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[L] Criando roteiros

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por NeoDeSampa, 25 Ago 2003.

  1. NeoDeSampa

    NeoDeSampa Usuário

    Criando roteiros

    Gosto de escrever e sempre pensei em escrever roteiros , ams pouco sei de como fazer um.



    Agora mesmo ao ler musashi realemtne apssa um filme em minha cabeça...e imagino as cenas ficariam perfeitas a fotografia e talz...


    alguem tem dicas de como se monta um roteiro....

    alguem topa essa investida?
     
  2. Hobbit Bonzinho

    Hobbit Bonzinho Usuário

    Re: Criando roteiros

    hm... praticamente todos os livros que eu leio passa na minha cabeça fazer um filme! :lol: Mesmo que o livro já tenha esse filme e ele seja perfeito!
    Musashi é meio difícil... teria que ser no mínimo uns 2 filmes de 4 horas cada... :think:
    Nunca fiz um roteiro mas o que realmente precisa é que cada cena, cada fala tenha alguma utilidade, e desenvolva de alguma forma os personagens e o roteiro, etc.
     
  3. Meldannë Nimril

    Meldannë Nimril Usuário

    Como eu não li musashi não posso topar a investida mas escrever um roteiro não é mto difícil, todos eles tem uma configuração igual não importa se é americano ou não ... tem um cabeçalho onde vc põe as informações de onde se passa a cena e a hora, depois vc descreve (não precisa nem romancear basta ser claro e preciso) o que vai acontecendo na cena e coloca as falas, alguns colocam os movimentos q a câmera faz, mas as vezes nem é necessário. Basicamente é isso, tem algumas outras coisinhas q são meio complicadas de explicar aqui.


    Pq vc não entra em algum site de cinema e pega um roteiro para dar uma olhada pra ver como é...(
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    é mto bom mas só tem roteiros em inglês) se vc achar legal e quiser tentar, tem vários livros ensinando a escrever roteiros eu até tenho alguns aqui em casa e posso te dar o nome.
     
  4. Sister Jack

    Sister Jack Usuário

    Eu escrevo roteiros a uns 4 anos, e posso ajudar se quiser, mas esse tópico não funcionaria mais no Clube dos Escritores? Afinal, fazer roteiros é uma forma de literatura e escrituração.

    A ÚLTIMA coisa que você deve fazer é escrever um roteiro baseado em uma obra em que você não tem os direitos. É pura perda de tempo. Se você está interessado em ser um roteirista, crie uma história original.

    E eu vi algumas pessoas falando sobre movimentos de camera. NUNCA use movimentos de camera. Isso é pra quando o roteiro entrar em pré-produção. Se você escrever um roteiro com movimentos de camera ou coisas do tipo, a primeira coisa que o produtor vai fazer é jogar o seu roteiro no lixo, não vai nem ler o resto.
     
  5. Togo Bolseiro

    Togo Bolseiro Usuário

    Eu estou lendo o Manual do Roteiro, de Syd Field. Considero um bom livro pra quem quer comçar a escrever como eu.
     
  6. Sister Jack

    Sister Jack Usuário

    É uma droga. Uma perda de tempo. Tudo que você aprende lá vc pode aprender na Internet. Bobagem, Syd Field é um incompetente que nunca fez sucesso e decidiu ensiar o óbvio pra todo mundo para faturar alguma coisa.
     
  7. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    Eu sempre penso em como seria um filme das coisas que eu próprio escrevo, hehehehe... Mas não sou muito bom nisso não, sorry, meu negócio é assistir o filme prontinho comendo pipoca! ^^
     
  8. NeoDeSampa

    NeoDeSampa Usuário

    folco...

    vlw pelas dicas.... bom.. eu sei da parada de direito autoral e tudo mais....

    mas é que a historia é perfeita para um filme...seria o filme de samurai

    ele não luta como um, ams tem a honra de um

    mas jah pensei em outros roteiros...sei que vc é meio uhm..digamos... num curte trabalhar em grupo..a não ser com quemt em contato...mas se tiver afim de montar algo mp-me
     
  9. Meldannë Nimril

    Meldannë Nimril Usuário

    Só pq vc não tem o direito autoral ou pq o filme não é possível de ser feito, não significa q vc não possa escrever um roteiro por diversão... só pq é um roteirista ou tem um roteiro pronto não significa q vc tem q sair "vendendo" ele por aí... dá pra fazer os dois, as vezes é um bom exercício... eu escrevo roteiros tanto para me divertir qto para "vendê-los"... não sinto que perdi meu tempo com isso...

    realmente o syd field não precisa ser levado completamente a sério, infelizmente ele dá uma fórmula mastigadinha q as vezes provoca uma lavagem cerebral, mas, em termos de montagem de um roteiro ele não é de todo descartável...

    tem um livrinho q só explica as normas de configuração de um roteiro chamado "como formatar seu roteiro" do Hugo Moss, não tem teoria, não tem explicação de nada, apenas o básico escreva assim pq é melhor, evite algumas coisas etc.. eu acho q vale a pena...
     
  10. Sister Jack

    Sister Jack Usuário

    Não seria melhor fazer um roteiro que, além de exercitar a escrita, também exercitar a sua cratividade e habilidade de desenvolver uma estrutura, personagens, etc?

    Se você vai adaptar um livro, você já tem praticamente tudo pronto, o máximo que vc vai fazer é cortar algumas cenas, alterar outras e colocar no formato. O tempo que você gasta o adaptando, você podia estar escrevendo um totalmente original.

    Isso não é dica minha, isso é dica de roteristas profissionais.

    Agora, sobre FORMATO:

    Vou fazer um exemplo pra você. A cena é: "mulher entra no apartamento, bebe um copo d'água e atende o telefone."

    Veja só:



    FADE IN:

    INT. SALA - APARTAMENTO DE CLAUDETE - DIA

    A porta se abre e CLAUDETE, 26 anos, ruiva, alta, entra no seu apartamento pequeno e aconchegante e suspira. Parece cansada.

    Ela joga a bolsa em cima da mesa. A bolsa cai.

    Claudete olha para a bolsa, mas não toma nenhuma ação.

    Se dirige até a janela e abre as cortinas; o apartamento se ilumina.

    Ela caminha até uma porta deslizante.

    INT. COZINHA - DIA

    Claudete desliza a porta, abrindo o caminho para uma cosinha mal iluminada, contendo pratos sujos na pia e verduras espalhadas numa mesa.

    Ela abre a geladeira, modelo antigo, e pega uma garrafa de aguá.

    O telefone toca.

    Ela se assusta e deixa a garrafa cair no chão, derramando toda a água.

    CLAUDETE
    Droga!

    Seu olhar continua fixo na garrafa que ainda derrama os últimos mls de água no chão. Não toma nenhuma atitude, apenas olha desacreditada.

    Ela caminha até o telefone e o atende.

    CLAUDETE
    Sim?

    VOZ
    (do telefone)
    Você vai sair quando?

    CLAUDETE
    Quem é?

    VOZ
    (do telefone)
    É a Márcia. Não reconheceu não, é?

    CLAUDETE
    Desculpa, é que eu tomei um puta susto quando o
    telefone tocou e derramei uma garrafa no chão.
    Não tem jeito de abaixar o volume dessa droga de
    telefone?

    MÁRCIA
    Deve ser depressão pós-término-de-relacionamento.


    Etc.

    Acho que dá pra ter uma idéia aí, né?

    Eu acho que, se você está mesmo interessado em escrever um roteiro, Neo, você devia escrever algo bem pequeno e não complexo, de no máximo 10 páginas ou algo do tipo, e mandar pra mim pra eu ver o que você acertou e o que errou em termos de formatação, descrição, diálogo, essas coisas, e tentar dar uma crítica construtiva.

    Lembre-se do mais importante: mostre apenas o que público vê, não o que você sabe.
     
  11. NeoDeSampa

    NeoDeSampa Usuário

    vlw... preciso me ocuapr com algo..... vo pensar em algo criativo e te mando
     
  12. Meldannë Nimril

    Meldannë Nimril Usuário

    fazer uma adaptação de um livro tb ensina a vc coisas necessárias em um roteirista: como ser consciso, capaz de contar uma história grande em pouco tempo, não se enrolar no que vc diz, não fazer seus personagens se descaracterizarem a medida q o filme passa, manter uma linearidade temporal plausível...

    e outra coisa, eu acredito que é bem mais fácil para alguém q começa a escrever um roteiro se basear em algo que leu, ou uma história que ouviu em algum lugar, para fazer sua história. A adaptação nesse caso, é um exercício inicial muito melhor do q fazer algo totalmente novo e ficar vendo repetidas vezes se ficou bom ou não. Vc acaba gastando o tempo em correções de conteúdo de um texto totalmente novo enquanto poderia gastar mto menos em um texto adaptado e ter mais tempo para iniciar um segundo, dessa vez sim, totalmente novo...
     
  13. V

    V Saloon Keeper

    Discordo. É muito mais fácil fazer um roteiro a partir de alguma idéia original, porque você decide tudo que vai acontecer, e tem total liberdade. Adaptar um livro é uma tarefa muito árdua, você tem que levar em conta diversos fatores. Normalmente você vai ter que escolher o essencial da história, deslocar falas, cortar cenas, isso é tudo muito trabalhoso.

    Se você não tem idéias, sinceramente é melhor nem se aventurar na escrita. Papo sério. Um roteirista pode até viver de adaptar livros, mas se ele não tiver capacidade de criar algo, vai ser sempre um roteirista medíocre, mesmo em adaptações. Adaptações envolvem criação também. Você tem que ter idéias sobre como vai resolver os problemas que eu mencionei no parágrafo anterior.

    E idéias são coisas que simplesmente surgem. Uma pessoa que não lê, não vê filmes, etc, raramente vai ter idéias geniais, a não se que seja um gênio. E mesmo assim corre o risco de ter uma idéia que já foi explorada por outra pessoa. O Phillip Pulmann disse que não acredita em inspiração. Ele não espera a inspiração chegar para escrever. Ao invés disso, ele escreve sem inspiração.

    Isso é uma coisa que eu recomendo a qualquer um. Tente escrever mesmo sem ter uma idéia brilhante. A partir do momento em que você estabeleceu personagens, as reações destes aos acontecimentos devem fluir naturalmente. Se você não consegue imaginar o que o personagem faria em determinado momento é porque você não está envolvido o bastante e/ou não desenvolveu o personagem como deveria.

    Além disso, livros têm um ritmo baseado na leitura. Roteiros tem um ritmo visual. É completamente diferente, e deve-se observar essa diferença com atenção. Isso nos traz de volta ao que eu falei no começo do post. Transpor o ritmo da leitura para um ritmo visual não é nada fácil, na maioria dos casos. Principalmente quando o livro é elaborado em aspectos principalmente não-visuais, como os do Dostoiévsky, por exemplo.

    Se eu fosse adaptar alguma obra do Dostoiévsky, eu teria que escolher atentamente entre os trechos intermináveis de divagações e pensamentos e transformá-los em falas em momentos oporturnos. Ou então eu posso usar a saída mais pífia e recorrer a um voice-over atrás do outro, o que faria com que o meu roteiro ficasse uma merda.

    Claro que seria muito mais fácil adaptar algo basicamente descritivo e pobre em idéias, como Harry Potter ou algo que o valha. Aí seria basicamente o caso de escolher as cenas mais importantes e dar fluência a elas (coisa que não conseguiram fazer em nenhum dos dois filmes do HP, diga-se de passagem).

    Tomemos isto como exemplo, então. Se até em se tratando de um livro pobre e linear há a possibilidade de se fazer uma adaptação horrível, imagina com um livro complexo. Agora pegue a adaptação de SdA. Toda ela é feita tendo em mente o roteiro, e a fluência do roteiro. É por isso que os puristas reclamam. Eles não querem um roteiro com fluência, eles querem o livro em forma de roteiro, e isso é a única coisa que você não pode fazer.

    Como eu já disse, o livro tem um ritmo focado na leitura. Você pode ter uma cena em um livro onde um personagem passa páginas e páginas descrevendo alguma coisa que aconteceu. No livro isso funciona, porque enquanto o personagem conta a historinha dele, você vai imaginando. Muitos livros tem isso, normalmente é uma narrativa em primeira pessoa dentro de uma narrativa em terceira pessoa.

    Num roteiro isso é inconcebível. Imagina uma cena de 15 minutos mostrando um cara contando uma história. Seria um saco. Tipo, em Crime e Castigo tem uma parte onde o protagonista lê uma carta escrita pela mãe dele. A carta ocupa várias páginas do livro. Como adaptar isso? Com certeza você teria que resumir bastante as informações, e ainda assim dar a entender que havia mais coisa na carta.

    Imagine uma cena de 15 minutos com um cara lendo uma carta, enquanto vai rolando um voice-over da voz dele. Eca. Tipo, em 1984 tem um trecho imenso do protagonista lendo um livro, onde se explica a situação política do mundo. Não tem como colocar isso num roteiro. Seria melhor cortar essa parte e colocar um resumo em lettering no começo. Ou então adaptar de forma que as informaçõs sejam passadas através de diálogos que não estavam na obra original, diálogos retirados de trechos dissertativos contidos nesse livro que o personagem lê.

    Mas aí tem o problema, diálogos não são como trechos dissertativos. Cada personagem tem uma maneira de se expressar, ou pelo menos deveria ter. Ao colocar esses trechos na boca de certos personagens, você teria que adaptar aquela informação à maneira como o personagem em questão a colocaria. Isso pode ser deveras problemático.

    Bom, eu realmente recomendo pra qualquer um que se concentre em criar coisas novas ao invés de adaptar coisas já existentes, não porque criar seja mais difícil, mas sim por ser mais fácil.
     
  14. Meldannë Nimril

    Meldannë Nimril Usuário

    Você tem razão nesse ponto V, mas não se adapta apenas livros, podemos adaptar tb contos rápidos de poucos personagens, notícias de jornal... eu vi uma palestra com o roteirista de O Invasor onde ele dizia q todas as suas histórias eram baseadas em conversas que ele ouvia na rua e até mesmo nas antigas linhas cruzadas dos telefones.

    Com certeza, começar com uma adaptação de livro é muito mais difícil, mas começar com uma história curta pra mim parece simples. Até porque as idéias de um roteirista iniciante tendem a se expandir e sempre se tornarem longas demais para o que querem dizer. Isso acontecia mto comigo e com mta gente q eu conheço na faculdade.

    Na verdade, eu defendo essa idéia de apaptação pq funcionou mto bem comigo. Eu tinha q escrever um curta pra conclusão de um curso e a minha história original começou mto bem mas acabei perdendo total controle sobre ela, que acabou se alongando demais. As minhas idéias eram longas demais, incompletas demais, sem sentido demais ou tinham qq outro problema q me faziam descartá-las sempre. Então eu comecei a ler vários contos pra ver se me inspirava e resolvi adaptar um deles.
    Como o conto normalmente (é claro q se vc pega um conto onde há apenas um cara pensando sobre sua vida isso não acontece) se parece mais com um roteiro do que o livro, em termos de rapidez, descrição, falas, etc é mais fácil montar um roteiro em cima dele.
    No meu caso, como os personagens já existiam, eu pude perceber como eles eram montados, que parte deles era abordada na história. Como a história já tinha tempo e espaço eu percebi como eles eram descritos e utilizados, como o tempo era controlado pra q aquela história não se alongasse demais (como aconteceia com as minhas). Depois de analisar isso tudo, e fazer o meu roteiro, eu parti pra outro totalmente novo, onde consegui fazer com que a história que eu queria contar se encaixasse em um curta metragem e não num longa. Utilizadno algumas características q eu percebi no conto e outras q eu descobri sozinha enquanto fazia.

    É por isso q eu recomendo a adaptação de algo curto e consciso e que seja direto. E tb é o melhor qdo acaba a inspiração ehehe...
     
  15. Sméagol

    Sméagol Usuário

    Eu estava com um projeto de roteiro para quadrinho, junto com um amigo meu. Até postei isso lá no subfórum de quadrinhos. O V e o Folco deram uma ajuda boa. Acho que o de cinema deve ter algumas diferenças, mas o básico deve ser o mesmo (pelo menos bem parecido).

    Pena que estou sem inspiração nenhuma para escrever...tive que adiar o projeto... :(
     

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