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Desejo

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por imported_helen, 25 Dez 2010.

  1. imported_helen

    imported_helen Usuário

    Desejo

    Vejo pétalas à mercê do vento
    e tu sorris timidamene à lua,
    sorris feliz sem qualquer lamento,
    pois bem sabes que a noite é tua.


    És a estrela única a luzir,
    a noite já não é noite escura,
    é tempo de tudo fazer-se colorir,
    entreguemo-nos à essa inebriante locura.


    Pétalas ao vento, pétalas de teu encanto
    pétalas vermelho-e-branco, sem espinho,
    suspiro, as tomo como um manto.


    O abraço é doce e completo, sem fim,
    as sinto aqui dentro, meu próprio ninho,
    pétalas de amor borbulhando em mim.
     
  2. imported_Sun

    imported_Sun Usuário

    Esse foi bem Lira dos Vinte anos p mim ^^

    Para alguns o Lira de Álvares é "tediante " demais, mas para quem sabe analisar e reconhecer a obra de cada autor e o que quis cada um ao escrever, sabe que é uma das obras primas dele.

    Não sei se teu estilo é assim mesmo, porque tem horas que dá uma vontade de escrever de um jeito ou de outra forma em outro momento, mas gostei po poema.
    Ao meu ver(o que não é muita coisa, mas falo com sinceridade e respeito) foi bem íntimo, tipo como se vc tivesse bastante inspirado mesm no momento...gosto de poemas assim.
    Gostei da descrição, e do sentimento.
     
  3. imported_helen

    imported_helen Usuário

    Olá Sun,

    obrigado por inferir uma comparação dessas, Álvares é inegavelmente um dos maiores de nossa língua. Eu de fato quando comecei a escrever sempre fugia de rimas e quaisquer referências à métrica, pois achava que podava a minha inspiração. Essa quando me toma é de forma tão absoluta que é só deixar acontecer. Hoje já não as encaro assim, às vezes me atrevo a adicioná-las ao que escrevo. Confesso que revisitando a Lira, sim eu vejo, mantendo-se as devidas proporções, algo de similaridade.

    Do sentimento, se você não sente, não escreva!

    Grande abraço!
     

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