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[L] [Melkor & Forfirith] [Crônicas Eróticas] TEMPORADA 2005

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Melkor- o inimigo da luz, 9 Jan 2004.

  1. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    [L] [Melkor & Forfirith] [Crônicas Eróticas] ATUALIZADO, SETEMBRO!!!!

    Este tópico vai ser meu e da Forfirith, pra gente postar a nossa história conforme escrevemos ela. Acho que vai ter vários capitulos mas sem uma ordem cronológica muito rigorosa, só queremos contar pouco a pouco da história de Diogo e Tâmara (nós!) para vocês.

    Não preciso dizer que a história não é verídica e que nós não nos amamos loucamente. A gente mal de conhece.

    Bom, vamos lá.
     
    Última edição: 10 Set 2005
  2. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    PRIMEIRO CAPÍTULO - POR MELKOR


    Jorge está sentado no sofá assistindo o jogo da semana enquanto Tâmara passa roupa em cima da mesa de jantar, ali perto, – eles não têm dinheiro para uma tábua de passar – cantarolando.


    - Ô princesa, me traz uma cerveja, vai?
    - Não, seu porco.
    - Não fala assim que fico com vontade de levar você pra cama, docinho.
    - Quando você não tem vontade de me levar pra cama, seu animal?
    - Hm... – ele diz, já se aproximando – Acho que nunca.
    - Pois é, mas eu preciso ir trabalhar! – ela diz, se desvencilhando dos braços ensebados dele
    - E a roupa?
    - A roupa? – ela devolve com um sorriso no rosto – Passa você!
    - Vadiazinha... Te mostro quem é o macho da casa quando você voltar!
    - Não perco por esperar!


    Apressada, sai de casa ainda abotoando o casaco e desce a rua. Está chovendo, as gotas de água molham seu rosto e fazem seu cabelo escorrer pelo rosto, e a lavam! A lavam, porque enquanto está lá em cima, na sua casa, ela se sente suja e incompleta; mas quando está lá embaixo, na casa de dona Ruth, ela se sente pura, completa, leve.


    Sentado num banco, na frente da casa, está um homem com seus vinte e poucos anos e uma barba cerrada relaxada lendo um jornal, desinteressado. Ela gosta dele. Gosta do seu nariz, do seu olhar distante, do modo com que segura o jornal. Ela o conhece.


    - Diogo, mas que surpresa! – ela encena
    - Tâmara. Sempre pontual. – ele a imita – Posso te considerar hoje pura? Posso acreditar que sou o primeiro homem desta sua manhã?
    - Não só o primeiro como o único desta e de todas manhãs! – ela dá a mão para ele.


    Juntos, batem na porta de dona Ruth e, quando uma senhora já de idade abre a porta com um sorriso simpático, se afastando para dar passagem, eles esquecem todo fingimento. Ele a arrasta para dentro, a encosta em uma parede e a beija freneticamente. As mãos dela já procuram os botões da jaqueta preta que ele veste.


    - Vocês vão descobrir que as crianças já estão acordadas e tomam café na cozinha, patrão e patroa. E – Ruth disse com sua voz insolente, mas cordial – ficaríamos honrados com as suas presença, devo dizer.
    - Ah, Ruth, você sempre com esse ar de avó eterna. Obrigado pelo convite, mas queremos ir para o Quarto. – diz Tâmara – Não é mesmo, querido?
    - Sim, sim. Pelo amor de Deus, o Quarto! Minha mulher ontem me levou para o ballet! Merecemos tudo que for possível hoje!
    - Jovens... – resmunga Ruth, pegando uma chave vermelha de dentro do bolso de seu avental e entregando para os dois – Só por favor, lembrem-se de que até mesmo portas a prova de som podem falhar! As crianças estão aqui, pelo amor de Deus!
    - Te amo, Ruth! – diz Diogo.
    Eles já não se importam com nada. O amor é maior do que tudo, as saudades são maiores do que tudo. O desejo é maior do que tudo. Eles trancam a porta, rindo, e ela por um momento encurrala ele na parede e fica olhando no fundo dos seus olhos.


    - Não são azuis, como você queria – ela diz
    - Eu sei! – ele ri, surpreso
    - Mas acho que não muda nada.


    Eles continuam se olhando. Os lábios dela estão entreabertos – ela é uma víbora, ela sabe que ele adora isto. Ele a beija, sem nenhum aviso prévio, e tudo se acalma; as ondas param de se chocar contra o muro rochoso. Agora só há o beijo.
    Pronto, acabou.
    Ela ri, tudo aquilo é delicioso! Puxa ele até a cama, se senta e desabotoa o casaco.


    - Meu marido disse que vou apanhar quando chegar em casa – ela diz, agora quase séria em um tom como de tristeza zombada.
    - Eu queria poder matá-lo. Mas eu acho que eu o mato um pouquinho a cada dia, quando estou com você, e isto basta.
    - Eu não sei se não quero que você o mate.
    - Tâmara...
    - Sabe, acho que já suportamos o suficiente!
    - Não, nós combinamos. Não lembra? Naquele dia, há oito anos, na Internet.
    - Claro que lembro! Foi no dia 25 de Dezembro, natal de 2003! A gente era tão jovem...
    - É, mas a gente sabia o que queria. E a gente queria ser feliz. E o único requisito para isso era o de nos casarmos com outras pessoas e nos encontrarmos depois.
    - É incrível pensar que tudo isso foi planejado... A casa, a velha matrona, nosso amor.
    - Foi planejado sim... Mas... Por nós?
    - Tenho certeza de que se você quisesse filosofar você ia fazê-lo com a dona Magda, não é? Você veio para outra coisa – ela já tirou a blusa e agora está com o sutiã preto à mostra, deitando sob ele lentamente.


    Ele não responde. Com suas mãos, ele a sente e lentamente eles se despem e se amam. Eles não usam preservativo, não abafam seus gritos, não reprimem seus instintos. Só aqui eles podem ser livres.
    E, algum tempo depois, eles se deitam, olhando para eles próprios no reflexo no espelho do teto. Será que alguma vez, enquanto eram jovens e as brincadeiras pareciam absurdas, eles pensaram que chegariam a este ponto?


    Finalmente, saem do Quarto e encontram seus filhos enfileirados no corredor da saída, já vestidos para a escola. Ruth está com uma bandeja de biscoitinhos e os vai colocando nas mãozinhas desesperadas assim que passa por eles.


    - Boa aula, crianças! – ela diz.
    - Mamãe e papai não vem hoje? – Calipso Tinúviel pergunta, tristonha
    - Não, querida. Acho que não.


    Eles assistem tudo da escada, mas sem vergonha. O amor deles – e o sexo – é verdadeiro e nada vai separá-los. Haja o que houver, estes amantes não pretendem ceder.
     
  3. heheh......puts gostei do texto..hehehe

    bom...sem mais comentarios...a naum ser q gostei da ideia tb!!
     
  4. Forfirith

    Forfirith Usuário

    ae melkor!!Mto bem escrito!!
    não tenho encanação nenhuma quanto ao q escreveu, tá tudo belezinha!!
    eu escrevo a próxima parte quando chegar em casa!!provavelmente domingo...
     
  5. Ka Bral o Negro

    Ka Bral o Negro Tchokwe Pós-Moderno

    :lol: :lol: :lol: :lol: :lol: :lol: :lol: :lol: :lol: :lol:

    É engraçado ler isso, ainda mais sabendo que saiu da cabeça de um garoto de 15 anos! :eek: 8O

    Parabéns :clap: :clap: :clap:

    Hei, Forfirith, minha fofurinha, vc não vai escrever não? :o?:
     
  6. Heruost

    Heruost Banned

    Está muito bom, muito bom mesmo.... :mrgreen:
     
  7. Skylink

    Skylink Squirrle!

    Gostei bastante do texto, muito bem escrito. Gostei também da personalidade dos personagens, do modo como é descrita.^^ Ficou bem interessante, mas tipo...

    :lol: :lol: :lol: :lol:

    Fica legal a sonoridade, mas traduzindo fica Calipso rouxinol.^^ Se não me engano, tinúviel também pode significar crepuscúlo.
     
  8. Forfirith

    Forfirith Usuário

    ok gente, agora que já to em casa eu escrevo a proxima parte!! :grinlove:
     
  9. Forfirith

    Forfirith Usuário

    Bem, gente...como o Diogo não está online no momento, vou postar mesmo sem o aval dele...qualquer coisa ele briga comigo no msn :mrgreen:
    Desculpem a demora, mas estava me divertindo lá no Rio...não dava pra escrever
    Não acho que esteja muito bom, mas qualquer coisa eu vou editando...
    bem, lá vai!

    ---------------------------------
    SEGUNDO CAPÍTULO - POR FORFIRITH

    Eles assistem seus filhos sairem pela porta e entrarem no ônibus um a um. Os pequenos frutos de seu amor, escondidos sob as asas de Dona Ruth, e também sob uma permanente ameaça de serem entregues à verdade pela velha, que só era mantida calada atravéz de muito suborno.
    Abraçados e desarrumados ao topo da escada, eles se olham. Ela lhe diz:
    _Meu dengo, se lembra de nosso primeiro encontro? De quando tudo se desencadeou e nossas especulações se provaram verdadeiras? Às vezes penso se tudo não passa de um sonho, perfeito demais para ser real.
    E ele lhe responde, com a ternura sempre presente em seu olhar, seu porto seguro sempre a lhe levar calma:
    _Sim, me lembro daquela noite fria, em junho. Nós, com nossos conjuges e nossos casacos.
    _Nossa primeira conversa...
    Ele dá mais uma vez sua risada inebriante e entorpecente, e ela o mira com seus olhos, o brilho aceso de sua profundidade que ele tanto ama. Ele vai passando as mãos por seus cabelos desgrenhados de amor, e a aproximando dele lentamente. Ela se derrete por seu charme...
    _De como fazíamos amor pela primeira vez enquanto aquela pequena tragédia acontecia...

    Acontece então um flashback em ambas as mentes daquela noite em que o amor se fez presente em suas vidas pela primeira vez de muitas.
    As fogueiras acesas, o vapor saindo das bocas quentes naquela noite fria, a música chata e repetitiva de noite de São João, na festa junina que será jamais esquecida por aqueles amantes. E, longe da massa de pessoas, a grande árvore e o banco. Os dois jovens se entreolham com ardor, desesperadamente, como numa ânsia guardada e há muito oprimida, e antes de qualquer palavra, o beijo. O beijo e as mãos, que os despiram das roupas e do pudor. As roupas... caídas no chão, e eles por cima, fazendo e encarnando amor.
    Depois de enfim conversarem, voltam às pressas à festa, que continuara correndo, indiferente à falta dos dois, que descobrem, rubros e exaustos que algo trágico acontecera.
    Jorge se aproxima do casal desarrumado e cheio de fragmentos de grama nas roupas com manchas de sujeira preta como as do carvão, espalhadas pelo corpo, e com ar de exaustão.
    _Por onde você tava, mulher, não viu o que...porque estão desarrumados, porque sua camisa está abotoada errada? Sobra um botão...
    _Ah, Jorge, esse é meu amigo, Diogo...
    _O que você tava fazendo com ela? -e olhando para Tâmara- quem te deixou ir andar com ele?
    Desconcertados e desesperados, Diogo abotoa corretamente a camisa e Tâmara pensa em uma desculpa.
    _Bem..é...Jorge, a gente estava...
    Diogo a interrompe:
    _Nós estávamos...nós corriamos!
    _Sim, apostávamos corrida no gramado!
    Livre então de qualquer desconfiança, Jorge responde:
    _Bem, não fiquei sabendo de nenhuma corrida na programação da festa. De qualquer forma, me chamem na proxima...E esse homem aí, não vai correr denovo tão cedo...HAHAHA! Sua mulher está no hospital. Foi tentar pular uma das fogueiras e acabou...bem..ela se queimou um pouquinho. Não ouviram os gritos? A fazenda vizinha ligou para perguntar o que aconteceu, de tão altos que foram!
    Os dois então se lembram de gritos diferentes exclamados há pouco tempo, e afirmam veementemente não terem ouvido nada.

    Suas mentes então voltam ao presente. Os dois continuam a se abraçar e voltam mais uma vez ao quarto, trancados entre paredes à prova de som, lençóis de seda e o amor que exalava de seus corpos nus.
     
  10. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    É porque vocês estão apenas conhecendo meu lado obscuro. Esperem pela próxima parte. =)


    Forfy querida, tá estonteante! Eu ri muito da minha mulher ter se queimado! Hahahaha... Saca história em quadrinhos tipo Homem Aranha ou Turma da Mônica, onde as histórias não tem ligação entre elas diretamente? Então, tava pensando em fazer alguma coisa assim, então vou começar outra história, ok?

    =)

    Isso tá ficando tão divertido quanto eu imaginei. Seu texto tá excelente, eu só vou sugerir por MP umas modificações, mas tá muito bem escrito.

    E lá vamos nós, amore mio! ^^

    (Escrevo o meu hoje ainda)
     
  11. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    CAPITULO 3 - A RAPSÓDIA DOS AMANTES - POR MELKOR



    - So you think you can stone me and spitt in my eyes! So you think you can love me and leave me to die! Oh baby, can’t do this to me baby! Just gotta get out, just gotta get right out of here – Diogo está cantando no banho, animado.
    - Amor, preciso usar o banheiro! Posso entrar? – Magda gira a maçaneta, sem esperar resposta – Está trancado! Diogo?
    - Espera um minuto – responde Diogo, com seu animo fugindo pelas narinas.
    Ele abre a porta enrolado de modo tosco em uma toalha azul. Ela o analisa, com os olhos azuis, de cima até embaixo transpirando volúpia. Ele se afasta conforme ela se aproxima, mas é em vão; ela quer e não há escapatória. Ele sempre tem que saciá-la pelo sexo ou ela o faz pelo bolso.


    Ela arranca a tolha e dá um grito de prazer horrível que chega perto de fazer Diogo fugir e pedir o divórcio. Mas não pode, porque para amar totalmente Tâmara ele sabe que tem que ser assim.


    Ela se ajoelha no chão molhado e ele assiste toda a cena pelo espelho. Já diria Clarice que quem tem um pedaço de espelho quebrado já poderia ir com ele meditar no deserto. Não obstante, ela está morta e suas palavras já são mentiras. Ele não pode fugir daquela cena, seu amor é incapaz de eliminar o que ele é por natureza: homem.


    Ela o joga no chão, vermelha e ridiculamente repleta de desejo, e pede por um filho. Ela diz que fazem anos que eles tentam em vão, diz que não é possível que a culpa seja dela, não pode ser. Ela, pobrezinha, não sabe que ele trocou faz muito tempo o calmante que ela toma toda noite por um anticoncepcional barato.


    Ele atende os pedidos loucos dela, está desarmado! Feito o que havia de ser feito, sem muito amor nem desejo, ela entra no banho e ele sai. Gostaria de outro banho, é claro, mas isso poderia significar ter que se defrontar com mais uma demonstração de que sua mulher não tem limites. Tudo bem, ele também não tem – não quando está no Quarto. Se houvesse uma palavra que pudesse exprimir liberdade, ausência de limites e felicidade esse seria o nome do Quarto. Um dia sugeriu para Tâmara que se chamasse Fuga, mas ela não aceitou. Quarto estava bom.


    Já havia se trocado, faltava apenas a gravata, quando Magda saiu dançando e cantando do banho totalmente nua segurando os seios pela base. Por que ela fazia aquilo? Será que ela não percebia que não era sensual desfilar com uma cicatriz na perna próxima à reentrância do pêssego? Ela acha que é sedutora, ah sim, quando se veste com uma cinta liga ou pede emprestado da irmã o uniforme de enfermeira.
    Felizmente, o telefone toca e o salva daquela mulher ridícula. Ela faz sinal de que é a mãe dela e que vai demorar. É o momento ideal. Ele a beija no pescoço – porque ela adora isto – e sai do quarto dizendo em alto e bom tom que não vai jantar em casa.


    Hoje é a noite dele e dela, é a rapsódia dos amantes. Só deles. Ele senta no banco, em frente à casa número 43, e abre um jornal velho. O de sempre. Logo ela vem, com um vestido preto, cabelo preso no alto da cabeça e batom vermelho e o leva pela mão para a porta da casa.
    Dona Ruth abre, horrorizada, barra a passagem, sai da casa e fecha a porta atrás dela.


    - Que vocês são jovens pervertidos eu sempre soube – ela começa – mas que são capazes de vir aqui na minha casa à noite para fazer Deus sabe lá o que e perverter seus próprios filhos! Não, não imaginava! Fora daqui!
    - Ruth, querida – Tâmara a acalma – A gente pensou em jantar com as crianças e depois ir pro Quarto. Ouvir música, sabe?
    - Não sei! Agradeço às paredes por não ouvir as músicas que vocês compõem!
    - Você fala de nós como se fossemos cães no cio! – Diogo entrevêem – Não é verdade! Não estamos fazendo nada de errado!
    - Bom, não importa. Vieram num péssimo dia. As crianças estão em uma festinha longe daqui e só voltam daqui a duas horas. O único que ficou foi Plêiades Cúthalion.
    - Porque o Pleinho ficou? – pergunta Tâmara
    - Ele não gosta dessas coisas – Ruth abaixa a voz – Ele é o mais estranho dos dez, pra ser sincera.
    - Pois é meu filho preferido! – diz Diogo – Vamos, quero entrar. Não tenta me impedir. Onde ele está?
    - No quarto dele. É no último andar, a única porta. – Ruth dá passagem pra ele e convida, com um gesto de seu braço gordo, Tâmara para o café que exala um aroma delicioso da cozinha.



    - Plê? – Diogo bate na porta.
    - Não enche – uma voz responde, de dentro do quarto
    - É seu pai, seu aglomerado de estrelas mal criado!
    Silencio se segue. Diogo ouve barulho de gavetas sendo fechadas, coisas arrastadas, passos pesados e finalmente a porta se abre. Faz tempo que ele não vê seu filho predileto assim, de perto. Ele é, sem sombra de dúvida, o mais bonito entre todos irmãos. Lembra muito Diogo em sua infância, excluindo o cabelo negro que ele herdou de Tâmara; cabelo este que Diogo por muito tempo quis ter.


    - Filho, eu vim te dar um oi – Diogo entra
    - Oi
    - Nossa, seu quarto é bonito – comenta enquanto se senta na cama do filho.
    - Obrigado.
    - Hm, não lembro de você ter tantos pôsteres assim tão... De gente grande. Sabe, eu também acho a Daniele Winitts muito bonita... Mas... Eu nunca... Er... Tinha visto ela assim. Alias, como ela conseguiu ficar nessa posição?
    - Não sei – seu filho responde, com um olhar desinteressado. A cada vez que ele respira ele suga alguma coisa de seu aparelho.
    - Quando eu era pequeno meu sonho era ter um monte de gavetas! – Diogo diz, se levantando e indo em direção à escrivaninha de Plêiades. Os olhos do seu filho ficam enormes. - O que você tem aqui?


    Não há mais nenhum movimento. Ele não sabe descrever o que vê ali. Nem o filho. Ele fecha a gaveta lentamente e se senta na cadeira do computador, esbarrando no mouse. Seu filho segura um grito de exclamação, Diogo sem entender se vira para o monitor e arregala ainda mais seus olhos.


    - Me conta como foi, Di! – Tâmara se joga aos braços dele em um beijo interminável assim que ele entra na cozinha.
    - A chave, por favor, Ruth – ele se limita a dizer. Ela lhe entrega a chave vermelha que estava no bolso do seu avental. Eles sobem a escada em silêncio e entram no quarto, fechando a porta.
    - Acho que Plêiades é mais parecido com Magda do que com você!
    - Como assim?
    - Esquece, se eu pensar mais um pouco no assunto não vou conseguir me concentrar. Não depois do que vi!
    - O que você viu? Tá me deixando curiosa?
    - Hm, esquece. Segredo de homens. O que você conversou com Ruth na cozinha?
    - Vamos pro que interessa! – ela se despe. Ele coloca um disco de vinil que estava em uma prateleira para tocar. Ele se despe.



    - Nothing really matters, anyone can se. Nothing really matters to me – Diogo acompanha a música, sem fôlego.
    - Falou alguma coisa, amor?
    - Te amo.
     
  12. Forfirith

    Forfirith Usuário

    :amem:
    mais uma vez, arrebentou diogo!!!!!!hahahahhahahaha...meus parabéns, está ótimo!! :lol:
    Já estou com algumas idéias novas também, e logo posto aqui!!
    :grinlove:

    8-)
     
  13. Forfirith

    Forfirith Usuário

    Bem, até que escrevi rapidinho..hehe
    tá ruinzinho, ando sem criatividade esses tempos.. peço desculpas :?

    --------------------------------
    PARTE QUATRO - UM BRADO DE AMOR - POR FORFIRITH

    Aqueles lençóis.Aqueles lençóis nojentos, repugnantes.Repletos daquele suor fétido, fruto do estupro, mental e físico de nossa queria personagem.Deitada e com repulsa de tudo que a tocava naquele instante, principalmente as unhas compridas e cheias de terra de seu marido.As unhas, naquelas mãos, aqueles braços peludos e gordos, o peito com sua respiração incessante e irritante.A barriga gorda de chopp, a papada mole, e o rosto de Jorge.Seu marido.
    Enquanto novas lágrimas cheias de lástima rolavam pela pele macia delicada e desejada pelo Apolo de seus sonhos, seu marido a puxa de lado, exigindo novamente seus deveres de mulher, na cama.
    Nada mais lhe resta a não ser sonhar, fantasiar com seu tesouro da casa vizinha.
    Enquanto seu marido a toca, ela imagina Diogo.Quando ele fala, ela escuta Diogo.Aquelas mãos gordurosas e mal cheirosas pelo seu corpo, seu templo, tocando seus seios, suas costas, sua barriga...não eram daquele traste, não podiam ser...eram de Diogo...dele, Diogo...Diogo...DIOGO!!!!!!
    _o quê? - Jorge lhe pergunta, estático deitado na cama
    _ah, o que o que? -com o mais dissimulado dos sorrisos lhe responde sua esposa
    _Você me chamou de Diogo!
    _Claro que não! deve ter sido a vizinha, o marido dela se chama assim!Não conheço Diogo nenhum!Longe de mim!
    Jorge ergue aquela morbidez da cama, jogando-a ao chão, indo para a sala assistir TV e pedindo para que ela lhe levasse sua cerveja.
    Jogada no chão, ela imaginou se teria força suficiente para quebrar o pé da cama de madeira e matá-lo a pauladas, quem sabe até queimá-lo no jardim e adubar as plantas com suas cinzas...Sim, ela tinha força suficiente, praticara kung-fu por algum tempo.Sabia se virar.Mas não faria aquilo, por seu amor, por seu amante.Se Jorge morresse, seu amor perpétuo por seu affair morreria também.Tudo aquilo que passava era necessário, e quem sabe até não aumentava seu amor.
    Ela se vestiu, foi até a geladeira e pegou a cerveja.Levou até seu marido, nu, na poltrona da sala, assistindo qualquer programa na tv.Esticou o braço e lhe entregou o que pedira.
    _você gritou outro nome, sua vadia!!!você anda me traindo com um qualquer por aí!!
    _marido, acha que trairia VOCÊ?!?de maneira alguma, você é tão sexy, e persuasivo, sensual!
    _o que quer dizer persuasivo?
    _tem um significado bom...
    _sua vadia, você é caidinha por mim...
    Ela não responde, apenas se levanta, aliviada, conseguiu enganá-lo mais essa vez.Foi caminhar pela rua, tomar ar.Passara por desmedidos apuros.
    Enquanto caminha pela calçada, vê um homem com uma altura conhecida, saindo de uma casa conhecida, e indo em sua direção.Sua vida com Jorge está longe.Com ele está sua verdadeira vida.Mal sabia Ele, seu deus, das surpresas que comprara para ele.
     
  14. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    Muito bom também, Forfy! A gente é tipo dupla dinâmica, saca? =)

    Eu ri muito nesse... E também ficou bem forte, quer dizer, eu imaginei ela caindo da cama, humilhada.

    Bom, vou escrever amanhã minha parte. =)
     
  15. Forfirith

    Forfirith Usuário

    Ah, fala sério, eu perdi o dom do humor :osigh:
     
  16. heheh.....bom ta bem legal a sequencia dos textos.....

    gostei...e o modo como vcs falam do amor...bem parece muito real.....

    muito bom! :mrgreen:
     
  17. Lord Meneltar

    Lord Meneltar Argerich

    o que vem agora,Psamatos? :lol:

    :nope:


    Voce nao sabe que isso é antiético? :lol:

    :puke:
    :clap:

    O mais legal é a problemática dos dois.TIpo,a relação deles se sustenta porquê é proibida,esse é o maior atrativo,isso é interessante.Loucos depravados,vocês dois! :lol:
     
  18. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    É porque ainda não escrevemos sobre a dona Rubi! =)
     
  19. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    CAPITULO 5 - LAPIS LAZULI - POR MELKOR



    O lençol, a manta branca da paz e da certeza de que haviam feito a coisa certa, cobria os dois amantes. Não havia manchas, ele mal parecia usado: ainda estava como se tivesse sido apenas mal estendido sob dois corpos nus que foram, por um instante, esquecidos pela Camareira do Amor.


    Ah, a lua! Azul como o mar... não! Azul como um lápis lazuli lapidado. Azul como um lindo lago lacônico. Cada braço de luz estendido por cima deles parece um mundo, as partículas que se agitam no ar parecem nascer sob a luz. Tâmara tenta apanhar uma delas, Diogo ri.


    - Seu marido a forçou hoje?
    - Graças a Deus que não! Alias, graças a você! Só Deus sabe o quanto eu me segurei para não rir quando você ligou dizendo que era o gerente do meu banco e que queria marcar uma reunião comigo. Tipo, eu não tenho conta!
    - Essa foi uma das minhas melhores imitações, você tem que admitir – ele ri – Mas vamos combinar que você usa muito o nome de Deus em vão. Deus não é algo pra ficar se falando assim, toda hora!
    - O que você está falando? Você é ateu e, além de tudo, você falou Deus tantas vezes quanto eu!
    - Agora você falou três. Ganhei. E mesmo assim, eu sou ateu, eu não acredito que faça diferença.
    - Hm – ela pensa – Bah, você me confunde!
    - Confundo? Só isso? – ele se levanta e deita sob ela, o lençol entre eles.
    - Ah, você sabe que não... – ela anui.


    Mais tarde, quando descem para tomar o café antes que seus filhos cheguem da escola, encontram Dona Ruth um tanto quanto diferente.



    - Er, Dona Ruth? – Diogo arrisca
    - Sim. – ela responde, ríspida.
    - Você está brava conosco? Você não parece a Dona de Ruth de sempre, maternal e amiga.
    - Que? – Tâmara sussurra – Amiga? Hm?



    Mas Dona Ruth está enxugando um prato, virada de costas para eles. Não há como prever como está seu semblante. Não doravante, quando ela se vira para eles está com um sorriso familiar exibindo seus dentes amarelos. Eles nunca haviam reparado que eles são amarelos.



    - Esse cheiro de cigarro... Você anda fumando, Ruth? – Tâmara banca a inquisitora
    - Claro que não! Foi... O gerente do meu banco!
    - Ah tá! – ela diz
    - Ainda bem, porque uma velhinha boazinha que fuma é totalmente fora de nexo! – Diogo diz


    Alguma coisa, atrás de uma pilha de copos, faz fumaça em espiral.


    - Remédio para mosquitos? – Diogo pergunta
    - Sim! – ela responde e ao mesmo tempo joga, nervosa, na pia e liga a torneira – Desculpa se incomoda o senhor.


    Ruth está estranha, mas não faz diferença. O que importa é que eles têm exatamente o que queriam quando decidiram o que seria de suas vidas após a faculdade: uma casa entre as suas, uma mistura de Dona Benta com Tia Anastácia e seu amor. E o desejo.


    Diogo, enquanto desce a rua de costas vendo Tâmara subir do mesmo modo, tenta se lembrar de todas mulheres da sua vida. Nunca houve uma como Tâmara. Claro, já houve um amor semelhante, na verdade, muitos. Mas todos foram possíveis.


    Estava certo, forjar um amor? Porque não? Tinha uma mulher, dez filhos, duas casas no seu nome... E outra mulher. O que mais iria querer, como homem? Os seus desejos de adolescente haviam sido todos destruídos, não sobrava mais nada para querer. Tudo era lucro enquanto não apostasse nada.


    E, coincidência ou não, naquele momento de fraqueza (momento este que se repetia a cada segundo: ele era fraco), ela ligou no dia seguinte.


    - Diogo? – uma voz arranhou, do outro lado.
    - Ahm, quem fala? – ele respondeu, educadamente.
    - Alguém que ainda não conhece Machu Pichu.
    - O que? – ele fica confuso
    - Você não esqueceu. Eu tenho certeza. Seu coração cigano ainda ta aí, batendo. Não tá?
    - Não! Eu não sou mais cigano! Luciana? – ele se lembra!
    - Isso. Como vai, Dioguitchu? – ela fica radiante de alegria
    - Eu... Dioguitchu? Isso já devia estar enterrado! – silencio – Eu não sei o que dizer, Lu.
    - Nem eu. Mas eu senti que devia ligar. Adivinha que filme assisti hoje.
    - Se for o filme do livro que eu reli semana passada te mato – ele brinca
    - Então vem aqui me matar. O Morro dos Ventos Uivantes.
    - Nossa. Isso também devia estar enterrado.
    - A gente devia estar enterrado. To certa? – ela fica calma, mas ele sabe que ela está decepcionada.
    - Diogo... Bom, vamos logo jogar limpo. Eu sei que você tá casado. Não me interrompe – ele se cala – E tenho certeza de que você não é feliz com ela. Eu duvido que seu coração cigano esteja quieto. Onde tá a vida que você prometeu pra você, a vida que você prometeu pra mim?
    - Luciana, eu casei.
    - Não importa! – ela não está gritando – Eu não estou te pedindo para me levar pra cama nem pra me beijar, estou pedindo pra você me dizer que você não morreu! Aquele brilho nos seus olhos... Você sabe o que eu acho de você, poxa vida... A gente lutou tanto...
    - É verdade, a sua mãe...
    - É. A minha mãe.
    - Como vai ela. Ainda no seu pé?
    - Ela morreu. Faz dois anos.
    - Você deve estar mal. Sinto muito.
    - É. Ela era uma pessoa legal, ela sofreu muito e eu acho que já sou capaz de ver que ela não sabia que fazia tão mal assim pra mim.
    - E a Giovanna. Linda como sempre?
    - Casou.
    - Mas quantos anos ela tem? Achei que ela era novinha.
    - Ela tem 16. Ficou grávida. Pra você ver como a vida é engraçada.
    - Engraçada?
    - É. Porque minha mãe esqueceu de fazer com ela o que fez comigo. E ela que precisou! Há.
    - Lu... Tipo, eu adorei mesmo falar com você, mas eu preciso encontrar uma pessoa daqui a cinco minutos. A gente se liga, ok? – ele não está pensando em ligar pra ela, em hipótese alguma.
    - Tá bem então. Então beijos, olha, e pensa no que eu te disse. Até mais.
    - Beijos – ele desliga, mas a risada dela, que é cortada pelo seu dedo caindo no gancho, não vai embora.



    Mais tarde, encontra Tâmara com um vestido vermelho provocante na porta da casa da Dona Ruth e eles vão para o quarto para se divertirem. Mas não há diversão. Ele não consegue achar graça naquilo. Ele quer voar. Volta pra casa, com a certeza de que Tâmara está decepcionada, e toma o calmante da sua mulher para dormir. O efeito parece maravilhoso.


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    Forfy, eu já mandei umas coisas que eu acho legais pra você colocar no capítulo 6 por MP.

    Ah, leitores, eu vou viajar hoje e volto daqui a 7 dias, mas a Tâmara querida vai colocando uns capitulos dela. =)
     
  20. ue mas ele naum tinha trocado o calmante por um anticoncepcional barato??

    mesmo assim fico bom essa parte heheh!
     

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