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Frankenstein

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por imported_Raphael, 2 Mar 2009.

  1. imported_Raphael

    imported_Raphael Usuário

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    http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=3080097&sid=02062616211225516677286453&k5=1D1AD77F&uid=

    É difícil entender por que o cinema descaracterizou tanto Frankenstein. A imagem de algo como um zumbie estulto e assassino acabou marcando indelevelmente o personagem no imaginário das pessoas.
     
  2. Breno C.

    Breno C. Usuário

    Simples! As pessoas precisavam de um novo monstro e o cinema deu isso a eles com o a Frankenstein totalmente descaraterizado, assim como o Drácula ou as lendas de licantropia.
     
  3. Ramalokion

    Ramalokion Mecha-de-Folha

    Aliás... toda vez que eu ouço/leio alguém falando do "Frankeinsten" eu tenho vontade de exolicar que na verade o monstro NÃO tem nome! hehehehehheheheh

    Mas é uma baita história... ruim é o estilo vitoriano/romantico daquele povo e da Mary por consequencia. Mas a história em si é impressionante pra uma garota de 20 e poucos anos ter escrito em poucos dias.
     
  4. imported_Raphael

    imported_Raphael Usuário

    Pode ser, Breno, mas parece que o caso da obra da Shelley é um pouco mais drástico. Você até encontra um ou outro filme que faça certa justiça ao Drácula.

    Se tu pensa um pouco sobre isso, Ramalokion, essa convenção faz algum sentido. Definir como “o monstro” alguém muito inteligente que só teve a má sorte de possuir aparência diferente e ser extremamente solitário não é muito completo. Mesmo porque, uma vez que a criatura não tem nome, ela pode adotar o do criador, uma espécie de pai.
     
  5. Ramalokion

    Ramalokion Mecha-de-Folha

    Raphael

    mas ideia da criatura ser chamada de Criatura foi essa mesma. O treco [e bem complexo!
     
  6. Zafira Nur

    Zafira Nur Usuário

    .... Raphael....


    ... achei interessante vc citar "Frankenstein" de Mary Shelley e juntamente com ele o mito "Prometeu"....

    .... vc já ouviu falar em Golem???....


    .... ainda acredito eu, que a maior inspiração para ela foi na verdade Adan (Adão) que foi criado do pó da terra... :calado:
     
  7. imported_Raphael

    imported_Raphael Usuário

    Muito pouco, Zafira. Vem da tradição judaica, não?

    Sobre o paralelo com a mitologia helênica, o subtítulo do livro “O Moderno Prometeu” já aponta para uma das inspirações.
     
  8. Celly Borges

    Celly Borges Usuário

    Que livro maravilhoso! Confesso que não assiti nenhum filme, e não conhecia a história direito, mas quando li o livro fiquei inprecionada com o Monstro!

    Linda história!!!

    Está na minha lista de melhores, sem dúvida!

    ^.^
     
  9. Reverendo

    Reverendo Usuário

    Eu devo ter assistido todos (ou quase) e não fiquei satisfeito com nenhum. Mas admito que a presença do Boris foi marcante nos filmes dos anos 30.
     
  10. imported_Rafaela

    imported_Rafaela Usuário

    Eu adoro a história. Não acho que seja uma história de terror, ta mais p/ drama ou tragédia, fico triste pela criatura. Mas vcs já ouviram falar que muitos ñ acreditam que foi a Mary q escreveu? Alguns acham que foi seu marido, pq ela ñ tinha tanta inteligencia para escrever um livro tão bom.
     
  11. Dwarf

    Dwarf Usuário

    Nao é uma história de terror nao.... é considerada a primeira obra de SF ja escrita.... pelo q me lembro da faculdade foi ela mesmo, mas ela nao tinha sido chamada para o concurso... e eles praticamente a esnobaram.... foi por isso q ela ficou fula da vida e escreveu o livro^^
     
  12. imported_Rafaela

    imported_Rafaela Usuário

    Bem, tem aqueles que trabalham melhor sob pressão, né? Mas ñ importa quem escreveu o livro, ele está na minha lista de favoritos. E vc já ouviu a história que talvez Shakespeare ñ tenha escrito todas as suas peças? O que vc acha? Bem, eu acredito que o homem pisou na Lua e acredito que Shakespeare escreveu todas suas peças.
     
  13. Anica

    Anica Usuário

    Bom, uma história pode se enquadrar em mais de um gênero. Shakespeare (já que a Rafaela citou) é famoso por misturar drama e comédia em suas quatro peças mais famosas, por exemplo. Frankenstein pode ser sci-fi no sentido de ter as experiências do doutor, mas também é horror pelas ações (e pelo que assombra a consciência) do doutor.

    Quanto à história por trás da obra, o que houve é que em uma noite em uma casa do Lord Byron (em Genebra, se eu não me engano) ele, o amigo Percy Shelley acompanhado da Mary (que ainda tinha 17) mais outras pessoas entre elas Polidori, resolveram em uma noite fazer uma espécie de concurso sobre quem contava a história mais assustadora. Naquela noite surgiu não só o Frankenstein, mas também
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    , do Polidori.
     
  14. Dwarf

    Dwarf Usuário

    SF tem um problema muito grande quanto a sua definição....... ate onde um conto deixa de ser horror ou outro tema e se torna SF? Geralmente se usa o artificio de olharmos para o lado tecnológico no caso do Frankenstein podemos ver isso no fato do "monstro" ter sido fruto de uma experiencia cientifica (diga-se de passagem na epoca muito anunciada) , no caso do Horla vemos o fato de ser uma criatura q veio do espaço. Creio portanto q como rolpagem basica apenas o fato de existir alguma tecnologia rasoavelmente diferente a atual ou algum mundo diferente do mesmo remete a SF (sei q muitos casos furam aquui ok) mas temos q partir de algo.

    Isto posto vamos para a proxima etapa... a SF pode ser dividido em varios grupos, como Hard SF (a tecnologia é muito importante para a história sendo bem descrita e bem enbasada) Soft SF (o inverso a anterior) a space opera (soft sf capa espada) e varios outros..... O horros misturado com SF é muito conhecido tb.

    temos tb varias criticas ao homem como Fundação de Asimov.

    tb acredito que o homem pisou na Lua e acredito que Shakespeare escreveu todas suas peças.^^

    Anica tragicomédia se enquadra em qual parte? na comédia mesmo? (lol o topico ficou sério^^)
     
  15. Anica

    Anica Usuário

    Sim, resumindo: Frankenstein pode ser horror *e* sci-fi, exatamente como eu disse. para deixar claro pq estou comentando isso, ressalto que quem descartou o fato de ser horror também foi você, ao começar o post com "Nao é uma história de terror nao", entendido que uma obra pode ser ambos, então estamos entendidos =]

    Sobre a pergunta da tragicomédia, tragicomédia é tragicomédia, ué. ^^
     
  16. Dwarf

    Dwarf Usuário

    É q no caso dessa obra a importancia dela no mundo SF é incomensuravel...... é a pioneira antes julio verne inclusive..... eis o pq de eu puxar a brasa pra SF^^ (ok ok eu amo SF mesmo nao tem jeito)
     
  17. kika_FIL

    kika_FIL Usuário

    ressucitando...

    Em 1815 o monte Tambora explodiu espetacularmente, matando 100 mil pessoas e levando o nosso planeta a uma convulsão climática que ninguém vivo hoje já presenciou... Começava o ano sem verão, ou o ano One Eight Hundred and Freeze to Death. E este acontecimento longínquo mudou a face da nossa literatura mundial...

    Como assim? Você pode me perguntar... Tudo começou com um verão(!?) entre amigos, na Suíça. Os amigos? Lorde Byron, Mary Shelley e seu marido Percy Bysshe Shelley, John William Polidori, and Claire Clairmont. A combinação de frio e chuva, inesperados naquela estação, forçou o grupo a passar muito mais tempo em casa do que o previsto. Um verão chuvoso na praia...sem TV. O que você faria?

    Eles fizeram um concurso... Após lerem vários contos alemães de terror, resolveram competir pela melhor história original de terror. E desse encontro fortuito, surgiram o primeiro conto sobre vampiros – The Vampyre, de Polidori, e a fantástica obra de Mary Shelley, Frankenstein.

    Divaguei sim, mas o pano de fundo da criação de uma das criaturas mais presentes no imaginário popular foi o que faltou para me lançar de vez sobre este clássico.

    E digo isso com certa vergonha, pois o livro me deixou com a sensação clara de “Por que cargas d'água não li esse livro antes???” (assim mesmo, com vários e vários pontos de interrogação).

    Não é propriamente um livro de terror, mas um livro sobre intolerância, miséria e dor, com reflexões poderosas e pungentes, que muitas vezes nos toma de assalto e nos angustia...A história é narrada pelo próprio Dr. Victor Frankenstein, a Walton, um aristocrata em busca do conhecimento, que decide cruzar o pólo Norte a navio. Acredito que muito da fluidez do texto se deva a esse formato.
     
  18. Clara

    Clara Antifa Usuário Premium

    Pois então, não li este tópico antes do livro e quebrei a cara.
    Porque realmente eu esperava por uma história de terror, aí já viu, né? ¬¬
    Devo confessar que dei uma de Woody Allen com Machado de Assis e só li o livro mesmo porque é curto, fosse mais longo e eu abandonaria logo nos primeiros capítulos.
    O Dr. Victor Frankenstein me irritou profundamente com aquele mimimi todo.
    Deu vida a um ser criado com pedaços de cadáveres e quando vê a criatura viva... sai correndo??!!
    Mas que grande bunda mole!

    Já ouvi isso sim, Rafa.
    Mas depois de ter lido o livro, não tenho dúvida nenhuma de que foi escrito por ela.
    Digo isso principalmente por causa das duas introduções, da própria Mary Shelley, presentes na edição que li, da L&PM Pocket.
    Ali fiquei sabendo que ela era filha William Godwin (filósofo) e Mary Wollstonecraft (escritora e pedagoga) tinha muita imaginação e acostumou-se a escrever histórias desde criança.

    Depois (e agora é minha opinião aqui) a narrativa tem vários pontos meio estranhos inseridos na história, como a descrição quase de guia turístico que ela faz da Inglaterra e da Escócia.
    E é o próprio Dr Frankenstein quem narra as paisagens e povoados, de uma maneira idílica que não caberia, na minha opinião, a um homem atormentado que viajara à Inglaterra com o propósito de criar uma noiva para o "Monstro" já que este havia matado seu irmão e ameaçava a vida de sua família inteira.

    Mas o final, com o Capitão do navio narrando o encontro com o monstro é bem emocionante e me deixou triste de verdade.
     
  19. Leandro Gama

    Leandro Gama Usuário

    Olá Rafaela, já ouvi também esta tamanha injustiça. Eu já li em um artigo, que Mary Shelley foi educada por um Padre, Teólogo (com o perdão da redundância) e versada em Grego e Latim. Como podemos perceber o título completo da obra é Frankenstein - Or the modern Prometheus. Vale ressaltar este subtítulo, pela formação clássica de Shelley em grego. Podemos entender que ela atualizou o mito grego de Prometeu na sociedade Moderna Inglesa.
    Certamente e que bom que foi assim, Mary Shelley foi realmente a autora de Frankenstein.
     

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