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Notícias Escritor uruguaio Eduardo Galeano morre aos 74 anos

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Bruce Torres, 13 Abr 2015.

  1. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Escritor uruguaio Eduardo Galeano morre aos 74 anos
    Jornalista, historiador e ensaísta morreu nesta segunda em Montevidéu.
    Ele é autor da obra 'As veias abertas da América Latina'.


    O escritor uruguaio Eduardo Galeano morreu aos 74 anos em Montevidéu, nesta segunda-feira (13), segundo o site do jornal "El País". Galeano estava internado em um hospital na capital uruguaia desde sexta-feira (10) devido a complicações de um câncer de pulmão,
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    Nascido em Montevidéu no dia 3 de setembro de 1940, Eduardo Galeano começou muito jovem no jornalismo e nos mais variados gêneros literários como o ensaio, a poesia e a narrativa. Ensaísta, historiador e ficcionista, publicou mais de 30 livros, quase todos traduzidos no Brasil. Ele é autor da obra "As veias abertas da América Latina", em que denunciou a opressão e amargura do continente e que foi traduzido para dezenas de idiomas.

    Em sua cidade natal, foi chefe de redação do semanário "Marcha", na década de 1960, e diretor do jornal "Época". Aos 14 anos, Galeano já vendia suas primeiras charges políticas para jornais uruguaios como El Sol, do Partido Socialista.

    Durante o golpe militar no Uruguai, em 1973, Galeano foi preso. Para fugir da cadeia, exila-se na Argentina. No país vizinho, chegou a lançar o livro “Crisis”, mas não teve vida fácil. Em 1976, outro golpe militar, dessa vez liderado pelo general Jorge Videla, coloca novamente sua vida em risco.

    O nome do escritor vai parar na lista dos esquadrões da morte, que executavam opositores ao regime. Para salvar sua vida, ele se refugia na Espanha. Ele só voltaria ao Uruguai em 1985, quando ocorre a redemocratização. Após o retorno, viveu em Montividéu até morrer.

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    Escritor uruguaio Eduardo Galeano
    (Foto: Pablo Porciuncula/AFP)

    Recebeu o prêmio Casa de Las Américas em 1975 e 1978, e o prêmio Aloa, promovido pelas casas editoras dinamarquesas, em 1993. A trilogia "Memória do fogo" foi premiada pelo Ministério da Cultura do Uruguai e recebeu o American Book Award (Washington University, EUA) em 1989.

    Ainda em solo espanhol, Galeano iniciou “Memória do fogo”, uma trilogia sobre a História das Américas. Passando pelos povos pré-colombianos até o recuo das ditaduras militares na região, Galeano leva para as páginas personagens como generais, artistas e revolucionários. A história americana é contatada por meio de pequenos textos sobre ações que mudaram o modo de encarar a vida no continente.

    Em 1999, Galeano foi o primeiro autor homenageado com o prêmio à Liberdade Cultural, da Lannan Foundation (Novo México). É autor de "De pernas pro ar", "Dias e noites de amor e de guerra", "Futebol ao sol e à sombra", "O livro dos abraços", "Memória do fogo" (que engloba "Os nascimentos", "As caras e as máscaras" e "O século do vento"), "Mulheres", "As palavras andantes", "Vagamundo", "As veias abertas da América Latina" e "Os filhos dos dias".

    Fonte:
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  2. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Eduardo Galeano foi muito além de “As Veias Abertas da América Latina”
    Rodrigo Casarin

    Morreu há pouco, por volta das 9 horas da manhã, em Montevidéu, aos 74 anos, o escritor uruguaio Eduardo Galeano, que vinha lutando contra um câncer no mediastino. A notícia me passou uma rasteira.

    Admirava profundamente Galeano, apesar de achar sua obra mais famosa, “As Veias Abertas da América Latina”, esteticamente um porre, com um tom historicista demais, em que pese a relevância do tema tratado: como esta parte do continente americano foi estuprada ao longo de séculos, algo que sempre precisamos ter em mente para entender a nossa realidade.

    Exatamente por isso que procurei por outros escritos do uruguaio. Em uma época que frequentava estádios semanalmente, encantei-me com “Futebol ao Sol e à Sombra”, com seu olhar apaixonado, nostálgico, mas também crítico, sobre o esporte mais popular do mundo. Passeando por outras obras, como “Memória do Fogo”, “Espelhos” e “Os Filhos dos Dias”, seu último livro, lançado por aqui em 2012, encontrei histórias peculiares que se passam principalmente nos rincões de toda a América Latina, lugar que sempre serviu de fonte de inspiração e informação para Galeano.

    Digo informação porque muito do que escrevia era baseado na realidade, ainda que criasse alguns detalhes e situações. Um exemplo: em “Os Filhos dos Dias”, lembrou de Fernando, um cachorro vira-lata que viveu na cidade de Resistência, na Argentina, onde andava com músicos, acompanhava concertos, tomava café e comia croissant. Nunca foi de ninguém, mas, de tão querido, uma multidão acompanhou o seu enterro. Hoje há três estátuas de Fernando pela cidade.

    O grande trunfo de Galeano era achar histórias como essa e transformá-las em literatura, dar-lhes um digno tratamento estético, exatamente o que faltou em sua obra mais conhecida. Seus textos eram, quase sempre, muito concisos e flertavam com o miniconto e a crônica, ainda que não se encaixassem exatamente em nenhum dos formatos – algo que agrega valor ao artista, aliás. Em obras de fôlego, eram fragmentos que compunham o todo.

    Entretanto, apesar de trabalhos de grande valor literário, foi mesmo “As Veias Abertas da América Latina”, publicado em 1971, que o fez conhecido em todo o mundo, tanto que, em 2009, o livro ficou entre os dez mais vendidos na Amazon após Hugo Chávez dá-lo de presente a Barack Obama durante a 5ª Cúpula das Américas.

    Galeano costumava dizer que jamais escreveria novamente “As Veias Abertas da América Latina”. Ótimo! Graças a isso, provavelmente, que seu estilo evoluiu e ele se tornou um dos autores contemporâneos mais interessantes do mundo. Fez isso mantendo, ao longo de toda vida, uma firme posição de esquerda, marcada principalmente pelo questionamento do poder e das riquezas. Fará falta esse uruguaio, seja por suas ideias, seja pela forma que as expunha.


    Fonte:
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  3. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

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