desejo dos filhos e tudo amarrado com a característica ambígua do "fay folk". Quer dizer, ele se divertia em querer e não querer explicar, como um "trickster". Dentro do terreno da sugestão, o trabalho dele é como um arquiteto aonde o texto se apresenta como um parque temático para a mente. É de se pensar que desenhar um amor sublime também supõe conhecer as deturpações e dubiedades desses amores. Bombadil se sente a vontade no terreno dúbio.

    Sobre lendas celtas, estou devendo ver esse filme ainda, oque fiz de próximo disso foi que sábado eu dei uma espiada por acaso no seriado Camelot (2011) que tem passado na Bandeirantes (talvez eu continue já que a fotografia estava bonita), mas tem passado num horário para lá de ingrato, 4 AM. Em contrapartida comecei um seriado antigo que tem uma vibe de Fantasma da Ópera que é o "A Bela e a Fera" de 1987 com a Linda Hamilton com a atração da donzela pelo monstruoso. (Curioso ver nomes como o GRR Martin). Já no segundo episódio da série tem uma linha interessante sobre a necessidade do público por arquétipos, que "mesmo em tempos modernos nas cidades grandes as pessoas continuam a procuram por heróis e vilões". Se aplicar isso no Bombadil dá pra entender que ele colocaria um personagem assim para preencher a necessidade de algum arquétipo.
     
    Última edição: 25 Jun 2018
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