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Livros de Youtubers

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Ana Lovejoy, 15 Jul 2015.

  1. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    Então, queria a opinião de vocês sobre isso. Para quem não tá sabendo de nada sobre o assunto, algumas notícias:

    E lá fora um caso que chamou a atenção foi o da vlogueira zoella, que lançou um livro - de ficção, vale dizer - vendeu mais de 80000 cópias na primeira semana e... então descobriram que ela teve "ajuda" de uma ghostwriter (sobre isso tem link em inglês aqui:
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    Acho que com isso já dá para se situar no assunto. Logo mais volto com minha opinião :dance:
     
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  2. Calib

    Calib Visitante

    Oh boy... Subcelebridades internéticas. :-| Vendem livro a rodo por conta desse fator extraliterário, que é ter criado um público fanático por outras razões quaisquer. Um público disposto a consumir qualquer bosta que eles escrevam (estou supondo que seja tudo bosta; botem na conta do preconceito se quiserem). É tipo como se um Luciano Huck resolvesse lançar um romance: vocês duvidam que venderia muito?

    E essa Kéfera aí, fui googlear e achei bem bonitinha :rolleyes:.
     
  3. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    então. quando vejo um caso como o da kéfera, que está fazendo uma biografia ou algo que o valha, aí acho até válido: se tem (um monte de) fã interessado, por que não? não tem biografia de atriz/ator? é meio que para satisfazer aquela curiosidade sobre a figura que admiram e blablabla. eu não compraria, mas entendo que com o sucesso cada vez maior desses youtubers, era meio questão de tempo.

    o que me deixou de verdade com a pulga atrás da orelha foi esse livro da tal da zoella. é ficção. é um romance ya, pelo que eu entendi. eu sei que isso não é novidade, sei que tem muito romance assinado por fulano de tal que foi escrito por outra pessoa. mas depois de todo o bafafá ainda assim ficou elas por elas, o livro assinado por zoella, as pessoas se referindo ao livro como "o livro da zoella" e ela vai lançar uma continuação. wth?
     
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  4. Calib

    Calib Visitante

    Bah, sei lá. Biografia de uma pessoa com 20 anos? Passo.
    Só leria se fosse de um poeta ultrarromântico que morreu aos 20 anos, daí eu sei que a vida dele é aquilo ali e só. Mas também porque sei que naquela curta vida ele foi além do comum das gentes e produziu uma obra literária de algum valor.

    Sobre o assunto (mais ou menos), acho que vem a calhar a coluna do Paulo Scott de hoje:

     
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  5. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    80 mil exemplares... Eita. Não, é sério: EITA. Tô acostumado a acompanhar tiragem de poesia onde se o cara imprimir 200 exemplares ele já é considerado maluco de pedra.

    Concordo com a Anica: era meio questão de tempo. Nem sei dizer se essas pessoas que compram um livro assim significariam um ganho palpável para o número de leitores no país... Acho que muito certamente não. Então fica sendo aquele tipo de lançamento pra captar pessoas que não querem bem um livro, mas um produto relacionado a uma celebridade (mas isso num sentido bem superficial; não é como vc comprar um livro de cartas do João Cabral pq é relacionado ao Cabral, por exemplo).

    Agora já o lance dessa Zoella aí... (Zoella é tipo o Cebolinha tentando falar "Zoeira"?) É, aí fica realmente complicado. Pq, segundo o que eu presumo, se a maior parte das pessoas tá comprando nem tanto por ser um livro, mas por ser um produto relacionado à celebridade, aí pipocar a notícia de que ela teve ajuda de um Ghost Writter fica feio. Eu sinceramente não vejo lá tanto estardalhaço pois acho normal que ela tenha ajuda. É um negócio econômico importante, e editoras precisam desse tipo de coisa. São oportunidades. Editar um livro é uma profissão de risco; quando vc vê uma coisa mais ou menos segura como lançar um livro de uma web-celebridade, é claro que vc vai investir. Só que essa web-celebridade pode muito bem não saber como escrever um livro. Mas eu falo assim: algo publicável, algo que tenha um mínimo de decência narrativa, algo que consiga captar o leitor, que saiba pelo menos um pouquinho dos paranauês literários. É normal.

    Claro que uma coisa é vc ter ajuda de um Ghost Writter no caso de uma biografia ou de um texto de não-ficção. No caso de um texto ficcional fica realmente muito complicado. Não li todos os links que a Anica postou, mas parece que ainda tá por definir que tipo de ajuda a Zoella recebeu, né? Até aqui eu vejo graus de diferença, pois se for uma ajuda estilística, é possível que as pessoas não se incomodem tanto pois no geral elas querem saber mais da história. Agora se foi uma ajuda da história...

    No link do Telegraph a Ghost Writter fala que não queria ficar rica ou famosa e que inclusive acompanhava a Zoella. Então era alguém que tinha uma sintonia com ela. Imagino que nada disso, é claro, vá interessar pra quem comprou o livro esperando algo 100% Zoella, mas, de todo modo, acho que podemos voltar ao ponto que propus: nós estamos falando de pessoas que não necessariamente possuam um conhecimento mínimo dos paranauês literários. Mas eu falo tipo assim: às vezes essa pessoa não lê tanto, ou, mesmo que ela leia muito, simplesmente NUNCA passou pela cabeça dela publicar algo. E a gente sabe que a gestação de um livro não é da noite pro dia. Gestar um livro é também gestar um escritor. E quando vc põe na cabeça que quer ser um escritor, vc passa até mesmo a ler de maneira diferente. Então esse pulo dessa etapa de gestar o escritor pode demandar um Ghost Writter. O povo vai chiar, e imagino que com razão. Saia justa. Mas fica aquela pulga: será que nos livros dessas outras celebridades não aconteceu o mesmo? Não digo isso nem tanto pq são burras ou coisa do gênero; podem ser inteligentes, mas com outras coisas que não escrever um livro. Afinal de contas, estamos falando do caso limite de um Ghost Writter, mas às vezes pode ter por trás de um livro desses de celebridades um editor mãos-de-tesoura. Vai saber.
     
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  6. -Jorge-

    -Jorge- mississippi queen

    Parece haver dois casos, né? O dos livros de ficção e os de não-ficção dos blogueiros. No caso dos não-ficção, fui dar uma olhada nos canais e parecem ser meio cópias de Porta do Fundos e outros do gênero. Achei o humor forçado (aliás, nem gosto do Porta dos Fundos também). Imagino que os livros sigam na mesma trilha e sejam alguma espécie de crônica "humorada" sobre problemas pessoais. Se forem do mesmo nível dos vídeos não vejo muita qualidade... Mas fica fácil fisgar público a partir da identificação ou proximidade de problemas e parte dele já é cativo também.

    Sobre estarem mais interessados na celebridade que na obra, parece que é um fenômeno recente na literatura, a"celebrização" do escritor, mas que em outras artes já é mais "antigo". Talvez pelas especificidades da literatura, uma arte em que o artista não precisa de contato direto com o público e de exposição, por exemplo. Um exemplo que me surpreendeu foi o do John Green, que veio fazer propaganda do filme do livro. Mas há certa glamorização desde os românticos, né? Talvez a diferença é que os escritores glamorizados até aqui juntassem alguma qualidade literária com o exibicionismo da própria vida e que isso tenha diminuído? (A ideia da "estrelização" nas artes tirei de Gilles Lipovetsky).

    Já no caso das obras de ficção aí acho mais complicado. A não ser que o blog ou canal tenham feito sucesso como obras de ficção e a partir daí tenham sido publicados, desconfiaria da qualidade do autor (se bem que a autora de 50 Tons virou escritora assim mesmo, a partir de blog de ficção), embora possa ser um preconceito. Basta lembrar os autores (ou alguns deles) da "nova literatura fantástica brasileira" que tinham lá seu podcast sobre "cultura nerd" e se meteram a escrever ficção. Uma boa medida da "autoridade" da pessoa seria lançar algo depois de um primeiro livro baseado no conteúdo do blog.
     
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  7. Haran Alkarin

    Haran Alkarin Usuário

    Nem vejo porque comentar sobre livros sobre youtubers, não sou o público-alvo e duvido que alguém aqui desse subfórum o seja, então pra que se preocupar em opinar a respeito?

    Agora livros de youtubers sobre outros assuntos, aí também não há o que comentar, não é diferente de livros de usuários do fórum, por exemplo - depende do autor (provavelmente um iniciante) e da proposta do livro, cada caso é um caso.
     
  8. Jacques Austerlitz

    Jacques Austerlitz (Rodrigo)

    Acho um desenvolvimento natural da situação. Não é de hoje que se aproveita de um público pré-existente pra comercializar um produto derivado. Já teve blogueiro e blogueira indo pra MTV, e imagino que as editoras já estivessem atentas há tempos a essas figuras (que, provavelmente, só demoraram tanto a lançar livros porque, convenhamos, mó mão ter que escrever e tal).

    Antes do final do ano, vai ter livro de colorir de algum youtuber (caso a moda não morra antes).
     
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  9. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    meio que já saiu um. quando esse aqui foi publicado >>
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    a moda ainda eram os livros de ~~atividades~~ tipo o destrua este diário e o uma página por dia.

    ****

    fui procurar o título do livro em questão e achei esse texto aqui sobre o assunto:
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    acho que a guria conseguiu captar bem o incômodo que sinto com o caso do livro escrito pela zoella. os de não-ficção eu realmente não ligo, vejo como consequência inevitável do sucesso dos canais e blablabla, mas opa, calma aí com a ficção. citando o texto, grifei o trecho em questão.

    ***

    edit:

    @-Jorge- o 50 shades era uma fanfic, é um tico diferente, mas também é um negócio que tem saído bastante por aí. Só de fanfic de crepúsculo eu lembro de pelo menos mais um título além do 50 shades (o que já é muito, haahaha). a paralela lançou tem pouco tempo um que era fanfic de one direction (o_O). to só esperando a fanfic da dilma e do aécio agora

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    :dente:
     
    Última edição: 20 Jul 2015
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  10. Jacques Austerlitz

    Jacques Austerlitz (Rodrigo)

    Mas é uma velha história. É sempre difícil diferenciar uma figura de um trabalho a ela atribuído. E é comum que pessoas usem suas imagens pra passar mensagens pensadas/estruturadas/escritas por outras. Isso sempre acontece na política (nos EUA, inclusive, que idolatram figuras políticas por discursos que eles não escreveram). E a figura do ghost writer também não é nova. Além disso, a fronteira entre ficção e não ficção é bem porosa; inclusive, acho que escrever não ficção acaba sendo uma atividade que pede bem mais seriedade do que escrever ficção e que, quando essa seriedade tá ausente, o livro que se vende como ficção é até mais honesto. Na verdade, não conhecia as figuras citadas aqui, então vou tomar um café.

    (Tentei ver um vídeo da tal Kéfera. Não nasci pra isso.)
     
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