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Desafio Leia Mulheres 2021

Béla van Tesma

I’m hoping to do some good in the world!
Ah se for pra ler mais mulheres, eu me esforço mas dentro das minhas opções e condições. Minha vida já é bagunçada demais pra que também minhas leituras sejam decididas por terceiros aleatórios. :timido: Esses desafios também não são pra mim. :lol:
 

Ana Lovejoy

Administrador
Ah se for pra ler mais mulheres, eu me esforço mas dentro das minhas opções e condições. Minha vida já é bagunçada demais pra que também minhas leituras sejam decididas por terceiros aleatórios. :timido: Esses desafios também não são pra mim. :lol:

o desafio pra mim é mais em elaborar a lista - mesmo que seja com títulos que eu já tenha lido. força a gente a pensar um pouco no que está lendo e talz, tipo os desafios do livrada que algumas vezes nem consigo pensar em título para todos os meses. mas essa coisa de sentar e cumprir meta de leitura não é comigo, não. trauma do tempo de letras, sei lá.
 

Béla van Tesma

I’m hoping to do some good in the world!
interessante! se quiserem dicas pra novembro, posso indicar algumas goianas bem legais
Ó o bairrismo pegando forte... :roll:
Se precisarem de dicas pra maio, vão de Martha Medeiros.
(BRIMKS :dente:)

Olha, se eu fosse tentar o desafio, o resultado seria parecido com isto, juntando aqui e ali nomes que eu já tinha em mente, aproveitando uns livros que eu já tenho etc....:

Janeiro: As coisas que perdemos no fogo (Mariana Enriquez)
Fevereiro: (Ô coisa difícil de achar!...)
Março: Controle (Natalia Borges Polesso)
Abril: A vegetariana (Han Kang)
Maio: O clube dos jardineiros de fumaça (Carol Bensimon)
Junho: Os luminares (Eleanor Catton)
Julho: O quinze (Rachel de Queiroz)
Agosto: A mulher submersa (Mar Becker)
Setembro: Enterre seus mortos (Ana Paula Maia)
Outubro: O alegre canto da perdiz (Paulina Chiziane)
Novembro: (Alguém que o Mavericco sugerisse rs)
Dezembro: Nebulosas (Narcisa Amália)
 

Ana Lovejoy

Administrador
janeiro: as coisas que perdemos no fogo (mariana enríquez)
fevereiro: hai-kais (olga savary)
março: in the dream house (carmen maria machado)
abril: a vegetariana (han kang)
maio: luzes de emergência se acenderão automaticamente (luisa geisler)
junho: the garden party and other stories (katherine mansfield)
julho: o martelo (adelaide ivánova)
agosto: na corda bamba (kiley reid)
setembro: noites de alface (vanessa barbara)
outubro: americanah (chimamanda ngozi adichie)
novembro: poemas dos becos de goiás e estórias mais (cora coralina)
dezembro: a falência (júlia lopes de almeida)

***

comentários: júlia lopes de almeida está aos poucos sendo resgatada, tanto que passaram a relançar livros dela. mas o apagamento da figura da júlia durante tantos anos é um absurdo. a mulher ajudou a fundar a abl com o machado ><

o martelo da adelaide ivánova é um dos livros de poesia recentes que tenho mais forte na minha cabeça, porque lembro da leitura que ela fez na flip e de como aquilo mexeu comigo de um jeito que há muito tempo a literatura não fazia.

tentei colocar só livros com tradução, mas eu só lembro de livros da mansfield pela cosac, e o da carmen maria machado seria um crime não citar, esse livro é maravilhoso.

da lista aí só não li (ou não tenho lembrança de) a olga savary e a cora coralina, os outros nomes li e recomendo demais mesmo.
 

Béla van Tesma

I’m hoping to do some good in the world!
Se a Katherine Mansfield é da Oceania, eu troco aquele calhamaço da Catton por algo dela :lol:

PS: Pensei na Olga Savary, mas li que ela saiu ainda criança do Norte e achei que ia ser como usar game shark... :think:
 

Melian

Período composto por insubordinação.
Eu leio mulheres desde sempre, e não gosto muito destas listas também, não, porque gosto de ler as coisas nos meus próprios termos. Mas, vou tentar fazer uma listinha hipotética, aqui, e justificar a escolha dos livros que botarei nela.

Janeiro: Distância de resgate (Samanta Schweblin)
Quero ler algo da Samanta desde que a Anica falou sobre Little Eyes (mas a Língua Inglesa e eu ainda temos um longo caminho a percorrer para que eu possa ler em Inglês, e acho que a edição espanhola ainda não foi publicada por aqui não, foi? De qualquer modo, vou esperar traduzirem para o Português). E já li coisas comparando a Samantha ao Adolfo Bioy Casares e ao Cortázar (em termos de estilo). Então, vale dar uma conferida, né?

Fevereiro: Correndo para você (Ana Rita Cunha)
O carinha é um jovem, e promissor, piloto automobilístico. E parece que ele entra num relacionamento (ou numa guerra? hahaha) com uma engenheira. Como eu adoro corridas, acho que seria de boa dar uma chance. Tem pra Kindle, e tá baratinho.

Março: Espaços Íntimos (Cristina Peri Rossi)
Faz uma cara de tempo que quero ler algo da Cristina Peri Rossi. Ela é uma mulher fantástica, foi exilada do Uruguai por causa da ditadura, e sempre teve posicionamentos feministas e coisa e tal. Adoro um trem que ela falou sobre a Clarice: "Acredito que Clarice tenha sido a primeira mulher a fazer uma literatura que um homem brasileiro não poderia fazer." O problema é que Espaços Íntimos, único livro dela publicado no Brasil, é difícil de achar, até mesmo em sebos.

Abril: A vegetariana (Han Kang)
Eu comecei a ler esse livro, em 2020. E estava sensacional! Essa mulher escreve bem demais da conta. Parei a leitura porque fico lendo mil coisas ao mesmo tempo, mas, ó, indico para qualquer um.

Maio: Canções de Atormentar (Angélica Freitas)
Eu adoro a Angélica Freitas! Tenho os dois primeiros livros dela, que sempre releio, e estava mais do que ansiosa pelo terceiro. Sempre indico os poemas dela para quem quer ler poesia, mas não sabe bem por onde começar (porque tem medo; hermetismo e coisa e tal).

Junho: Felicidade e outros contos (Katherine Mansfield).
Felicidade é um conto indispensável para qualquer feminista, né? Adoro! Mas preciso ler outras coisas da Katherine Mansfield. (Sim, só li Felicidade, até hoje).

Julho: Redemoinho em dia quente (Jarid Arraes)
A Jarid é uma voz que se faz ouvir. Escreve muito bem, se posiciona, não abre mão da sua identidade: mulher negra, feminista, nordestina, enfim, preciso ler a literatura que ela faz.

Agosto: A vida submarina (Ana Martins Marques)
É o livro de estreia dessa moça que, dizem, é uma excelente poetisa cá das bandas de Minas Gerais. Dá pra ler comendo queijim e tomando cafezim.

Setembro: O dia depois do fora (Laura Conrado)
Além de estar puxando sardinha para o povudiminas, querendo prestigiar uma amiga (e já comprei o livro, há algum tempo, na verdade). Não vejo a Laura há uma eternidade (trabalhamos juntas, há alguns anos), mas tenho boas lembranças da gente conversando sobre literatura e futebol (ela também é torcedora do Galo). Meu exemplar de A hora da estrela foi presente dela que, à época, me tirou no amigo oculto.

Outubro: Niketche (Paulina Chiziane)
Vi uma defesa de tese, online, em que a moça trabalhou o riso nesse livro. Achei sensacional. (Sim, gente, olha como eu escolho passar meu tempo de quarentena :rofl:). E tem toda a questão da dança (Niketche é uma dança) e coisa e tal.

Novembro: Vintém de Cobre (Cora Coralina)
Por ser uma espécie de memórias poéticas da Corinha.

Dezembro: Nebulosas (Narcisa Amália)
Tem na Amazon, e não é barato, não. Mas sempre quis ler os poemas dela.
 
Última edição:

Finarfin

Usuário
Estou querendo ler mais coisas da Isabel Allende.
Também estou de olho nesse A Vegetariana.
De resto, sem planos, o que vier é lucro.
 

Béla van Tesma

I’m hoping to do some good in the world!
Dezembro: Nebulosas (Narcisa Amália)
Tem na Amazon, e não é barato, não. Mas sempre quis ler os poemas dela.
Puxa. Eu comprei por acaso um tempo atrás, num sebo aqui perto.
Vi, li a capinha, soube que era uma poetisa esquecida pela crítica e patati patatá e comprei.
Pensei na hora: "Ih, esse tipo de coisa esgota e depois nunca mais..." Comprei.
Acho que por uns 30 golpinhos... Naquela época eu andava meio que colecionando livros de poesia.
Tanto que estou com seis pilhas deles aqui na estante sem saber onde guardar. :lol:
 

Melian

Período composto por insubordinação.
Também estou de olho nesse A Vegetariana.
Leia, sem medo.
Puxa. Eu comprei por acaso um tempo atrás, num sebo aqui perto.
Vi, li a capinha, soube que era uma poetisa esquecida pela crítica e patati patatá e comprei.
Pensei na hora: "Ih, esse tipo de coisa esgota e depois nunca mais..." Comprei.
Acho que por uns 30 golpinhos... Naquela época eu andava meio que colecionando livros de poesia.
Tanto que estou com seis pilhas deles aqui na estante sem saber onde guardar. :lol:
Sério? Putz.

Acho que, depois do artigo Narcisa Amália, poeta esquecida do século XIX (foi quando eu me dei conta de que deveria caçar os trequinhos escritos por ela), o povo deve ter catado os exemplares que estavam disponíveis nos sebos. Agora, só dando dinheiro para o Jeff Bezos, mesmo. (Quarenta e sete reais e quarenta e nove centavos. E ainda tem o frete. :buaa:).
 

Loveless

J'ai une âme solitaire
Usuário Premium
Acho fabuloso quem consegue planejar suas leituras assim, mesmo que seja separando um livro por mês. É muita disciplina.

Eu tenho um amigo que é tão metódico com isso que planeja cada leitura do próximo ano em uma planilha de Excel. Coloca lá todos os livros que lerá em ordem de leitura, em quais dia do ano, quantos dias durará cada leitura, quais livros ele irá comprar etc. Inclusive ele já fez a planilha de 2021 (e eu já até dei uma olhada).

Eu sou exatamente o oposto: não faço a mínima ideia do próximo livro que vou ler. Termino o que estou lendo, vou na estante, dou uma olhada e escolho o que der na telha.

Por isso, força guerreiros e guerreiras para mais esse desafio em 2021. Não desistam, estou torcendo por vocês.
 

Finarfin

Usuário
Acho fabuloso quem consegue planejar suas leituras assim, mesmo que seja separando um livro por mês. É muita disciplina.

Eu tenho um amigo que é tão metódico com isso que planeja cada leitura do próximo ano em uma planilha de Excel. Coloca lá todos os livros que lerá em ordem de leitura, em quais dia do ano, quantos dias durará cada leitura, quais livros ele irá comprar etc. Inclusive ele já fez a planilha de 2021 (e eu já até dei uma olhada).
Que horror, esse metodismo todo é pra matar qualquer prazer por leitura.
Deixa de ser lazer e vira obrigação.
 

Mercúcio

Usuário
Que demais!

Eu me propus a ler mais livros escritos por mulheres esse ano. Em 2019, eu tinha lido apenas 3 escritoras diferentes (está certo que li 6 livros de uma só escritora - a Lygia Fagundes Telles). Em 2020, até o momento eu li 11 escritoras diferentes - sendo que: a) da Lygia Fagundes Telles eu li 3 livros; b) da Clarice Lispector, eu li 2; c) da Júlia Lopes de Almeida eu apenas li os contos reunidos na coletânea Medo Imortal.

Inclusive, li 2 livros com o grupo do Leia Mulheres da minha cidade.

Eu jamais me arriscaria a propor uma lista dessas. Me falta repertório, inclusive. Mas adorei as listas indicadas pela @Ana Lovejoy e pelo @Béla van Tesma .

Também não consigo seguir esses desafios muito rígidos. Eu até gosto de montar lista de próximas leituras. Mas saboto elas com frequência, pra ler qualquer outro livro que tenha pescado a minha atenção. Me disseram que o nome disso é piriguetismo literário.

Mesmo assim, adoro olhar essas listas de leitura, como a que vocês sugeriram, mas como quem olha um cardápio, não para seguir o desafio.
 

Melian

Período composto por insubordinação.
Tava olhando, aqui, e não coloquei Hilda Hilst, minha poeta preferida (poetisa é o caralho!) na lista. Mas não tá errado, não. Era para eu colocar gente que eu leio pouco, ou nunca li, né? Hildinha eu leio desde sempre, e para todo o sempre, amém!

Ah, um cadinho de Ana Martins Marques:

Fogueira

Quem me dera fazer com o poema
uma fogueira que ardesse só para ti.
 

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