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O Romantismo

Tópico em 'Música' iniciado por Spartaco, 30 Out 2012.

  1. Spartaco

    Spartaco Entre a genialidade e a loucura

    Como sabemos, a música erudita é classificada por períodos e estilos distintos, como o Barroco, o Classicismo, o Romantismo e o Modernismo, além da música contemporânea.

    Neste tópico gostaria de trocar idéias e informações a respeito de um dos períodos mais importantes da história da música: o Romantismo.

    Para iniciar, mencionarei algumas características que, para mim, são as mais significativas desse período:

    1º) A fantasia e a imaginação que são, por si mesmas, mais importantes do que os aspectos clássicos, como o equilíbrio;

    2º) A composição de formas musicais descontraídas e extensas, como o poema sinfônico, de miniaturas para piano, como o noturno, da canção erudita ("lied"), e da ópera, com tramas que abordam o indivíduo ou eventos em cenários exóticos;

    3º) A busca da identidade nacional, através do repertório da música folclórica;

    4º) Emancipação do compositor, pois liberto do antigo papel de servidor ou assalariado;

    5º) Aperfeiçoamento dos instrumentos;

    6º) Desenvolvimento dos concertos; e

    7º) Exaltação do virtuose.

    Coloquei certos aspectos esperando que os amigos foristas mencionem as suas opiniões sobre o assunto em pauta e abordem o que acham do Romantismo como período da História da Música, dizendo quais os compositores desse perído que mais apreciam, as respectivas obras, etc.

    Um abraço a todos.
     
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  2. Frederic Chopin ?

    As Polonaises... adoro!
     
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  3. Amon_Gwareth

    Amon_Gwareth Paragon

    vish, tópico com tema gigantesco. bom, começando pelo começo...vou dar uma complementada no post inicial para, de uma forma simplista, contextualizar algumas idéias.

    o período romântico foi uma reação ao período clássico, e representa uma ruptura em diversas aspectos estéticos da música. não vou entrar em detalhes técnicos, mas um exemplo que deixa bem clara a relação entre os dois períodos, é o da dissonância. impensável no classicismo, e explorada no romantismo.

    aí vc pergunta: pq utilizar a dissonância? o período clássico tem a profunda preocupação da música como forma, como harmonia perfeita. o período romântico possui uma preocupação em transformar a música numa linguagem de sentimentos humanos. a dissonância se encaixa perfeitamente para, por exemplo, criar momentos de desconforto, de tensão, de expectativa, de dualidade, de reproduzir alívio quando a harmonia clássica retorna...

    tomando como exemplo o trabalho que é considerado responsável por ter gerado a ruptura entre o período clássico e o período romântico: a sinfonia no 3 de beethoven.

    napoleão, sabidamente, inspirou profundamente diversos aspectos da arte, e na música não foi diferente. quais as diferenças básicas entre a sinfonia no 3 e os trabalhos famosos até então?
    - ela faz referência a um herói político real
    - possui um formato completamente caótico (na visão dos músicos da época), misturando até mesmo elementos fúnebres
    - possui harmonias pesadas, intensas e mais "emocionantes"
    - possui uma estrutura estética completamente diferente, mas não entrarei em detalhes
    - outras...

    a mais importante, creio, é a referência ao real, ao tangível. quando um compositor apresenta uma obra com algum cunho político, vc vê criada a possibilidade para amarração de idéias políticas na música, como ocorreu por exemplo no nacionalismo. logo após a 3a sinfonia, ocorreu todo aquele período controverso de transição.

    se isso é bom ou ruim, eu n sei. depois eu posto sobre o q eu acho do romantismo.
     
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  4. Calib

    Calib Visitante

    Em matéria de música, sou analfabeto.
    Se fosse romantismo literário, ainda... :hihihi:
     
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  5. Spartaco

    Spartaco Entre a genialidade e a loucura

    Agora gostaria de mencionar algo sobre uma das carcterísticas que coloquei acima, o aperfeiçoamento dos instrumentos.

    Como descrito no livro História da Mùsica Ocidental de Jean e Brigitte Massin, no século XIX desenvolveu-se consideravelmente o sentido musical do timbre e do colorido sonoro; e o timbre sonoro viria a tornar-se musical, sobretudo a partir de Beethoven e dos românticos.

    À diferença da orquestra barroca, baseada na primazia sonora das cordas, a orquestra clássica e romantica, graças às inovações mecânicas, pôde modificar a qualidade de sua sonoridade. O aprimoramente das técnicas de produção em geral e o conseqüente e gradual processo de industrialiazção de vários instrumentos, como o piano, o órgão, os sopros, sobretudo os metais, tiveram conseqüências, entre as quais as primeiras foram o aperfeiçoamento dos instrumentos que já existiam e a criação de outros. Graças às novas técnicas de fabricação, os instrumentos musicais tiveram as suas possibilidades aumentadas e sua execução facilitada.

    Na era industrial, máquinas e fabricantes cada vez mais especializados apoderaram-se da fabricação dos instrumentos. O século XIX foi assim o século de ouro da música instrumental, orquestral e sinfônica.

    O desenvolvimento das posibilidades de execução com instrumentos cada vez mais perfeitos permitiu que eclodissem de uma só vez uma música e uma técnica virtuosísticas como jamais se havia conhecido até então. A evolução do virtuosismo é contemporaneo ao perfeiçoamento dos instrumentos. O romantismo assinala o começo desse grande acontecimento.
     
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  6. Spartaco

    Spartaco Entre a genialidade e a loucura

    Caros amigos foristas,

    Gostaria esclarecer outra das carcterísticas citadas acima: desenvolvimento dos concertos.

    Trata-se do desenvolvimento de uma vida musical de concertos que, de maneira significativa, começou a atingir as grandes cidades européias; por exemplo, em Londres com a criação da Philharmonic Society, em 1813, Paris com a fundação, em 1828, da Société des Concerts du Conservatoire, e até nas cidades alemãs, tradicionalmente voltadas para a ópera, com o brilho da Gewandhaus de Leipzig e a Orquestra de Weimar, no tempo em que Franz Liszt foi Kapellmeister da corte do Grão-duque daquela cidade (entre 1842 e 1858).

    Desse modo, no período romântico, houve um fomento das apresentações em salas de concertos e, portanto, um desenvolvimento importante neste setor, que também possibilitou o aparecimento e a fama dos grandes virtuoses.
     
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  7. Spartaco

    Spartaco Entre a genialidade e a loucura

    Continuando, vejam que as características supra mencionadas se interrelacionam; como mencionei anteriormente, a evolução do virtuosismo é contemporânea ao aperfeiçoamento dos instrumentos.

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    Foi no início do século XIX, antes que esse processo houvesse avançado, que o mais brilhante dos virtuoses, Niccolò Paganini, fez sua fulgurante carreira; o fascínio que ele exercia era de tal ordem que se chegou a suspeitar que ele tivesse um pacto com o demônio.

    Assim, todos os virtuoses do piano romântico, Kalkbrenner, Moscheles, Thalberg e o próprio Liszt, foram estimulados pela tentação de rivalizar em seus intrumentos com Paganini. Isso não impediu que tais virtuoses do piano viessem a dominar o século com suas prodigiosas carreiras, transformando-se, assim, em verdadeiros astros, como ocorreu, no século XX, com as estrelas do cinema e do rock.
     
  8. Spartaco

    Spartaco Entre a genialidade e a loucura

    Como mencionei no início deste tópico peço aos amigos foristas que também gostam da música erudita, popularmente conhecida como música clássica, que coloquem aqui suas opiniões sobre o tema, mencionando os compositores do romantismo que mais gostam, as obras que apreciam e, se quiserem, coloquem suas dúvidas e perguntem tudo o que quiserem sobre esse período da História da Música, que, se possível, tentarei esclarecer dentro das minhas limitações sobre o assunto.
     
  9. Eriadan

    Eriadan Usuário Usuário Premium

    É sem dúvida o meu estilo preferido, especialmente por causa de Tchaikovsky.
     
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  10. Spartaco

    Spartaco Entre a genialidade e a loucura

    @Eriadan, quais as obras preferidas dele?
     
  11. Eriadan

    Eriadan Usuário Usuário Premium

    Spartaco, posso ouvir O Lago dos Cisnes e o Quebra-Nozes todos os dias sem enjoar! Mas meus atos preferidos dessas duas são a Dança Espanhola e a Dança Russa. Gosto de melodias fortes e rápidas.

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  12. Spartaco

    Spartaco Entre a genialidade e a loucura

    Pelo jeito você goste muito de balés, pois mencionou dois dos principais compostos por Tchaikovsky. E o que me diz das sinfonias e concertos deste compositor, conhece?
     
  13. Eriadan

    Eriadan Usuário Usuário Premium

    Só conheço tio Tchaiko pelos balés mesmo. Você indicaria algum concerto dele?
     
  14. Spartaco

    Spartaco Entre a genialidade e a loucura

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    No tocante aos concertos, Tchaikovsky compôs três para piano e orquestra; desses o primeiro, em Si Bemol Menor, Op. 23, é o mais conhecido e admirado. Você não pode deixar de ouvir; é maravilhoso. Também gostaria de mencionar o seu concerto para violino e orquestra, em Ré Maior, Op. 35, que foi composto em 1878; ele é considerado um dos melhores já feitos para esse instrumento, sendo muito executado hoje em dia.

    Ainda sobre a música orquestral do grande mestre russo, não posso deixar de mencionar suas seis sinfonias; elas são belíssimas, principalmente as três últimas, que são consideradas obras-primas. Vale muito a pena conhecer.
     
    • Ótimo Ótimo x 1
  15. Eriadan

    Eriadan Usuário Usuário Premium

    Tô ouvindo-as em sequência agora. =]
     
  16. Spartaco

    Spartaco Entre a genialidade e a loucura

    Tudo de uma vez? Creio que é preferível ouvir mais devagar para apreciar mais adequadamente, ainda mais que são obras longas. Inclusive é interessante, antes de ouvir, obter informações sobre as obras, assim você pode usufruir melhor.
     
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  17. Spartaco

    Spartaco Entre a genialidade e a loucura

    E aí @Eriadan? Ouviu as obras de Tchaikovsky acima mencionadas?
     
  18. Daniel Hume

    Daniel Hume Usuário

    O concerto para violino de Tchaikovsky é maravilhoso. Gosto muito também das 3 últimas sinfonias dele, em especial a última, a Patética. O sexteto Souvenir de Florence é aceitável.

    Mas a minha obra de coração dele é o estupendo Trio para piano Op. 50. Coisa de gênio.

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    De resto Tchaikovsky me soa muito piegas. Especialmente no primeiro concerto para piano.
     

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