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Absalão, Absalão! (William Faulkner)

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Meia Palavra, 22 Jul 2011.

  1. Meia Palavra

    Meia Palavra Usuário

    Nas palavras do próprio Faulkner, "Absalão, Absalão!" é a história de um homem que queria um filho e teve filhos demais, teve tantos que eles acabaram lhe destruindo. O personagem central, Thomas Sutpen, por motivos que vão sendo descortinados ao longo do romance, dedicou sua vida à construção de uma dinastia, mas foi vencido pelas circunstâncias. E não estou me adiantando: essa é tanto a síntese quanto o ponto de partida da história. Faulkner desenvolve sua narrativa a partir de uma única e natural certeza, o presente, e o que se conhece à altura do ano 1910 é apenas a verdade da derrocada de Sutpen. A função do leitor, a partir daí, será resgatar, através da visão de uma série de narradores encadeados, uma compreensão mais completa dessa tragédia individual que em muitos aspectos reflete a queda de todo o modo de vida do Sul americano no século XIX.

    Na primeira cena, temos Quentin Compson, que retorna de O Som e a Fúria, no gabinete da Srta. Rosa Coldfield, uma velha poetisa, irmã mais nova da esposa de Sutpen e mais tarde também sua noiva. Ela se propõe a narrar-lhe a história do "demoníaco" Cel. Sutpen, desde o momento em que surge em Yoknapatawpha, acompanhado de um bando de negros selvagens, que não falavam inglês e andavam nus, e um arquiteto francês, para erguer uma fazenda em um terreno de 100 milhas quadradas obtido de índios americanos. Em seguida, dando prosseguimento a seus planos, Sutpen teria conseguido, em condições obscuras, a mão de Ellen Coldfield, a qual lhe daria então dois filhos, Judith e Henry. Muitos anos se seguiriam em que suas ambições permaneceriam imperturbadas, até que a aparição de Charles Bon, colega de Henry na Universidade do Mississippi, provocasse a destruição dos irmãos e, concomitantemente à eclosão da Guerra de Secessão, também a de Thomas Sutpen.

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