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"O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos" | Guia oficial revela detalhes do filme

Grimnir

Well-Known Member
Usuário Premium
Eu falei demais, eu acho @Grimnir
Mas concordo quando vc criticou o fato de PJ querer tornar Thranduil "mais nobre". Ele já é nobre o suficiente. Não precisaria justificar as ações do Elvenking, uma vez que a relação anões/elfos sempre foi um negócio, no mínimo, conturbado. E ele é um elfo que adora apertar a tecla "fo...-se". Prerrogativa real. :joinha:

Ele não precisa se justificar? Pode ser, mas isso não significa que as atitudes deles sejam menos babacas. Tudo bem, ele é um personagem difícil de avaliar pq quando foi criado em O Hobbit ele não necessariamente tinha a mesma aura élfica dos demais elfos (É verdade isso, @Meneldur e @Elendil? O meu comentário é mais sobre a cronologia das obras e o amadurecimento do arquétipo dos elfos.). De qualquer forma, nos livros ele prende os anõs pq estavam passeando em seu reino sem dar maiores explicações (prerrogativa real, eu concordo)...

"It is a crime to wander in my realm without leave. Do you forget that you were in my kingdom, using the road that my people made? Did you not three times pursue and trouble my people in the forest and arouse the spiders with your riot and clamour? After all the disturbance you have made I have a right to know what brings you here, and if you will not tell me now, I will keep you all in prison until you have learned sense and manners!"

...e depois ele decide atacar Erebor para conquistar seu tesouro (outra prerrogativa real, um ato oportunista, sem dúvida)...

"He would have done better to have remained my guest. It is an ill wind, all the same", he added, "that blows no one any good". For he too had not forgotten the legend of the wealth of Thror.

Os elfos no entanto ajudam os homens de Laketown, como você diz, reforçando a aliança entre homens e elfos. Além disso, quando estava com todas as vantagens (maior exército e a posse da Pedra Arken), Thranduil, diferente de Bard, ansiava mais pela paz do que pela guerra:

Long will I tarry, ere I begin this war for gold.

Mas isso tudo é no livro. O personagem dos filmes é um pouco diferente.
 

Elendil

Equipe Valinor
Ele não precisa se justificar? Pode ser, mas isso não significa que as atitudes deles sejam menos babacas. Tudo bem, ele é um personagem difícil de avaliar pq quando foi criado em O Hobbit ele não necessariamente tinha a mesma aura élfica dos demais elfos (É verdade isso, @Meneldur e @Elendil? O meu comentário é mais sobre a cronologia das obras e o amadurecimento do arquétipo dos elfos.). De qualquer forma, nos livros ele prende os anõs pq estavam passeando em seu reino sem dar maiores explicações (prerrogativa real, eu concordo)...

Realmente é difícil avaliar o personagem só por sua atuação na história d'O Hobbit, já que lá Thranduil é retratado de uma forma que não o aproxima muito dos elfos que estamos acostumados a encarar em O Silmarillion ou OSdA, por exemplo. Porém, sabendo que Tolkien não tinha inicialmente a intenção de colocar O Hobbit (de 1937) dentro do seu legendarium (que data de 1916 mais ou menos), e apesar de emprestar para O Hobbit elementos desses escritos que mais tarde seriam o Silma, como as referências a Moria, Durin, Gondolin, Elrond e seu próprio palácio ser uma referência a Menegroth, imagino que as justificativas do Rei-Élfico de ir até Erebor reclamar parte do tesouro devam ser interpretadas tendo isso em mente, ou seja, de que inicialmente o personagem não era para fazer parte da grande história da Terra-média, aliás, nenhum dos personagens d'O Hobbit.

Apesar de Tolkien ter desistido de reescrever O Hobbit sob um ponto de vista mais "maduro" e, portanto, não ter mexido ou justificado melhor as intenções de Thranduil, ele fez o Rei-Élfico parte do seu mundo maior quando deu a ele um filho em OSdA e um nome, já que em O Hobbit ele é apenas o Rei-Élfico e só em OSdA é chamado de Thranduil. Em escritos tardios, que comporiam Os Contos Inacabados, sabemos que ele tinha um pai, Oropher, que e este liderou seu exército na Batalha da Última Aliança, lutou ao lado do filho e lá morreu. Sabemos também que Oropher mudou seu reino mais para o norte por ressentimento da suposta intromissão de Galadriel e Celeborn, já que seu reino era na colina de Amon Lanc (o que mais tarde seria Dol Guldur), do outro lado de Lothlórien. Isola-se cada vez mais e com a crescente Sombra na Floresta muda seu reino novamente, desta vez para o nordeste da floresta e lá Thranduil torna-se rei. Tenho absoluta certeza que PJ estava influenciado por isso tudo quando desenvolveu o papel para o filme e tentou dar ao Thranduil essa aura élfica que conhecemos e que ele tem toda uma história muito antiga na T-m. Mas na fonte original e a única (fora os apêndices do OSdA, onde Thranduil já tem muita importância como parte do legendarium) que PJ pode realmente fazer referências, o Rei-Élfico está mais alinhado ou próximo a esse arquétipo do elfo das lendas do que dos belos e sábios elfos do legendarium de Tolkien, e sem muita preocupação com justificativas coerentes e com essa visão de elfos. Enfim, não sei se consegui ser claro ou só vomitei informação. :lol:
 

Elendil

Equipe Valinor
Um aspecto interessante é que Tolkine de fato alterou o Hobbit, pós-SdA, para se adequar à mitologia. Temoa aqui na Valinor o capítulo original dO Hobbit que foi alterado (Adivinhas no Escuro):

http://www.valinor.com.br/6377

É verdade, eu até me lembrei dessa modificação feita mais tarde por Tolkien para que o episódio do achado do Anel se encaixasse com o que foi dito sobre isso no OSdA, mas acabei não mencionando, pois achei que para a questão específica do Thranduil isso não importava muito. Mas eu me lembro ou de leituras de artigos ou de discussões anteriores aqui na Área Tolkien de que o Professor esboçou aí uma tentativa, pelo menos inicial, de reescrever O Hobbit sob um outro ponto de vista, mas desistiu. Nunca li os 2 volumes do The History of the Hobbit, mas deve ter algo sobre isso nesse estudo, não?
 

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