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Notícias Prêmio Camões 2023 vai para o tradutor português João Barrento

Béla van Tesma

Nhom nhom nhom
Colaborador

Prêmio Camões vai para o tradutor português João Barrento​

Intelectual se destaca por traduções da língua alemã, é pouco conhecido no Brasil e publica trabalhos de cunho acadêmico em seu país. Vai receber 100 mil euros

Escritor João Barrento

João Barrento traduziu para o português clássicos alemães escritos da Idade Média à contemporaneidade
Bruno Rascão/divulgação


O escritor português João Barrento foi o vencedor deste ano do Prêmio Camões, a mais alta distinção pelo conjunto da obra para um autor que trabalha em língua portuguesa.

O escritor, de 83 anos, é conhecido principalmente pelas traduções do alemão e pelos ensaios e críticas de viés mais acadêmico, mas também tem carreira como cronista. No Brasil, sua produção é menos conhecida e pouco editada.

O Camões é entregue desde 1989 a escritores e intelectuais vivos que trabalham em português, com o hábito mais recente de revezar entre vencedores de Portugal, do Brasil e de outros países lusófonos.

No ano passado, o vencedor foi o crítico literário e ficcionista mineiro Silviano Santiago. O troféu anterior foi o primeiro conferido a uma mulher africana, a moçambicana Paulina Chiziane, que só passou a ser melhor editada no Brasil depois do prêmio.

Imbróglio com Chico Buarque​

Em 2020, o escolhido foi o professor português Vitor Aguiar e Silva, que, contudo, morreu sem receber o troféu. Isso ocorreu porque a entrega do vencedor de 2019, o compositor e romancista Chico Buarque, foi atrasada quase quatro anos devido a conflitos do governo Jair Bolsonaro com o cantor, seu opositor declarado.

A cerimônia para premiar Buarque só ocorreu em abril deste ano, já com Lula como presidente. Na ocasião, o compositor e escritor aproveitou para criticar o mandatário anterior. “Reconforta-me lembrar que o ex-presidente teve a rara fineza de não sujar o diploma do meu Prêmio Camões, deixando seu espaço em branco para a assinatura do nosso presidente Lula.”

O prêmio é concedido pela Fundação Biblioteca Nacional, ligada ao governo brasileiro, e pela Secretaria de Cultura de Portugal, contando com jurados de ambos os países e de representantes de nações lusófonas da África.

O vencedor recebe 100 mil euros, equivalentes hoje a R$ 538 mil, valor dividido entre os governos brasileiro e português.

NOTAS DESTACAM TRAJETÓRIA BRILHANTE​

O presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Marco Lucchesi, em nota oficial, afirmou que João Barrento está entre os nomes mais representativos da literatura portuguesa. Lucchesi destacou que a trajetória do intelectual como professor, pesquisador, prosador e tradutor “constitui uma das mais sólidas bases humanísticas do nosso tempo”.

Ao justificar a concessão do prêmio a João Barrento, o júri destacou, em comunicado, a sólida trajetória do autor.
“Suas traduções de literatura de língua alemã, que vão da Idade Média à época contemporânea, e em todos os gêneros literários, formam o mais consistente corpo de traduções literárias do nosso patrimônio cultural e constituem indubitavelmente um meio de enriquecimento da língua e de difusão em português das grandes obras da literatura mundial”, diz a nota. (Da redação)

OS GANHADORES​

2023: João Barrento (Portugal)
2022: Silviano Santiago (Brasil)
2021: Paulina Chiziane (Moçambique)
2020: Vítor Aguiar e Silva (Portugal)
2019: Chico Buarque (Brasil)
2018: Germano Almeida (Cabo Verde)
2017: Manuel Alegre (Portugal)
2016: Raduan Nassar (Brasil)
2015: Hélia Correia (Portugal)
2014: Alberto da Costa e Silva (Brasil)
2013: Mia Couto (Moçambique)
2012: Dalton Trevisan (Brasil)
2011: Manuel António Pina (Portugal)
2010: Ferreira Gullar (Brasil)
2009: Arménio Vieira (Cabo Verde)
2008: João Ubaldo Ribeiro (Brasil)
2007: António Lobo Antunes (Portugal)
2006: José Luandino Vieira (Angola, recusou o prêmio)
2005: Lygia Fagundes Telles (Brasil)
2004: Agustina Bessa-Luís (Portugal)
2003: Rubem Fonseca (Brasil)
2002: Maria Velho da Costa (Portugal)
2001: Eugénio de Andrade (Portugal)
2000: Autran Dourado (Brasil)
1999: Sophia de Mello Breyner Andresen (Portugal)
1998: Antonio Candido (Brasil)
1997: Pepetela (Angola)
1996: Eduardo Lourenço (Portugal)
1995: José Saramago (Portugal)
1994: Jorge Amado (Brasil)
1993: Rachel de Queiroz (Brasil)
1992: Vergílio Ferreira (Portugal)
1991: José Craveirinha (Moçambique)
1990: João Cabral de Melo Neto (Brasil)
1989: Miguel Torga (Portugal)

Fonte: Estado de Minas
 
Acho as traduções dele bem herméticas, com o texto um tanto truncado. No caso, as traduções das obras de W. Benjamin e a de Fausto, que são as que eu conheço. Se bem que tais obras já são difíceis por si só, e eu não sei alemão pra comparar, então... só queria reclamar mesmo. #paz
 
Honestidade acima de tudo, reclamação em cima de todes. :timido:

Não conheço nada do Barrento, mas acho legal premiarem um tradutor pelo conjunto da obra. \o/
 
Merecidíssimo! Traduzir todo o Fausto do Goethe é um trabalho digno de todos os prêmios!
Ele também traduziu toda a poesia de outro poeta alemão de minha preferência, Hölderlin; infelizmente, porém, não publicada no Brasil até então...
 

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