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Fantasia sofre preconceito?

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por *Artanis*, 30 Mar 2010.

  1. *Artanis*

    *Artanis* Siga as borboletas!

    Já reparei muitas vezes que várias pessoas consideram fantasia como um gênero infantil e por isso desprezam este tipo de literatura. A maioria julga sem nem ao menos conhecer o livro. Não conseguem enxergar valores e reflexões que se podem extrair deste tipo de obra. Até mesmo histórias bem complexas para serem direcionadas à crianças são consideradas infantis ou infanto-juvenis somente por serem de fantasia (pelo menos, essa é a impressão que eu tenho). Bom, não estou me referindo quanto à classificação do livro, mas aos leitores que muitas vezes desprezam este tipo de leitura por considerar boba e pra crianças. Vocês têm também essa impressão de que algumas pessoas torcem o nariz para fantasia por considerar infantil demais? Vocês acham que o fato da maioria deste tipo de livro ter crianças como protagonistas facilita a generalização de que este gênero é direcionado para crianças?
     
  2. -Arnie-

    -Arnie- Usuário

    Temos por um lado as obras de fantasia mais simples por serem direcionadas a um público jovem e de uma formação literária ainda em construção; por outro, temos a massa de autores que usam a fantasia como meio de camuflagem para o amadorismo. São eles que de poluem o gênero. Perceba que ninguém jamais duvidou da gelialidade de Borges, ou Kafka, ou Ítalo Calvino, que são escritores de fantasia, ou de A Volta do Parafuso, um livro de terror e um dos grandes clássicos da literatura mundial.

    Falando em terror, este é outro gênero de excenelte terrano para uma grande quantidade de autores medíocres, de gente que leu Stephen King e acha que é fácil escrever; só esquecem que King não lê coisas como King, lê Flaubert, Dostoiévski e T.S. Eliot, por isso os livros dele são, como dizia-se na França sobre sobre celebridades que lançavam livros: uma boa imitação de literatura.

    Não vou citar nomes dos escritores ruins de fantasia, não precisa, eles são muitos e não precisa procurar muito; se eles tivessem qualquer resquíssio de talento, se quisessem escrever bem ao invés de ganhar bem, talvez o gênero como um todo perdesse esse estigma.
     
  3. Diva

    Diva Usuário

    Acho que livros de fantasia sofrem preconceito, mas nem tanto por essa questão de ser destinado pra crianças e adolescentes. E, sinceramente, acho que isso é coisa de gente de mente tacanha. Sim, muitos livros são destinados ao público infantil. Pela linguagem, pelos estereótipos que cria e assim por diante. Mas isso não implica dizer que só deve ser pra aqueles públicos. Eu adoro literatura infantil e infanto-juvenil. Leio hoje e certamente lerei o que meus filhos futuramente lerão. Também não creio na inferioridade de um determinado livro por conta do público ao qual ele se destina.

    O gênero sofre preconceito em virtude de grande parte do que se lança com o selo "fantasia" ser muito ruim do ponto de vista literário. Geralmente, são apenas histórias(sem uma preocupação estética), muitas vezes com personagens clichês ao extremo e mal construídos; os autores na pressa de darem prosseguimento à série ou de terminar um livro, seja lá o que for, constroem uma narrativa mal e porcamente. E, me desculpem, vou ser chata, literatura pra mim não é apenas "contar uma história". Literatura tem de ter um aspecto formal, uma preocupação mínima com aquilo que se está escrevendo.

    Também não vou citar exemplos. Só o que tem aí são esses livros, proliferando como uma praga.
     
  4. Tem literalice em tudo quanto é gênero de leitura, mas quando o assunto é fantasia, isso já se tornou endêmico. Obras fracas não só em aspecto formal, mas também no quesito conteúdo. Creio, principalmente naqueles livros destinados ao público infantil e infanto-juvenil, que deva existir uma função pedagógica, não precisa ser algo explícito ou escancarado, mas que suscite no leitor um mínimo de capacidade crítica perante as virtudes e vicissitudes que o cerca, que o faça refletir melhor sobre suas ações e as implicações destas mesmas ações. Como falei, essa necessidade é mais aguda nos jovens leitores, já que ainda estão criando uma identidade e acredito sinceramente que as obras de fantasia apresentam uma capacidade ímpar de contribuir para uma benéfica formação dessa personalidade.

    E, para aqueles que relegam a fantasia para um plano secundário e infantil, eu pergunto: e onde ficam clássicos com forte apelo ao místico, ao mágico, ao surreal como A Metamorfose e Cem Anos de Solidão?
     
  5. Aline Guiotti.

    Aline Guiotti. Usuário

    No meu caso, nenhum pouco. O meu passatempo predileto é ler, o que inclui todos os tipos de obras, especialmente as infantis. Inclusive, estou lendo atualmente Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll e simplesmente adorando.

    Mas a questão da taxatividade está presente todas as relações, então porquê não estaria na literária. Eu mesma, sou um tanto preconceituosa no que tange à livros de auto-ajuda, mas respeito as pessoas que gostam, sendo um assunto do qual eu não poderia discutir por me faltar conhecimento.

    Assim, o preconceito literário varia de cada pessoa, assim como o preconceito generalizado.
     
  6. -Arnie-

    -Arnie- Usuário

    As obras voltadas para o público infantil também sofrem com a péssima qualidade. Parece que por serem livros destinados a um grupo em inicio de leitura, menos exigente, pode-se fazer de qualquer jeito. Engano! Um livro de Júlio Verne vale por toda a bibliografia de Rowling e Riordan, por exemplo. Hoje, com a sociedade atravessada que possuimos, são poucas as crianças com capacidade de ler Verne e Lewis Carroll. Para não dizer boa parte dos adultos também...

    Enfim, é isso. Resumo da minha ópera: Tem-se a ideia de que, seja pelo público alvo ou pela inabilidade do autor, a fantasia é campo aberto para a simplificações e mediocridade, mas os bons autores destacam-se, vão além dos herois inseguros e dos vilões malvados com um passado sombrio e um grande segredo que pode mudar todo o rumo da história e...
     
  7. *Artanis*

    *Artanis* Siga as borboletas!

    Concordo com você, acho que tem muitos livros de fantasia ruins (bom, terror não é um gênero que eu leia muito pra falar), mas como você mesmo disse são amadores. Acredito que fãs de fantasia são os que mais buscam inspiração nas obras que gostam para escrever suas próprias histórias, isso somado ao fato de fantasia se tornar tão popular ultimamente, por isso tantas história sendo lançadas.


    Verdade Diva, nada demais ler algo destinado ao público infantil, se você gostar.

    Pois é, porém tem o lance de serem clássicos já consolidados que realmente não são atribuídos a um gênero infantil, mas se você for ler algo mais popular e mais voltado à fantasia do que ao realismo, muitos vão te olhar torto por considerar isso coisa de criança. Pelo menos essa é a impressão que eu tenho, de que se disser que está lendo um livro que tem magia, bruxo, elfo, qualquer coisa do tipo, algumas pessoas vão dizer que não gostam por considerar bobo, mesmo sem ter lido. Por isso acho que fantasia sofre mais preconceito do que outro gênero.

    Não acredito que isso ocorra aqui no Meia. Pelo jeito a maioria tem um gosto bem variado e se não gosta de um gênero acredito que pelo menos tentou ler algo do tipo e não gostou.

    Uma triste realidade.
     
  8. Tayana

    Tayana Usuário

    Cara, eu adoro livro de fantasia e sim sofrem preconceito, por que eu mesma já sofri com isso...
     
  9. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    [align=justify]O que mais me irrita com relação a pessoas julgando Fantasia é quando elas dizem algo do tipo "Mas isso nem existe de verdade." ou "Para que ler isso, é tudo mentira.", putz, se o nome do gênero é Fantasia, é óbvio que se trata de abstração e criação ficcional, e isso não desmerece em nada o livro, se quiser julgar, por favor, encontre critérios mais plausíveis. Humpf![/align]
     
  10. kirah

    kirah Usuário

    realmente, já ouvi muito disso também...

    Há pessoas {nem todas, felizmente...} que se prendem tanto à realidade que mal sobra espaço para um pouco de fantasia, esse tipo de literatura aguça a percepção do leitor pois o faz deparar-se com algo novo, inusitado, simples ou complexo, é imprevisível...

    Eu de minha parte confesso, é um dos gêneros que mais me atrae, já fui muitas vezes taxada de superficial e pobre de espírito por isso {obviamente com palavras menos coloridas}, mas pouco me importa, concordo que há bons e péssimos escritores, assim como em todos os demais gêneros e quem decide isso é o leitor e apenas ele, posto que cada livro/autor é interpretado de uma forma por aquele que o lê...
     
  11. Diva

    Diva Usuário

    Detalhe: quem diz isso não tem o mínimo de critério já que a literatura, seja ela com situações e personagens do nosso universo ou algo fantástico, sempre será uma mentira, uma invenção, uma criação. Também penso que quem diz isso é incapaz de se abstrair, já que literatura fantástica, quando bem feita, funciona como belíssimas alegorias da realidade ou como distopias.
     
  12. Izze.

    Izze. What? o.O

    Acho que a fantasia sofreria preconceito mesmo se o número de boas obras fosse maior do que as ruins. É porque a fantasia está estritamente ligada ao infantil. Por que esses livros geralmente são centrados em crianças? A resposta já está na reação do adulto ao se confrontar com a fantasia: achar uma baboseira. Para a história acontecer, é preciso de um estímulo. Um adulto protagonizando uma história de fantasia poderia resultar em duas coisas, ao meu ver: 1- um louco fazendo maluquices e; 2- uma história curta onde ele não vai entrar na fantasia. Vai rejeitá-la e ficar só nisso.

    É essa a reação daqueles que não leem fantasia. Eu sinceramente não gosto de histórias fantásticas onde o adulto é protagonista (não nessas em que um mundo paralelo se junta ao real, estilo Nánia e afins). Crianças funcionam melhor se a abordagem for essa, porque crianças se deixam levar por essas histórias. Adultos de mente limitada não conseguem fazer isso. Vão continuar achando que, só porque tem crianças, é para crianças.

    Como já disseram, livros infantis podem ser lidos por adultos. Devem ser lidos, aliás, porque tem muito mais a ensinar do que um livro sobre negócios. Porque ensinam a ser humanos. Mas a maioria não vai saber interpretar a fantasia, ainda mais a infantil e infant-juvenil, dessa forma. Puro preconceito, que nem ao menos tentam minimizar.

    A mudança disso não está só na qualidade das histórias, mas tem que partir do leitor preconceituoso também. Porque não adianta nada ter um acervo estrondoso com o melhor da fantasia se a pessoa vai continuar dizendo "é baboseira".
     
  13. *Artanis*

    *Artanis* Siga as borboletas!

    É isso mesmo que a gente acaba ouvindo, totalmente irritante.

    Exatamente Diva, qualquer livro não deixa de ser um ficção, o problema é que pra alguns fantasia foge muito da realidade então eles não conseguem fazer este link fantasia-realidade ou mesmo enxergar alegorias.

    Pode ser então Izze que o fato da maioria dos livros de fantasia serem infantis é o pouco caso que muitos adultos fazem desse tipo de história, então o livro já é moldado e escrito para uma abordagem mais infantil. Mas não concordo com você quando diz que criança funciona melhor com esse tipo de história, quando o livro é bem escrito e com o desenrolar da história bem feito adultos podem muito bem serem protagonistas sem a história ficar ruim ou soar estranha por causa disso.
     
  14. Petra

    Petra Usuário

    Acredito que a fantasia sofre preconceito como muitos outros gêneros. Auto-ajuda, clássicos, romances, best-sellers...
    Porém, acho que esse preconceito com a fantasia vem de um público mais velho por achar que fantasia é direcionado para crianças, assim como auto-ajuda é para um público mais velho. Talvez porque os livros mais conhecidos de fantasia são os livros lidos por crianças e adolescentes e exploram um mundo em que talvez uma pessoa mais velha não queira se aventurar por achar "fantasioso" demais.
    As pessoas só tem o direito de julgar aquilo que ela já leu, se nunca leu um livro de fantasia e já chega dizendo 'Ah, que livro de criança' acho que realmente não vale a pena discutir.

    Nossa, já cansei de escutar isso... Atualmente nem comento mais com a pessoa que chega a mim e fala isso. Ela não conhece as virtudes de um livro de fantasia atualmente :sim:

    Concordo com você, Diva.

    Acho que a fantasia é um dos campos da literatura extremamente util hoje em dia, se cada adulto, ou criança, abrisse uma obra (mas uma obra BOA) de fantasia e parasse um pouco pra perceber que ela não é uma obra simples como ele pensava, e que tem muitos fatos que influenciam no mundo ou até mesmo críticas camufladas no meio de uma história 'simples', iriam aprender mais do que abrindo um livro de auto-ajuda. :sim:
     
  15. Zzeugma

    Zzeugma Usuário

    Pois é, muitos dizem o mesmo da Ficção Científica.
    Mas, apenas para oferecer um contraponto: o livro "Linha de Sombra" do Joseph Conrad PODE ser lido como uma história em tons sobrenaturais. E, pelo visto, muitos o liam assim, pois Conrad escreveu uma introdução, explicando sua real intenção... Entre outras coisas, disse que a "realidade já é suficientemente sobrenatural" (Ou coisa parecida).

    * * * * * * * * * *

    Acho que a maior vantagem do fantástico numa história é torná-la "imprevisível". Não sei se todo mundo assistiu ao Exorcista, mas uma das melhores coisas nele (e que talvez as plateias modernas não entendam, acostumadas que estão ao "feijão-com-arroz" que se transformou o cinema de hoje em dia) é que - se você assistir ao filme sem saber o título, poderá imaginar que a coisa não passa de um drama médico. Tudo é muito real, comum, até que começam a acontecer os eventos. Lost e Arquivo X talvez pudessem ser bons exemplos também... Escrever é trabalhar com expectativas.

    O maior risco ao lidar com o fantástico é ele se afastar demais da "realidade". Sim toda história é uma "mentira"... Mas não é "falsa". Ela precisa (tentar) dar algum significado "verdadeiro" para o leitor. Exemplos de Borges: O conto de Borges sobre o mundo irreal de Tlon, Uqbar, Orbis Tertius não aconteceu, mas os efeitos que uma obra imaginária pode ter na realidade são palpáveis (Como na questão dos Protocolos dos Sábios do Sião, mencionada por Eco). Não sei se um dia existiu algo como "O Zahir", mas existem paixões avassaladoras que nos sufocam, nos prendem, nos cegam, nos obcecam como um "Zahir".

    Talvez esteja aí a razão desta aversão ao fantástico: muitos não conseguem ler qualquer significado além da história que está sendo contada. É um pouco como ler Chapeuzinho Vermelho e achar que SÓ se conta a história de uma menina que foi enganada por um animal falante.
     
  16. Ahhh... eu devo me restringir nos comentários!?:pipoca: Pois acabei de vir do tópico falando de Lewis e suas famosas crônicas, onde havia um hiper conteúdo de criticas quanto a linguagem fantasiada que ele usa para apresentar sua visão teológica. Pessoas "incapazes de se abstrair" e consequentemente tornam-se céticas o bastante para não apreciar o inexistente e o improvável da fantasia, são abundantes, influenciando inclusive a produção literária, preferindo Brown (Código Da Vinci) a Tolkien (o Hobbit). Tais mentes sedentas de racionalidade, literalizaram até mesmo a fantasia bíblica como Gênesis e as metafóras de Apocalipse. Um empobrecimento entristecedor.
    É por essa busca constante pelo real, que ficamos cada vez mais "preso ao chão de nossa vida e não criamos asas para voar". (A águia e a Galinha Leonardo Boff)
     
  17. Anica

    Anica Usuário

    Devereaux, generalizações são perigosas. Eu sou uma pessoa razoavelmente cética e mesmo assim gosto de fantasia (caso contrário não seria administradora de um fórum sobre Tolkien). A questão é: gostar de fantasia não me obriga a gostar de todas as obras do gênero. Eu li só o primeiro livro de As Crônicas de Nárnia e achei um saco - ainda acho que por conta da tradução, mas a linguagem não me agradou.

    Não tem a ver com ser cético ou não, até porque meu marido é um dos sujeitos mais céticos que eu conheço e é simplesmente apaixonado por ficção científica e fantasia. Sua linha de raciocínio está um pouco equivocada, pelo menos ao jogar no mesmo balaio as pessoas que simplesmente não apreciam o gênero com os ditos "céticos".
     
  18. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    [align=justify]Quando as pessoas dizem que ler obras de fantasia é besteira por serem coisas que não existem, estão querendo, inconscientemente, desvincular os autores da realidade da qual fazem parte, uma vez que, por exemplo Tolkien, não viveu na Terra-Média, e sim na Inglaterra, e não qualquer Inglaterra, mas sim aquela da primeira metade do século XX. Ou seja, essa realidade concreta, REAL de fato (caso quisermos ser enfáticos com relação a isso) que o inspirou, essa realidade que lançou a semente da criação na sua mente, enfim, as influências reais delinearam a ficção dele.
    Não ver essa relação é não saber reconhecer a sutileza desse gênero literário.[/align]
     
  19. Desculpa Anica, acredito não ter generalizado a fala, ao contrário, a crítica é para as pessoas que tornaram-se "céticas o bastante para não apreciar o inexistente e o improvável", à essas e somente essas. Não há problemas no ceticismo originário e filosófico, esse do raciocínio crítico, o qual até mesmo eu, considero ter.
    Ao utilizar o termo "cético" refiro-me a sua significação por extensão de sentido: toda pessoa dada a incredulidade por escolha intelectual própria e que não permite-se a mudanças por causa da dúvida permanente. << e não é uma definição minha não, é do Houaiss.
    Então acho sim, que tem a ver com ceticismo, não fruto de uma corrente filosófica e responsável, mas esse da ignorância e do dogmatismo. :pipoca:
     
  20. imported_Elring

    imported_Elring Usuário

    Depende, na Europa, Asia e EUA, o gênero fantasia vai muito bem. Basta pesquisar pela palavra fantasy ou sci-fi para ver o quanto há de livros inéditos que nunca foram publicados no país. E a causa de tanta aversão é o próprio leitor médio brasileiro que lê pouco e não se arrisca a ler algo que o force a uma reflexão ou utilize de muitas referências sociais e comportamentais.

    Sendo assim, dificilmente alguma editora irá trazer novas ou antigas obras de cunho fantástico sem a garantia de retorno financeiro, que envolve revisão, reimpressão e outros quesitos comerciais.
     

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