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Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Matheus Spier, 17 Out 2012.

  1. Matheus Spier

    Matheus Spier Usuário

    Oi pessoal.

    No post anterior expliquei que grande parte dos trechos que pretendo citar neste Fórum são de uma peça teatral que terminei de escrever no início deste ano. O trecho que quero citar agora é, portanto, parte da peça de teatro que escrevi (cujo título é, em um primeiro momento, "A Canção do Deserto", mas que pode vir a ser mudado....na realidade não faço ideia de qual título dar para o maldito trabalho¬¬).

    Sei que esta pasta do Fórum é dedicada à poesia, porém vou citar um trecho em prosa. Como expliquei em meu primeiro post, a peça que escrevi é escrita principalmente em versos brancos e em prosa. O primeiro trecho que citei era um grande discurso em verso-branco; o trecho seguinte é uma fala em prosa. Trata-se da reflexão de uma das personagens da peça (a jovem Badura) acerca da morte; ela quer, na realidade, convencer as cortesãs do harém de um maldoso califa a se rebelarem contra ele, a buscarem sua liberdade (Badura foi parar no harém desse califa ao ser sequestrada por seus capangas).

    Mas vamos logo ao trecho:

    BADURA: Meninas, meninas, por favor, me emprestem seus ouvidos por um minuto; falemos agora sobre liberdade. Liberdade é nosso sonho, nosso sonho nós teremos de buscar, pois a Morte, aquela cuja fome jamais haverá de ser saciada, não hesitará em nos devorar quando nosso círculo enfim se completar. A terra que lambe nossos pés, faminta, cada vez que a pisamos, não hesitará em dissolver os nossos corpos quando enfim formos depositados em seu ventre; e nossos sonhos, aqueles que se mexem e chutam nossos cérebros como bebês na barriga das mães, também irão, conosco, desaparecer. Incontáveis gerações de seres humanos dormem no pó; todos eles tiveram seus sonhos: sonharam com o amor, sonharam com o sucesso, sonharam com a felicidade, sonharam, sonharam e sonharam..., porém nada mais resta do que, em dias remotos, fez seus corações pularem com descontroladas pulsações de esperança. Sonhos mortos, minhas queridas, nem mesmo servem de alimento para os vermes. Se todos os sonhos produzidos em nossa vida se transformassem em uma espécie de vapor ou névoa dentro do estômago da terra, ao mesmo tempo em que nosso corpo se desintegrasse, a face dos continentes estaria pipocando com milhares de vulcões, a vomitar incessantemente essa seiva de sonhos desperdiçados, e os oceanos estariam borbulhando eternamente com as fantasias perdidas dos afogados.

    Espero que gostem.

    Abraços, Matheus:traça:
     

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