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[Poema - tradução] Soneto nº 1 (Shakespeare)

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Calib, 3 Dez 2015.

  1. Calib

    Calib Visitante

    Lá pro início do ano eu me aventurei a traduzir poesia pela primeira vez.
    Isso aí é o resultado. :hihihi:

    Soneto I
    Autor: William Shakespeare
    Tradução: Calib Kupo

    A prole ansiamos de ímpares criaturas,
    Porque do Belo a rosa não se extinga,
    E em fenecendo enfim as mais maduras,
    Sua memória em tenro herdeiro vinga.
    Mas tu, que ao teu olhar te contraíste,
    O ardor co’ as próprias energias nutres,
    Causando fome onde abundância existe,
    Teu próprio imigo, de ti mesmo abutre.
    Tu que és do mundo o adorno hoje viçoso,
    E único arauto da estação garrida,
    Enterras em botão teu próprio gozo
    E, inculto, esbanjas na avareza a vida.
    Tem dó do mundo; ou sê glutão e engole o
    Que ao mundo deves, e da cova o espólio.

    §§§

    From fairest creatures we desire increase,
    That thereby beauty’s rose might never die,
    But as the riper should by time decease,
    His tender heir might bear his memory:
    But thou contracted to thine own bright eyes,
    Feed’st thy light’s flame with self-substantial fuel,
    Making a famine where abundance lies,
    Thy self thy foe, to thy sweet self too cruel:
    Thou that art now the world’s fresh ornament,
    And only herald to the gaudy spring,
    Within thine own bud buriest thy content,
    And, tender churl, mak’st waste in niggarding:
    Pity the world, or else this glutton be,
    To eat the world’s due, by the grave and thee.
     
    • Ótimo Ótimo x 2

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