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Tauriel e outras mudanças do filme: análise na Folha

Tópico em 'O Hobbit - os Filmes' iniciado por Administração Valinor, 13 Dez 2013.

  1. Administração Valinor

    Administração Valinor Administrador Colaborador

    Pra quem não teve paciência de ler minha gigantesca resenha do filme ou ficou com medo dos spoilers, de repente vale a pena dar uma lida abaixo na análise da comparação livro versus filme que fiz pra edição de hoje da Folha de S.Paulo.

    Sinceramente, recuso o rótulo de purista — tanto que gostei da Tauriel e até cito os precedentes pro papel dela na obra. Bem, vejam por si mesmos, gente bonita.

    ————

    REINALDO JOSÉ LOPES

    COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

    Em “A Desolação de Smaug”, o time de roteiristas liderado por Peter Jackson, basicamente o mesmo que trabalhou nos três filmes da série “O Senhor dos Anéis”, acabou criando a narrativa que, por enquanto, mais se distancia dos livros de J.R.R. Tolkien quando comparada aos outros capítulos das duas trilogias.

    Por incrível que pareça, a mudança mais comentada e lamentada pelos fãs dos livros, a “invenção” da elfa guerreira Tauriel, está longe de ser a mais intrusiva. O professor de literatura americano Corey Olsen, especialista na obra de Tolkien, costuma brincar que dois cromossomos X não são vistos juntos em nenhum momento do livro “O Hobbit” (é sério: não há nenhuma mulher, elfa ou anã na ação da obra), e a criação de Tauriel para o cinema decerto foi vista como uma concessão inevitável para o público feminino.

    Para quem torceu o nariz para as proezas bélicas da moça, vale lembrar que há precedentes nos textos do próprio Tolkien – no livro póstumo “Contos Inacabados”, por exemplo, ele retrata a elfa Galadriel, a etérea rainha de “O Senhor dos Anéis”, pegando em armas para defender seu povo. E outro aparente sacrilégio (atenção para o spoiler!), o flerte entre Tauriel e o “anão gatinho” Kili (Aidan Turner), tem ecos da paixão platônica – quase adoração, na verdade – que o anão Gimli nutre pela própria Galadriel na Saga do Anel.

    Por que dizer, então, que este é o filme no qual Jackson e companhia mais tomaram liberdades com a sua fonte? Em grande parte, trata-se de uma questão de tom. O segundo filme captura relativamente pouco do bom humor do livro (e, quando a ideia é ser engraçado, Jackson opta pelo pastelão, no lugar da comédia mais sutil de Tolkien).

    Outro ponto importante é como “A Desolação de Smaug” retrata a transformação do hobbit Bilbo em herói. Na obra literária, o leitor sabe o tempo todo que a coragem de Bilbo está muito mais ligada à sua disposição de fazer a coisa certa mesmo morrendo de medo, enquanto os filmes não conseguem resistir à tentação de transformar o hobbit em espadachim, mesmo quando a coisa fica inverossímil.

    Coisa parecida se dá com o príncipe anão Thorin, um sujeito muito mais calculista e menos heroico no livro (exceto quando chega o gran finale do personagem). No geral, talvez o problema de Jackson seja que ele confia muito menos do que Tolkien na capacidade do espectador/leitor de captar sutilezas.

    Se há algo que compensa esses escorregões, é o magnífico dragão Smaug – não por acaso, o personagem cujas falas mais se aproximam do texto original.

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  2. Clara

    Clara Que bosta... Usuário Premium

    :yep:

    Foi isso o que pensei quando vi, na trilogia, a sessão de descarrego que o Gandalf faz no rei Théoden e o Faramir transformado num bunda mole correndo atrás do mimizento do pai.
    Sutileza de rinoceronte em loja de cristais. =/
     
  3. Grimnir

    Grimnir Usuário

    Depois de ter visto o filme, eu acho que Tauriel é o menor dos problemas.
     
  4. Imrahil

    Imrahil Kyknos kyknón

    Exato, Tauriel não compromete, foi exatamente o que eu escrevi!
     
  5. adrieldantas

    adrieldantas Relax and have some winey

    Eu também gostei da Tauriel.
     
  6. Grimnir

    Grimnir Usuário

    De todas as mudanças, a que eu menos gostei foi...

    o confronto entre os anões e Smaug. Parece que foi pensado para videogame:

    Objetivo 1) Atrair o dragão para as forjas
    Objetivo 2) Fazer o dragão cuspir fogo e acender as fornalhas
    Objetivo 3) Destortear o dragão
    Objetivo 4) Fazer o ouro fluir pelos canais
    Objetivo 5) Derrubar a estátua gigante de ouro melequento
     
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  7. Lissa

    Lissa Chocolatier Honoris Causa

    Eu achei bem colocado. Deu ação dentro de um contexto possível. Eu já tava até com medo dos anões fazerem os super heróis, já que o PJ resolveu dar super poderes pros elfos e até pro Bombur!
    O que eu não gostei da Tauriel foi o triângulo amoroso. Nada a ver com nada e totalmente contra um conceito básico dos elfos, que é o de não ficarem por aí paquerando a torto e a direito.

    Eu achei a participação dela bem pra encher linguiça, não compromete nem descompromete a história.
     
  8. Grimnir

    Grimnir Usuário

    @Lissa, o meu problema da cena dos anões contra Smaug é que o plano de Thórin é muito bizarro, confuso e cronometrado. Eu lembro que quando li o livro, fiquei decepcionado de Thórin não encara o dragão, mas acho que um pouco além da conta. Nada que estrague o filme, até pq, quanto mais demorava a cena em Erebor, mais eu via Smaug!

    Adorei "Kili like a Frodo e Tauriel like an Arwen". Essa dupla não acrescentou nada ao enredo. Como falei pra @Belle Vox: Menos romance e mais Beorn!
     
  9. Belle Vox

    Belle Vox Thranduil Oropherion: Badass !!

    uhauhauhauha! Tem até uma tag no Tumblr "Thorin, your plan sucks"
     
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  10. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Realmente, de acordo com os livros se eu fosse me colocar na difícil posição dos anões eu usaria uma idéia mais simples do que a de usar forjas:

    Se fosse para neutralizar o dragão eles teriam poucos recursos, um tempo curto e uma única chance e seria mais sutil atraí-lo para uma câmara e provocar algum grande desmoronamento (de preferência uma avalanche de rochas pesadas) numa porta e fechá-lo do outro lado igual ao que aconteceu em Moria quando o Balrog teve que fazer a volta. A partir daí Smaug poderia encontrar um buraco para sair de lá e ir atrás do povo do lago. Existem poucos planos possíveis e de baixo custo nessas situações.

    Sobre Tauriel eu já esperava que adicionassem alguém novo e importante no núcleo de Thranduil. É muito difícil ter que mostrar um rei e não incluir ou criar personagens novos relevantes a sua volta uma vez que reis obrigatoriamente possuem pessoas de confiança que ficam nas mesmas cenas, sempre pronto pra servir e nesse ponto o livro não seria suficiente.
     
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  11. Lizzie

    Lizzie Usuário

    No geral, eu gostei da personagem da Tauriel, é bem decidida e não deixa outros impedirem q ela faça o que quer (mesmo que seja o rei). Mas decidiram colocar esse triangulo amoroso totalmente aleatório, só tomando tempo que poderia ser usado para outras coisas e atrapalhando a história...mas imagino que deve ter algum impacto maior no próximo filme (?)
     
  12. Grimnir

    Grimnir Usuário

    Na minha opinião, Tauriel é útil por um motivo simples: Para explicar a mudança de comportamento de Legolas entre as trilogias. PJ escolheu que Legolas em O Hobbit um pouco parecido com o pai, em termos de arrogância. Mais importante que isso, Thranduil é claramente isolacionista, ignorando o que acontece além de suas fronteiras. Sem Tauriel, Legolas possivelmente perpeturaria esse comportamento - e isso não faria sentido com o Legolas que participada de A Sociedade do Anel.

    O que não justifica o romance ridículo. E é ridículo pq é forçado. Claramente alguém na equipe falou: "Temos que ter um romance. Um filme sem romance não é um filme de verdade".
     
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  13. Yulien

    Yulien Usuário

    Meu Deus, pra mim tava tudo bem se ocorresse algo como o Gimli e a Galandriel entre a Tauriel e o Kili, mas a Tauriel tava "correspondendo" ( pra mim pareceu isso), qual a necessidade de um triângulo amoroso entre dois elfos e um anão ME DIZ? A cada cena forçada disso eu me contorcia. Enquanto eles podiam der dado mais espaço em outras coisas...
     
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