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"Romanceiro da Inconfidência" (Cecília Meirelles)

Tópico em 'Literatura Brasileira' iniciado por imported_Amélie, 1 Set 2008.

  1. imported_Amélie

    imported_Amélie Usuário

    Amigos,

    Estou lendo esse livro e gostaria de pedir uma dica de quem já leu. Estou na página 115 e percebi que não estou conseguindo absorver muita coisa por falta de base teórica sobre os poemas. Alguém que já leu pode me dar uma orientação de como lê-lo, tem algum outro livro que faça esse histórico mais a fundo?

    Thanks :)
     
  2. Angélica

    Angélica Visitante

    RE: Romanceiro da Inconfidência - Cecília Meirelles

    Amélie querida, ganhei um exemplar desse livro, ed. de 1975 do Círculo do Livro e achei estranhíssima a forma em que os títulos são apresentados, tipo, "Romance XI ou do Punhal e da Flor", etc, e fui pesquisar na internet. Achei um comentário que dava uma explicação sobre o livro e as razões pela qual a escritora o escreveu, se não me falha a memória parece que foi em resposta à críticas que recebera, não sei, mas confesso que devido a minha ignorância do assunto não consegui entender o artigo e acabei por deixar pra lê-lo novamente no futuro (que ainda não chegou) e com isso acabei por não ler o livro também.

    Tomara que o povo se apresente aqui pra lhe falar pois sempre tive uma curiosidade enorme acerca dessa obra, quem sabe até me decida por lê-la...

    bj da angel
    ;)
     
  3. Lethaargic

    Lethaargic Usuário

    RE: Romanceiro da Inconfidência - Cecília Meirelles

    Fiz uma análise do livro com uma amiga e anotamos um mundo de coisas,
    caiu no vestibular daqui. Vou procurar e assim que encontrar posto aqui (:
     
  4. imported_Amélie

    imported_Amélie Usuário

    RE: Romanceiro da Inconfidência - Cecília Meirelles

    thanks dear... faltam 30 páginas pra acabar e parece que absorvi só as poucas coisas que sei sobre a inconfidência...
     
  5. Lethaargic

    Lethaargic Usuário

    RE: Romanceiro da Inconfidência - Cecília Meirelles

    Contexto histórico: A Inconfidência Mineira.

    Os pensamentos do Iluminismo chegaram ao Brasil de duas maneiras: trazidas na cabeça dos estudantes universitários (Na época, não havia faculdades no Brasil. Aqueles que queriam fazer faculdade precisavam ir para a Europa) e dentro dos livros franceses contrabandeados (autores iluministas eram proibidos pelas autoridades coloniais). As idéias esclarecidas de liberdade, de direito dos povos de se rebelarem contra injustiças e de ataque aos governos opressores se encaixavam perfeitamente no Brasil. Inspirados pela Independência dos Estados Unidos e debatendo a situação dos brasileiros, passaram a imaginar como seria se a nação se tornasse independente. Tentaram organizar um movimento de luta pela independência. Acabaram sendo descobertos e presos pelas autoridades.
    A Inconfidência Mineira de 1789 foi a primeira tentativa de separar o Brasil de Portugal.
    Na época da mineração, no século XVIII, a metrópole aplicava diversos impostos sobre a colônia. Uma delas dizia que o Brasil deveria pagar, todos os anos, pelo menos 100 arrobas de ouro puro. Entretanto, já não havia tanto ouro no final do século. A qualquer momento o governo colonial podia executar a derrama, que era a cobrança dos impostos atrasados. Sentindo-se sufocados pelos impostos e ameaças de Portugal, pessoas que faziam parte da elite mineira (donos de terras e escravos, proprietários de minas e grandes rebanhos de gado, juízes, médicos, padres, coronéis) começaram a se reunir em segredo. Nomes como Tomás Antônio Gonzaga, Cláudio Manuel da Costa, Padre Rolim, Coronel Paulo Freire e tantos outros. Tiradentes era o único sem grandes propriedades. Aprenderam a desgostar da
    exploração colonial e acreditavam que um país independente teria mais condições de prosperar.
    Os inconfidentes fizeram uma porção de projetos para serem executados depois da Independência. Desejavam criar uma grande universidade em Vila Rica (Ouro Preto). Admiradores da Revolução Industrial Inglesa, propunham que o governo estimulasse a criação de manufaturas de tecidos e de metais. Até mesmo com a idéia nacionalista de obrigar todo mundo a só se vestir com roupas fabricadas no país. Não planejavam acabar imediatamente com a escravidão, pois quase todos eram donos de muitos escravos e não estavam dispostos a perder suas propriedades. Apesar dos tantos projetos, não discutiram muito sobre qual seria o regime depois que o Brasil conquistasse a Independência.
    Os inconfidentes planejavam começar a revolta contra as autoridades portuguesas exatamente no dia da Derrama. Para eles, o povo teria tanta raiva do governo colonial que apoiaria a rebelião. Três homens que participavam do movimento denunciaram os companheiros em troca do perdão das dívidas. As autoridades, atentas, pretendiam colocar todos na cadeia. Tiradentes foi enforcado, e os outros inconfidentes ficaram quase três anos enjaulados, aguardando a ordem de castigo vinda de Lisboa. Até que ela chegou. Uns foram condenados a mais anos de cadeia, outros foram exilados para Angola, que na época era uma colônia portuguesa, na África.

    ~
    Um resumo sobre a Inconfidência, pois a obra está inserida nesse
    acontecimento. Coloquei só as características mais importantes.
    Vou terminar de passar a parte sobre o livro para o pc quando
    voltar para casa mais tarde, ok? (:
     
  6. imported_Faye

    imported_Faye Usuário

    Esse livro também havia caído no vestibular (não sei se continua)

    E, Améllie, estou na mesma que você. Absorvi pouquíssima coisa da obra... só me lembro daquele da bandeira da Inconfidência ("Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta (...)" achei lindo ^^ )
     

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