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Grupo de Nicolelis consegue proeza: desenvolve “sexto” sentido em animais

Tópico em 'Ciência & Tecnologia' iniciado por ricardo campos, 16 Fev 2013.

  1. ricardo campos

    ricardo campos Debochado!

    por Conceição Lemes

    Nenhum mamífero, inclusive o ser humano, enxerga a luz infravermelha. O nosso olho não tem receptores para esse comprimento de ondas. Mas interagimos com ela toda vez que trocamos o canal da televisão, por exemplo. Quando o botão do controle remoto é apertado, um fecho de luz infravermelha sai daí, vai para um detector dessa luz na TV e muda o canal. Só répteis têm a capacidade de vê-la.

    Pois um grupo de pesquisadores liderados pelo neurocientista e professor Miguel Nicolelis, do Laboratório de Neuroengenharia da Duke University (EUA) e do Instituto Internacional de Neurociências de Natal (Brasil), conseguiu a proeza de fazer com que ratos, portanto mamíferos, aprendessem a perceber essa fonte de luz.


    A descoberta ocupa cinco páginas da edição de 12 de fevereiro da revista eletrônica Nature Communications. Neste domingo 17 de fevereiro, em Boston, Estados Unidos, Nicolelis falará sobre a pesquisa na reunião da Sociedade Americana para o Avanço da Ciência, entidade responsável pela publicação da revista Science.


    “Nós implantamos uma neuroprótese com detector de luz infravermelha na área do cérebro que processa a informação tátil”, explica Nicolelis. “Esse sensor detectava a presença e intensidade de luz infravermelha no ambiente e a traduzia em sinais elétricos, que eram entregues no córtex cerebral. E o cérebro, de alguma maneira que ainda não sabemos como, fez com que o animal começasse a entender, encontrar e buscar essa fonte de luz como se ele pudesse ‘tocá-la’, ganhando um ‘sexto’ sentido.” Pela primeira na história, a interface cérebro-máquina acrescentou um novo sentido em animais adultos. Confira.

    Fonte:

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  2. Lew Morias

    Lew Morias Luck is highly overrated

    :clap:

    Incrível, cara. Eu fico pensando como o rato 'percebe' a radiação infravermelha. E acho que enxergar essa nova habilidade como uma extensão da visão faz mais sentido do que afirmar que ela seria um 'sexto sentido'. O que eles fizeram foi aumentar o alcance da região do espectro eletromagnético que o cérebro do rato é capaz de entender/codificar/enxergar. Não que a experiência seja menos incrível por isso, só acho que seria mais adequado. xD

    Agora é tentar entender como o cérebro processou essa nova informação e deu sentido a ela.
     
  3. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Tinha lido essa matéria (interessante por sinal). No dia fiquei com vontade de mexer no título que eu deixaria as aspas um pouco mais adiante para incluir também a palavra sentido mudando para "sexto sentido". Pelo que entendi eles geraram pequenas convulsões na área tátil do cérebro (que seria diferente de criar um sexto sentido) deixando o equipamento mais próximo de uma prótese ou de um rato ciborgue. A interpretação do cérebro definiria se o rato começou a ter sensações inéditas a partir do bigode ou se é apenas uma sensação de epilepsia vinda do bigode toda vez que chega perto da luz. Lembra o experimento que estavam fazendo ao implantar imãs nos dedos de pessoas só que dessa vez o implante é no SNC.

    De qualquer forma é uma pesquisa interessante sobre interfaces de tecido nervoso com equipamentos eletrônicos. O cérebro se comunica com os sistemas por diversos meios (sólidos, líquidos como é o caso dos hormônios, elétricos, magnéticos, etc...). Seria necessário diferenciar um estímulo comum (que ocorre nas convulsões) dos estímulos integrados orgânicos e a partir daí abrir um canal para um sentido novo.
     

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