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    22

Lissa

Chocolatier Honoris Causa
A minha colega de monitoria é vegetariana estrita e o namorado dela também, daí um dia ela me apareceu com uma pizzinha de alguma coisa muito feia, mas que tinha cheiro de sardinha. Como eu não sabia de quem era o pote com a pizzinha (a princípio) e tava com cheiro de peixe, achei que fosse da minha outra colega (que é minha bisneta), tomei a liberdade de comer um pedaço. No início, parecia que eu tava mastigando um pedaço de tatame. Depois, veio um gostinho muito bom. Bem nessa hora, a minha colega dona da pizzinha me viu comendo e disse que era pizza vegana de cogumelo com berinjela. Mano, eu detesto cogumelo e berinjela.

A gente conversou bastante sobre o assunto e ela foi me contando como o namorado dela (que ama cozinhar e ta ate fazendo cursos de cozinha) faz as receitas que ela leva pra faculdade. Ela foi falando os ingredientes e quase nada eu gostava ou gostaria de comer. E ela me desafiou. Disse que ia trazer uma porção a mais dos lanches dela pra eu provar, mas só ia me dizer depois o que era. Exceto doces, porque a esmagadora maioria dos doces que ela come levam banana e eu sou alérgica.

Até o momento, ela me levou dois lanches. Um sanduíche de pasta de grão de bico com maionese vegana que tava bem top e um outro com pasta de abóbora, que eu quase vomitei, porque realmente eu detesto muito. Agora estamos combinando de ir num restaurante vegano da cidade dela, que é aqui do lado, pra ver se rola. É fast food, então acho que vai rolar.

Considero isso uma grande evolução em mim, apesar de eu ter a certeza que nunca conseguirei abandonar a carne e os derivados animais porque eu gosto muito do sabor e não acho que compensa, pra mim. Mas pelo menos estou dando mais chance ao que tem por aí. Não tendo banana, abóbora e lentilha no meio, já ta bem bom :lol:
 

Vela- o Rousoku

Sirius Black
Faz 2 semanas tava visitando minha vó em Curitiba e demos uma de Samwise Gamgi e levamos praticamente a cozinha toda. O plano era incluir um prato vegano na mesa do almoção de família pra mais de 10 pessoas. Fizemos uma lasagna de queijo cremoso de amêndoas e azeitona com molho branco de castanha de caju e molho vermelho, e outra lasagna menor de presunto de soja e parmesão de castanha, com os mesmos molhos.

O tio-reaça-que-da-discursinho-pra-todo-mundo ficou dando discursinho pra todo mundo sobre como ele tava impressionado que comida vegana pra ele é tudo chato e sem gosto de nada e aquela lasagna tava uma delícia "putaquepariuquecoisagostosamedamaisumpedaçoéaprimeiravezquecomocoisaveganagostosadessejeito".


Que bom porque carregar na mala mais de um kg de castanha e quase queimar o liquidificador da minha avó não foi fácil.



Uns tempos atrás numa correria a noite a única coisa aberta era um fast food "clone do McDonalds" que nunca ouvimos falar e fomos perguntar se tinha coisa vegana. Para nossa surpresa tinha duas opções de hamburguer vegano, um sabor carne e um sabor frango. Pedimos um de cada, erraram e deram os dois sabor de frango, mas pelo menos era vegano então tá tudo certo. (Eu ainda não era vegetariano, pedi só pra acompanhar e ser parceiro.)

Era pra viagem e só descobrimos o que era depois. Demos a primeira mordida e os dois pararam e se olharam com cara feia de desgosto e nojo. "Erraram e deram hambúrguer de frango de verdade pra gente", concluímos juntos.

Depois de muita discussão, análise detalhada do produto e várias pesquisas no google, concluímos que não erarram nada. Aquela merda realmente tinha gosto de frango de verdade, pq era feita com um microfungo do caralhoa4 que realmente tem gosto idêntico ao frango. (Até pq frango tem gosto indefinido mesmo. Ruim, mas indefinido.)

Quem fabricou aquele hamburguer mandou muito bem, pq era uma réplica perfeita do gosto do frango. Só que somos o público alvo errado. Eu não consegui comer o meu e tirei o hamburguer fora e comi só o pão. Tava horrível porque atingiram o objetivo bem demais.
 

Fúria da cidade

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Usuário Premium
Parece couro, mas é vegano: fábrica aposta em laminado sem origem animal



Sapatos feitos com laminado sintético vegano desenvolvido pela Cipatex Imagem: Divulgação/Cipatex

A internacionalização já estava nos planos do empresário Marcos Basso, 51 anos, de Novo Hamburgo (RS), há algum tempo. O que ele não imaginava era que seria um produto vegano, bastante usado na confecção de sapatos e bolsas, que abriria portas fora do Brasil para seu negócio voltado à produção de correias para guitarras.

Desde que apresentou ao mercado exterior correias produzidas com laminado vegano, um tecido com aparência similar ao couro, porém sem qualquer substrato de origem animal, Basso já soma contratos nos Estados Unidos, Alemanha, Austrália e Chile.

"Apresentamos a correia com laminado vegano em uma feira na Califórnia que reúne a indústria da música, com mais de 100 mil pessoas. Conseguimos abrir o mercado com um produto sustentável, mesmo ocupando um espaço menos privilegiado entre os expositores e com uma marca brasileira", comenta o dono da Basso Straps.


Marcos Basso usa o laminado vegano na fabricação de correias para guitarras
Imagem: Divulgação

O produto que o empresário levou em janeiro para a National Association of Musical Merchants (NAMM), em Los Angeles, é fabricado com o laminado sintético com componentes de origem vegetal comercializado pela Cipatex.

Em atividade há 55 anos em Cerquilho, interior de São Paulo, a fábrica é especializada em laminados sintéticos de diversos tipos, como os usados pelo setor calçadista e de transporte pesado, em lonas que cobrem carrocerias de caminhões de carga. O material é constituído por uma ou mais camadas de plástico (PVC ou PU).

No início de 2018, a empresa decidiu buscar meios para fazer um produto sustentável, de qualidade e durabilidade equivalente ao couro e que não tivesse qualquer matéria-prima de origem animal. Oito meses depois, oferecia aos clientes a primeira linha vegana. "Pesquisando, vimos que poderíamos fazer a substituição dos produtos de origem animal por outros ingredientes. Assim, nasceu nosso laminado 100% vegano", relata o químico da indústria, Fernando Brandão.

Composição e mercado


Um dos aspectos favoráveis do produto, explica o químico, é a composição isenta de metais pesados tóxicos, como bário, presente no laminado comum. Em vez disso, são utilizados metais que facilitam o descarte e a reciclagem, como cálcio, zinco e potássio. O ciclo de vida do produto pode ultrapassar os 10 anos, e ele é 100% reciclável.


Pesquisas para chegar ao produto vegano levaram oito meses, segundo o químico Fernando Brandão
Imagem: Divulgação

"A composição também minimizou o uso de sustâncias provenientes de carbono fóssil. O que deixa o material mais macio, por exemplo, vem de origem vegetal e não do petróleo", assinala Brandão.

O material também atende ao Reach, um regulamento relativo ao registro, avaliação, autorização e restrição de produtos químicos em produtos utilizados pela Comunidade Europeia.

No caso dos sapatos, a vida útil do produto depende do quanto será usado e dos cuidados que o consumidor terá, mas a empresa diz que a flexão (quantidade de passos dados com um calçado) do laminado vegano é quatro vezes maior que a do laminado comum.


Maior parte do produto vegano é usada pelo setor de calçados e bolsas
Imagem: Divulgação/Cipatex

A fábrica, que tem três plantas industriais e 1.000 colaboradores, produziu 14 mil metros quadrados de laminado vegano desde agosto de 2018, enquanto a produção do laminado sintético convencional ultrapassa os 5 milhões de metros quadrados por mês. Para se ter uma ideia, 10 mil metros quadrados de laminado vegano são suficientes para produzir até 400 mil pares de calçados.

No próximo ano, no entanto, a Cipatex planeja dobrar a produção de 2019 do produto vegano. "Para 2020, nossa meta é produzir de 20 mil a 30 mil metros. Começamos com uma meta baixa, de 6 mil a 7 mil metros, e já passamos isso sem ter fechado o ano", comemora o gerente de Desenvolvimento da Cipatex, Rodolfo Zaratin.

Comportamento


Zaratin observa que a iniciativa atende a um segmento de consumidores que vem chamando atenção dentro e fora do Brasil. Embora a maior parte do laminado vegano produzido pela indústria em Cerquilho seja enviada para o setor da moda, outras áreas também têm demonstrando interesse pelo produto.


O gerente Rodolfo Zaratin diz que Cipatex planeja dobrar a produção do laminado vegano em 2020
Imagem: Divulgação

É o caso da automotiva, com veículos sendo vendidos sem componentes com couro, como no caso do revestimento dos bancos. "Pessoas que se preocupam com o bem-estar animal, sendo veganas ou não, podem preferir produtos que usam o laminado vegano. Então a indústria automotiva, entendendo esse movimento, faz a substituição do couro pela laminado vegano", enfatiza o gerente.

Na área de instrumentos musicais, isso é ainda mais acentuado, analisa o empresário Marcos Basso, que compra laminado vegano da Cipatex para produzir correias para guitarras. O público-alvo dele são músicos que tocam por hobby. "No mundo todo, principalmente entre a população com idade entre 8 e 25 anos, a preocupação com sustentabilidade é muito forte. É uma geração que já nasceu com internet e está muito ligada à questão ecológica", diz.

Cerca de 50% das exportações da empresa de Basso são feitas com laminado vegano. "No Brasil, a receptividade é boa, porém as vendas da correia vegana ainda não chegam a isso. Ainda não há, infelizmente, uma mentalidade como lá fora", pontua o empresário.
 

Fúria da cidade

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Usuário Premium
Em outro tópico eu comentei recentemente que quis experimentalmente me testar melhor, ver até aonde eu poderia chegar com uma dieta mais verde e menos animal possível, mas por enquanto só dá pra ficar no mínimo num meio-termo e se eu quiser evoluir, sinto que tem que ser gradual e não radical do dia pra noite como tentei fazer. Pelo menos aos poucos, graças a ter começado a frequentar alguns bons restaurantes indianos de culinária vegana, tenho certeza que essa evolução gradual vai continuar, pois sempre fui admirador da culinária desse povo e nada é tão bom como comer algo muito bem preparado e temperado e uma refeição vegana nessa situação não fica devendo em absolutamente nada a uma de base animal.

Uma certeza que tenho é que pelo menos a noite já há vários anos, a minha dieta é totalmente 0% animal, a base de frutas e sucos. Nesse período me considero um autêntico "frugalista".


Fazendo uma atualização do que postei no inicio do tópico alguns meses atrás.

Hoje o meu "meio-termo" que citei antes e que estou seguindo mais de uma forma bem mais definida seria a chamada Dieta Mediterrânea. Na minha opinião está sendo um ótimo caminho intermediário, pois está sendo bem mais saudável.

 

Clara

Perplecta
Usuário Premium

Achei tão bacana a sinceridade e o bom senso dela, principalmente sendo tão nova (18 anos). =]
 

Valinor 2020

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